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    EXCLUSIVO-Prisão de assessor de venezuelano Guaidó foi feita com provas frágeis

    Por Angus Berwick

    CARACAS (Reuters) - Aproximadamente às 2h da manhã de 21 de março, oito agentes de inteligência da Venezuela foram à casa do principal assessor do líder de oposição Juan Guaidó e arrombaram a porta.

    Eles revistaram o quarto do suspeito --o chefe de gabinete de Guaidó, Roberto Marrero-- e encontraram dois fuzis de estilo militar e uma granada, disseram os agentes em registros judiciais sigilosos vistos pela Reuters e revelados pela primeira vez.

    A agência de inteligência Sebin, controlada pelo presidente socialista Nicolás Maduro, detalhou as provas contra Marrero em dois relatórios que agentes disseram ter compilado seis dias antes, em 15 de março, segundo os autos. Os relatórios acusaram Marrero de contrabandear armas e explosivos da Colômbia e de publicar mensagens em redes sociais que mais tarde procuradores classificariam como traição.

    Mas o relatórios se contradizem de maneiras que levam a crer que as provas das redes sociais foram reunidas às pressas somente após a operação de busca e apreensão, e não seis dias antes, como os agentes e os procuradores atestaram nos autos. E uma juíza concedeu o mandado de busca de armas com base na palavra de um único agente da Sebin que nunca detalhou nenhuma prova de contrabando no pedido de mandado visto pela Reuters.

    Um relatório da Sebin inclui uma captura de tela de uma pesquisa dos termos 'Roberto Marrero Instagram' no Google que agentes disseram ter sido feita às 8h37 de 15 de março -- mas que na verdade foi realizada ao menos seis dias depois, como evidenciado pelas três reportagens incluídas nos resultados de pesquisa que noticiaram a busca de 21 de março na casa de Marrero.

    Agentes e procuradores atestaram nos autos que apresentaram a pesquisa --incluindo as reportagens sobre a busca-- em um pedido de mandado arquivado quase uma semana antes de a busca acontecer.

    O pedido de mandado, datado de 15 de março, foi aprovado pela juíza Carol Padilla em 20 de março. Em abril, Carol foi punida pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro dos Estados Unidos 'por fazer justiça em nome deste regime ilegítimo' --uma referência ao governo Maduro-- quando presidia um tribunal de Caracas que trata de casos de terrorismo e crime organizado.

    A Suprema Corte Venezuela não respondeu a telefonemas pedindo comentários sobre a juíza.

    As provas vagas e contraditórias contra Marrero criam dúvidas sobre o caso contra uma figura destacada da oposição, cuja prisão desencadeou uma repressão mais abrangente do governo Maduro contra os aliados mais próximos de Guaidó. Os EUA pediram a libertação de Marrero, descrevendo-o como um dos 800 prisioneiros políticos da Venezuela.

    O advogado de Marrero, Joel Garcia, disse que seu cliente negou todas as acusações. Garcia alegou, sem oferecer provas, que os agentes plantaram as armas na residência de Marrero.

    Garcia disse que a corte não lhe permitiu ver o arquivo do caso, que inclui os relatórios da Sebin -- uma violação da lei venezuelana. Quando a Reuters lhe mostrou os arquivos, Garcia disse: 'É evidente que o arquivo do caso foi montado depois de sua prisão, e não antes'.

    Outra pesquisa de internet que os agentes da Sebin citaram no relatório de 15 de março inclui um vídeo que Marrero não publicou no Instagram até o dia 18 de março, de acordo com a data indicada na rede social.

    O vídeo mostra Carlos Vecchio, representante de Guaidó em Washington, retirando um retrato de Maduro do escritório do adido militar da Venezuela na capital norte-americana.

    A alegação de contrabando de armas veio de Noel Farreras, agente da Sebin que disse no relatório, sem citar provas, que Marrero transportou 'fuzis e material explosivo' da Colômbia ilegalmente. O relatório não detalhou quando ou onde a suposta travessia ocorreu.

    A Reuters não conseguiu falar com um porta-voz do Sebin ou contatar Farreras. O Escritório da Vice-Presidência, que supervisiona a Sebin, e a Procuradoria-Geral não responderam a perguntas por escrito da Reuters sobre a investigação. Um porta-voz do Ministério da Defesa colombiano não quis comentar a alegação de contrabando de armas.

    Marrero, de 49 anos, continua detido na sede da Sebin, em Caracas, e aguardando uma audiência preliminar, disse seu advogado. Procuradores o acusaram de traição, conspiração e ocultação de armas e explosivos. Uma condenação pode significar mais de 30 anos de prisão.

    Garcia disse que seu cliente esteve na Colômbia em fevereiro para ajudar a coordenar esforços para enviar ajuda estrangeira através da fronteira, não para contrabandear armas.

    Agentes da Sebin analisaram seis postagens de Marrero feitas em fevereiro e março em seu relatório aos procuradores, que mais tarde escreveram à corte que seus clamores por 'ajuda humanitária', apoiados por EUA e Colômbia, equivalem a traição porque ele não tinha autorização.

    Segundo o que disseram no relatório, dois quilômetros antes de chegarem à casa de Marrero os agentes pararam junto a um carrinho de cachorro quente no bairro boêmio de Las Mercedes e selecionaram duas pessoas para observar a operação de busca – uma tentativa de cumprir uma exigência legal de que tais buscas sejam testemunhadas por dois 'vizinhos' do suspeito.

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    5 D

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    Vice de venezuelano Guaidó é preso e levado em caminhão guincho

    Por Angus Berwick e Mayela Armas

    CARACAS (Reuters) - Agentes de inteligência da Venezuela detiveram o vice do líder da oposição Juan Guaidó no Congresso, na quarta-feira, usando um caminhão guincho para levá-lo dentro de seu veículo, o que levou o governo dos Estados Unidos a alertar para 'consequências' se ele não for libertado.

    A agência de inteligência Sebin deteve Edgar Zambrano, vice-presidente da Assembleia Nacional presidida por Guaidó, na primeira prisão de um parlamentar desde que Guaidó tentou provocar um levante militar para derrubar o governo do presidente Nicolás Maduro na semana passada.

    Na terça-feira, a Assembleia Constituinte, que é pró-Maduro, concordou em privar Zambrano e seis outros parlamentares de sua imunidade parlamentar para que eles possam ser processados. A oposição não reconhece as decisões da Constituinte.

    Anteriormente a Suprema Corte acusou os parlamentares de conspiração, rebelião e traição, e na quarta-feira acusou outros três parlamentares opositores dos mesmos crimes.

    A oposição diz que Maduro aparelhou o Supremo com seus apoiadores, e nesta semana Washington ameaçou punir todos os seus membros.

    A embaixada dos EUA na Venezuela, hoje sediada em Washington, disse que a 'detenção arbitrária' de Zambrano foi 'ilegal e indesculpável'.

    'Maduro e seus cúmplices são os responsáveis diretos pela segurança de Zambrano. Se ele não for libertado imediatamente, haverá consequências', disse a embaixada no Twitter.

    Na semana passada, uma tentativa de levante de Guaidó, reconhecido pelos EUA e outros países ocidentais como o chefe de Estado legítimo do país, foi incapaz de afastar Maduro, assim como uma série de sanções norte-americanas contra o governo. Maduro denuncia tais ações como uma tentativa de golpe.

    'Um dos principais conspiradores do golpe acaba de ser preso', disse Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Constituinte, em comentários transmitidos pela televisão estatal.

    'Eles terão que pagar diante dos tribunais pelo golpe fracassado que tentaram'.

    Zambrano disse no Twitter que, perto das 18h40 (horário local), agentes do Sebin cercaram seu veículo diante da sede do partido Ação Democrática, no bairro La Florida, em Caracas.

    Guaidó disse no Twitter: 'O regime sequestrou o primeiro vice-presidente'.

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    Temer é preso pela Lava Jato acusado de chefiar organização criminosa que atua há 40 anos

    Por Rodrigo Viga Gaier e Pedro Fonseca

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ex-presidente Michel Temer foi preso nesta quinta-feira pela Polícia Federal no âmbito da operação Descontaminação, braço da Lava Jato que apura irregularidades na Eletronuclear, e foi acusado por procuradores do Ministério Público Federal de chefiar uma organização criminosa que atua há 40 anos desviando recursos públicos e cujas propinas recebidas e promessas de vantagens somam 1,8 bilhão de reais.

    Também foram presos na operação, que apura propinas pagas em troca de contratos de obras na usina nuclear de Angra 3, o ex-ministro Moreira Franco, aliado de longa data do ex-presidente e que ocupou os ministérios de Minas e Energia e da Secretaria-Geral da Presidência durante o governo do emedebista, e o coronel da reserva da Polícia Militar de São Paulo João Batista Lima Filho, amigo pessoal e apontado como operador financeiro de Temer.

    No total, o juiz federal Marcelo Bretas expediu 10 mandados de prisão, sendo 8 de prisão preventiva e 2 de prisão temporária, além de 26 mandados de busca e apreensão, nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná e no Distrito Federal. Temer, Moreira e Lima foram presos preventivamente.

    De acordo com a Lava Jato no Rio, o grupo de Temer atuava em vários órgãos públicos há décadas. Entre as entidades em que o grupo teria desviado dinheiro estão, de acordo com os procuradores, o Ministério da Agricultura e a Caixa Econômica Federal. Em todos esses anos e em todos esses órgãos, a soma de propinas recebidas e prometidas chega a 1,8 bilhão de reais.

    'Como eu falei, essa é uma organização criminosa que vem assaltando os cofres públicos há décadas e não escolhia órgãos públicos. Todos os órgãos públicos onde houvesse influência do MDB, havia uma possibilidade, uma oportunidade de ganho espúrio”, disse o coordenador da Lava Jato no Rio, procurador da República Eduardo El Hage, em entrevista coletiva.

    Na operação desta quinta, o Ministério Público e a Polícia Federal afirmaram que o grupo que seria chefiado por Temer recebeu propinas por meio de empresas subcontratadas pela Engevix, que pagou propinas em troca de contratos em obras de Angra 3.

    Uma dessas empresas, de acordo com os investigadores, é a Argeplan, pertencente ao Coronel Lima, que teria sido subcontratada pela Engevix para obras em Angra 3. Uma das formas de lavagem do dinheiro recebido ilegalmente foi uma obra na casa de Maristela Temer, filha do ex-presidente.

    “O Coronel Lima é um dos operadores financeiros, apenas um deles, um dos operadores financeiros do ex-presidente Michel Temer. E tinha como função arrecadar valores espúrios e de vantagens indevidas em razão de obras que eram contratadas com o governo federal”, disse El Hage.

    Temer foi preso quando estava em trânsito em São Paulo. Ele não foi algemado e foi levado ao aeroporto de Guarulhos, de onde foi levado para a superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, onde algumas pessoas protestaram contra o ex-presidente na sua chegada. Ele ficará detido em uma sala na sede da PF no Rio.

    Moreira foi preso também em trânsito, quando saía do aeroporto do Galeão vindo em Brasília. Ele e o Coronel Lima devem ficar presos em uma unidade da Polícia Militar do Rio em Niterói.

    O Ministério Público disse também haver indícios de que o grupo que seria liderado por Temer ainda estaria atuando no desvio de recursos públicos e afirmaram ainda que a alegada organização criminosa atuou para atrapalhar as investigações por meio de ações de contrainteligência, de versões combinadas entre suspeitos e de documentos forjados para despistar os investigadores.

    Para os procuradores, esses fatos justificam o pedido de prisão preventiva de Temer.

    Os advogados do ex-presidente, no entanto, afirmaram que a prisão foi decretada com base em suspeitas alicerçadas nas declarações de um delator e que não há provas que a sustentem. Os advogados negaram ainda que o ex-presidente chefie uma organização criminosa e que tenha buscado atrapalhar as investigações.

    'Resta evidente a total falta de fundamento para a prisão decretada, a qual serve apenas à exibição do ex-presidente como troféu aos que, a pretexto de combater a corrupção, escarnecem das regras básicas inscritas na Constituição da República e na legislação ordinária', disse em nota o advogado Eduardo Carnelós.

    'O Poder Judiciário, contudo, por suas instâncias recursais, haverá de, novamente, rechaçar tamanho acinte', acrescentou.

    El Hage, da Lava Jato no Rio, por sua vez, não viu exagero na prisão do ex-presidente.

    “Estranho seria se Michel Temer não tivesse sido preso. A prisão dele é decorrência lógica de todos os crimes que ele praticou durante uma vida inteira, pertencendo a uma organização criminosa muito sofisticada', disse El Hage.

    'A forma como ele praticava os crimes --sempre por interposta pessoa, sempre utilizando contratos fictícios, pagamentos em espécie-- é algo que nos causou muita surpresa mesmo depois de três anos de Lava Jato”, acrescentou.

    Já no caso de Moreira Franco, os procuradores da Lava Jato no Rio disseram que as investigações apontaram que ele pediu propina e acompanhou o processo até o pagamento da vantagem indevida.

    A defesa do ex-ministro manifestou 'inconformidade' com o decreto de prisão.

    'Afinal, ele encontra-se em lugar sabido, manifestou estar à disposição nas investigações em curso, prestou depoimentos e se defendeu por escrito quanto necessário.'

    PRESIDENTES PRESOS

    Então vice-presidente da República, Temer assumiu a Presidência em 2016 devido ao impeachment da presidente Dilma Rousseff e deixou o cargo ao final de seu mandato em 1º de janeiro deste ano.

    O ex-presidente é alvo de diferentes investigações sobre corrupção. Após deixar o Planalto, denúncias que tramitavam no Supremo Tribunal Federal (STF) contra Temer foram encaminhadas para a primeira instância, uma vez que ele deixou de ter foro privilegiado.

    Durante seu governo, duas denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República contra Temer com base em delações de executivos da J&F tiveram a tramitação barrada pela Câmara dos Deputados, em episódios que fizeram o emedebista gastar praticamente todo seu capital político.

    Com a prisão de Temer, dois ex-presidentes estão no momento detidos devido à Lava Jato, uma vez que Luiz Inácio Lula da Silva cumpre pena de prisão em Curitiba desde abril do ano passado após condenação também no âmbito da Lava Jato.

    REPERCUSSÃO

    O presidente Jair Bolsonaro disse ao chegar no Chile, onde se reunirá com outros presidentes sul-americanos para criação de um bloco regional e com seu colega chileno Sebastián Piñera, que Temer foi preso por conta dos acordos que fez para garantir sua governabilidade.

    'A Justiça nasceu para todos e cada um responde pelos seus atos. O que levou a essa situação, pelo que parece, são os acordos políticos dizendo-se em nome da governabilidade', disse o presidente.

    'A governabilidade, você não faz com esse tipo de acordo, no meu entender, se faz indicando pessoas sérias e competentes para integrar o seu governo', acrescentou.

    O MDB, partido de Temer e Moreira, lamentou, em nota, a 'postura açodada da Justiça' após a prisão do ex-presidente, e disse que o pedido ocorre 'à revelia do andamento de um inquérito em que foi demonstrado que não há irregularidade' por parte de Temer e de Moreira Franco.

    O partido disse ainda esperar que a Justiça 'restabeleça liberdades individuais, presunção de inocência, direito ao contraditório e de defesa'.

    A prisão também repercutiu no Congresso Nacional. O líder do PSL --partido do presidente Jair Bolsonaro-- no Senado, Major Olimpio (SP), afirmou que o Brasil está mudando.

    'A Justiça será para todos, uma grande expectativa para o povo brasileiro. Nesse momento, com a prisão do ex-presidente Michel Temer e possivelmente de alguns de seus ministros, nós estaremos dando a certeza à população brasileira que estamos no caminho da lei ser cumprida'.

    O senador Jaques Wagner (PT-BA) criticou o que descreveu como eternização das prisões preventivas.

    “Nas outras democracias do mundo, pelo que me consta, se faz todo um processo e o condenado vai preso. Aqui as pessoas vão sendo presas e as preventivas se eternizam”, disse.

    “Não sou eu que vou julgar os motivos. O direito cabe ao ex-presidente de fazer o recurso. Agora, virou tábula rasa. Faz uma temporada, para obter um depoimento de um ex-presidente da República. Ele deveria ter sido chamado primeiro para depor.“

    Reportagem adicional de Eduardo Simões e Brad Brooks, em São Paulo; Ricardo Brito e Maria Carolina Marcello, em Brasília, e Fabian Cambero, em Santiago

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    Ex-governador do Paraná Beto Richa é preso pela terceira vez

    (Reuters) - O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) foi preso nesta terça-feira no âmbito de uma investigação do Ministério Público do Paraná que investiga desvios em repasses para a construção de escolas no Estado, na terceira em vez que o político é preso em seis meses.

    De acordo com o MP paranaense, o ex-governador (2011 a 2018) foi detido ao lado de outras duas pessoas em operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), em desdobramento da operação Quadro Negro.

    A defesa de Richa afirmou que a determinação de prisão 'não traz qualquer fundamento', uma vez que os fatos são antigos e que todos os esclarecimentos necessários foram feitos. Segundo o advogado de Richa, Guilherme Brenner Lucchesi, 'as fraudes e desvios cometidos em obras de construção e reforma de colégios da rede pública de ensino foram descobertos e denunciados pela própria gestão do ex-governador'.

    Essa é a terceira prisão de Richa desde setembro do ano passado, quando ele foi preso pela primeira vez no âmbito de investigação do MP por suspeita de direcionamento de licitação e pagamento de propina em programa para recuperar e modernizar estradas rurais paranaenses.

    Após ser solto por determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Richa voltou a ser preso em janeiro, desta vez em decorrência de investigação da operação Lava Jato sobre recebimento de propina. Ele havia sido novamente solto no início de fevereiro, dessa vez por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

    (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

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    2 M

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    Ex-tesoureiro do Vaticano é condenado a 6 anos de prisão por abusos sexuais de meninos de coral

    Por Sonali Paul

    MELBOURNE (Reuters) - O cardeal George Pell, ex-tesoureiro do Vaticano, foi condenado a 6 anos de prisão, nesta quarta-feira, por abusar sexualmente de dois meninos de um coral de Melbourne nos anos 1990, e ficará registrado como criminoso sexual pelo resto da vida.

    O juiz Peter Kidd, chefe do tribunal do condado de Vitória e que pronunciou a sentença ao vivo pela televisão, disse haver uma possibilidade concreta de que Pell, estando com 77 anos, passe o resto da vida na prisão.

    O cardeal, que foi um dos principais assessores do papa Francisco, é o católico mais graduado a ser condenado por abuso sexual infantil.

    Sua queda leva ao cerne da administração papal um escândalo de abusos que vem destruindo a credibilidade da Igreja nos Estados Unidos, Chile, Austrália e outros lugares nas últimas três décadas.

    'Em minha opinião, sua conduta foi permeada por uma arrogância surpreendente', disse Kidd ao comunicar a pena depois de Pell ser condenado por cinco acusações de abusos sexuais de duas crianças.

    'Vista como um todo, considero sua culpabilidade moral nos dois episódios alta', disse ele à sala de tribunal lotada.

    Pell, que compareceu à corte sem um colarinho de padre pela primeira vez durante o caso, não mostrou emoção durante a audiência de atribuição de pena, que durou mais de uma hora. Ele insiste ser inocente e entrou com um recurso que deve ser ouvido em junho.

    Os delitos contra dois meninos de 13 anos aconteceram após missas de domingo no final de 1996 e no início de 1997 em uma sala e um corredor da Catedral de São Patrício de Melbourne, onde Pell era arcebispo.

    Uma das vítimas morreu em 2014. A outra, que depôs e foi interrogada no julgamento, emitiu uma declaração por meio de seu advogado dizendo que tem dificuldade em encontrar consolo no veredicto no momento.

    'Ser testemunha de um caso criminal não tem sido fácil. Estou fazendo o melhor para preservar a mim mesmo e à minha família', disse a vítima, que não pode ser identificada por causa de uma lei australiana que protege a identidade de vítimas de abusos sexuais.

    Durante o julgamento, a vítima descreveu como Pell se expôs aos meninos, acariciou e masturbou seus órgãos genitais e forçou um deles a praticar sexo oral no cardeal.

    Um júri considerou Pell culpado de quatro acusações de atos indecentes e uma de penetração sexual. Ele corria o risco de enfrentar um máximo de 10 anos de prisão por cada acusação.

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    3 M

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    Aliado de longa data de Trump é preso em investigação de procurador especial Mueller

    Por Nathan Layne e Susan Heavey

    WASHINGTON (Reuters) - Roger Stone, um aliado de longa data e assessor de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi preso nesta sexta-feira, acusado de obstrução, manipulação de testemunhas e de fazer declarações falsas, de acordo com o indiciamento de um grande júri tornado público pelo escritório do procurador especial Robert Mueller.

    Stone, que afirmava repetidamente em entrevistas que provavelmente seria indiciado, deve comparecer a um tribunal federal em Fort Lauderdale, Flórida, ainda nesta sexta-feira, segundo o escritório de Mueller.

    Ele tem passado por minuciosa análise devido a seu apoio a Trump durante a campanha presidencial de 2016, quando insinuou que teve acesso a informações obtidas por hackers que poderiam envergonhar democratas, incluindo a adversária de Trump na disputa pela Casa Branca, Hillary Clinton.

    Stone, que foi indiciado na quinta-feira, enfrenta uma acusação de obstrução de procedimento oficial, cinco acusações por fazer declarações falsas e uma acusação de manipulação de testemunhas, de acordo com o escritório do procurador especial.

    De acordo com o indiciamento, Stone falou com autoridades da campanha de Trump sobre o que era chamado de Organização 1, e sobre “informações que poderia ter tido que seriam prejudiciais à campanha de Clinton”.

    A Organização 1 se enquadra em descrições do Wikileaks, destinado a publicar informações confidenciais fornecidas por fontes anônimas.

    Stone também foi “contatado por graduadas autoridades da campanha de Trump para questionar sobre futuras divulgações” da “Organização 1”, de acordo com o indiciamento.

    Além disso, Stone “tomou passos para obstruir” investigações de comitês de inteligência da Câmara dos Deputados e do Senado sobre a interferência da Rússia na eleição presidencial de 2016, segundo procuradores.

    Stone “enviou e recebeu diversos emails e mensagens de texto durante a campanha de 2016 nos quais ele discutiu a Organização 1, sua liderança, e sua posse de emails hackeados”.

    Stone ainda possuía diversas dessas comunicações quando deu falso testemunho sobre elas, afirmaram procuradores no indiciamento.

    Ele também tentou convencer uma testemunha a prestar depoimento falso e a omitir informações das investigações parlamentares, segundo o indiciamento.

    O senador Mark Warner, o principal democrata do Comitê de Inteligência do Senado, não tinha comentário de imediato, de acordo com assessor. Representantes dos líderes dos dois comitês parlamentares que interrogaram Stone não puderam ser encontrados de imediato para comentar.

    (Reportagem de Susan Heavey, Nathan Layne, Mark Hosenball e Ginger Gibson)

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    Beto Richa é preso na 58ª fase da operação Lava Jato

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - A Justiça do Paraná atendeu pedido de procuradores da força-tarefa da operação Lava Jato e determinou a prisão preventiva do ex-governador Beto Richa (PSDB), citando na decisão indícios suficientes de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

    O tucano foi preso em casa às 7h nesta sexta-feira, informou a Justiça Federal do Paraná.

    O juiz substituto Paulo Sergio Ribeiro também atendeu a pedido para apreensão de celulares de Richa e quebra de sigilo dos dados armazenados nos aparelhos.

    As decisões também valem para o contador Dirceu Pupo Ferreira.

    'De acordo com as investigações, o ex-governador Beto Richa

    foi beneficiário de pelo menos 2,7 milhões de reais em propinas

    pagas em espécie pelas concessionárias de pedágio do Paraná e

    por outras empresas que mantinham interesses no governo',

    afirmou o Ministério Público Federal do Paraná em comunicado.

    'A prisão se mostrou imprescindível em razão da recente

    tentativa comprovada de obstrução das investigações pelos

    envolvidos. A apuração demonstrou que, em agosto de 2018, a fim

    de impedir que o esquema fosse descoberto, Dirceu Pupo Ferreira,

    agindo a mando de Beto Richa, procurou um dos corretores de

    imóveis que intermediou a negociação de salas comerciais e

    solicitou que, caso fosse intimado a depor pela investigação,

    ocultasse a existência de pagamentos em espécie por fora',

    acrescentou o MPF.

    A defesa de Richa afirmou, em nota oficial, que os fatos que levaram à prisão do ex-governador são antigos e foram devidamente esclarecidos por ele. Segundo a defesa, o pedido se lastreia em 'ilações do MPF, exclusivamente suportadas em falsas e inverídicas informações prestadas em sede de colaboração premiada, por criminosos confessos'.

    'Em síntese, a prisão se baseia em fatos absolutamente requentados, carentes de qualquer comprovação e sobre os quais o Supremo Tribunal Federal já decidiu, no sentido de que os mesmos não justificam a decretação de prisão', acrescentou.

    O PSDB disse, também em nota, que prefere aguardar os desdobramentos das investigações, mas reiterou 'seu apoio e confiança na Justiça brasileira, na expectativa de que o ex-governador Beto Richa consiga provar sua inocência'.

    No ano passado, em meio à campanha eleitoral, Richa chegou a ser alvo numa investigação estadual sobre suspeita de envolvimento em um esquema de superfaturamento de contratos para manutenção de estradas rurais em troca de propina. Posteriormente foi solto por ordem do Supremo Tribunal Federal, mas não conseguiu se eleger senador pelo Paraná.

    (Reportagem adicional de Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

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    4 M

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    Polícia dos EUA prende jornalista de TV estatal do Irã, diz emissora

    DUBAI (Reuters) - A polícia norte-americana prendeu uma jornalista nascida nos Estados Unidos que trabalha para a rede de televisão iraniana Press TV, reportou a emissora estatal do Irã nesta quarta-feira.

    Segundo a Press TV, Marziyeh Hashemi foi detida no aeroporto internacional de St. Louis-Lambert, no Missouri, no domingo, e está sendo mantida sob custódia em Washington. Nenhuma acusação formal foi feita contra a repórter.

    Autoridades do FBI não estavam disponíveis de imediato para comentar o caso.

    Marziyeh, âncora de TV e documentarista, estava nos Estados Unidos para visitar sua família, afirmou a Press TV, e pôde ligar para sua filha dois depois de ser presa.

    De acordo com a emissora iraniana, Marziyeh se chamava Melanie Franklin nos Estados Unidos e mudou de nome após se converter para o islã.

    A jornalista afirmou estar sendo impedida de cumprir o código de vestuário islâmico na prisão e que só recebeu refeições contendo porco, o que é proibido pelo islã, segundo a Press TV.

    A única coisa que comeu durante os últimos dois dias foi um “pacote de biscoito”, disse Marziyeh, de acordo com a emissora iraniana.

    A Reuters não pôde verificar de maneira independente os relatos sobre o tratamento à jornalista.

    Marziyeh vivia no Irã há mais de uma década, reportaram diversas mídias iranianas.

    A jornalista já produziu diversas reportagens sobre a discriminação de mulheres, muçulmanos e afro-americanos nos Estados Unidos.

    (Reportagem de Parisa Hafezi e Bozorgmehr Sharafedin; Reportagem adicional de Andrew Hey em Taos, Novo Mexico)

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