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    SAIBA MAIS-Repórteres da Reuters são libertados em Mianmar

    YANGON (Reuters) - Os jornalistas da Reuters Wa Lone e Kyaw Soe Oo foram libertados nesta terça-feira, meses depois de serem condenados a 7 anos de prisão sob acusações de terem violado a Lei de Segredos Oficiais dos tempos coloniais.

    Os dois foram presos em dezembro de 2017, quando investigavam o assassinato de 10 homens e meninos muçulmanos rohingyas pelas mãos de forças de segurança e civis budistas em Rakhine, Estado do oeste de Mianmar.

    A condenação de Wa Lone, de 33 anos, e Kyaw Soe Oo, de 29, em setembro causou revolta em diplomatas e defensores da liberdade de imprensa, que disseram que a prisão dos dois jovens repórteres provocou dúvidas sobre o avanço de Mianmar rumo à democracia.

    Durante seus mais de 500 dias atrás das grades, sua reportagem sobre uma repressão militar em Rakhine foi reconhecida com prêmios internacionais e eles foram escolhidos pela revista Time como 'Personalidades do Ano', ao lado de outros jornalistas, no ano passado.

    Veja a seguir alguns fatos essenciais sobre os dois jornalistas, que estavam detidos desde 12 de dezembro de 2017.

    WA LONE

    Wa Lone nasceu em uma família de plantadores de arroz de Kin Pyit, vilarejo de menos de 500 pessoas nas planícies áridas de Sagaing, no centro de Mianmar.

    Quando tinha cerca de 20 anos, Wa Lone se mudou para a maior cidade do país, Yangon, e abraçou o jornalismo. Ele trabalhou como repórter para veículos como o Mianmar Times, jornal em inglês no qual conheceu sua atual mulher, Pan Ei Mon. Ele entrou na Reuters em 2016 e se casou com Pan Ei Mon no mesmo ano.

    Além do trabalho convencional, Wa Lone fazia trabalho voluntário com frequência. Ele cofundou o Projeto Terceira História, um instituição de caridade que produz e distribui livros para fomentar a tolerância entre os diferentes grupos étnicos de Mianmar. Ele mesmo é autor de alguns dos livros, como 'Jay Jay, O Jornalista', que escreveu na prisão de Insein, em Yangon.

    Meses depois de ele entrar na Reuters, um grupo insurgente da minoria muçulmana rohingya se anunciou com ataques a postos policiais em Rakhine. Wa Lone foi essencial para a cobertura da Reuters sobre o conflito que se seguiu.

    KYAW SOE OO

    Kyaw Soe Oo é nativo de Sittwe, a capital de Rakhine, e nasceu em uma família budista do grupo étnico rakhine, que compõe a maioria da população do Estado.

    Seu Estado vem sendo assolado por episódios de violência étnica desde 2012, mas amigos dizem que Kyaw Soe Oo não se envolveu no conflito, mas que se apaixonou pelos livros e pela escrita de poesia.

    Kyaw Soe Oo começou a trabalhar como jornalista e participou da criação da Agência Investigativa Raiz, um veículo que se concentra em notícias de Rakhine.

    Ele é casado com Chit Su Win, que chegou a trabalhar para sua família em Sittwe. Sua filha, Moe Thin Wai Zan, tem 3 anos de idade.

    Depois que a violência irrompeu no norte de Rakhine em 2017, Kyaw Soe Oo começou a trabalhar para a Reuters, na qual ele e Wa Lone revelaram um massacre de homens e meninos rohingyas no vilarejo de Inn Din. A dupla recebeu um Prêmio Pulitzer de reportagem internacional em abril.

    (Por Simon Lewis)

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    Principal tribunal de Mianmar rejeita última apelação de jornalistas da Reuters presos

    Por Shoon Naing e Simon Lewis

    NAYPYITAW (Reuters) - O principal tribunal de Mianmar rejeitou nesta terça-feira a apelação de dois repórteres da Reuters condenados a sete anos de prisão por violarem a Lei de Segredos Oficiais, um caso emblemático que provocou dúvidas sobre a transição do país para a democracia.

    'Eles foram condenados a sete anos e esta decisão permanece, e a apelação está rejeitada', disse Soe Naing, juiz da Suprema Corte, na capital, Naypyitaw, sem dar detalhes.

    Wa Lone, de 33 anos, e Kyaw Soe Oo, de 29 anos, passaram mais de 16 meses detidos desde que foram presos em dezembro de 2017, quando investigavam o assassinato de 10 homens e meninos muçulmanos rohingyas.

    Eles estão detidos na prisão de Insein, em Yangon, e não estavam presentes para ouvir o veredicto da Suprema Corte.

    Suas esposas, que viajaram para Yangon para ouvir o veredicto nesta terça-feira, emergiram da sala do tribunal enxugando as lágrimas discretamente.

    Panei Mon, esposa de Wa Lone que deu à luz o primeiro filho do casal no ano passado, disse que estava 'torcendo pelo melhor'.

    'Nossos maridos são boas pessoas', disse. 'Queremos que eles sejam libertados o mais cedo possível.'

    Em setembro, os jornalistas foram considerados culpados por um juiz de uma corte distrital de Yangon, a maior cidade de Mianmar, nos termos da Lei de Segredos Oficiais. A Alta Corte de Yangon já havia rejeitado uma apelação anterior em janeiro.

    Advogados dos repórteres voltaram a apelar à Suprema Corte, a maior instância jurídica do país, citando a falta de provas de um crime e indícios de que a dupla foi alvo de uma armação montada pela polícia. No ano passado, um policial depôs dizendo que agentes plantaram documentos secretos nos dois repórteres.

    'Wa Lone e Kyaw Soe Oo não cometeram nenhum crime, nem havia qualquer prova de que cometeram', disse o consultor legal da Reuters, Gail Gove, em um comunicado nesta terça-feira.

    'Pelo contrário, foram vítimas de uma armação policial para silenciar sua reportagem verídica. Continuaremos fazendo tudo que pudermos para libertá-los assim que possível.'

    Um porta-voz do governo não respondeu a ligações pedindo comentário.

    A prisão dos repórteres provocou revolta entre defensores da liberdade de imprensa, diplomatas ocidentais e líderes mundiais, aumentando a pressão sobre a líder de Mianmar, Aung San Suu Kyi, vencedora do Prêmio Nobel da Paz que assumiu o poder em 2016 em meio a uma transição de um governo militar para a democracia.

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    Supremo de Mianmar ouve recurso de repórteres da Reuters em caso de segredos oficiais

    Por Simon Lewis

    NAYPYITAW (Reuters) - A Suprema Corte de Mianmar ouviu nesta terça-feira o recurso de dois repórteres da Reuters que foram presos por violação de uma lei de segredos oficiais dos tempos coloniais, em um caso que provocou dúvidas sobre o progresso do país rumo à democracia.

    Os repórteres Wa Lone e Kyaw Soe Oo já passaram mais de 15 meses detidos desde que foram presos em dezembro de 2017, quando investigavam um massacre de civis muçulmanos rohingyas envolvendo soldados de Mianmar.

    Um juiz considerou ambos culpados de acordo com a Lei de Segredos Oficiais em setembro e os condenou a 7 anos de prisão.

    Ambos continuam separados de suas filhas pequenas. A esposa de Wa Lone, de 32 anos, deu à luz a primeira criança do casal no ano passado, quando seu marido já estava encarcerado.

    Kyaw Soe Oo comemorou seu 29º aniversário na prisão de Insein, em Yangon, neste mês.

    'Esperamos nos reencontrar como uma família o mais cedo possível', disse a mulher de Kyaw Soe Oo, Chit Su Win, aos repórteres diante do complexo da Suprema Corte na capital, Naypyitaw, após a audiência desta terça-feira. Wa Lone e Kyaw Soe Oo não estiveram presentes.

    A condenação dos repórteres foi intensamente criticada por defensores da liberdade de imprensa e por diplomatas ocidentais, aumentando a pressão sobre a líder de Mianmar, Aung San Suu Kyi, ganhadora de um Nobel da Paz que assumiu o poder em 2016 em meio a uma transição do controle militar.

    Suu Kyi disse em setembro, uma semana após a condenação, que o caso dos repórteres não tem nada a ver com a liberdade de imprensa, já que eles foram presos por manusear segredos oficiais, não por serem jornalistas.

    'A Suprema Corte de Mianmar tem a oportunidade de corrigir o erro judicial grave infligido a Wa Lone e Kyaw Soe Oo nos últimos 15 meses', disse o editor-chefe da Reuters, Stephen J. Adler, em um comunicado.

    'Eles são jornalistas honestos e admiráveis que não violaram a lei, e deveriam ser libertados por uma questão de urgência'.

    Ao justificar a apelação, o advogado dos repórteres, Khin Maung Zaw, citou a falta de provas de um crime e indícios de que a dupla foi incriminada pela polícia.

    Depois que a autoridade judicial governamental Ko Ko Maung respondeu, o juiz Soe Naing adiou o caso sem dar uma data para um veredicto.

    Em janeiro, o principal tribunal de Yangon, a maior cidade de Mianmar, rejeitou uma apelação.

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    Polícia de Mianmar usa balas de borracha para dispersar protesto

    Por Thu Thu Aung

    YANGON (Reuters) - A polícia de Mianmar disparou balas de borracha, gás lacrimogêneo e canhões de água na terça-feira para dispersar um protesto contra uma estátua do herói da independência, general Aung San, que é rejeitada por membros da minoria étnica karenni, disseram a polícia e um líder do protesto.

    Organizadores disseram que ao menos 3 mil pessoas se reuniram no feriado do Dia da União em Loikaw, capital de Kayah, Estado montanhoso do leste também conhecido como Karenni, apesar de não receberem permissão para a manifestação.

    A inauguração neste mês da estátua de Loikaw, que retrata o general coberto de ouro montado em um cavalo, ressuscitou uma onda de protestos, e 54 pessoas foram acusadas de reunião ilegal, incitação e difamação.

    'Não estamos objetando à estátua do general em si, estamos exigindo que primeiro implementem suas promessas', disse Khun Thomas, líder da Força Jovem Estadual de Karenni, na manifestação, transmitida ao vivo no Facebook com smartphones.

    Yanghee Lee, relatora especial de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) para Mianmar, denunciou o que chamou de 'reação policial violenta' aos protestos.

    'O governo de Mianmar precisa respeitar o direito de todas as pessoas de se reunirem pacificamente e expressarem suas opiniões sobre questões que as preocupam', disse ela em um comunicado divulgado em Genebra.

    'Usar força desproporcional contra manifestantes pacíficos é inteiramente inaceitável. As prisões precisam parar.'

    Aung San, pai da líder de Mianmar, Aung San Suu Kyi, foi o arquiteto do pacto de 12 de fevereiro de 1947 entre grupos étnicos que é lembrado pelo feriado nacional, mas que, segundo minorias, jamais foi implantado depois de seu assassinato naquele mesmo ano.

    Ao assumir o poder, em 2016, Suu Kyi estabeleceu como prioridade fazer as pazes com grupos étnicos armados, mas o avanço lento e a insatisfação crescente com seu partido em áreas de minorias representarão um desafio nas eleições marcadas para o ano que vem.

    Os participantes do protesto de terça-feira, o maior de uma série que começou no Estado em meados de 2018, depois que autoridades anunciaram os planos de instalação da estátua, exigem que sua principal autoridade e seu ministro das Finanças renunciem por não negociarem com o grupo.

    Mais de 10 pessoas sofreram ferimentos leves durante a ação policial para dispersar o protesto, disse Khun Thomas à Reuters.

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    Jornalistas da Reuters presos recorrem à Suprema Corte de Mianmar

    Por Thu Thu Aung e Antoni Slodkowski

    YANGON (Reuters) - Os advogados de dois repórteres da Reuters presos em Mianmar por violação de uma lei de segredos oficiais da era colonial recorreram à Suprema Corte, nesta sexta-feira, contra a condenação, e um grupo de direitos humanos disse que o governo aplica leis repressivas contra críticos pacíficos.

    O recurso, que cita indícios de uma incriminação da polícia e a falta de provas de um crime, veio no momento em que a entidade Human Rights Watch, sediada em Nova York, disse que o governo da ganhadora do Nobel da Paz Aung San Suu Kyi acabou com as esperanças de a primeira líder democrática de Mianmar em décadas proteger a liberdade de expressão.

    'Nossa petição pede à Suprema Corte que finalmente faça justiça a Wa Lone e Kyaw Soe Oo, reverta os erros dos tribunais inferiores e ordene a libertação dos nossos jornalistas', disse a Reuters em um comunicado.

    Wa Lone, de 32 anos, e Kyaw Soe Oo, de 28, foram condenados a 7 anos de prisão, em setembro, em um caso emblemático que provocou dúvidas sobre o progresso de Mianmar rumo à democracia e causou revolta em muitos, de diplomatas a defensores dos direitos humanos.

    Também nesta sexta-feira, Mianmar soltou da prisão um policial que contou ao tribunal no ano passado como colegas seus plantaram documentos secretos nos dois repórteres para 'incriminá-los'.

    O policial, Moe Yan Naing, criticou a lei que levou à sua punição.

    'Esta lei disciplinar da polícia é uma das leis que precisamos reformar enquanto estamos marchando no caminho rumo à democracia', disse ele ao ser solto depois de cumprir cerca de nove meses de uma pena de um ano por violar a disciplina policial.

    'Esta lei pode causar muito sofrimento à polícia porque está ultrapassada', disse ele aos repórteres do lado de fora da prisão de Insein, nos arredores da capital comercial do país, Yangon.

    Indagado sobre como se sente em relação às pessoas que ordenaram sua prisão, ele respondeu que se consolará através da religião.

    'Sou budista, consigo fazer as pazes com isso pelo caminho budista', disse, acrescentando que 'lamenta' pelos dois repórteres ainda presos.

    A Human Rights Watch disse em um relatório que a liberdade de expressão vem se deteriorando desde que o governo de Suu Kyi tomou posse em 2016, e que perseguições criam um 'clima de medo' entre os jornalistas.

    'Aung San Suu Kyi e a Liga Nacional para a Democracia prometeram uma nova Mianmar, mas o governo ainda processa discursos e protestos pacíficos e não revisou as velhas leis opressivas', disse a autora do relatório, Linda Lakhdhir, em um comunicado.

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Jornalistas e advogados de Mianmar expressam preocupação com prisão de repórteres da Reuters

    Jornalistas e advogados de Mianmar expressam preocupação com prisão de repórteres da Reuters

    Por Thu Thu Aung

    YANGON (Reuters) - Grupos que representam jornalistas e advogados de Mianmar entregaram uma carta ao presidente do país nesta sexta-feira explicando sua preocupação com a prisão de dois repórteres da Reuters condenados por violarem leis de segredos de Estado.

    A carta, entregue ao presidente Win Myint na abertura do semioficial Conselho de Imprensa de Mianmar (MPC), apontou contradições no caso contra Wa Lone, de 32 anos, e Kyaw Soe Oo, de 28, que foram sentenciados a sete anos de prisão em setembro.

    Suas condenações provocaram dúvidas sobre o progresso de Mianmar rumo à democracia e causaram revolta em defensores dos direitos humanos.

    Ainda em setembro a líder de fato da nação, Aung San Suu Kyi, disse que o caso não tem relação com a liberdade de imprensa. Ela também pediu que as pessoas a lerem o veredicto do caso e 'mostrarem onde houve um erro judicial'.

    A carta, assinada pela Rede de Jornalistas de Mianmar (MJN) e vários outros grupos, incluindo duas associações nacionais de advogados, disse que, como Wa Lone e Kyaw Soe Oo estão empregados como jornalistas profissionais, seu caso deveria ter sido julgado segundo a lei de mídia, não a Lei de Segredos Oficiais, que data da era colonial.

    'A Lei de Segredos Oficiais foi recomendada para evitar a espionagem. Em tempos modernos, essa lei não é mais adequada e precisa ser revista', disse a carta. 'Uma pena de sete anos a cada um dos repórteres está vetando a mídia e nega o direito público de acesso à informação.'

    O porta-voz do governo, Zaw Htay, disse em sua coletiva de imprensa quinzenal que o governo não pode interferir no caso porque os tribunais de Mianmar são independentes. Ele confirmou que o presidente recebeu a carta dos membros do MPC, mas não se estendeu no assunto.

    A correspondência também disse que Wa Lone e Kyaw Soe Oo acompanharam os fatos locais para relatar histórias de grande interesse público, mostraram equilíbrio profissional ao buscar comentários de autoridades policiais para contar os dois lados da história e não violaram a lei de mídia de Mianmar.

    Antes de serem presos, os repórteres trabalhavam em uma investigação sobre o assassinato de 10 homens e meninos rohingyas, cometido por forças de segurança e civis budistas, no oeste de Mianmar durante uma operação repressiva do Exército que começou em agosto do ano passado.

    A operação fez mais de 720 mil pessoas fugirem para Bangladesh.

    Durante a cerimônia na capital Naypyitaw, um dos membros recém-escolhidos do MPC, Thar Lun Zaung Htet, também entregou cartas das esposas dos jornalistas e pediu ao presidente que analise o caso.

    Em resposta às cartas, Win Myint disse que 'tem que agir neste caso de acordo com a lei e analisará este caso de acordo com os procedimentos legais', segundo Thar Lun Zaung Htet.

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    Repórteres da Reuters recorrem de condenação por violação de segredos de Estado em Mianmar

    YANGON (Reuters) - Os advogados de dois repórteres da Reuters condenados a 7 anos de prisão em Mianmar entraram com um recurso nesta segunda-feira contra a condenação por acusação de violação da Lei de Segredos Oficiais do país.

    O recurso cita indícios de uma armadilha da polícia e a falta de provas de um crime.

    'Apresentamos um recurso... porque o veredicto do tribunal de julgamento foi errado', disse o presidente e editor-chefe da Reuters, Stephen J. Adler, em um comunicado. 'Ao condená-los como espiões, este ignorou indícios eloquentes de uma armadilha da polícia, violações graves do devido processo legal e a incapacidade da acusação de provar qualquer um dos elementos centrais do crime'.

    Ele acrescentou que a corte transferiu o ônus da prova da acusação para os repórteres da Reuters, Wa Lone e Kyaw Soe Oo, e pediu que Mianmar 'confirme sua alegada dedicação ao Estado de Direito, à liberdade de imprensa e à democracia ordenando a libertação de nossos colegas'.

    Wa Lone, de 32 anos, e Kyaw Soe Oo, de 28 anos, foram considerados culpados em setembro depois de um julgamento em um tribunal do distrito de Yangon, em um caso histórico que provocou dúvidas sobre o progresso de Mianmar rumo à democracia e causou revolta em diplomatas e defensores dos direitos humanos.

    No mesmo mês a líder de Mianmar, Aung San Suu Kyi, disse que a prisão dos repórteres não tem relação com a liberdade de expressão. Na semana posterior à condenação ela disse que os repórteres foram condenados por lidarem com segredos oficiais e que 'não foram presos por serem jornalistas'.

    O porta-voz do governo, Zaw Htay, não quis comentar o recurso da defesa.

    Os advogados de defesa apresentaram o recurso na manhã desta segunda-feira à Alta Corte, sediada em Yangon. Se esta aceitá-la, um juiz de apelações acolherá argumentos escritos e orais da acusação e dos advogados de defesa e depois pronunciará uma decisão.

    Antes de serem presos os repórteres investigavam os assassinatos de dez meninos e homens rohingyas cometidos por forças de segurança e budistas locais do Estado de Rakhine durante uma operação repressiva do Exército que começou em agosto do ano passado. A operação levou mais de 700 mil pessoas a fugirem para Bangladesh.

    Durante oito meses de audiências, Wa Lone e Kyaw Soe Oo declararam que dois policiais que não haviam encontrado antes lhes entregaram papéis enrolados em um jornal durante um encontro em um restaurante de Yangon no dia 12 de dezembro e que praticamente em seguida foram lançados por policiais à paisana em um carro.

    No dia 1º de fevereiro uma testemunha da polícia disse que as informações constantes nos documentos já havia sido publicada em jornais, e em abril uma testemunha da acusação disse que um policial de alto escalão ordenou a subordinados que plantassem documentos em Wa Lone para 'incriminá-lo'.

    (Por Antoni Slodkowski)

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    Ações de Suu Kyi em Mianmar são 'lamentáveis', mas Nobel da Paz será mantido, diz fundação

    Por Esha Vaish

    ESTOCOLMO (Reuters) - Algumas das ações tomadas por Aung San Suu Kyi como líder civil de Mianmar são 'lamentáveis', mas o Prêmio Nobel da Paz concedido a ela não será retirado, disse o chefe da Fundação Nobel à Reuters em entrevista concedida à Reuters.

    Lars Heikensten, que se pronunciou dias antes da concessão do prêmio deste ano, disse não fazer sentido retirar prêmios em reação a coisas que aconteceram após sua entrega, já que os juízes teriam que debater os méritos dos laureados constantemente.

    Investigadores da Organização das Nações Unidas (ONU) emitiram um relatório em agosto acusando os militares de Mianmar de realizar execuções em massa de muçulmanos rohingyas com 'intenção genocida' em uma operação que levou mais de 700 mil refugiados a fugirem para Bangladesh pela fronteira.

    Suu Kyi, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1991 por fazer campanha pela democracia e hoje lidera o governo de Mianmar, foi acusada no mesmo relatório de não usar sua 'autoridade moral' para proteger civis.

    'Vemos que o que ela tem feito em Mianmar vem sendo muito questionado, e defendemos os direitos humanos, este é um dos nossos valores centrais', disse Heikensten em entrevista na sexta-feira.

    'Então é claro que, tanto quanto ela é responsável por isso, é muito lamentável', acrescentou.

    O porta-voz do governo de Mianmar, Zaw Htay, não respondeu ligações pedindo comentários na segunda-feira. No mês passado ele disse que não conversará mais com a imprensa por telefone, mas só em uma coletiva duas vezes por semana.

    Mianmar rejeitou as conclusões da ONU, que classificou como 'unilaterais', e disse que a ação militar, ocorrida após ataques de militantes às forças de segurança em agosto do ano passado, foi uma operação de contrainsurgência legítima.

    No mês passado Suu Kyi disse que, em retrospecto, seu governo poderia ter lidado melhor com a situação no Estado de Rakhine, mas não reconheceu nenhum crime grave.

    'Não acreditamos que faria sentido tentar retirar prêmios... isso nos envolveria em discussões constantes sobre os méritos do que as pessoas estão fazendo mais tarde, depois de terem recebido o prêmio', disse Heikensten.

    'Sempre houve e haverá laureados do Nobel que estão fazendo coisas depois de terem recebido o prêmio que não aprovamos ou que não achamos ser coisas corretas. Isso não podemos evitar, acho', acrescentou.

    O Prêmio Nobel da Paz de 2018 será anunciado em Oslo na sexta-feira.

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    Transição democrática de Mianmar está 'em um impasse', diz painel da ONU

    Por Stephanie Nebehay

    GENEBRA (Reuters) - A transição democrática de Mianmar se encontra em um impasse, uma vez que as autoridades tentam silenciar os críticos mas permitem o discurso de ódio, particularmente contra muçulmanos rohingyas, disse nesta terça-feira o chefe da missão de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) para o país.

    Marzuki Darusman, diretor da Missão de Verificação de Fatos da ONU em Mianmar, denunciou o que qualificou como 'brutalidade extrema dos militares' conhecidos como Tatmadaw, ao apresentar um relatório que o enviado do governo de Mianmar rejeitou por considerar unilateral.

    A comissão apresentou seu relatório completo de 440 páginas depois de um sumário divulgado em 27 de agosto em que disse que os militares de Mianmar cometeram assassinatos em massa e estupros de rohingyas com 'intenção genocida' e pediram que o comandante-chefe, Min Aung Hlaing, e cinco generais sejam processador pelos crimes mais graves previstos na lei internacional.

    O governo de Mianmar refutou o sumário na ocasião e disse que a comunidade internacional está fazendo 'alegações falsas'. Os militares não comentaram, e a Reuters não conseguiu contatar os generais mencionados no relatório.

    O embaixador de Mianmar, Kyaw Moe Tun, rejeitou as conclusões da comissão por serem 'unilaterais', e disse que o governo não reconhece sua autoridade.

    'Este relatório não só é prejudicial para a coesão social no Estado de Rakhine, ele também mina os esforços do governo para trazer paz, reconciliação nacional e desenvolvimento à nação inteira', disse ele ao fórum.

    Darusman disse nesta terça-feira que 'não existe lei nem instituição de Mianmar que esteja acima dos Tatmadaw', e pediu o fim do que classificou como sua 'impunidade completa'.

    A democracia depende de autoridades que aceitam monitoramento e lutam contra o discurso de ódio e a desinformação, afirmou.

    'Neste aspecto, a transição democrática de Mianmar mal começou, e agora está em um impasse', acrescentou.

    Darusman disse que a repressão militar em Rakhine em agosto de 2017, desencadeada na esteira de ataques de insurgentes, provocou um êxodo em massa de quase 750 mil rohingyas para Bangladesh, as mortes de ao menos 100 mil pessoas e a destruição de mais de 37 mil casas e estruturas dos rohingyas.

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    Líder de Mianmar Suu Kyi defende condenação de repórteres da Reuters

    HANÓI (Reuters) - A líder do governo de Mianmar, Aung San Suu Kyi, disse nesta quinta-feira que os dois repórteres da Reuters presos no país podem recorrer da condenação de 7 anos de prisão, e que o julgamento deles não teve qualquer relação com a liberdade de expressão.

    Questionada sobre como se sentia prendendo jornalistas como uma líder democrática, Suu Kyi disse: 'Eles não foram presos porque são jornalistas, eles foram presos porque... o tribunal decidiu que eles violaram a Lei de Segredos Oficiais'.

    Suu Kyi se pronunciou durante o Fórum Econômico Mundial da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) em Hanói, no Vietnã, respondendo a uma pergunta do mediador que questionou se ela se sentia confortável com a prisão dos repórteres.

    Os jornalistas Wa Lone, de 32 anos, e Kyaw Soe Oo, de 28 anos, foram considerados culpados de violar uma lei sobre segredos oficiais e condenados no início deste mês, em um caso marcante visto como um teste para o progresso democrático em Mianmar.

    Sua prisão desencadeou grande indignação internacional, incluindo um pedido do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, por sua libertação.

    'Me pergunto se muitas pessoas realmente leram o resumo do julgamento, que não teve nenhuma relação com liberdade de expressão, teve relação com a Lei de Segredos Oficiais', disse Suu Kyi.

    'Se acreditamos no Estado de Direito, eles têm todo o direito de recorrer do julgamento e de apontar porque o julgamento foi errado', acrescentou.

    (Reportagem de James Pearson, Mai Nguyen e Khanh Vu, em Hanói, e Simon Lewis, em Yangon)

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    Bachelet pede à ONU novo órgão de direitos humanos para investigar crimes contra rohingyas

    Por Stephanie Nebehay

    GENEBRA (Reuters) - A chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Michelle Bachelet, pediu nesta segunda-feira a criação de um novo organismo para reunir provas visando um futuro processo de crimes cometidos contra muçulmanos rohingyas de Mianmar, incluindo assassinatos e torturas.

    Uma equipe de investigadores independentes da ONU disse em um relatório publicado no mês passado que existem indícios de 'intenção genocida' dos militares contra os rohingyas e que crimes contra a humanidade e crimes de guerra parecem ter sido cometidos.

    Os investigadores identificaram seis generais de Mianmar, incluindo o comandante-chefe das Forças Armadas do país, dizendo que deveriam ser levados à Justiça.

    Um ano atrás, tropas do governo conduziram uma operação repressiva brutal em Rakhine, um Estado de Mianmar, em reação a ataques do Exército de Salvação Arakan Rohingya (Arsa) a 30 postos policiais e uma base militar do país. Cerca de 700 mil rohingyas fugiram da repressão, e hoje a maioria mora em campos de refugiados na vizinha Bangladesh.

    Em seu primeiro discurso ao Conselho de Direitos Humanos da ONU desde que tomou posse em 1º de setembro, Bachelet disse que os ataques e a perseguição parecem continuar em Rakhine. Investigadores também encontraram indícios de execuções, tortura e violência sexual contra minorias nos Estados de Kachin e Shan, disse.

    'A persistência destes padrões de violações sublinha a impunidade total concedida às forças de segurança de Mianmar', disse Bachelet ao fórum de 47 membros em Genebra, que inaugurou uma sessão de três semanas.

    Ela louvou o fato de o procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) ter decidido na semana passada que sua corte tem jurisdição sobre as supostas deportações de rohingyas de Mianmar para Bangladesh por vê-las como possíveis crimes contra a humanidade.

    'Este é um passo imensamente importante para acabar com a impunidade e tratar do sofrimento enorme do povo rohingya'.

    'Também louvo os esforços de Estados-membros deste Conselho para estabelecerem um mecanismo internacional independente para Mianmar, para reunir, consolidar, preservar e analisar indícios dos crimes internacionais mais graves de forma a acelerar julgamentos justos e independentes em cortes nacionais e internacionais'.

    Mianmar negou ter cometido atrocidades contra os rohingyas, dizendo que seus militares realizaram ações justificáveis contra militantes e sinalizando que não pretende cooperar com o TPI.

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