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    De branco, deputadas democratas protestam durante discurso de Trump no Congresso

    Por Jeff Mason

    WASHINGTON (Reuters) - O discurso do Estado da União do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite de terça-feira, foi anunciado como uma tentativa de unificar o país, mas ele não contava com as mulheres de branco.

    Deputadas democratas da Câmara dos EUA, muitas delas vestidas elegantemente de branco para comemorar os 100 anos da conquista do direito ao voto feminino, projetaram uma imagem serena de descontentamento durante o discurso de Trump, deixando claro que não aceitam a ideia de união do presidente.

    A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, a democrata mais poderosa do país, se sentou atrás de Trump na tribuna vestindo um terninho branco. Ela balançou a cabeça ou fez ares de desaprovação quando ele desafiou seus correligionários ou pintou um quadro sombrio de imigrantes ilegais invadindo a América.

    A deputada Alexandria Ocasio-Cortez, estrela das redes sociais, olhou para o chão ou para os lados quando Trump fez comentários que ela considerou ofensivos, e fulminou com olhares os colegas que se ergueram para aplaudir.

    Depois o presidente falou sobre as mulheres na força de trabalho, e a dinâmica mudou -- por um breve momento.

    Quando ele louvou o número crescente de mulheres que estão encontrando emprego, as parlamentares de branco se levantaram e aplaudiram, aparentemente a si mesmas, por ocuparem muitos das vagas em aberto no Congresso nas eleições parlamentares de novembro.

    'Vocês não deveriam fazer isso', disse Trump com um sorriso, apontando para elas e provocando riso.

    Dizendo-lhes para não se sentarem ainda porque havia mais boas notícias pela frente, Trump reconheceu o número recorde de mulheres servindo no Capitólio.

    Elas aplaudiram mais um pouco e gritaram 'USA, USA!', acompanhadas por republicanos.

    Foi um momento raro em um pronunciamento logo, que de resto provocou reações variadas da plateia, dividida entre republicanos de um lado e democratas de outro -- um reflexo da profunda divisão partidária que caracterizou o país antes e depois da vitória eleitoral de Trump em 2016.

    Quando Trump disse que os EUA estariam em guerra com a Coreia do Norte se ele não tivesse sido eleito, os democratas resmungaram, e quando declarou que o Estado da União está 'forte', discordaram, e a maioria ficou sentada.

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    Ghosn sofre tratamento “severo” em prisão no Japão, diz mulher

    Por Liana B. Baker e Mike Spector

    (Reuters) - A mulher do ex-presidente do conselho de administração da Nissan Carlos Ghosn pediu que a organização de direitos humanos Human Rights Watch chame atenção para o “severo tratamento” que o executivo está recebendo em uma prisão no Japão, segundo carta vista pela Reuters.

    Autoridades japonesas acusaram Ghosn de omitir parte de sua renda e de agravada violação de confiança por transferir temporariamente perdas pessoais com investimentos para a Nissan em 2008.

    Em uma carta de nove páginas enviada a Kanae Doi, diretora da Human Rights Watch no Japão, Carole Ghosn pediu que a organização “lance luz sobre o severo tratamento de meu marido e sobre as desigualdades de direitos humanos infligidas contra ele pelo sistema de justiça japonês”.

    Ghosn era responsável por uma aliança que incluía a Nissan Motor, a Mitsubishi Motors e a francesa Renault, até que sua prisão em novembro e subsequente remoção dos cargos de presidente do conselho das montadoras chocou a indústria.

    O governo tem negado pedidos para suspender a detenção do executivo, preso desde 19 de novembro. Os advogados de Ghosn têm dito que provavelmente demorará mais de seis meses para que seu caso vá a julgamento.

    O Ministério de Relações Exteriores do Japão disse que os direitos de Ghosn são garantidos pelas leis do país.

    “Ele está sendo tratado de acordo com o procedimento apropriado, garantindo os direitos humanos fundamentais dos indivíduos e passando por rigorosa examinação judicial de acordo com relevantes leis internas do Japão”, disse o porta-voz do ministério Natsuko Sakata, por email.

    A Nissan disse não estar na posição de comentar o funcionamento do sistema judicial ou de qualquer decisão da Procuradoria de Tóquio.

    Autoridades da Human Rights Watch não puderam ser encontradas para comentar a carta vista pela Reuters no domingo, mas o diretor da organização para a Ásia, Brad Adams, disse em editorial na quinta-feira que o caso de Ghosn “lançou luz” sobre o há muito negligenciado sistema judicial de “reféns” do Japão.

    O ex-executivo da Nissan está sendo mantido em uma cela não aquecida de 6,97 metros quadrados e não está tendo acesso a sua medicação diária, disse sua mulher na carta. Ele perdeu 7 kg desde que foi preso e só come arroz e cevada, acrescentou.

    Procuradores japoneses frequentemente tentam extrair confissões de prisioneiros em detenções que podem durar meses, disse Carole Ghosn na carta.

    “Por horas todos os dias, os procuradores interrogam ele, intimidam ele, repreendem ele e criticam ele, sem a presença de seus advogados, em um esforço para extrair uma confissão”, disse.

    “Ninguém deveria ser forçado a suportar o que o meu marido enfrenta todos os dias, especialmente em uma nação desenvolvida como o Japão, a terceira maior economia do mundo”.

    Ghosn disse ter sido “incorretamente acusado e injustamente detido com base em acusações infundadas e sem mérito”, durante audiência em Tóquio na semana passada, sua primeira aparição pública desde novembro, na qual aparentou estar consideravelmente mais magro.

    (Reportagem de Liana B. Baker e Mike Spector, em Nova York; Reportagem adicional de Elaine Lies, em Tóquio)

    ((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))

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    Lugar mais perigoso para mulheres é a própria casa, diz ONU

    Por Sonia Elks

    LONDRES (Thomson Reuters Foundation) - O lar é o lugar mais perigoso para uma mulher, indicou estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) que descobriu que o número de mulheres assassinadas por parceiros ou familiares está crescendo globalmente.

    Cerca de 50 mil mulheres foram assassinadas em todo o mundo no ano passado por um atual ou ex-parceiro ou por um familiar --o equivalente a 137 mortes por dia, ou seis por hora-- informou o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês).

    'Embora a vasta maioria de vítimas de homicídio seja de homens, as mulheres continuam a pagar o preço mais alto como resultado da desigualdade de gênero, da discriminação e de estereótipos negativos', disse o diretor-executivo do UNODC, Yury Fedotov, em comunicado.

    Apesar de recentes campanhas de destaque, como a #MeToo, na qual mulheres denunciaram publicamente casos de assédio sexual, elas ainda têm muito mais probabilidade de serem assassinadas por seus parceiros ou familiares.

    O número total de assassinatos deste tipo subiu levemente entre 2012 e 2017 --e a proporção de vítimas assassinadas por parceiros ou familiares subiu de menos de meio, em 2012, para quase seis em dez mulheres no ano passado, indicou o estudo.

    Muitas foram assassinadas por parceiros abusivos, enquanto outras foram vítimas dos chamados crimes de honra ou de disputas por dotes, acrescentou.

    Assassinatos cometidos por parceiros ou familiares normalmente não são ataques únicos, mas resultado de abusos domésticos anteriores, segundo o relatório.

    'Essas descobertas chocantes demonstram as consequências devastadoras da desigualdade de gênero que perpetua a violência contra as mulheres', disse Sarah Masters, diretora do grupo de direitos humanos Womankind Worldwide, à Thomson Reuters Foundation.

    O relatório do UNODC pediu por mais ações para combater a violência de gênero, incluindo maior coordenação entre a polícia, médicos e serviços sociais, assim como esforços para garantir que serviços de apoio especializado estejam disponíveis para mulheres em situações de risco.

    Homens também devem ser envolvidos em programas para combater normas de gênero nocivas desde a educação primária, acrescentou.

    (Reportagem de Sonia Elks)

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    Protesto contra Bolsonaro convocado por mulheres reúne milhares em diversas cidades

    Por Tatiana Ramil

    SÃO PAULO (Reuters) - Milhares saíram às ruas de várias cidades do país neste sábado para protestar contra o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, em manifestação convocada por mulheres que reuniu uma diversidade de pessoas.

    No Largo da Batata, em São Paulo, crianças e idosos eram vistos em meio à multidão.

    'Não quero um presidente fascista, de extrema-direita e completamente ignorante. Um Trump piorado, que prega violência e se vale de um discurso sem profundidade e preconceituoso. Estou aqui porque o mundo é para todos', disse à Reuters a cineasta Ana Poeta na capital paulista.

    No Rio, manifestantes contrários ao candidato se reuniram na Cinelândia, no centro, enquanto um grupo a favor de Bolsonaro se concentrou na praia de Copacabana.

    Houve manifestações também em cidades fora do Brasil.

    'Estamos, hoje, juntas e de cabeça erguida nas ruas de todo o Brasil porque um candidato à Presidência do país, com um discurso fundado no ódio, na intolerância, no autoritarismo e no atraso, ameaça nossas conquistas e nossa já difícil existência. Estamos na rua porque seu programa político econômico é um retrocesso, uma reprodução piorada das políticas terríveis do (presidente, Michel) Temer', diz manifesto de mulheres contra Bolsonaro.

    Numa onda semelhante ao “#MeToo”, em que mulheres cobram punições a autores de assédio e direitos iguais aos dos homens, grupos em redes sociais com milhões de seguidores começaram a pregar o “#EleNão”, voto contra Bolsonaro nas eleições. Artistas, como a cantora Daniela Mercury e a atriz Claudia Raia, também aderiram ao movimento.

    Adversários de Bolsonaro, que recebeu alta do hospital neste sábado 23 dias após ser esfaqueado, também têm explorado essas polêmicas do candidato a fim de pregar o voto das mulheres contra ele.

    'O Brasil tem uma dívida com as mulheres, uma dívida em relação à violência, muita impunidade... Uma sociedade plural, que quer ser justa, como a brasileira, não pode permitir a discriminação contra as mulheres”, disse o candidato pelo PSDB, Geraldo Alckmin, durante campanha em São Paulo.

    Bolsonaro se envolveu em discussões públicas com mulheres e declarações do líder das pesquisas têm dividido opiniões e alimentado movimentos contrários e em apoio ao candidato por parte do eleitorado feminino.

    Em Manaus, o candidato do PT, Fernando Haddad, destacou o papel das mulheres na sociedade e em seu eventual governo.

    “Nossa equipe vai ter muitas mulheres, nós queremos inclusive fixar meta”, afirmou Haddad, elogiando sua vice, Manuela d´Ávila.

    “A Manuela vai ter papel não só como vice, mas como uma agente política importante. Ela dialoga com toda juventude brasileira e nós queremos que o protagonismo da juventude e da mulher esteja presente”, acrescentou.

    (Por Tatiana Ramil)

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    Na esteira do #EleNão, eleitorado feminino impõe 'trava' em crescimento de Bolsonaro

    Por Ricardo Brito e Maria Carolina Marcello

    BRASÍLIA (Reuters) - O eleitorado feminino, que representa a maioria dos 147,3 milhões de brasileiros aptos a votar, tem imposto uma espécie de trava no crescimento das intenções de voto do polêmico candidato do PSL, Jair Bolsonaro, ao mesmo tempo em que manifestações encampadas por mulheres contra o presidenciável começaram a tomar corpo na reta final do primeiro turno.

    Bolsonaro se envolveu em discussões públicas com mulheres e declarações do líder das pesquisas têm dividido opiniões e alimentado movimento contrários e em apoio ao candidato por parte do eleitorado feminino.

    Numa onda semelhante ao '#MeToo', em que mulheres cobram punições a autores de assédio e direitos iguais aos dos homens, grupos em redes sociais com milhões de seguidores começaram a pregar o '#EleNão', voto contra Bolsonaro nas eleições. Artistas, como a cantora Daniela Mercury e a atriz Claudia Raia, também aderiram ao movimento.

    Neste fim de semana, estão previstos passeatas e atos em protesto ao presidenciável do PSL em várias cidades brasileiros e também fora do país. Adversários de Bolsonaro também têm explorado essas polêmicas do candidato a fim de pregar o voto das mulheres contra ele.

    Os dados das pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto têm mostrado uma significativa discrepância entre o voto do eleitorado masculino e o feminino no candidato do PSL.

    Números da pesquisa Ibope divulgada na terça-feira apontam essa diferença. Naquela sondagem, na simulação de primeiro turno pegando o eleitorado total, Bolsonaro registrou 28 por cento das intenções de voto contra 22 por cento do segundo colocado, o petista Fernando Haddad. Se for levado em consideração apenas o voto masculino, o candidato do PSL teria 35 por cento de votos e Haddad, permaneceria com os 22 por cento. Mas entre as mulheres, os dois ficam empatados tecnicamente em 21 pontos percentuais cada.

    A pesquisa indica também que o candidato do PSL é derrotado com folga, quando se leva em consideração apenas o voto feminino, em todas as quatro simulações para o segundo turno --além de Haddad, Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB).

    O presidenciável --também líder na rejeição do eleitorado, com 46 por cento-- registra 54 por cento entre o eleitorado feminino que diz não votar nele de jeito nenhum. A título de comparação, entre os homens, esse índice cai para 37 por cento.

    Números de diversas pesquisas indicam que, não fosse o voto feminino, Bolsonaro estaria mais próximo de se eleger no primeiro turno.

    RESPOSTA

    Segundo a professora da escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Direito Rio, Lígia Fabris, o nível de rejeição do eleitorado feminino a Bolsonaro é uma resposta direta às posições do candidato.

    Para ela, suas colocações e atitudes ofenderam essa parcela do eleitorado a tal ponto que provocou um movimento de reação 'singular'.

    'É algo inédito alguém que tenha uma rejeição tão expressiva entre as mulheres', disse a professora à Reuters, autora de estudos relacionados às mulheres.

    Bolsonaro responde a dois processos no Supremo Tribunal Federal pelo episódio em que, em 2014, disse que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela “não mereceria”. Na defesa dos casos, ele alega o direito do deputado a se manifestar livremente e que não houve aumento do crime de estupro em razão da sua fala.

    O presidenciável também já disse que mulher deve ganhar menos do que os homens porque ela engravida --na campanha, numa tentativa de remediar a declaração, ele já disse que vai se empenhar para mudar essa realidade.

    O vice da chapa de Bolsonaro, general Hamilton Mourão, também recentemente causou desconforto ao afirmar que, em áreas carentes, famílias que tenham apenas mãe e avó podem levar a uma fábrica de desajustados que tendem a ingressar em quadrilhas ligadas ao tráfico de drogas. Por essa e outras declarações, foi ordenado ao vice falar menos até a reta final da campanha.

    'Tem um comportamento muito expressivo de quase metade do eleitorado feminino que diz que não votaria de jeito nenhum neste candidato', afirmou a professora da FGV, lembrando que as mulheres representam mais da metade dos eleitores do país --são 52,5 por cento de quem está apto a votar em outubro.

    Também são as mulheres, aliás, que integram boa parcela dos que ainda se declaram indecisos na disputa presidencial daqui a poucos dias. Isso confere ao segmento, explica a professora, a possibilidade de influenciar no resultado das urnas.

    Da mesma forma, avalia a professora da FGV, o posicionamento de artistas e formadores de opinião, assim como as manifestações previstas para o sábado, podem ajudar a sensibilizar e criar empatia em outras pessoas, mesmo que não se encaixem nos grupos preferencialmente abordados pelos comentários do presidenciável.

    'Essa conjunção de elementos, de posicionamentos, pode ser ainda mais expressiva em relação a essas eleições', disse a professora Lígia Fabris.

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    Investigação mostra que faculdade do Japão reduziu notas de mulheres em vestibular de medicina

    Por Elaine Lies

    TÓQUI (Reuters) - Uma faculdade de medicina do Japão reduziu deliberadamente as notas de exames de admissão de mulheres durante ao menos uma década, disse uma comissão de investigação nesta terça-feira, classificando a prática como um caso 'muito sério' de discriminação, mas autoridades da universidade negaram ter conhecimento das manipulações.

    O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, tornou prioridade a criação de uma sociedade 'na qual as mulheres possam brilhar', mas as mulheres japonesas ainda enfrentam muitos desafios para conseguir empregos e voltar ao trabalho depois de ter filhos, um dos fatores por trás do declínio da taxa de natalidade.

    As alterações foram descobertas em uma investigação interna após uma acusação de corrupção relativa ao exame de admissão da Universidade de Medicina de Tóquio, o que provocou protestos e revolta.

    Advogados que investigam acusações de corrupção no exame de admissão do filho de um funcionário graduado do Ministério da Educação disseram ter concluído que sua nota, e as de vários outros homens, foram reforçadas 'injustamente' -- em até 49 pontos em um caso.

    Eles também concluíram que as notas foram manipuladas para dar mais pontos a homens do que a mulheres, diminuindo o número de mulheres aceitas, já que autoridades da escola acreditam que elas estão mais inclinadas a deixar a profissão depois de ter filhos, ou por outras razões.

    'Esse incidente é realmente lamentável – por meio de procedimentos de recrutamento enganosos eles tentaram iludir os inscritos, suas famílias, autoridades da escola e a sociedade como um todo', disse o advogado Kenji Nakai em uma coletiva de imprensa.

    'Fatores que indicam uma discriminação muito séria contra as mulheres também foram parte disso', acrescentou Nakai, um dos advogados externos que a universidade contratou para investigar o incidente.

    O inquérito mostrou que as notas dos homens, incluindo alguns que já haviam sido reprovados uma ou duas vezes, foram aumentadas, enquanto as de todas as mulheres, e de homens que haviam sido reprovados ao menos três vezes, não foram.

    Os advogados disseram não saber quantas mulheres foram afetadas, mas que parece que as notas dos exames das mulheres foram adulteradas durante ao menos uma década.

    Na coletiva de imprensa, autoridades graduadas da escola se curvaram e desculparam, prometendo estudar 'sinceramente' sua reação, como possíveis indenizações, mas disseram não estar a par da manipulação.

    (Reportagem adicional de Tim Kelly)

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    EXCLUSIVO-Pesquisa revela os 10 países mais perigosos do mundo para as mulheres

    LONDRES (Thomson Reuters Foundation) - A Índia foi apontada como o país mais perigoso do mundo para as mulheres em uma pesquisa com especialistas internacionais divulgada nesta terça-feira.

    O levantamento da Thomson Reuters Foundation com cerca de 550 especialistas em temas femininos colocou Afeganistão e Síria em segundo e terceiro lugares, com Somália e Arábia Saudita a seguir.

    A pesquisa foi uma repetição de um estudo semelhante feito em 2011, que listou os países mais perigosos para as mulheres à época como Afeganistão, República Democrática do Congo, Paquistão, Índia e Somália.

    A pesquisa indagou quais cinco dos 193 países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) são os mais perigosos para as mulheres nos quesitos sistema de saúde, recursos econômicos, práticas tradicionais, abuso sexual e não sexual e tráfico humano.

    Veja a seguir a lista dos 10 países mais perigosos para as mulheres segundo a sondagem feita entre 26 de março e 4 de maio.

    1. ÍNDIA – Lidera a lista, uma vez que o nível de violência contra as mulheres ainda é alto mais de cinco anos depois de o estupro e assassinato de uma estudante em um ônibus em Nova Délhi ter provocado uma revolta nacional e o governo prometer lidar com o assunto.

    2. AFEGANISTÃO – Especialistas dizem que as mulheres ainda enfrentam problemas graves 17 anos após a deposição do Taliban.

    3. SÍRIA – Depois de sete anos de guerra civil, é visto como o segundo país mais perigoso para as mulheres em termos de acesso ao sistema de saúde e de violência não sexual, o que inclui violência relacionada a conflitos e abusos domésticos.

    4. SOMÁLIA – Mergulhada em conflitos desde 1991 e listada como o terceiro país mais perigoso para as mulheres em termos de acesso ao sistema de saúde e por colocá-las em risco de práticas tradicionais e culturais prejudiciais.

    5. ARÁBIA SAUDITA – Em quinto no geral, o reino conservador foi considerado o segundo país mais perigoso em termos de acesso econômico e discriminação, inclusive no ambiente de trabalho e em termos de direitos de propriedade.

    6. PAQUISTÃO – O sexto mais perigoso e o quarto pior em termos de recursos econômicos e discriminação, além do risco advindo de práticas tradicionais, culturais e religiosas.

    7. REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO – A ONU alertou que milhões de pessoas enfrentam condições de vida infernais depois de anos de violência entre facções e ausência da lei.

    8. IÊMEN – Oitavo da lista devido às deficiências no acesso ao sistema de saúde, recursos econômicos, risco de práticas tradicionais e culturais e violência não-sexual.

    9. NIGÉRIA – Grupos de direitos humanos acusam os militares do país de torturarem, estuprarem e matarem civis durante o confronto de nove anos contra militantes do Boko Haram.

    10. ESTADOS UNIDOS – A única nação ocidental entre as 10 compartilha a terceira posição com a Síria no quesito dos riscos que as mulheres enfrentam em termos de violência sexual, incluindo estupro, assédio, coerção e falta de acesso à justiça em casos de estupro.

    (Reportagem de Belinda Goldsmith)

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