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    Irã consegue vender todo petróleo que precisa apesar de pressão dos EUA, diz vice-presidente

    GENEBRA (Reuters) - O Irã tem conseguido vender todo o petróleo que precisa apesar da pressão dos Estados Unidos, disse o vice-presidente iraniano, Eshaq Jahangiri, nesta terça-feira.

    Na segunda-feira, os Estados Unidos restauraram sanções contra os setores bancários, de petróleo e de transportes do Irã, e ameaçaram tomar mais ações para interromper o que descreveram como políticas 'ilegais' de Teerã. O Irã chamou as ações de guerra econômica e prometeu desafiá-las.

    As medidas fazem parte de um esforço mais amplo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para acabar com os programas nucleares e de mísseis de Teerã e para diminuir a influência da República Islâmica na Oriente Médio, principalmente seu apoio a forças na Síria, Iêmen e Líbano.

    Os passos de Trump visam as duas principais fontes de renda do Irã, suas exportações de petróleo, assim como seu setor financeiro, basicamente tornando 50 bancos iranianos e seus subsidiários zona proibida para bancos estrangeiros, que temem perder acesso ao sistema financeiro dos EUA.

    'Os norte-americanos diziam constantemente que iriam reduzir a venda de petróleo do Irã a zero mas, eu tenho que dizer que até agora, nós temos sido capazes de vender nossa quantidade necessária de petróleo', disse Jahangiri, segundo a agência de notícias Tasnim.

    'Os norte-americanos, com a ajuda da propaganda, não veem as realidades'.

    Jahangiri disse ainda ter conversado com alguns gerentes de companhias que estão na lista de sanções dos EUA e que eles já formularam planos para lidar com as medidas.

    (Reportagem de Babak Dehghanpisheh)

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    Começam sanções dos EUA contra petróleo do Irã, mas Washington isenta alguns países

    Por Jane Chung e Osamu Tsukimori

    SEUL/TÓQUIO (Reuters) - Os Estados Unidos reintroduziram sanções contra o petróleo iraniano nesta segunda-feira, enquanto garantiram algumas isenções aos seus aliados mais próximos, permitindo que os maiores clientes de Teerã, principalmente na Ásia, ainda comprem petróleo por enquanto.

    Washington restaurou medidas suspensas em um acordo nuclear de 2015 negociado com Teerã pela administração do presidente Barack Obama.

    A administração do presidente Donald Trump adicionou 300 novas designações, incluindo os setores de petróleo, transporte, seguros e bancário do Irã, com o objetivo de prejudicar as principais receitas de exportação da indústria iraniana de petróleo.

    Apesar disso, o Irã continuará a vender um pouco de petróleo, após Washington dizer na sexta-feira que permitirá temporariamente que oito importadores continuem comprando barris iranianos.

    O governo dos EUA não citou quem recebeu as isenções, que durarão até 180 dias e foram concedidas com base no fato de que os importadores já reduziram as compras e as reduzirão ainda mais no futuro.

    Ainda não estava claro quais volumes individuais ou o volume agregado dos 'waivers'.

    A Coreia do Sul disse nesta segunda-feira que recebeu uma dispensa para pelo menos temporariamente continuar a importar condensado do Irã e realizar transações financeiras com o país do Oriente Médio. O condensado --um petróleo super leve-- é um insumo crítico para a indústria petroquímica coreana.

    A Coreia do Sul, aliada dos EUA e um dos maiores compradores asiáticos de petróleo iraniano, pediu a Washington 'máxima flexibilidade' na semana passada, depois que algumas de suas construtoras cancelaram contratos relacionados à energia na república islâmica devido a dificuldades de financiamento.

    O Japão informou nesta segunda-feira que está em estreita comunicação com os Estados Unidos sobre as medidas, embora o chefe do gabinete, Yoshihide Suga, tenha se recusado a fornecer detalhes.

    Outros compradores asiáticos de petróleo iraniano, incluindo seus dois maiores, China e Índia, também estão pedindo isenção do embargo, embora ainda não esteja claro nesta segunda-feira os volumes que estariam autorizados a comprar.

    O Ministério das Relações Exteriores chinês reiterou suas objeções às sanções, mas não disse diretamente se a China recebeu ou não uma isenção.

    O ministro do Comércio turco, Ruhsar Pekcan, disse no sábado que a Turquia recebeu indícios de que estará entre os países que receberão uma isenção, mas ainda aguardava esclarecimentos na segunda-feira. Alguns países europeus também podem receber isenções.

    Os maiores compradores de petróleo do Irã nos últimos anos foram a China, a Índia, a Coreia do Sul, a Turquia, a Itália, os Emirados Árabes Unidos e o Japão.

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    REUTERS SUMMIT-Mercuria diz que petróleo a US$70 é teste a estratégia de produtores

    Por Amanda Cooper e Julia Payne

    LONDRES (Reuters) - Os maiores produtores globais de petróleo podem rever sua estratégia de aumentar a produção e mudá-la para redução de oferta, se os preços do óleo ficarem em torno de 70 dólares no ano que vem, disse o presidente-executivo da Mercuria, Marco Dunand, nesta quinta-feira.

    A Organização de Países Exportadores de Petróleo, junto com a Rússia, Omã e outros, adotaram uma estratégia de cortes de oferta em 2017, para drenar um vasto excesso nos estoques globais de petróleo e impulsionar os preços.

    'Se nós começarmos a entrar na faixa de 70 e poucos dólares no Brent, eu penso que alguns desses produtores começarão a se perguntar se eles não exageraram em relação ao rali anterior dos preços e começarão a considerar um balanceamento', Dunand disse no Reuters Global Commodities Summit.

    'Eles passaram os últimos três anos reduzindo os estoques para níveis históricos. Haverá coesão o suficiente entre eles para cortar a produção de novo?'

    O plano dos produtores foram bem sucedidos ao ponto dos preços do petróleo terem avançado para uma máxima em quatro anos, por volta dos 85 dólares o barril, no começo de outubro, ante menos de 45 dólares em meados de 2017, enquanto os estoques globais caíram para a meta de cinco anos da Opep.

    Com a iminente perda de até 2 milhões de barris por dia em exportações iranianas, devido a sanções dos Estados Unidos, a Opep, liderada pela Arábia Saudita, prometeu aumentar a produção para evitar que a diferença entre a oferta e a demanda se torne muito estreita. As sanções entram em vigor no dia 4 de novembro.

    O preço da commodity escorregou para cerca de 72 dólares nas últimas semanas, devido em grande parte aos receios com o impacto da crescente disputa comercial sino-norte-americana sobre o crescimento da demanda, enquanto os estoques mundiais começaram a inchar novamente.

    (Por Amanda Cooper e Julia Payne)

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    Arábia Saudita 'não tem intenção' de repetir embargo de petróleo de 1973, diz ministro

    Por Dmitry Zhdannikov

    LONDRES (Reuters) - A Arábia Saudita não tem intenção de repetir um embargo de petróleo nos moldes daquele realizado em 1973 aos consumidores ocidentais, e isolará a commodity de questões políticas, disse nesta segunda-feira o ministro da Energia saudita, em meio ao agravamento da crise devido ao assassinato do jornalista Jamal Khashoggi.

    'Não há intenção', disse Khalid al-Falih à agência russa de notícias Tass, quando perguntado se poderia haver uma repetição do embargo de petróleo.

    Importantes parlamentares norte-americanos voltaram sua indignação para o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, no domingo, e disseram acreditar que ele ordenou a morte de Khashoggi, embora o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha mantido uma postura mais cautelosa.

    Vários parlamentares norte-americanos sugeriram sanções pesadas sobre a Arábia Saudita nos últimos dias, enquanto o reino, maior exportador de petróleo do mundo, prometeu retaliar contra qualquer sanção com 'medidas maiores'.

    'Esse incidente vai passar. Mas a Arábia Saudita é um país muito responsável, por décadas nós usamos nossa política de petróleo como uma ferramenta econômica responsável e a isolamos da política', disse Falih.

    'Meu papel como ministro da Energia é implementar o papel construtivo e responsável do meu governo e estabilizar os mercados de energia do mundo de acordo com isso, contribuindo para o desenvolvimento econômico global', disse Falih.

    Ele disse que, se os preços do petróleo subirem, isso desacelerará a economia global e desencadeará uma recessão.

    A crise do petróleo de 1973 começou quando produtores árabes liderados pela Arábia Saudita colocaram um embargo de petróleo aos aliados ocidentais de Israel em sua guerra com o Egito, visando Canadá, Japão, Holanda, Reino Unido e Estados Unidos.

    (Por Dmitry Zhdannikov e Vladimir Soldatkin)

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    Mercado aposta em petróleo a US$100/barril com sanções ao Irã

    Por Devika Krishna Kumar e Amanda Cooper

    NOVA YORK/LONDRES (Reuters) - Operadores do mercado de petróleo apostam que os preços de referência da commodity nos EUA poderão subir a 100 dólares o barril até o próximo ano, um patamar que até recentemente muitos consideravam impensável devido ao crescimento recorde da produção norte-americana e à demanda global relativamente estável.

    Mas o iminente retorno das sanções dos EUA sobre o Irã e gargalos que impedem o petróleo norte-americano de chegar ao mercado alimentaram uma recuperação que levou os preços de referência a máximas em quatro anos.

    Enquanto grandes nações produtoras dizem que a oferta é ampla, fundos de hedge e especuladores estão cada vez mais céticos em relação a esse argumento, apostando que o mercado poderia se recuperar à medida que as sanções sobre as exportações de petróleo do Irã voltarem em 4 de novembro.

    O viés de alta é visível no mercado de opções dos EUA. O número de posições em aberto em 100 dólares por barril em dezembro de 2019, com opções de compra, ou seja, apostando em futuros nesse nível, subiu 30 por cento na semana passada, para um recorde de 31 mil lotes, de acordo com dados da CME.

    'Nas últimas duas semanas, tem havido muito mais evidências de que mesmo alguns dos maiores clientes --Índia e China-- não vão comprar petróleo iraniano a partir de novembro', disse John Saucer, vice-presidente de pesquisa e análise da Mobius Risk.

    Como resultado, ele disse, 'essas sanções provavelmente serão muito mais eficazes do que as pessoas pensavam'.

    As exportações globais do Irã caíram para 2 milhões de barris por dia (bpd) em setembro, ante 2,8 milhões de bpd em abril, segundo o Instituto de Finanças Internacionais.

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    Petrobras vê avanço de Exxon e Shell no pré-sal ao ser coadjuvante em leilão pela 1ª vez

    Por Marta Nogueira e Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - Gigantes petroleiras estrangeiras, como Exxon Mobil, Shell, BP e Chevron, foram os destaques nesta sexta-feira do último leilão de blocos exploratórios do pré-sal do governo Michel Temer, em uma rodada sob regime de partilha que teve a estatal Petrobras como coadjuvante pela primeira vez.

    Com a venda dos quatro blocos ofertados, o governo brasileiro arrecadou 6,8 bilhões de reais apenas em bônus de assinatura --nas rodadas sob partilha ganha a disputa quem oferta a maior parcela de óleo à União.

    Entre as ganhadoras do leilão, que teve um ágio de 170,58 por cento, estiveram ainda a chinesa CNOOC, QPI do Qatar e a colombiana Ecopetrol, que levou pela primeira vez áreas no pré-sal sob regime de partilha.

    A atuação da Petrobras --cujos representantes saíram sem dar entrevistas-- mais tímida foi avaliada por autoridades como positiva, porque mostra que o setor está menos dependente de uma só empresa.

    Isso em meio a medidas regulatórias realizadas nos últimos dois anos para abrir o setor de petróleo a mais investidores internacionais, gerando maior concorrência.

    'Esse processo que a gente viveu foi muito positivo porque mostra que não estamos na dependência de apenas uma única empresa, só da Petrobras... o setor de petróleo e gás do Brasil é muito maior do que a Petrobras, sem demérito à Petrobras...', afirmou à Reuters o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone.

    Segundo cálculos de Oddone, desde setembro do ano passado, rodadas de partilha e de concessão trouxeram uma arrecadação total de aproximadamente 28 bilhões de reais em bônus de assinatura.

    Ele estimou que, com os leilões desta sexta-feira, serão investidos no país em exploração e produção de petróleo cerca de 1,8 trilhão de reais, nos próximos dez anos, o que ajudará o país a se colocar entre os quatro maiores produtores de petróleo em meados da próxima década, dobrando sua extração.

    Às vésperas da eleição, o clima na rodada foi permeado por discursos de autoridades e também declarações de investidores sobre a necessidade de se manter o caminho de reformas no setor de petróleo do Brasil, em busca de maior competição. A exceção foi um protesto de cerca de 20 pessoas, incluindo índios, que fizeram uma manifestação pacífica contra a realização da licitação.

    O secretário-executivo de Minas e Energia, Márcio Félix, afirmou acreditar que o próximo governo não poderá abrir mão da realização de leilões para a atração de riquezas e também declarou que 'o Brasil é bem maior que a Petrobras e a gente está descobrindo isso aí'.

    VENCEDORES

    A Shell, empresa privada com maior produção no Brasil e forte presença no pré-sal, foi o grande destaque do leilão, arrematando como operadora 50 por cento de participação, em consórcio com a Chevron, o bloco Saturno, na Bacia de Santos. As empresas deram lance de 70,20 por cento de lucro em óleo para a União, com o maior ágio da rodada, de mais de 300 por cento.

    'A Shell está no Brasil há 105 anos e já vivemos com muita volatilidade, e esse é um país que respeita contratos e a gente continua avançando nas nossas apostas no país', disse o presidente da Shell no Brasil, André Araujo, ao ser perguntado se empresa não temia os riscos políticos.

    'O que a gente espera é que o próximo governo continue entendendo o papel que a indústria de óleo e gás traz para o país e mantendo regras cada vez mais claras e previsibilidade.'

    Já o consórcio formado por Exxon Mobil e QPI, do Catar, levou o bloco de Titã no pré-sal da Bacia de Santos, com lance de 23,49 por cento de excedente em óleo à União, versus percentual mínimo de 9,53 por cento --a norte-americana ficou como operadora do consórcio, com 64 por cento de participação.

    'Estamos muito felizes, o desfecho dessa rodada, realmente, nesse último ano, foi excelente para a gente... passamos a ter 26 blocos no Brasil... Nós acreditamos no cronograma que a ANP está desenvolvendo, de ter licitações contínuas. Claro, vamos continuar avaliando cada licitação', disse a presidente da Exxon no Brasil, Carla Lacerda.

    O consórcio formado pelas companhias BP Energy, Ecopetrol e CNOOC arrematou o bloco de Pau Brasil, também no pré-sal da Bacia de Santos, com lance de 63,79 por cento de excedente em óleo, versus percentual mínimo de 24,82 por cento.

    A BP Energy, como operadora do consórcio vencedor, terá 50 de participação; Ecopetrol terá 20 por cento, e CNOOC, 30 por cento.

    O presidente da BP Upstream na América Latina, Felipe Arbelaez, comemorou a estreia como operador em uma área do pré-sal sob regime de partilha de produção.

    Ele disse ter ficado satisfeito após vencer o lance concorrente, feito por um consórcio formado pela Petrobras, em parceria com a CNODC e a Total (operadora), com uma pequena diferença entre os percentuais ofertados. O perdedor ofertou 62,40 por cento.

    A Petrobras, conforme a lei para o pré-sal, poderia ter exercido o direito de ser operadora da área antes do leilão, mas não o fez.

    Já a Petrobras arrematou o bloco Sudoeste de Tartaruga Verde, no pré-sal da Bacia de Campos. A petroleira estatal foi a única a dar lance pelo bloco, oferecendo o percentual mínimo de 10,01 por cento de excedente em óleo.

    A estatal tem interesse na área por já contar com concessão em um bloco adjacente.

    No leilão do pré-sal anterior, realizado em junho, a Petrobras havia reafirmado seu domínio no pré-sal ao bancar lances elevados que garantiram à companhia o status de operadora dos consórcios vencedores nos três blocos que foram negociados.

    (Por Marta Nogueira, Rodrigo Viga Gaier, Alexandra Alper e Gabriel Stargardter)

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    Shell, Exxon, BP e Chevron e outras arrematam áreas no pré-sal; Petrobras leva uma

    Por Marta Nogueira e Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A 5ª rodada de áreas de petróleo e gás no pré-sal, realizada nesta sexta-feira, consolidou uma maior diversidade de petroleiras entre as vitoriosas neste tipo de licitação, ao mesmo tempo em que a Petrobras teve uma participação mais tímida no leilão de blocos da região petrolífera altamente produtiva.

    Aparecerem entre as ganhadoras a anglo-holandesa Shell, a norte-americana Exxon Mobil, britânica BP, a chinesa CNOOC e a colombiana Ecopetrol, que levou pela primeira vez áreas no pré-sal sob regime de partilha.

    A licitação, que arrecadou ao governo brasileiro 6,8 bilhões de reais, apenas em bônus de assinatura --nas rodadas sob partilha ganha a disputa quem oferta a maior parcela de óleo--, foi marcada também pela participação mais tímida da Petrobras, que já tem grandes áreas para serem desenvolvidas no pré-sal.

    A atuação da estatal brasileira, contudo, foi avaliada por autoridades até como positiva. Isso mostra que país não está mais na dependência de apenas uma empresa, disse o diretor-geral da ANP, Décio Oddone.

    'Mostra que o setor é muito maior que a Petrobras, por mais importante e simbólica que ela seja', acrescentou Oddone, destacando que agora o pré-sal terá seis operadoras (Petrobras, Total, BP, Shell, Equinor e Exxon), nas áreas sob regime de partilha.

    Ele estimou que, com os leilões desta sexta-feira, serão investidos no país em exploração e produção de petróleo cerca de 1,8 trilhão de reais, nos próximos dez anos, o que ajudará o país a se colocar entre os quatro maiores produtores de petróleo em meados da próxima década, dobrando sua extração.

    VENCEDORES

    O consórcio formado pelas petroleiras Shell e Chevron arrematou o bloco Saturno no pré-sal da Bacia de Santos, o primeiro a ser leiloado na licitação realizada pela reguladora ANP no Rio de Janeiro.

    O lance de Shell/Chevron somou 70,2 por cento de excedente em óleo à União, versus percentual mínimo de 17,54 por cento.

    A Shell é operadora de consórcio com a Chevron, com cada empresa tendo 50 por cento de participação.

    Já o consórcio formado por Exxon Mobil e QPI, do Catar, levou o bloco de Titã no pré-sal da Bacia de Santos, com lance de 23,49 por cento de excedente em óleo à União, versus percentual mínimo de 9,53 por cento --a norte-americana ficou como operadora do consórcio, com 64 por cento de participação.

    O consórcio formado pelas companhias BP Energy, Ecopetrol e CNOOC arrematou o bloco de Pau Brasil, também no pré-sal da Bacia de Santos, com lance de 63,79 por cento de excedente em óleo, versus percentual mínimo de 24,82 por cento.

    A BP Energy, operadora do consórcio vencedor, terá 50 de participação, Ecopetrol, tem 20 por cento, e CNOOC, 30 por cento.

    Já a Petrobras arrematou o bloco Sudoeste de Tartaruga Verde, no pré-sal da Bacia de Campos. A petroleira estatal foi a única a dar lance pelo bloco, oferecendo o percentual mínimo de 10,01 por cento de excedente em óleo. A estatal tem interesse na área por já contar com concessão em um bloco adjacente.

    No leilão do pré-sal anterior, realizado em junho, a Petrobras havia reafirmado seu domínio no pré-sal ao bancar lances elevados que garantiram à companhia o status de operadora dos consórcios vencedores nos três blocos que foram negociados.

    (Por Marta Nogueira, Rodrigo Viga Gaier e Alexandra Alper)

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    Petroleiras preparam ofertas para leilão de pré-sal do Brasil temendo eleições

    Por Alexandra Alper

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Exxon Mobil, a Shell e outras empresas vão participar na próxima sexta-feira de um leilão de cobiçadas áreas de petróleo e gás do pré-sal, antes de eleições que criam temores sobre barreiras para o investimento estrangeiro e até sobre a continuidade das licitações.

    O leilão no Rio de Janeiro de quatro blocos nas bacias de Santos e Campos acontece apenas uma semana antes da eleição presidencial mais imprevisível em uma geração, que inclui candidatos que podem procurar diminuir o ritmo dos leilões de petróleo, revisar a legislação favorável ao mercado ou até mesmo reclamar campos de óleo já leiloados.

    'Eles podem tentar revisar o processo todo de abertura (da indústria petrolífera) para as companhias internacionais de petróleo', disse um executivo do setor de serviços petroleiros, que recusou ser identificado.

    Atraídas pela geologia de classe mundial, pela diminuição de reservas em outros lugares e a alta dos preços da commodity, as companhias deixaram muito dinheiro no Brasil, o maior produtor da América Latina, para garantir participação na camada de pré-sal do país, onde bilhões de barris de petróleo estão presos sob uma camada grossa de sal no oceano.

    A chinesa CNOOC, a Chevron, a BP, a norueguesa Equinor e a francesa Total também estão todas registradas para participar no leilão.

    O seu interesse foi incentivado por políticas favoráveis ??à indústria sob o presidente Michel Temer, incluindo o afrouxamento de regras que favoreciam fornecedores locais e a suspensão da obrigação de a Petrobras ser o único operador nos blocos de pré-sal.

    Temores de um retrocesso dessas políticas devem encorajar grandes apostas na sexta-feira, de acordo com Edmar Almeida, professor do departamento energia na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

    'Será um leilão muito disputado', ele disse.

    O candidato de direita, Jair Bolsonaro, que lidera as pesquisas, falou pouco sobre o setor petroleiro, apesar de, como deputado, ter uma vez votado contra diminuir o monopólio da Petrobras. Ele tem comentado ideias de privatizações e indicou que irá adotar uma abordagem favorável ao mercado, se for eleito.

    Entretanto, as pesquisas de intenção de voto indicam que o provável segundo turno no dia 28 de outubro teria uma disputa apertada. Fernando Haddad, um acadêmico de esquerda que subiu para o segundo lugar nas pesquisas depois de ser apoiado pelo ex-presidente Lula, que está preso atualmente, tem uma visão muito mais nacionalista da indústria.

    Prometendo 'recuperar o pré-sal para servir ao futuro da população brasileira, não aos interesses das empresas internacionais', de acordo com a sua plataforma, ele restauraria os requerimentos mais restritos para usar fornecedores locais.

    É incerto se Haddad adotaria também a promessa de Lula de retomar o monopólio da Petrobras como única operadora de campos de pré-sal e diminuiria o ritmo dos leilões.

    Ciro Gomes, ex-governador de esquerda que está em terceiro lugar, ameaçou congelar os leilões e expropriar os blocos que já foram vendidos.

    Se Haddad ou Ciro ganhar, 'nós podemos dar adeus para os leilões', disse outro executivo do setor, que pediu para não ser nomeado. 'Eles querem nacionalizar tudo de novo. Será o inferno', disse.

    As melhores ofertas desta semana devem ser pelos blocos de Titã e Saturno, na Bacia de Santos, que foram retirados pela Justiça de um leilão anterior em março, decepcionando a Exxon.

    Tanto Pau Brasil, na Bacia de Santos, e o sudoeste do campo de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos, não receberam ofertas em uma rodada no ano passado. Porém dessa vez a Petrobras exerceu seu direito de preferência na licitação do bloco de Tartaruga Verde, adjacente a uma área que a estatal já possui.

    Sob as leis brasileiras, a Petrobras pode expressar interesse prévio em operar um bloco onde poderia operar com pelo menos 30 por cento de participação. A estatal também pode fazer ofertas por outros blocos no dia do leilão em que não exerceu preferência.

    As empresas competirão ofertando a maior quantidade de petróleo --subtraindo custos indiretos-- ao governo, com os lances mínimos indo de 9,5 por cento a 35 por cento.

    (Por Alexandra Alper)

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    Petróleo Brent tem máxima em 4 anos após resposta de sauditas e Rússia sobre produção

    NOVA YORK (Reuters) - Os preços da referência global do petróleo, do tipo Brent, saltaram mais de 3 por cento nesta segunda-feira, para uma máxima em quatro anos acima dos 80 dólares por barril, depois que a Arábia Saudita e a Rússia barraram qualquer aumento imediato na produção, apesar dos pedidos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que agissem para aumentar a oferta global.

    A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados, incluindo a Rússia, maior produtor do mundo, encontraram-se na Argélia no domingo para uma reunião que terminou sem uma recomendação formal de qualquer aumento adicional da oferta para compensar o declínio do fornecimento do Irã.

    'O mercado ainda está sendo guiado pelos receios sobre a oferta iraniana e venezuelana', disse Gene McGillian, diretor de pesquisa de mercado na Tradition Energy.

    'O fracasso dos produtores de abordar isso adequadamente neste fim de semana está criando oportunidade de compra.'

    Os futuros do petróleo Brent fecharam em alta de 2,40 dólares, ou 3,1 por cento, a 81,20 dólares por barril, depois de uma máxima intradiária de 81,39 dólares, a máxima desde novembro de 2014.

    O petróleo dos EUA (WTI) teve alta de 1,30 dólar, ou 1,8 por cento, a 72,08 dólares o barril.

    A Arábia Saudita, líder de produção da Opep, e seu maior aliado não pertencente ao grupo, a Rússia, recusaram efetivamente a demanda de Trump por mudanças que esfriem o mercado.

    'Eu não influencio os preços', disse o ministro da Energia saudita, Khalid al-Falih, a repórteres no domingo.

    Trump disse na semana passada que a Opep 'precisa baixar os preços agora!', mas o ministro do Petróleo iraniano, Bijan Zanganeh, disse nesta segunda-feira que a Opep não respondeu positivamente às demandas de Trump.

    (Por Jessica Resnick-Ault, Christopher Johnson e Henning Gloystein)

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    ENTREVISTA-Petrobras vê salto na produção de petróleo em 2019 e corte de US$10 bi na dívida

    Por Devika Krishna Kumar e Simon Webb

    NOVA YORK (Reuters) - A Petrobras tem como objetivo elevar a produção de petróleo de 8 a 10 por cento, para cerca de 2,3 milhões de barris por dia (bpd), em 2019 e reduzir a dívida em mais 10 bilhões de dólares no próximo ano, disse o diretor-executivo financeiro e de relacionamento com investidores da estatal, Rafael Grisolia, à Reuters.

    A petroleira mais endividada do mundo está a caminho de reduzir a dívida para 69 bilhões de dólares até o final deste ano, apesar de ficar abaixo da meta de 21 bilhões de dólares de desinvestimentos (biênio 2017-2018), afirmou o executivo em entrevista em Nova York na sexta-feira.

    A empresa reduziu significativamente sua dívida líquida em relação aos 106 bilhões de dólares de 2014, quando destinou montantes elevados para financiar o desenvolvimento de enormes campos de petróleo no pré-sal.

    Posteriormente, a Petrobras perdeu a confiança do investidor à medida que os preços do petróleo caíram, um escândalo de corrupção atingiu a empresa e as perdas na área de abastecimento aumentaram.

    A Petrobras pretende reduzir a dívida líquida em mais 10 bilhões de dólares em 2019 para chegar numa razão de 2 vezes a dívida líquida pelo Ebitda, disse ele.

    A empresa continuará cortando dívida até que a proporção dívida líquida/Ebitda atinja 1 a 1,5 vez, destacou o executivo, o que colocaria a companhia em linha com suas pares do setor de petróleo no mundo.

    'Se você olhar para os nossos concorrentes diretos e pares como Chevron, Exxon e BP, precisamos procurar uma estrutura de capital mais leve', disse Grisolia.

    A empresa deve atingir uma proporção de 1,5 vez em 2020 como parte do próximo plano de negócios de cinco anos da Petrobras, disse ele, embora isso dependa dos preços internacionais do petróleo e de outras variáveis, como a taxa de câmbio.

    Nos próximos cinco a seis anos, uma vez que a empresa tenha atingido as metas de reestruturação de dívida, a Petrobras pode considerar investimentos estrangeiros para facilitar as exportações resultantes do aumento da produção dos campos do pré-sal, disse ele.

    A empresa pode investir em terminais no exterior para receber gás natural liquefeito (GNL), disse Grisolia. Isso ajudaria o Brasil a exportar mais gás, ele acrescentou.

    A Exxon Mobil, BP e Shell estão entre as empresas que planejam investir bilhões de dólaresno desenvolvimento de reservas em águas profundas no Brasil.

    Estima-se que o Brasil deva responder por uma grande parte do aumento na produção global de petróleo e gás de países não membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

    PREÇOS DO PETRÓLEO AJUDAM

    A companhia espera que a sua produção de petróleo aumente em cerca de 8 a 10 por cento no próximo ano, de cerca de 2,1 milhões de barris por dia (bpd) em 2018, afirmou Grisolia. Isso deve contribuir para o aumento da receita, destacou o CFO.

    Os preços do petróleo subiram para máximas de três anos e meio recentemente, à medida que as ofertas globais se tornaram mais apertadas.

    Preços mais altos do petróleo do que os estimados pela empresa em 2018 aumentaram a receita e permitiram que a Petrobras atingisse sua meta de redução de dívida, disse ele. Isso compensou 7 bilhões de dólares em vendas de ativos que a Petrobras esperava receber este ano, acrescentou o executivo.

    A empresa já recebeu 5 bilhões de dólares em vendas e receberá outros 2 bilhões de dólares antes do final do ano, eledisse.

    'Todo o desinvestimento e dinheiro do desinvestimento ajudará, mas nós não precisamos necessariamente deles para atingir a meta de 69 bilhões de dólares até o final do ano', destacou.

    SUBSÍDIOS AO DIESEL

    Em maio, um protesto dos caminhoneiros em todo o país contra preços crescentes do diesel paralisou a maior economia da América Latina e forçou o governo a baixar os preços do diesel por meio de cortes de impostos e subsídios.

    Isso prejudicou o preço das ações da Petrobras, já que os investidores ficaram preocupados sobre a possibilidade de a empresa perder novamente dinheiro para subsidiar as vendas de combustível.

    A empresa espera receber de 2 bilhões a 2,5 bilhõesreais de subsídios da reguladora de petróleo do país, a ANP, dentro de duas semanas, para compensar o fato de estar segurando as cotações nas refinarias, disse Grisolia.

    Subsídios tornaram menos lucrativo para o setor privado a importação de diesel, disse ele, mas algumas compras externas do produto continuam, e ele não prevê qualquer escassez de combustível.

    (Reportagem de Devika Krishna Kumar e Simon Webb em New York)

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