alexametrics
Capa do Álbum: Antena 1
ANTENA 1A RÁDIO ONLINE MAIS OUVIDA DO BRASIL

    NOTÍCIAS SOBRE mianmar

    Veja essas e outras notícias da Antena 1

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Ações de Suu Kyi em Mianmar são 'lamentáveis', mas Nobel da Paz será mantido, diz fundação

    Ações de Suu Kyi em Mianmar são 'lamentáveis', mas Nobel da Paz será mantido, diz fundação

    Por Esha Vaish

    ESTOCOLMO (Reuters) - Algumas das ações tomadas por Aung San Suu Kyi como líder civil de Mianmar são 'lamentáveis', mas o Prêmio Nobel da Paz concedido a ela não será retirado, disse o chefe da Fundação Nobel à Reuters em entrevista concedida à Reuters.

    Lars Heikensten, que se pronunciou dias antes da concessão do prêmio deste ano, disse não fazer sentido retirar prêmios em reação a coisas que aconteceram após sua entrega, já que os juízes teriam que debater os méritos dos laureados constantemente.

    Investigadores da Organização das Nações Unidas (ONU) emitiram um relatório em agosto acusando os militares de Mianmar de realizar execuções em massa de muçulmanos rohingyas com 'intenção genocida' em uma operação que levou mais de 700 mil refugiados a fugirem para Bangladesh pela fronteira.

    Suu Kyi, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1991 por fazer campanha pela democracia e hoje lidera o governo de Mianmar, foi acusada no mesmo relatório de não usar sua 'autoridade moral' para proteger civis.

    'Vemos que o que ela tem feito em Mianmar vem sendo muito questionado, e defendemos os direitos humanos, este é um dos nossos valores centrais', disse Heikensten em entrevista na sexta-feira.

    'Então é claro que, tanto quanto ela é responsável por isso, é muito lamentável', acrescentou.

    O porta-voz do governo de Mianmar, Zaw Htay, não respondeu ligações pedindo comentários na segunda-feira. No mês passado ele disse que não conversará mais com a imprensa por telefone, mas só em uma coletiva duas vezes por semana.

    Mianmar rejeitou as conclusões da ONU, que classificou como 'unilaterais', e disse que a ação militar, ocorrida após ataques de militantes às forças de segurança em agosto do ano passado, foi uma operação de contrainsurgência legítima.

    No mês passado Suu Kyi disse que, em retrospecto, seu governo poderia ter lidado melhor com a situação no Estado de Rakhine, mas não reconheceu nenhum crime grave.

    'Não acreditamos que faria sentido tentar retirar prêmios... isso nos envolveria em discussões constantes sobre os méritos do que as pessoas estão fazendo mais tarde, depois de terem recebido o prêmio', disse Heikensten.

    'Sempre houve e haverá laureados do Nobel que estão fazendo coisas depois de terem recebido o prêmio que não aprovamos ou que não achamos ser coisas corretas. Isso não podemos evitar, acho', acrescentou.

    O Prêmio Nobel da Paz de 2018 será anunciado em Oslo na sexta-feira.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Transição democrática de Mianmar está 'em um impasse', diz painel da ONU

    Transição democrática de Mianmar está 'em um impasse', diz painel da ONU

    Por Stephanie Nebehay

    GENEBRA (Reuters) - A transição democrática de Mianmar se encontra em um impasse, uma vez que as autoridades tentam silenciar os críticos mas permitem o discurso de ódio, particularmente contra muçulmanos rohingyas, disse nesta terça-feira o chefe da missão de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) para o país.

    Marzuki Darusman, diretor da Missão de Verificação de Fatos da ONU em Mianmar, denunciou o que qualificou como 'brutalidade extrema dos militares' conhecidos como Tatmadaw, ao apresentar um relatório que o enviado do governo de Mianmar rejeitou por considerar unilateral.

    A comissão apresentou seu relatório completo de 440 páginas depois de um sumário divulgado em 27 de agosto em que disse que os militares de Mianmar cometeram assassinatos em massa e estupros de rohingyas com 'intenção genocida' e pediram que o comandante-chefe, Min Aung Hlaing, e cinco generais sejam processador pelos crimes mais graves previstos na lei internacional.

    O governo de Mianmar refutou o sumário na ocasião e disse que a comunidade internacional está fazendo 'alegações falsas'. Os militares não comentaram, e a Reuters não conseguiu contatar os generais mencionados no relatório.

    O embaixador de Mianmar, Kyaw Moe Tun, rejeitou as conclusões da comissão por serem 'unilaterais', e disse que o governo não reconhece sua autoridade.

    'Este relatório não só é prejudicial para a coesão social no Estado de Rakhine, ele também mina os esforços do governo para trazer paz, reconciliação nacional e desenvolvimento à nação inteira', disse ele ao fórum.

    Darusman disse nesta terça-feira que 'não existe lei nem instituição de Mianmar que esteja acima dos Tatmadaw', e pediu o fim do que classificou como sua 'impunidade completa'.

    A democracia depende de autoridades que aceitam monitoramento e lutam contra o discurso de ódio e a desinformação, afirmou.

    'Neste aspecto, a transição democrática de Mianmar mal começou, e agora está em um impasse', acrescentou.

    Darusman disse que a repressão militar em Rakhine em agosto de 2017, desencadeada na esteira de ataques de insurgentes, provocou um êxodo em massa de quase 750 mil rohingyas para Bangladesh, as mortes de ao menos 100 mil pessoas e a destruição de mais de 37 mil casas e estruturas dos rohingyas.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Líder de Mianmar Suu Kyi defende condenação de repórteres da Reuters

    Líder de Mianmar Suu Kyi defende condenação de repórteres da Reuters

    HANÓI (Reuters) - A líder do governo de Mianmar, Aung San Suu Kyi, disse nesta quinta-feira que os dois repórteres da Reuters presos no país podem recorrer da condenação de 7 anos de prisão, e que o julgamento deles não teve qualquer relação com a liberdade de expressão.

    Questionada sobre como se sentia prendendo jornalistas como uma líder democrática, Suu Kyi disse: 'Eles não foram presos porque são jornalistas, eles foram presos porque... o tribunal decidiu que eles violaram a Lei de Segredos Oficiais'.

    Suu Kyi se pronunciou durante o Fórum Econômico Mundial da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) em Hanói, no Vietnã, respondendo a uma pergunta do mediador que questionou se ela se sentia confortável com a prisão dos repórteres.

    Os jornalistas Wa Lone, de 32 anos, e Kyaw Soe Oo, de 28 anos, foram considerados culpados de violar uma lei sobre segredos oficiais e condenados no início deste mês, em um caso marcante visto como um teste para o progresso democrático em Mianmar.

    Sua prisão desencadeou grande indignação internacional, incluindo um pedido do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, por sua libertação.

    'Me pergunto se muitas pessoas realmente leram o resumo do julgamento, que não teve nenhuma relação com liberdade de expressão, teve relação com a Lei de Segredos Oficiais', disse Suu Kyi.

    'Se acreditamos no Estado de Direito, eles têm todo o direito de recorrer do julgamento e de apontar porque o julgamento foi errado', acrescentou.

    (Reportagem de James Pearson, Mai Nguyen e Khanh Vu, em Hanói, e Simon Lewis, em Yangon)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Bachelet pede à ONU novo órgão de direitos humanos para investigar crimes contra rohingyas

    Bachelet pede à ONU novo órgão de direitos humanos para investigar crimes contra rohingyas

    Por Stephanie Nebehay

    GENEBRA (Reuters) - A chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Michelle Bachelet, pediu nesta segunda-feira a criação de um novo organismo para reunir provas visando um futuro processo de crimes cometidos contra muçulmanos rohingyas de Mianmar, incluindo assassinatos e torturas.

    Uma equipe de investigadores independentes da ONU disse em um relatório publicado no mês passado que existem indícios de 'intenção genocida' dos militares contra os rohingyas e que crimes contra a humanidade e crimes de guerra parecem ter sido cometidos.

    Os investigadores identificaram seis generais de Mianmar, incluindo o comandante-chefe das Forças Armadas do país, dizendo que deveriam ser levados à Justiça.

    Um ano atrás, tropas do governo conduziram uma operação repressiva brutal em Rakhine, um Estado de Mianmar, em reação a ataques do Exército de Salvação Arakan Rohingya (Arsa) a 30 postos policiais e uma base militar do país. Cerca de 700 mil rohingyas fugiram da repressão, e hoje a maioria mora em campos de refugiados na vizinha Bangladesh.

    Em seu primeiro discurso ao Conselho de Direitos Humanos da ONU desde que tomou posse em 1º de setembro, Bachelet disse que os ataques e a perseguição parecem continuar em Rakhine. Investigadores também encontraram indícios de execuções, tortura e violência sexual contra minorias nos Estados de Kachin e Shan, disse.

    'A persistência destes padrões de violações sublinha a impunidade total concedida às forças de segurança de Mianmar', disse Bachelet ao fórum de 47 membros em Genebra, que inaugurou uma sessão de três semanas.

    Ela louvou o fato de o procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) ter decidido na semana passada que sua corte tem jurisdição sobre as supostas deportações de rohingyas de Mianmar para Bangladesh por vê-las como possíveis crimes contra a humanidade.

    'Este é um passo imensamente importante para acabar com a impunidade e tratar do sofrimento enorme do povo rohingya'.

    'Também louvo os esforços de Estados-membros deste Conselho para estabelecerem um mecanismo internacional independente para Mianmar, para reunir, consolidar, preservar e analisar indícios dos crimes internacionais mais graves de forma a acelerar julgamentos justos e independentes em cortes nacionais e internacionais'.

    Mianmar negou ter cometido atrocidades contra os rohingyas, dizendo que seus militares realizaram ações justificáveis contra militantes e sinalizando que não pretende cooperar com o TPI.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Mídia e ativistas de Mianmar criticam condenação de repórteres da Reuters

    Mídia e ativistas de Mianmar criticam condenação de repórteres da Reuters

    Por Shoon Naing e Thu Thu Aung

    YANGON (Reuters) - Vários veículos de comunicação de Mianmar e dezenas de grupos da sociedade civil denunciaram a condenação de dois repórteres da Reuters a 7 anos prisão com base na Lei de Segredos Oficiais, e disseram que a sentença foi um ataque ao direito de liberdade de informação no país do sudeste asiático.

    Na segunda-feira, um tribunal de Mianmar considerou os dois jornalistas culpados, em um caso histórico visto como um teste do progresso democrático de Mianmar, que foi governado por uma junta militar até 2011.

    Wa Lone, de 32 anos, e Kyaw Soe Oo, de 28 anos, investigavam o massacre de moradores de um vilarejo pertencentes à minoria muçulmana rohingya cometido por forças de segurança e civis quando foram presos, em dezembro, e se declararam inocentes.

    O jornal 7 Day Daily, um dos mais lidos do país, imprimiu um bloco negro em sua primeira página nesta terça-feira e um editorial intitulado 'Um dia triste para Mianmar'.

    O jornal, de propriedade privada, disse que as penas 'acabam com a esperança de que o governo atual valorizará e respeitará a liberdade de imprensa', acrescentando que o governo ganhou a reputação de oprimir a mídia, como governos militares anteriores.

    'Todos precisam estar cientes de que a democracia não sobreviverá em uma idade das trevas da informação', afirmou.

    Mianmar aboliu a censura direta da mídia em 2012 como parte das reformas de um regime parcialmente civil que levaram a eleições vencidas pelo partido de Aung San Suu Kyi, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2015.

    Não foi possível contatar o porta-voz do governo de Mianmar, Zaw Htay, para obter comentários sobre o veredicto nem na segunda-feira nem nesta terça-feira.

    O vice-ministro da Informação, Aung Hla Tun, rejeitou a insinuação de que o veredicto foi um golpe na liberdade de imprensa, mas admitiu que algumas leis 'não são amistosas' com a mídia, inclusive a Lei de Segredos Oficiais que justificou a condenação dos dois repórteres.

    'Esta legislação não foi aprovada por este governo, nós a herdamos', disse ele à Reuters. 'Estamos tentando rever as leis. Algumas serão abolidas, se necessário, e outras emendadas'.

    Kyaw Zwa Moe, um editor da revista de notícias online Irrawaddy, disse que Suu Kyi e o presidente Win Myint têm que entender que o caso diz respeito ao direito das pessoas à informação.

    O jornal Mianmar Times, também de propriedade privada, publicou uma foto em preto e branco de página inteira de Kyaw Soe Oo algemado e cercado de repórteres ao deixar a corte, dizendo que o veredicto foi 'um golpe na liberdade de imprensa'.

    Já o jornal estatal Global New Light of Mianmar noticiou os fatos do veredicto em quatro parágrafos em uma página interna, sem mencionar nenhuma crítica à decisão, mas observando que a defesa pode recorrer.

    (Reportagem adicional de Simon Lewis e Antoni Slodkowski)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Repórteres da Reuters são condenados a 7 anos de prisão em Mianmar

    Repórteres da Reuters são condenados a 7 anos de prisão em Mianmar

    Por Simon Lewis e Thu Thu Aung

    YANGON (Reuters) - Um juiz de Mianmar considerou dois repórteres da Reuters culpados de violarem uma lei sobre segredos de Estado e os condenou a 7 anos de prisão nesta segunda-feira, em um caso visto como um teste para o progresso democrático no país do sudeste asiático.

    O juiz Ye Lwin, do distrito de Yangon, disse que Wa Lone, de 32 anos, e Kyaw Soe Oo, de 28, violaram a Lei de Segredos Oficiais, que data da era colonial do país, quando coletaram e obtiveram documentos confidenciais.

    'Os réus... violaram a seção 3.1 da Lei de Segredos Oficiais e estão condenados a 7 anos', disse o juiz, acrescentando que o tempo que os repórteres já passaram na prisão desde que foram detidos no dia 12 de dezembro será levado em consideração.

    Os advogados de defesa podem recorrer ao tribunal regional e depois à Suprema Corte.

    Os dois repórteres haviam se declarado inocentes e dito à corte que a polícia plantou documentos durante sua cobertura jornalística sobre a violência no Estado de Rakhine.

    Defensores da liberdade de imprensa, a Organização das Nações Unidas (ONU), a União Europeia e países incluindo Estados Unidos, Canadá e Austrália haviam pedido a absolvição dos jornalistas.

    'Hoje é um dia triste para Mianmar, para os jornalistas da Reuters Wa Lone e Kyaw Soe Oo e para a imprensa de todas as partes', disse o editor-chefe da Reuters, Stephen J. Adler, em um comunicado.

    'Não esperaremos enquanto Wa Lone e Kyaw Soe Oo sofrem esta injustiça e avaliaremos como proceder nos próximos dias, inclusive se buscaremos socorro em um fórum internacional', acrescentou.

    Os repórteres disseram ao tribunal que dois policiais lhes entregaram documentos em um restaurante na cidade de Yangon momentos antes de outros agentes chegarem para prendê-los.

    Uma testemunha da polícia afirmou que o encontro no restaurante foi uma cilada para prender os jornalistas de forma a impedi-los ou puni-los por sua cobertura de um massacre de muçulmanos rohingyas em Rakhine.

    Ao menos 50 pessoas lotaram a sala da pequena corte nesta segunda-feira, e muitas ficaram do lado de fora. O juiz Ye Lwin leu um sumário de depoimentos de testemunhas durante cerca de uma hora antes de pronunciar seu veredicto.

    Ele disse que se descobriu que 'documentos confidenciais' encontrados com os dois réus teriam sido úteis 'para inimigos do Estado e organizações terroristas'. Os documentos em sua posse e em seus celulares 'não são informação pública'.

    'NÃO TEMO NADA'

    Vários repórteres tomaram nota chorando quando o juiz emitiu sua decisão.

    Chit Su Win, esposa de Kyaw Soe Oo, irrompeu em lágrimas depois do veredicto, e familiares tiveram que ampará-la enquanto ela deixava o recinto.

    Wa Lone trocou apertos de mão com apoiadores, dizendo-lhes para não se preocuparem. Usando algemas e escoltado por policiais, ele se dirigiu a um aglomerado de amigos e repórteres.

    'Sabemos o que fizemos. Sabemos que não fizemos nada errado. Não temo nada. Acredito na justiça, democracia e liberdade', disse.

    Kyaw Soe Oo também disse a repórteres que não cometeu nenhum crime e que ambos manterão sua luta pela liberdade de imprensa.

    'O que eu quero dizer a este governo é: vocês podem nos colocar na prisão, mas não tapem os olhos e ouvidos do povo'.

    ((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))

    REUTERS PF

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Rompimento de represa de Mianmar inunda comunidades e bloqueia rodovia

    Rompimento de represa de Mianmar inunda comunidades e bloqueia rodovia

    YANGON (Reuters) - Mais de 50 mil pessoas deixaram suas casas depois que o rompimento de uma represa inundou comunidades no centro de Mianmar nesta quarta-feira e bloqueou parte de uma rodovia que conecta as importantes cidades de Yangon, Mandalay e a capital Naypyitaw, disseram autoridades.

    O Corpo de Bombeiros de Mianmar enviou uma brigada à represa de irrigação de Swar após o rompimento, que ocorreu às 5h30 locais e liberou água sobre a cidade próxima de Swar e dois vilarejos.

    'O (desaguadouro) da represa se rompeu e inundou os dois vilarejos próximos da rodovia', disse o Corpo de Bombeiros em sua página de Facebook.

    Fotos publicadas no Facebook mostraram soldados de Mianmar retirando pessoas em balsas e caiaques de bambu improvisados e carregando crianças e idosos em locais cobertos de água até o joelho.

    O porta-voz do governo de Mianmar, Zaw Htay, disse que até o início da tarde local não havia registro de vítimas.

    Muitas pessoas, incluindo algumas que não foram atingidas diretamente pelas enchentes, decidiram deixar suas casas por medo de que o nível de água suba ainda mais, disse um funcionário do Departamento de Gestão de Desastres Naturais que pediu para não ser identificado, na ausência de autorização para falar com meios de comunicação.

    Ao todo, 12.000 famílias, ou um total de 54.000 pessoas, saíram de suas casas, disse outro funcionário, do Departamento de Alívio e Reassentamento, que também se recusou a ser identificado.

    A represa foi construída ao longo do córrego Swar em 2004, pode armazenar o equivalente a 87.550 hectares de água e irriga mais de 8 mil hectares de terras de cultivo, de acordo com um documento do Ministério da Agricultura e Irrigação publicado na internet.

    Uma hidrelétrica se rompeu no vizinho Laos no mês passado, deslocando milhares de pessoas e matando ao menos 27, o que ressalta os temores com a segurança de muitas represas do sudeste da Ásia.

    (Reportagem da redação de Yangon)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Veredicto de repórteres da Reuters é adiado à medida que pressão aumenta sobre Mianmar

    Veredicto de repórteres da Reuters é adiado à medida que pressão aumenta sobre Mianmar

    Por Antoni Slodkowski

    YANGON (Reuters) - O veredicto do julgamento de dois repórteres da Reuters presos em Mianmar acusados de violarem a Lei de Segredos Oficiais do país foi adiado desta segunda-feira para o dia 3 de setembro porque o juiz responsável pelo caso está doente, disse uma autoridade do tribunal.

    Diversos repórteres e diplomatas haviam se reunido no tribunal de Yangon para ouvir o veredicto dos jornalistas Wa Lone, de 32 anos, e Kyaw Soe Oo, de 28, após oito meses de audiências em um caso que passou a ser visto como um teste para o progresso democrático no país do sudeste asiático.

    'Estamos decepcionados em não ter recebido a decisão do juiz hoje', disse a Reuters em comunicado.

    'Wa Lone e Kyaw Soe Oo já passaram mais de oito meses na prisão com base em acusações de um crime que não cometeram. Estamos ansiosos para receber o veredicto na próxima semana, quando temos muita esperança que eles serão inocentados e reunidos com suas famílias'.

    O porta-voz do governo de Mianmar, Zaw Htay, não pôde ser encontrado de imediato para comentar o adiamento do veredicto.

    O ápice do caso acontece em um momento de crescente pressão sobre o governo da ganhadora do Nobel da Paz Aung San Suu Kyi devido a uma repressão no Estado de Rakhine, desencadeada por ataques militantes em agosto de 2017.

    Investigadores da Organização das Nações Unidas (ONU) disseram em relatório divulgado nesta segunda-feira que militares de Mianmar realizaram massacres e estupros coletivos de muçulmanos rohingyas com 'intenção genocida', e que o comandante-chefe do país e cinco generais deveriam ser processados.

    'Não estamos assustados ou abalados. A verdade está do nosso lado. Qualquer que seja a situação, não ficaremos abalados. Eles não podem nos enfraquecer', disse Wa Lone a repórteres após a breve audiência desta segunda-feira.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Generais de Mianmar tiveram 'intenção genocida' contra rohingyas, diz ONU

    Generais de Mianmar tiveram 'intenção genocida' contra rohingyas, diz ONU

    Por Stephanie Nebehay

    GENEBRA (Reuters) - Militares de Mianmar realizaram massacres e estupros coletivos de muçulmanos rohingyas com 'intenção genocida', e o comandante-chefe e cinco generais deveriam ser processados por orquestrarem os crimes mais graves previstos em lei, disseram investigadores da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira.

    O governo civil de Mianmar liderado por Aung San Suu Kyi permitiu que o discurso de ódio florescesse, destruiu documentos e deixou de proteger minorias de crimes contra a humanidade e crimes de guerra do Exército nos Estados de Rakhine, Kachin e Shan, afirmaram os investigadores da ONU em um relatório.

    Tudo isso 'contribuiu para o cometimento de crimes atrozes', acrescentou o relatório.

    Um ano atrás, tropas do governo realizaram uma operação repressiva brutal em Rakhine em reação a ataques do Exército de Salvação Arakan Rohingya (Arsa) contra 30 postos policiais e uma base militar de Mianmar.

    Cerca de 700 mil rohingyas fugiram da repressão, e a maioria está vivendo em campos de refugiados na vizinha Bangladesh.

    O relatório da ONU disse que a ação militar, que incluiu a queima de vilarejos, foi 'inteiramente desproporcional a ameaças de segurança reais'.

    A ONU define o genocídio como atos que visam destruir um grupo nacional, étnico, racial ou religioso em parte ou por inteiro. Tal designação é rara na lei internacional, mas foi usada em países como a Bósnia e o Sudão e em relação à campanha do Estado Islâmico contra comunidades yazidi no Iraque e na Síria.

    'Os crimes no Estado de Rakhine, e a maneira como foram perpetrados, são semelhantes em natureza, gravidade e abrangência àqueles que permitiram que uma intenção genocida fosse estabelecida em outros contextos', disse a Missão Independente de Levantamento de Fatos da ONU em Mianmar.

    No relatório final de 20 páginas, a missão disse: 'Há informações suficientes para justificar a investigação e o processo de autoridades de alto escalão da cadeia de comando do Tatmadaw (Exército) para que um tribunal competente possa determinar sua responsabilidade por genocídio em relação à situação no Estado de Rakhine'.

    O governo de Mianmar, que recebeu uma cópia do relatório da ONU previamente, como de praxe, não comentou. Contatado por telefone, o porta-voz dos militares de Mianmar, general Tun Tun Nyi, disse que não poderia comentar de imediato.

    Entre os acusados está o general Aung Aung, comandante da 33ª Divisão de Infantaria, que supervisionou as operações na vila costeira de Inn Din, onde 10 meninos e homens rohingyas em cativeiro foram mortos.

    A Reuters não conseguiu entrar em contato com Aung Aung nesta segunda-feira.

    O massacre foi revelado por dois repórteres da Reuters, Wa Lone, de 32 anos, e Kyaw Soe Oo, de 28 anos, que em razão disso foram presos em dezembro e estão sendo julgados por acusações de violação da Lei de Segredos Oficiais do país.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Líder de Mianmar diz que terrorismo no Estado de Rakhine é ameaça à região

    Líder de Mianmar diz que terrorismo no Estado de Rakhine é ameaça à região

    Por John Geddie e Fathin Ungku

    CINGAPURA (Reuters) - O terrorismo continua sendo uma ameaça no Estado de Rakhine, em Mianmar, e pode ter 'consequências graves' para a região, disse a líder do país do leste asiático, Aung San Suu Kyi, nesta terça-feira.

    Em uma palestra em Cingapura, Suu Kyi não citou os muçulmanos rohingyas, dos quais mais de 700 mil fugiram do norte de Rakhine desde uma operação repressiva do Exército que começou um ano atrás em reação a ataques de insurgentes contra postos de segurança.

    Os ataques foram realizados pelo Exército de Salvação Arakan Rohingya (ARSA), que Mianmar diz ser um grupo terrorista.

    'O perigo de atividades terroristas, que foi a causa inicial dos eventos que levaram à crise humanitária em Rakhine, continua real e presente hoje', afirmou.

    'A menos que esta ameaça de segurança seja encarada, o risco de violência intercomunitária permanecerá. É uma ameaça que pode ter consequências graves, não só para Mianmar, mas também para outros países da região e além'.

    A vencedora do Prêmio Nobel da Paz, antes vista como o rosto da luta de Mianmar pela democracia, vem sendo criticada por não se posicionar contra a repressão militar, que a Organização das Nações Unidas (ONU) classificou como uma 'faxina étnica'.

    No final do ano passado Mianmar e Bangladesh, países de maioria budista, firmaram um acordo de repatriação de rohingyas, a maioria dos quais é apátrida e sujeita a restrições em Mianmar.

    Suu Kyi disse que espaços foram mapeados para o reassentamento de pessoas que fugiram para Bangladesh, onde vivem em campos de refugiados.

    Mas ela disse que é difícil estabelecer um cronograma para seu retorno porque os dois países precisam trabalhar juntos para combinar o processo, insinuando que cabe a Daca dar início a tal processo.

    'Os retornados têm que ser devolvidos por Bangladesh. Só podemos lhes dar as boas-vindas na fronteira', argumentou.

    'Acho que Bangladesh também teria que decidir quão rápido quer que o processo seja completado'.

    Mianmar rejeitou as acusações de faxina étnica e refutou a maioria dos relatos de atrocidades, culpando 'terroristas' rohingya.

    Os rohingyas, que se veem como nativos de Rakhine, sãos vistos por muitos da maioria budista de Mianmar como intrusos e não têm direito à cidadania.

    (Por John Geddie)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Repórteres da Reuters presos em Mianmar receberão veredicto na próxima semana

    Repórteres da Reuters presos em Mianmar receberão veredicto na próxima semana

    Por Aye Min Thant e Poppy McPherson

    YANGON (Reuters) - O juiz a cargo do julgamento de dois repórteres da Reuters presos em Mianmar acusados de obter documentos secretos de Estado disse nesta segunda-feira que dará seu veredicto do caso, visto por muitos como um teste da liberdade de imprensa na democracia nascente do país, no dia 27 de agosto.

    O magistrado marcou a data depois de ouvir os argumentos finais dos dois lados, durante os quais os advogados dos dois jornalistas disseram que eles foram 'incriminados' pela polícia na tentativa de interferir em sua cobertura jornalística de um massacre de muçulmanos rohingyas.

    'O dever do repórter é revelar a verdade', disse o principal advogado da defesa, Khin Maung Zaw. 'Algumas pessoas podem não gostar desta verdade'.

    Zaw alegou que a acusação não conseguiu provar que os repórteres procuraram os documentos no cerne do caso, ou que estes últimos são uma ameaça à segurança nacional, componentes cruciais do caso.

    O tribunal de Yangon tem realizado audiências desde janeiro para decidir se Wa Lone, de 32 anos, e Kyaw Soe Oo, de 28 anos, são culpados por terem violado a Lei de Segredos Oficiais, que data da era colonial do país e prevê uma pena máxima de 14 anos de prisão.

    À época de sua prisão, no ano passado, os dois repórteres trabalhavam em uma investigação da Reuters sobre o assassinato de 10 meninos e homens rohingyas em um vilarejo de Rakhine, Estado do oeste de Mianmar, durante uma repressão do Exército que agências da Organização das Nações Unidas (ONU) disseram ter feito cerca de 700 mil rohingyas fugirem para Bangladesh.

    O procurador-chefe, Kyaw Min Aung, disse que as ações dos dois jornalistas mostraram que eles 'pretenderam prejudicar' o país. Ao buscarem documentos que poderiam representar uma ameaça à nação se seu conteúdo fosse obtido por grupos extremistas, disse ele, a dupla estava trabalhando em benefício da Reuters, e não do interesse nacional.

    'A Reuters é uma agência de notícias estrangeira que paga seus repórteres em dólares', disse. 'Descobriu-se dos repórteres que eles enviaram suas notícias à Reuters e suas próprias provas mostram que a Reuters vende notícias por dinheiro'.

    O advogado da defesa, Khin Maung Zaw, disse ser óbvio que Wa Lone e Kyaw Soe Oo são repórteres e que a corte não ouviu depoimentos insinuando que fossem espiões.

    'O governo não designou a Reuters como um inimigo da nação', acrescentou.

    Não foi possível contatar o porta-voz governamental, Zaw Htay, de imediato para obter comentários nesta segunda-feira. Na maioria das ocasiões ele se recusou a comentar durante o julgamento, dizendo que as cortes de Mianmar são independentes.

    A Reuters disse em comunicado que não há base para uma condenação e que espera pela absolvição dos repórteres, o que seria um passo importante para demonstrar o compromisso de Mianmar com o Estado de Direito, a liberdade de imprensa e a democracia.

    'A evidência perante o tribunal é clara: Wa Lone e Kyaw Soe Oo são dois repórteres honestos que não cometeram um crime', disse a agência de notícias no comunicado. 'Prendê-los por mais um dia seria um castigo ilegal por seu jornalismo verdadeiro e importante'.

    (Reportagem adicional de Shoon Naing e Simon Lewis)

    LER NOTICIA

    Fique por dentro

    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

    1. Home
    2. noticias
    3. tags
    4. mianmar

    Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.