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    Temer mostra otimismo sobre acordo comercial entre Mercosul e União Europeia

    (Reuters) - O presidente Michel Temer procurou mostrar otimismo nesta terça-feira sobre o futuro de um acordo entre o Mercosul e a União Europeia, apesar das restrições que o presidente eleito Jair Bolsonaro já fez ao bloco sul-americano e ao pacto comercial.

    “Nós esperamos que retornando agora ao presidente Macri, quem sabe durante o seu mandato, nós consigamos em definitivo fechar a negociação com a União Europeia”, disse Temer em discurso durante cúpula do Mercosul, em Montevidéu.

    A presidência rotativa do bloco estará com a Argentina, do presidente Mauricio Macri, no primeiro semestre de 2019.

    Bolsonaro mostrou recentemente cautela sobre o acordo do Mercosul com a União Europeia, argumentando que vai se aprofundar no teor das negociações para só então assumir uma posição.

    Segundo o presidente eleito, Macri queira que ele 'apoiasse antecipadamente' o acordo, mas o futuro ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, recomendou 'um pouco mais de prudência'. [nL2N1Y51KZ]

    Na semana passada, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que o tempo está se esgotando para um acordo comercial entre os dois blocos e que o governo Bolsonaro tornará o tratado mais difícil de ser alcançado. [nL1N1YH0II]

    Temer, que deixa a Presidência da República no final do mês, defendeu a política de abertura comercial e de integração do Mercosul ao fazer seu discurso de despedida do bloco na cúpula desta terça-feira.

    'Nós abrimos o Mercosul e essa tem que ser a tônica do Mercosul. Nós temos que ter, em face da globalização, uma abertura cada vez mais eficiente.”

    (Texto de Alexandre Caverni, em São Paulo)

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    Acordo do Mercosul com Canadá pode sair em 2019, tratado com UE esbarra em desafio político, diz Itamaraty

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O Mercosul pode fechar já em 2019 acordo de livre comércio com o Canadá, ao passo que um tratado com a União Europeia segue esbarrando em entraves políticos, indicaram autoridades do Itamaraty nesta quinta-feira, ressaltando que há hoje alinhamento dos membros do bloco para maior abertura comercial.

    'Existe expectativa que no ano que vem as condições estariam dadas para acordo com Canadá', afirmou o diretor do Departamento de Negociações Comerciais Extrarregionais do Itamaraty, André Odenbreit Carvalho, em entrevista a jornalistas.

    Em relação à União Europeia, ele disse que as negociações técnicas são as mais avançadas e estão em boa parte resolvidas, tanto em relação ao texto normativo quanto ao tratamento das concessões associadas a acesso a mercado. Mas sugeriu faltar vontade política por parte dos europeus.

    'Não são desafios associados a tempo de negociação e sim de você conseguir um entendimento político que viabilize um equilíbrio satisfatório para as duas partes', disse.

    Carvalho defendeu que, do lado do Mercosul, as indicações de compromisso político favorável a uma conclusão rápida das negociações 'sempre foram frequentes e categóricas'.

    Os comentários foram feitos um dia depois da chanceler alemã, Angela Merkel, ter dito que o tempo está se esgotando para um acordo comercial entre os blocos, e que o novo governo brasileiro do presidente eleito Jair Bolsonaro tornará o tratado mais difícil de ser alcançado.

    Questionada se integrantes da equipe de transição já demonstraram interesse em seguir adiante com as tratativas com a UE, a subsecretária-geral interina da América Latina e do Caribe, embaixadora Eugenia Barthelmess, se limitou a dizer que o atual trabalho é pautado por diretrizes 'que favorecem um novo dinamismo dentro do Mercosul', deixando em aberto o que acontecerá no futuro.

    'O novo governo, assumindo, dará as diretrizes correspondentes que as áreas negociadoras do governo brasileiro seguirão naturalmente', disse.

    Durante a coletiva, Eugenia defendeu que os países que integram o Mercosul -- Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai -- vivem hoje um momento de 'particular afinidade' sobre a percepção de que maior abertura comercial é bem-vinda.

    Ela defendeu ainda que o atual modelo do bloco já permite que ele se engaje em esforços nesse sentido. Desde 1995 o Mercosul funciona como união alfandegária apesar de ter sido criado em 1991 como área de livre comércio.

    Recentemente, a Fundação Getulio Vargas (FGV) avaliou que o Brasil é limitado pelo formato do Mercosul, que impõe forte rigidez à expansão da rede de parceiros de acordos de livre comércio de seus membros e induz tarifas externas relativamente altas.

    Rebatendo esse argumento, o chefe da Divisão de Coordenação Econômica e Assuntos Comerciais do Mercosul, Hélio Silva Filho, afirmou que o bloco espera concluir antes da reunião da cúpula uma revisão parcial de tarifas para setor químico, que depende apenas da concordância do Paraguai. O encontro ocorrerá em Montevidéu, no Uruguai, em 17 e 18 de dezembro.

    O acordo na mesa é para que as tarifas de 55 produtos químicos orgânicos e inorgânicos caiam a 2 por cento, ante patamares que vão hoje de 10 a 14 por cento. Em termos de volume no Mercosul, a importação desses produtos correspondem a cerca de 290 milhões de dólares anuais.

    'É só um exemplo de que os mecanismos estão disponíveis, não há uma trava burocrática para abrir a economia do Brasil ou do Mercosul como um bloco. O grande fator determinante para que isso ocorra é a disposição política dos governos de fazerem isso', disse Silva Filho.

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    Mercosul e UE não fecham acordo porque europeus não querem, diz Maggi

    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse nesta quarta-feira que o Mercosul está pronto para fechar um acordo comercial com a União Europeia, que só não foi acertado ainda porque os europeus não querem concordar.

    'O Mercosul e a União Europeia só não têm um acordo, não é porque o Mercosul não quis, é porque a União Europeia não quis', disse o ministro.

    Os comentários do ministro foram feitos depois de a chanceler alemã, Angela Merkel, ter dito nesta quarta-feira que será mais difícil fechar um acordo de comércio com o Mercosul sob o comando do presidente eleito Jair Bolsonaro, que assumirá o cargo em 1º de janeiro.

    'O Brasil flexibilizou o que podia flexibilizar... Flexibilizamos até em detrimento do uns setores aqui internamente', disse a jornalistas.

    Bolsonaro já disse ser mais favorável a negociações bilaterais do que a engajamentos em grupos multilaterais, como no caso do Mercosul.

    Segundo o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, o Brasil está empenhado para que o acordo seja concluído, mas é preciso que os dois lados estejam interessados.

    'Nós atribuímos enorme importância (ao acordo UE-Mercosul). O ministro (das Relações Exteriores) Aloysio (Nunes) está pessoalmente empenhado na negociação. Tenho acompanhado todos os temas de maneira muito próxima e estamos dando todos os sinais que Brasil tem vontade e disposição de fechar o acordo, mas os dois lados têm que querer', afirmou Guardia a jornalistas.

    (Por Jake Spring e Marcela Ayres)

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    Mercosul e UE tentarão mais uma vez acordo em reunião na próxima semana

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - Em uma nova rodada técnica de negociações, Mercosul e União Europeia reúnem-se na próxima semana, em Montevidéu, para tentar destravar as negociações que, desde dezembro de 2017, praticamente não andaram, mas as possibilidades de sucesso são, até agora, pequenas, de acordo com uma fonte ouvida pela Reuters.

    'Chegou-se em um ponto que o que se exige de nós tem um custo político alto demais para os países, está muito complicado', disse a fonte, que acompanha de perto as negociações.

    Ao mesmo tempo, do outro lado a UE não tem chegado a oferecer o que o Mercosul espera em acesso a mercados, especialmente produtos agropecuários, que os países sul-americanos são competitivos.

    Depois de uma reunião de chanceleres em Brasília para tentar acertar os ponteiros, o ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Rodolfo Nin Nóvoa, afirmou que existe uma assimetria entre o acesso a mercados que a Europa oferece e o que o Mercosul quer. Além dos já tradicionais problemas com os subsídios europeus a produtos agrícolas.

    'Teremos uma nova rodada de negociações semana que vem em Montevidéu e, se não fecharmos, temos uma nova janela nos primeiros meses de 2019', disse Nóvoa a jornalistas após reunião no Itamaraty.

    O Parlamento Europeu tem uma nova eleição em maio do ano que vem, o que pode mudar a configuração política do bloco e fazer a negociação retroceder do ponto atual, o que aumenta a importância de se avançar nas negociações, afirmou o chanceler.

    'Há acontecimentos políticos, entre outros a troca do Parlamento na UE, e com isso, com toda certeza, a troca de alguns comissários, que será em abril ou em maio, que nos indica que deveríamos tratar de ter uma data limite nos primeiros meses do próximo ano', disse Novoa.

    A tentativa de acordo está praticamente parada desde dezembro de 2017, quando chegou no ponto mais perto de um pacto nos últimos anos.

    (Por Lisandra Paraguassu)

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    Bolsonaro diz que deseja se aprofundar mais sobre acordo Mercosul-UE antes de definir apoio

    (Reuters) - O Brasil adotará uma postura de prudência sobre as negociações comerciais entre o Mercosul e a União Européia e vai se aprofundar no teor das tratativas entre os dois blocos iniciadas há anos para só então tomar uma posição, disse nesta sexta-feira o presidente eleito, Jair Bolsonaro.

    Ele afirmou que conversou com o futuro Ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que pediu para que ele olhasse com mais cautela e detalhes os termos do potencial acordo entre os blocos.

    “O Macron (presidente francês) está defendendo a França e esse acordo Mercosul e UE atinge interesses da França que também atua no agronegócio. A partir do momento que querem diminuir os exportáveis nossos como comodities logicamente não pode contar com o nosso apoio“, disse ele a jornalistas em Guaratinguetá.

    “Mas não é um não em definitivo; vamos negociar. Conversei com o presidente Macri da Argentina e ele queira que eu apoiasse antecipadamente esse acordo, conversei com o futuro ministro Ernesto e ele recomendou ter um pouco mais de prudência para que o Brasil não perca mercado aí fora”, acrescentou Bolsonaro.

    A declaração ocorre um dia depois de o presidente eleito ter recebido em sua casa, no Rio de Janeiro, o assessor de segurança nacional dos EUA, John Bolton, em um encontro na direção a uma aproximação maior entre os dois países no campo comercial.

    Bolsonaro disse que o Brasil “cansou de eleger gente que odiava os Estados Unidos” e que seu objetivo é governar mais próximo dos norte-americanos.

    O presidente eleito informou que nos próximos dias vai anunciar os nomes de mais dois ministros. Nesta sexta, anunciou o almirante Bento Albuquerque para o Ministério de Minas e Energia.

    Bolsonaro acrescentou que a conclusão da obra de Angra 3 é uma prioridade do seu governo e não se pode prescindir dessa fonte de energia, além das fontes renováveis

    Ele voltou a dizer que a escolha para o Ministério do Meio Ambiente será de uma pessoa que não seja xiita nem favorável à chamada indústria de multas, porque “não se pode atrapalhar o desenvolvimento do nosso país”.

    MALTA E PARTIDOS

    Ao ser questionado se o senador Magno Malta (PR-ES) teria um cargo em seu governo, Bolsonaro disse que fez campanha sem prometer cargos.

    “Magno Malta não vai ficar abandonado. Ele pode participar do governo, mas não tem função para ele ainda. Os cargos de ministério estão se esgotando”, afirmou ele

    Bolsonaro minimizou ainda os riscos de evitar negociar com partidos a formação de seu governo e dar preferência às bancadas temáticas. Ele disse que a agenda político-partidária começa na semana que vem.

    “Atender agremiações deu errado... o Parlamento é responsável e se dermos errado todo mundo perde e os parlamentares sabem da crise ética, moral e econômica. O presidente não faz nada sozinho.”

    (Por Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro)

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    Carne e veículos ainda são obstáculos para acordo UE-Mercosul, diz Aloysio Nunes

    BRASÍLIA (Reuters) - Os negociadores de um acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul querem bater o martelo até setembro, mas diferenças a respeito da carne bovina, do açúcar e da indústria automotiva podem acabar com essas esperanças, disse o ministro de Relações Exteriores, Aloysio Nunes.

    Questões sobre propriedade intelectual, regras de origem e serviços marítimos também precisam ser resolvidas, disse o chanceler brasileiro em uma entrevista concedida na quinta-feira.

    'A UE não tem respondido aos movimentos que o Mercosul tem feito como nós esperamos', disse.

    O Mercosul solicitou um período de transição de 15 anos para a importação de veículos europeus e peças automotivas, mais do que os 10 anos propostos originalmente, para amenizar o impacto sobre sua indústria. Em troca, ofereceu aceitar uma quota generosa de importações da Europa durante o período de transição que 'praticamente anula' seu efeito, argumentou.

    A resistência da UE para dar acesso a algumas exportações de alimentos do Mercosul continua sendo um obstáculo central para a conclusão do acordo, que vem sendo negociado desde 1995.

    Nunes disse não ver nenhuma chance de alterar a quota oferecida pela comissão da UE para a importação de 99 mil toneladas de carne bovina do Mercosul por ano, menos do que a oferta europeia feita em 2004 – mas o bloco sul-americano insiste que essa quota entre livre de tarifas.

    O mesmo vale para o açúcar do Mercosul, que terá uma quota de 150 mil toneladas por ano, mas ainda precisa pagar uma tarifa de 98 euros por tonelada, o que tornará difícil ganhar espaço no competitivo mercado de açúcar europeu, disse Nunes.

    'Se eles nos oferecem uma quota, que seja uma quota para valer, e não uma quota fictícia'.

    Nunes disse que o Mercosul, que é formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai e é o quarto maior bloco comercial do mundo, ofereceu à UE um grande mercado de consumidores de classe média disposto a comprar produtos europeus.

    Como as negociações comerciais com os Estados Unidos foram interrompidas depois da vitória presidencial de Donald Trump em 2016, a UE fechou acordo comerciais com o Japão e o México, e o Mercosul é o próximo da lista.

    Em termos de redução de tarifas, pode se tratar do pacto comercial mais lucrativo do bloco até hoje, já que a economia pode ser até três vezes maior do que a de acordos com o Canadá e o Japão somados.

    Nunes disse que a separação britânica da UE não terá impacto no acordo UE-Mercosul para além de servir como base para uma futura negociação com o Reino Unido.

    'Boris Johnson me disse, quando era ministro, que o acordo da UE seria o 'padrão mínimo' para um acordo Mercosul-Reino Unido', afirmou Nunes.

    (Por Anthony Boadle e Jake Spring)

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    Mercosul busca aproximação com outros blocos, preocupado por demora em acordo com UE

    ASSUNÇÃO (Reuters) - Líderes do Mercosul se reuniram nesta segunda-feira no Paraguai para uma reunião de cúpula com as atenções voltadas para a aproximação com outros blocos comerciais, preocupados pela demora da conclusão de um longamente negociado acordo comercial com a União Europeia.

    O relacionamento externo do Mercosul foi um dos principais tópicos das discussões prévias ao encontro entre os líderes ou representantes de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A Venezuela também faz parte do Mercosul, mas está atualmente suspenso.

    O Uruguai assumirá a presidência para o próximo semestre com a intenção de promover um acordo com a China, que é responsável por 11 por cento do comércio mundial e que está atualmente em uma disputa comercial com os Estados Unidos.

    Pedimos proceder, e se por alguma razão algum de nós... não puder avançar nesse aspecto, que também dialoguemos e encontremos fórmulas que, sem lesionar o Mercosul, contemplem seus próprios Estados , disse o presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, durante seu discurso.

    A China é um mercado-chave para as exportações de commodities do bloco, mas também vende produtos que competem com a produção nacional dos países sul-americanos. Na América do Sul, Chile e Peru são os únicos países que têm acordos comerciais com a China.

    Pouco antes, o presidente uruguaio havia criticado a demora nas negociações comerciais do Mercosul com a União Europeia, cuja última rodada de conversações terminou com um progresso limitado e acusações mútuas sobre quem estaria travando o acordo.

    Não estamos dispostos a perder tempo em negociações eternas... também não estamos dispostos a assinar um 'acordinho' , disse Vázquez.

    As dificuldades para o acordo avançar persistem na questão dos produtos industrializados e agrícolas, como a carne bovina, da América do Sul, e os laticínios europeus, de acordo com autoridades.

    Em sua fala no encontro de cúpula, o presidente Michel Temer defendeu a continuidade das negociações.

    Nós não devemos abandonar a ideia desta aliança... porque, na premissa que levantei, segundo a qual o nosso trabalho há de ser um trabalho cada vez mais de abertura para o mundo, fechar essa porta agora significa impedir o caminho das negociações que nestes últimos tempos, com todos os naturais embaraços, têm tido razoável sucesso”, afirmou.

    Temer também se disse favorável a uma aproximação do Mercosul com os países da Aliança do Pacífico, formada por Chile, Colômbia, México e Peru. Os dois blocos realização uma reunião no final de julho.

    Os presidentes comemoraram, ainda, o início dos últimos meses de negociações para acordos de comércio com Canadá e Coreia do Sul, e o lançamento próximo de conversações com Cingapura.

    Os países aprovaram uma declaração sobre a crise humanitária e imigratória na Venezuela, e outra sobre a Nicarágua, onde uma onda de protestos contra o governo do presidente Daniel Ortega deixou mais de 170 mortos nos últimos meses.

    (Reportagem de Daniela Desantis e Mariel Cristaldo)

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    Temer diz que Mercosul segue vigilante sobre crise na Venezuela

    (Reuters) - O presidente Michel Temer disse nesta segunda-feira que o Mercosul segue vigilante sobre a crise venezuelana, e o momento não permite hesitações.

    “Nós temos dever de fidelidade aos valores essenciais de nossos povos: democracia, liberdades fundamentais, direitos humanos , disse Temer em reunião do Mercosul, em Assunção.m

    Não foi por outra razão que nós aplicamos o protocolo de Ushuaia diante, lamentamos dizer, de uma certa ruptura existente na ordem democrática da Venezuela. E nós continuamos vigilantes frente a eventual deterioração humanística, digamos assim, no quadro daquele país.”

    A Venezuela vive grave crise político-econômica e milhares de venezuelanos têm deixado o país em direção a seus vizinhos, como o Brasil.

    “Portanto, um povo irmão da América do Sul atravessa um momento preocupante e, portanto, não há espaço para hesitações , acrescentou Temer.

    O presidente aproveitou para dizer que irá a Roraima na terça-feira, onde se concentra a grande maioria dos venezuelanos que migraram para o Brasil nos últimos meses.

    UNIÃO EUROPEIA

    Em seu discurso, Temer defendeu ainda a abertura comercial do Mercosul --bloco formado por Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela, que está suspensa-- e a importância das negociações com a União Europeia.

    “Eu acho que nós, durante muito tempo trabalhamos para este acordo com a União Europeia. Penso, entretanto, que nós incentivamos e acentuamos muito mais as nossas negociações nesses últimos anos. Não é sem razão, que as negociações com a União Europeia avançaram enormemente nesses últimos tempos , disse.

    Nós sabemos que na atividade político-econômica nem tudo se resolve de um dia para o outro, de um ano para o outro , acrescentou. Nós não devemos abandonar a ideia desta aliança... porque, na premissa que levantei, segundo a qual o nosso trabalho há de ser um trabalho cada vez mais de abertura para o mundo, fechar essa porta agora significa impedir o caminho das negociações que nestes últimos tempos, com todos os naturais embarassos, tem tido razoável sucesso.”

    (Por Alexandre Caverni, em São Paulo)

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