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    Reforma da Previdência chega ao Congresso em meio a críticas e desconforto

    Por Maria Carolina Marcello

    BRASÍLIA (Reuters) - A reforma da Previdência chegou ao Congresso nesta quarta-feira, levada pessoalmente pelo presidente Jair Bolsonaro, gerando críticas e um certo desconforto mesmo entre parlamentares mais identificados com o governo.

    Os presidentes do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e do PRB, deputado federal Marcos Pereira (SP), não demoraram em criticar a proposta por não incluir mudanças nas aposentadorias dos militares. Os dois partidos são potenciais participantes da base governista --o PP tem 37 deputados e seis senadores, enquanto o PRB tem uma bancada de 30 deputados e um senador.

    Os dois dirigentes partidários foram ao Twitter e apontaram a ausência dos militares na proposta, apesar da garantia do secretário especial da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, de que o Executivo enviará ao Congresso um projeto de lei sobre a Previdência dos militares em 30 dias.

    'A respeito da chegada da PEC da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, tenho a convicção de que, sem uma reforma que alcance também os militares, o texto apresentado não deveria sequer tramitar', escreveu Ciro em sua conta no Twitter.

    Pereira foi mais ou menos na mesma linha.

    'A ausência dos militares das Forças Armadas na proposta de reforma da Previdência enviada hoje por Bolsonaro à Câmara é um sinal ruim para a sociedade e pode dificultar o andamento da proposta entre os deputados', escreveu o parlamentar, que é primeiro vice-presidente da Câmara.

    Em nota, o presidente do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força, afirmou que as nova regras são “muito duras”. Aponta, entre outros pontos, que as idades mínimas de 62 anos para mulheres e 65 para homens ultrapassam a expectativa e vida da população em vários Estados e municípios.

    Também defendeu “atenção especial” ao trabalhador do campo, que “dificilmente” conseguirá ter acesso ao benefício com a mudança nas regras.

    “O Solidariedade irá trabalhar para modificar alguns pontos que não acha justo com os brasileiros”, disse o deputado.

    OPOSIÇÃO

    Também não faltaram comentários negativos sobre a reforma entre os partidos de oposição. Dentre os principais pontos levantados, está a ameaça aos mais pobres, a equiparação de idades de aposentadoria entre homens e mulheres em alguns casos, o curto período de transição e o forte endurecimento na concessão de benefícios assistenciais, além de mudanças nas regras da aposentadoria rural.

    “Haverá reação na sociedade, haverá reação aqui dentro do Congresso porque mesmo aqui os deputados e deputadas sabem o que é o Nordeste brasileiro, sabem o que é trabalhar no campo, sabem o que é o benefício de prestação continuada, e sabem que nós temos 14 milhões de desempregados, 45 por cento da mão de obra na informalidade, e a sazonlaidade do trabalho é enorme”, discursou em plenário o líder do PSOL, deputado Ivan Valente (SP).

    A líder da Minoria, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), alertou para o risco de “desconstitucionalização” da Previdência, já que o governo pretende promover mudanças posteriores via projetos de lei complementar, que exigem um quórum menor de aprovação do que o necessário para aprovar uma PEC.

    Por se tratar de uma PEC, a proposta precisa de ao menos 308 votos favoráveis em dois turnos de votação na Câmara em meio aos 513 deputados. Um projeto de lei complementar exige a chamada maioria absoluta, equivalente a 257 votos.

    Seguindo a linha de seu campo político, o líder do PDT, André Figueiredo (CE), criticou, inclusive, a técnica legislativa do texto enviado nesta quarta ao Congresso.

    “Pudemos constatar que assim como todos os atos do governo Bolsonaro até aqui, a proposta de reforma é extremamente confusa. O texto não está lúcido para que possamos nos ater e dizer ‘olha, isso aqui está bom, isso aqui está ruim’. No geral, está muito ruim”, avaliou o deputado.

    FELIZ

    O líder do governo, Major Vitor Hugo (PSL-GO), por sua vez, como esperado, defendeu a proposta encaminhada e afirmou que a PEC é “mais uma prova de que o governo Bolsonaro se esforça para mudar o país e para melhorar a vida do cidadão”.

    Vitor Hugo também destacou a participação e interesse de governadores estaduais na aprovação da PEC.

    “Uma Previdência que vai fazer com que os mais pobres paguem menos e os mais ricos contribuam com mais, uma Previdência que vai fazer com que haja regras de transição. Regras de transição que sejam humanas, que sejam inteligentes, e que sejam coerentes e também que se preservem direitos adquiridos”, disse o líder.

    Entre as novidades, da proposta, as novas regras prevêm a inclusão de políticos no regime geral de Previdência.

    Na mesma toada, o deputado Delegado Waldir (GO), líder do PSL, partido do presidente, afirmou que a base governista será construída pela equipe de articulação do Planalto, capitaneada pela Casa Civil, e pelo Major Vitor Hugo. Lembrou, ainda, que Bolsonaro se envolveu diretamente nas conversas e vem mantendo reuniões com bancadas partidárias sobre o tema, além das bancadas temáticas, que o apoiaram durante a campanha.

    Lembrou, no entanto, que o esforço não é “suficiente” para a aprovação da reforma e que é necessária “pressão popular”, além da contribuição de governadores.

    “O orçamento deles está quebrado. Essa reforma não é do governo Bolsonaro”, disse o líder do PSL.

    Já o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente, admitiu “que ninguém está feliz de ter que encaminhar esse projeto para cá, mas é algo importantíssimo para o nosso país”.

    “Eu tenho certeza que o Congresso Nacional vai saber dar a resposta que a sociedade precisa sem cometer injustiça”, disse Flávio em seu perfil do Twitter.

    (Reportagem adicional de Lisandra Paraguassu, em Brasília, e Eduardo Simões, em São Paulo)

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    Kremlin acusa EUA de tentarem usurpar poder na Venezuela; China se opõe a interferência externa

    Por Andrew Osborn e Robin Emmott

    MOSCOU/BRUXELAS (Reuters) - A Rússia acusou os Estados Unidos de tentarem usurpar o poder na Venezuela e advertiu contra uma intervenção militar norte-americana no país, assumindo posição contrária à de Washington e da União Europeia, que apoiaram protestos contra um dos principais aliados de Moscou.

    O líder da oposição venezuelana Juan Guaidó se autodeclarou presidente interino do país na quarta-feira, ganhando o apoio de Washington e da maioria da América Latina e fazendo com que o presidente socialista Nicolás Maduro, que lidera o país rico em petróleo desde 2013, rompesse os laços diplomáticos com os Estados Unidos.

    A perspectiva da deposição de Maduro representa uma dor de cabeça geopolítica e econômica para Moscou que, junto com a China, tem se tornado um credor de Caracas, emprestando bilhões de dólares ao país. Moscou também tem fornecido apoio às Forças Armadas e à indústria petrolífera venezuelana.

    Nesta quinta-feira, a Rússia acusou Washington estimular protestos de rua na Venezuela e de tentar derrubar Maduro, que chamou de presidente legítimo do país.

    “Nós consideramos que a tentativa de usurpar a autoridade soberana na Venezuela contradiz e viola a base e os princípios da lei internacional”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

    Peskov disse que a Rússia não recebeu um pedido de ajuda militar por parte da Venezuela e se recusou a dizer como o país responderia se recebesse. Maduro, que se encontrou com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou em dezembro, é o presidente legítimo da Venezuela, disse Peskov.

    O Ministério de Relações Exteriores da Rússia também se pronunciou, afirmando que Washington está tentando determinar o destino de outros países utilizando a conhecida estratégia de derrubar governos que o desagradam.

    A chancelaria também disse para Estados Unidos não intervirem militarmente, advertindo que uma interferência externa pode levar a um massacre. “Nós alertamos contra um aventureirismo do tipo que é carregado de consequências catastróficas”,

    O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, também ofereceu apoio a Maduro.

    “Meu irmão Maduro! Mantenha a cabeça erguida, nós estamos com você”, disse Erdogan, segundo publicação do porta-voz presidencial Ibrahim Kalin no Twitter.

    A China, grande credora de Caracas, também expressou apoio a Maduro, dizendo se opor a qualquer interferência externa na Venezuela e apoiar esforços para proteger a independência e estabilidade do país.

    'A China apoia os esforços feitos pelo governo venezuelano para proteger a soberania, a independência e a estabilidade do país', disse a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês Hua Chunying em um entrevista coletiva de rotina em Pequim.

    'Quero enfatizar que as sanções externas ou interferências geralmente tornam a situação mais complicada e não ajudam a resolver os problemas reais', acrescentou.

    APOIO DA UE À OPOSIÇÃO

    A União Europeia, que impôs sanções contra a Venezuela e boicotou a cerimônia de posse de Maduro no início deste mês, assumiu posicionamento diferente.

    Embora tenha evitado acompanhar Washington no reconhecimento de Guaidó como presidente interino da Venezuela, o bloco pediu que autoridades respeitem os seus “direitos civis, liberdade e segurança” e pareceu apoiar pedidos por uma transição pacífica de poder no país.

    “O povo da Venezuela clamou em massa pela democracia e pela possibilidade de determinar livremente seu próprio destino. Essas vozes não podem ser ignoradas”, disse o bloco em comunicado.

    (Reportagem Adicional de Tom Balmforth, Maria Kiselyova, Christian Lowe e Maxim Rodionov em Moscow; Simon Carraud e Richard Lough em Paris, Christian Shepherd em Pequim, Ezgi Erkoyun em Istambul e Belen Carreño e Paul Day em Madri)

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    Arábia Saudita rejeita resoluções do Senado dos EUA sobre Khashoggi e Iêmen

    RIAD (Reuters) - A Arábia Saudita rejeitou nesta segunda-feira resoluções do Senado dos Estados Unidos que pedem o fim do apoio militar norte-americano à guerra no Iêmen e culpam o príncipe herdeiro do reino, Mohammed bin Salman, pelo assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, dizendo que se baseiam em alegações infundadas.

    As resoluções aprovadas na quinta-feira foram uma repreensão rara do Senado ao presidente dos EUA, Donald Trump, mas essencialmente simbólicas. Para se tornarem leis, elas precisariam passar pela Câmara dos Deputados, cujos líderes republicanos barraram toda e qualquer legislação concebida para repreender os sauditas.

    'O reino rejeita categoricamente qualquer interferência em seus assuntos internos, toda e qualquer acusação, de qualquer forma, que desrespeite sua liderança... e quaisquer tentativas de minar sua soberania ou diminuir sua estatura', disse um comunicado do Ministério das Relações Exteriores.

    Khashoggi, íntimo dos círculos do poder que se tornou crítico do príncipe Mohammed e passou a escrever para o jornal Washington Post depois de se mudar para os EUA no ano passado, foi morto dentro do consulado saudita em Istambul no início de outubro. Autoridades sauditas rejeitaram as acusações de que o príncipe herdeiro ordenou seu assassinato.

    O crime provocou revolta mundial e prejudicou a reputação internacional do príncipe Mohammed, de 33 anos, o líder de fato do reino, que está impulsionando reformas econômicas e sociais no maior exportador de petróleo do mundo.

    A Arábia Saudita também tem sido cada vez mais questionada pelas mortes de civis e uma crise humanitária no Iêmen, onde apoia o governo reconhecido internacionalmente contra rebeldes houthis alinhados ao Irã em uma guerra civil de quase quatro anos.

    Em conversas mediadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) na Suécia na semana passada, as partes em conflito concordaram com um cessar-fogo local para tentar evitar mais mortes na cidade portuária de Hodeidah, que é vital para as remessas de alimentos e ajuda humanitária.

    Oponentes das resoluções do Senado dos EUA querem manter o relacionamento entre Washington e Riad, que consideram um resposta essencial a Teerã no Oriente Médio.

    Autoridades norte-americanas também veem o apoio saudita como um pilar do plano de paz para israelenses e palestinos ainda a ser debatido pelo governo Trump, e argumentaram que suspender o apoio dos EUA pode complicar os esforços de pacificação no Iêmen.

    O comunicado saudita disse que o reino 'espera não se arrastado para debates políticos internos nos Estados Unidos da América para evitar quaisquer ramificações nos laços entre os dois países que poderiam ter impactos negativos significativos nesta parceria estratégica importante'.

    (Por Mohamed El-Sherif)

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    Diplomatas reagem mal à indicação de Araújo ao Itamaraty e apontam quebra de hierarquia

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - A reação de diplomatas que atuam no Itamaraty foi a pior possível à indicação de Ernesto Araújo como novo ministro das Relações Exteriores, com alguns deles avaliando que houve uma quebra de hierarquia e um desrespeito à instituição, disseram fontes ouvidas pela Reuters.

    Promovido a ministro de primeira classe --o nome técnico do topo da carreira, o chamado embaixador-- apenas no primeiro semestre deste ano, Araújo é considerado um diplomata excessivamente júnior para o cargo, no que foi visto como uma quebra de hierarquia sem precedentes no Itamaraty.

    'É como se o presidente eleito tivesse indicado um general três estrelas para comandar a Defesa ou o Estado-Maior das Forças Armadas', comparou uma fonte com conhecimento interno do Itamaraty, lembrando que, como militar, Jair Bolsonaro jamais cometeria um erro desses.

    'Nunca um chefe de departamento, um cargo de terceiro escalão, foi alçado a chanceler', disse uma segunda fonte. 'É uma pessoa de perfil bem baixo. É de se questionar que tipo de liderança ele poderá ter.'

    O nome de Araújo, de 51 anos, chegou a surgir como possível chanceler ainda durante a campanha, depois de vir à tona que o diplomata --hoje chefe do Departamento de Estados Unidos e Canadá, um cargo de terceiro escalão no Itamaraty-- criou um blog em que fazia campanha aberta para Bolsonaro. Antes disso, Araújo não tinha relação com o presidente eleito, mas por suas manifestações se aproximou dos filhos de Bolsonaro.

    Parte da equipe do presidente eleito, especialmente o futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general da reserva do Exército Augusto Heleno, e o vice-presidente eleito, general da reserva Hamilton Mourão, defendiam outros nomes. O embaixador aposentado José Alfredo Graça Lima era o preferido de Heleno, enquanto Mourão apontou publicamente o secretário-geral do Itamaraty, Marcos Galvão, como uma alternativa.

    Acabou vencendo, no entanto, a postura ideológica de Araújo, apesar de Bolsonaro bater constantemente na tecla que quer uma política externa sem 'viés ideológico'.

    Diplomatas ouvidos pela Reuters apontam as manifestações do futuro chanceler como um dos principais problemas no comando da instituição, para além do óbvio fato de que, recém-promovido, sem nunca ter chefiado uma embaixada no exterior ou ter tido um cargo de relevância na estrutura diplomática, Araújo não teria a necessária experiência para o cargo.

    'Araújo fez a fama dele junto à equipe do Bolsonaro em cima de um artigo de política externa extremamente controverso, em que ele faz uma defesa apaixonada do presidente norte-americano, Donald Trump. Que capacidade de ação terá a diplomacia brasileira com ele à frente?', disse uma das fontes. 'Aos olhos do mundo, a política externa brasileira passará a ser comandada por um discípulo do trumpismo.'

    Uma outra fonte, apesar de menos incisiva, vai na mesma linha.

    'Ele deixa o Itamaraty refém de uma doutrina que acaba sendo um pouco apaixonada demais para os nosso padrão. Há um discurso de alinhamento automático (com os Estados Unidos) contrário à nossa tradição e aos nossos interesses', explicou.

    Em seus textos no blog, Araújo criticava a esquerda e chegou a fazer um 'poema' em que chamava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de 'poste' do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Também chamava o PT de Partido Terrorista e dizia que lutar contra um governo petista seria 'lutar contra o mal'.

    Em um artigo de 27 páginas publicado na revista Cadernos de Política Externa, da Fundação Alexandre Gusmão do Itamaraty, Araújo faz uma longa defesa de Trump. Para o futuro chanceler, o presidente dos EUA salva a civilização ocidental do 'islamismo radical' e do 'marxismo cultural globalista' e pode salvar o futuro do Ocidente.

    O futuro chanceler serviu em Washington com o ex-chanceler Mauro Vieira, e voltou ao Brasil no início do segundo mandato de Dilma Rousseff, quando Vieira foi chamado para assumir o Itamaraty. Trabalhou no gabinete como auxiliar até a saída de Vieira com o impeachment de Dilma. Desde então, assumiu o cargo de chefe do Departamento de Estados Unidos e Canadá --que, apesar do nome, não lida com os temas centrais em relação aos países do Norte, como comércio--, um posto normalmente ocupado por um ministro.

    Foi promovido a embaixador no primeiro semestre deste ano, mas continuou no mesmo posto por falta de vagas em cargos para embaixador.

    Em breve declaração em Brasília, após ter sido anunciado por Bolsonaro como futuro chanceler, Araújo disse que o Brasil vive 'um momento extraordinário' com a eleição do capitão da reserva do Exército ao Palácio do Planalto.

    'Antes de tudo, (principal linha de trabalho é) garantir que esse momento extraordinário que o Brasil está vivendo com a eleição do presidente Bolsonaro se traduza dentro do Itamaraty. Uma política efetiva, uma política em função do interesse nacional, uma política de um Brasil atuante, de um Brasil feliz, de um Brasil próspero', disse o futuro chanceler.

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    Mídia e ativistas de Mianmar criticam condenação de repórteres da Reuters

    Por Shoon Naing e Thu Thu Aung

    YANGON (Reuters) - Vários veículos de comunicação de Mianmar e dezenas de grupos da sociedade civil denunciaram a condenação de dois repórteres da Reuters a 7 anos prisão com base na Lei de Segredos Oficiais, e disseram que a sentença foi um ataque ao direito de liberdade de informação no país do sudeste asiático.

    Na segunda-feira, um tribunal de Mianmar considerou os dois jornalistas culpados, em um caso histórico visto como um teste do progresso democrático de Mianmar, que foi governado por uma junta militar até 2011.

    Wa Lone, de 32 anos, e Kyaw Soe Oo, de 28 anos, investigavam o massacre de moradores de um vilarejo pertencentes à minoria muçulmana rohingya cometido por forças de segurança e civis quando foram presos, em dezembro, e se declararam inocentes.

    O jornal 7 Day Daily, um dos mais lidos do país, imprimiu um bloco negro em sua primeira página nesta terça-feira e um editorial intitulado 'Um dia triste para Mianmar'.

    O jornal, de propriedade privada, disse que as penas 'acabam com a esperança de que o governo atual valorizará e respeitará a liberdade de imprensa', acrescentando que o governo ganhou a reputação de oprimir a mídia, como governos militares anteriores.

    'Todos precisam estar cientes de que a democracia não sobreviverá em uma idade das trevas da informação', afirmou.

    Mianmar aboliu a censura direta da mídia em 2012 como parte das reformas de um regime parcialmente civil que levaram a eleições vencidas pelo partido de Aung San Suu Kyi, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2015.

    Não foi possível contatar o porta-voz do governo de Mianmar, Zaw Htay, para obter comentários sobre o veredicto nem na segunda-feira nem nesta terça-feira.

    O vice-ministro da Informação, Aung Hla Tun, rejeitou a insinuação de que o veredicto foi um golpe na liberdade de imprensa, mas admitiu que algumas leis 'não são amistosas' com a mídia, inclusive a Lei de Segredos Oficiais que justificou a condenação dos dois repórteres.

    'Esta legislação não foi aprovada por este governo, nós a herdamos', disse ele à Reuters. 'Estamos tentando rever as leis. Algumas serão abolidas, se necessário, e outras emendadas'.

    Kyaw Zwa Moe, um editor da revista de notícias online Irrawaddy, disse que Suu Kyi e o presidente Win Myint têm que entender que o caso diz respeito ao direito das pessoas à informação.

    O jornal Mianmar Times, também de propriedade privada, publicou uma foto em preto e branco de página inteira de Kyaw Soe Oo algemado e cercado de repórteres ao deixar a corte, dizendo que o veredicto foi 'um golpe na liberdade de imprensa'.

    Já o jornal estatal Global New Light of Mianmar noticiou os fatos do veredicto em quatro parágrafos em uma página interna, sem mencionar nenhuma crítica à decisão, mas observando que a defesa pode recorrer.

    (Reportagem adicional de Simon Lewis e Antoni Slodkowski)

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    Setor produtivo aposta no STF contra tabela do frete após sanção de Temer

    SÃO PAULO (Reuters) - Setores da indústria e agrícola se mantêm contrários à tabela de fretes rodoviários sancionada nesta quinta-feira pelo presidente Michel Temer e esperam que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida pela inconstitucionalidade do instrumento no final deste mês.

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou que entrou nesta quinta-feira com um novo pedido no STF para suspender o tabelamento. O setor citou custos bilionários com a imposição do tabelamento do frete rodoviário, instituído após a paralisação dos caminhoneiros em maio, ressaltando ainda que a lei elevará os custos dos alimentos, além de ameaçar reduzir a produção agrícola em áreas distantes dos grandes centros.

    A CNA afirmou que formalizou no STF um aditamento à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5959, protocolada pela entidade em junho para acabar com a eficácia da Medida Provisória (MP) 832, que criou a tabela de frete para o transporte rodoviário. O texto que converteu a MP em lei foi publicado nesta quinta-feira, no Diário Oficial da União.

    'A CNA é contrária a qualquer tabelamento por entender que a medida fere a livre concorrência, além de trazer prejuízos à população. Desta forma, a confederação alega que a lei é inconstitucional', reiterou a organização em comunicado.

    Segundo a CNA, 'a lei trouxe questões acessórias que tornam a intervenção estatal até mais patente e inconstitucional'.

    A manifestação da entidade ocorre antes de uma audiência pública em 27 de agosto, convocada pelo ministro Luiz Fux, relator das ADIs no STF.

    Fux deverá se posicionar sobre a tabela do frete após a audiência, mas a CNA defende a análise imediata da medida cautelar e a suspensão do tabelamento até a data do debate.

    Segundo o presidente em exercício da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), José Roriz Coelho, a sanção da lei cria problemas para as empresas, uma vez que o tabelamento inviabiliza uma série de produtos, incluindo insumos da construção civil como cimento e fertilizantes.

    'Isso cria problema de 'compliance'... Quem não cumprir a tabela está desrespeitando a lei', disse Coelho. Segundo ele, a indústria mantém posição favorável a uma tabela referencial para os fretes, mas não uma que seja obrigatória. 'É inconstitucional fazer tabelamento de frete. Tem posição do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) contrária ao tabelamento.'

    Em estudo recente, a CNA estimou um aumento médio de 12,1 por cento no preço de alimentos como arroz, carnes, feijão, leite, ovos, tubérculos, frutas e legumes, que representam mais de 90 por cento da cesta básica.

    Já levantamento da Fiesp afirma que a indústria vai ter uma alta de 3,3 bilhões de reais nos custos de transporte entre junho e o final deste ano por causa da tabela de frete.

    Em manifestação paralela assinada por outras entidades do agronegócio, como Abiove, Anec e Aprosoja, o setor afirma que outros produtos como gasolina e diesel também ficarão mais caros.

    A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) afirmou nesta semana que o setor, que opera com margens baixas própria do negócio de commodities, está sendo altamente prejudicado.

    'O ponto central do nosso setor, no Brasil, é a logística. É onde as empresas conseguem ganhar algum dinheiro... Com a tabela de fretes, isso acaba com a rentabilidade das companhias', disse o diretor-geral da Anec.

    Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), os primeiros cálculos apontam que o tabelamento acarreta alta de custos da ordem de 73,9 bilhões de reais sobre o conjunto da economia, valor superior ao investimento anual do país em infraestrutura.

    Para a Abiove, que representa tradings e processadoras de soja, o principal produto de exportação do Brasil, que lidera nas vendas globais da oleaginosa, os custos gerados pela tabela serão pagos por toda a sociedade brasileira, em especial as pessoas de mais baixa renda.

    A competitividade internacional de produtos do Brasil, um dos maiores exportadores commodities agrícolas do mundo, também é colocado em xeque pela tabela de fretes, ressaltou a ABPA, entidade que representa exportadores de carne de frango, outra mercadoria que o país detém a liderança no cenário global.

    'A questão logística, que já é um entrave para a capacidade produtiva nacional, passou a ser um fator de retenção de negócios. Com o menor fluxo produtivo, os custos da nova tabela poderão desencadear impactos na manutenção dos postos de trabalho e causar inflação', disse a ABPA.

    FROTAS PRÓPRIAS?

    Enquanto o setor aguarda por uma solução da Justiça para a questão, a Cargill, um dos maiores exportadores do Brasil, e outras companhias estão avaliando a aquisição de frota própria de caminhões e a contratação de motoristas, para ficarem menos sujeitas aos efeitos da tabela.

    Nesta quinta-feira, foi a vez da Suzano Papel e Celulose dizer que não descarta eventual incorporação de caminhões próprios para lidar com os consequentes aumentos no custo de transporte de insumos e produtos aos clientes, entre outras medidas. [nL1N1V01LU] A petroquímica Braskem avalia entre as opções usar mais o transporte de cabotagem, mas pondera que o reajuste do país aos efeitos da tabela poderá criar novos gargalos logísticos.

    Montadoras como Mercedes-Benz e Volvo identificaram nas últimas semanas aumento de sondagens de transportadores e embarcadores sobre aquisição de frotas de caminhões, enquanto empresas menores, como pequenos produtores rurais, já estão encomendando veículos.

    (Por Roberto Samora, com reportagem adicional de Alberto Alerigi Jr.)

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