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    Governo bloqueia R$29,8 bi nas despesas de 2019 após prever menos receitas com royalties e tributos

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O governo anunciou um contingenciamento de 29,8 bilhões de reais nas despesas para garantir o cumprimento da meta fiscal deste ano, após revisar para baixo as receitas contabilizadas para 2019, esperando menos royalties de petróleo e uma arrecadação mais tímida em função da lenta retomada econômica.

    No relatório bimestral de receitas e despesas divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério da Economia, o time econômico reduziu a receita líquida vista para o ano em 26,182 bilhões de reais, a 1,274 trilhão de reais.

    'Estamos fazendo esse contingenciamento em função da nossa prudência, do zelo fiscal, do cuidado com as contas públicas, já tendo à margem vários sinais positivos de recuperação da economia', disse o secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, em coletiva de imprensa.

    Rodrigues não especificou quais áreas serão atingidas com o congelamento de recursos, nem tampouco esclareceu se as emendas parlamentares serão afetadas, limitando-se a dizer que esse detalhamento virá no decreto de contingenciamento, a ser publicado até o dia 31 de março.

    Ele também defendeu que o processo de análise dos cortes por área segue em curso e afirmou que o governo trabalhará para reversão desse bloqueio, fazendo previsões otimistas quanto à realização ainda neste ano do leilão do excedente do pré-sal e da operação de privatização da Eletrobras --ambas iniciativas que podem render dezenas de bilhões de reais à União.

    MENOS ROYALTIES

    Sem elementos concretos para sustentar essas receitas, contudo, a opção no momento foi pelo contingenciamento em meio à frustração de recursos calculada em diversas frentes.

    Com a exploração de recursos naturais, linha sensibilizada sobretudo pela arrecadação com royalties do petróleo, o governo diminuiu no relatório sua expectativa de receita em 11,615 bilhões de reais para 2019 'devido principalmente à reestimativa do valor do preço do barril de petróleo e a mudança de parâmetros cambiais'.

    Agora, o governo vê o preço médio do barril de petróleo a 65,4 dólares neste ano, sobre 74 dólares antes. Para a taxa de câmbio média, a expectativa passou a ser de 3,7 reais por dólar, sobre 3,6 reais antes.

    No documento, o governo também calculou uma queda de 11,160 bilhões de reais nas receitas administradas pela Receita Federal em função de menor crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

    Diante da lenta tração da economia, o governo passou a ver uma expansão de 2,2 por cento do PIB neste ano, abaixo do patamar de 2,5 por cento da Lei Orçamentária Anual (LOA), mas ainda melhor que a estimativa de 2,01 por cento dos economistas em pesquisa Focus mais recente.

    Apesar de o governo ter retirado da conta de concessões a previsão de 12,2 bilhões de reais com descotização de usinas hidrelétricas da Eletrobras, foram elevadas as previsões em outras frentes, com destaque para 8,35 bilhões de reais que passaram a ser esperados com o bônus de assinatura da 6ª rodada de partilha e da 16ª rodada de concessão de blocos exploratórios de petróleo e gás.

    Ajudando a engordar as concessões, o governo também incluiu uma receita de 2,38 bilhões de reais com a outorga da 5ª rodada de concessões de aeroportos e de 1,4 bilhão de reais por outorga da usina hidrelétrica de Porto Primavera, associada à privatização da CESP.

    Com isso, o resultado líquido esperado para as concessões ganhou um acréscimo de 1,292 bilhão de reais no ano.

    'A retirada de recursos com privatização da Eletrobras foi feita por princípio prudencial, não consideraremos nesse momento, mas voltaremos a considerá-la tão logo tenhamos indícios materiais que a privatização acontecerá neste ano', disse Rodrigues, pontuando ainda que os 12,2 bilhões de reais são uma estimativa conservadora da potencial arrecadação.

    Na ponta dos gastos, o governo reviu para cima sua estimativa de despesas em 2019 em 3,611 bilhões de reais, a 1,442 trilhão de reais.

    O destaque nesse caso foi para o acréscimo de 6,526 bilhões de reais em gastos com créditos extraordinários no ano, em grande parte pela inscrição de restos a pagar por subvenção ao diesel. A meta de rombo primário deste ano é de 139 bilhões de reais para o governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência), sexto dado consecutivo no vermelho, ressaltando o forte desequilíbrio fiscal do país.

    O governo do presidente Jair Bolsonaro foi eleito com a promessa de zerar o déficit das contas públicas já em 2019 e o ministro da Economia, Paulo Guedes, já indicou publicamente que trabalhará neste sentido.

    Mas diante do sucessivo descasamento entre receitas e despesas no país, agravado pela rigidez de gastos obrigatórios como com Previdência e com a folha de salário do funcionalismo, a tarefa só será possível mediante arrecadação de receitas extraordinárias, como com o leilão do excedente do pré-sal, que pode render à União mais de 100 bilhões de reais.

    O processo, contudo, ainda depende de uma série de definições, como a revisão do contrato da cessão onerosa com a Petrobras.

    Nesta sexta-feira, Rodrigues afirmou que o ministro, ao falar do assunto, estava colocando metas a serem buscadas, indicando que o déficit zero é algo a ser perseguido, mas que não necessariamente será atingido neste ano.

    'Não estamos aqui falando de zero de primário. Estou reforçando a busca de melhoria tanto do resultado primário quanto do resultado nominal', disse ele.

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    Governo irá reduzir estimativa do PIB a cerca de 2,25% para 2019, diz fonte

    BRASÍLIA (Reuters) - O governo irá reduzir a estimativa oficial de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano a cerca de 2,25 por cento, ficando no meio do caminho entre sua previsão original e o desempenho esperado pelo mercado, afirmou uma fonte da equipe econômica com conhecimento direto do assunto.

    Em condição de anonimato, a fonte apontou que o governo também irá fazer um contingenciamento nas despesas do orçamento e que esse bloqueio deve ficar 'bem próximo de 30 bilhões de reais'.

    As informações serão divulgadas no relatório bimestral de receitas e despesas, que o governo deve publicar até sexta-feira. No documento, a equipe econômica revisa seus parâmetros econômicos e suas estimativas para arrecadação e gastos no ano.

    Em relação ao PIB, a estimativa oficial do governo ainda é de 2,5 por cento, enquanto economistas ouvidos pela pesquisa Focus realizada pelo Banco Central vêm revisando suas contas continuamente para baixo, tendo apontado uma expectativa de 2,01 por cento no levantamento mais recente.

    Já o contingenciamento virá para consolidar uma postura de cautela, diante de incertezas envolvendo receitas esperadas para o ano, como os 12 bilhões de reais com privatização da Eletrobras que estavam discriminados no Orçamento.

    O governo lança mão do contingenciamento para assegurar o cumprimento da meta de resultado primário, fixada neste ano em um déficit de 139 bilhões de reais.

    (Por Marcela Ayres)

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    Vale sabia que barragem em Brumadinho tinha risco elevado de colapso

    Por Stephen Eisenhammer

    BELO HORIZONTE (Reuters) - A Vale, maior produtora global de minério de ferro, estava ciente no ano passado de que a barragem de rejeitos que entrou em colapso no mês passado, matando pelo menos 165 pessoas, tinha um risco elevado de ruptura, segundo um documento interno visto pela Reuters na segunda-feira.

    O relatório, datado de 3 de outubro de 2018, mostra que, segundo a própria Vale, a barragem da mina de minério de ferro Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), tinha duas vezes mais chance de se romper do que o nível máximo tolerado pela política de segurança da empresa.

    O documento é a primeira evidência de que a própria Vale estava preocupada com a segurança da barragem.

    Isso levanta a questão de por que uma auditoria, realizada na mesma época, garantiu a estabilidade da barragem e por que a mineradora não tomou precauções, como mover um refeitório localizado logo abaixo da estrutura que se rompeu.

    A Vale disse que o relatório, chamado de 'Geotechnical Risk Management Results', compreendia as opiniões de engenheiros especialistas, que são obrigados a trabalhar dentro de procedimentos rigorosos quando identificam quaisquer riscos.

    'Não existe em nenhum relatório, laudo ou estudo conhecido qualquer menção a risco de colapso iminente da Barragem I da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho', disse a Vale em uma nota por e-mail.

    'Pelo contrário, a barragem possuía todos os certificados de estabilidade e segurança, atestados por especialistas nacionais e internacionais.'

    A Vale perdeu cerca de um quarto de seu valor de mercado, ou quase 19 bilhões de dólares, desde a tragédia.

    O colapso da barragem ocorreu em 25 de janeiro e foi a mais mortal tragédia de mineração do Brasil e o segundo desastre envolvendo uma barragem de rejeitos de minério de ferro em pouco mais de três anos no país.

    'ZONA DE ATENÇÃO'

    O relatório interno da companhia de outubro de 2018 colocou a barragem da mina Córrego do Feijão dentro de uma 'zona de atenção', dizendo que 'deve ser assegurado que todos os controles de prevenção e mitigação estejam sendo aplicados'.

    A barragem foi marcada para descomissionamento. Um fracasso poderia custar à empresa 1,5 bilhão de dólares e teria o potencial de matar mais de cem pessoas, segundo o relatório.

    Outras nove barragens, das 57 que foram estudadas, foram colocadas na zona de atenção, de acordo com o relatório.

    Um outro relatório da Vale datado de 15 de novembro de 2017, também visto pela Reuters, afirma que qualquer estrutura com uma chance de falha acima de 1 em 10.000/ano deve ser levada à atenção do presidente-executivo e do Conselho de Administração.

    A barragem de Córrego de Feijão tinha uma chance de colapso duas vezes maior que o 'nível máximo de risco individual' tolerável, ou 1 em 5.000/ano, segundo o relatório.

    'Isso não é bom na minha opinião, especialmente se você considerar que essas estruturas são de longo prazo', disse David Chambers, geofísico do Centro de Ciência em Participação Pública, em Montana, e especialista em barragens de rejeitos.

    A mineradora disse em seu comunicado por e-mail que 'a criação de um alerta para a alta gestão, sugerida em novembro de 2017, passou a ser estudada dentro do contexto da integração do risco geotécnico ao risco dos negócios da Vale'.

    Perguntada sobre o que veio dessa discussão, a Vale disse que tal alerta não havia sido implementado.

    SOB INVESTIGAÇÃO

    A Vale disse que as causas da ruptura ainda estão sendo investigadas. A empresa afirmou repetidamente que a barragem foi declarada como sólida por um auditor independente em setembro.

    A auditoria da alemã TÜV SÜD, que foi vista pela Reuters, disse que a represa atendeu as exigências legais mínimas de estabilidade, mas levantou uma série de preocupações, particularmente sobre os sistemas de drenagem e monitoramento da represa.

    O auditor fez 17 recomendações para melhorar a segurança da barragem.

    A Vale disse que as recomendações eram rotineiras e que a empresa atendia a todas elas.

    O relatório interno de outubro identifica a liquefação estática e a erosão interna como as causas mais prováveis de uma falha potencial.

    Ainda não se sabe a causa do colapso da barragem em Brumadinho, mas uma autoridade ambiental do Estado disse à Reuters neste mês que todas as evidências apontavam para a liquefação.

    A liquefação é um processo pelo qual um material sólido como areia perde força e rigidez e se comporta mais como um líquido. Foi a causa de outro colapso mortal em 2015, que resultou no pior desastre ambiental do Brasil.

    'Nós costumávamos dizer que esses tipos de incidentes de mineração eram atos de Deus, mas agora... nós os consideramos fracassos na engenharia', disse Dermot Ross-Brown, engenheiro da indústria de mineração que leciona em instituição no Colorado.

    A Vale disse que vai investir cerca de 400 milhões de dólares a partir de 2020 para reduzir sua dependência de barragens de rejeitos, que armazenam detritos da mineração.

    (Reportagem adicional de Ernest Scheyder em Houston)

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    Dívida líquida do país sobe até 2024 mesmo com reformas, projeta Tesouro

    Por Iuri Dantas

    SÃO PAULO (Reuters) - A dívida líquida vai continuar crescendo nos próximos seis anos antes de começar a cair a partir de 2025, no cenário em que são aprovadas reformas estruturais para auxiliar na estabilização do passivo, avaliou nesta quinta-feira o Tesouro Nacional em um novo relatório.

    Sem reformas e esforço fiscal, como a retomada dos superávits primários, a dívida bruta do governo central pode superar 90 por cento do PIB, segundo o relatório, que lista um total de nove riscos --domésticos e globais-- para a trajetória da dívida.

    'O cenário de médio prazo ainda é desafiador', assinala o Tesouro.

    'A expectativa é de que importantes medidas sejam tomadas de forma a garantir um ajuste fiscal gradativo, para que se consiga reverter a trajetória de deterioração do endividamento público.'

    A dívida líquida, que desconta o valor dos ativos do país do total do endividamento, deve atingir 61,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027, depois de subir 3,3 por cento e encerrar 2018 em 54,9 por cento do PIB, informou o Tesouro.

    Já a relação da dívida bruta do governo geral, que não leva em conta o que a União tem a receber, chegará a 73,2 por cento do PIB em 2027, ante 77,3 por cento no fim deste ano. A dívida bruta deve crescer em relação ao PIB até 2022, nos cálculos do Tesouro, antes de cair.

    Em 2013, a dívida bruta equivalia a 51,5 por cento do PIB e vem crescendo por 'condições financeiras e econômicas' adversas, sem falar da forte recessão de 2015-2016. Um dos fatores que impactou positivamente na trajetória da dívida bruta desde 2014 foi a devolução de recursos equivalentes a 5 por cento do PIB pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Tesouro.

    'Considerando-se o espectro de risco, as simulações mostram a dívida bruta/PIB estabilizando-se um pouco acima de 80 por cento', se houver implementação total de reformas.

    'Por outro lado, a ausência de reformas resulta em cenários mais adversos, nos quais a DBGG/PIB atinge patamares superiores a 90 por cento', complementa o relatório.

    A estabilização da relação da dívida bruta com o PIB exige a produção de um superávit primário --receitas menos despesas antes do pagamento de juros da dívida-- de 0,6 por cento do PIB a partir de 2021, percentual que precisaria ser de 1,3 por cento do PIB para que a relação da dívida líquida com o Produto Interno Bruto também pare de subir naquele ano.

    'Tais parâmetros são sensíveis às hipóteses de juros e crescimento do PIB, mas ainda assim representam um esforço fiscal adicional considerável', diz o relatório.

    Entre os riscos elencados pelo Tesouro Nacional, estão dificuldades para aprovar reformas ou cumprir regras fiscais, mudanças na política econômica, elevação de juros ou queda de crescimento no exterior, restrições ao comércio global, queda dos preços das commodities, entre outros.

    A dívida pública federal do Brasil caiu 0,44 por cento em outubro ante setembro, a 3,763 trilhões de reais, num mês marcado por forte queda do dólar após o resultado das eleições presidenciais, que levou à diminuição da dívida externa, informou o Tesouro Nacional nesta semana.

    Com o movimento, a dívida total ficou ainda mais abaixo do piso estabelecido para 2018 pelo Plano Anual de Financiamento (PAF), de 3,78 trilhões a 3,98 trilhões de reais, após ter encostado no limite inferior da banda no mês anterior.

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    Governo abre espaço para gastar mais R$4 bi em 2018 após calcular folga sobre meta

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O governo abriu espaço no Orçamento para gastar mais 4 bilhões de reais em 2018 após ter calculado uma folga maior para o cumprimento da meta fiscal, diante do aumento nas receitas com impostos e royalties de petróleo e uma queda nas despesas no ano.

    Segundo os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, contudo, a decisão pelo efetivo gasto será tomada na próxima semana.

    Em coletiva de imprensa, o secretário de Orçamento Federal, George Soares, pontuou que as demandas dos ministérios estão hoje por volta de 6,7 bilhões de reais.

    Agora, o governo irá se debruçar sobre os pedidos, numa triagem que irá priorizar a eliminação de contas em atraso, o pagamento de compromissos internacionais e a destinação de recursos para obras em andamento, segundo Soares.

    No pacote a ser analisado, também está, por exemplo, eventual injeção para o FGE (Fundo de Garantia à Exportação), que cobre calotes dados por países que o Brasil financiou via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como a Venezuela.

    No relatório bimestral de receitas e despesas do quarto bimestre, divulgado nesta sexta-feira, o governo calculou uma margem de 8,225 bilhões de reais para cumprimento da meta fiscal. Deste montante, contudo, só é possível liberar 4,124 bilhões de reais respeitando a regra do teto de gastos em 2018.

    Os 4,101 bilhões de reais restantes só podem ser empregados em despesas que não precisam obedecer ao teto, como a capitalização de empresas estatais, por exemplo. Mas o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, pontuou que a tendência é que os recursos melhorem o resultado primário do ano.

    'Mesmo com economia com crescimento em torno de 1,6 por cento, a receita tem crescido muito além do esperado, isso se manteve em julho e agosto', disse.

    'O crescimento de receita vai praticamente para excesso de primário, melhora em relação à meta. Já a queda da despesa obrigatória abre espaço para aumento de despesa discricionária de alguns ministérios', acrescentou.

    No relatório, a equipe econômica manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,6 por cento este ano, mas ajustou a estimativa para a inflação a 4,1 por cento, ante 4,2 por cento antes.

    A meta de rombo primário deste ano é de 159 bilhões de reais para o governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência) e, mesmo diante dos solavancos na economia, agravados pela greve dos caminhoneiros, o governo tem reiterado que ela será cumprida com tranquilidade.

    Mansueto lembrou que o governo central deve se beneficiar ainda de uma economia de 15 bilhões de reais com recursos empoçados até o final do ano. Esse dinheiro já foi liberado para pagamento, mas não foi executado pelas pastas por uma série de amarras e vinculações.

    Mansueto reiterou que as estatais podem fechar 2018 com superávit de 5 bilhões de reais, ajudadas por pagamento que será feito por Itaipu, ante meta de déficit de 3,5 bilhões de reais.

    Para Estados e municípios, o governo calculou um superávit de 9,7 bilhões de reais, frente a uma meta de saldo positivo em 1,2 bilhão de reais para 2018.

    Tudo posto, o setor público consolidado pode fechar o ano com um rombo primário de 125 bilhões de reais, bem menor que o déficit de 161,3 bilhões de reais fixado como meta.

    'Claro que é resultado muito melhor do que o que estava estabelecido na meta, mas não é motivo para comemoração', disse Mansueto, reforçando que o país caminha para seu quinto ano consecutivo no vermelho, não conseguindo, com isso, conter a trajetória de crescimento da dívida pública.

    NOVOS CÁLCULOS

    De um lado, o governo cortou em 4,296 bilhões de reais a projeção de gastos totais em 2018, a 1,381 trilhão de reais. Contribuíram para tanto as menores despesas esperadas com pessoal e encargos sociais (-1,453 bilhão de reais), subsídios, subvenções e Proagro (-1,374 bilhão de reais) e abono e seguro-desemprego (-1,323 bilhão de reais).

    Na outra ponta, o governo elevou em 3,929 bilhões de reais a previsão para a receita líquida em 2018, a 1,230 trilhão de reais, principalmente pela previsão de maior arrecadação com Contribuição Social sobre Lucro Líquido (+1,376 bilhão de reais), Imposto de Importação (+1,287 bilhão de reais) e Imposto sobre a Renda (+999,7 milhões de reais).

    O governo também ressaltou no relatório que espera 1,530 bilhão de reais a mais no ano com exploração de recursos naturais, linha sensibilizada pelo crescimento dos royalties do petróleo, num movimento ajudado pela alta do dólar.

    A moeda norte-americana tem reagido aos desdobramentos da cena externa, com a normalização monetária nos Estados Unidos, e à cena doméstica, em meio às incertezas ligadas às eleições presidenciais de outubro e à capacidade do novo ocupante do Palácio do Planalto de tocar as reformas econômicas.

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    Governo eleva a R$ 8,225 bi previsão de folga para cumprimento da meta fiscal em 2018

    BRASÍLIA (Reuters) - O governo aumentou a folga prevista para o cumprimento da meta fiscal deste ano a 8,225 bilhões de reais, após estimar um aumento nas receitas com impostos e royalties de petróleo e uma queda nas despesas no ano.

    No relatório bimestral de receitas e despesas do quarto bimestre, divulgado nesta sexta-feira, os ministérios da Fazenda e do Planejamento também divulgaram que, diante do quadro, há espaço para o governo liberar 4,124 bilhões de reais em despesas respeitando a regra do teto de gastos em 2018.

    O restante só pode ser empregado em gastos que não precisam obedecer ao teto, como a capitalização de empresas estatais, por exemplo.

    'Mesmo com economia com crescimento em torno de 1,6 por cento, a receita tem crescido muito além do esperado, isso se manteve em julho e agosto', disse o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida.

    'O crescimento de receita vai praticamente para excesso de primário, melhora em relação à meta, já a queda da despesa obrigatória abre espaço para aumento de despesa discricionária de alguns ministérios.'

    No documento, os ministérios da Fazenda e do Planejamento mantiveram a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,6 por cento este ano, mas ajustaram a estimativa para a inflação a 4,1 por cento, ante 4,2 por cento antes.

    A meta de rombo primário deste ano é de 159 bilhões de reais para o governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência) e, mesmo diante dos solavancos na economia, agravados pela greve dos caminhoneiros, o governo tem reiterado que ela será cumprida.

    De um lado, o governo cortou em 4,296 bilhões de reais a projeção de gastos totais em 2018, a 1,381 trilhão de reais. Contribuíram para tanto as menores despesas esperadas com pessoal e encargos sociais (-1,453 bilhão de reais), subsídios, subvenções e Proagro (-1,374 bilhão de reais) e abono e seguro-desemprego (-1,323 bilhão de reais).

    Na outra ponta, governo elevou em 3,929 bilhões de reais a previsão para a receita líquida em 2018, a 1,230 trilhão de reais, principalmente pela previsão de maior arrecadação com Contribuição Social sobre Lucro Líquido (+1,376 bilhão de reais), Imposto de Importação (+1,287 bilhão de reais) e Imposto sobre a Renda (+999,7 milhões de reais).

    O governo também ressaltou no relatório que espera 1,530 bilhão de reais a mais no ano com exploração de recursos naturais, linha sensibilizada pelo crescimento dos royalties do petróleo, num movimento ajudado pela alta do dólar.

    Em outra frente, a expectativa com arrecadação líquida para o Regime Geral de Previdência Social subiu 1,951 bilhão de reais, afetada pela atualização da massa salarial.

    (Por Marcela Ayres)

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    BC vê queda do crédito a empresas em 2018; inadimplência pesa mais sobre spread

    SÃO PAULO (Reuters) - O Banco Central projeta que o crédito voltado para as empresas reduzirá em 2018 ao mesmo tempo em que apontou em que a inadimplência é o principal componente do spread bancário, de acordo com o Relatório de Economia Bancária divulgado nesta terça-feira.

    O saldo de crédito das pessoas jurídicas deve registrar recuo de 2 por cento neste ano, enquanto que para as pessoas físicas deve aumentar 7 por cento.

    Assim, a projeção de crescimento da carteira total de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) foi reduzida a 3 por cento em 2018. Em março, o BC projetou que o estoque total cresceria 3,5 por cento neste ano.

    Segundo o BC, a queda nas operações de crédito para empresas ocorre por causa da perda de força do segmento de crédito direcionado. Essas operações seguirão sendo influenciadas pelo processo significativo de desalavancagem financeira das empresas, pelo maior dinamismo do mercado de capitais e dos fluxos de captações externas e pela modificação no custo relativo do crédito direcionado, com repercussões sobre a demanda de recursos no SFN , trouxe o BC.

    A revisão também acontece em meio ao cenário de menor confiança e crescimento econômico do país, com as projeções já abaixo de 2 por cento neste ano.

    O BC apontou ainda que o Custo de Captação foi o principal componente do custo do crédito no Brasil entre 2015 e 2017. Porém, excluindo-se o Custo de Captação chega-se ao spread do custo do crédito, cujo principal componente é a Inadimplência, com contribuição média de 37,4 por cento de 2015 a 2017.

    Na sequência, estão Despesas Administrativas (25 por cento), Tributos e Fundo Garantidor de Créditos (22,8 por cento) e Margem Financeira do Indicador de Custo de Crédito (14,9 por cento).

    A inadimplência afeta as taxas de juros cobradas nos empréstimos em dois aspectos primordiais: a sua prevalência (em outras palavras, quantos clientes deixam de pagar) e o prazo das operações , informou o BC no relatório.

    Quanto maior a taxa de inadimplência, maior a taxa de juros necessária para cobrir a perda com a inadimplência. Quanto maior o prazo das operações de crédito, menor a taxa de juros necessária para cobrir a perda com a inadimplência .

    (Por Camila Moreira)

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