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    Nacionalistas crescem no Parlamento Europeu, mas partidos pró-UE ainda dominam

    Por Robin Emmott e Gabriela Baczynska

    BRUXELAS (Reuters) - Partidos pró-Europa se mantiveram no controle do Parlamento da União Europeia nesta segunda-feira, e partidos liberais e verdes igualaram um avanço de siglas eurocéticas, que pela primeira vez obtiveram o controle de um quarto dos assentos nas eleições europeias.

    A extrema-direita e os nacionalistas da Itália, Reino Unido, França e Polônia lideraram as votações em seus países no domingo, abalando a política doméstica nesses locais, mas sem alterar dramaticamente o equilíbrio do poder pró-Europa na Assembleia da UE.

    Diante de uma Rússia mais hostil, do poder econômico crescente da China e do imprevisível presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, muitos europeus pareceram ouvir a mensagem de que a UE precisa se unir para proteger os direitos dos trabalhadores, a liberdade de expressão e a democracia.

    'Construiremos uma Europa social, uma Europa que protege', disse o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, cuja reabilitação junto ao eleitorado compensou a perda de apoio da centro-esquerda na Alemanha, em uma coletiva de imprensa no final da noite de domingo.

    O humor dos investidores melhorou graças aos avanços menores do que o esperado dos partidos populistas, mas a queda de apoio para os principais blocos de centro-direita e centro-esquerda pode complicar a formulação de políticas e exigir mais acordos pluripartidários, disseram analistas.

    Resultados parciais publicados na manhã desta segunda-feira mostraram que socialistas, verdes e liberais conseguiram 507 da 751 cadeiras do Parlamento da UE, que ajuda a sancionar leis para mais de 500 milhões de europeus.

    A busca de uma maioria, além da conquista de cargos de alto escalão na UE, dará o tom agora que grupos pró-UE tentam blindar o bloco contra forças anti-establishment que querem acabar com o maior bloco comercial do mundo, mas que estão divididas quanto ao seu futuro.

    A plataforma Renascença, do presidente francês, Emmanuel Macron, aumentou os ganhos dos liberais na UE, e o apoio aos verdes alemães cresceu, o que deu dois terços dos assentos a quatro grupos pró-UE.

    Macron e Sánchez devem se encontrar nesta segunda-feira, na primeira de uma série de reuniões de líderes do bloco antes de se encontrarem em uma cúpula na noite de terça-feira em Bruxelas para debater o resultado da votação parlamentar.

    Uma presença mais forte de liberais e verdes pode levar o próximo Executivo da UE a endurecer na regulamentação de indústrias poluidoras, na taxação de multinacionais ou na exigência de que os parceiros comerciais ajudem a conter a mudança climática.

    Os resultados provisórios para o Parlamento da UE mostram o Partido Popular Europeu (EPP) com 182 assentos, mais do que os 147 da Aliança Progressista, formada por partidos social-democratas; os liberais com 109, um ganho de 41 cadeiras, e os verdes com 69, ou 17 cadeiras a mais.

    Na extrema-direita, dois grupos do Parlamento obtiveram bem mais de 100 assentos, um avanço de 40% em relação a 2014.

    (Por Alastair Macdonald, Gabriela Baczynska, Alissa de Carbonnel, Daphne Psaledakis, Foo Yun Chee, Robin Emmott e Francesco Guarascio, Jan Strupczewski; Reportagem adicional de Elena Rodriguez em Madri)

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    May levará acordo sobre Brexit novamente ao Parlamento no início de junho

    Por Guy Faulconbridge e Elizabeth Piper

    LONDRES (Reuters) - A primeira-ministra britânica, Theresa May, levará o seu acordo sobre o Brexit, já derrotado três vezes pelo Parlamento, para que ele seja reavaliado pelos parlamentares na primeira semana de junho, informou um porta-voz da premiê nesta terça-feira.

    Os detalhes do cronograma legislativo foram publicados depois que May se encontrou com o líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn, para discutir o impasse das negociações entre partidos, que já duram sete semanas, sobre a retirada do país da União Europeia.

    Na reunião, May deixou clara a 'determinação do governo para concluir as negociações e cumprir o resultado do referendo, deixando a UE', disse o porta-voz de May.

    A semana do dia 3 de junho coincide com uma visita de Estado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Reino Unido.

    No entanto, na conversa com May, Corbyn expressou sua preocupação sobre a capacidade dela em conseguir qualquer tipo de concessão no acordo, segundo informou um porta-voz do Partido Trabalhista.

    'Ele levantou dúvidas especialmente sobre a credibilidade dos compromissos do governo, por conta de declarações de parlamentares conservadores e de ministros do governo que buscam substituir a atual primeira-ministra', disse o porta-voz, acrescentando que não havia a necessidade de 'novas mudanças do governo'.

    May, que garantiu a liderança do Partido Conservador e o cargo de primeira-ministra em meio ao caos que seguiu a decisão dos britânicos de deixar a União Europeia, prometeu renunciar o cargo se os parlamentares aprovarem o acordo que ela alcançou com as autoridades europeias em Bruxelas.

    A primeira-ministra, entretanto, já sofreu derrotas pesadas nas três tentativas de tentar aprovar o acordo no Parlamento, e alguns legisladores de seu partido querem que ela estabeleça uma data de saída.

    Mais cedo nesta terça-feira, o governo britânico declarou que era 'imperativo' confirmar a saída do Reino Unido da União Europeia antes do recesso de verão, estabelecendo o prazo mais claro até agora para o até então conflituoso plano e a possível saída da primeira-ministra.

    Quase três anos depois do Reino Unido aprovar a saída do bloco por 52% a 48% dos votos, ainda não há acordo entre os políticos sobre quando, como ou mesmo se o divórcio irá ocorrer de fato.

    O Reino Unido tinha o prazo inicial de 29 de março para deixar a UE, mas May não conseguiu a aprovação de seu acordo no Parlamento.

    O secretário de Assuntos Exteriores, Jeremy Hunt, disse que os líderes da UE não gostariam de uma extensão além do novo prazo de 31 de outubro, data limite na qual a saída acontecerá com ou sem acordo.

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    Parlamentares britânicos votam para assumir controle do Brexit por um dia

    Por Elizabeth Piper e Kylie MacLellan e Andrew MacAskill

    LONDRES (Reuters) - Parlamentares britânicos votaram nesta segunda-feira para tomar o controle do Brexit das mãos da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, por um dia, em uma tentativa de encontrar um caminho para o impasse envolvendo a separação da União Europeia que uma maioria parlamentar possa apoiar.

    Agora, parlamentares devem votar em uma série de opções para o Brexit na quarta-feira, dando ao Parlamento a chance de indicar se pode concordar com um tratado que preveja laços mais próximos com Bruxelas, e então tentar levar o governo a essa direção.

    A medida chama atenção para a extensão com a qual May perdeu sua autoridade, embora ela tenha dito que o governo não será obrigado a cumprir os resultados das chamadas votações indicativas a serem realizadas na quarta-feira.

    A votação desta segunda-feira foi apresentada por Oliver Letwin, um parlamentar do Partido Conservador de May, depois que a premiê admitiu que o acordo que ela firmou com a União Europeia após dois anos de negociações ainda não tinha apoio suficiente para ser aprovado.

    Parlamentares aprovaram a proposta de Letwin por 329 votos a 302 votos, e muito provavelmente irão confirmar sua decisão na votação final da noite sobre a “moção como emendada” geral.

    Mais cedo, May disse que a proposta estabeleceria um precedente indesejado e que poderia levar ao apoio de um plano com o qual a própria União Europeia não concordaria.

    “Nenhum governo poderia dar um cheque em branco para se comprometer com um resultado sem saber qual é”, disse May antes da votação. “Então, eu não posso prometer que o governo irá entregar o resultado de quaisquer votações realizadas por essa Câmara”.

    Na semana passada, a UE concordou em adiar a data de saída original de 29 de março por causa do impasse em Londres. Agora, o país deixará o bloco em 22 de maio se o acordo da premiê for aprovado pelo Parlamento nesta semana. Caso isso não ocorra, o Reino Unido tem até 12 de abril para delinear seus planos. A votação desta segunda-feira foi uma tentativa de encontrar uma maneira de elaborar tal plano.

    O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse na semana passada que todas as opções do Brexit permanecem em aberto para o Reino Unido até o dia 12 de abril, incluindo um acordo, uma saída sem acordo, uma prorrogação mais longa --ou até a revogação do Artigo 50, com a permanência de Londres na União Europeia.

    Mas, quase três anos após o referendo de 2016 sobre a filiação ao bloco e quatro dias antes da data em que o Reino Unido deveria deixar a UE, ainda é incerto como, quando ou até se o Brexit irá acontecer, com o Parlamento e a nação ainda profundamente divididos.

    (Reportagem Adicional de Kate Holton, William Schomberg, David Milliken, Kylie MacLellan e Andrew MacAskill)

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    Parlamentares britânicos rejeitam Brexit sem acordo e votarão adiamento de 3 meses

    Por William James e Kylie MacLellan

    LONDRES (Reuters) - Parlamentares britânicos rejeitaram nesta quarta-feira deixar a União Europeia sem um acordo em qualquer cenário, abrindo caminho para uma votação para adiar o Brexit até ao menos o fim de junho.

    Parlamentares aprovaram por 321 contra 278 votos uma moção que descarta, sob qualquer circunstância, um potencialmente desordenado Brexit sem acordo.

    A proposta foi além da moção planejada pelo governo, que salientava que o Parlamento não quer deixar o bloco sem um acordo no dia 29 de março, o prazo estabelecido por lei para o Brexit, mas enfatizava que o posicionamento padrão era o de deixar o bloco sem um acordo a não ser que um tratado fosse aprovado pelo Parlamento.

    Embora a moção aprovada não tenha nenhuma força legal e, em última instância, possa não evitar uma saída sem acordo após uma possível prorrogação, o texto carrega considerável força política, especialmente porque demonstra uma substancial rebelião de integrantes do próprio partido de May.

    May, que tem insistido em dizer que não é possível descartar completamente um Brexit sem acordo, afirmou que os parlamentares precisarão definir o caminho a seguir antes que uma prorrogação possa ser obtida.

    O governo disse que irá propor na quinta-feira pedir um adiamento do Brexit até o dia 30 de junho se o Parlamento conseguir --até 20 de março, o dia antes de uma cúpula da UE--aprovar um acordo para deixar a União Europeia.

    O governo não disse quando planeja realizar a nova votação.

    Analistas acreditam que, com a aprovação da rejeição de um Brexit sem acordo, May agora espera persuadir os parlamentares mais linha dura na defesa do Brexit a votar em seu acordo, alegando que as alternativas oferecem um rompimento menos explícita com a UE.

    Após a votação de quarta-feira, a Comissão Européia rapidamente reafirmou sua posição de que não basta o Parlamento votar contra a saída da União Europeia sem um acordo --também é preciso conseguir um acordo que os parlamentares possam aceitar.

    O resultado da votação irritou muitos membros pró-Brexit do Partido Conservador, que queriam manter a opção de saída sem acordo como moeda de barganha, sabendo que isso causará transtornos na UE e também no Reino Unido.

    Após dois anos e meio de negociações e duas tentativas de aprovar o acordo do Brexit proposto por May, a votação contra uma saída sem acordo ainda deixa indefinido como, quando e sob quais termos o Reino Unido deixará o bloco a que aderiu em 1973.

    Depois que parlamentares rejeitaram seu acordo pela segunda vez na terça-feira, May disse que os termos ainda são a melhor opção para deixar a União Europeia de uma maneira ordenada.

    À medida que a crise de três anos do Reino Unido se aproxima do fim, diplomatas e investidores vêem quatro principais opções: uma prorrogação do Brexit, uma aprovação de última hora do acordo de May, uma turbulenta saída sem acordo ou a realização de um segundo referendo.

    (Reportagem adicional de Elizabeth Piper, em Londres, e Elisabeth O'Leary e Alastair Macdonald, em Bruxelas)

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    Premiê britânica diz que parlamentares poderão votar sobre atraso ou Brexit sem acordo

    Por William James e Kylie MacLellan e Elizabeth Piper

    LONDRES (Reuters) - A primeira-ministra britânica, Theresa May, ofereceu a parlamentares nesta terça-feira a possibilidade de votar, dentro de duas semanas, sobre um potencial Brexit sem acordo ou um adiamento da saída do Reino Unido da União Europeia, se ela não for capaz de aprovar seu acordo divórcio do bloco.

    A possibilidade de um adiamento da saída e a remoção da ameaça imediata de um Brexit sem acordo no dia 29 de março, marcam uma das maiores reviravoltas da caótica crise britânica envolvendo o Brexit desde que a maioria no referendo de 2016 escolheu deixar a União Europeia.

    Em um passo que empurra o prazo do Brexit em três meses, até o fim de junho, May anunciou que apresentará aos parlamentares duas votações nos dias 13 e 14 de março, se não conseguir a aprovação de seu acordo até 12 de março.

    Nesse cenário, o governo autorizaria a realização de uma votação no dia 13 de março, no mais tardar, perguntando se os parlamentares apoiam a decisão de deixar o bloco sem um acordo. Se a opção for rejeitada, os políticos votarão em uma 'prorrogação curta e limitada' do Brexit no dia 14 de março.

    'O Reino Unido só sairá sem um acordo em 29 de março se houver consentimento explícito na Câmara dos Comuns para esse resultado', disse May, deixando claro que o governo britânico não está removendo a ameaça final de um Brexit sem acordo.

    'Uma prorrogação não pode tirar a possibilidade de um Brexit sem acordo da mesa', acrescentou. 'A única maneira de fazer isso é revogando o Artigo 50, o que eu não farei, ou firmando um acordo.'

    May disse que qualquer prorrogação, que não deve ir além de junho, seria quase com certeza um caso único e que seu governo precisa honrar a decisão de deixar a União Europeia porque a credibilidade da democracia britânica está em risco.

    A União Europeia estaria disposta a aprovar um curto adiamento do Brexit se o Reino Unido precisar de mais tempo para garantir a aprovação de seu acordo de separação no Parlamento, disseram três autoridades da UE.

    Depois que o Parlamento rejeitou por 432 votos contra 202 o acordo de retirada de May, a premiê tem tentado negociar mudanças nos termos acertados com a UE no ano passado e prometido levar o tratado de volta para votação no Parlamento até 12 de março, no mais tardar.

    O resultado final permanece incerto, com cenários indo de um acordo de última hora até um segundo referendo, que May tem alertado que poderia reabrir as divergências da campanha do referendo de 2016 ou poderia acabar com o Brexit.

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    Maia diz que Bolsonaro precisa decidir se vai governar com o Parlamento

    Por Gabriela Mello

    SÃO PAULO (Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira que o presidente Jair Bolsonaro precisa decidir se vai governar com o Parlamento e que precisa agregar partidos na base para aprovar a reforma da Previdência.

    “Quando digo que ele precisa decidir se vai governar junto com o Parlamento, a compreensão que os partidos querem saber é qual tipo de aliança o governo pretende construir em quatro anos”, afirmou Maia em evento organizado pelo BTG Pactual na capital paulista.

    Na avaliação dele, Bolsonaro precisa de 10 a 12 partidos para construir uma base governista com musculatura suficiente para aprovar a agenda de reformas, começando pela Previdência. “Acho que a articulação do governo precisa melhorar e, como presidente da Câmara, tenho bom diálogo com toda oposição e vou articulando conversas com os partidos”, explicou.

    Entre os pontos mais sensíveis da reforma, Maia destacou a mudança no Benefício de Prestação Continuada (BPC), a aposentadoria rural e o tempo mínimo de contribuição. “É risco grande tratar de BPC e aposentadoria rural”, comentou.

    Ele acrescentou que, assim como a Venezuela, a reforma da Previdência tornou-se um instrumento de unificação da esquerda no campo ideológico. “Precisamos trazer a esquerda pelos governadores do Nordeste, que compreendem bem a necessidade da reforma”, disse.

    O presidente da Câmara ainda citou a importância de uso das redes sociais para comunicar a reforma tanto ao eleitorado de Bolsonaro como aos novos membros do Congresso.

    “Essa comunicação nas redes sociais é decisiva… Temos que ter capacidade de fazer enfrentamento nas redes sociais”, afirmou.

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    3 M

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    Pesquisa aponta prevalência da centro-direita e ascensão da extrema-direita em eleição da UE

    Por Alastair Macdonald

    BRUXELAS (Reuters) - A centro-direita deve continuar sendo o maior grupo do Parlamento da União Europeia depois das eleições de maio, que também devem testemunhar um aumento de assentos para a extrema-direita, mostrou uma pesquisa do próprio Parlamento nesta segunda-feira.

    A aliança alemã entre a União Democrata-Cristã (CDU) e a União Social-Cristã (CSU), liderada pela chanceler Angela Merkel, deve permanecer como o maior partido isolado com 29 cadeiras, mas só uma à frente da Liga italiana, grupo de extrema-direita que hoje participa do governo em Roma.

    Suas 27 cadeiras evidenciam como as eleições refletirão o fortalecimento do sentimento nacionalista diante de movimentos pró-UE estabelecidos de toda a Europa. Esta será a votação mais importante do bloco desde a primeira, realizada em 1979, disse o principal porta-voz do Parlamento, Jaume Duch, em uma coletiva de imprensa a respeito das eleições.

    Enquanto partidos tradicionais devem manter o predomínio que permitiria a manutenção da ampla coalizão de maioria de centro, que vem tendendo a apoiar propostas do Executivo da UE, um avanço de 40 por cento para os radicais de direita equivalente a 14 por cento dos assentos pode criar ainda mais incerteza política.

    O Partido Popular Europeu (EPP), ao qual Merkel pertence, deve conseguir 183 das 705 cadeiras, ou 26 por cento, na nova câmara – menos do que os 29 por cento atuais, segundo a compilação de dados de pesquisas nacionais dos 27 Estados-membros, que foi publicado pela equipe da assembleia nesta segunda-feira.

    Tal cifra superaria os 135 assentos dos socialistas e democratas de centro-esquerda, cuja parcela diminuiria em seis por cento e ficaria em 19 por cento, em parte devido à perda de cadeiras britânicas após a separação da UE, quando o Parlamento se reduzirá para um total de 751 cadeiras.

    O governista Partido Conservador do Reino Unido não tem parceria com o EPP. Sua saída afetará os conservadores e reformistas europeus, rebaixando o grupo da terceira para a quinta posição – embora autoridades parlamentares também acreditem que a votação causará uma grande reviravolta das alianças na casa, tornando difícil prever alinhamentos na nova câmara.

    Os dois grupos eurocéticos de extrema-direita entre os oito do Parlamento atual devem ver sua participação subir de 10 para 14 por cento, apesar da perda dos defensores do Brexit do Partido de Independência do Reino Unido. Isso reflete as conquistas da Liga italiana com suas 21 cadeiras, da AfD alemã com suas 11 e da seis cadeiras que a Reunião Nacional da francesa Marine Le Pen ganhará se as enquetes se provarem certas.

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    Plano de May para o Brexit pode sofrer nova derrota no Parlamento

    Por Elizabeth Piper e James Davey

    LONDRES (Reuters) - A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, pode ver seu plano para renegociar a saída britânica da União Europeia sofrer uma derrota no Parlamento nesta quinta-feira, o que minaria a promessa que fez ao bloco de que, com alterações, consegue a aprovação do acordo.

    A votação simbólica desta quinta-feira foi vista pela equipe de May como pouco mais do que a confirmação de seu plano para obter mudanças no acordo de separação com a UE, o que lhe daria mais tempo para apaziguar os temores dos parlamentares a respeito de uma parte dele – o backstop irlandês.

    Mas defensores radicais do Brexit do Partido Conservador da premiê estão irritados com o que dizem ser sua disposição para descartar uma saída sem acordo – algo que May e sua equipe negam, dizendo que, por lei, se não houver um entendimento o país sairá da UE no dia 29 de março sem um acordo.

    A última reviravolta na negociação de dois anos para romper com o bloco sublinha as divisões profundas no Parlamento sobre como, e até se, o Reino Unido deveria deixar a UE, a maior guinada política e comercial do país em mais de 40 anos.

    Uma rebelião, mesmo em uma votação simbólica, seria um golpe para May, que vem insistindo com líderes da UE que, se lhe oferecerem mais concessões na proposta acertada em novembro, ela consegue uma maioria no Parlamento e a aprovação do pacto.

    O ministro do Comércio, Liam Fox, fez um apelo aos parlamentares para que apoiem a premiê, alertando: 'Nossos parceiros europeus estarão observando'.

    Um parlamentar conservador disse que um grupo de apoiadores do Brexit da sigla, o Grupo Europeu de Pesquisa, está debatendo qual estratégia adotar nesta quinta-feira --seja para votar contra ou a favor.

    May está tentando conseguir mudanças no chamado backstop para evitar a volta de controles na fronteira entre a Irlanda do Norte e a Irlanda, membro da UE, para aplacar o receio de que o Reino Unido fique muito preso à órbita da União Europeia por tempo indeterminado ou que a província britânica seja dividida.

    Na quarta-feira o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse que o bloco está esperando Londres apresentar propostas sólidas para romper o impasse depois de reuniões em Bruxelas e telefonemas entre May e líderes da UE.

    Alguns parlamentares conservadores e muitos da oposição acusam May de 'deixar o relógio correr', colocando o Reino Unido mais perto da data de desfiliação para tentar forçar o Parlamento a escolher entre apoiar seu acordo ou sair sem nenhum.

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    May vai colocar acordo do Brexit para votação em meados de janeiro no Parlamento

    Por Kylie MacLellan e Elizabeth Piper

    LONDRES (Reuters) - A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse nesta segunda-feira que levará seu acordo do Brexit de volta ao Parlamento para uma votação em meados de janeiro, prometendo obter garantias da União Europeia para romper o impasse sobre a separação do Reino Unido do bloco.

    Após uma ameaça de última hora do Partido Trabalhista, a principal sigla de oposição, de convocar um voto de desconfiança contra a premiê se nenhuma data fosse anunciada, May disse que o Parlamento debaterá o acordo no mês que vem e que uma votação ocorrerá na semana do dia 14 de janeiro.

    May está tentando impor o pacto de desfiliação da UE e rejeitando apelos por um segundo referendo ou um teste sobre o apoio a opções diferentes para o Brexit no Parlamento, apesar de um endurecimento da oposição ao acordo no intuito de manter laços próximos com o bloco.

    Após uma semana tumultuada, na qual sobreviveu a um voto de desconfiança e buscou mudanças de última hora a um acordo de saída combinado com Bruxelas no mês passado, May voltou a dizer que a escolha é seu acordo, sair sem acordo ou simplesmente não sair.

    'Sei que este não é o acordo perfeito para todos. É uma concessão. Mas se deixarmos o perfeito ser o inimigo do bom corremos o risco de sair da UE sem acordo', disse ela aos parlamentares, com seu discurso sendo pontuado por gritos altos de protesto.

    'Evitar não ter um acordo só é possível se conseguirmos nos entender ou se abandonarmos inteiramente o Brexit.'

    Ela afirmou que a UE ofereceu 'esclarecimentos adicionais' sobre os aspectos mais controversos do pacto de separação e que seu governo está explorando 'garantias políticas e legais adicionais'.

    Mas como o bloco está cedendo pouco para conquistar os parlamentares, um número crescente de políticos está pedindo um segundo referendo --algo que alguns dos ministros de May dizem poder ser evitado se o governo testar cenários para o Brexit em votações parlamentares.

    O Parlamento está profundamente dividido --facções pressionam por opções diferentes para as relações futuras, pela saída sem um pacto ou pela permanência na UE.

    May e seus ministros descartaram diversas vezes uma nova consulta popular, dizendo que ela aprofundaria as divisões e trairia a maioria de 52 por cento de eleitores que apoiou a desfiliação em 2016.

    Isso aumenta o risco de o Reino Unido deixar a União Europeia sem um acordo em 29 de março, um cenário que alguns empresários temem poder ser catastrófico para a quinta maior economia do mundo.

    A incerteza política e econômica do Brexit está impactando a economia britânica, com dados mostrando nesta segunda-feira uma queda nos gastos do consumidor, nos preços de moradias e um pessimismo crescente nas finanças domésticas.

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    Onyx diz que governo Bolsonaro dará atenção à base do parlamentar e terá ajuda de bancadas temáticas

    BRASÍLIA (Reuters) - O futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse nesta segunda-feira que o governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, dará atenção especial à base de cada parlamentar, como forma de conquistar apoio no Congresso.

    'A gente acha que com muito trabalho e respeitando os parlamentares, olhando com atenção para sua base, para seu Estado, a gente consegue chegar lá com transparência, sem toma lá, dá cá', disse Onyx em longa entrevista coletiva no Centro Cultural do Banco do Brasil, onde funciona a equipe de transição de governo.

    O futuro ministro esclareceu que a Casa Civil ficará responsável pela articulação com a Câmara dos Deputados e com o Senado e contará com 'ex-parlamentares para fazer essa interlocução'. Já a Secretaria de Governo, que terá como ministro o general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, vai cuidar de ações com os Estados e municípios.

    Onyx afirmou que o governo Bolsonaro contará com a ajuda também das bancadas temáticas e terá um forte apoio, segundo os cálculos iniciais.

    'Se a gente somar todas as bancadas que têm sinalizado que poderão estar conosco dá pra chegar com bastante facilidade acima de 330,340, podendo chegar até a 350 (deputados)', avaliou.

    'No Senado, a gente faz um primeiro cálculo chegando mais ou menos hoje num número pouquinho acima de 40, no primeiro momento.'

    O futuro ministro garantiu que a definição se um parlamentar será considerado da base governista não será algo simplesmente formal, mas se dará pelo apoio aos projetos. Por outro lado, quando, por motivos específicos, esse parlamentar não puder votar com o governo em determinada matéria, haverá compreensão com essa posição.

    'O parlamentar vai ser considerado da base se ao longo do conjunto de votações ele tiver uma posição bastante pró-governo e nós vamos ter a capacidade de compreender quando ele não puder votar uma determinada matéria. Isso não será jamais motivo de exclusão de um deputado', disse Onyx.

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello e Mateus Maia)

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