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    Pacote para caminhoneiros prevê R$2 bi para rodovias, mas autônomos cobram tabela

    Por Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal anunciou nesta terça-feira um conjunto de medidas para melhorar as condições de trabalho de caminhoneiros autônomos e reduzir os custos da categoria, incluindo promessa de 2 bilhões de reais para conclusão de obras e manutenção de rodovias e eixos viários importantes, além de linha de crédito para manutenção de veículos, em uma tentativa de reduzir o risco de uma nova greve.

    No anúncio, ficaram de fora detalhes de medidas cobradas pelos caminhoneiros, como piso mínimo de fretes rodoviários e uma solução para o aumento do custo do diesel, que deverá ser debatida à tarde, em reunião com o presidente Jair Bolsonaro.

    A ausência de informações sobre a tabela de fretes gerou protestos entre representantes de caminhoneiros autônomos consultados pela Reuters, enquanto uma proposta sobre o assunto preparada pela Universidade de São Paulo está em consulta pública.

    Já o cartão caminhoneiro também não está pronto. A intenção é que o cartão funcione como um pré-pago, em que o caminhoneiro compre um número determinado de litros de diesel ao início do frete e abasteça ao longo da viagem com aquele preço por litro fixado. Não está explicado como será bancada essa diferença.

    A Petrobras anunciou ao final de março que a BR Distribuidora, controlada pela petroleira estatal, implantaria em 90 dias um cartão de pagamentos, o que viabilizaria a compra de diesel por caminhoneiros a preço fixo em postos com bandeira BR.

    'Tem outra medida importante, que o caminhoneiro vai começar a perceber, que é o cartão combustível. Que virá. Está sendo estudado e vai ser disponibilizado em breve pela Petrobras, disse o ministro da Infraestrutura, Tarcisio de Freitas, a jornalistas.

    'Nós teremos duas forma de garantir o valor do frete: uma seria indexar o frete ao aumento do diesel e o outro é o cartão caminhoneiro, onde ele tem um crédito, onde ele vai garantir o preço do diesel naquele frete.'

    Em seguida, a assessoria do ministério esclareceu que o governo não trabalha com a indexação do preço do frete ao diesel, e sim optou pelo cartão caminhoneiro.

    DISTRAÇÃO?

    Entidades que representam os caminhoneiros autônomos criticaram as medidas anunciadas, pois sustentam que não resolvem a principal demanda da categoria, o estabelecimento do piso mínimo de frete e seu cumprimento pelos contratantes de transporte de carga.

    O presidente da Federação dos Caminhoneiros do Estado de São Paulo (FecamSP), Claudinei Pelegrine, afirmou que o crédito do BNDES pode correr o risco de ter um destino semelhante a programas anteriores do banco, como o Pró-Caminhoneiro, 'que acabou mesmo facilitando a vida das grandes transportadoras que adquiriram milhares de caminhões a preço subsidiado... e o autônomo não tinha sequer seu crédito aprovado nas instituições financeiras, quanto mais acesso ao BNDES'.

    'Se continuar a mesma história, é apenas uma maquiagem de distração... Não é uma ação que vá resolver as questões, mas apenas dar um fôlego momentâneo ao transportador autônomo de cargas', afirmou Pelegrine.

    'A proposta principal da categoria é a manutenção da tabela de preço mínimo de fretes, com correções a cada variação do mercado de insumos que venha a impactar significativamente no custo do transporte para o caminhoneiro; e dela nós não abrimos mão', acrescentou.

    Na mesma linha, o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, afirmou que o pacote deste terça-feira 'é um afago bem-vindo por aqueles (motoristas) com contas atrasadas em postos de abastecimento... Mas a principal necessidade do caminhoneiro hoje é o estabelecimento do piso mínimo de frete com fiscalização'.

    'Está todo mundo (caminhoneiros) dando um voto de crédito, a categoria apostou neste governo. Eles (motoristas) ainda estão acreditando. As medidas desta terça-feira minimizam um pouco a situação, mas não são a solução do problema da categoria', disse Bueno.

    OBRAS

    Na manhã desta terça, os principais anúncios foram a liberação de recursos para obras de manutenção e conclusão em rodovias consideradas prioritárias. Entre elas, constam a conclusão e manutenção das BRs 381 (MG), 116 (RS), 163 -- pavimentação até Miritituba (PA), 163 (MT), 101 (PA), 242 (MT), 135 (MA) e a entrega da segunda ponte do Guaíba (RS).

    'Temos uma série de eixos importantes onde há grande movimento de transportadoras e vamos garantir recursos para que as obras aconteçam', disse o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, após participar de uma reunião com representantes dos caminhoneiros.

    O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, detalhou que, dos 2 bilhões de reais previstos, quase 900 milhões de reais serão empregado na recuperação da malha rodoviária.

    A outra medida que envolve recursos é uma linha de financiamento de 500 milhões de reais, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para compra de pneus e manutenção dos caminhões.

    Cada caminhoneiro autônomo terá direito a 30 mil reais em financiamentos --não há detalhes sobre juros e prazo de pagamento-- desde que tenha até dois caminhões apenas.

    Onyx e Freitas explicaram que as medidas vêm sendo negociadas desde janeiro em um fórum com representantes de caminhoneiros autônomos e incluem ainda questões como os locais de parada e descanso nas estradas e temas relacionados à saúde e aposentadoria.

    O anúncio, agora, afirmaram os ministros, teria sido porque esse seria o prazo para as medidas ficarem prontas.

    'Não se trata de ficar refém (dos caminhoneiros). Eles estão pedindo condições de trabalho. São pleitos justos, construídos na base do diálogo', disse Freitas.

    O governo, no entanto, já admitiu o temor de uma nova greve de caminhoneiros como a que paralisou o país em 2018, e o aumento do diesel está no centro desse movimento.

    Questionado sobre isso, Bueno, da CNTA, rejeitou que os caminhoneiros autônomos possam ser responsabilizados pela interferência de Bolsonaro na decisão de preço do diesel da Petrobras.

    'Estão usando o caminhoneiro. Não conseguimos identificar quem está manipulando a situação. A realidade é que o problema do caminhoneiro não é o diesel, o reajuste para mais ou para menos, com a política do piso mínimo de frete, não deveria influenciar o caminhoneiro. Essa decisão da Petrobras de não reajustar (o preço do diesel) não ajuda em nada.'

    Na quinta-feira, depois de ser informado por Onyx de que a Petrobras anunciara um reajuste de 5,7 por cento no valor do diesel, o presidente Jair Bolsonaro ligou para o presidente da empresa, Roberto Castello Branco, e pediu que o aumento fosse apenas de 1 por cento. A empresa decidiu então adiar.

    A interferência direta na política de preços da Petrobras levou a uma queda de mais de 8 por cento nas ações e uma perda de 32 bilhões de reais em valor de mercado para a empresa apenas na sexta-feira.

    Onyx negou que o preço do diesel tenha sido tratado na reunião de segunda entre os ministros envolvidos e reafirmou que a política de combustíveis será conversada nesta tarde entre Bolsonaro, Castello Branco e a equipe econômica.

    'O governo sempre disse que a Petrobras tem autonomia e liberdade para exercitar política de combustível', disse Onyx.

    Nesta tarde, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que não haverá mudanças na política de preços da Petrobras.

    TABELA

    O ministro da Infraestrutura disse ainda mais cedo que a tabela de pisos mínimos de fretes rodoviários, instituída às pressas no ano passado pelo governo de Michel Temer, terá valores de preços atualizados e que a fiscalização por parte da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTI) será intensificada.

    A nova tabela, no entanto, ainda não está em vigor. Baseada em um estudo da Universidade de São Paulo que leva em conta diferentes tipos de produtos transportados e outros impactos, está em consulta pública, e não tem um prazo ainda para entrar em vigor.

    'Modelar o preço do frete não é uma coisa simples', disse Tarcisio. A partir do momento em que tenhamos uma referência amplamente aceita, isso deixará de ser uma dificuldade', completou.

    No conjunto de medidas, o ministério também vai incluir em novas concessões de rodovias federais a obrigatoriedade dos vencedores construírem postos de parada para os caminhoneiros e que esta infraestrutura será incluída também em estradas já concedidas.

    (Por Lisandra Paraguassu e Ricardo Brito; com reportagem adicional de Alberto Alerigi Jr.)

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    Pacote do governo para caminhoneiros prevê R$2 bi para obras em rodovias e linha de crédito

    Por Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal anunciou nesta terça-feira um conjunto de medidas para melhorar as condições de trabalho de caminhoneiros autônomos e reduzir o custo dos motoristas, incluindo promessa de 2 bilhões de reais para conclusão de obras e manutenção de rodovias e eixos viários importantes, disse o ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

    O ministro afirmou que o 'grande desafio hoje é dar trabalho para o caminhoneiro autônomo' e voltou a prometer que o governo vai concluir a pavimentação da BR-163 até Miritituba (PA), depois que o ministério teve recursos assegurados para as obras.

    Freitas afirmou ainda que a tabela de pisos mínimos de fretes rodoviários, instituída às pressas no ano passado pelo governo de Michel Temer, terá valores de preços atualizados e que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) será intensificada.

    No conjunto de medidas, o ministério também vai incluir em novas concessões de rodovias federais a obrigatoriedade dos vencedores construírem postos de parada para os caminhoneiros e que esta infraestrutura será incluída também em estradas já concedidas.

    'Não se trata de ficar refém (dos caminhoneiros). Eles estão pedindo condições de trabalho, são pleitos justos, construídos na base do diálogo', disse Freitas.

    Também presente no anúncio das medidas, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que o pacote inclui linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de 500 milhões de reais para caminhoneiros autônomos.

    Procurada pela Reuters, a associação de caminhoneiros autônomos Abcam afirmou que não vai se manifestar sobre o anúncio do governo.

    (Com reportagem adicional de Alberto Alerigi Jr., em São Paulo)

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    Pacote anticrime de Moro já tem relatores no Senado

    BRASÍLIA (Reuters) - O pacote de leis anticrime encaminhado ao Congresso pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, já teve seus relatores definidos na CCJ do Senado, anunciou a presidente da comissão, senadora Simone Tebet (MDB-MS), nesta segunda-feira.

    Originalmente encaminhadas pelo Executivo à Câmara dos Deputados, Casa já envolta nas polêmicas relacionadas à reforma da Previdência, as propostas do ministro da Justiça foram reapresentadas em texto exatamente igual, dessa vez ao Senado, onde já começaram a tramitar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

    O projeto que trata do combate à corrupção, ao crime organizado, e aos crimes violentos ficará a cargo do senador Marcos do Val (PPS-ES). O senador Marcio Bittar (MDB-AC) será o relator de matéria sobre a criminalização do caixa 2, e a proposta que define competências da Justiça Comum e da Justiça Eleitoral será relatada por Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

    A ideia de iniciar a tramitação dos projetos pelo Senado partiu da senadora Eliziane Gama (PPS-MA), já que o pacote marcava compasso de espera na Câmara dos Deputados. Eliziane consultou tanto o ministro da Justiça quanto o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que concordaram com a mudança.

    O aval de Maia e Moro ocorreu pouco depois de troca de ríspidas declarações públicas entre os dois e sinaliza uma tentativa de acalmar os ânimos entre o Executivo e o Legislativo.

    Moro havia demonstrado descontentamento com o ritmo de andamento do pacote na Câmara --atitude considerada por Maia como uma indevida interferência do ministro a quem se referiu como um 'funcionário' do presidente da República.

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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    Moro anuncia pacote anticrime, que prevê nova tipificação de caixa 2 em projeto separado

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O governo vai enviar ao Congresso nesta terça-feira um pacote anticrime com propostas legislativas para combater o crime de corrupção, o crime organizado e crimes violentos, contemplando em um dos três projetos do pacote uma nova tipificação para o crime de caixa 2 de campanha, disse o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

    Em entrevista coletiva após a solenidade fechada no Palácio do Planalto no qual o presidente Jair Bolsonaro assinou o pacote, Moro admitiu que havia uma 'reclamação' de alguns agentes políticos de que o caixa 2 era um crime grave, mas sem a mesma gravidade que os demais. Foi isso que fez com que o governo optasse por mandar essa proposta separadamente.

    'Então nós acabamos optando por colocar a criminalização (do caixa 2) num projeto à parte, mas que está sendo encaminhado ao mesmo momento. Foi o governo ouvindo reclamações razoáveis dos parlamentares quanto a esse ponto e adotando uma estratégia diferente neste momento', disse Moro.

    O ministro da Justiça destacou que caixa 2 não é corrupção e que, apesar disso, ambos são graves.

    'Aí é uma questão técnica, existe o crime de corrupção previsto no artigo 317 do Código Penal e existe o caixa 2 que hoje está previsto no 350 do Código Eleitoral, que é um crime que não está adequadamente tipificado. O que o governo faz, assumindo um compromisso na linha do fortalecimento institucional do Estado de Direito é propor uma tipificação mais adequada do caixa 2. Qual o governo que fez isso antes? Nenhum', disse Moro.

    'O governo tem um firme compromisso em reforçar a institucionalidade e isso passa pelo enfrentamento do crime organizado, crime contra a administração pública e crimes violentos', acrescentou.

    Moro --que foi o principal juiz da operação Lava Jato até deixar a magistratura para ocupar o cargo de ministro de Bolsonaro-- sempre foi um duro crítico do caixa 2. Ele já chegou a dizer, em palestra nos Estados Unidos em 2017, que a corrupção para fins de financiamento de campanha é pior do que a corrupção para enriquecimento ilícito.

    Atualmente o caixa 2 tem pena de prisão de até 5 anos mais multa. E a corrupção, de 2 a 12 anos de prisão mais multa.

    O anteprojeto de lei do pacote anticrime --a versão final que será encaminhada ao Congresso não foi divulgada--, previa como punição para o crime de caixa 2 a prisão de 2 a 5 anos, podendo haver aumento da pena em até dois terços, no caso de algum agente público concorrer, de qualquer modo, para a prática criminosa.

    O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), minimizou qualquer resistência da parte dos parlamentares sobre a tipificação do crime de caixa 2.

    'Caixa 2 a gente já votou em 2016... esse assunto não é problema', disse Maia a jornalistas. 'A gente já votou uma vez, a gente tem toda condição de votar de novo.

    Moro afirmou que o pacote não vai resolver todos os problemas, mas é um passo na direção correta. Ele vai levar a proposta esta tarde a Maia.

    O evento de assinatura do pacote --o primeiro após a queda do Gustavo Bebianno do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência-- foi restrito e não contou com a cobertura da imprensa. Não houve sequer a divulgação de fotos do presidente, de Moro e outras autoridades presentes ao encontro.

    PREVIDÊNCIA

    Moro defendeu a reforma da Previdência, que será apresentada na quarta-feira ao Congresso, como uma mudança 'necessária' e que conta com total apoio da pasta da Justiça e de todo o governo, mas ressalvou que quem fala sobre o assunto é o Ministério da Economia.

    'As duas mudanças não são incompatíveis. No fundo, na minha opinião, uma reforça a outra porque todas elas caminham no sentido de trazer ao país um melhor ambiente econômico e de qualidade de vida das pessoas', disse ele, numa referência indireta à preocupação sobre a tramitação dessas duas propostas no Congresso ao mesmo tempo.

    O ministro encerrou a coletiva sem responder a um questionamento sobre a permanência no cargo do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, após a demissão na véspera de Bebianno. Ambos foram envolvidos em reportagens da imprensa por suspeitas de financiamento ilegal de candidaturas do PSL nos Estados.

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    Ciro diz que é mentira necessidade de tratar reformas econômicas diferentes em etapas separadas

    SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, disse nesta segunda-feira que é uma mentira a ideia de tratar reformas econômicas como tributária e da Previdência como capítulos separados e que, caso eleito, tentará aprovar essas medidas de forma conjunta nos primeiros seis meses de governo, embora saiba que provavelmente irá se deparar com um Congresso 'fragmentado'.

    'Existe uma mentira no discurso político tradicional brasileiro que é você tratar essas reformas por capítulos estanques. Quem conhece o problema de verdade sabe que o financiamento da Previdência tem interação instantânea com o sistema tributário', afirmou o candidato durante sabatina promovida por UOL, Folha de São Paulo e SBT nesta segunda-feira.

    Para Ciro, a população precisa votar conscientemente na hora de compor o Congresso e pediu que o povo não o mande a Brasília de 'mãos e pés amarrados'.

    'Não adianta eleger um bom presidente ou uma boa presidenta e descuidar do voto do deputado, do senador', argumentou.

    Ele explicou que sua tática consiste em propor antes e levar 'pancada'. O que persistir de impasse, será definido pelo povo em plebiscitos e referendos, disse.

    'Propor na primeira hora faz a eleição ser uma espécie de plebiscito, dizendo ao Congresso: olha, não foi só o cara que foi eleito, foram as ideias', defendeu.

    Aliado à proposta de votar essas medidas em seis meses, aproveitando a 'alta energia' após a eleição, Ciro disse que irá, em paralelo, convocar governadores e prefeitos para um redesenho do pacto federativo, o que pode acontecer até antes da sua eventual posse.

    'Hoje os Estados e municípios estão quebrados, já com efeitos deletérios sobre educação, segurança, transporte, todas essas coisas. Aqui está o centro de gravidade real da política brasileira. Não é Brasília', afirmou ele, acrescentando que já está pensando em projetos para os Estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

    O candidato reafirmou sua promessa de revogar o teto de gastos e disse que, se tiver força política, fará isso num primeiro momento de seu governo.

    'Esse teto de gastos deixa toda a dinheirama para bancos livre, para os privilégios da Previdência livre e vai arrochar em cima de educação, saúde, deixar nosso povo morrer por aí afora.'

    PSDB E ALCKMIN

    Ao ser questionado se deixaria o cargo de presidente caso se visse envolvido em algum escândalo, uma das propostas de seu programa para combater a corrupção, Ciro disse que sim e que o papel do presidente não é só não roubar, mas também não deixar roubar, aproveitando para criticar o presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin.

    'Eu não tenho dificuldades com as questões escandalosas que envolvem o Alckmin, mas é flagrante que ele deixa roubar. Não é brincadeira. É flagrante que ele deixa roubar', disse Ciro.

    'Muito pouca gente séria permanece hoje no PSDB e os sérios que ficaram estão constrangidos', afirmou ele, dizendo que esta é a posição de alguém que ajudou a fundar o PSDB no passado.

    Pouco depois, em campanha também em São Paulo, Alckmin respondeu a declaração do pedetista de que é 'flagrante' que o tucano 'deixa roubar'.

    'É um irresponsável', rebateu o ex-governador de São Paulo se referindo a Ciro.

    LOCAUTE

    Ciro ainda prometeu que em um governo seu não haverá locautes, como o que teria havido na greve dos caminhoneiros deste ano.

    “Locaute é crime no Brasil. Não é porque eu sou danado, não. Eu sou professor de direito. Locaute, ou seja, greve de empresário para prejudicar a coletividade é crime como tal definido em lei', disse o pedetista.

    'Eu, presidente, não tem conversa: quem transgredir a lei, vai preso. Não sou dessa esquerdinha boboca que fica alisando bandido', explicou, acrescentando que avalia que por trás das greves, havia empresários.

    (Reportagem de Laís Martins)

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    Bolsonaro promete pacote de medidas para estimular economia nos moldes de Trump

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O candidato do PSL , Jair Bolsonaro, disse nesta segunda-feira que, se eleito, vai adotar uma grande pacote de medidas para estimular a economia moldes do que fez o presidente norte-americano, Donald Trump.

    Para Bolsonaro, é preciso retirar dos brasileiros o peso do Estado e adotar medidas de incentivo. Esse é o caminho para gerar empregos, disse.

    “Nossa proposta é desregulamentar, desburocratizar... Temos certeza que se continuar como está, o Brasil vai bater na montanha”, disse ele em visita ao mercado popular de Madureira, no Rio de Janeiro.

    “Vamos reduzir a carga tributária... Pela primeira vez vamos ter um presidente da República que vai ter um pacotão que todos vão aplaudir, semelhante um pouquinho ao do Trump nos Estados Unidos“, acrescentou.

    Ao citar a desoneração da folha de pagamentos, no entanto, o presidenciável não foi claro sobre o que fará.

    Trump aprovou o maior pacote de reforma tributária desde os anos 1980, reduzindo o Imposto de Renda para pessoas jurídicas, e renegociou acordos comerciais com outros países, entre outras medidas.

    Questionado se haveria espaço para uma redução de impostos em seu eventual governo, Bolsonaro lembrou que está há anos em Brasília como parlamentar e sabe da dificuldade do tema.

    “Aos poucos vamos chegar lá, é difícil, mas dá para reduzir a quantidade de impostos inclusive“, disse.

    Durante a visita , Bolsonaro tirou fotos e entrou em lojas cercado de aliados e cabos eleitorais. Mas gritos a favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também foram ouvidos durante a passagem de quase uma hora do deputado pelo mercado.

    Ao chegar ao local, o deputado comparou Lula aos líderes das facções criminosas PCC e Comando Vermelho por comandar o PT de dentro da prisão. [nL2N1VI1CX]

    STF

    O candidato negou que esteja preocupado com o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal sobre denúncia por racismo, previsto para terça-feira, e aproveitou para voltar a criticar o STF que, na avaliação dele, estaria querendo legislar em cima de tema relevantes, como a descriminilização do aborto.

    Para o parlamentar, o Supremo existe para guardar a Constituição e não para ser um órgão com super poderes.

    “O Supremo não pode continuar legislando como quer no aborto. Não é atribuição legislar e não pode ter esse poder todo não“, ressaltou.

    O candidato foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que viu em discurso do deputado no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, no ano passado, incitação ao ódio e preconceito direcionado a diversos grupos.

    Bolsonaro reiterou que se eleito vai reduzir o número de ministérios para cerca de 15, e citou como potenciais futuros ministros que seriam convidados para uma pasta o presidente do PSL, Gustavo Bebiano, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), o general da reserva Augusto Heleno (PRP) e o economista Paulo Guedes, que poderia ser um super ministro, acumulando pastas como Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio.

    O presidenciável chegou a hesitar ao afirmar que o economista seria convidado, mas depois deixou claro que, se eleito, Guedes será o todo poderoso da área econômica.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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