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    Petrobras eleva preço do diesel em 4,8%; CEO reafirma independência

    Por Marta Nogueira e Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras anunciou nesta quarta-feira um aumento de 4,8 por cento no preço médio do diesel em suas refinarias, após ter cancelado uma alta de 5,7 por cento no combustível na semana passada, em polêmica que envolveu o presidente Jair Bolsonaro.

    Segundo o site da empresa, o valor médio do diesel nas refinarias a partir de quinta-feira será de 2,2470 reais por litro, ante de 2,1432 reais/litro até o momento, valor que vigorava desde 22 de março.

    O reajuste foi divulgado pela Petrobras quase que simultaneamente a uma entrevista coletiva de seu presidente, Roberto Castello Branco, na qual o executivo falou sobre o assunto.

    'Nós continuamos a observar rigorosamente preços alinhados com o preço internacional', afirmou o CEO, ressaltando que a periodicidade mínima de 15 dias para o ajuste do diesel está mantida.

    'Nossa política é essa e vai continuar a ser', disse, destacando a independência da companhia.

    As declarações foram dadas após o mercado ficar preocupado sobre a autonomia da estatal, depois de a empresa cancelar uma elevação no diesel na semana passada, após ligação de Bolsonaro para o presidente da petroleira, alegando temores de uma possível greve de caminhoneiros.

    'O presidente Bolsonaro não me pediu nada, apenas alertou sobre o risco de greve dos caminhoneiros, e achei a preocupação legítima e promovi uma conference call com diretores para suspender', explicou o executivo.

    Questionado se avisou Bolsonaro sobre o reajuste anunciado nesta quarta-feira, o Castello Branco disse que o presidente soube do aumento apenas no momento de seu anúncio.

    'O presidente tem muitas coisas importantes a se preocupar e não vai se preocupar com percentual do preço do aumento do diesel. Já imaginou se eu ficasse ligando para o presidente o tempo todo! Seria um mau uso do tempo do presidente.'

    Castello Branco disse ainda que, 'pela primeira vez, foi reafirmada a independência da Petrobras para praticar preços', e que a empresa 'ganhou com operação de hedge no preço do diesel', e não houve perda com a ausência de reajustes desde 22 de março.

    Contudo, o recuo no reajuste na quinta-feira fez as ações da companhia tombarem 8,5 por cento na última sexta-feira, o que representou uma perda de 32 bilhões de reais em valor de mercado da empresa.

    Apesar da alta do preço anunciada nesta quarta-feira, o executivo indicou não temer uma nova paralisação dos caminhoneiros.

    'O risco de greve de caminhoneiros agora é baixo, depois de uma ação do governo na direção certa', comentou Castello Branco, citando anúncios feitos na véspera por ministros sobre uma linha de crédito para manutenção dos veículos e recursos para melhorias em estradas.

    ÚLTIMA PALAVRA

    Em comunicado, a Petrobras justificou mais detalhadamente a alteração no valor do combustível.

    'O reajuste levou em consideração os mecanismos de proteção, através dos derivativos financeiros, e as variações de demais parcelas que compõem o Preço Paridade Internacional (PPI) com destaque para redução recente do frete marítimo', disse a empresa.

    Castello Branco, contudo, revelou a jornalistas que a área de marketing e comercialização da Petrobras na atual gestão, que teve início neste ano, não tem mais autonomia para realizar ajustes no preços dos combustíveis como ocorria anteriormente.

    Na regra atual, os diretores de Refino e Gás Natural e Financeiro e de Relacionamento com Investidores serão sempre os responsáveis por definir valores, sendo a palavra final sempre do presidente da companhia.

    Na gestão anterior, de Pedro Parente, a empresa delegou à área técnica de marketing e comercialização da petroleira a realização de reajustes dentro de uma faixa determinada de queda de 7 por cento a alta de 7 por cento. Apenas alterações fora dessa faixa deveriam ser autorizadas por integrantes da diretoria.

    'Na minha gestão, não existe essa regra; simplesmente existe um comitê com os dois principais atores; são a diretora de refino e o diretor financeiro, e eu eventualmente participo... a palavra final é minha em caso de haver divergência', disse Castello Branco, na sede da companhia no Rio de Janeiro.

    'Uma empresa não é uma democracia e não dá para reunir 50 funcionários para votar qual o reajuste de preço. Não existe isso... essas são pessoas especialistas no negócio e pagas para tomar responsabilidade.'

    CARTÃO CAMINHONEIRO

    Castello Branco disse que nem a Petrobras nem a BR Distribuidora, controlada pela estatal, vão subsidiar caminhoneiros, e que o cartão anunciado pela empresa de combustíveis da estatal visa fidelizar um grupo de consumidores.

    Quando anunciou a medida, em 26 de março, a Petrobras informou que BR estava desenvolvendo o cartão para implantação em período estimado de 90 dias, que viabilizaria a compra de diesel por caminhoneiros a preço fixo em postos com bandeira BR.

    O cartão também tem sido anunciado por outros integrantes do governo, incluindo Bolsonaro, como uma das medidas que deve atender demanda dos caminhoneiros, que ameaçaram recentemente uma nova greve devido ao aumento dos preços do diesel.

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    Petrobras eleva gasolina em 5,6% para maior nível em mais de 5 meses

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras elevará o preço médio da gasolina em suas refinarias em 5,6 por cento a partir de sexta-feira, para 1,9354 real por litro, maior valor desde 30 de outubro de 2018, enquanto manteve o do diesel, conforme dados publicados pela petroleira em seu site nesta quinta-feira.

    O reajuste foi feito após a companhia ter mantido o valor estável da gasolina desde 19 de março, na maior série sem alteração de preço desde que a empresa anunciou em setembro uma política de hedge que permite manutenções de valores nas refinarias por um período de 15 dias sem que haja eventualmente perdas.

    Com o reajuste a ser aplicado na sexta-feira, a alta da gasolina nas refinarias da Petrobras é de 28,3 por cento no acumulado do ano, segundo dados da estatal.

    A política de hedge da Petrobras busca evitar perdas em um período em que os preços internacionais do petróleo passam por fortes oscilações, sem necessariamente repassá-las aos clientes --o Brent vem subindo neste ano e atingiu nesta quinta-feira 70 dólares o barril, maior valor desde novembro.

    A Petrobras tem informado que sua política de preços busca a paridade de importação, tendo como referência indicadores internacionais como câmbio e petróleo, em busca de rentabilidade.

    Desde 19 de março, dólar subiu quase 2 por cento, fechando nesta quinta-feira a 3,8575 reais na venda, após ter tocado 4 reais na semana passada.

    No caso do diesel, a empresa definiu na semana passada que o preço médio seria alterado em intervalos não inferiores a 15 dias.

    O anúncio foi feito após o preço do diesel nas refinarias ter tocado em meados de março o maior nível desde setembro de 2018.

    Atualmente, o diesel é vendido a um preço médio de 2,1432 reais por litro, o mesmo valor desde 22 de março.

    O repasse dos preços dos combustíveis da Petrobras para a bomba depende de diversos fatores, como margens da distribuição e revenda, impostos e misturas de biocombustíveis.

    Nos primeiros três meses do ano, o preço médio da gasolina nos postos subiu 0,4 por cento, segundo dados publicados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), enquanto nas refinarias foi registrado avanço de 21,5 por cento.

    Já o diesel teve alta de 18,5 por cento nas refinarias, contra 3 por cento nos postos.

    (Com reportagem adicional de José Roberto Gomes)

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    Reajuste em ajuda de custo na passagem de militares para reserva está quase certo, diz fonte

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - Está praticamente definido pelo governo um reajuste na ajuda de custo dos militares quando eles seguem para a reserva no projeto de reforma da Previdência das Forças Armadas, que também prevê aumento do tempo de serviço, elevação na alíquota de contribuição para aposentadorias e taxação das pensões, disse à Reuters uma fonte próxima às negociações.

    'Na ajuda de custo que já existe quando seguem para reserva deve haver sim um reajuste”, disse a fonte, sob condição de anonimato, acrescentando que os cálculos devem ser finalizados nesta segunda-feira.

    A proposta de mudanças nas aposentadorias dos militares está programada para ser apresentada ao Congresso na quarta-feira, apesar de o presidente Jair Bolsonaro ter dito no domingo, em mensagem no Twitter, que ainda não viu o texto.

    O projeto prevê, segundo a fonte, um aumento do tempo de serviço de 30 para 35 anos, a elevação na alíquota de contribuição para aposentadorias de 7,5 por cento para 10,5 por cento, a taxação das pensões e um reajuste no bônus aos militares quando vão para a reserva.

    “Se tudo isso passar será um baita avanço e haverá um enorme ganho”, disse a fonte à Reuters.

    No caso das pensionistas de militares, que hoje não contribuem para o regime previdenciário, o aumento não será automático e deve ser gradativo. 'Esse ritmo estamos definindo”, disse a fonte.

    Nesta segunda-feira serão feitos os últimos cálculos pela equipe econômica do governo, que poderá, com base nos pontos definidos, determinar o tamanho da economia de recursos e qual o impacto sobre os gastos do governo.

    Segundo a fonte, a previsão de déficit do governo para 2019 somente com o pagamento de pensões de militares soma mais de 18 bilhões de reais. Por outro lado, em 2018 o rombo do regime do INSS foi de aproximadamente de 195 bilhmaões de reais. O Tesouro Nacional é quem cobre as despesas com os militares.

    A fonte ouvida pela Reuters negou que os militares estejam fazendo pressão sobre o governo por um transição mais suave nas mudanças do regime de aposentadorias, e assegurou que não está nos planos no momento promover um aumento nos salários dos militares.

    “Os militares têm sido nota 10 nessas negociações e não há exigências sendo feitas”, afirmou.

    O envio pelo governo de proposta com alterações na aposentadoria dos militares tem sido apontado por líderes parlamentares como condição para o andamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de reforma geral da Previdência, que já foi entregue ao Congresso.

    Líderes já anunciaram que só votarão a PEC na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara após o envio do projeto que trata da nova aposentadoria para militares.

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    Gasolina da Petrobras tem alta de 21% no ano, mas postos não acompanham

    SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras voltará a elevar o preço médio da gasolina em suas refinarias a partir de sábado, ao maior patamar em cerca de quatro meses e meio, embora nas bombas esse movimento não esteja sendo observado, conforme dados da petroleira e da reguladora ANP.

    De acordo com dados no site da estatal, o valor da gasolina subirá 1,5 por cento no sábado ante o praticado atualmente, para 1,8235 real por litro. Trata-se do nível mais alto desde o 1,8466 real visto em 2 de novembro.

    Em uma semana, a cotação acumula alta de 5,5 por cento. Em 2019, o avanço nas refinarias chega a quase 21 por cento.

    O ganho é reflexo direto da valorização das referências do petróleo no mercado mundial, diante principalmente de cortes de oferta pelo grupo de exportadores Opep e sanções norte-americanas ao setor petrolífero da Venezuela e do Irã. Nesta semana, os preços da commodity tocaram máximas em quatro meses.

    Os reajustes quase que diários são praticados pela Petrobras desde meados de 2017 e visam acompanhar a paridade internacional, de modo a garantir participação à petroleira no mercado interno. No ano passado, após forte volatilidade, a empresa anunciou um mecanismo de hedge para aperfeiçoar essa sistemática, podendo congelar os valores nas refinarias por certo período de tempo, se necessário.

    Nas bombas dos postos de combustíveis, contudo, tais reajustes da Petrobras não estão sendo acompanhados, segundo acompanhamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

    O preço médio da gasolina Brasil afora nos postos fechou a semana passada em 4,243 reais por litro, queda de 2 por cento desde o início do ano. Os dados relativos a esta semana deverão ser publicados pela ANP mais tarde nesta sexta-feira.

    O repasse de preços ao consumidor final depende da estratégia comercial das distribuidoras e revendedoras, do valor do etanol anidro misturado à gasolina, dentre outros fatores.

    Em campanhas publicitárias veiculadas em 2018, a Petrobras frisava que o valor de seu produto nas refinarias equivale a um terço da cotação nas bombas.

    O movimento da gasolina da Petrobras, que detém a maior parte do mercado do combustível do Brasil, é uma sinalização importante para segmento de açúcar e etanol --no caso do hidratado, o combustível é o concorrente direto do derivado de petróleo.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Gasolina da Petrobras engata altas e já acumula ganho de 7,4% em dezembro

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - Após acumular queda acentuada entre setembro e novembro, o preço médio da gasolina praticado pela Petrobras em suas refinarias engatou uma sequência de altas em dezembro e já tem valorização de 7,4 por cento só neste mês, conforme dados da própria companhia.

    A partir de quinta-feira, o valor do combustível será reajustado em 1,12 por cento frente o praticado atualmente, para 1,6121 real por litro, na quarta alta reportada em dezembro.

    A cotação da gasolina havia fechado novembro em 1,5007 real por litro, menor patamar desde fevereiro e 33,3 por cento inferior à máxima de 2,2514 reais observada em setembro.

    Os ganhos em dezembro acompanham a apreciação do dólar ante o real nas últimas semanas, um dos parâmetros utilizados pela Petrobras em sua sistemática de reajustes quase que diários. Em meio a diversas incertezas no cenário externo, a divisa subiu 1,7 por cento até agora neste mês, após alta de 3,6 por cento em novembro.

    Em paralelo, as próprias referências internacionais do petróleo, outro componente da equação da petroleira, parecem ter estancado a queda após o cartel Opep e países aliados, incluindo a Rússia, terem concordado em cortar a produção no próximo ano.

    A Petrobras tem reiterado ao longo de 2018 que o preço de sua gasolina corresponde a aproximadamente um terço do valor praticado nas bombas, sobre o qual recaem tributos, a mistura obrigatória de etanol anidro e a estratégia comercial de distribuidoras e revendedoras.

    Recentemente, a reguladora ANP pediu explicações ao segmento distribuidor sobre o repasse de preços ao consumidor final, que estava menor do que o reportado pela estatal.

    Na semana passada, a cotação média da gasolina nas bombas foi de 4,402 reais por litro, conforme o monitoramento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

    O fato é que uma valorização do preço da gasolina a partir de agora poderia manter aquecidas as vendas de etanol hidratado, seu concorrente direto, em plena entressafra de cana no centro-sul do Brasil.

    Na véspera, a União da Indústria de Cana-de-açúcar disse que a comercialização total de álcool por usinas da principal região canavieira do país cresceram 11,7 por cento em novembro na comparação anual, para 2,62 bilhões de litros. Só a de hidratado atingiu 1,83 bilhão de litros (+24,77 por cento).

    O valor médio do etanol hidratado nos postos foi de 2,834 reais por litro na semana passada, segundo a ANP.

    (Reportagem adicional de Stéfani Inouye)

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    Governo mantém reajuste de servidores no Orçamento de 2019, mas promete adiar aumento via MP

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O governo do presidente Michel Temer não previu no Orçamento de 2019 o adiamento em 12 meses do reajuste salarial do funcionalismo público, como chegou a cogitar, mas divulgou nesta sexta-feira que enviará uma Medida Provisória ao Congresso Nacional sobre o tema mesmo assim.

    'O que quisemos fazer foi que, caso MP não seja aprovada, nós já enfrentamos questão de preparar Orçamento compatível com essa realidade', afirmou o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia.

    Caso aprovada pelo Congresso, a MP irá resultar numa economia de 4,7 bilhões de reais, que poderão, por exemplo, ajudar a aumentar os investimentos no ano. Antes, o governo falava em uma possibilidade de poupar 6,9 bilhões de reais com a mesma iniciativa.

    'A diferença ... é porque havia 2,2 (bilhões de reais) de despesas que o governo discutia de eventualmente conceder de aumentos, mas que não foram', explicou o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, pontuando que esse montante acabou sendo então realocado dentro das despesas discricionárias, sendo incorporado no orçamento.

    Nesta semana, Temer afirmou publicamente que não acataria a postergação do reajuste.

    'O aumento dos servidores do Executivo será mantido. Porque se fosse vetado, geraria efeitos apenas sobre o Executivo e não sobre o Legislativo e o Judiciário. Faremos o melhor para não onerar os cofres públicos', chegou a dizer no Twitter.

    Bastante questionado sobre o recuo, Guardia tentou minimizar a questão, afirmando que o governo encontrou, com este desenho, 'uma maneira equilibrada, conservadora, prudente e absolutamente transparente de fazer o que o presidente queria fazer'.

    'Essas discussões ao longo do governo têm idas e vindas, os problemas são complexos, não têm solução simples. O que eu queria enfatizar é o compromisso do presidente e como que foi que feito. A decisão, evidentemente, foi dele. O custo político é do governo, ele sabe disso e nós queríamos fazer de uma maneira consistente, sem criar problemas para a execução do Orçamento', acrescentou.

    AUMENTO DO STF

    Sobre o reajuste de 16,38 por cento pleiteado pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Guardia enfatizou que o governo não poderia ter barrado a iniciativa, pois esta não é uma competência do poder Executivo.

    Como o aumento elevará o teto dos benefícios que podem ser acumulados por todos os servidores, Guardia estimou que o impacto do efeito cascata será de cerca de 200 milhões de reais para o Executivo federal apenas. O valor ainda não está contemplado no orçamento pelo fato de o aumento dos ministros do STF ainda não ter sido aprovado pelo Congresso, acrescentou ele.

    No cálculo das consultorias de Orçamento da Câmara dos Deputados e do Senado, o impacto total pode ser de 4 bilhões de reais, englobando 1,4 bilhão de reais para a União e 2,6 bilhões de reais para os Estados, considerando todas as esferas de poder.

    Segundo Guardia, caberá a cada poder incorporar eventual impacto e remanejar seus gastos para, ao fim, seguir respeitando o limite do teto de gastos imposto pela Constituição.

    Sobre a possibilidade da incorporação do auxílio-moradia aos salários do Judiciário compensar a elevação do teto, o ministro do Planejamento avaliou que, 'de forma muito por alto', há 'proximidade' entre os encargos. O governo vem negociando essa alternativa com o STF, segundo Temer.

    HISTÓRICO DE NÃO APROVAÇÃO

    Esta não é a primeira vez que o governo apresenta medidas voltadas para diminuição de despesas com a folha de pagamento como forma de tentar diminuir a pressão sobre o engessado orçamento.

    No rol de iniciativas já mencionadas pela equipe econômica de Temer, estão o reajuste na contribuição previdenciária dos servidores, implantação efetiva do teto remuneratório e reestruturação das carreiras públicas com redução do salário inicial. Nenhuma delas foi aprovada.

    O próprio adiamento do reajuste também foi proposto para o orçamento de 2018 e ficou pelo caminho.

    Questionado sobre o cenário de difícil aprovação de medidas desta natureza, Colnago limitou-se a dizer que 'há um diagnóstico claro' por parte da equipe econômica de que é preciso rever a questão de pessoal em função do seu peso nas contas públicas.

    O governo previu apenas 27,4 bilhões de reais em investimentos em 2019, um volume 12 por cento menor que os 31,1 bilhões de reais deste ano, com o Orçamento do ano que vem fortemente pressionado pelo crescimento das despesas obrigatórias, como previdenciárias e ligadas à folha de pagamento.

    Em diversos momentos, Guardia avaliou que o orçamento elaborado para 2019 foi conservador e prudente e que o próximo presidente poderá ganhar maior margem de manobra para administrar o país se algumas medidas forem confirmadas.

    Além da MP para o adiamento do reajuste, ele citou por exemplo a aprovação do projeto que muda a tributação para os fundos de investimento fechados e os ganhos com eventual da cessão onerosa, foi assinada em 2010 como parte de um processo de capitalização da Petrobras.

    'Não colocamos também nenhuma nova concessão de petróleo. Veja o quanto nós fizemos esse ano. Então é absolutamente viável e razoável que você continue com esse processo de áreas de exploração de petróleo no ano que vem, que vai de maneira tranquila aumentar a receita', afirmou.

    Como apresentado pelo governo, o orçamento de 2019 não prevê nenhum aumento de impostos.

    Sobre concursos públicos, está prevista a realização apenas dos que já estavam autorizados. Mas o governo optou também por estabelecer uma reserva de cerca de 400 milhões de reais para o próximo presidente eventualmente usar, caso decisões judiciais imponham a realização de mais concursos.

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    Petrobras sobe diesel em 13% nas refinarias após novos preços da ANP

    SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras elevou nesta sexta-feira em 13,03 por cento o preço médio do diesel nas refinarias, para 2,2964 reais por litro, um dia após a agência reguladora ANP publicar os novos valores de referência para a comercialização do produto.

    Trata-se do primeiro aumento desde junho, quando os preços do diesel foram congelados a 2,0316 reais por litro como parte da subvenção econômica oferecida pelo governo como parte das medidas tomadas para acabar com os protestos de caminhoneiros que afetaram todo o país.

    O novo preço é o maior desde os 2,3351 reais por litro de 23 de maio. Dentro da era de reajustes diários da Petrobras, a máxima foi de 2,3716 reais por litro, em 22 de maio.

    Segundo a petroleira, 'o valor reflete a média aritmética dos preços do diesel rodoviário, sem tributos, praticados pela Petrobras em suas refinarias e terminais no território brasileiro'.

    Na véspera, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que os novos preços de referência para a comercialização de diesel, o combustível mais consumido no país, terão alta de mais de 14 por cento, a depender da região.

    Já considerando-se o desconto de 30 centavos por litro previsto no programa de subvenção, o preço de comercialização do diesel subirá 14,4 por cento no Centro-Oeste, para 2,4094 reais por litro. No Sudeste, o avanço será de 10,55 por cento, para 2,3277 reais por litro.

    No Nordeste, incluindo Tocantins, o valor foi a 2,2592 reais por litro, alta de 12,6 por cento, enquanto no Norte, sem o Tocantins, o aumento é de 12,5 por cento, para 2,2281 reais.

    Por fim, no Sul, a ANP relatou alta de 13,1 por cento, para 2,3143 reais por litro no preço de comercialização.

    Os reajustes ocorrem diante do aumento nos preços internacionais do diesel e no câmbio. Os preços valem desta sexta-feira até 29 de setembro.

    (Por Stéfani Inouye e José Roberto Gomes; Edição de Pedro Fonseca)

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    Temer diz que examinará reajuste do Judiciário quando chegar às suas mãos

    (Reuters) - O presidente Michel Temer afirmou nesta sexta-feira que o reajuste proposto para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ainda será examinado pelo Congresso Nacional e que irá avaliar o tema quando -- e se -- ele chegar ao Palácio do Planalto.

    Na quarta-feira, ministros do STF aprovaram o encaminhamento de proposta de reajuste de 16,38 por cento de seus salários ao Ministério do Planejamento, como parte do Orçamento 2019 da corte. Nesta sexta-feira, foi a vez de procuradores da República aprovarem previsão de aumento de 16,38 por cento para a categoria.

    'Isso é uma coisa que o Congresso vai examinar, ainda. Está começando a ser debatido. Quando chegar às minhas mãos, se chegar, eu vou examinar', disse o presidente após evento de entrega de habitações em Goiânia.

    Na quinta-feira, o ministro da Secretaria do Governo, Carlos Marun, admitiu que o reajuste o preocupa. Usado como referência para os demais vencimentos do serviço público, o salário de 33,7 mil reais dos ministros da Suprema Corte passaria a 39,2 mil reais.

    O Supremo declara, por meio de sua assessoria, que não haverá impacto nas contas públicas sob o argumento de que os recursos seriam obtidos a partir de um rearranjo interno dos gastos.

    Mas a equipe econômica trabalha, desde o ano passado, para adiar a aprovação no Congresso Nacional de qualquer reajuste. A ideia é atenuar a situação das contas públicas, que enfrentam em 2019 o sexto ano consecutivo no vermelho, com um déficit primário projetado de 139 bilhões de reais.

    O governo enviará o projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) ao Congresso até o dia 31 de agosto.

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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