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    PT registra candidatura de Lula no TSE e Ministério Público já pede impugnação

    Por Lisandra Paraguassu e Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O PT transformou o registro da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, nesta quarta-feira, em um ato político que reuniu milhares de pessoas no entorno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em uma tentativa de demonstrar a força que ainda tem o ex-presidente, preso há mais de quatro meses em Curitiba por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

    Entre os políticos que participaram do ato de registro estavam o candidato a vice na chapa, Fernando Haddad, a ex-presidente Dilma Rousseff, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, e a deputada estadual gaúcha Manuela D'Ávila (PCdoB), que assumirá a vaga de candidata a vice quando a situação jurídica de Lula se resolver.

    A candidatura de Lula --líder nas pesquisas de intenção e voto mesmo na prisão-- foi protocolada no Tribunal Superior Eleitoral às 17h12.

    Poucos minutos depois, o primeiro pedido de impugnação da candidatura, com base na Lei da Ficha Limpa que impede condenados em segunda instância de concorrem, foi protocolado pelo candidato à deputado federal Kim Kataguiri (DEM), um dos coordenadores do Movimento Brasil Livre (MBL).

    Mais tarde, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que também é a procuradora-geral eleitoral, entrou com outro pedido de impugnação, em uma amostra da briga judicial que o PT vai enfrentar para tentar manter Lula na disputa. Dodge havia dito mais cedo que o Ministério Público Eleitoral iria contestar as candidaturas a presidente 'na hora certa'. [nE6N1T301R]

    Candidato a vice na chapa, Haddad, disse que o pedido para que o petista participe da disputa foi um 'ato de soberania popular' e defendeu a participação dele na disputa.

    'As pessoas acharam que o Lula não ia ficar bem nas pesquisas, que o povo não ia seguir sua liderança, o que aconteceu foi exatamente o contrário. O presidente Lula subiu nas pesquisas, mantém a liderança em todos os cenários, ganha no primeiro turno em vários deles', disse Haddad a jornalistas.

    'O que a gente fez aqui foi um ato de defesa da soberania popular. Se o povo quer votar no presidente Lula, o povo tem esse direito. E esse documento assegurará o direito de brasileiros e brasileiras reconduzirem Lula presidente', acrescentou Haddad, ainda no gabinete em que o pedido foi registrado.

    Do lado de fora do TSE, milhares de pessoas --10 mil segundo a Polícia Militar, 50 mil segundo os organizadores--, vindas de diversos locais do país, se reuniram depois de uma marcha de seis quilômetros pela área central de Brasília para esperar o anúncio do registro. Eram 17h47 quando a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, anunciou, do alto de um caminhão de som, que o registro havia sido feito, com Haddad como vice.

    Incumbido de começar a campanha eleitoral em nome de Lula, o ex-prefeito de São Paulo leu para os manifestantes mais uma carta enviada pelo ex-presidente.

    'Registrei hoje a minha candidatura à Presidência da República, após meu nome ter sido aprovado na convenção do PT e com a certeza de que posso fazer muito para tirar o Brasil de uma das piores crises da história', diz o texto, intitulado 'Carta aos Brasileiros'.

    O ex-presidente reafirma sua inocência e critica quem o condenou. 'Sou vítima de uma caçada judicial que já está registrada na história', diz, acrescentando que não está 'pedindo um favor', mas que tenha os mesmos direitos que já foram reconhecidos pela Justiça a outros candidatos.

    Nesta quarta, o PT reagiu à liminar concedida pelo ministro Rogerio Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça, que permitiu ao deputado João Rodrigues (PSD-SC) o direito de deixar a prisão --onde cumpre em regime semiaberto pena de 5 anos e 3 meses por crimes contra lei de licitações-- e registrar candidatura à reeleição. 'Está virando uma coisa kafkiana. É só contra o Lula', disse o ex-governador Jaques Wagner.

    Em sua carta, Lula pede à militância que faça campanha em seu lugar, enquanto estiver preso.

    'Cada um de vocês terá que ser Lula fazendo campanha pelo Brasil, lembrando ao povo brasileiro que nos governos do PT o povo trabalhador teve mais emprego, maiores salários e melhores condições de vida', escreveu. 'Enquanto eu estiver preso, cada um de vocês será a minha perna e a minha voz. Vamos retomar a esperança, a soberania e a alegria desse nosso grande país.'

    PRÓXIMOS PASSOS

    Após o registro de candidatura no TSE, Haddad deixou o prédio do tribunal e deu uma entrevista à imprensa. Ele disse acreditar que o TSE vai ser 'sensível' ao pleito da coligação que apoia o ex-presidente e que não há 'nenhum dispositivo' que impeça o ex-presidente de concorrer novamente ao Palácio do Planalto.

    Condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro no processo do tríplex no Guarujá (SP), Lula deve ser barrado em função da Lei da Ficha Limpa. Em seu registro, no entanto, não consta a condenação. Cada candidato precisa anexar declarações negativas de antecedentes criminais, mas pode ser restrita ao local de residência do candidato --no caso de Lula, o Estado de São Paulo, onde ele não tem qualquer condenação.

    O ex-presidente --que divulgou ter um patrimônio de 7,9 milhões de reais-- foi o último dos 13 candidatos a presidente a fazer o registro. O prazo se encerrou às 19h.

    Apesar da rapidez dos primeiros pedidos de impugnação, eles só devem ser analisadas depois de corridos os prazos para publicação do edital com o registro, o que deve acontecer apenas no próximo sábado, de acordo com os prazos do tribunal.

    O ministro Luís Roberto Barroso, que também é do Supremo Tribunal Federal (STF), foi designado relator do registro de candidatura do ex-presidente.

    Os prazos para contestação da candidatura do ex-presidente no tribunal ainda não estão formalmente definidos. A previsão é que, após o sábado, dia 18, quando o registro for formalmente publicado, haverá ainda cinco dias corridos para que outros candidatos, coligações partidárias e o Ministério Público Eleitoral contestem o registro de Lula.

    Após esse prazo, o ex-presidente, o partido dele ou a coligação --formada por PT, PCdoB e Pros-- são intimados a contestar o pedido de inelegibilidade e podem apresentar documentos, indicar testemunhas e requerer a produção de provas. Ao final desse prazo, ainda há outros prazos a serem cumpridos para que ações que contestam a candidatura dele sejam efetivamente julgadas. O prazo final do TSE é analisar essas questões até o dia 17 de setembro.

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    PT colocará Haddad na rua e viagens começam na próxima semana pelo Nordeste

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O PT irá acelerar a circulação de Fernando Haddad como representante da chapa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a sequência de viagens do ex-prefeito de São Paulo, que será registrado nesta quarta como candidato à vice-presidente, começará na próxima terça-feira, pelo Nordeste, em Estado ainda a ser definido.

    Em uma reunião na sede do PT em Brasília, os candidatos a governos estaduais --inclusive aliados, como Paulo Câmara (PSB), apoiado pelo PT em Pernambuco-- pediram que se apresse a circulação de Haddad.

    'Ele (Haddad) a partir de hoje pode fazer campanha como vice. Então ele vai rodar o país apresentando o programa de governo e aguardar o que a Justiça Eleitoral vai decidir', disse o ex-governador da Bahia Jaques Wagner, ao sair da reunião. 'Temos que apressar isso, temos pouquíssimo tempo, a campanha é muito curta.'

    A decisão de colocar Haddad para fazer campanha em lugar de Lula, que está preso em Curitiba, demorou a ser tomada. Durante alguns dias, parte do PT --a presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann, entre outros-- defendia que o ex-prefeito não ocupasse esse espaço porque poderia passar a ideia de que o partido já havia desistido da candidatura Lula.

    Foi necessária a interferência direta do ex-presidente que, na semana passada, em conversa com Gleisi e com o próprio Haddad, determinou que o ex-prefeito deveria sim ser colocado em evidência.

    'De fato tivemos uma discussão sobre a estratégia da colocação da chapa, mas não tivemos discussão sobre esconder Haddad, Manuela ou quem quer que seja. Seria um erro crasso nosso', afirmou Gleisi em entrevista ao final da reunião.

    'Mas isso está superado, não há mais dúvida ou polêmica. Quem fará a campanha se chama Fernando Haddad, com apoio nosso. É importante para nós ocuparmos todos os espaços.'

    Segundo Wagner, parte do partido acredita que poderia haver 'confusão' sobre quem seria o candidato, Lula ou Haddad. 'Isso é bobagem, foi superado. Ninguém sombreia Lula. É uma falsa questão que se colocou', disse. 'Qualquer um de nós apartado de Lula não passa de três por cento.'

    Para os candidatos estaduais --entre eles Wagner, que é candidato ao Senado pela Bahia-- é importante colocar Haddad na rua para capitalizar a popularidade do ex-presidente Lula nos Estados da região Nordeste.

    'O prazo é curto, são sete semanas apenas. Tem que começar imediatamente a pedir voto junto ao povo. Quem decide a eleição, pelo menos até mudar a lei, é a população. Haddad tem que ir onde o povo está. Precisa ir para rua para ganhar eleição', defendeu o governador da Bahia, Rui Costa, candidato à reeleição.

    O ex-prefeito começará as viagens na próxima terça-feira, pelo Nordeste. Ainda não está decidido qual será o primeiro estado a ser visitado --Bahia, Piauí e Ceará estão entre as alternativas.

    PLANO B

    Wagner voltou a negar que ainda possa ser um Plano B, no lugar de Haddad, com a possível impugnação da candidatura Lula, que pode ser barrado de concorrer pela Lei da Ficha Limpa. Admitiu que conversou com o ex-presidente sobre o assunto já há algum tempo e que o tema está superado.

    Wagner era o preferido por parte do PT, que via Haddad com desconfiança pela falta de engajamento político do ex-prefeito dentro do partido. Desde o início, no entanto, Wagner afirmava que não queria o papel e achava que o substituto de Lula deveria ser alguém, de fora do partido. 'Minha tese foi vencida', admitiu, afirmando considerar Haddad um representante 'excepcional' de Lula.

    'Minha torcida absoluta é que para que se consiga o registro dele (de Lula). Se não conseguir, me parece que o jogo está jogado. Se alguém, se a Justiça interditar, o natural é Haddad assumir', disse.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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    PT prepara ofensiva no Congresso para ouvir autoridades sobre habeas corpus de Lula

    BRASÍLIA (Reuters) - No dia marcado para protocolar o registro da candidatura ao Planalto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT anunciou nesta quarta-feira uma ofensiva de requerimentos de convites e convocações no Congresso a autoridades envolvidas em episódio em que foi concedido –-e depois negado-- um habeas corpus ao petista, que está preso desde o início de abril.

    As bancadas de senadores e deputados do partido prepararam, cada uma, ao menos quatro requerimentos para levar ao Congresso a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Carlos Eduardo Thompson Flores, e o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro.

    A estratégia legislativa de apresentação de requerimentos --que precisam ser submetidos a voto-- é uma reação do partido à entrevista publicada no domingo do diretor-geral da PF ao jornal O Estado de S. Paulo, em que Galloro relata as idas e vindas no dia 8 de julho, um domingo, em que foi concedido o HC ao ex-presidente.

    Na ocasião, o desembargador plantonista do TRF-4 Rogerio Favreto concedeu liminar determinando a soltura de Lula e provocou uma cadeia de conversas entre as autoridades sobre a possibilidade de soltura do ex-presidente, relatada pelo chefe da PF na entrevista.

    Segundo Galloro, pouco depois de comunicar Jungmann que iria soltar Lula em cumprimento à decisão judicial, foi a vez de Dodge telefonar-lhe para avisar que iria apresentar recurso contra a soltura. Em seguida, relatou o diretor-geral, foi a vez de uma ligação do presidente do TRF-4 “determinando” que Lula não fosse libertado.

    “Eles têm que esclarecer à nação, ao Congresso Nacional, ao povo brasileiro o que aconteceu naquele dia”, disse a senadora e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR).

    “Não se trata de discutir decisões de juízes ou atos de ofício do Ministério Público... tem a ver com o comportamento administrativo e político que tiveram nos bastidores”, afirmou a senadora, que deve participar nesta quarta-feira de atos de movimentos sociais para o registro da candidatura de Lula.

    A expectativa, segundo o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), é que os requerimentos possam ser votados no próximo esforço concentrado da Casa, no fim do mês. Na Câmara só deve ocorrer no início de setembro. A ideia, explicou, é aprovar convites e convocações das autoridades no plenário, mas não estão excluídas tentativas nas comissões.

    Além dos pedidos de depoimentos de Dodge, Galloro, Thompson Flores e Jungmann, há um pedido de informações ao ministro da Segurança Pública. Também está sendo preparado um requerimento para ouvir o juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da operação Lava Jato em Curitiba.

    Na avaliação do vice-líder do PT na Câmara, deputado Wadih Damous (PT-RJ), a PGR pode ter “incitado” a desobediência a uma decisão judicial. Antes da decisão na noite do dia 8 de julho em que Flores acatou recurso do Ministério Público e manteve a prisão de Lula, o desembargador Rogerio Favreto, responsável pelo plantão do TRF-4, chegou a determinar por três vezes que Lula fosse solto.

    “A impetração de habeas corpus em 8 de julho em que se pedia a soltura desencadeou um conjunto de fatos de extrema gravidade e que mostram que o sistema de justiça brasileiro está sob estado de anarquia”, disse o vice-líder do PT.

    “O diretor-geral da PF vem a público e trata do assunto como se tivesse falando de fatos banais, corriqueiros. Fica claro que houve uma articulação entre Moro, Dodge e Flores, além de Gebran Neto”, afirmou, citando também o desembargador que relatou o caso sobre o tríplex no Guarujá, que determinou que o petista continue a cumprir pena de 12 anos e 1 mês prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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    Lula reafirma papel de Haddad como porta-voz e cobra participação em debates

    (Reuters) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu nesta sexta-feira em Curitiba, onde cumpre pena de prisão, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, para reafirmar que deseja ter Haddad como seu porta-voz e substituindo-o em debates quando ele for impedido pela Justiça de participar.

    Mesmo da prisão Lula tenta por ordem nas disputas internas do PT, uma vez que, apesar da indicação pública de Haddad para ser o vice na chapa presidencial, com a bênção do ex-presidente, Haddad ainda estava sendo questionado internamente e tinha seus movimentos limitados pela cúpula do partido.

    Havia um temor, segundo uma fonte, de passar a impressão de que o partido havia desistido da candidatura Lula se o espaço de Haddad crescesse demais. Ao mesmo tempo, parte do PT ainda questionava a legitimidade de Haddad e gostaria ainda de vê-lo substituído.

    “Lula é candidato e Haddad é candidato a vice. No dia 15 registraremos a chapa Lula-Haddad. Essa é a estratégia”, disse Gleisi a repórteres ao sair de reunião com o ex-presidente na Polícia Federal de Curitiba. “Durante a campanha Haddad será o porta-voz, a sua voz com a sociedade, vai viajar o Brasil, vai fazer o debate, vai participar de sabatinas. Vai ser a nossa voz. Vamos entrar na campanha para valer”.

    Até agora, o PT ainda não conseguiu chegar em um acordo sobre como será a participação de Haddad na campanha. Parte do partido não queria, por exemplo, colocar Haddad no lugar de Lula nos debates. Segundo Gleisi, agora o PT vai usar de todos os meios jurídicos possíveis para assegurar Lula e, se não for possível, Haddad nos encontros de presidenciáveis.

    Lula já havia mandado um recado na véspera, pelo presidente da CUT, Vagner Freitas. Depois de se encontrar com o ex-presidente, o sindicalista disse várias vezes que Lula teria sido claro ao apontar Haddad como seu porta-voz.

    “Ele pediu para dar um recado: Haddad é o porta-voz dele, a voz dele, as pernas dele, fala em nome dele e vai representá-lo e viajar o Brasil em tarefa dada a ele pelo próprio presidente”, disse Vagner a jornalistas em Curitiba.

    Nesta sexta-feira foi a vez dos dirigentes petistas ouvirem o mesmo diretamente. Inscritos como advogados do ex-presidente, Haddad, Gleisi e o diretor financeiro Emídio de Souza têm a prerrogativa de visitar Lula a qualquer momento durante a semana, sem precisar esperar pelos horários de visita.

    Perguntado sobre quando começaria a viajar pelo país, como pediu Lula, Haddad afirmou que a coordenação de campanha do PT irá se reunir nos próximos dias e definir calendários e estratégias para sua participação.

    Esta semana o ex-prefeito pediu licença do Insper, instituto de ensino superior onde dá aulas desde o início do ano.

    Apesar de prometer registrar a chapa Lula-Haddad, o PT acertou uma aliança com o PCdoB pela qual a deputada estadual Manuela D'Ávila assumirá a vaga de candidata a vice na chapa presidencial quando a situação jurídica de Lula se resolver. Até lá, o candidato a vice será o ex-prefeito de São Paulo, que, por sua vez, pode ficar com a cabeça de chapa com a provável impugnação da candidatura de Lula com base na Lei da Ficha Limpa.

    (Por Lisandra Paraguassu, em São Paulo)

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    PT entra com mandado de segurança no TRF-4 por presença de Lula em debate

    SÃO PAULO (Reuters) - O PT entrou na manhã desta quarta-feira com um mandado de segurança no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) pedindo a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no debate que será realizado pela TV Bandeirantes na quinta-feira, informaram o partido e o tribunal.

    O pedido será analisado pela 4ª Sessão da corte, composta pela 7ª e 8ª Turmas do tribunal. Um outro pedido para que Lula participasse do debate já havia sido rejeitado por decisão monocrática de uma juíza substituta do TRF-4.

    Lula está preso desde abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba para cumprir pena de 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá.

    A sentença foi imposta pela 8ª Turma do TRF-4, um órgão colegiado. A Lei da Ficha Limpa determina que condenados por decisões colegiadas do Judiciário ficam inelegíveis. Lula lidera as pesquisas de intenção de voto para a eleição de outubro.

    Caso Lula seja impedido de participar do debate, o PT quer que a Bandeirantes mantenha no estúdio uma cadeira vazia com o nome do ex-presidente e também estuda a realização de uma transmissão nas redes sociais com representantes do partido.

    Também nesta quarta o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou a desistência da defesa de Lula de uma ação na corte que pedia a liberdade do ex-presidente.

    O movimento foi feito a pedido do próprio Lula, diante da possibilidade que a corte julgasse na mesma matéria a inelegibilidade do petista, segundo o candidato a vice na chapa presidencial petista, Fernando Haddad.

    O PT oficializou a candidatura de Lula ao Palácio do Planalto em convenção nacional realizada no último sábado em São Paulo e o partido tem afirmado que insistirá na postulação do ex-presidente e registrará a candidatura dele junto à Justiça Eleitoral no dia 15 de agosto, limite do prazo legal para isso.

    Uma fonte disse à Reuters na semana passada que, caso confirmada a provável impugnação da candidatura de Lula, Haddad o substituirá na cabeça de chapa.

    A deputada estadual gaúcha Manuela D'Ávila, do PCdoB, assumirá a vaga de vice após o destino de Lula ser decidido pela Justiça Eleitoral.

    (Reportagem de Eduardo Simões)

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    PT indica Haddad para vice, mas Manuela, do PCdoB, assumirá vaga com definição de situação de Lula

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - A Executiva Nacional do PT definiu o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad para a vaga de vice na chapa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas apontou a até então candidata do PCdoB à Presidência, Manuela D'Ávila, como futura vice a partir do momento em que a situação jurídica de Lula se resolver, com ou sem a impugnação da sua candidatura.

    Depois de um negociação que durou o dia inteiro dentro da própria Executiva do PT e com o PCdoB, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, anunciou a indicação de Haddad como vice de Lula neste momento, mas indicou que Manuela ocupará o posto futuramente, na primeira admissão, ainda que velada, de que Lula pode ter sua candidatura impugnada.

    Segundo Gleisi, nas reuniões com o PCdoB, entre idas e vindas, os partidos definiram uma 'tática eleitoral que assegure a manifestação do presidente Lula como candidato'.

    'Quero reiterar que vamos com Lula até as últimas consequências, mas discutimos uma estratégia até a regularização da situação eleitoral do presidente, que é que a vocalização da sua campanha seria feita através de um companheiro do PT pela proximidade com o presidente e da identificação com o PT', disse Gleisi em um pronunciamento, já no início da madrugada de segunda-feira.

    'Decidimos ambas direções colocar nesse momento como candidato a vice o companheiro Fernando Haddad para fazer a representação do presidente Lula durante esse processo até tão logo se estabilize juridicamente a situação', acrescentou.

    A fala de Gleisi foi o mais perto que o PT chegou de admitir publicamente que Lula provavelmente não será candidato já que deve ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, depois de uma cobrança do PCdoB por uma posição mais clara de que participaria do processo.

    Até então, o PT apenas tinha pedido que Manuela desistisse da candidatura para esperar uma definição do registro de Lula, sem garantias de que realmente assumiria a vaga de vice.

    'Eu quero dizer formalmente que o presidente Lula pediu que eu convidasse o PCdoB para integrar sua chapa e fazendo um convite formal a Manuela D'Ávila para ser candidata a vice-presidente', disse Gleisi.

    A solução encontrada pelos partidos permite colocar Manuela como futura vice seja com a impugnação de Lula, em que Haddad assume a cabeça de chapa e a candidata comunista fica com a vice, seja na pouco provável hipótese do ex-presidente ser autorizado a concorrer. Nessa caso, Haddad sairia de cena e Manuela ficaria com a vice.

    Na semana passada, o partido havia oferecido a posição à candidata comunista, e Haddad assumiria um papel, daí como cabeça de chapa, apenas com a provável impugnação de Lula. No entanto, o ex-presidente vetou a ideia e pretendia empurrar a decisão sobre a coligação até 15 de agosto, data limite de registro das candidaturas.

    No entanto, o temor de que essa decisão terminasse por inviabilizar o registro como um todo, já que a interpretação do Tribunal Superior Eleitoral este ano é de que todas as coligações e candidatos precisam constar das atas das convenções a serem apresentadas até esta segunda, mudou a estratégia do partido.

    O PT passou então a tentar convencer o PCdoB a aceitar um acordo sem promessa concreta porque, na visão de uma fonte, qualquer coisa além disso seria admitir que Lula não seria candidato. Os comunistas, no entanto, endureceram a conversa e chegaram a anunciar durante a tarde deste domingo um nome para vice de Manuela, o sindicalista Adilson Araújo.

    Dentro do próprio PT a discussão foi dura. Parte da Executiva ainda defendia que entregasse a vice diretamente a Manuela para que não se perdesse a coligação. Prevaleceu a posição de Lula que, em uma carta, pedia que Haddad fosse indicado para que a defesa da sua campanha ficasse nas mãos de um petista, mas se insistisse em um acordo com o PCdoB.

    As negociações entraram noite adentro e um acordo só foi fechado perto da meia-noite.

    Nos últimos minutos, o PT conseguiu atrair para sua aliança, além do PCdoB e o PROS.

    'Nós estamos fazendo o desenho da frente que foi possível construir, entendendo a necessidade de um pacto das candidaturas de nosso campo', disse a presidente do PCdoB, deputada Luciana Santos.

    'Como disse Gleisi, Fernando Haddad segue como porta-voz de Lula até que sejam resolvidas as pendências legais para, mais tarde, o PCdoB assumir o posto de vice, assim como temos sido parceiros do PT há anos', acrescentou.

    A intenção dos partidos é que Haddad e Manuela viagem o país defendendo a candidatura de Lula. Haddad, como vice, pretende representar o ex-presidente em entrevistas de que Lula não pode participar.

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    'Em nenhuma hipótese é o PT o nosso inimigo!', diz Ciro em carta aberta

    BRASÍLIA (Reuters) - O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, defendeu, em carta aberta divulgada nesta sexta-feira, a união de partidos do que ele intitula campo progressista nas eleições de outubro e criticou a articulação da cúpula do PT para isolar sua candidatura.

    'A violência e o grosseiro equívoco desta atitude da cúpula do PT não devem nos retirar a atenção do que realmente interessa: estas eleições são a última chance, como país, de salvarmos o Brasil da legitimação, pelo voto, desta agenda antipobre, antinacional e antidecência que nos governa desde que o golpe usurpou o poder através de Michel Temer e sua gangue', afirmou.

    Ciro disse que não se pode aceitar a 'armadilha' de empurrar o projeto que defende para o conservadorismo ou para a violação de 'nossos valores, muito menos por alguns --ainda que preciosos-- segundos de propaganda na TV.

    'Em nenhuma hipótese é o PT o nosso inimigo!', conclamou.

    Para o pedetista, a cúpula do PT terá de se haver perante a história com as consequências dos atos. Ele lamenta que as baterias deveriam permanecer apontadas 'contra a reação nazi-fascista ou o neoliberalismo entreguista da turma Temer, PSDB, PMDB'.

    'Estes são os inimigos da pátria, estes os traidores da nação, estes os comandantes da roubalheira de alto coturno que parte deslumbrada da cúpula petista quis imitar para dar no que deu. É contra estes que devemos manter nossa luta, nossas energias e nossos entusiasmo! É a favor de uma corrente encantadora de mudanças, que devolva a esperança perdida por nosso povo, que devemos nos emocionar!', cobrou.

    Ciro disse que a 'viagem lisérgica da burocracia do PT tem data para acabar', uma vez que, acredita, Lula não vai conseguir disputar novamente o Palácio do Planalto. O petista está preso desde abril e deve ser barrado pela Lei da Ficha Limpa em razão da condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região no processo do tríplex do Guarujá (SP).

    Ainda assim, o PT vai confirmar neste sábado a candidatura de Lula ao Planalto.

    'Não deixarão Lula ser candidato! Até as pedras do caminho sabem disso! Pior, a burocracia do PT também sabe muito bem disso. Ou seja, é para bailar à beira do abismo que os burocratas do PT convidam a nação brasileira', disse, ao concluir a mensagem.

    'Então fiquemos assim. Se for verdade que Lula será candidato, conversemos; se não for, por favor, Brasil: muita calma nessa hora! Nosso país não aguentará outra aposta no escuro.'

    (Reportagem de Ricardo Brito)

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    Grupo de petistas ainda quer tentar aliança com Ciro, apesar de clima pesado com pedetista

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - Apesar do clima ruim depois da negociação que retirou o PSB do caminho de uma possível aliança com Ciro Gomes (PDT), um grupo de petistas ainda não desistiu de uma aliança com o pedetista para compor uma chapa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que poderia até mesmo levá-lo a assumir a candidatura com a provável impugnação do ex-presidente, disse à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto.

    A ideia de Ciro ser vice de Lula foi tratada pela presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), com o presidente do PDT, Carlos Lupi, em uma reunião que participavam também PSB e PCdoB na tarde de terça-feira, em Brasília, mas não da maneira com que esse grupo de petistas planejava.

    A proposta pegou Lupi de surpresa, a ponto do pedetista achar que era uma brincadeira, disse à Reuters uma outra fonte. Ao entender que Gleisi falava sério, Lupi afirmou que essa proposta deveria ter sido feita há duas semanas, antes da convenção do PDT que oficializou a candidatura de Ciro.

    'Foi uma proposta feita para se abrir uma negociação. Mas o PT não fala em substitutos para o presidente Lula. Isso não foi posto', disse essa segunda fonte.

    Dividido, o PT ainda não conseguiu chegar a um caminho sobre como tratar o fato de que Lula, apesar da insistência do partido, não deverá conseguir ser candidato porque deverá ser enquadrado na Lei de Ficha Limpa por ser condenado em segunda instância.

    Um grupo de petistas que tem proximidade com o ex-presidente, preso há mais de 100 dias em Curitiba, ainda tenta negociar com Ciro a ideia de que ele aceite ser vice de Lula e, enquanto a candidatura não for impugnada, seja a cara da campanha no país, com apoio do PT. Com a impugnação, a candidatura de Ciro seria mantida e o PT indicaria um vice-presidente.

    A ideia uniria os principais partidos de esquerda e poderia levar para o grupo também o PSB que, depois de um acordo com o PT pretende adotar a neutralidade nesta eleição. Além disso, poderia transferir a Ciro parte do eleitorado de Lula, que ainda aparece com cerca de 30 por cento das intenções de voto nas pesquisas, mesmo preso.

    'Ainda não se desistiu dessa possibilidade. Se tem aí até o final de semana para conversar, mas é preciso encontrar espaço no PDT para escutarem', disse a primeira fonte.

    A maneira com que Gleisi apresentou a ideia incomodou o PDT e seria necessário ainda abrir um novo canal de diálogo. Em um evento nesta quinta em São Paulo, Ciro afirmou que a ideia de ser vice de Lula seria uma 'aberração'. Na noite de quarta, em entrevista à Globo News, o candidato disse se sentir frustrado com o tratamento que recebe do PT, que classificou de 'miudeza'.

    A ideia também enfrenta resistência dentro do próprio PT. Parte do partido ainda defende que deve liderar a esquerda no país e encabeçar qualquer acordo para uma aliança de esquerda, apesar das dificuldades e denúncias que enfrentou nos últimos anos e da prisão de seu maior líder.

    A Reuters procurou diversas vezes, por telefone e mensagem, o presidente do PDT e o coordenador de campanha de Ciro Gomes, seu irmão Cid Gomes, mas não teve resposta.

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    PT levará negociações para definição de vice de Lula até prazo de registro

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O PT pretende esticar as negociações para indicação de um vice-presidente na chapa à Presidência encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva até 15 de agosto, data limite para registro das candidaturas, disseram à Reuters fontes do partido.

    O nome de Lula, preso em Curitiba desde abril, será confirmado em convenção nacional do PT no sábado em São Paulo. O ex-presidente cumpre pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá (SP) e, como Lula foi condenado por um órgão colegiado, deve ser impedido de disputar a eleição com base na Lei da Ficha Limpa.

    Ainda assim, o PT tem afirmado que insistirá em sua candidatura e a registrará junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 15 de agosto.

    O partido ainda não decidiu qual o melhor cenário para a indicação do companheiro de chapa do ex-presidente.

    Uma das questões que ainda estaria na mesa é uma aliança com o PCdoB, que teria exigido a vaga de vice para a deputada estadual gaúcha Manuela D´Ávila, que desistiria da candidatura presidencial formalizada nesta quarta, segundo uma fonte ouvida pela Reuters.

    Mesmo se a aliança não for adiante e o partido for para a eleição com uma chapa puro-sangue, só com petistas, há dúvidas ainda se seria melhor indicar como vice de Lula um nome que poderia ser o eventual Plano B, no caso da provável impugnação da candidatura do ex-presidente, ou um outro nome que permaneceria como vice mesmo com a mudança do cabeça de chapa.

    Em tese, a definição das chapas, com candidatos a presidente e a vice, deveria ocorrer até o prazo final para a realização das convenções partidárias, no próximo domingo.

    Na avaliação de Daniel Falcão, professor da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do curso de Direito Eleitoral do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), no entanto, há brechas para que a definição ocorra até o prazo final de registro.

    'O prazo entre o dia 5 e o dia 15 é para a preparação das burocracias dos partidos para o registro. Em tese esse prazo não existe', disse Falcão sobre mudanças entre os dias 5 e 15. 'Mas, como não há nenhum tipo de sanção, nenhum tipo de punição, para quem fizer uma mudança depois das convenções, muitos partidos vão fazer isso.'

    Falcão explica que essa possibilidade se abre especialmente se as convenções partidárias autorizarem as Executivas dos partidos a tomarem decisões após a convenção nacional.

    'Se eu fosse consultado por algum partido, é o que eu falaria: faça a convenção e, na convenção coloque, registrado em ata, a autorização para a Executiva fazer mudanças até o dia 15. Isso vai reduzir enormemente a possibilidade de problemas com a Justiça Eleitoral', afirmou.

    (Reportagem adicional de Eduardo Simões, em São Paulo)

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    Jaques Wagner não deve aceitar ser Plano B de Lula, dizem fontes

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - Pressionado pelo PT e pelo próprio ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a aceitar ser o Plano B do partido, com a possível impugnação da candidatura de Lula à Presidência, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner já teria decidido que não poderá aceitar o encargo, disseram à Reuters fontes que acompanham o assunto.

    O ex-governador é pré-candidato ao Senado pela Bahia, em uma eleição dada como praticamente certa no Estado, e desde o início renegava a ideia de ser um Plano B. No entanto, como mostrou a Reuters, seu nome como substituto de Lula cresceu dentro do partido nas últimas semanas, insuflado pelo próprio ex-presidente.

    Lula chegou a cogitar a ideia de uma chapa com Wagner tendo o dono da Coteminas, Josué Gomes, como vice. Neste caso, o empresário, filho do vice-presidente de Lula, José Alencar, representaria o Sudeste empresarial, enquanto Wagner representaria o Nordeste, em uma composição que lembraria a chapa do ex-presidente em 2002 e 2006.

    'Todas as semanas ele (Wagner) recebe gente da direção do partido que tratam desse assunto, inclusive com recados do ex-presidente', contou uma fonte próxima a Wagner.

    O ex-governador e ex-ministro teria balançado e prometido avaliar um pedido de Lula, mas a resposta deve ser negativa.

    Outra fonte ouvida pela Reuters confirma que Wagner está caminhando para negar a possibilidade de assumir o Plano B do PT ao ex-presidente e ao partido. Com Lula, o ex-governador planejaria conversar nos próximos dias.

    'O partido quer também uma coisa mais formal, até para se liberar para procurar uma outra alternativa', disse a primeira fonte.

    A outra alternativa aventada até hoje é o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, coordenador do programa de governo de Lula e hoje um dos nomes mais próximos ao ex-presidente. No entanto, Haddad tem dificuldade de conquistar apoio interno.

    A maior parte do PT o vê como sem jogo de cintura e pouco político --daí, inclusive, a pressão para que Wagner aceitasse a posição. O ex-governador baiano seria mais habilidoso, dizem petistas.

    'Wagner traria o Nordeste, isso é certo. Agora, Haddad talvez não tenha tanta entrada nem no Sudeste', disse um petista.

    Nesta sexta, em um evento do PT na cidade de Teixeira de Freitas (BA), contou a fonte, o senador Otto Alencar (PSD), que apoia o partido no estado, chegou a afirmar que 'estava com Lula' e, se o ex-presidente não puder concorrer, estaria com Wagner. Ao lado, o ex-governador apenas sorriu.

    O PT faz a convenção que vai confirmar Lula como candidato no dia 4 de agosto e tudo caminha para ter também um vice do próprio partido, já que negociações de alianças até agora não avançaram.

    Pela lei, o substituto pode ser o eventual vice na chapa de Lula, mas não é obrigatório. O partido pode incluir outro nome na chapa com a eventual impugnação da candidatura do ex-presidente.

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    ENTREVISTA-PT vai rever venda de ativos da Eletrobras e acordo Embraer/Boeing; usará reservas para infraestrutura, diz Pochmann

    Por Iuri Dantas e Eduardo Simões

    SÃO PAULO (Reuters) - O recente acordo entre Embraer e Boeing e eventuais vendas de ativos da Eletrobras e da Petrobras que saírem do papel serão revistos num governo do PT a partir de 2019 por questões estratégicas, ao mesmo tempo que um fundo com parte das reservas internacionais será montado para financiamento de projetos de infraestrutura.

    As informações foram dadas à Reuters por um dos coordenadores da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência, o economista Márcio Pochmann, que definiu o acordo atual entre as duas gigantes da aviação como 'inviável'.

    'O acordo com a Boeing significa o desaparecimento da Embraer, não tem garantia alguma que ela vai ficar no Brasil, pelo contrário, e toda a tecnologia militar tende a desaparecer', afirmou o economista em entrevista, no final da tarde de segunda-feira.

    No início do mês, Embraer e Boeing anunciaram um acordo prévio sob o qual a norte-americana vai assumir o controle da divisão de aviação comercial da empresa brasileira por meio da criação de uma joint-venture de 4,75 bilhões de dólares. A nova empresa visa fazer frente à parceria da Airbus com a Bombardier.

    Ao comentar a intenção do governo do presidente Michel Temer de privatizar a Eletrobras, Pochmann fez a avaliação de que a complexidade do sistema elétrico nacional e a importância das estatais para investimentos públicos exigem que não sejam tratadas 'como uma empresa como qualquer outra'.

    O governo Temer pretende vender seis distribuidoras da Eletrobras neste ano, sendo que o leilão da Cepisa está marcado para quinta-feira. [nL1N1UJ10W]

    'Essas empresas, na verdade, o tema sob o qual elas estão inseridas, não nos permite avaliar apenas e tão somente pela ótica empresarial.'

    MEDIDAS EMERGENCIAIS

    O primeiro ano de eventual terceiro mandato de Lula --que lidera as pesquisas de intenção de voto para a Presidência, mas deve ser declarado inelegível de acordo com a Lei da Ficha Limpa-- também seria marcado pela criação de um fundo de investimentos, composto por cerca de 10 por cento das reservas internacionais, contribuição de bancos públicos e debêntures, para financiamento de projetos de infraestrutura e retomada do crescimento.

    Com o nível atual das reservas, na casa de 380 bilhões de dólares, o fundo teria inicialmente cerca de 38 bilhões de dólares, ou 140 bilhões de reais.

    'A ideia é que tenha um fundo de investimento que esteja imune às regras fiscais, porque é investimento e não é gasto e nem custeio', disse Pochmann.

    Sem dar muitos detalhes, o economista assinalou que o fundo seria criado por uma composição entre bancos públicos e debêntures de empresas'. 'É uma engenharia para gerar um grande fundo para a retomada do investimento.'

    Ele reiterou ainda os planos de uma reforma tributária progressiva e de tributar os bancos que não diminuírem o spread bancário, como disse à Reuters o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, outro coordenador da campanha petista.

    MAIS LULA OU MAIS DILMA?

    O PT, que governou o país entre 2003 e 2016, tem afirmado que insistirá na candidatura de Lula, preso há mais de 100 dias em Curitiba cumprindo pena por corrupção e lavagem de dinheiro, e Pochmann disse que, caso Lula não possa ser candidato, seu substituto será um petista e um 'preposto' do ex-presidente.

    Com Lula, ou com um outro nome petista, Pochmann afirma que o PT aprendeu com seus 'erros e acertos' no poder, que o partido está 'mais maduro' e se tornou um 'PT 3.0'.

    O economista argumentou ser 'mais mito que verdade' a irresponsabilidade fiscal associada pelos mercados financeiros a um eventual governo Lula, lembrando dos resultados fiscais obtidos na gestão do ex-presidente.

    Indagado se a política econômica de um novo mandato presidencial seria mais próxima à adotada por Lula ou por sua sucessora Dilma Rousseff, Pochmann disse que 'foram mandatos que responderam à realidade ali encontrada' e que o objetivo agora é 'mudar radicalmente o sistema produtivo e de consumo no Brasil', em busca de maior sustentabilidade ambiental.

    Contrário ao teto dos gastos públicos, que limita a expansão das despesas da União à variação da inflação no ano anterior e uma das medidas mais comemoradas pelo atual governo, o PT defende a convocação de uma Constituinte para revogar a emenda constitucional que criou a restrição, mas não gastaria o capital político do primeiro ano de gestão petista com a questão.

    Isso exigirá uma negociação com o Congresso, já que o teto poderia ser descumprido no início do mandato.

    'De fato há restrição do gasto, se não for modificado criará constrangimentos e problemas de natureza jurídica', afirmou Pochmann.

    'Seja quem for o governo, uma iniciativa dessa natureza vai se apresentar... temos que ter um pacote de negociação do que o governo quer fazer. No início, o presidente tem muita força.'

    Pochmann defendeu ainda que o Banco Central deve perseguir, ao mesmo tempo, uma meta de inflação e outra de desemprego, mas ressaltou que ainda não há decisão sobre isso no âmbito da campanha petista.

    (Com reportagem adicional de Christian Plumb)

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