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    Dia da Mulher une ativistas em vários países; polícia turca usa gás lacrimogêneo

    Por Marie-Louise Gumuchian

    LONDRES (Reuters) - Ativistas pela igualdade de gênero foram às ruas em cidades europeias nesta sexta-feira para marcar o Dia Internacional da Mulher com celebrações e protestos, enquanto na Turquia a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar milhares de mulheres que se reuniam à noite em Istambul.

    Pouco depois da meia-noite, centenas de mulheres estavam reunidas no centro de Madri para bater panelas e frigideiras e exigir mais direitos para as mulheres em uma sociedade que, segundo elas, ainda é dominada pelos homens.

    Em Berlim, autoridades da cidade declararam o Dia da Mulher um feriado oficial e milhares de pessoas se juntaram a uma colorida manifestação sob o céu ensolarado da praça Alexanderplatz.

    Em Paris, manifestantes da Anistia Internacional empunharam cartazes do lado de fora da embaixada da Arábia Saudita com os dizeres “Buzinem pelos direitos das mulheres”, e pediram a libertação de mulheres ativistas, incluindo aquelas que fizeram campanha pelo direito de dirigir no reino profundamente conservador.

    Em Atenas e Kiev, manifestantes exigiram igualdade e o fim da violência contra as mulheres.

    Em Istambul, a maior cidade da Turquia, manifestantes pediram a libertação de mulheres sírias encarceradas.

    Mas, no anoitecer, a polícia turca usou gás lacrimogêneo para dispersar um grupo reunido para uma marcha, segundo testemunhas da Reuters.

    Centenas de policiais da tropa de choque bloquearam o caminho das manifestantes para impedi-las de avançar pela principal avenida de pedestres do distrito. A polícia então utilizou spray de pimenta e disparou projéteis contendo gás lacrimogêneo para dispersar o grupo, e confrontos irromperam à medida que os policiais perseguiam as mulheres até ruas laterais à avenida.

    IGUALDADE E RESPEITO

    Na Rússia, onde o Dia da Mulher tem sido uma festa importante desde a era comunista, flores e mensagens de felicitações decoravam espaços públicos.

    Para os espanhóis, a desigualdade de gênero tornou-se uma questão profundamente controversa antes da eleição parlamentar de 28 de abril. Um novo partido de extrema-direita, o Vox, que, segundo pesquisas de opinião conquistará dezenas de assentos na votação, defende a revogação de uma lei histórica sobre violência contra as mulheres.

    “Muitas pessoas estão tentando demonizar o feminismo, embora ele sempre tenha sido uma luta pela igualdade”, disse Ana Sanz, de 36 anos, vestindo um traje vermelho e um adereço de cabeça branco, em referência aos uniformes vestidos por mulheres no livro e série de TV distópico “O Conto da Aia”.

    A central sindical espanhola UGT estima que seis milhões de pessoas deixaram os seus trabalhos por ao menos duas horas em uma greve para exigir igualdade salarial e de direitos para mulheres que, segundo a central, mobilizou mais pessoas do que uma ação semelhante no ano passado.

    (Reportagem de Sabela Ojea e Raul Cadenas, em Madri; Marie-Louise Gumuchian, em Londres; Johnny Cotton,em Paris; Andrea Shalal, em Berlim; e Reuters TV, em Moscow)

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    Igualdade de gênero e direitos entram em pauta no Dia Internacional da Mulher

    (Reuters) - Ativistas pela igualdade de gênero marcaram o Dia Internacional da Mulher, nesta sexta-feira, com protestos, painéis de discussão e comemorações.

    Em um dos primeiros protestos do dia, centenas de mulheres se reuniram no centro de Madri por volta da meia-noite (horário local) para bater panelas e frigideiras e exigir mais direitos para as mulheres em uma sociedade que, segundo elas, ainda é dominada por homens.

    A desigualdade de gênero tornou-se uma questão profundamente controversa na Espanha antes da eleição parlamentar de 28 de abril. Um novo partido de extrema-direita, o Vox, cujas pesquisas de opinião apontam que conquistará assentos, defende a revogação de uma lei histórica sobre violência de gênero.

    A capital espanhola foi palco de outro protesto contra a violência de gênero e o patriarcado na manhã desta sexta-feira, envolvendo cerca de 200 mulheres ciclistas.

    Antes de montarem em suas bicicletas para protestar do lado de fora da sede do conservador Partido Popular (PP), as mulheres leram um manifesto e fizeram uma dança coreografada, cantando: 'Sem violência, eles não podem nos controlar'.

    Muitas usavam jaquetas, calças e bolsas roxas -- cor simbólica usada por ativistas dos direitos das mulheres.

    'Não consigo imaginar não estar aqui, sou uma mulher e isso me preocupa diretamente', disse Lucía Sánchez, de 40 anos, que veio de bicicleta com outras amigas.

    Em Paris, manifestantes da Anistia Internacional se reuniram diante da embaixada da Arábia Saudita para empunhar cartazes em defesa dos direitos das mulheres e pediram a libertação de mulheres ativistas, incluindo aquelas que fizeram campanha pelo direito de dirigir em um local profundamente conservador.

    Em Londres, a duquesa de Sussex, Meghan, deve se juntar à cantora Annie Lennox, à modelo Adwoa Aboah, à ex-primeira-ministra australiana Julia Gillard e a outras pessoas em um painel sobre questões que afetam as mulheres hoje.

    A sessão foi convocada pelo Queen's Commonwealth Trust, uma organização da qual Meghan foi anunciada vice-presidente na sexta-feira.

    (Reportagem de Sabela Ojea em Madri e Marie-Louise Gumuchian em Londres)

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    Chefe de direitos humanos da ONU pede libertação de mulheres ativistas sauditas

    Por Stephanie Nebehay

    GENEBRA (Reuters) - A chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Michelle Bachelet, pediu nesta quarta-feira à Arábia Saudita que liberte mulheres ativistas supostamente torturadas sob detenção depois que as autoridades as acusaram de prejudicar os interesses do país.

    Ativistas identificaram 10 mulheres sauditas detidas por fazerem campanhas, expressando o temor de elas enfrentarem penas severas.

    O procurador-geral saudita está preparando os julgamentos das detidas, identificadas por grupos de monitoramento como ativistas de direitos das mulheres, depois de finalizar suas investigações, relatou a agência estatal de notícias SPA na sexta-feira.

    'Hoje, permitam-me expressar minha preocupação com a prisão e detenção aparentemente arbitrárias, e os supostos maus tratos e tortura, de várias defensoras dos direitos humanos das mulheres na Arábia Saudita', disse Bachelet em um discurso ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

    'A perseguição de ativistas pacíficas contraria claramente o espírito das novas reformas proclamadas pelo país', acrescentou.

    Na semana passada, o vice-procurador-geral saudita disse ao jornal saudita Alsharq Alawsat que seu escritório analisou reportagens segundo as quais as mulheres foram torturadas e não encontrou nenhuma prova, classificando-as como 'falsas'.

    O príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, adotou reformas que reduziram a discriminação, como permitir que as mulheres dirijam.

    Mas ativistas dizem que as mulheres que lideraram tais campanhas continuam atrás das grades e que algumas foram torturadas desde que foram presas em maio.

    Em um relatório divulgado em Genebra na segunda-feira, o Centro de Direitos Humanos do Golfo disse que algumas ativistas sauditas foram submetidas a torturas, como choques elétricos, chibatadas, açoites e agressões sexuais.

    Na quinta-feira, países europeus farão um apelo para que Riad solte as ativistas e coopere com um inquérito liderado pela ONU sobre o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, disseram diplomatas e ativistas à Reuters.

    A Islândia comandou a iniciativa inédita, obtendo apoio de nações europeias e possivelmente de delegações de outras regiões para uma repreensão à monarquia absolutista, que é um dos 47 membros do fórum.

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    De branco, deputadas democratas protestam durante discurso de Trump no Congresso

    Por Jeff Mason

    WASHINGTON (Reuters) - O discurso do Estado da União do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite de terça-feira, foi anunciado como uma tentativa de unificar o país, mas ele não contava com as mulheres de branco.

    Deputadas democratas da Câmara dos EUA, muitas delas vestidas elegantemente de branco para comemorar os 100 anos da conquista do direito ao voto feminino, projetaram uma imagem serena de descontentamento durante o discurso de Trump, deixando claro que não aceitam a ideia de união do presidente.

    A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, a democrata mais poderosa do país, se sentou atrás de Trump na tribuna vestindo um terninho branco. Ela balançou a cabeça ou fez ares de desaprovação quando ele desafiou seus correligionários ou pintou um quadro sombrio de imigrantes ilegais invadindo a América.

    A deputada Alexandria Ocasio-Cortez, estrela das redes sociais, olhou para o chão ou para os lados quando Trump fez comentários que ela considerou ofensivos, e fulminou com olhares os colegas que se ergueram para aplaudir.

    Depois o presidente falou sobre as mulheres na força de trabalho, e a dinâmica mudou -- por um breve momento.

    Quando ele louvou o número crescente de mulheres que estão encontrando emprego, as parlamentares de branco se levantaram e aplaudiram, aparentemente a si mesmas, por ocuparem muitos das vagas em aberto no Congresso nas eleições parlamentares de novembro.

    'Vocês não deveriam fazer isso', disse Trump com um sorriso, apontando para elas e provocando riso.

    Dizendo-lhes para não se sentarem ainda porque havia mais boas notícias pela frente, Trump reconheceu o número recorde de mulheres servindo no Capitólio.

    Elas aplaudiram mais um pouco e gritaram 'USA, USA!', acompanhadas por republicanos.

    Foi um momento raro em um pronunciamento logo, que de resto provocou reações variadas da plateia, dividida entre republicanos de um lado e democratas de outro -- um reflexo da profunda divisão partidária que caracterizou o país antes e depois da vitória eleitoral de Trump em 2016.

    Quando Trump disse que os EUA estariam em guerra com a Coreia do Norte se ele não tivesse sido eleito, os democratas resmungaram, e quando declarou que o Estado da União está 'forte', discordaram, e a maioria ficou sentada.

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    Ghosn sofre tratamento “severo” em prisão no Japão, diz mulher

    Por Liana B. Baker e Mike Spector

    (Reuters) - A mulher do ex-presidente do conselho de administração da Nissan Carlos Ghosn pediu que a organização de direitos humanos Human Rights Watch chame atenção para o “severo tratamento” que o executivo está recebendo em uma prisão no Japão, segundo carta vista pela Reuters.

    Autoridades japonesas acusaram Ghosn de omitir parte de sua renda e de agravada violação de confiança por transferir temporariamente perdas pessoais com investimentos para a Nissan em 2008.

    Em uma carta de nove páginas enviada a Kanae Doi, diretora da Human Rights Watch no Japão, Carole Ghosn pediu que a organização “lance luz sobre o severo tratamento de meu marido e sobre as desigualdades de direitos humanos infligidas contra ele pelo sistema de justiça japonês”.

    Ghosn era responsável por uma aliança que incluía a Nissan Motor, a Mitsubishi Motors e a francesa Renault, até que sua prisão em novembro e subsequente remoção dos cargos de presidente do conselho das montadoras chocou a indústria.

    O governo tem negado pedidos para suspender a detenção do executivo, preso desde 19 de novembro. Os advogados de Ghosn têm dito que provavelmente demorará mais de seis meses para que seu caso vá a julgamento.

    O Ministério de Relações Exteriores do Japão disse que os direitos de Ghosn são garantidos pelas leis do país.

    “Ele está sendo tratado de acordo com o procedimento apropriado, garantindo os direitos humanos fundamentais dos indivíduos e passando por rigorosa examinação judicial de acordo com relevantes leis internas do Japão”, disse o porta-voz do ministério Natsuko Sakata, por email.

    A Nissan disse não estar na posição de comentar o funcionamento do sistema judicial ou de qualquer decisão da Procuradoria de Tóquio.

    Autoridades da Human Rights Watch não puderam ser encontradas para comentar a carta vista pela Reuters no domingo, mas o diretor da organização para a Ásia, Brad Adams, disse em editorial na quinta-feira que o caso de Ghosn “lançou luz” sobre o há muito negligenciado sistema judicial de “reféns” do Japão.

    O ex-executivo da Nissan está sendo mantido em uma cela não aquecida de 6,97 metros quadrados e não está tendo acesso a sua medicação diária, disse sua mulher na carta. Ele perdeu 7 kg desde que foi preso e só come arroz e cevada, acrescentou.

    Procuradores japoneses frequentemente tentam extrair confissões de prisioneiros em detenções que podem durar meses, disse Carole Ghosn na carta.

    “Por horas todos os dias, os procuradores interrogam ele, intimidam ele, repreendem ele e criticam ele, sem a presença de seus advogados, em um esforço para extrair uma confissão”, disse.

    “Ninguém deveria ser forçado a suportar o que o meu marido enfrenta todos os dias, especialmente em uma nação desenvolvida como o Japão, a terceira maior economia do mundo”.

    Ghosn disse ter sido “incorretamente acusado e injustamente detido com base em acusações infundadas e sem mérito”, durante audiência em Tóquio na semana passada, sua primeira aparição pública desde novembro, na qual aparentou estar consideravelmente mais magro.

    (Reportagem de Liana B. Baker e Mike Spector, em Nova York; Reportagem adicional de Elaine Lies, em Tóquio)

    ((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))

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    Lugar mais perigoso para mulheres é a própria casa, diz ONU

    Por Sonia Elks

    LONDRES (Thomson Reuters Foundation) - O lar é o lugar mais perigoso para uma mulher, indicou estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) que descobriu que o número de mulheres assassinadas por parceiros ou familiares está crescendo globalmente.

    Cerca de 50 mil mulheres foram assassinadas em todo o mundo no ano passado por um atual ou ex-parceiro ou por um familiar --o equivalente a 137 mortes por dia, ou seis por hora-- informou o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês).

    'Embora a vasta maioria de vítimas de homicídio seja de homens, as mulheres continuam a pagar o preço mais alto como resultado da desigualdade de gênero, da discriminação e de estereótipos negativos', disse o diretor-executivo do UNODC, Yury Fedotov, em comunicado.

    Apesar de recentes campanhas de destaque, como a #MeToo, na qual mulheres denunciaram publicamente casos de assédio sexual, elas ainda têm muito mais probabilidade de serem assassinadas por seus parceiros ou familiares.

    O número total de assassinatos deste tipo subiu levemente entre 2012 e 2017 --e a proporção de vítimas assassinadas por parceiros ou familiares subiu de menos de meio, em 2012, para quase seis em dez mulheres no ano passado, indicou o estudo.

    Muitas foram assassinadas por parceiros abusivos, enquanto outras foram vítimas dos chamados crimes de honra ou de disputas por dotes, acrescentou.

    Assassinatos cometidos por parceiros ou familiares normalmente não são ataques únicos, mas resultado de abusos domésticos anteriores, segundo o relatório.

    'Essas descobertas chocantes demonstram as consequências devastadoras da desigualdade de gênero que perpetua a violência contra as mulheres', disse Sarah Masters, diretora do grupo de direitos humanos Womankind Worldwide, à Thomson Reuters Foundation.

    O relatório do UNODC pediu por mais ações para combater a violência de gênero, incluindo maior coordenação entre a polícia, médicos e serviços sociais, assim como esforços para garantir que serviços de apoio especializado estejam disponíveis para mulheres em situações de risco.

    Homens também devem ser envolvidos em programas para combater normas de gênero nocivas desde a educação primária, acrescentou.

    (Reportagem de Sonia Elks)

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    Protesto contra Bolsonaro convocado por mulheres reúne milhares em diversas cidades

    Por Tatiana Ramil

    SÃO PAULO (Reuters) - Milhares saíram às ruas de várias cidades do país neste sábado para protestar contra o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, em manifestação convocada por mulheres que reuniu uma diversidade de pessoas.

    No Largo da Batata, em São Paulo, crianças e idosos eram vistos em meio à multidão.

    'Não quero um presidente fascista, de extrema-direita e completamente ignorante. Um Trump piorado, que prega violência e se vale de um discurso sem profundidade e preconceituoso. Estou aqui porque o mundo é para todos', disse à Reuters a cineasta Ana Poeta na capital paulista.

    No Rio, manifestantes contrários ao candidato se reuniram na Cinelândia, no centro, enquanto um grupo a favor de Bolsonaro se concentrou na praia de Copacabana.

    Houve manifestações também em cidades fora do Brasil.

    'Estamos, hoje, juntas e de cabeça erguida nas ruas de todo o Brasil porque um candidato à Presidência do país, com um discurso fundado no ódio, na intolerância, no autoritarismo e no atraso, ameaça nossas conquistas e nossa já difícil existência. Estamos na rua porque seu programa político econômico é um retrocesso, uma reprodução piorada das políticas terríveis do (presidente, Michel) Temer', diz manifesto de mulheres contra Bolsonaro.

    Numa onda semelhante ao “#MeToo”, em que mulheres cobram punições a autores de assédio e direitos iguais aos dos homens, grupos em redes sociais com milhões de seguidores começaram a pregar o “#EleNão”, voto contra Bolsonaro nas eleições. Artistas, como a cantora Daniela Mercury e a atriz Claudia Raia, também aderiram ao movimento.

    Adversários de Bolsonaro, que recebeu alta do hospital neste sábado 23 dias após ser esfaqueado, também têm explorado essas polêmicas do candidato a fim de pregar o voto das mulheres contra ele.

    'O Brasil tem uma dívida com as mulheres, uma dívida em relação à violência, muita impunidade... Uma sociedade plural, que quer ser justa, como a brasileira, não pode permitir a discriminação contra as mulheres”, disse o candidato pelo PSDB, Geraldo Alckmin, durante campanha em São Paulo.

    Bolsonaro se envolveu em discussões públicas com mulheres e declarações do líder das pesquisas têm dividido opiniões e alimentado movimentos contrários e em apoio ao candidato por parte do eleitorado feminino.

    Em Manaus, o candidato do PT, Fernando Haddad, destacou o papel das mulheres na sociedade e em seu eventual governo.

    “Nossa equipe vai ter muitas mulheres, nós queremos inclusive fixar meta”, afirmou Haddad, elogiando sua vice, Manuela d´Ávila.

    “A Manuela vai ter papel não só como vice, mas como uma agente política importante. Ela dialoga com toda juventude brasileira e nós queremos que o protagonismo da juventude e da mulher esteja presente”, acrescentou.

    (Por Tatiana Ramil)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Na esteira do #EleNão, eleitorado feminino impõe 'trava' em crescimento de Bolsonaro

    Na esteira do #EleNão, eleitorado feminino impõe 'trava' em crescimento de Bolsonaro

    Por Ricardo Brito e Maria Carolina Marcello

    BRASÍLIA (Reuters) - O eleitorado feminino, que representa a maioria dos 147,3 milhões de brasileiros aptos a votar, tem imposto uma espécie de trava no crescimento das intenções de voto do polêmico candidato do PSL, Jair Bolsonaro, ao mesmo tempo em que manifestações encampadas por mulheres contra o presidenciável começaram a tomar corpo na reta final do primeiro turno.

    Bolsonaro se envolveu em discussões públicas com mulheres e declarações do líder das pesquisas têm dividido opiniões e alimentado movimento contrários e em apoio ao candidato por parte do eleitorado feminino.

    Numa onda semelhante ao '#MeToo', em que mulheres cobram punições a autores de assédio e direitos iguais aos dos homens, grupos em redes sociais com milhões de seguidores começaram a pregar o '#EleNão', voto contra Bolsonaro nas eleições. Artistas, como a cantora Daniela Mercury e a atriz Claudia Raia, também aderiram ao movimento.

    Neste fim de semana, estão previstos passeatas e atos em protesto ao presidenciável do PSL em várias cidades brasileiros e também fora do país. Adversários de Bolsonaro também têm explorado essas polêmicas do candidato a fim de pregar o voto das mulheres contra ele.

    Os dados das pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto têm mostrado uma significativa discrepância entre o voto do eleitorado masculino e o feminino no candidato do PSL.

    Números da pesquisa Ibope divulgada na terça-feira apontam essa diferença. Naquela sondagem, na simulação de primeiro turno pegando o eleitorado total, Bolsonaro registrou 28 por cento das intenções de voto contra 22 por cento do segundo colocado, o petista Fernando Haddad. Se for levado em consideração apenas o voto masculino, o candidato do PSL teria 35 por cento de votos e Haddad, permaneceria com os 22 por cento. Mas entre as mulheres, os dois ficam empatados tecnicamente em 21 pontos percentuais cada.

    A pesquisa indica também que o candidato do PSL é derrotado com folga, quando se leva em consideração apenas o voto feminino, em todas as quatro simulações para o segundo turno --além de Haddad, Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB).

    O presidenciável --também líder na rejeição do eleitorado, com 46 por cento-- registra 54 por cento entre o eleitorado feminino que diz não votar nele de jeito nenhum. A título de comparação, entre os homens, esse índice cai para 37 por cento.

    Números de diversas pesquisas indicam que, não fosse o voto feminino, Bolsonaro estaria mais próximo de se eleger no primeiro turno.

    RESPOSTA

    Segundo a professora da escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Direito Rio, Lígia Fabris, o nível de rejeição do eleitorado feminino a Bolsonaro é uma resposta direta às posições do candidato.

    Para ela, suas colocações e atitudes ofenderam essa parcela do eleitorado a tal ponto que provocou um movimento de reação 'singular'.

    'É algo inédito alguém que tenha uma rejeição tão expressiva entre as mulheres', disse a professora à Reuters, autora de estudos relacionados às mulheres.

    Bolsonaro responde a dois processos no Supremo Tribunal Federal pelo episódio em que, em 2014, disse que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela “não mereceria”. Na defesa dos casos, ele alega o direito do deputado a se manifestar livremente e que não houve aumento do crime de estupro em razão da sua fala.

    O presidenciável também já disse que mulher deve ganhar menos do que os homens porque ela engravida --na campanha, numa tentativa de remediar a declaração, ele já disse que vai se empenhar para mudar essa realidade.

    O vice da chapa de Bolsonaro, general Hamilton Mourão, também recentemente causou desconforto ao afirmar que, em áreas carentes, famílias que tenham apenas mãe e avó podem levar a uma fábrica de desajustados que tendem a ingressar em quadrilhas ligadas ao tráfico de drogas. Por essa e outras declarações, foi ordenado ao vice falar menos até a reta final da campanha.

    'Tem um comportamento muito expressivo de quase metade do eleitorado feminino que diz que não votaria de jeito nenhum neste candidato', afirmou a professora da FGV, lembrando que as mulheres representam mais da metade dos eleitores do país --são 52,5 por cento de quem está apto a votar em outubro.

    Também são as mulheres, aliás, que integram boa parcela dos que ainda se declaram indecisos na disputa presidencial daqui a poucos dias. Isso confere ao segmento, explica a professora, a possibilidade de influenciar no resultado das urnas.

    Da mesma forma, avalia a professora da FGV, o posicionamento de artistas e formadores de opinião, assim como as manifestações previstas para o sábado, podem ajudar a sensibilizar e criar empatia em outras pessoas, mesmo que não se encaixem nos grupos preferencialmente abordados pelos comentários do presidenciável.

    'Essa conjunção de elementos, de posicionamentos, pode ser ainda mais expressiva em relação a essas eleições', disse a professora Lígia Fabris.

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