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    Radicais do Irã atacam presidente em meio a aumento da pressão dos EUA

    Por Babak Dehghanpisheh

    GENEBRA (Reuters) - A pressão crescente dos Estados Unidos sobre o Irã enfraqueceu o presidente moderado Hassan Rouhani e tornou seus rivais linha-dura mais assertivos dentro do país e no exterior, como mostram desdobramentos recentes.

    Quando sucedeu o polêmico líder Mahmoud Ahmadinejad em 2013, Rouhani era visto como uma figura do establishment que faria pouco para acabar com o longo impasse do Irã com o Ocidente.

    Dois anos depois, seu governo assinou um acordo nuclear com potências mundiais que despertou esperanças de uma mudança política mais abrangente.

    Agora a autoridade de Rouhani está minguando -- seu irmão, um conselheiro essencial para o acordo de 2015, foi condenado à prisão devido a acusações de corrupção não especificadas, um adversário linha-dura lidera o Judiciário e sua gestão está sob ataque por responder com muita calma ao aperto das sanções do presidente dos EUA, Donald Trump.

    Trump disse que suspender as sanções em troca de limites ao programa nuclear não impediu Teerã de interferir em países vizinhos ou de desenvolver mísseis balísticos, e que a tentativa de aproximação de Rouhani com o Ocidente é uma cortina de fumaça.

    Mas o rompimento dos EUA com o acordo nuclear um ano atrás e as tentativas subsequentes de acabar com as exportações de petróleo do Irã aumentaram consideravelmente a tensão regional. Na terça-feira, os militares norte-americanos disseram que seu país se prepara para 'ameaças possivelmente iminentes a forças dos EUA' da parte de forças apoiadas por Teerã no vizinho Iraque.

    Rouhani exortou facções opositoras a trabalharem juntas e apontou para os limites de seu poder em uma nação onde o governo eleito opera sob controle clerical e ao lado de forças de segurança poderosas e um Judiciário influente.

    'Quanta autoridade o governo tem nas áreas que estão sendo questionadas é algo que precisa ser examinado', disse Rouhani no sábado, segundo o site da Presidência, uma tentativa aparente de repelir a revolta pública com a qualidade de vida declinante.

    Ebrahim Raisi, que se tornou chefe do Judiciário em março e é candidato à sucessão do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, replicou que todos os poderes do governo têm autoridade suficiente para realizar suas tarefas.

    Rouhani ainda tem dois anos de mandato, mas se for visto pelos iranianos como o responsável por seus problemas, é mais provável que seu sucessor adote uma postura mais rígida com o Ocidente, dizem alguns analistas.

    (Reportagem adicional de Bozorgmehr Sharefedin em Londres e da redação de Dubai)

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    Democratas aumentam pressão após recusa de secretário de Justiça a depor ao Congresso dos EUA

    Por Sarah N. Lynch

    WASHINGTON (Reuters) - A recusa do secretário de Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, a depor em uma audiência da Câmara dos Deputados nesta quinta-feira intensificou as tensões com os democratas que investigam seu papel na divulgação do relatório do procurador especial Robert Mueller sobre a interferência russa na eleição norte-americana de 2016.

    Barr disse na quarta-feira que não comparecerá à audiência do Comitê Judiciário da Câmara, comandado por democratas, devido a um desentendimento com o presidente do colegiado, Jerrold Nadler, quanto ao formato da audiência.

    Nadler disse a repórteres que a audiência acontecerá, na esperança de que Barr reconsidere sua posição. Democratas do comitê prometeram emitir uma intimação na tentativa de forçar Barr a depor se ele não aparecer.

    Em uma audiência no Senado na quarta-feira, Barr defendeu a maneira como tratou o relatório Mueller sobre interferência russa a favor do presidente Donald Trump na eleição de 2016 e sobre a questão de Trump ter ou não tentado obstruir o inquérito Mueller subsequentemente.

    O relatório Mueller detalha uma série de atos de Trump para impedir o inquérito sobre a Rússia, sem concluir se estas ações constituem um crime de obstrução, mas aponta que Trump e sua campanha não se envolveram em uma conspiração criminosa com Moscou.

    Barr passou a ser criticado por sua caracterização do relatório em um sumário que emitiu em 24 de março, várias semanas antes de o relatório ser divulgado, que Trump aproveitou para declarar que foi totalmente exonerado.

    O comitê da Câmara é um de vários que investigam Trump, seu governo e seus interesses comerciais.

    A decisão de Barr veio à tona horas depois de o comitê adotar um formato mais agressivo que sujeitaria o secretário de Justiça a uma hora adicional de perguntas de advogados do comitê, além das perguntas de parlamentares democratas e republicanos do organismo.

    Uma porta-voz do Departamento de Justiça disse em um comunicado emitido na quarta-feira que o comitê estabeleceu condições 'inéditas e desnecessárias' para o depoimento de Barr e classificou as perguntas apresentadas pela equipe do comitê como inadequadas.

    O governo Trump vem contestando em várias frentes os pedidos de documentos e depoimentos feitos pelo Congresso. Ainda na quarta-feira, o Departamento de Justiça disse que não obedecerá uma intimação que pede a íntegra do relatório Mueller e arquivos investigativos subjacentes ao inquérito.

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    May sofre pressão para amenizar Brexit e manter laços econômicos fortes com UE

    Por Elizabeth Piper e Kylie MacLellan e William James

    LONDRES (Reuters) - O Parlamento do Reino Unido tentará assumir o controle do processo de desfiliação britânica da União Europeia mais uma vez nesta segunda-feira, e alguns parlamentares esperam forçar a primeira-ministra Theresa May a abandonar sua estratégia e buscar laços econômicos fortes com o bloco.

    O acordo de separação fechado por May com a UE, que foi rejeitado pelos parlamentares três vezes --apesar de ela ter prometido renunciar se o texto fosse aprovado--, perdeu ainda mais força quando o próprio angariador de votos de seu partido no Legislativo disse que um Brexit mais suave é inevitável depois que a premiê perdeu sua maioria parlamentar em uma eleição de 2017.

    Três dias depois da data original para a saída do Reino Unido da UE, ainda não está claro como, quando ou até mesmo se o país deixará o bloco ao qual se uniu 46 anos atrás.

    A terceira derrota do acordo de saída de May deixou uma das líderes britânicas mais fracas em uma geração diante de uma crise crescente a respeito do Brexit.

    Para sublinhar como a incerteza está prejudicando os negócios, o chefe da gigante industrial alemã Siemens no Reino Unido, Juergen Maier, disse que o país está arruinando sua reputação de estabilidade e exortou os parlamentares a apoiarem uma união alfandegária com a UE.

    O Parlamento votará opções diferentes para o Brexit nesta segunda-feira, e possivelmente endossará por maioria uma união alfandegária. Depois disso, May pode tentar uma última cartada submetendo seu pacto a uma nova votação do Parlamento já na quarta-feira.

    O partido de May vive um conflito aberto entre os que pressionam por uma união alfandegária com a UE e os eurocéticos que exigem um rompimento mais claro com o bloco.

    Julian Smith, angariador de votos de May que é responsável pela disciplina partidária, disse que o governo deveria ter deixado mais claro que a perda de maioria da premiê no Parlamento na eleição antecipada de 2017 'inevitavelmente' o levaria a aceitar uma Brexit mais suave.

    Smith ainda disse que alguns ministros tentaram minar a premiê, o 'pior exemplo de indisciplina em um gabinete na história política britânica'.

    As autoridades da UE que acompanham tudo de Bruxelas só tinham um pedido: decidam de uma vez.

    'Uma esfinge é um livro aberto comparada com o Reino Unido', disse o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

    Entre as opções para o Brexit selecionadas pelo presidente do Parlamento, John Bercow, entre nove propostas de parlamentares para serem analisadas nesta segunda-feira estão uma saída sem acordo, evitar uma saída sem acordo, uma união alfandegária ou um segundo referendo.

    (Reportagem adicional de Elizabeth Piper)

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    Com o mundo de olho, líder da oposição venezuelana Guaidó mantém pressão sobre Maduro

    Por Brian Ellsworth

    CARACAS (Reuters) - A oposição venezuelana tentará manter a pressão contra o isolado presidente Nicolás Maduro nesta quinta-feira, depois que o líder do Congresso, Juan Guaidó, se autodeclarou presidente interino do país com o apoio de diversos países da região.

    Guaidó ganhou apoio diplomático dos Estados Unidos, do Canadá e de governos de direita na América Latina na quarta-feira, após se declarar presidente interino ante uma multidão de apoiadores entusiasmados que encheram as ruas de Caracas com a esperança de mudança.

    A União Europeia disse que a vontade democrática dos venezuelanos “não pode ser ignorada” e pediu que os “direitos civis, a liberdade e a segurança” de Guaidó sejam respeitados, por pouco não o reconhecendo como líder do país.

    Segundo os grupos locais de defesa dos direitos Provea e Observatório Venezuelano de Conflito Social, 14 pessoas foram mortas em atos de violência ligados a protestos contra o governo na terça e quarta-feira, com algumas mortes em consequência de saques.

    Muitos ativistas da oposição estão preocupados que Guaidó possa ser preso assim como outros líderes políticos, incluindo seu mentor Leopoldo López, que permanece em prisão domiciliar por seu envolvimento em protestos de rua em 2014.

    Guaidó, um engenheiro de 35 anos catapultado quase do dia para a noite ao cargo de líder nacional, tem prometido eleições livres e justas, um governo de transição para recuperar a hiperinflacionada economia venezuelana e anistia para os militares que ajudarem a tirar Maduro do poder.

    Guaidó enfrenta a difícil tarefa de seguir em frente com o plano de transição sem o controle de cruciais instituições estatais e das Forças Armadas, que o rejeitaram.

    Comandantes militares, incluindo o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, têm, até agora, prometido permanecer com o socialista Maduro.

    A Rússia, que tem altos investimentos na indústria petrolífera da Venezuela e fornece apoio às suas Forças Armadas, advertiu os Estados Unidos contra uma intervenção militar e disse que irá proteger a soberania do país.

    O vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, disse ao jornal russo International Affairs que Moscou irá defender o princípio de não interferência em questões venezuelanas. Ele não mencionou o nome de Maduro, mas deixou claro que a Rússia apoia o governo dele.

    A Turquia assumiu posicionamento semelhante, com o presidente Tayyip Erdogan ligando para Maduro para oferecer apoio.

    A maior parte dos países da América Latina, incluindo o Brasil, reconheceu o líder da oposição venezuelana Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, deixando Nicolás Maduro ainda mais isolado enquanto enfrenta instabilidade em casa e ameaças dos Estados Unidos.

    O governo brasileiro afirmou, em nota do Ministério das Relações Exteriores, que está comprometido em apoiar o 'processo de transição' na Venezuela, e o presidente Jair Bolsonaro comentou a situação do país vizinho durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos.

    'A história tem nos mostrado que ditaduras não passam o poder para a oposição de forma pacífica, e nós tememos as ações da ditadura Maduro', disse Bolsonaro em entrevista à TV Record na noite de quarta-feira.

    'Obviamente tem países fortes dispostos a outras consequência... como anunciado pelo governo Trump. Obviamente o Brasil acompanha com muita atenção e estamos no limite daquilo que podemos fazer para restabelecer a democracia naquele país'.

    Em referência aos protestos antigoverno de quarta-feira, a União Europeia disse que o povo venezuelano havia “clamado em massa pela democracia e pela possibilidade de determinar livremente seu próprio destino. Essas vozes não podem ser ignoradas”.

    “O povo venezuelano tem o direito de se manifestar pacificamente, de escolher livremente os seus líderes e de decidir o seu futuro”, disse o bloco em comunicado.

    A União Europeia impôs sanções contra a Venezuela e boicotou a cerimônia de posse de Maduro para um segundo mandato este mês, após reeleição que muitos governos estrangeiros classificaram como uma fraude.

    O bloco pretende estabelecer um grupo de contato internacional com países da América do Sul em fevereiro para buscar conversas entre Maduro e a oposição, que, segundo diplomatas, precisariam incluir Guaidó.

    O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, usou o Twitter para pedir que “toda a Europa se una em apoio às forças democráticas” na Venezuela.

    (Reportagem adicional de Robin Emmott, em Bruxelas; Karin Strohecker, em Londres; e Maria Kiselyova, em Moscou)

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    A pedido de Bolsonaro, bancada evangélica apresenta lista tríplice para Ministério da Cidadania

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - A pedido do presidente eleito Jair Bolsonaro, representantes da bancada evangélica na Câmara dos Deputados apresentaram nesta terça-feira ao futuro chefe do Executivo uma lista com três nomes para ocupar o Ministério da Cidadania, disse à Reuters uma fonte que participou do encontro no gabinete de transição em Brasília.

    O grupo entregou a Bolsonaro os nomes dos deputados Gilberto Nascimento (PSC-SP), Marcos Feliciano (Podemos-SP) e Ronaldo Nogueira (PTB-SP), ex-ministro do Trabalho do governo Michel Temer.

    A sugestão dos nomes ocorreu após o presidente eleito ter comentado com os cerca de 30 presentes à reunião se tinham interesse em que algum membro do grupo integrasse o novo governo, disse a fonte.

    Bolsonaro chegou a comentar que há pastas pendentes de indicação --ainda estão vagas, por exemplo, Turismo, Meio Ambiente, Minas e Energia e Turismo--, mas os representantes da frente demonstraram interesse no Ministério da Cidadania.

    A nova pasta a ser criada deve englobar ações sociais da gestão Bolsonaro e também pode abranger programas como o Bolsa Família.

    O grupo, segundo a fonte, não impôs qualquer restrição ao nome do senador não-reeleito Magno Malta (PR-ES), mas destacou que uma escolha do parlamentar seria por 'mérito' dele e não com referente da frente parlamentar.

    Representantes da frente fizeram questão de ressaltar no encontro com Bolsonaro que não estavam ali para exigir qualquer tipo de cargo do futuro governo e que vão atuar como uma espécie de 'barreira ideológica' de quem é contra o conservadorismo cristão.

    Na semana passada, a bancada evangélica --que tem tido forte influência com Bolsonaro-- impôs uma espécie de veto à indicação do diretor Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna, para ocupar o cargo de ministro da Educação. Bolsonaro acabou escolhendo o colombiano Ricardo Vélez Rodriguez.

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    Bolsonaro diz não ter pressa para definir ministérios; nega pressão de evangélicos

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) disse neste sábado que não tem pressa para fechar seu ministeriado, embora tenha manifestado que já gostaria de ter definido todos os nomes.

    Bolsonaro, que não deu prazo para a escolha de todos os ministros, negou que tenha sofrido pressão de evangélicos para a definição do ministro de Educação, anunciado nesta semana.

    'Já queria ter fechado o ministério, mas isso é como casar. Você pode namorar muitas, mas noivar e casar só com uma', disse ele a jornalistas, depois de participar de uma cerimônia militar na zona oeste do Rio de Janeiro.

    Segundo ele, para fechar o ministeriado, 'falta a gente conversar melhor com aqueles que a gente pretende colocar nesses ministérios'.

    Os nomes para muitos ministérios já foram definidos. Mas falta, por exemplo, saber quem comandará o Ministério de Minas e Energia, estratégico em um país como o Brasil, grande exportador de commodities.

    'Todos os ministérios são importantes e precisam ser muito bem discutidos, e a gente não pretende anunciar nome e depois trocar', completou o presidente eleito.

    Esta semana, houve polêmica em torno da escolha do ministro da Educação, depois de uma suposta pressão da bancada evangélica.

    Bolsonaro escolheu Ricardo Vélez Rodríguez, após a bancada religiosa ter supostamente vetado o nome de Mozart Neves, diretor do Instituto Ayrton Senna.

    O presidente eleito negou a pressão dos evangélicos na definição do ministro, mas destacou a importância do segmento religioso para seu governo e para o país.

    'Não teve pressão nenhuma (da bancada evangélica). Várias pessoas me procuram, são indicadas, eu converso com todo mundo e, como vocês dizem na imprensa, 'comeram barriga'. Citaram um nome que não tinha sequer anunciado', afirmou ele.

    'A bancada evangélica é importante, não é para mim, é para o Brasil... A pessoa indicada não é evangélica, mas atende aquilo que a bancada evangélica defende como os princípios, valores familiares, respeito a criança... formar alguém que seja útil para o Brasil e não para o seu partido', complementou.

    Rodríguez, escolhido para ministro da Educação, é um defensor da Escola sem Partido, e foi indicado ao presidente eleito pelo filósofo Olavo de Carvalho --que também emplacou Eugênio Araújo no Ministério das Relações Exteriores.

    VENEZUELA

    Sobre a entrada de venezuelanos em Roraima, para fugir da crise econômica no país vizinho, o presidente eleito disse que é preciso buscar uma solução conjunta para os imigrantes.

    Segundo ele, os venezuelanos não podem ser devolvidos ao seu país 'porque não são mercadorias'.

    Bolsonaro cogitou a possibilidade de criação de campo de refugiados em Roraima e defendeu um rígido controle na entradas dos venezuelanos, 'porque tem gente que não queremos no Brasil'.

    PROGRAMAS SOCIAIS

    O presidente eleito garantiu que não pretende acabar com os programas sociais de administrações anteriores, mas afirmou que em seu governo vai auditá-los para eliminar eventuais irregularidades e a dependência das pessoas dos projetos.

    'Projeto social tem que ser para tirar a pessoa da pobreza e não para mantê-la num regime de quase dependência', disse ele.

    'Ninguém seria irresponsável de acabar com programa social, mas todos serão submetidos a auditorias para que aqueles que podem trabalhar entrem no mercado e não fiquem dependendo do Estado a vida toda', frisou.

    (Por Rodrigo Viga Gaier)

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    ENFOQUE-CEO da Eletrobras sofre forte pressão antes de votação sobre venda de distribuidoras

    Por Luciano Costa e Rodrigo Viga Gaier

    SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente-executivo da Eletrobras, Wilson Ferreira Pinto Jr., que tem liderado a maior elétrica da América Latina em meio a planos do governo de privatizar a companhia e suas seis subsidiárias de distribuição de eletricidade, vem sofrendo pressões crescentes dentro e fora da companhia para deixar o cargo.

    A eventual saída do executivo, que já foi apontada por analistas como um risco aos planos do governo de diluir sua participação na Eletrobras, em um processo de desestatização previsto para este ano, também poderia dificultar a negociação das distribuidoras, em um leilão agendado para o próximo mês.

    O movimento contra o CEO é capitaneado por partidos de oposição ao presidente Michel Temer e sindicatos, que realizaram uma greve na semana passada pela saída do principal executivo da empresa.

    Mas nos bastidores há até nomes da base aliada do governo que atuam contra o executivo, disseram à Reuters diversas pessoas com conhecimento do assunto.

    A situação reflete-se na própria empresa, onde Ferreira já tem enfrentado um clima pesado e dificuldade para emplacar suas vontades, segundo uma das fontes, que falou sob a condição de anonimato devido à sensibilidade do tema.

    Na quarta-feira, por exemplo, uma cerimônia interna para comemorar 50 anos da subsidiária Eletrosul foi alvo de protesto de alguns funcionários contra a privatização, que levaram ao evento um homem com uma fantasia amarela de um pintinho, em referência à campanha Fora Pinto! , liderada por sindicalistas.

    Numa mostra da tensão que ronda a estatal, o que poderia ser uma manifestação bem-humorada quase terminou em confusão: o manifestante interrompeu um discurso de Ferreira aos gritos e ambos discutiram por quase um minuto no palco antes que terceiros interferissem para permitir a continuidade do evento.

    Essa pressão está acontecendo há bastante tempo, tanto internamente quanto externamente... ele está completamente isolado... o poder de decisão dele interno já não é muito grande , disse à Reuters uma fonte com conhecimento da situação.

    Mas a forte pressão dos funcionários tem encontrado algum eco em alas do partido de Temer com tradicional influência sobre o setor elétrico, de acordo com as fontes.

    A intensidade do movimento está ligada à promessa do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de votar com urgência na Casa um projeto de lei visto como essencial para viabilizar a venda das distribuidoras da estatal, que operam em Estados do Norte e Nordeste, e à chegada das eleições de outubro.

    A fonte adicionou que o ex-presidente José Sarney (MDB) já chegou a cogitar nomes para o lugar de Ferreira, enquanto o senador Eduardo Braga (MDB-AM) também pressiona pela saída por ser contra a venda da distribuidora de energia da Eletrobras no Amazonas.

    Quem está mais contra são alguns senadores, que são aqueles que costumam indicar para cargos nas distribuidoras , disse uma fonte da Eletrobras, que falou sob a condição de anonimato.

    As distribuidoras da estatal já foram apontadas até por técnicos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) como cabide de empregos para apadrinhados políticos e muitas sofrem com excesso de pessoal, conforme publicou a Reuters ainda em 2016.

    Procurada, a Eletrobras afirmou que os manifestantes agiram de maneira extremamente desrespeitosa , enquanto a Eletrosul divulgou uma nota de repúdio em que defendeu que Ferreira sempre pautou suas ações pelo diálogo e qualificou o protesto como autoritário .

    RESISTÊNCIA

    O presidente Temer, no entanto, não deu sinal até o momento de que cederá às pressões para substituir o presidente da Eletrobras, de acordo com uma fonte do Planalto.

    As pressões vêm de gente que não quer a privatização ou acha que em ano eleitoral é complicado falar disso , afirmou a fonte.

    Um fator que tem pesado a favor da permanência de Ferreira, de acordo com uma outra fonte, é a forte reação do mercado e de investidores após Pedro Parente ter pedido demissão da presidência da Petrobras no final de maio, também sob forte pressão política e de sindicalistas.

    Depois que o governo ficou fraco, houve um ataque muito grande do mundo político... mas é muito difícil para o governo tirá-lo, é um gesto que teria um significado muito grande , afirmou uma pessoa próxima de Ferreira.

    Ele está firme... pelo que conheço dele, ele irá segurar as pontas , afirmou a fonte, para quem o executivo seguirá na estatal até o final de seu mandato, a não ser que seja demitido.

    Ex-presidente da privada CPFL Energia, Ferreira assumiu o comando da Eletrobras em julho de 2016 para um mandato que já tinha como uma das principais bandeiras a venda das deficitárias distribuidoras de energia da estatal.

    Pouco mais de um ano depois, em agosto de 2017, o governo anunciou os planos de privatização da companhia como um todo.

    A Eletrobras ressaltou em nota que desde a posse de Ferreira a companhia teve um corte de custos de 20 por cento, além de redução significativa no endividamento. No período, o valor de mercado da elétrica saltou de 9 bilhões para cerca de 19 bilhões de reais atualmente.

    (Reportagem adicional de Lisandra Paraguassu, em Brasília)

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