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    Bolsonaro diz que militares e sociedade juntos podem deixar Brasil melhor

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro pediu nessa quarta-feira apoio da sociedade para que junto com as Forças Armadas se consiga elevar o Brasil a uma condição melhor do que a deixada a ele pelos governos anteriores.

    O aceno às Forças Armada ocorre em meio a um disputa, via redes sociais, entre o escritor Olavo de Carvalho e seus seguidores e integrantes do núcleo militar do governo --entre eles o ministro Santos Cruz, da Secretaria de Governo, e o general Villas Bôas, assessor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

    Em um breve discurso durante solenidade para comemorar a vitória dos aliados sobre os nazistas na Segunda Guerra Mundial, Bolsonaro disse que acredita nos militares e no povo brasileiro.

    'Eu acredito nas Forças Armadas Brasileiras, nós acreditamos no povo brasileiro e juntos poderemos sim fazer um Brasil diferente do que nos foi legado nos últimos anos', disse o presidente em evento no monumento dos Pracinhas, no Rio de Janeiro.

    Bolsonaro reiterou parte de seu discurso na última segunda-feira no colégio militar, ao afirmar que quer que os filhos de hoje sejam melhores que seus pais. 'Nós acreditamos no Brasil', finalizou.

    Mais tarde, em um tumultuada entrevista coletiva, Bolsonaro se recusou a falar sobre as polêmicas constantes entre olavistas e militares. “Você não tem pergunta mais inteligente para fazer? Pelo amor de Deus, faz outra pergunta aí.“

    Ele voltou a se incomodar com uma pergunta sobre as mortes em operações da polícia no governo do governador do Rio, Wilson Witzel. “Nessa linha vai acabar a entrevista“, ameaçou ele.

    Sobre o decreto de porte de armas, assinado na véspera, mas detalhado nesta quarta-feira, o presidente comentou apenas sobre a amplitude da medida.

    ”Não posso ir além da lei e tudo que poderia ser concedido por decreto fizemos e estamos cumprindo dessa forma uma manifestação popular em 2005 por ocasião do referendo em que a população decidiu pelo direito à legítima defesa”, disse.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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    Nova crise provocada por Olavo de Carvalho escancara irritação de militares

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - Em mais uma crise no governo provocada pelo escritor Olavo de Carvalho, a resposta mais dura veio do general da reserva Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército, que classificou o escritor de 'Trótsky de direita', sem 'princípios básicos de educação e respeito' e como alguém que age para 'acentuar as divergências nacionais'.

    Um dos nomes mais respeitados nas Forças Armadas, o general, hoje assessor especial do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general da reserva Augusto Heleno, deu pela redes sociais o recado que os militares querem passar: Olavo de Carvalho precisa 'deixar o governo'.

    A análise foi feita à Reuters por uma fonte palaciana que acompanha de perto as crises que têm sido causadas pelos ataques do escritor aos militares --e que tem sido respaldadas pelos filhos do presidente Jair Bolsonaro, o vereador no Rio de Janeiro Carlos e o deputado federal Eduardo (PSL-SP).

    'Mais uma vez o senhor Olavo de Carvalho, a partir de seu vazio existencial, derrama seus ataques aos militares e às Forças Armadas demonstrando total falta de princípios básicos de educação, de respeito e de um mínimo de humildade e modéstia', escreveu Villas Bôas.

    O general, com seis quase 600 mil seguidores no Twitter --bem mais do que Olavo de Carvalho, com seus 133 mil-- foi a voz da insatisfação dos militares no governo.

    A mais nova disputa entre a ala militar e os chamados 'olavistas' do governo foi escancarada mais uma vez na onda de ataques ao ministro da Secretaria de Governo, general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz. Incomodado, o próprio ministro foi na noite de domingo conversar com Bolsonaro. Disse que estava sendo vítima de um ataque orquestrado que envolviam os filhos do presidente.

    'Eles têm intimidade o suficiente para o ministro chegar e reclamar do que está acontecendo', disse uma fonte palaciana.

    Depois de criar polêmica atacando o vice-presidente Hamilton Mourão, o escritor voltou suas baterias a Santos Cruz. Em uma série de tuítes no final de semana chamou o ministro de fofoqueiro e outros adjetivos. A sessão de ataques se manteve nesta segunda.

    A crise foi aumentada quando o humorista Danilo Gentili publicou nas redes sociais uma entrevista do ministro dada à rádio Jovem Pan no início de abril. Em sua fala, Santos Cruz diz que 'as distorções e os grupos radicais, sejam eles de uma ponta ou de outra, da ponta leste ou da ponta oeste, isso aí tem que ser tomado muito cuidado, tem que ser disciplinado. A própria legislação tem de ser melhorada'.

    O ministro virou alvo, além de Olavo, dos filhos do presidente e um ataque coletivo nas redes, e o próprio Bolsonaro usou o Twitter para dizer que não haveria controle das redes.

    'Em meu governo, a chama da democracia será mantida sem qualquer regulamentação da mídia, aí incluída as sociais. Quem achar o contrário recomendo um estágio na Coreia do Norte ou Cuba', escreveu.

    Ao ter desautorizado publicamente seu ministro, Bolsonaro terminou por ampliar a margem para os ataques a Santos Cruz. No entanto, nesta segunda, ao ser perguntado se o ministro ainda tinha seu respaldo, Bolsonaro foi enfático: 'Completamente'.

    Apesar da crise, Santos Cruz se mantém forte no governo não apenas pela relação de amizade com Bolsonaro, mas porque representa e tem liderança no grupo de militares que é considerado um dos pilares de sustentação do governo.

    'Para demitir Santos Cruz vai ter que demitir muita gente antes', disse a fonte palaciana.

    A ordem agora é tentar, mais uma vez, ignorar os ataques de Olavo de Carvalho. O próprio presidente afirmou, mais cedo, que, de acordo com a origem do problema, a melhor resposta é 'ficar quieto, porque temos muitas coisas mais importantes para discutir no Brasil'.

    Mourão reforçou. 'Esses ataques são totalmente sem nexo. Se nós ignorarmos, será muito melhor para todo mundo.'

    (Edição de Eduardo Simões)

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    Maduro procura mostrar lealdade de militares da Venezuela durante crise

    Por Mayela Armas e Luc Cohen

    CARACAS (Reuters) - A liderança da Venezuela deu uma demonstração de unidade com chefes militares de primeiro escalão nesta quinta-feira, e um tribunal emitiu um mandado de prisão para uma figura da oposição ao mesmo tempo em que os governistas repudiavam o que consideram ser tentativas apoiadas pelos Estados Unidos para depor o presidente Nicolás Maduro.

    Flanqueado por seu ministro da Defesa e seu chefe de operações militares, Maduro disse em um pronunciamento televisionado que as Forças Armadas estão 'unidas, coesas e subordinadas a seu mandato constitucional' depois que o líder da oposição Juan Guaidó exortou os militares nesta semana a se unirem a ele para depor Maduro.

    Maduro também procurava refutar as alegações dos EUA e da oposição de que o alto comando das Forças Armadas está preparado para se voltar contra ele para pôr fim a uma crise política estimulada por anos de caos econômico.

    Dezenas de milhares de venezuelanos atenderam um chamado de Guaidó para realizar protestos de rua na quarta-feira, em mais uma tentativa de afastar Maduro do poder, mas o presidente se manteve firme.

    Guaidó, presidente da Assembleia Nacional controlada pela oposição, é reconhecido como chefe de Estado legítimo da Venezuela pelos Estados Unidos, Brasil e vários outros países, enquanto Maduro conta com o apoio, entre outros, de Rússia, China e Cuba.

    O pronunciamento de Maduro foi em parte uma resposta a comentários de autoridades norte-americanas segundo as quais o alto comando dos militares da Venezuela estava debatendo a saída de Maduro com a Suprema Corte e representantes de Guaidó.

    Elliott Abrams, enviado especial dos EUA para a Venezuela, disse que Maduro não pode confiar em seus principais líderes militares.

    'Quase todo mundo estava envolvido com isso, e então Maduro tem que saber que o alto comando não é verdadeiramente leal e eles querem uma mudança',  disse Abrams à emissora VPI na quarta-feira.

    Na terça-feira, o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, disse que o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, assim como o juiz que preside a Suprema Corte e o comandante da Guarda Presidencial, disseram à oposição que Maduro precisa deixar o posto.

    Mas Padrino ficou ao lado de Maduro, que assumiu o lugar do falecido presidente Hugo Chávez em 2013, no pronunciamento desta quinta-feira.

    'Não venham nos comprar com uma oferta desonesta, como se não tivéssemos dignidade', disse Padrino. 'Aqueles que sucumbiram e venderam suas almas não são mais soldados, não podem estar conosco.'

    O chefe de operações militares, Remigio Ceballos, também apareceu na transmissão em rede nacional.

    Guaidó invocou a Constituição em janeiro para se autoproclamar presidente interino, argumentando que a reeleição de Maduro em maio de 2018 foi ilegítima. Maduro classifica Guaidó como um fantoche dos EUA que busca um golpe.

    MANDADO DE PRISÃO DE LÓPEZ

    Ainda nesta quinta-feira, um tribunal emitiu um mandado de prisão para o político opositor Leopoldo López, dado que ele violou uma ordem imposta por uma corte em 2017 para permanecer em prisão domiciliar, segundo um comunicado publicado no site da Suprema Corte.

    Na terça-feira, López deixou sua casa em Caracas para aparecer ao lado de Guaidó em uma manifestação contra Maduro. Mais tarde no mesmo dia, ele se refugiou na residência do embaixador espanhol na capital.

    Guaidó sugeriu uma greve geral como próximo passo para pressionar Maduro, mas autoridades dos EUA disseram que mais sanções estão a caminho para estrangular o fluxo de dinheiro para o governo da Venezuela.

    (Reportagem adicional de Roberta Rampton em Washington)

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    Guaidó convoca militares para depor governo; Maduro diz que tem lealdade das Forças Armadas

    Por Vivian Sequera e Angus Berwick

    CARACAS (Reuters) - O líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, convocou nesta terça-feira um levante militar para depor o presidente Nicolás Maduro e grupos militares contrários se enfrentavam em uma manifestação em uma base aérea de Caracas, no momento em que o país alcança um novo patamar em sua crise.

    Testemunhas da Reuters disseram que dezenas de homens armados, em sua maioria jovens, e fardados que acompanhavam Guaidó trocaram tiros com soldados que agiam apoiando Maduro fora da base aérea de 'La Carlota', mas a oposição não parecia estar a ponto de assumir o poder à força.

    No Twitter, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse que falou com líderes militares e que eles mostraram 'total lealdade' ao governo, pedindo ainda mobilização popular 'máxima' para 'assegurar a vitória da paz'. [nE6N20A010]

    Ainda segundo testemunhas da Reuters, Guaidó deixou a manifestação na base aérea e seguia para uma praça a poucas quadras de distância. [nE6N20A00Z]

    Em um vídeo postado no Twitter mais cedo, Guaidó disse que havia começado a 'fase final' de sua campanha para depor Maduro, convocando venezuelanos e militares a o apoiarem para acabar com a 'usurpação' de Maduro.

    Cerca de três horas após seu anúncio, não havia sinais de outras atividades militares. Não houve nenhum relato imediato de fatalidades.

    Mais cedo, forças de segurança dispararam gás lacrimogêneo em direção a Guaidó conforme centenas de civis se uniam ao grupo, disseram as testemunhas.

    'Rejeitamos esse movimento de golpe, que busca ocupar o país com violência', disse o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino.

    Ele afirmou que as Forças Armadas continuam 'firmemente em defesa da Constituição nacional e autoridades legítimas' e que todas as unidades militares ao redor da Venezuela 'reportam normalidade' em suas bases.

    Guaidó, que, à frente do Parlamento ignorou o governo de Maduro em janeiro e se autoproclamou presidente interino do país --com o apoio de deputados e inúmeros governos do mundo--, disse que seu apelo foi vinculado à Constituição e defendeu a luta não violenta.

    Em algumas ruas ao leste da capital venezuelana, pessoas se deslocavam muito cedo para seus empregos, e o metrô funcionava. A via que circunda a base aérea de La Carlota foi bloqueada por caminhões e ônibus.

    (Reportagem adicional de Corina Pons, Mayela Armas, Deisy Buitrago e Luc Cohen, em Caracas; Matt Spetalnick, Patricia Zengerle e Roberta Rampton, em Washington

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    Militares venezuelanos relatam aumento de deserções para o Brasil

    Por Anthony Boadle

    PACARAIMA (Reuters) - Militares da Venezuela estão desertando para o Brasil e a Colômbia em número cada vez maior, ao se recusarem a acatar ordens para reprimir protestos contra o governo do presidente Nicolás Maduro, disseram seis deles à Reuters.

    Uma tenente e cinco sargentos da Guarda Nacional, a principal força usada pelo governo Maduro para reprimir as manifestações, disseram que a maioria está indo para a Colômbia, a fronteira mais acessível, mas outros partiram também para o Brasil, como eles mesmos.

    As autoridades de imigração colombianas disseram que cerca de 1.400 militares da Venezuela desertaram para a Colômbia neste ano, e o Exército brasileiro disse que mais de 60 membros das Forças Armadas venezuelanas emigraram para o Brasil desde que Maduro fechou a fronteira em 23 de fevereiro para frustrar um esforço da oposição para levar ajuda humanitária ao país.

    'A maioria dos militares que estão partindo é da Guarda Nacional. Eles continuarão vindo. Mais deles querem partir', disse uma tenente da Guarda Nacional no início deste mês. Ela tinha acabado de cruzar para o Brasil a pé, chegando à cidade fronteiriça de Pacaraima depois de caminhar durante horas por trilhas de indígenas.

    Autoridades dos dois países disseram que o ritmo das deserções aumentou nos últimos meses, quando os tumultos políticos e econômicos na Venezuela se agravaram.

    Os desertores, que pediram para omitir os nomes por causa do temor de represálias contra suas famílias, se queixaram de que comandantes venezuelanos de alto escalão vivem bem graças aos salários altos e às comissões recebidas do contrabando e de outros esquemas do mercado negro, enquanto os oficiais de baixa patente enfrentam conflitos nas ruas da nação recebendo pouco.

    'Eles já levaram as famílias para morarem fora. Eles vivem bem, comem bem, têm bons salários e lucram com a corrupção', disse a tenente.

    O Ministério da Informação do governo da Venezuela, que está encarregado de atender a mídia, não respondeu a pedidos de comentário para esta reportagem.

    Em fevereiro, o embaixador de Maduro na Organização das Nações Unidas (ONU), Samuel Moncada, disse em uma reunião do Conselho de Segurança que a quantidade de deserções de militares tem sido exagerada. À época, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, William Castillo, disse que só 109 dos 280 mil membros das Forças Armadas desertaram durante o governo Maduro.

    Um sargento venezuelano, que vestiu o uniforme da Guarda Nacional com orgulho para dar uma entrevista em um quarto de hotel de Pacaraima, disse que não conseguia sustentar os dois filhos pequenos com um salário equivalente a cerca de 10 dólares por mês.

    'Arriscávamos nossas vidas demais pelo pouco que recebíamos', afirmou. 'Parti por causa disso e das ordens ruins que os oficiais de comando estavam nos dando'.

    O chefe do Congresso de maioria opositora da Venezuela, Juan Guaidó, apoiado pela maioria das nações ocidentais, está tentando depor Maduro com a justificativa de que a reeleição do presidente socialista em 2018 foi ilegítima.

    Mas comandantes de alta patente das Forças Armadas continuam leais a Maduro porque ganham bem em dólar e têm muito a perder abandonando-o, de acordo com desertores da Guarda Nacional.

    Maduro colocou chefes militares em postos de alto nível em estatais para que não se voltem contra ele, segundo um tenente.

    'Maduro sabe que, se retirá-los destes postos, os militares lhe darão as costas e podem tirá-lo com um golpe', disse.

    Maduro qualificou Guaidó como um fantoche dos Estados Unidos, e atribui os problemas econômicos do país às sanções norte-americanas.

    PRESOS DE UNIFORME

    A rebelião nos escalões intermediários da Guarda Nacional foi contida por meio da intimidação e de ameaças de retaliação contra familiares dos oficiais, contaram os desertores à Reuters. Eles disseram que os telefones de efetivos militares suspeitos de nutrir sentimentos anti-Maduro foram grampeados para que seu comportamento seja observado.

    Como as deserções estão em alta e o apoio a Maduro em baixa, o governo vem usando grupos de civis armados, conhecidos como 'coletivos', para aterrorizar os oponentes de Maduro, relataram os entrevistados. Grupos de direitos humanos da Venezuela alertaram para os episódios crescentes de violência perpetrados pelos grupos de militantes.

    O governo também soltou presidiários e os vestiu com uniformes da Guarda Nacional, para desgosto de soldados com anos de serviço militar, disseram os seis desertores. Não está claro se os ex-presos ou militantes são pagos pelo governo.

    Uma escassez de alimento, água e remédios, somada a blecautes prolongados, aumentou a sensação de anarquia no país, opinaram os desertores.

    O sargento uniformizado disse temer um derramamento de sangue causado pelos 'coletivos' que tentam manter Maduro no poder se as Forças Armadas resistirem às ordens governamentais para reprimir protestos.

    'Não haverá soldados com coração de pedra suficientes para disparar nas pessoas', disse. 'Nós, militares, sabemos que entre as multidões nas ruas há parentes nossos protestando por liberdade e um futuro melhor para a Venezuela.'

    (Reportagem adicional de Leonardo Benassatto e Pilar Olivares, em Pacaraima; Helen Murphy, em Bogotá; e Vivian Sequera, em Caracas)

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    Exército prende 10 militares envolvidos em ação...

    Créditos da imagem: Reuters/ Fabio Teixeira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Comando Militar do Leste (CML) determinou, nesta segunda-feira, a prisão de dez militares suspeitos de 'descumprimento de regras de engajamento' em decorrência de um incidente que resultou na morte de um homem, no domingo, na zona norte do Rio de Janeiro, informou o CML.

    Segundo nota do CML, inconsistências entre os fatos inicialmente reportados pelos militares envolvidos no incidente e informações posteriores conduziram ao afastamento imediato da tropa envolvida no episódio, e 10 de 12 militares ouvidos pelas autoridades militares tiveram a prisão decretada.

    De acordo com a TV Globo, militares dispararam dezenas de tiros contra um veículo que pertencia a uma família, matando o motorista e ferindo mais dois ocupantes. Os soldados teriam confundido o carro da família com um veículo de supostos criminosos que teriam disparado contra os militares, segundo a emissora.

    Os soldados envolvidos no incidente foram encaminhados à Delegacia de Polícia Judiciária Militar durante a madrugada, onde prestaram depoimentos individuais. Uma testemunha civil também foi ouvida, de acordo com o CML.

    'A partir de agora esses militares passam à disposição da Justiça Militar da União, a quem cabe, obedecido o prazo legal, realizar a Audiência de Custódia e determinar como será dado prosseguimento', informou o CML em nota.

    Em nota, o CML também repudiou os excessos ou abusos que venham a ser cometidos por militares em exercício de suas atividades, reiterando o 'compromisso com a transparência e os parâmetros legais impostos pelo Estado de Direito ao uso legítimo da força por seus membros'.

     

    (Reportagem de Débora Moreira; Edição de Pedro Fonseca)

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    Mourão diz que existe preconceito e falta de conhecimento sobre carreira dos militares

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O vice-presidente da República, general da reserva Hamilton Mourão, disse nesta terça-feira que é preciso esclarecer à sociedade detalhes sobre a carreira militar para que sejam superados os preconceitos existentes, num momento em que se debate a reforma da previdência para os trabalhadores civis e para os militares.

    ”Existe uma série de preconceitos, desinformação , falta de conhecimento e peculiaridades da carreira militar”, disse Mourão em um pronunciamento passado a jornalistas por sua assessoria.

    Mourão estava no Forte São João, uma unidade militar no Rio de Janeiro, para participar de um evento fechado da Fundação Cultural do Exército Brasileiro.

    “Hoje temos a oportunidade de debater esse assunto, de mostrar a importância das Forças Armadas no conserto de todas as ações e transpor o que tem que ser a proteção social dos militares“, acrescentou.

    A proposta do governo de mudanças nas aposentadorias dos militares veio acompanhada de uma reestruturação de carreiras com aumento salarial, o que gerou críticas e polêmicas.

    A economia líquida prevista com o pacote dos militares --mudanças nas regras das aposentadorias mais a reestruturação das carreiras-- é de 10,5 bilhões em uma década enquanto que a economia com a reforma da Previdência dos trabalhadores civis e servidores públicos estima uma economia de 1,08 trilhão de reais ao longo de 10 anos.

    Quando a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência para os civis foi apresentada em fevereiro, o governo informou que o projeto com as mudanças nas aposentadorias dos militares deveria gerar uma economia de 92,3 bilhões de reais.

    A economia prevista no projeto efetivamente apresentado até aumentou, passando para 97,3 bilhões de reais. Mas a reestruturação da carreira, que não havia sido anunciada em fevereiro, gerou uma estimativa de gasto de 86,85 bilhões de reais.

    Esses números geraram críticas entre os parlamentares, inclusive entre os mais simpáticos ao governo.

    Segundo Mourão, a meta principal da primeira fase do governo será a aprovação da reforma da Previdência.

    “É um momento muito importante porque nós estamos vivendo a primeira fase do nosso governo, onde o objetivo primordial é que a gente consiga realizar a Nova Previdência, também chamada de reforma da Previdência, que atinge o público civil e o militar.'

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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    Bolsonaro defende reestruturação de carreira e diz que proposta para militares é profunda

    SANTIAGO (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta quinta-feira a proposta de reestruturação da carreira das Forças Armadas e de mudanças nas aposentadorias dos militares, entregue por eles ao Congresso na véspera, e disse que ela é mais profunda do que o texto sobre a Previdência dos servidores civis e da iniciativa privada.

    No Chile, onde se reunirá com o presidente Sebastián Piñera e participará de encontro com presidentes da América do Sul com vistas a criar um novo bloco regional, Bolsonaro disse que uma medida provisória editada em 2000, no governo Fernando Henrique Cardoso, tirou praticamente todos os direitos dos militares e que isso precisa ser levado em conta na análise da nova proposta para a categoria.

    'Ontem quando eu entreguei a proposta pessoalmente para o presidente Rodrigo Maia, eu pedi aos parlamentares, haviam muitos lá, muitas lideranças, que levassem em conta uma medida provisória que há 19 anos está sem ser votada', disse Bolsonaro, que é capitão da reserva do Exército, aos jornalistas.

    'Essa medida provisória foi muito fundo na questão da reforma previdenciária em 2000, que teria que ser feita, segundo o governo FHC na época, para todos os Poderes. Acabou sendo feita para nós. Então juntando a medida provisória 2215 com a proposta encaminhada ontem, a proposta de reforma para os militares é muito mais profunda do que a PEC entregue há poucas semanas no Parlamento.'

    Pouco depois, o presidente reiterou esses argumentos ao defender a proposta para os militares durante transmissão ao vivo nas redes sociais.

    A inclusão de uma reestruturação da carreira das Forças Armadas na proposta de mudanças nas aposentadorias dos militares gerou críticas até mesmo entre aliados do governo Bolsonaro, que avaliaram que a medida pode levar outras categorias a buscar o mesmo benefício.

    PESQUISA, PINOCHET E 1964

    Na chegada ao Chile, Bolsonaro também minimizou a pesquisa Ibope divulgada na quarta-feira que apontou queda de 15 pontos na avaliação positiva de seu governo desde janeiro, assim como uma queda de 16 pontos na aprovação de seu desempenho pessoal. [nL1N2171K5]

    Para Bolsonaro, o levantamento do Ibope não tem credibilidade.

    “Essas pesquisas agora têm o mesmo valor das pesquisas eleitorais do ano passado. Vários órgãos de pesquisa conhecidos diziam que eu perderia para todo mundo no segundo turno. Não estou preocupado com pesquisas porque também não têm credibilidade no Brasil”, disse o presidente.

    Admirador declarado admirador do regime militar que governou o Brasil entre 1964 e 1985 e de líderes autoritários, como o ex-ditador paraguaio Alfredo Stroessner, a quem chamou recentemente de 'estadista', Bolsonaro esquivou-se de comentar sobre o ex-ditador chileno Augusto Pinochet.

    'Eu não vim aqui falar sobre Pinochet. Tem muita gente que gosta dele, gente que não gosta', disse o presidente. Entretanto, ele voltou a defender o período militar no Brasil iniciado em 1964 ao afirmar que o então presidente, João Goulart, foi deposto pelo Congresso Nacional, não pelos militares.

    'Eu estou dizendo para vocês que quem cassou João Goulart na época não foram os militares, foi o Congresso Nacional no dia 2 de abril de 1964', disse Bolsonaro.

    'Essa questão... tem que ser levada à luz da verdade... Não podemos dar voz à esquerda que sempre tem um lado pra dizer que aquele lado estava certo e não o outro', acrescentou.

    Goulart deixou Brasília em direção ao Rio Grande do Sul após um levante militar no dia 31 de março de 1964 e, antes mesmo de ele deixar o país rumo ao exílio, o Congresso declarou vaga a Presidência.

    (Por Fabian Cambero)

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    Marinho descarta ajuste salarial de outras categorias após reestruturação de carreiras militares

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, descartou nesta quinta-feira a possibilidade de ajustes salariais de outras categorias além dos militares, embora admita que haverá pressão.

    Falando a jornalistas antes de evento no Rio de Janeiro, Marinho afirmou que não há espaço fiscal para conceder nenhum outro ajuste salarial a qualquer outra carreira.

    'Evidentemente que não (há espaço para novos ajustes salariais para demais categorias). Nos últimos 19 anos os militares provavelmente foram a única categoria mais relevante do serviço público que não teve reestruturação. Qualquer possibilidade de reestruturação significará impacto fiscal', disse ele a jornalistas.

    'Quanto a haver pressão de corporações, sempre houve e sempre haverá junto a parlamentares. O governo não tem margem de ajustes para outras categorias', frisou.

    Na véspera, o governo apresentou a reforma da Previdência das Forças Armadas, que contará com um impacto positivo para as contas públicas de apenas 10,45 bilhões de reais em 10 anos após incorporar uma reestruturação da carreira e benefícios à categoria, para obter a benção do Ministério da Defesa.

    A reestruturação terá um custo de 86,85 bilhões de reais em uma década, levando o ganho líquido com o projeto a um patamar bem menor que o anteriormente divulgado.

    Para Marinho, não há disparidade na economia entre as propostas de reformas para o regime geral e para os militares. Ele afirmou ainda que torce para que a aprovação da reforma previdenciária aconteça no primeiro semestre, ressaltando que, se não houver mudanças, a discussão será como reduzir o desemprego e como ficará a taxa cambial.

    'Tomara que seja no primeiro semestre. O ritmo quem vai dar é o Congresso mas é claro que para o governo e para a sociedade brasileira é importante que o projeto tenha a celeridade adequada sem perder a qualidade', disse Marinho.

    CCJ

    Enquanto Marinho participava do painel de encerramento de Convenção Nacional de Supermercados, a liderança do PSL na Câmara informou que o anúncio de um nome para relatar a reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, previsto para esta quinta-feira, foi adiado à espera de um 'esclarecimento' do governo sobre o projeto que trata da reestruturação de carreira e da aposentadoria dos militares.

    Marinho minimizou o anúncio dizendo que a CCJ tem o direito de pedir esclarecimentos.

    'Essa decisão da CCJ é apenas um ato discricionário do presidente. Esse é um direito da CCJ. O projeto foi apresentado na quarta-feira e eles vão ter a condição de se debruçar sobre ele e fazer um juízo de valor', disse Marinho a jornalistas.

    A CCJ é a primeira etapa na tramitação da reforma da Previdência, a principal proposta do governo Jair Bolsonaro para ajustar as contas públicas no país.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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    Maia evita comentar projeto para militares, mas diz que era preciso corrigir defasagem salarial

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), evitou comentar o projeto que altera as aposentadorias e reestrutura a carreira dos militares, entregue a ele nesta quarta-feira pelo presidente Jair Bolsonaro, mas defendeu que era preciso fazer algo para corrigir a defasagem histórica da categoria.

    'Eu não li o projeto ainda, acho que a gente tem que ter cuidado. Já está encaminhado, agora vamos fazer o debate', disse Maia após se reunir com o ministro da Economia, Paulo Guedes, no ministério, pouco depois de receber o projeto.

    'Não estou aqui nem para criticar nem para elogiar uma coisa que eu ainda não parei para olhar.'

    Bolsonaro foi pessoalmente ao Congresso entregar a Maia o pacote para os militares que inclui uma reestruturação de carreira e as mudanças relativas à assistência social.

    O governo prevê que a economia na frente previdenciária dos militares será de 97,3 bilhões de reais, maior que o ganho de 92,3 bilhões de reais anunciado quando a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência para os trabalhadores civis foi apresentada no mês passado.

    Por outro lado, a reestruturação da carreira militar terá um custo de 86,85 bilhões de reais em uma década, levando o ganho líquido com o pacote para apenas 10,45 bilhões de reais. [nL1N2171ON]

    Isso gerou criticas entre lideranças parlamentares, mas Maia ponderou haver defasagem salarial nas Forças Armadas.

    'Os militares vêm desde o final do governo do presidente Fernando Henrique sendo prejudicados e com uma defasagem salarial, como é que resolve isso?... eu acho que essa distorção em algum momento precisava ser tratada. Se foi excessiva ou não eu não sei porque eu não vi o projeto ainda', disse o presidente da Câmara.

    (Reportagem de Mateus Maia)

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    Marinho diz que proposta sobre militares traz 'correção' a categoria preterida durante 15 anos

    Por Ricardo Brito e Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O secretário Especial da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, disse nesta quarta-feira que as Forças Armadas são uma categoria especial e que a proposta apresentada pelo governo para mudar as aposentadorias do setor faz uma 'correção' na estrutura das três forças, que ao longo de 15 anos vêm sendo preterida em relação aos civis.

    Segundo o secretário, desde o início das discussões sobre a reforma da Previdência, o governo disse que trataria os desiguais de forma desigual.

    O comentário de Marinho foi uma resposta a um questionamento, feito em entrevista coletiva, sobre o fato de que o impacto fiscal líquido do projeto dos militares --que prevê mudança nas aposentadorias dos militares e reestruturação da carreira com aumentos-- será de 10,45 bilhões de reais em 10 anos.

    Ao apresentar proposta de reforma da Previdência para os trabalhadores da iniciativa privada e servidores civis há um mês, o governo do presidente Jair Bolsonaro, que é capitão da reserva do Exército, não mencionou eventual reestruturação da carreira militar e previu economia de cerca de 92 bilhões de reais em 10 anos com as mudanças nas aposentadorias dos militares.

    Marinho destacou que o superávit fiscal para a Previdência dos militares será agora, com o projeto apresentado nesta quarta, de 97 bilhões de reais. Disse que a despesa da reestruturação das carreiras se dá em torno de 86 bilhões de reais.

    Segundo Marinho, o saldo líquido na verdade será de superávit em todos os anos, inclusive no mandato de Bolsonaro, de cerca de 2,3 bilhões de reais a 2,4 bilhões de reais.

    'Eu não tenho dúvida que o projeto que está sendo apresentado é o projeto que representa a média dos sentimentos do governo e também respeitando as especificidades da carreira, a exemplo do que estamos fazendo com outras categorias. Por exemplo, há um aumento de soldos para soldados e cabos, que representam 45 por cento das Forças Armadas e que ganham até dois salários mínimos', disse Marinho.

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