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    Polícia dos EUA prende jornalista de TV estatal do Irã, diz emissora

    DUBAI (Reuters) - A polícia norte-americana prendeu uma jornalista nascida nos Estados Unidos que trabalha para a rede de televisão iraniana Press TV, reportou a emissora estatal do Irã nesta quarta-feira.

    Segundo a Press TV, Marziyeh Hashemi foi detida no aeroporto internacional de St. Louis-Lambert, no Missouri, no domingo, e está sendo mantida sob custódia em Washington. Nenhuma acusação formal foi feita contra a repórter.

    Autoridades do FBI não estavam disponíveis de imediato para comentar o caso.

    Marziyeh, âncora de TV e documentarista, estava nos Estados Unidos para visitar sua família, afirmou a Press TV, e pôde ligar para sua filha dois depois de ser presa.

    De acordo com a emissora iraniana, Marziyeh se chamava Melanie Franklin nos Estados Unidos e mudou de nome após se converter para o islã.

    A jornalista afirmou estar sendo impedida de cumprir o código de vestuário islâmico na prisão e que só recebeu refeições contendo porco, o que é proibido pelo islã, segundo a Press TV.

    A única coisa que comeu durante os últimos dois dias foi um “pacote de biscoito”, disse Marziyeh, de acordo com a emissora iraniana.

    A Reuters não pôde verificar de maneira independente os relatos sobre o tratamento à jornalista.

    Marziyeh vivia no Irã há mais de uma década, reportaram diversas mídias iranianas.

    A jornalista já produziu diversas reportagens sobre a discriminação de mulheres, muçulmanos e afro-americanos nos Estados Unidos.

    (Reportagem de Parisa Hafezi e Bozorgmehr Sharafedin; Reportagem adicional de Andrew Hey em Taos, Novo Mexico)

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    Ghosn tem nova ordem de prisão por suspeita de empurrar prejuízo de US$16,6 mi para Nissan

    Por Kiyoshi Takenaka

    TÓQUIO (Reuters) - Procuradores japoneses apresentaram um novo pedido de prisão para o ex-presidente do conselho de administração da Nissan Carlos Ghosn, nesta sexta-feira, por suspeita de ter empurrado para a Nissan um prejuízo de 16,6 milhões de dólares em investimentos particulares, minimizando as chances de o executivo ser solto sob pagamento de fiança.

    Os procuradores também fizeram buscas na residência de Ghosn em Tóquio nesta sexta-feira, de acordo com a emissora TV Asahi.

    O novo acontecimento em uma saga que abalou a indústria automobilística global, em especial a aliança da Nissan com a francesa Renault, ocorre um dia após um tribunal de Tóquio ter rejeitado um pedido dos procuradores para renovar a prisão de Ghosn.

    A decisão do tribunal havia aberto a possibilidade de o empresário ser solto nesta sexta-feira sob pagamento de fiança, mas a nova ordem de prisão significa que ele deve permanecer detido em Tóquio por pelo menos mais 10 dias.

    Ghosn está preso desde o mês passado, inicialmente por suspeita de fraude fiscal.

    O advogado do executivo, Motonari Otsuru, não estava disponível para comentar a decisão desta sexta-feira.

    Segundo a emissora pública japonesa NHK, o ex-chefe da Nissan prometeu restaurar seu nome no tribunal após um mês na detenção.

    'As coisas como estão são absolutamente inaceitáveis', teria dito Ghosn ao seu advogado. 'Eu quero ter minha posição ouvida e restaurar minha honra no tribunal.'

    Foi o primeiro comentário de Ghosn desde sua prisão em 19 de novembro por supostamente omitir cerca de metade de seu rendimento em um período de cinco anos a partir de 2010. Ele foi posteriormente acusado por supostamente cometer o mesmo crime nos últimos três anos.

    (Reportagem de Kiyoshi Takenaka, Ritsuko Ando, Tim Kelly, Linda Sieg e Malcolm Foster; Reportagem adicional de Gilles Guillaume em Paris)

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    PF prende governador Luiz Fernando Pezão por esquema de corrupção no RJ

    Por Pedro Fonseca

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB), foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira por suspeita de receber ao menos 39 milhões de reais em propina em valores atualizados, em mais um desdobramento das investigações da operação Lava Jato sobre um gigantesco esquema de corrupção no Estado.

    A Procuradoria-Geral da República (PGR), que apresentou a petição ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que resultou na chamada operação Boca de Lobo, afirmou que Pezão integra o núcleo político de uma organização criminosa que cometeu vários crimes contra a administração pública, com destaque para corrupção e lavagem de dinheiro, ao longo dos últimos anos.

    Segundo a procuradora-geral, Raquel Dodge, o governador assumiu a liderança do esquema de corrupção no Estado após a prisão do ex-governador Sérgio Cabral, que coordenava o esquema anteriormente, e continuou a cometer crimes apesar do andamentos das investigações, em especial a lavagem do dinheiro obtido de forma ilegal.

    'Mesmo depois das prisões já feitas em relação aos que lideravam até recentemente esse esquema criminoso, houve uma nova liderança, e é nessa perspectiva que reponta a atuação do atual governador do Rio de Janeiro, que assume a liderança desse esquema e nele inclui novos atores, o que evidencia que houve uma sucessão com novos participantes sob uma nova liderança', disse Dodge em entrevista coletiva na sede da PGR, em Brasília.

    Além de Pezão, outras oito pessoas tiveram a prisão decretada por envolvimento no esquema, incluindo secretários do governo estadual fluminense, empresários e pessoas ligadas a Pezão. Foram expedidos ainda 30 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Piraí, Juiz de Fora, Volta Redonda e Niterói.

    A investigação teve como base acordo de delação premiada de Carlos Miranda, apontado como principal operador do esquema milionário de corrupção comandado por Cabral, de quem Pezão foi secretário de Obras e vice-governador entre 2007 e 2014. Cabral está preso desde novembro de 2016 condenado em diversas ações de corrupção.

    De acordo com a PGR, investigações revelaram que Pezão operou um esquema de corrupção próprio, e o pedido de prisão teve como objetivo interromper a prática de atividade criminosa.

    'A novidade é que ficou demonstrado ainda que, apesar de ter sido homem de confiança de Sérgio Cabral e assumido papel fundamental naquela organização criminosa, inclusive sucedendo-o na sua liderança, Luiz Fernando Pezão operou esquema de corrupção próprio, com seus próprios operadores financeiros”, disse a PGR em comunicado.

    O governador nega as acusações. “Óbvio que eu nego tudo“, disse Pezão, escoltado por agentes da Polícia Federal, antes de deixar a sede da PF em direção a um presídio.

    Para a PGR, a prisão do governador era necessária porque, solto, Pezão poderia dificultar a recuperação de valores desviados, além de dissipar o patrimônio adquirido por meio de prática criminosa.

    Segundo o Ministério Público Federal, há registros documentais do pagamento em espécie a Pezão de mais de 25 milhões de reais no período de 2007 a 2015, o que equivale a pouco mais de 39 milhões de reais em valores atualizados --quantia que foi alvo de sequestro determinado pelo STJ.

    O governo do Rio de Janeiro informou, em nota, que o vice-governador Francisco Dornelles assumiu a chefia do Poder Executivo após a prisão de Pezão, de acordo com a Constituição estadual.

    'O governador em exercício afirma que o Governo do Estado do Rio de Janeiro manterá todas as ações previstas no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e dará prosseguimento aos trabalhos de transição de governo, reiterando o seu maior interesse na manutenção do bom relacionamento com os demais Poderes do Estado', informou o governo.

    Pezão, de 63 anos, tomou posse como governador em abril de 2014 depois que Cabral renunciou ao cargo, e foi reeleito naquele mesmo ano. Em 2016, o governador ficou 6 meses afastado para passar por tratamento de um câncer, e ao retornar negociou um acordo de recuperação fiscal com o governo federal para aliviar a crise financeira atravessada pelo Rio de Janeiro.

    O governador eleito do Rio, Wilson Witzel (PSC), que tomará posse em 1º de janeiro, disse em nota após a prisão de Pezão que a transição não será afetada.

    (Reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro, e Ricardo Brito, em Brasília)

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    Morador da Flórida é preso em inquérito sobre bombas enviadas a críticos de Trump

    Por Zachary Fagenson e Bernie Woodall

    PLANTATION, Estados Unidos (Reuters) - Agentes do FBI prenderam um morador do Estado norte-americano da Flórida suspeito de ter enviado mais de uma dúzia de pacotes-bomba a críticos destacados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dias antes das eleições parlamentares.

    Agentes do FBI usaram DNA e impressão digital para identificar Cesar Sayoc, que foi acusado de cinco crimes, incluindo ameaças contra ex-presidentes, e pode pegar até 48 anos de prisão se for considerado culpado, disse o secretário de Justiça, Jeff Sessions, em entrevista coletiva.

    'Não vamos tolerar essa ilegalidade, especialmente a violência política', declarou Sessions.

    Os agentes que levaram Sayoc sob custódia em Plantation, cidade próxima de Fort Lauderdale, também apreenderam uma van branca repleta de adesivos pró-Trump, o slogan 'A CNN FEDE' e imagens de figuras democratas com miras vermelhas nos rostos.

    Uma fonte das forças de segurança federais disse que a van pertence a Sayoc. Duas testemunhas disseram à Reuters que ouviram uma detonação alta quando ele foi detido no estacionamento de uma loja AutoZone.

    Ao anunciar a prisão feita pelo FBI a uma plateia entusiasmada na Casa Branca, Trump disse que tais 'atos aterrorizantes' são desprezíveis e não têm vez nos EUA.

    'Jamais devemos permitir que a violência política se enraíze na América – não podemos deixar que aconteça', disse ele. 'E estou comprometido a fazer tudo em meu poder, como presidente, para impedi-lo, e impedi-lo já'.

    De acordo com registros públicos, Sayoc é um republicano registrado e foi preso várias vezes ao longo dos anos, uma delas acusado de fazer uma ameaça de bomba.

    Ninguém assumiu responsabilidade pelos pacotes-bomba enviados ao ex-presidente Barack Obama e outros, o que as autoridades descreveram como um ato de terrorismo. O episódio ocorreu a menos de uma quinzena de eleições parlamentares que podem alterar o equilíbrio de poder em Washington.

    Mais quatro pacotes suspeitos foram encontrados nesta sexta-feira, segundo autoridades e reportagens, elevando o total para 14. Nenhum dos artefatos detonou e não há relatos de ferimentos.

    Entre os destinatários dos pacotes descobertos nesta sexta-feira estão Cory Booker, senador norte-americano de Nova Jersey, James Clapper, ex-diretor da Inteligência Nacional, Kamala Harris, senadora democrata da Califórnia, e Tom Steyer, um doador democrata.

    Horas depois de uma autoridade das forças da lei federais dizer que o foco da investigação na Flórida havia se intensificado, a polícia fechou ruas ao redor do estacionamento da loja AutoZone de Plantation onde Sayoc foi preso, e helicópteros sobrevoavam o local.

    Todas as pessoas visadas são difamadas frequentemente por críticos de direita. Os pacotes descobertos mais cedo nesta semana foram endereçados a Obama, Joe Biden (seu ex-vice), Hillary Clinton (ex-secretária de Estado e candidata presidencial), George Soros (bilionário doador do Partido Democrata), Eric Holder (ex-secretário de Justiça), John Brennan (ex-diretor da CIA), Maxine Waters (deputada da Califórnia), e o ator Robert De Niro.

    Os críticos de Trump disseram que a retórica incendiária do presidente contra os democratas e a imprensa criou um clima de violência de motivação política.

    'Se não determos esta obsessão política, este fervor, rancor, ódio, vocês verão isto mais e mais vezes', disse o governador de Nova York, Andrew Cuomo, à rede MSNBC.

    (Reportagem adicional de Gina Cherelus, Gabriella Borter e Peter Szekely em Nova York, Mark Hosenball, Makini Brice, Susan Heavey, Sarah N. Lynch em Washington e Brendan O'Brien em Milwaukee)

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    Ex-premiê da Malásia é preso em investigação de corrupção

    Por Joseph Sipalan e Rozanna Latiff

    KUALA LUMPUR (Reuters) - Agentes de combate à corrupção na Malásia prenderam o ex-primeiro ministro do país Najib Razak, nesta terça-feira, como parte de uma investigação sobre recursos que desapareceram de um fundo estatal que ele criou há quase uma década, e autoridades disseram que o ex-premiê será acusado oficialmente em um tribunal na quarta-feira.

    Desde uma surpreendente derrota eleitoral para seu ex-mentor Mahathir Mohamad em maio, Najib está proibido de deixar a Malásia e teve milhões de dólares em itens apreendidos em propriedades ligadas a ele como parte de uma investigação sobre o fundo 1Malaysia Development Berhad (1MDB).

    Mahathir, de 92 anos, disse em entrevista à Reuters no mês passado que fraude e suborno com dinheiro estatal estavam entre as acusações que a Malásia pretendia apresentar contra Najib, de 64 anos, acrescentando que tinha um caso quase perfeito contra ele.

    Najib foi preso em investigação sobre a SRC International, uma ex-unidade do 1MDB, segundo uma força-tarefa responsável por investigar o fundo nesta terça-feira. Uma fonte próxima da família de Najib disse que ele deve ser acusado por abuso de poder na SRC.

    Agentes de combate à corrupção prenderam Najib em sua casa após entregar uma ordem de detenção, disseram fontes próximas à família. Um porta-voz de Najib não tinha comentário de imediato, e Najib tem negado repetidamente qualquer irregularidade.

    Fundado por Najib em 2009, o fundo 1MDB está sendo investigado em ao menos seis países por suposta lavagem de dinheiro e corrupção.

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