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    Peru defende solução não militar para Venezuela, diz presidente

    Por Dave Graham

    NOVA YORK (Reuters) - O Peru rejeita uma solução militar para a crise da Venezuela, mas outras opções estão sendo discutidas para aumentar a pressão imposta ao governo do presidente Nicolás Maduro, incluindo a apresentação de uma queixa sobre direitos humanos, afirmou o presidente peruano, Martín Vizcarra, em entrevista.

    A Venezuela, que tem sofrido um colapso econômico e uma emigração em massa sob o governo Maduro, deve ser um dos assuntos centrais da Assembleia Geral da ONU realizada em Nova York nesta semana.

    Vizcarra disse que novas medidas econômicas e diplomáticas contra a Venezuela estão sendo consideradas, incluindo a apresentação de uma queixa de 'direitos humanos', mas que não há a possibilidade de ação militar.

    'Como país, precisamos ser claros ao dizer que rejeitamos uma solução militar, como de guerra', disse Vizcarra à Reuters em Nova York.

    'O que precisamos fazer é encontrar um jeito de sancionar o regime sem afetar a população', acrescentou.

    Vizcarra não entrou em detalhes sobre a medida de direitos humanos, mas pouco depois o presidente da Colômbia, Ivan Duque, disse em evento, também em Nova York, que ele e outros chefes de Estado assinarão nesta semana uma declaração denunciando o governo Maduro ao Tribunal Penal Internacional, em Haia.

    A Venezuela tem rejeitado as críticas ao governo Maduro como propagandas hostis e tentativas de abrir caminho para uma intervenção de potências estrangeiras no país.

    (Reportagem adicional de Dan Bases e Michelle Nichols)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Em vitória rara de presidente peruano, Congresso aprova voto de confiança no governo

    Em vitória rara de presidente peruano, Congresso aprova voto de confiança no governo

    Por Mitra Taj e Marco Aquino

    LIMA (Reuters) - O Congresso de maioria opositora do Peru renovou a confiança no governo do presidente Martín Vizcarra, na noite de quarta-feira, evitando uma crise política que teria lhe custado seu gabinete e provocado novas eleições legislativas.

    A votação de 82 a 22 a favor do governo de centro de Vizcarra compromete os legisladores com a aprovação de suas reformas políticas e judiciais até 4 de outubro, em uma vitória rara sobre o partido de oposição conservador Força Popular, que controla o Congresso.

    Mais cedo na quarta-feira a líder do Força Popular, Keiko Fujimori, candidata presidencial derrotada duas vezes e filha do ex-autocrata Alberto Fujimori, acusou Vizcarra de tentar dar um golpe de Estado legislativo.

    Pela Constituição peruana, uma moção de rejeição teria obrigado Vizcarra a substituir todo seu gabinete, mas como o Congresso já demitiu um gabinete ele também teria podido reagir convocando eleições legislativas.

    Vizcarra pediu união após a votação.

    'Não há vencedores ou perdedores aqui', disse Vizcarra no Twitter. 'Só o Peru vence'.

    Vizcarra havia pedido uma moção de confiança na noite de domingo para forçar a aprovação de leis visando combater a corrupção enraizada e reinstaurar a confiança nas instituições públicas após escândalos consecutivos no último ano e meio.

    Críticos do Força Popular pressionavam Vizcarra a adotar uma postura mais combativa diante do partido opositor, que ajudou a depor seu antecessor, o ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski.

    Kuczynski renunciou devido a alegações de corrupção às vésperas da segunda votação de um impeachment apoiado pelo Força Popular em março. Vizcarra, seu vice, tomou posse prometendo combater a corrupção 'a qualquer preço'.

    'Tenho confiança total de receber o voto de confiança hoje', disse Vizcarra aos jornalistas, cercado por seu gabinete, antes da votação. 'Os quatro projetos de lei precisam ser aprovados'.

    As propostas de Vizcarra, que exigem alterações na Constituição, incluem adotar um novo sistema de seleção de juízes, acabar com a reeleição de parlamentares, voltar a ter um Congresso bicameral e endurecer o financiamento de campanhas.

    Ele as apresentou em julho, depois que um escândalo de tráfico de influência no judiciário provocou protestos nas ruas e revolta contra a classe política.

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    Presidente do Peru desafia Congresso a destituir ministério em disputa sobre reformas

    LIMA (Reuters) - O presidente do Peru, Martín Vizcarra, desafiou no domingo parlamentares a demitirem seu ministério em meio a uma disputa sobre reformas anticorrupção, invocando um procedimento constitucional que o coloca em rota de colisão com o partido opositor que controla o Congresso.

    A escalada nas tensões entre o Executivo e o Legislativo está fomentando um novo período de incerteza no Peru, o segundo maior produtor de cobre do mundo e uma das economias mais estáveis da América Latina.

    Vizcarra pediu um novo voto de confiança do Congresso a seu gabinete para medir o apoio a quatro projetos de lei de combate à corrupção que ele enviou aos parlamentares em julho em resposta a um escândalo envolvendo juízes, parlamentares e procuradores que desencadeou protestos e diminuiu a confiança nas instituições públicas.

    Ao fazer da aprovação dos projetos de lei uma questão de confiança em seu governo, Vizcarra está pressionando o Congresso na parede.

    Pela Constituição peruana, se o Congresso desfizer dois gabinetes formados por um mesmo governo o presidente pode fechar o Congresso e convocar eleições legislativas. A legislatura atual já desmontou o gabinete formado pelo ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski, que Vizcarra substituiu em março depois de servir como seu vice.

    'Esperamos que a história não se repita depois de um ano, quando este Congresso se recusou a renovar sua confiança no gabinete', alertou Vizcarra em uma mensagem televisionada à nação na noite de domingo, dizendo aos peruanos que cumprirá suas promessas de luta contra a corrupção a qualquer preço.

    Em março Kuczynski renunciou em reação a um escândalo de corrupção às vésperas de seu impeachment quase certo no Congresso, onde parlamentares que representam um partido conservador liderado pela líder opositora Keiko Fujimori têm a maioria dos assentos.

    Kuczynski atribuiu sua queda à sigla de Keiko e alertou uma semana atrás que o Congresso está planejando depor o presidente novamente. Parlamentares da oposição negaram a acusação e dizem que as reformas propostas por Vizcarra são menos urgentes do que outras questões.

    'Vimos parlamentares tentando prolongar e redefinir o espírito da legislação, com modificações absurdas que, se aprovadas, se tornarão leis inúteis e prejudiciais', argumentou Vizcarra.

    Ele propôs criar um novo sistema de seleção de juízes e procuradores, acabar com a reeleição imediata de parlamentares, criar uma segunda câmara no Congresso e criminalizar contribuições de campanha não declaradas.

    (Reportagem de Mitra Taj e Marco Aquino)

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    Equador e Peru aumentam exigências para entrada de venezuelanos

    Por Alexandra Valencia e Mitra Taj

    QUITO/LIMA (Reuters) - Os venezuelanos que entram no Equador e no Peru terão que mostrar seus passaportes, e não mais apenas suas carteiras de identidade, disseram o governo equatoriano e fontes oficiais peruanas na quinta-feira, devido aos receios provocados por um influxo de imigrantes.

    Até agora Equador e Peru permitiam que os venezuelanos ingressassem usando seus documentos de identidade, oferecendo assim uma rota mais fácil para pessoas desesperadas que fogem da crise que assola a Venezuela.

    'A partir deste sábado o governo exigirá que qualquer um entrando no Equador apresente seu passaporte', disse o ministro do Interior equatoriano, Mauro Toscanini. Mais tarde o Ministério de Relações Exteriores disse que isso se aplicará especificamente aos venezuelanos.

    Quito declarou um estado de emergência em três províncias neste mês em reação a um surto de imigrantes venezuelanos cruzando a fronteira entre o Equador e a Colômbia no alto dos Andes.

    As autoridades disseram que até 4.500 venezuelanos estavam cruzando as fronteiras diariamente -- muito mais do que os 500 a 1 mil anteriores.

    Um funcionário da chancelaria equatoriana disse a uma rádio local que cerca de 600 mil venezuelanos já entraram no país neste ano, e que aproximadamente 109 mil permaneceram.

    Incapazes de pagar voos e muitas vezes recebendo um salário mínimo de alguns dólares por mês, os venezuelanos vêm fazendo viagens de ônibus que duram dias pela América do Sul, e muitos atravessam o Equador viajando para o sul rumo ao Peru e ao Chile.

    O Peru também está planejando exigir passaportes de venezuelanos em breve, disseram duas fontes governamentais sob condição de anonimato, antes de um anúncio oficial ainda pendente.

    Autoridades de imigração calculam haver quase 400 mil venezuelanos no Peru. Cerca de 20 por cento destes ingressaram no Peru sem passaportes, disse o ministro do Interior peruano no início desta semana.

    Venezuelanos vendendo alimentos ou bugigangas nas ruas se tornaram uma visão comum em Lima e Quito, fazendo os locais temerem a perda de empregos e um aumento na criminalidade.

    O presidente do Equador, Lenín Moreno, é de esquerda como seu colega venezuelano, Nicolás Maduro, mas se distanciou de Caracas desde que tomou posse no ano passado.

    O presidente de centro do Peru, Martín Vizcarra, tomou posse em março depois que seu antecessor, Pedro Pablo Kuczynski, crítico explícito de Maduro, renunciou em reação a um escândalo.

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    Venezuela pede ajuda do Peru para encontrar suspeitos de explosões de drones

    LIMA (Reuters) - A Venezuela pediu ajuda à polícia peruana para encontrar dois cidadãos venezuelanos que acredita estarem envolvidos na explosões de drones durante um discurso do presidente Nicolás Maduro no início deste mês, informou o Ministério de Relações Exteriores do Peru em comunicado na quarta-feira.

    O governo da Venezuela acusou políticos da oposição e ativistas anti-Maduro no exterior de planejarem assinar o líder de esquerda com drones repletos de explosivos durante uma parada militar.

    Na terça-feira, dois militares graduados foram presos por suspeita de envolvimento com o incidente. No total, quatorze pessoas foram presas e outras continuam à solta, inclusive na vizinha Colômbia e nos Estados Unidos, segundo autoridades venezuelanas.

    'Hoje a embaixada peruana em Caracas recebeu um pedido do Ministério de Relações Exteriores da Venezuela para encontrar dois cidadãos venezuelanos procurados pelas autoridades daquele país por seu suposto envolvimento no que o governo descreve como um 'ataque contra o presidente da Venezuela'', disse o ministério peruano.

    A pasta acrescentou que repassou as informações às autoridades peruanas pertinentes, que localizarão os dois venezuelanos 'caso eles tenham entrado no Peru'.

    Críticos de Maduro dizem que o presidente está usando o incidente para reprimir dissidências e consolidar seu poder no país em meio a uma crise econômica que tem provocado hiperinflação e quedas de energia.

    Maduro diz que seu governo é vítima de uma 'guerra econômica' liderada por ativistas opositores com a ajuda de Washington.

    (Reportagem de Teresa Cespedes)

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    Gol de Poulsen garante vitória da Dinamarca por 1 x 0 sobre Peru

    Por Sudipto Ganguly

    SARANSK, Russia (Reuters) - Yussuf Poulsen se redimiu ao marcar o único gol da partida contra o Peru após cometer um pênalti no primeiro tempo, e a Dinamarca conseguiu uma vitória crucial por 1 x 0 no Grupo C para começar sua campanha na Copa do Mundo neste sábado na Mordovia Arena.

    Christian Cueva chutou a bola para longe na cobrança do pênalti, marcado após consulta com o árbitro de vídeo, pouco antes do intervalo. O pênalti perdido foi a mais flagrante das diversas oportunidades perdidas do time sul-americano, que está de volta à Copa do Mundo após um intervalo de 36 anos.

    O criador de jogadas Christian Eriksen, do inglês Tottenham Hotspur, teve uma performance apagada, mas foi essencial no momento decisivo, quando enfiou um passe no meio da defesa para Poulsen, que superou o goleiro peruano Pedro Gallese aos 14 minutos do segundo tempo.

    Com a França sendo favorita para liderar o grupo e já tendo somado três pontos após a vitória por 2 x 1 sobre a Austrália mais cedo neste sábado, tanto o Peru quanto a Dinamarca estavam desesperados por uma vitória para aumentar suas chances de avançar na competição.

    Ambos times desembarcaram em Saransk com uma sequência idêntica de 15 jogos invictos e parecia ser uma questão de tempo para o Peru, ajudado por forte apoio da torcida no estádio, marcar um gol.

    A Dinamarca começou a partida com longos passes direcionados aos pontas para tirar vantagem de seus jogadores mais altos, mas acabou em maioria presa no habilidoso jogo de passes curtos do Peru nos primeiros 30 minutos.

    Eriksen foi ineficiente durante este período, mas começou a ter um impacto no jogo assim que os dinamarqueses começaram a dar mais passes.

    O Peru, que deixou seu maior artilheiro, Paolo Guerrero, fora do time titular, recebeu um pênalti após consulta com o árbitro de vídeo pela falta cometida por Poulsen.

    Cueva cobrou mal o pênalti, deixando os torcedores peruanos loucos.

        Guerrero entrou no segundo tempo e quase marcou o gol do empate, mas seu cabeceio foi direto para as mãos do goleiro Kasper Schmeichel. Ele também chegou perto de marcar ao acertar um calcanhar que passou rente à trave.

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