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    EXCLUSIVO-Vale prevê investir US$2,5 bi, em 5 anos, para ampliar tecnologia que dispensa barragens

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Vale prevê investir 2,5 bilhões de dólares, em cinco anos, na ampliação de tecnologia de processamento de minério de ferro que dispensa o uso de barragens de rejeitos, cada vez mais temidas após dois grandes desastres em Minas Gerais em pouco mais de três anos.

    O objetivo é que o método, conhecido como de processamento a seco, por não utilizar água, seja aplicado em 70 por cento da produção da mineradora até 2023, contra 60 por cento atualmente, afirmou a maior produtora de minério de ferro à Reuters.

    Os recursos, de acordo com a companhia, serão empenhados principalmente na conclusão da conversão da Usina 1, a principal de Carajás, além de projetos para atender o aumento de produção do S11D, maior empreendimento de minério de ferro da companhia, na Serra Sul de Carajás (PA), e em ativos de Minas Gerais.

    Das 17 linhas de processamento da Usina 1, 11 já são a seco e as seis linhas a úmido restantes serão convertidas até 2022.

    'Além disso, os recursos serão usados em projetos que estão em fase de licenciamento ambiental em Minas Gerais como Apolo e Capanema', afirmou o diretor de planejamento e desenvolvimento de ferrosos da Vale, Fabiano Carvalho Filho, em uma resposta por email.

    A Vale indicou que o investimento não tem relação direta com os desastre de Brumadinho, que deixou 237 mortos confirmados, e Mariana, da Samarco, que matou outros 19, causando ainda o que é considerado o pior desastre ambiental do país.

    Os aportes ocorrem como parte de um plano antigo da companhia, que disse ter investido quase 17,5 bilhões de dólares nos últimos dez anos em mineração a seco.

    Em 2010, apenas 20 por cento da produção da empresa era por meio do processamento a seco, contra 40 por cento em 2014 e 60 por cento em 2018, segundo a Vale.

    Apesar da ampliação da mineração a seco, a Vale tem ainda mais de 500 barragens, diques e pilhas em suas atividades, no Brasil e no exterior.

    A empresa pontuou que o processamento a seco está vinculado à qualidade do minério de ferro extraído na frente de lavra.

    Em Carajás, onde o teor de ferro é elevado, acima de 64 por cento, o material somente é britado e peneirado, para ser classificado por tamanho.

    As plantas de tratamento de Serra Leste, em Curionópolis, e do S11D, em Canaã dos Carajás, ambas no Pará, não utilizam água no tratamento do minério.

    'No S11D, por exemplo, o uso da rota de processamento à umidade natural permite reduzir em 93 por cento o consumo de água quando comparado com um projeto convencional de produção de minério de ferro. A economia de água equivale ao abastecimento anual de uma cidade de 400 mil habitantes', disse a Vale.

    Já em Minas Gerais, histórica região produtora do Brasil, mas que já contém muitos ativos em declínio, o teor médio é de 40 por cento de ferro. Para aumentar o teor, o minério é concentrado por meio do beneficiamento com água. O rejeito, composto principalmente por sílica, é depositado com a água nas barragens.

    Em Minas Gerais, o processamento a seco foi ampliado de 20 por cento, em 2016, para 32 por cento, em 2018, segundo a Vale, que pontuou que esse tipo de processamento está presente em unidades como Brucutu, Alegria, Fábrica Nova, Fazendão, Abóboras, Mutuca, Pico e Fábrica.

    OUTRAS TECNOLOGIAS

    Em outra frente, a empresa anunciou em fevereiro planos de investir 390 milhões de dólares, a partir de 2020, na implementação de tecnologia de empilhamento a seco de rejeito de minério em Minas Gerais.

    Essa técnica permite a filtragem e reutilização da água do rejeito e possibilita que este último seja empilhado, reduzindo também o uso das barragens.

    'O objetivo é alcançar até 70 por cento do rejeito disposto nos próximos anos, contudo, o sucesso depende do aprimoramento da tecnologia e de questões externas, como licenças ambientais', disse a empresa em seu levantamento, sem detalhar um prazo.

    A Vale destacou, no entanto, que atualmente não existe operação de empilhamento a seco na escala de produção da Vale e em região com índices pluviométricos como os do Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais.

    Segundo a companhia, a tecnologia de empilhamento a seco disponível hoje é usada quando há no máximo até 10 mil toneladas de rejeito produzidas por dia, em regiões com baixa incidência de chuva. Em Minas Gerais, a escala de produção de rejeito da Vale está, em média, em 50 mil toneladas/dia por unidade.

    A empresa concluiu, no ano passado, estudos de um projeto piloto que teve início em 2011, com investimentos de 100 milhões de reais na pilha Cianita, em Vargem Grande. Os próximos testes, segundo a empresa, serão aplicados em escala industrial na mina do Pico, no município de Itabirito.

    Outra tecnologia que vem sendo estudada pela Vale é a concentração magnética a seco do minério de ferro com base em tecnologia desenvolvida pela New Steel, empresa adquirida por ela no fim de 2018 por 500 milhões de dólares.

    A empresa surgiu em 2007 e obteve patentes em 20 países, incluindo o Brasil, com seu método de beneficiamento, que dispensa o uso de água e permite que o rejeito gerado seja disposto em pilhas como estéril, semelhante ao que ocorre no empilhamento a seco.

    Essa tecnologia, no entanto, está em fase de desenvolvimento industrial e ainda não está pronta para ser aplicada em larga escala.

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    Onyx quer entregar 'caminho' para o país com Previdência e defende pacto de convivência com Congresso

    Por Mateus Maia

    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou nesta terça-feira que o governo quer construir junto ao Parlamento um entendimento para entregar um 'caminho' para o país nos próximos 3 ou 4 meses com a reforma da Previdência, além de um 'pacto de convivência' após turbulências na articulação do Executivo com o Legislativo.

    'Nós queremos poder construir com o Parlamento um entendimento que permita, transcorrido aquilo que é atribuição do Parlamento... poder daqui a três ou quatro meses entregar ao Brasil um caminho', disse.

    O ministro saiu em defesa da relação do governo com o Congresso, em meio a reclamações públicas de parlamentares contra atitudes do Executivo e de seus ministros, dizendo que é preciso manter diálogo aberto e constante com as Casas e defendeu 'humildade' para construir o caminho para o entendimento.

    Onyx conversou com jornalistas após reunião com líderes de partidos na Câmara dos Deputados, e defendeu a criação de um 'pacto de convivência', o qual estariam tentando construir.

    Também deixou claro que ouviu muito do que os parlamentares têm a dizer e que nesta quarta-feira é a vez de fazer a mesma coisa com os senadores.

    Ao defender a importância da reforma da Previdência, o ministro falou em 'superar divergências', porque o projeto é para o país e não um projeto do presidente Jair Bolsonaro.

    'Essa nova Previdência, que é tão importante para o país, não é um projeto do governo Bolsonaro, ela é um projeto para o país', explicou.

    Por outro lado, Daniel Coelho (PPS-PE), líder do PPS na Câmara dos Deputados, que também esteve na reunião, cobrou Bolsonaro a sair em universidades e programas de rádio e TV em defesa da reforma da Previdência, considerada prioritária pelo governo.

    Ele também afirmou que a ida de Onyx até o Congresso não significa muito, deixando a importância para as atitudes daqui para frente.

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    Netanyahu deve ser indiciado em casos de corrupção

    Por Jeffrey Heller

    JERUSALEM (Reuters) - O procurador-geral de Israel disse nesta quinta-feira que pretende indiciar o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por acusações de corrupção, em uma decisão que acontece apenas seis semanas antes de uma disputada eleição nacional.

    Essa é a primeira vez em que um primeiro-ministro israelense no exercício do cargo é notificado oficialmente sobre um planejado indiciamento, o que intensificou a incerteza sobre como Netanyahu, um veterano líder de direita, se sairá contra uma coalizão de adversários de centro.

    O efetivo indiciamento, que inclui acusações de suborno, fraude e quebra de confiança, dependerá do resultado de uma audiência, informou o Ministério da Justiça. Isso pode demorar meses.

    Na audiência --que pode ocorrer após a eleição de 9 de abril--, Netanyahu pode tentar persuadir o procurador-geral a não indiciá-lo.

    Em tom de indignação ao se dirigir à nação no horário nobre da TV, Netanyahu rejeitou as três acusações, descrevendo-as como uma “caça às bruxas” política que visa retirá-lo do poder.

    “Eu pretendo servir a vocês e ao país como primeiro-ministro por muitos mais anos. Mas, depende de vocês”, disse, em referência a sua esperança de conquistar um quarto mandato consecutivo em abril.

    “Não depende de funcionários públicos. Não depende dos estúdios de televisão. Não depende dos especialistas e dos jornalistas.”

    Netanyahu é suspeito de aceitar indevidamente 264 mil dólares em presentes, que procuradores dizem incluir charutos e garrafas de champagne, de magnatas e de conceder favores em supostas tentativas de melhorar a cobertura de seu governo por um jornal israelense e um site.

    Ele pode enfrentar 10 anos de prisão se condenado por pagamento de suborno e um máximo de 3 anos preso por fraude e quebra de confiança.

    Pesquisas de intenção de voto indicam uma corrida eleitoral disputada para o partido Likud de Netanyahu, com fortes ganhos para a aliança de centro-esquerda liderada por Benny Gantz, um ex-chefe das Forças Armadas que tem prometido um governo limpo.

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    CORREÇÃO-EUA investigam esquema de propina em negociação de petróleo no Brasil

    Por Gary McWilliams

    HOUSTON (Reuters) - (Corrige no 9º parágrafo informação em matéria do dia 7/02, para indicar que a propina foi paga a funcionários já demitidos da Petrobras, e não para a companhia, segundo autoridades do Brasil)

    O Departamento de Justiça dos EUA está investigando um ex-negociador de petróleo da Petrobras baseado nos EUA, já acusado no Brasil, quanto à participação em um esquema de corrupção envolvendo as tradings de commodities Vitol, Glencore e Trafigura, segundo pessoas familiarizadas ao assunto.

    Essa foi a primeira confirmação de que investigadores norte-americanos se juntaram à nova fase da operação Lava Jato, que colocou mais de 130 políticos e empresários na prisão em toda a América Latina.

    A Procuradoria dos EUA no Distrito Leste de Nova York tem conversado com Rodrigo Garcia Berkowitz, negociador de petróleo baseado em Houston já investigado no Brasil por aceitar milhões de dólares em propinas para ele próprio e para outros, segundo uma das pessoas com conhecimento do caso.

    Berkowitz, de 39 anos, está cooperando com as autoridades norte-americanas na investigação e pode enfrentar acusações nos EUA, disse uma das pessoas, apesar de no momento ainda não ter sido acusado.

    Berkowitz não foi encontrado para comentar o assunto, e não é conhecido de imediato qual escritório de advocacia o representa.

    Promotores brasileiros declararam que executivos das empresas de commodities, incluindo alguns nos EUA, estavam envolvidos em pagamentos indevidos a executivos da Petrobras, e que Berkowitz e outros trabalhavam diretamente com essas empresas.

    Vitol, Glencore, Trafigura e outras pagaram conjuntamente, em um período de seis anos, ao menos 31 milhões de dólares em propinas para integrantes da Petrobras para assegurar vantagens em negócios, disseram procuradores brasileiros.

    O caso de Nova York sinaliza que os procuradores dos EUA estão examinando os braços norte-americanos da Vitol e de outros implicados pelas autoridades brasileiras, já que alguns desses fundos foram movimentados através de sistemas bancários norte-americanos e europeus.

    As propinas pagas a funcionários da Petrobras, já demitidos, passaram por contas nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Suécia, Suíça e Uruguai, de acordo com autoridades brasileiras, abrindo espaço para procuradores dos EUA investigarem violações na legislação norte-americana.

    Em dezembro, Mike Loya, chefe das operações da Vitol nos EUA, baseadas em Houston, foi citado em documentos brasileiros que acusavam Berkowitz e outros de terem total conhecimento do esquema de negociação. Loya não foi acusado. Ele não respondeu aos pedidos de comentários.

    Nesta quinta-feira, promotores federais do Brasil se recusaram a dizer se estavam colaborando com o Departamento de Justiça dos EUA no caso.

    Vitol, Trafigura e Glencore se recusaram a comentar as investigações norte-americanas.

    Vitol e Glencore reiteraram declarações anteriores de que estão cooperando com autoridades brasileiras, e a Trafigura afirmou que leva as alegações a sério. Todos foram suspensos de negociações com a Petrobras.

    O Brasil emitiu no início de dezembro um alerta vermelho da Interpol chamando Berkowitz de fugitivo de acusações e requerendo sua prisão. O escritório policial de Houston afirmou neste mês não ter recebido solicitação de prisão para Berkowitz.

    Autoridades norte-americanas prenderam há dois meses Luiz Eduardo Loureiro Andrade, empresário brasileiro, sob alegações de que ele intermediou propinas da Vitol e de outros para membros da Petrobras, segundo documentos judiciais brasileiros.

    Andrade, Berkowitz e outros nove foram acusados no Brasil em dezembro com alegações de que intermediaram negócios da Vitol e de outras firmas de comércio entre 2011 e 2014. Andrade não foi localizado para comentários.

    (Reportagem adicional de Brad Brooks em São Paulo e Julia Payne em Londres)

    ((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447745))

    REUTERS GA RS

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    Produção de petróleo e gás do Brasil cai em novembro, diz ANP

    SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção de petróleo do Brasil caiu em novembro, ante o mês anterior, em meio a paradas para manutenção em plataformas operadas pela Petrobras em importante campo do pré-sal e da Bacia de Campos, informou nesta quinta-feira a agência reguladora do setor, a ANP.

    O volume de petróleo produzido em novembro recuou 1,8 por cento ante outubro e 1,1 por cento na comparação anual, para 2,567 milhões de barris ao dia.

    Em outubro, a extração de petróleo havia subido 5,2 por cento ante setembro, após quatro quedas consecutivas ante o mês anterior.

    Já a produção de gás natural do Brasil em novembro teve queda de 4 por cento ante outubro e de 0,9 por cento na comparação anual, para 112 milhões de metros cúbicos/dia, segundo nota da ANP.

    Do montante de gás natural produzido, 59,651 milhões de m³/d foram disponibilizados ao mercado, 35,222 milhões de m³/d foram reinjetados nos campos, 13,265 milhões de m³/d foram consumidos pelas plataformas e 4,213 milhões de m³/d foram queimados.

    Assim, a produção de petróleo e gás no Brasil em novembro foi de 3,274 milhões de barris de óleo equivalente por dia, uma redução de 2,3 por cento em relação ao mês anterior.

    A produção do pré-sal correspondeu a 55,5 por cento do total produzido no Brasil.

    'A queda se deve principalmente à realização de paradas para manutenção no FPSO Cidade de Ilhabela, no campo de Sapinhoá (Bacia de Santos), e nas plataformas P-18 e P-37, no campo de Marlim (Bacia de Campos)', disse a ANP em nota.

    Segundo a ANP, a produção média de petróleo da Petrobras, como concessionária, em novembro, foi de aproximadamente 1,906 milhão de bpd.

    Já a Shell, empresa privada com maior produção no Brasil e forte presença no pré-sal, produziu 319,667 mil bpd em novembro.

    (Por Roberto Samora e Marta Nogueira)

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    Lava Jato e Petrobras pedem ressarcimento de R$3 bi de MDB, PSB, Queiroz Galvão, Vital Engenharia e políticos

    BRASÍLIA (Reuters) - A Força Tarefa da Lava Jato e a Petrobras entraram nesta terça-feira com uma ação civil pública por improbidade administrativa pedindo o ressarcimento de 3 bilhões de reais contra o PSB e o MDB, além das empresas Queiroz Galvão e a Vital Engenharia Ambiental.

    A ação atinge ainda os senadores Valdir Raupp (MDB-RO) e Fernando Bezerra (PSB-PE), o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) e os espólios do ex-senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) e do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) —ambos mortos em 2014—, além de pessoas ligadas aos políticos, executivos das empresas e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

    De acordo com o MP do Paraná, a 1ª Vara Federal de Curitiba deferiu o pedido liminar e determinou já o bloqueio de um precatório de 210 milhões de reais que a construtora Queiroz Galvão estava prestes a receber do Estado de Alagoas.

    Na ação, o MP descreve o funcionamento de dois esquemas de desvios de verbas da Petrobras, um em contratos da diretoria de Abastecimento, especialmente os firmados com a Queiroz Galvão, individualmente ou por intermédio de consórcios, e outro referente ao pagamento de propina no âmbito da CPI da Petrobras em 2009.

    Segundo o MP, um cartel de empreiteiras fraudava as licitações na Petrobras em grandes obras, inflando indevidamente os lucros obtidos.

    “As propinas eram entregues pelos operadores para os executivos da estatal, assim como para os políticos e partidos responsáveis pelo apadrinhamento dos funcionários públicos”, afirmou o Ministério Público Federal em nota.

    Os parlamentares envolvidos teriam sido beneficiados pelo recebimento de propinas e recursos de caixa 2 depois de acordos de seus partidos para apadrinhar nomes para a estatal.

    O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) afirmou em nota que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o prosseguimento de investigações contra ele, por considerar que as afirmações dos delatores não constituem elemento de prova.

    “Como reforça a defesa de Fernando Bezerra --representada pelo advogado André Callegari-- ‘não há suporte mínimo de autoria e materialidade contra o senador e a consequência natural era a rejeição das denúncias pela Suprema Corte do país’”, diz a nota da assessoria de Bezerra.

    Em nota, Raupp afirmou que a doação de 500 mil reais alvo da ação civil pública ajuizada pelo MPF foi feita ao diretório estadual do MDB de Rondônia e não a sua campanha eleitoral, em 2010. O senador ressaltou ainda que 'as doações recebidas foram oficiais, legais, declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral, conforme determinava à legislação em vigor, a época'.

    Já o MDB afirmou que 'responsabilizar instituições com base em depoimentos enviesados é um risco enorme para nossa estabilidade, ainda mais com uma peça que mais parece um panfleto político eleitoral'. O partido ressalta, em nota, que todos os recursos recebidos como doação 'foram contabilizados e todas as nossas contas foram aprovadas'.

    O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, divulgou comunicado afirmando que o partido recebeu a notícia com surpresa.

    'Afirmamos que as campanhas do PSB sempre foram financiadas de acordo com as normas legais', diz Siqueira.

    Na nota, o presidente do PSB fala que sobre a menção a Campos 'temos confiança plena de que nada haverá de ser comprovado que macule o nome e a honra de um homem público com tantos e tão relevantes serviços prestados a Pernambuco e ao Brasil'.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu; reportagem adicional de Maria Carolina Marcello)

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    Moro deve assumir posição na equipe de transição mesmo sem ter pedido exoneração

    BRASÍLIA (Reuters) - O juiz Sérgio Moro deverá assumir uma posição na equipe de transição do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro e sua nomeação deverá ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial, de acordo com informações repassadas pela equipe de transição.

    Moro deverá ter agenda já na quarta-feira em Brasília, incluindo um encontro com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

    O juiz, no entanto, ainda continua ligado à magistratura e pretende pedir sua exoneração apenas em janeiro deste ano, depois de tirar dois períodos de férias consecutivos, excedentes de anos anteriores, e parte do recesso de final de ano no Judiciário.

    Em carta enviada na segunda-feira à Corregedoria do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), o juiz informou que estaria em férias até o dia 21 deste mês e, em seguida, emendaria com outro período entre o dia 21 e 19 de dezembro. Apenas depois disso, na véspera de sua nomeação como ministro da Justiça, assinaria seu pedido de exoneração.

    Em entrevista na tarde desta terça, Moro afirmou que não pediu exoneração ainda porque depende do salário de juiz e ainda assumiu qualquer cargo, o que acontecerá apenas em janeiro.

    De acordo com a lei da magistratura, um juiz no exercício do cargo --mesmo em férias ou afastado-- não pode exercer qualquer outra atividade remunerada, com exceção do magistério.

    De acordo com a equipe de transição de Bolsonaro, a previsão é que o grupo tenha três tipos de colaboradores: 50 remunerados, dentro das vagas criadas pelo governo federal para a transição; pessoal cedido de outros órgãos que continuariam a receber seus salários regulares; voluntários, sem vencimentos.

    A equipe de transição não soube especificar em qual categoria Moro se encaixaria.

    Dentro das vagas de transição, os salários mais altos são uma vaga de 16,6 mil reais brutos --ocupada pelo deputado Onyx Lorenzoni, coordenador da transição-- e outras quatro de 16,2 mil reais brutos, reservadas até agora ao general Augusto Heleno, ao economista Paulo Guedes, e ao advogado Gustavo Bebbiano, os dois primeiro já confirmados como futuros ministros de Bolsonaro.

    Moro, de acordo com informações disponíveis no site do TRF-4, recebeu em outubro 34,2 mil reais brutos.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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    Haddad admite surpresa com velocidade do crescimento em pesquisas, mas evita expectativa sobre 2º turno

    (Reuters) - O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, admitiu ter se surpreendido com o rápido crescimento nas pesquisas, demonstrado pelo levantamento do Ibope divulgado na terça-feira, que mostra o petista já com 19 por cento das intenções de voto, isolado em segundo lugar na corrida presidencial.

    'O crescimento era esperado, mas não esperávamos que fosse tão rápido', disse Haddad na manhã desta quarta ao chegar para uma caminhada em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo

    A pesquisa Ibope mostrou o petista saltando 11 pontos percentuais em relação ao resultado da semana anterior. O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, com 28 por cento, lidera com folga a disputa para o primeiro turno.

    Haddad, no entanto, não quis dizer se acredita estar já em um segundo turno com Bolsonaro.

    'Não vamos fazer esse tipo de prognóstico. Ainda tem muito chão pela frente, temos mais de duas semanas de campanha', afirmou.

    FAZENDA

    Haddad foi mais uma vez questionado sobre a composição de sua possível equipe econômica, mas disse que não trabalha com nomes ainda.

    'É natural que algumas pessoas especulem, mas nós não estamos trabalhando ainda com a equipe. Equipe começa a montar no segundo turno para ganhar a eleição', disse.

    Como mostrou a Reuters, Haddad já tem um perfil para seu futuro ministro da Fazenda, no caso de ser eleito: alguém próximo da academia mas que tenha boa interlocução com o mercado. O petista também não pretende indicar um político para o cargo. [nL2N1W401O]

    Perguntado sobre esse perfil, o candidato disse que é necessário alguém 'pragmático'.

    'É um perfil pragmático no sentido de buscar solução para o problemas do povo. Sem ser sectário. Às vezes os economistas figurões são muito sectários, acham que são os donos da verdade. Quando você está no governo tem que ter jogo de cintura, pragmatismo, flexibilidade para buscar soluções', respondeu o candidato.

    CRÍTICAS

    Atacado mais uma vez pelo pedetista Ciro Gomes, que afirmou que o Brasil não 'suporta mais um presidente fraco', Haddad manteve a postura de evitar críticas diretas, mas dessa vez alfinetou o rival.

    'Ciro é meu amigo mas às vezes temos visões diferentes. Força de um presidente para mim primeiro é firmeza. Segundo, autocontrole. Tem que ter essa duas qualidades para conduzir o país: firmeza de propósitos e muito autocontrole para evitar provocação. Eu sou uma pessoa firme e controlada', disse.

    (Por Lisandra Paraguassu)

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    Trump acusa China de tentar influenciar eleição dos EUA e ameaça retaliação

    WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta terça-feira adotar mais uma retaliação contra a China se Pequim atingir os trabalhadores agrícolas ou industriais norte-americanos em meio a uma disputa comercial, e acusou a China de tentar influenciar a eleição dos EUA para prejudicar agricultores.

    Trump fez as acusações em uma sequência de publicações em sua conta no Twitter, no momento em que os dois países impuseram novas tarifas comerciais em uma intensificação das disputas entre as duas maiores economias do mundo.

    A China disse que vai retaliar com tarifas sobre 60 bilhões de dólares em produtos norte-americanos, depois que Trump impôs tarifas de 10 por cento sobre cerca de 200 bilhões de dólares em importações chinesas na segunda-feira.

    Trump disse que a China está tentando usar o comércio para prejudicá-lo com seus apoiadores antes das eleições parlamentares em 6 de novembro nos Estados Unidos.

    'A China declarou abertamente que está ativamente tentando impacta e mudar nossa eleição, atacando nossos agricultores, fazendeiros e trabalhadores industriais por causa de sua lealdade a mim', escreveu Trump. Não ficou claro sobre qual declaração de Pequim o presidente estava se referindo em suas publicações.

    'Haverá uma grande e rápida retaliação econômica contra a China se nossos agricultores, pecuaristas e/ou trabalhadores industriais forem prejudicados!', acrescentou Trump. Trump venceu a disputa presidencial de 2016 com forte apoio desses agricultores e eleitores de classe trabalhadora.

    Em julho, Pequim divulgou um pequeno vídeo em inglês apresentando um desenho animado falante de soja confirmando a importância do comércio. O desenho pontua que nove dos dez maiores Estados produtores de soja votaram em Trump nas eleições presidenciais de 2016.

    'Então os eleitores vão apoiar Trump e os republicanos assim que forem atingidos em suas carteiras?', pergunta o grão.

    (Por Susan Heavey)

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