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    Húngaros protestam em prédio da TV estatal para exigir independência da mídia e do Judiciário

    Por Gergely Szakacs e Krisztina Than

    BUDAPESTE (Reuters) - Cerca de dois mil húngaros protestaram no edifício da televisão estatal na segunda-feira para exigir uma mídia pública e um Judiciário independentes, a reunião mais recente a unir uma oposição fragmentada em um ato contra o primeiro-ministro de direita, Viktor Orban.

    Os manifestantes bradaram 'Fidesz Sujo', uma referência ao partido governista de Orban, e ergueram cartazes dizendo 'A TV perdeu seu caráter de televisão pública', afirmando que a TV pública se tornou porta-voz do governo. Eles enfrentaram centenas de policiais.

    Mais cedo seguranças expulsaram dois parlamentares independentes do prédio por eles terem tentado entrar em um estúdio para ler uma petição contra o que dizem ser um regime autoritário.

    Os dois parlamentares estavam entre cerca de uma dúzia de membros do Parlamento que passaram a noite no prédio protestando contra as políticas de Orban, e no domingo um grande protesto levou cerca de 10 mil pessoas às ruas.

    'Vim principalmente para defender os tribunais independentes', disse Gabor Hacsi, advogado de 35 anos que foi se manifestar na TV estatal e se referia a uma lei aprovada na semana passada que criaria novas cortes administrativas que responderiam ao governo.

    A marcha de domingo, batizada de 'Feliz Natal, senhor primeiro-ministro', na prática uniu grupos opositores em uma ação contra Orban pela primeira vez desde 2010, ano em que ele assumiu o poder.

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    EUA detêm líderes religiosos e ativistas durante protesto na fronteira com México

    Por Marty Graham

    SAN DIEGO (Reuters) - Ajoelhados diante de um batalhão de choque, 32 líderes religiosos e ativistas foram detidos em uma cerca na fronteira dos Estados Unidos com o México, na segunda-feira, durante um protesto em apoio a uma caravana de imigrantes centro-americanos.

    Mais de 400 manifestantes, muitos deles líderes de igrejas, mesquitas, sinagogas e comunidades indígenas, tentavam impedir a detenção e deportação de imigrantes e para que os EUA recebem a caravana que chegou a Tijuana, no México, em novembro.

    Cantando e orando, os líderes religiosos seguiam em frente em filas de quatro a seis pessoas, alguns com camisetas dizendo 'O Amor Não Conhece Fronteiras'. Eles foram algemados e levados por agentes federais ao entrarem em uma área restrita diante da cerca.

    'Como fiel que acredita em nossa humanidade em comum... estamos pedindo aos EUA que respeitem o direito dos imigrantes', disse Joyce Ajlouny, secretária-geral do Comitê de Serviço dos Amigos Americanos, que organizou uma semana de ações de apoio aos imigrantes.

    O porta-voz da Patrulha de Fronteira dos EUA, Theron Francisco, disse que 31 pessoas foram detidas pelos Serviços Federais de Proteção por invasão e que uma foi presa pela Patrulha de Fronteira por agredir um agente.

    As detenções marcaram o segundo confronto com as autoridades norte-americanas desde que a caravana chegou a Tijuana. Agentes da Patrulha de Fronteira dispararam gás lacrimogêneo contra os imigrantes em 25 de novembro porque disseram ter sido agredidos com pedradas.

    Milhares de imigrantes estão vivendo em abrigos e acampamentos lotados em Tijuana depois de partirem da América Central em fuga da pobreza e da violência. Eles podem ter que esperar semanas ou meses para pedirem asilo na fronteira dos EUA.

    Dados divulgados na segunda-feira pela Alfândega e Proteção de Fronteira (CBP) mostraram que os pedidos de asilo na divisa EUA-México aumentaram 67 por cento no ano fiscal de 2018 em relação ao ano anterior.

    Autoridades imigratórias dos EUA dizem que estes pedidos, a maioria dos quais é aceita, exploram uma brecha legal que permite que imigrantes entrem no país enquanto aguardam uma audiência a respeito de sua solicitação de asilo em um tribunal.

    'Como a maioria destes pedidos não terá sucesso quando forem adjudicados em um tribunal de imigração, precisamos que o Congresso trate destas vulnerabilidades', disse o comissário da CBP, Kevin McAleenan, em um comunicado.

    Os líderes do protesto disseram que o presidente norte-americano, Donald Trump, retratou a caravana como uma ameaça de segurança para impulsionar sua agenda 'anti-imigrante' e restringir ainda mais a capacidade de pedirem asilo.

    (Reportagem adicional de Andrew Hay, no Novo México)

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    Indígenas reivindicam que Funai fique na Justiça em carta entregue a governo de transição

    BRASÍLIA (Reuters) - Cerca de 80 indígenas foram à sede do governo de transição, nesta quinta-feira, em protesto contra a indefinição sobre qual pasta ficará responsável pela Fundação Nacional do Índio (Funai), e reivindicaram a permanência no Ministério da Justiça.

    Os indígenas foram ao local para entregar uma carta ao presidente eleito Jair Bolsonaro, na qual pedem que a Funai permaneça sob a Justiça, que será comandada pelo ex-juiz federal Sérgio Moro. Duas lideranças entraram no local para entregar o documento, mas não ficou claro se foram recebidos por algum membro da equipe de transição de governo.

    'Que fique bem claro que hoje nenhum ministério no Brasil, desses ministérios que estão aí, a não ser o Ministério da Justiça, tem condições de lidar com assuntos fundiários e com o que está acontecendo no atual momento... que é o genocídio sobre povos indígenas', disse Kretã Kaingang, um dos representantes do movimento, que abarca mais de 40 etnias do país inteiro.

    'Aqui no documento deixa bem clara a nossa posição da permanência da Funai dentro do Ministério da Justiça, porque ali nós teríamos condições de fazer o diálogo para garantir o direito constitucional', acrescentou.

    A ida dos indígenas ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde fica a equipe de transição, ocorre em meio à indefinição sobre o destino da Funai.

    Na quarta-feira, o presidente eleito disse que a Funai irá 'para algum lugar', mas indicou que o órgão não ficaria no Ministério da Justiça.

    A futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou nesta quinta-feira que considera difícil a fundação ser deslocada para a pasta que vai comandar, enquanto futuro ministro da Cidadania, Osmar Terra, disse que está sendo avaliada a possibilidade de a Funai ir para a sua pasta ou para o Ministério de Direitos Humanos.

    Durante a campanha e após sua eleição, Bolsonaro se posicionou contrário à demarcação de terras indígenas e disse que tal medida 'enjaula' povos nativos.

    'Aqui no Brasil alguns querem que o índio continue dentro de uma reserva como animal em zoológico. Eu não quero isso', disse Bolsonaro na quarta-feira. 'Eu quero tratar o índio como um ser humano, como um cidadão. Eu quero que explore sua propriedade, explore o subsolo, ganhe royalties em cima disso, eu quero que ele plante ou arrende sua terra para que seja plantada.”

    (Reportagem de Mateus Maia)

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    Protesto contra Bolsonaro convocado por mulheres reúne milhares em diversas cidades

    Por Tatiana Ramil

    SÃO PAULO (Reuters) - Milhares saíram às ruas de várias cidades do país neste sábado para protestar contra o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, em manifestação convocada por mulheres que reuniu uma diversidade de pessoas.

    No Largo da Batata, em São Paulo, crianças e idosos eram vistos em meio à multidão.

    'Não quero um presidente fascista, de extrema-direita e completamente ignorante. Um Trump piorado, que prega violência e se vale de um discurso sem profundidade e preconceituoso. Estou aqui porque o mundo é para todos', disse à Reuters a cineasta Ana Poeta na capital paulista.

    No Rio, manifestantes contrários ao candidato se reuniram na Cinelândia, no centro, enquanto um grupo a favor de Bolsonaro se concentrou na praia de Copacabana.

    Houve manifestações também em cidades fora do Brasil.

    'Estamos, hoje, juntas e de cabeça erguida nas ruas de todo o Brasil porque um candidato à Presidência do país, com um discurso fundado no ódio, na intolerância, no autoritarismo e no atraso, ameaça nossas conquistas e nossa já difícil existência. Estamos na rua porque seu programa político econômico é um retrocesso, uma reprodução piorada das políticas terríveis do (presidente, Michel) Temer', diz manifesto de mulheres contra Bolsonaro.

    Numa onda semelhante ao “#MeToo”, em que mulheres cobram punições a autores de assédio e direitos iguais aos dos homens, grupos em redes sociais com milhões de seguidores começaram a pregar o “#EleNão”, voto contra Bolsonaro nas eleições. Artistas, como a cantora Daniela Mercury e a atriz Claudia Raia, também aderiram ao movimento.

    Adversários de Bolsonaro, que recebeu alta do hospital neste sábado 23 dias após ser esfaqueado, também têm explorado essas polêmicas do candidato a fim de pregar o voto das mulheres contra ele.

    'O Brasil tem uma dívida com as mulheres, uma dívida em relação à violência, muita impunidade... Uma sociedade plural, que quer ser justa, como a brasileira, não pode permitir a discriminação contra as mulheres”, disse o candidato pelo PSDB, Geraldo Alckmin, durante campanha em São Paulo.

    Bolsonaro se envolveu em discussões públicas com mulheres e declarações do líder das pesquisas têm dividido opiniões e alimentado movimentos contrários e em apoio ao candidato por parte do eleitorado feminino.

    Em Manaus, o candidato do PT, Fernando Haddad, destacou o papel das mulheres na sociedade e em seu eventual governo.

    “Nossa equipe vai ter muitas mulheres, nós queremos inclusive fixar meta”, afirmou Haddad, elogiando sua vice, Manuela d´Ávila.

    “A Manuela vai ter papel não só como vice, mas como uma agente política importante. Ela dialoga com toda juventude brasileira e nós queremos que o protagonismo da juventude e da mulher esteja presente”, acrescentou.

    (Por Tatiana Ramil)

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    Boneco de 'bebê Trump' é instalado diante do Parlamento britânico

    Por Paul Sandle

    LONDRES (Reuters) - Manifestantes de oposição a Donald Trump instalaram nesta sexta-feira um boneco inflável que retrata o presidente dos Estados Unidos como um bebê laranja de fraldas diante do Parlamento britânico.

    Trump, que chegou ao Reino Unido na quinta-feira para uma visita oficial, disse ao jornal Sun que os protestos que estão sendo planejados contra ele em Londres e outras cidades do país o deixaram constrangido, e que por isso está evitando a capital o máximo possível.

    Acho que, quando eles colocam os infláveis para me fazer sentir indesejável, não tenho motivo para ir a Londres , disse Trump ao jornal. Antes eu amava Londres como cidade. Não venho aqui há muito tempo. Mas quando fazem você se sentir indesejável, por que ficaria aqui?

    O Reino Unido vê seus laços estreitos com os EUA como um pilar de sua política externa, e a primeira-ministra britânica, Theresa May, cortejou Trump antes da saída de sua nação da União Europeia.

    Mas alguns britânicos veem o norte-americano como grosseiro, volátil, indigno de confiança e contrário aos valores britânicos em uma série de questões. Mais de 64 mil pessoas se registraram para protestar contra a visita de Trump em Londres, e outras manifestações são esperadas em todo o país.

    Algumas pessoas se juntaram para ver o boneco inflável ser instalado na Praça do Parlamento, e os organizadores da façanha vestiram macacões e bonés vermelhos com os dizeres BABÁ DE TRUMP .

    O organizador Daniel Jones, agente de comunicações de 26 anos de uma instituição de caridade, disse que a ideia era fazer as pessoas rirem, além de ressaltar um assunto sério.

    Também se trata de incentivar aqueles na América que estão resistindo às políticas dele , disse.

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