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    Brent e petróleo nos EUA fecham sem direção comum após máximas em 2019

    Por Laila Kearney

    NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo fecharam perto de uma estabilidade nesta quinta-feira, após atingirem máximas de 2019, com a Opep destacando a necessidade de estender seu programa de cortes de produção além de junho, enquanto reduz sua previsão para a demanda do seu produto.

    A incerteza sobre o progresso das negociações comerciais entre EUA e China e sobre o crescimento econômico mundial pesaram nos preços do petróleo.

    O Brent alcançou pico de quatro meses, a 68,14 dólares por barril, antes de fechar a 67,23 dólares o barril, queda de 0,32 dólar ante o fechamento da quarta-feira.

    Os futuros do petróleo dos EUA, ou WTI, fecharam a 58,61 dólares por barril, alta de 0,35 dólar.

    Ambos os valores de referência registraram rali na quarta-feira, com dados do governo norte-americano mostrando uma surpreende queda no estoque e uma estimativa menor que a esperada para o crescimento de produção dos EUA.

    Em seu relatório mensal, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo reduziu a perspectiva para a demanda por seu produto neste ano, prevendo um forte crescimento na oferta de petróleo por não membros.

    Os sinais baixistas do panorama de demanda pela Opep e a crescente produção foram compensados pela aparente decisão da organização de estender seus cortes de fornecimento, acordo de membros e produtores aliados que ajudou na alta dos preços do petróleo de mais de 20 por cento neste ano.

    Novas preocupações quanto à economia mundial prejudicaram os preços do produto.

    Em relação às negociações comerciais com a China, o presidente norte-americano, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira que os EUA estão indo bem, mas que não pode dizer se um acordo final será alcançado.

    (Reportagem adicional de Noah Browning e Henning Gloystein)

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    Venezuelanos enfrentam dificuldades com água e comida por blecaute; exportação de petróleo é interrompida

    Por Shaylim Valderrama e Anggy Polanco

    CARACAS/SAN CRISTÓBAL, Venezuela (Reuters) - Grande parte da Venezuela, incluindo áreas da capital Caracas, permanecia sem eletricidade nesta segunda-feira pelo quinto dia seguido, comprometendo as vitais exportações de petróleo e deixando pessoas com dificuldade para obter água e comida.

    O presidente Nicolás Maduro, que tem dito que o blecaute sem precedentes é resultado de uma sabotagem dos Estados Unidos na usina hidrelétrica de Guri, determinou novamente a suspensão das aulas e do funcionamento de empresas e estabelecimentos comerciais, como havia feito na sexta-feira.

    Fontes do setor de energia --de onde vem a maior parte das receitas externas da Venezuela, vital para o governo Maduro-- disseram que as exportações do principal terminal petrolífero do país, José, foram interrompidas pelo blecaute.

    O Congresso controlado pela oposição convocou uma sessão de emergência para discutir os cortes de energia, que associou com suposta negligência por parte do governo socialista de Maduro.

    O mandato de Maduro está sendo contestado pelo líder do Congresso, Juan Guaidó, que invocou a Constituição venezuelana em janeiro para assumir a Presidência após declarar a reeleição de Maduro em 2018 uma fraude.

    Guaidó foi reconhecido como chefe de Estado legítimo da Venezuela pelos Estados Unidos e Brasil e pela maior parte dos países do Ocidente, mas Maduro mantém o controle das Forças Armadas e das instituições estatais.

    O blecaute, que começou na tarde de quinta-feira, tem intensificado a frustração entre venezuelanos que já sofrem com ampla escassez de alimentos e remédios, à medida que a antes próspera economia do país passa por um colapso hiperinflacionário.

    Alimentos têm estragado dentro de geladeiras, hospitais têm enfrentado dificuldade para manter equipamentos funcionando e moradores têm se aglomerado nas ruas de Caracas em busca de instáveis sinais de telefonia para contatar familiares que vivem no exterior. Nesta segunda-feira, venezuelanos faziam fila para encher recipientes com a água que escorriam de uma montanha próxima a Caracas.

    “Isso está me deixando louca”, disse Naile Gonzalez em Chacaíto, um bairro comercial de Caracas. “O governo não quer aceitar que isso é culpa deles, porque eles não fazem nenhuma manutenção há anos.”

    Especialistas consultados pela Reuters acreditam que o blecaute nacional começou em linhas de transmissão que levam a eletricidade da hidrelétrica de Guri ao sul da Venezuela.

    A rede elétrica da Venezuela tem sofrido com anos de falta de investimento e manutenção. Restrições em importações têm afetado o fornecimento de peças de reposição, enquanto muitos técnicos qualificados têm deixado o país em meio a um êxodo de mais de três milhões de venezuelanos nos últimos três anos.

    Na manhã desta segunda-feira, uma subestação de energia explodiu no sudeste de Caracas, cortando o fornecimento para áreas próximas, de acordo com testemunhas da Reuters.

    A falta de eletricidade têm agravado uma crise em hospitais da Venezuela, que também sofrem com falta de investimentos e manutenção, além da escassez de medicamentos.

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    Petrobras pagará dividendos mínimos até elevar saúde financeira; quer ser estatal ágil

    Por Marta Nogueira e Gram Slattery

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras planeja pagar dividendos mínimos aos acionistas até que julgue ter saúde financeira suficiente para remunerar mais os investidores, afirmou nesta quinta-feira o presidente da petroleira, Roberto Castello Branco, que manteve como um dos principais objetivos a redução da dívida.

    Após quatro anos de prejuízos anuais consecutivos, a Petrobras registrou em 2018 lucro líquido de 25,8 bilhões de reais, refletindo maior ganho operacional e a melhora do resultado financeiro, resultante de menor despesa com juros e de maiores receitas financeiras devido aos ganhos com a renegociação de dívidas do setor elétrico.

    Por meio de um amplo programa de desinvestimentos e corte de custos, a empresa registrou no fim de 2018 indicador dívida líquida sobre Ebitda ajustado de 2,34 vezes, inferior à meta de 2,5 vezes, e o endividamento líquido alcançou 69,4 bilhões de dólares, uma queda de 18 por cento ante 2017.

    'Uma empresa endividada como a Petrobras... deveria pagar menos dividendos e trabalhar muito mais para criar valor para o acionista, mas somos obrigados pela lei a pagar o dividendo mínimo e permaneceremos assim até que nos julguemos com a saúde financeira suficiente para então remunerar os nossos acionistas no curto prazo', afirmou o CEO, durante teleconferência com analistas de mercado sobre os resultados em 2018.

    'Por enquanto nosso foco é no médio e longo prazo, é criar valor para o acionista.'

    Na véspera, a Petrobras anunciou remuneração total aos acionistas de 7,1 bilhões de reais pelo exercício de 2018.

    Para reduzir ainda mais a alavancagem da empresa, Castello Branco afirmou que tem um plano ousado de desinvestimentos, que prevê a saída completa de determinados ativos que não são o foco da empresa. O presidente reiterou que irá focar na exploração de produção de petróleo em águas profundas e ultraprofundas.

    'A desalavancagem é o resultado de várias iniciativas, a mais importante delas é um programa mais agressivo de desinvestimentos, e sair de onde nós não somos o dono natural', disse Castello Branco.

    'Temos que realmente nos focar no que é mais importante, no que realmente vai contar para a geração de valor para o acionista.'

    Para Castello Branco, uma empresa que tem o seu fluxo de caixa exposto a volatilidades de preços de commodity, como é o caso da Petrobras, tem que ter uma alavancagem mais próxima a 1,5 vez. Ele disse ainda que isso acontece com os pares da Petrobras 'nesse estágio do ciclo econômico'.

    Dessa forma, sem informar prazos, ele ressaltou que o objetivo da empresa é continuar pagando dívidas e atingir um indicador de endividamento líquido sobre Ebitda ajustado de 1 a 1,5 vez. No atual plano de negócios 2019-2023, a empresa prevê chegar a 2020 com o indicador abaixo de 1,5 vez.

    UMA ESTATAL COMO POUCAS

    Castello Branco, que no passado defendeu publicamente por muitas vezes a privatização da Petrobras, reiterou que o controle da empresa permanecerá nas mãos do governo, mas ressaltou que irá trabalhar para que seja uma estatal de alta qualidade, 'como poucas no mundo'.

    Segundo o executivo, a gestão de uma estatal não tem tanta liberdade para tomar decisões como a de uma empresa privada.

    'Temos que responder a mil indagações de órgãos públicos, não temos a mesma agilidade que tem uma empresa privada, mas já que a Petrobras irá permanecer como empresa estatal, vamos procurar ser uma empresa estatal como poucas no mundo, de alta qualidade', afirmou.

    Para isso, a companhia está trabalhando para tornar processos decisórios mais ágeis. No entanto, Castello Branco não entrou em detalhes.

    PRODUÇÃO

    Também na teleconferência, o diretor-executivo de Desenvolvimento da Produção & Tecnologia da Petrobras, Rudimar Lorenzatto, adiantou que a produção da companhia deverá crescer em março e abril, com a finalização do comissionamento do sistema de gás das plataformas P-74 e P-75, no campo de Búzios, na Bacia de Santos.

    'Certamente nós teremos a produção aumentada nos meses de março e abril', afirmou.

    A produção média de petróleo e gás da Petrobras em janeiro caiu 3 por cento ante o mês anterior, para 2,61 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), em meio a paradas para manutenção em diversas plataformas.

    Em fevereiro, as paradas programadas para manutenção devem continuar no mesmo nível, segundo o diretor-executivo de Exploração e Produção, Carlos Alberto de Oliveira. Mas a partir de março, a expectativa é de que as paradas devem diminuir.

    'A gente está prevendo que nós vamos ter uma maior concentração de paradas agora, depois de fevereiro, somente no segundo semestre do ano. Então a gente vai conseguir assistir um crescimento da produção a partir de março, essa é a nossa expectativa, até pela entrada de novos sistemas', afirmou.

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    Petrobras vai fechar escritórios em NY, África, Irã e Japão, diz CEO

    SÃO PAULO (Reuters) - O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que a companhia está em processo de fechamento de escritórios em Nova York, África, Irã e Japão, já que a redução de custos continua como um dos focos da estatal.

    A declaração ocorre após a petroleira anunciar na véspera que desocupará, até junho, sete andares alugados em um prédio na Avenida Paulista, em São Paulo, visando economizar mais de 100 milhões de reais no horizonte do plano de negócios 2019/2023.

    'Uma das coisas que estamos fazendo é a redução de custos. Nesse sentido, tomamos algumas medidas, entre elas o fechamento de escritórios da Petrobras fora do Brasil... É claro que preservamos aqueles que julgamos indispensáveis, como em Houston, Londres, na Holanda, em Cingapura e na China, mas fechamos outros, como Nova York. Estamos no processo de fechamento de escritórios na África, no Irã e no Japão', disse o CEO em vídeo a funcionários.

    Com relação ao prédio da Avenida Paulista, Castello Branco afirmou se tratar do 'mais caro' ocupado pela Petrobras.

    'As pessoas que trabalham nesse prédio... Temos a estimativa de 605 pessoas, serão direcionadas para outros lugares de custos mais baixos. Não temos a priori a intenção de demitir ninguém... Estamos estudando um programa incentivado de demissão voluntária', afirmou ele, destacando que não há nenhuma aprovação nesse sentido por ora.

    Castello Branco destacou ainda que três veículos à disposição da diretoria em São Paulo serão desmobilizados e que foi aprovado reajuste salarial zero para o presidente e diretores executivos da estatal.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Vazamento de petróleo atinge Baía de Guanabara após tentativa de furto em duto

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - Um vazamento de ao menos 60 mil litros de petróleo atingiu a Baía de Guanabara no sábado, após uma tentativa de furto em oleoduto da Transpetro, subsidiária da Petrobras, informou a empresa.

    A Transpetro informou nesta segunda-feira que suas equipes de emergência já recolheram cerca de 45 mil litros de óleo, do total que vazou na região do município de Magé, Baixada Fluminense. O duto já foi reparado e voltou a operar.

    A companhia pontuou que um sobrevoo de helicóptero realizado na manhã desta segunda-feira 'somente constatou a presença de vestígios de óleo contidos na foz e nas margens do rio Estrela, em decorrência do furto de petróleo ocorrido sábado'.

    'A companhia continua trabalhando nas ações de limpeza e recuperação da área atingida e instalou uma unidade de atendimento à fauna no local, com atuação de médica veterinária e especialistas em meio ambiente', disse a empresa em nota.

    Pescadores que trabalham na Baía de Guanabara publicaram imagens do vazamento nas redes sociais mostrando a camada de óleo que tomou conta de parte do local.

    'Foi um vazamento de grandes proporções, com impacto em manguezais, e a mancha já está chegando à Ilha de Paquetá', disse a jornalistas o analista ambiental Maurício Muniz, do Instituto Chico Mendes.

    A Transpetro disse ainda que são 413 profissionais mobilizados, 24.600 metros de barreiras absorventes e de contenção, 19 caminhões, 22 embarcações de apoio, uma aeronave, três drones, dentre outros recursos.

    Na véspera, a empresa disse que 'ao detectar a ação criminosa, imediatamente interrompeu as operações do duto, acionou equipes de emergência e conteve o vazamento do oleoduto'.

    A Petrobras e a Transpetro têm sido alvos frequentes de ações criminosas de furto de óleo e derivados em suas instalações.

    'A companhia esclarece que é vítima de ações criminosas de furto de óleo e derivados e colabora com as investigações das autoridades', disse a empresa, destacando que 'intervenções criminosas nos dutos podem trazer riscos como vazamentos, incêndios e explosões.'

    A Transpetro tem contado com a colaboração de moradores vizinhos para realizar denúncias, por meio de canais de atendimento.

    Em 2000, um vazamento de óleo na Baía de Guanabara provocado pelo rompimento de um duto da Refinaria Duque de Caxias (Reduc) derramou cerca de 1,3 milhão de litros de óleo no local e afetou fauna e flora da região.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier e Marta Nogueira)

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    Furto em duto da Transpetro provoca vazamento de óleo na Baía de Guanabara

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - Ao menos 60 mil litros de óleo vazaram na Baía de Guanabara durante o fim de semana em decorrência de uma tentativa de furto ocorrida em um duto da Transpetro na Baixada Fluminense, no Estado do Rio de Janeiro, informou a empresa subsidiária da Petrobras.

    Metade do óleo derramado foi recolhido pelas equipes de emergência da Transpetro acionadas logo após o incidente, segundo a empresa.

    A tentativa de furto, de acordo com a Transpetro, ocorreu em um duto localizado no município de Magé, e um rio da região também foi atingido pelo vazamento.

    A Transpetro informou que “ao detectar a ação criminosa, imediatamente interrompeu as operações do duto, acionou equipes de emergência e conteve o vazamento do oleoduto”.

    A Petrobras e a Transpetro têm sido alvos frequentes de ações criminosas de furto de óleo e derivados em suas instalações.

    Pescadores que trabalham na Baía de Guanabara publicaram imagens do vazamento nas redes sociais mostrando a camada de óleo que tomou conta de parte do local.

    “Foi um vazamento de grandes proporções, com impacto em manguezais, e a mancha já está chegando à Ilha de Paquetá”, disse a jornalistas o analista ambiental Maurício Muniz, do Instituto Chico Mendes.

    Em 2000, um vazamento de óleo na Baía de Guanabara provocado pelo rompimento de um duto da Refinaria Duque de Caxias (Reduc) derramou cerca de 1,3 milhão de litros de óleo no local e afetou fauna e flora da região.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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    Sem acordo com Rússia, corte de oferta de petróleo da Opep corre risco

    Por Rania El Gamal e Ahmad Ghaddar

    VIENA (Reuters) - A Opep e aliados estão trabalhando para reduzir a produção de petróleo em até 1,5 milhão de barris por dia, mas não conseguirão chegar a um pacto se não houver um acordo com a Rússia, que não integra o grupo, disse o ministro saudita da Energia, Khalid al-Falih, nesta quinta-feira.

    A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) se reúne nesta quinta-feira em Viena, mas está à espera de notícias do ministro da Energia da Rússia, Alexander Novak, que deixou a capital austríaca para possíveis conversas com o presidente russo, Vladimir Putin.

    Novak retorna a Viena na sexta-feira para conversas entre a Opep e seus aliados.

    A Opep espera elevar o preço do petróleo, que caiu quase um terço desde outubro, mas o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu que o petróleo seja mais barato, evitando os cortes na produção.

    'Esperamos concluir algo até o final do dia de amanhã... Temos de incluir os países não membros da Opep', disse o ministro saudita a repórteres. 'Se todos não estiverem dispostos a se unir e contribuir igualmente, vamos esperar até que eles estejam.'

    Perguntado se a Opep poderia não conseguir chegar a um acordo, ele disse que todas as opções estavam na mesa. Possíveis cortes na produção da Opep e de seus aliados variavam de 500 mil a 1,5 milhão bpd, e 1 milhão de bpd era aceitável, disse.

    Os futuros do petróleo Brent e nos EUA operam em queda nesta quinta-feira, com operadores dizendo que um corte de 1 milhão de bpd estava abaixo das expectativas.

    'Achamos que a Opep vai gastar algum tempo para escolher as palavras que estão sendo usadas. Ser cauteloso demais nas palavras, para agradar o presidente Trump, corre o risco de diluir a mensagem', disse Olivier Jakob, da consultoria Petromatrix.

    Delegados da Opep disseram que a organização e aliados poderiam cortar a produção em 1 milhão de barris por dia se a Rússia contribuísse com 150 mil bpd dessa redução. Se a Rússia contribuísse com cerca de 250 mil bpd, o corte total poderia ultrapassar 1,3 milhão de bpd.

    Novak disse nesta quinta-feira que a Rússia acharia mais difícil cortar a produção de petróleo no inverno do que outros produtores por causa do clima frio.

    Os preços do petróleo caíram à medida que a Arábia Saudita, Rússia e Emirados Árabes Unidos aumentaram a produção desde junho, depois que Trump pediu maior produção para compensar as exportações mais baixas do Irã, o terceiro maior produtor da Opep.

    (Reportagem adicional de Shadia Nasralla, Olesya Astakhova e Alex Lawler)

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    Catar anuncia saída da Opep, critica Arábia Saudita e focará em gás

    Por Eric Knecht

    DOHA (Reuters) - O Catar anunciou nesta segunda-feira que deixará a Opep em janeiro para se concentrar em seus negócios de gás, atacando a líder de fato do grupo, a Arábia Saudita, e prejudicando esforços para mostrar certa unidade antes do encontro de exportadores do petróleo nesta semana que visa reverter a queda de preços.

    O Catar, um dos menores produtores de petróleo entre os membros da Opep, mas o maior exportador mundial de gás natural liquefeito (GNL), está envolvida em uma disputa diplomática prolongada com a Arábia Saudita e alguns outros Estados árabes.

    O governo de Doha informou que sua decisão não foi motivada por política, mas, em um aparente ataque a Riad, o ministro de Estado para Assuntos Energéticos, Saad al-Kaabi, disse: 'Não estamos dizendo que vamos sair do setor petrolífero, mas isso é controlado por um organização gerida por um país'. Ele não nomeou a nação.

    Al-Kaabi disse em uma coletiva de imprensa que a decisão de Doha 'foi comunicada à Opep', mas disse que o Catar participará da reunião do grupo na quinta e na sexta, e cumprirá seus compromissos.

    Ele disse que Doha se concentrará em seu potencial de gás porque não é prático para o Catar 'colocar esforços, recursos e tempo em uma organização na qual somos um participante muito pequeno, e eu não tenho nada a dizer sobre o que acontece'.

    Delegados da Opep, que tem 15 membros, incluindo o Catar, procuraram minimizar o impacto, mas perder um membro de longa data prejudica a tentativa de mostrar uma frente unida antes de uma reunião que deverá reduzir o corte de oferta para reforçar os preços do petróleo, que perderam quase 30 por cento desde o pico de outubro.

    'Eles não são grandes produtores, mas tiveram um grande papel na história da (Opep)', disse uma fonte da Opep.

    A fonte destacou o crescente domínio sobre a elaboração de políticas no mercado de petróleo por Arábia Saudita, Rússia e Estados Unidos, os três maiores produtores de petróleo do mundo, que juntos respondem por quase um terço da produção global.

    Riad e Moscou têm decidido cada vez mais as políticas de produção, sob pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, na Opep, para reduzir os preços. O Brent está sendo negociado a cerca de 62 dólares por barril, ante 86 dólares em outubro.

    'Isso pode sinalizar um ponto de virada histórica da organização em relação à Rússia, Arábia Saudita e Estados Unidos', disse o ex-ministro da Energia da Argélia e presidente da Opep, Chakib Khelil, comentando a decisão do Catar.

    (Reportagem adicional por Florence Tan, em Cingapura, Rania El Gamal, em Dubai, Ahmed Ghaddar, em Vienna,e Lamine Chikhi, em Algiers)

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    Petróleo nos EUA desaba quase 8% apesar de conversas sobre cortes pela Opep

    Por Christopher Johnson

    BOSTON (Reuters) - Os preços do petróleo nos Estados Unidos caíram quase 8 por cento nesta sexta-feira, ao menor nível em mais de um ano, registrando a sétima perda semanal consecutiva em meio a receios de um excesso de oferta, apesar de nações produtoras considerarem cortes na produção.

    A oferta de petróleo, liderada pelos produtores norte-americanos, está crescendo mais rapidamente do que a demanda, e para evitar o acúmulo de combustível, como o que surgiu em 2015, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo deve começar a reduzir a produção após uma reunião prevista para 6 de dezembro.

    Mas isso não fez muito até agora para dar suporte aos preços. O valor do barril de petróleo caiu mais de 20 por cento até agora em novembro, em um período de sete semanas de perdas. O petróleo está a caminho da maior queda mensal desde o final de 2014.

    'O mercado está precificando a desaceleração econômica -- eles estão antecipando que as negociações comerciais com a China não vão ser boas', disse Phil Flynn, analista na Price Futures Group, referindo-se ao esperado encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, durante a cúpula do G20 em Buenos Aires na próxima semana.

    'O mercado não acredita que a Opep vai ser ágil o suficiente para compensar a queda da demanda', disse Flynn.

    Os futuros do petróleo Brent perderam 3,80 dólares, ou 6,1 por cento, a 58,80 dólares por barril. Durante a sessão, a referência tocou 58,41 dólares, sua mínima desde outubro de 2017.

    Os petróleo dos EUA (WTI) recuou 4,21 dólares, ou 7,7 por cento, para 50,42 dólares o barril, também sua mínima desde outubro do ano passado. Em negociações pós-fechamento, o contrato estendeu as perdas.

    Na semana, o Brent teve um declínio de 11,3 por cento, enquanto o WTI perdeu 10,8 por cento, a maior queda semanal desde janeiro de 2016.

    A produção de petróleo subiu este ano. A Agência Internacional de Energia espera que apenas a produção de países não integrantes da Opep aumente 2,3 milhões de barris por dia (bpd) em 2018. A demanda por petróleo no próximo ano, por sua vez, deverá crescer 1,3 milhão de barris por dia.

    Com o ajuste para reduzir a demanda, a Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do mundo, disse na quinta-feira que pode reduzir a oferta, uma vez que pressiona a Opep a concordar com um corte conjunto de 1,4 milhão de barris por dia.

    Se a Opep concordar em cortar a produção em sua reunião no próximo mês, os preços do petróleo poderão se recuperar drasticamente, dizem os analistas.

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    Irã consegue vender todo petróleo que precisa apesar de pressão dos EUA, diz vice-presidente

    GENEBRA (Reuters) - O Irã tem conseguido vender todo o petróleo que precisa apesar da pressão dos Estados Unidos, disse o vice-presidente iraniano, Eshaq Jahangiri, nesta terça-feira.

    Na segunda-feira, os Estados Unidos restauraram sanções contra os setores bancários, de petróleo e de transportes do Irã, e ameaçaram tomar mais ações para interromper o que descreveram como políticas 'ilegais' de Teerã. O Irã chamou as ações de guerra econômica e prometeu desafiá-las.

    As medidas fazem parte de um esforço mais amplo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para acabar com os programas nucleares e de mísseis de Teerã e para diminuir a influência da República Islâmica na Oriente Médio, principalmente seu apoio a forças na Síria, Iêmen e Líbano.

    Os passos de Trump visam as duas principais fontes de renda do Irã, suas exportações de petróleo, assim como seu setor financeiro, basicamente tornando 50 bancos iranianos e seus subsidiários zona proibida para bancos estrangeiros, que temem perder acesso ao sistema financeiro dos EUA.

    'Os norte-americanos diziam constantemente que iriam reduzir a venda de petróleo do Irã a zero mas, eu tenho que dizer que até agora, nós temos sido capazes de vender nossa quantidade necessária de petróleo', disse Jahangiri, segundo a agência de notícias Tasnim.

    'Os norte-americanos, com a ajuda da propaganda, não veem as realidades'.

    Jahangiri disse ainda ter conversado com alguns gerentes de companhias que estão na lista de sanções dos EUA e que eles já formularam planos para lidar com as medidas.

    (Reportagem de Babak Dehghanpisheh)

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    Começam sanções dos EUA contra petróleo do Irã, mas Washington isenta alguns países

    Por Jane Chung e Osamu Tsukimori

    SEUL/TÓQUIO (Reuters) - Os Estados Unidos reintroduziram sanções contra o petróleo iraniano nesta segunda-feira, enquanto garantiram algumas isenções aos seus aliados mais próximos, permitindo que os maiores clientes de Teerã, principalmente na Ásia, ainda comprem petróleo por enquanto.

    Washington restaurou medidas suspensas em um acordo nuclear de 2015 negociado com Teerã pela administração do presidente Barack Obama.

    A administração do presidente Donald Trump adicionou 300 novas designações, incluindo os setores de petróleo, transporte, seguros e bancário do Irã, com o objetivo de prejudicar as principais receitas de exportação da indústria iraniana de petróleo.

    Apesar disso, o Irã continuará a vender um pouco de petróleo, após Washington dizer na sexta-feira que permitirá temporariamente que oito importadores continuem comprando barris iranianos.

    O governo dos EUA não citou quem recebeu as isenções, que durarão até 180 dias e foram concedidas com base no fato de que os importadores já reduziram as compras e as reduzirão ainda mais no futuro.

    Ainda não estava claro quais volumes individuais ou o volume agregado dos 'waivers'.

    A Coreia do Sul disse nesta segunda-feira que recebeu uma dispensa para pelo menos temporariamente continuar a importar condensado do Irã e realizar transações financeiras com o país do Oriente Médio. O condensado --um petróleo super leve-- é um insumo crítico para a indústria petroquímica coreana.

    A Coreia do Sul, aliada dos EUA e um dos maiores compradores asiáticos de petróleo iraniano, pediu a Washington 'máxima flexibilidade' na semana passada, depois que algumas de suas construtoras cancelaram contratos relacionados à energia na república islâmica devido a dificuldades de financiamento.

    O Japão informou nesta segunda-feira que está em estreita comunicação com os Estados Unidos sobre as medidas, embora o chefe do gabinete, Yoshihide Suga, tenha se recusado a fornecer detalhes.

    Outros compradores asiáticos de petróleo iraniano, incluindo seus dois maiores, China e Índia, também estão pedindo isenção do embargo, embora ainda não esteja claro nesta segunda-feira os volumes que estariam autorizados a comprar.

    O Ministério das Relações Exteriores chinês reiterou suas objeções às sanções, mas não disse diretamente se a China recebeu ou não uma isenção.

    O ministro do Comércio turco, Ruhsar Pekcan, disse no sábado que a Turquia recebeu indícios de que estará entre os países que receberão uma isenção, mas ainda aguardava esclarecimentos na segunda-feira. Alguns países europeus também podem receber isenções.

    Os maiores compradores de petróleo do Irã nos últimos anos foram a China, a Índia, a Coreia do Sul, a Turquia, a Itália, os Emirados Árabes Unidos e o Japão.

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    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

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