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    Merkel condena xenofobia da extrema-direita alemã e slogans nazistas

    BERLIM (Reuters) - A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, repudiou ataques xenófobos e o uso de slogans nazistas ao fazer um discurso enfático no Parlamento nesta quarta-feira, depois que as manifestações mais violentas da extrema-direita em décadas expuseram as divisões profundas do país.

    Protestos de radicais de extrema-direita em Chemnitz, cidade do leste alemão, ocorridos duas semanas atrás depois que um alemão foi morto a facadas supostamente por dois imigrantes ressuscitaram um debate intenso sobre a decisão tomada por Merkel em 2015 de acolher mais de 1 milhão de refugiados.

    'Não existe desculpa ou razão para se caçar pessoas, usando violência e slogans nazistas, mostrando hostilidade a pessoas de aparência diferente, que têm um restaurante judeu, para ataques a policiais', disse Merkel ao Bundestag, a câmara baixa do Parlamento.

    'Não permitiremos que grupos inteiros de nossa sociedade sejam excluídos na surdina', disse ela, acrescentando que judeus, cristão e ateus têm lugar na sociedade alemã e que a dignidade humana é fundamental.

    A chanceler reagia a um discurso apaixonado do líder do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), que disse que a 'paz doméstica' da nação está em risco.

    'Por mais repugnantes que sejam as saudações a Hitler, gostaria de lembrá-los que o evento realmente grave em Chemnitz foi o ato sangrento de dois postulantes a asilo', disse Alexander Gauland.

    (Por Madeline Chambers, Michelle Martin e Paul Carrel)

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    Merkel promete continuar no cargo e trabalhar em relação 'sob pressão' com EUA

    BERLIM (Reuters) - A chanceler alemã, Angela Merkel, que prometeu continuar no cargo apesar dos desafios dentro e fora de casa, disse que trabalhará na relação 'sob pressão' da Alemanha com os Estados Unidos, mas que não é mais possível esperar que Washington se encarregue da ordem mundial.

    Em uma coletiva de imprensa abrangente, Merkel descreveu o relacionamento alemão com os EUA como 'crucial', mesmo depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter acusado Berlim na semana passada de ser 'refém' da Rússia devido à sua dependência energética.

    Merkel, de 64 anos, está sendo alvo de críticas em casa e no exterior enquanto tenta manter uma coalizão fragmentada, assolada por disputas internas derivadas da política imigratória, e ao mesmo tempo lidar com Trump e uma série de desafios de política externa, incluindo a desfiliação britânica da União Europeia, conhecida como Brexit.

    Na semana passada Trump disse que a Alemanha erra ao apoiar um gasoduto de 11 bilhões de dólares no Mar Báltico para importar ainda mais gás russo enquanto mostra lentidão em cumprir a meta de gastos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) – uma decisão que descreveu como 'uma coisa horrível'.

    Indagada sobre seu relacionamento de trabalho com Trump, Merkel respondeu: 'Pode-se dizer que os valores, ou nossa estrutura normal, estão sob forte pressão no momento'.

    'Entretanto, o relacionamento de trabalho transatlântico, inclusive com o presidente dos EUA, é crucial para nós, e continuarei cultivando-o', acrescentou.

    Merkel, conservadora que cresceu na Alemanha Oriental comunista, elogiou o fato de Trump ter convidado o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para visitá-lo em Washington no outono local e disse que deveria voltar a ser normal os dois líderes se reunirem.

    Mas ela acrescentou que teve razão ao dizer, um ano atrás, que a Europa não pode mais esperar que os EUA imponham ordem no mundo e que o continente precisa se encarregar das questões que o tocam diretamente.

    'Não podemos contar com o superpoder dos Estados Unidos', afirmou a chanceler, descrevendo as possíveis tarifas norte-americanas a carros importados como 'uma verdadeira ameaça à prosperidade de muitos no mundo'.

    (Reportagem de Riham Alkousaa, Michelle Martin, Thomas Escritt e Paul Carrel)

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    Partido alemão SPD diz que precisa estudar acordo migratório fechado por Merkel com aliados da Baviera

    BERLIM (Reuters) - O Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), legenda integrante da coalizão da chanceler alemã, Angela Merkel, disse nesta terça-feira que ainda precisa avaliar um acordo sobre políticas migratórias que a líder fechou com seus aliados da Baviera para salvar seu governo de apenas três meses.

    O acordo entre a União Democrata-Cristã (CDU), de Merkel, e seus aliados bávaros da União Social-Cristã (CSU) prevê zonas de trânsito especial na fronteira da Alemanha com a Áustria onde imigrantes já registrados em outros países da União Europeia serão mantidos.

    Eles então seriam enviados de volta, embora a Áustria ainda não tenha concordado com isso e tenha sinalizado possíveis objeções dizendo que precisaria proteger suas fronteiras com a Itália e a Eslovênia se o acordo alemão entrar em vigor.

    A nova política que aumenta as restrições para imigrantes é um meio-termo que permitiu que Merkel e o líder da CSU, Horst Seehofer, pusessem fim a uma disputa sobre imigração que tem ameaçado sua coalizão governista.

    Merkel disse que o acordo mostra que a Alemanha não está simplesmente tomando ações unilaterais, mas trabalhando com seus parceiros da Europa.

    Seehofer, que também é ministro do Interior e que defende controles mais rígidos nas fronteiras do país, provocou incerteza nos últimos dias ao ameaçar renunciar ao cargo, mas depois voltou atrás. Agora, ele disse que continuará como chefe da pasta.

    A disputa destacou as profundas divergências dentro da Europa sobre como lidar com os imigrantes que têm chegado ao continente nos últimos três anos.

    Seehofer disse que irá a Viena em breve e que já conversou com o chanceler da Áustria, Sebastian Kurz, por telefone. Tenho a impressão de que ele está interessado em uma solução sensata , disse antes de um evento do partido.

    (Reportagem de Madeline Chambers)

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    Conservadores de Merkel chegam a acordo sobre imigração

    Por Thomas Escritt e Madeline Chambers

    BERLIM (Reuters) - Os conservadores da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, chegaram a um acordo nesta segunda-feira em uma disputa sobre imigração que ameaçava derrubar sua frágil coalizão governista, após conversas com seu rebelde ministro do Interior o levarem a desistir de sua ameaça de renunciar.

    Após cinco horas de conversas, Horst Seehofer, líder da União Social-Cristã da Baviera (CSU), disse a repórteres que irá permanecer em seu cargo após um acordo com a União Democrata-Cristã (CDU), de Merkel, que ele disse que irá conter a imigração ilegal.

        “Após intensas discussões entre a CDU e a CSU, nós chegamos a um acordo sobre como podemos impedir no futuro imigração ilegal na fronteira entre Alemanha e Áustria”, disse Seehofer a repórteres após deixar a sede da CDU em Berlim.

    O acordo, que tirou o governo da beira do colapso apenas três meses após sua formação, mantém Merkel no cargo. Mas o tamanho da mulher que dominou a política européia por 12 anos e meio parece muito diminuído, levantando questões sobre se ela chegará ao fim de seu mandato.

        Sob o acordo, anunciado pela secretária-geral da CDU, Annegret Kramp-Karrenbauer, imigrantes que já solicitaram asilo em outros países da União Europeia serão mantidos em centros de trânsito na fronteira enquanto a Alemanha negocia acordos bilaterais para seus retornos.

        A disputa havia elevado a tensão na aliança entre os dois partidos, que já dura de 70 anos, perto do ponto de ruptura. Sob a aliança, a CDU deixa a CSU agitar a bandeira conservadora no rico Estado da Baviera.

        O acordo significa que Seehofer foi capaz de atrair controles imigratórios mais duros, enquanto Merkel foi capaz de dizer que a Alemanha aderiu às regras da EU e está comprometida com os princípios de liberdade de movimentação dentro do bloco.

        “O espírito da parceira na União Europeia está preservado e ao mesmo tempo um importante passo para a ordem (foi tomado)”, disse Merkel a repórteres.

        Mas a crise, a mais recente em uma série de disputas sobre imigração entre os dois partidos, é outro sinal da ampla divisão na UE daqueles que querem manter fronteiras abertas e aqueles que querem restringir o número de imigrantes que entram no bloco.

        A CDU, de Merkel, depende da CSU para manter o poder por meio de uma coalizão, que também inclui o Partido Social-Democrata, de centro-esquerda.

        A CSU enfrenta um grande desafio da Alternativa para a Alemanha, da extrema-direita, na eleição regional de outubro.

        Mesmo que a disputa de imigração agora tenha sido resolvida, isto deixa Seehofer, que voltou atrás em uma ameaça de renunciar, rebaixado, disseram especialistas. A disputa, e o compromisso desta segunda-feira, também é um sinal de que a autoridade de Merkel, em dado momento a líder mais poderosa da Europa, está perdendo força após 12 anos e meio no cargo.

    (Reportagem adicional de Joseph Nasr) 

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    Merkel diz antes de cúpula da UE que solução para imigração na Europa é 'tudo ou nada'

    Por Gabriela Baczynska e Noah Barkin

    BRUXELAS (Reuters) - Sob intensa pressão de aliados conservadores na Alemanha, a chanceler alemã, Angela Merkel, conclamou os líderes europeus nesta quinta-feira a buscarem uma abordagem comum para a imigração, classificando-a como uma questão de tudo ou nada para a Europa.

    Merkel falou ao Parlamento alemão antes de uma cúpula da União Europeia que começa mais tarde nesta quinta-feira e deve ser dominada pela imigração, em um momento no qual partidos de direita ganham força em todo o bloco.

    A Europa enfrenta muitos desafios, mas o da imigração pode se tornar o 'tudo ou nada' para a UE , disse Merkel, cujo futuro político está ameaçado por uma reação negativa de aliados conservadores da Baviera às suas políticas imigratórias.

    Na cúpula de dois dias, os líderes da UE combinarão medidas para restringir a chegada de imigrantes pelo Mediterrâneo, gastos maiores para combater a imigração ilegal e mais cooperação para evitar que refugiados e imigrantes se movimentem dentro do bloco, segundo o esboço de um comunicado.

    Mas três anos depois de mais de um milhão de pessoas entrarem na Europa --muitas delas refugiadas fugindo de conflitos no Oriente Médio-- os líderes continuam divididos sobre como lidar com os postulantes a asilo.

    Merkel está sendo pressionada pela União Social-Cristã da Baviera (CSU) a conter a imigração rumo à Alemanha com mais rigor, embora o número de chegadas tenha diminuído acentuadamente desde o pico de 2015.

    Como a Baviera é o principal ponto de entrada de imigrantes no país, a CSU disse que começará a rejeitar em sua fronteira aqueles que se registraram em outros países europeus, a menos que a chanceler firme um acordo em Bruxelas.

    Isso parece improvável, dadas as divisões entre os 28 países-membros da UE. Merkel, no entanto, indicou ao Parlamento que buscará uma coalizão dos dispostos para tentar fazer acordos bilaterais com nações como a Grécia e a Itália.

    O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, disse ao jornal Financial Times que está aberto a um pacto com Berlim para reduzir a imigração secundária de refugiados que ingressam pela fronteira sul da UE e depois seguem para o norte.

    A Itália pode causar mais dificuldades, já que seu novo governo rejeitou qualquer medida que obrigue o país a receber mais pessoas.

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    Merkel diz que acordo da UE sobre imigração não será fechado nesta semana

    BERLIM (Reuters) - A chanceler alemã, Angela Merkel, disse nesta terça-feira que uma solução da União Europeia para a questão imigratória não será alcançada em uma cúpula do bloco marcada para esta semana, mas acrescentou que continuará a buscar acordos bilaterais.

    Não vai haver uma solução para todo o pacote de asilo, ou seja, para todas as sete diretrizes, até sexta-feira , disse Merkel em coletiva de imprensa com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, acrescentando que é necessário mais tempo para trabalhar em duas diretrizes.

    Por essa razão eu falei sobre trabalhar com países que estão dispostos em todas as dimensões da política imigratória --o primeiro-ministro espanhol falou sobre a dimensão externa e eu falei sobre a dimensão interna, e nesse espírito nós teremos mais conversas nos próximos dias , acrescentou Merkel.

    Durante a coletiva de imprensa em Berlim, Sánchez disse que a única maneira de lidar com a imigração é através de uma abordagem europeia comum, e que os países da UE precisam compartilhar as responsabilidades entre si.

    A Alemanha está buscando acordos diretos sobre imigração com Estados membros separados da União Europeia, disse Merkel no domingo.

    Nesta terça-feira, Sánchez se comprometeu a trabalhar de perto com a Alemanha para encontrar soluções comuns para a imigração.

    (Reportagem de Michelle Martin, Madeline Chambers e Jesús Aguado)

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