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    Vale tem prejuízo de US$1,64 bi no 1º tri, com impacto de US$5 bi por Brumadinho

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Vale registrou prejuízo líquido de 1,64 bilhão de dólares no primeiro trimestre, contra lucro de 1,59 bilhão de dólares no mesmo período de 2018, com impactos do desastre de Brumadinho, que provocou ainda seu primeiro Ebitda ajustado negativo de sua história, informou a empresa nesta quinta-feira.

    Maior produtora global de minério de ferro, a empresa teve um resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado negativo em 652 milhões de dólares nos três primeiros meses do ano, contra 3,93 bilhões de dólares positivo no primeiro trimestre do ano passado.

    O impacto financeiro da ruptura da barragem de Brumadinho (MG), em 25 de janeiro, foi de 4,954 bilhões de dólares, de acordo com a empresa, devido a provisões, volumes perdidos, despesas de paradas, dentre outros.

    Excluindo o impacto financeiro do Ebitda, o lucro líquido pró-forma da companhia teria atingido 3,312 bilhões de dólares no primeiro trimestre, sendo 500 milhões abaixo do quarto trimestre de 2018, devido, principalmente, a menores volumes de venda. Teria mais que dobrado na comparação anual, com preços do minério de ferro mais altos.

    Mas, devido ao desastre de Brumadinho, foram feitas provisões de 2,423 bilhões de dólares para os programas e acordos de compensação e remediação e de 1,855 bilhão de dólares para descomissionamento ou descaracterização de barragens de rejeito. Os volumes perdidos impactaram o resultado em 290 milhões de dólares e despesas com paradas somaram 160 milhões de dólares.

    'Trabalharemos incansavelmente para garantir a segurança das pessoas e das operações da empresa. Nós nunca esqueceremos Brumadinho e não pouparemos esforços para aliviar o sofrimento e reparar as perdas das comunidades impactadas', afirmou o diretor-presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, no relatório financeiro.

    O executivo foi confirmado na liderança da Vale pelo Conselho de Administração na semana passada. Ele estava como interino desde que seu antecessor, Fabio Schvartsman, renunciou atendendo a recomendações de autoridades, incluindo o Ministério Público Federal.

    A auditora do balanço PwC chamou a atenção para a possibilidade de ajustes significativos nas provisões pelo desastre, 'à medida que novos fatos e circunstâncias sejam conhecidos'.

    O rompimento da barragem da mina de ferro Córrego do Feijão em Brumadinho (MG), com capacidade para armazenar mais de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, liberou uma onda de lama que atingiu instalações da empresa, mata, comunidades e rios da região, incluindo o importante rio Paraopeba.

    Foram confirmados, até o momento, 237 vítimas fatais, grande parte de funcionários da própria Vale, e outras 33 pessoas estão desaparecidas.

    Após o ocorrido, a empresa foi levada a paralisar atividades em diversas localidades de Minas Gerais, em meio a uma revisão de segurança.

    O Ebitda ajustado da Vale também foi impactado por fortes chuvas de verão, que afetaram as operações no Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, no Sistema Norte, e aumentou o impacto da usual sazonalidade climática.

    Mudanças gerenciais nos estoques de minério em portos chineses também causaram perdas. Isso porque a empresa, a partir de agora, apenas reconhece a receita de minério vendido mediante a retirada de carga. Anteriormente, o reconhecimento era feito independentemente da retirada do produto pelo cliente.

    Com isso, as vendas de minério de ferro e pelotas da Vale caíram 20 por cento no primeiro trimestre ante mesmo período de 2018, apesar de forte alta nas atividades da mega mina S11D, no Pará.

    Mas tais efeitos foram parcialmente compensados por maiores preços realizados.

    A receita operacional líquida da empresa somou 8,2 bilhões de dólares no primeiro trimestre, ante 8,6 bilhões de dólares no mesmo período de 2018.

    ALÍVIO NOS PREÇOS

    O resultado da empresa poderia ter sido pior, não fossem os efeitos de uma melhora nos preços realizados, que responderam à maior produção de aço na China e a um gargalo na oferta global de minério de ferro, incluindo as paradas de produção da Vale.

    Os preços médios de minério de ferro realizados pela Vale somaram 81,1 dólares por tonelada entre janeiro e março, ante 66,4 dólares no mesmo período de 2018 e 68,4 dólares nos últimos três meses do ano passado.

    O Ebitda ajustado de finos minério de ferro foi de 2,644 bilhões de dólares no primeiro trimestre, ficando 13 por cento abaixo do quarto trimestre, principalmente devido a menores volumes e maiores despesas, parcialmente compensados por maiores preços.

    A receita líquida de finos de minério de ferro, excluindo pelotas e ROM (minério bruto), por sua vez, diminuiu para 4,477 bilhões de dólares, contra 5,487 bilhões de dólares no trimestre anterior.

    Em meio aos impactos do desastre de Brumadinho, a empresa também viu seu endividamento aumentar.

    A dívida líquida cresceu 2,381 bilhões de dólares em comparação com o quatro trimestre, totalizando 12,031 bilhões de dólares, principalmente como resultado de fundos bloqueados no valor de 3,490 bilhões de dólares, que foram separados da posição de caixa disponível.

    Os investimentos totalizaram 611 milhões de dólares no primeiro trimestre, sendo 99 milhões de dólares em execução de projetos e 512 milhões de dólares na manutenção das operações. No mesmo trimestre de 2018 os investimentos haviam somado 890 milhões de dólares.

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    Lucro da Petrobras cai 42% no 1º tri, com impacto de norma contábil e produção menor

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras informou nesta terça-feira que o seu lucro líquido caiu 42 por cento entre janeiro e março, ante o mesmo período de 2018, para 4,03 bilhões de reais, com a redução da produção de petróleo e menores preços da commodity atingindo as exportações, além de uma nova norma contábil que impactou os resultados.

    Na comparação com o quatro trimestre, o lucro líquido cresceu 92 por cento, com redução de 1,1 bilhão de reais nas despesas com imposto de renda e contribuição social, em razão da baixa de créditos de prejuízos fiscais registrados no período anterior, além de maior resultado no setor petroquímico (400 milhões de reais).

    Já o lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado somou 27,49 bilhões de reais entre janeiro e março, alta de 7 por cento ante o mesmo período de 2018 e queda de 6 por cento em relação aos últimos três meses do ano passado.

    Desconsiderando-se efeitos dos itens especiais e de nova norma internacional contábil de arrendamentos mercantis (IFRS 16), adotada pelas empresas abertas a partir deste ano, o lucro líquido da companhia seria de 5,1 bilhões de reais e o Ebitda ajustado de 25,2 bilhões de reais.

    A receita de vendas da empresa no período somou 80 bilhões de reais, queda de 14 por cento versus o último trimestre de 2018, devido principalmente à queda das cotações internacionais do petróleo, menor volume de vendas de derivados no mercado interno e queda da receita com exportações.

    Mas, na comparação anual, a receita de vendas foi 5,5 bilhões de reais superior ao mesmo período de 2018, com maior comercialização no mercado interno, devido aos maiores volumes e preços médios de derivados. Adicionalmente, a valorização dos preços do gás natural e o preço de realização de energia elétrica contribuíram para o aumento de 2,5 bilhões de reais na receita do segmento de gás e energia.

    A Petrobras ressaltou que os preços internacionais do petróleo ficaram 7 por cento menores no primeiro trimestre versus o quarto trimestre de 2018 e tiveram queda de 5 por cento na comparação anual, para 63,20 dólares por barril.

    Já o volume total de vendas caiu 4 por cento entre janeiro e março, ante os três últimos meses de 2018, para 3,06 milhões de barris por dia, caindo ainda 2 por cento na comparação anual.

    IMPACTO NA DÍVIDA

    O IFRS 16 também trouxe efeito importante para o endividamento da companhia.

    A dívida líquida da Petrobras somou 372,2 bilhões de reais ao fim do primeiro trimestre, alta de 38 por cento ou 103,4 bilhões de reais em relação ao trimestre anterior.

    Desconsiderando os efeitos da norma, o endividamento líquido da petroleira seria de 266,3 bilhões de reais, ante 268,8 bilhões no último trimestre de 2018.

    Mas a empresa destacou que 'não adquiriu novas dívidas e não houve aquisição de novos ativos, sendo os impactos apenas normativos e sem efeitos no caixa e equivalentes de caixa'.

    A Petrobras informou ainda investimentos de 2,33 bilhões de dólares no primeiro trimestre, queda de 30 por cento ante o quarto trimestre e de 24 por cento na comparação anual. No segmento de Exploração e Produção, os investimentos totalizaram 2 bilhões de dólares e concentraram-se, principalmente, nas atividades relativas ao desenvolvimento da produção de novos campos de petróleo no pólo pré-sal da Bacia de Santos.

    PRODUÇÃO EM QUEDA

    A produção de petróleo e LGN da Petrobras no Brasil caiu 6 por cento no primeiro trimestre, ante o mesmo período do ano passado, para 1,971 milhão de barris por dia, principalmente devido à venda de 25 por cento da participação do campo de Roncador, na Bacia de Campos, maior concentração de manutenções em plataformas e declínio natural de produção em campos antigos.

    Na comparação com o trimestre anterior houve uma queda de 4 por cento, em função da maior concentração de manutenções em plataformas no período e do comissionamento dos novos sistemas do campos de Búzios.

    Somando a produção de petróleo e gás natural no Brasil, a empresa produziu no primeiro trimestre 2,46 milhões de barris de óleo equivalente por dia, queda de 5 por cento na comparação anual.

    Segundo a empresa, as paradas afetaram a produção de fevereiro, com reflexos adicionais na produção até a última semana de abril, a partir de quando a produção retornou ao patamar de 2,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

    A Petrobras destacou que as paradas foram parcialmente compensadas pelo início de operação de três novas plataformas em 2019 (P-67, na área norte de Lula, e P-76 e P-77, no campo de Búzios).

    'A expectativa é de crescimento da produção no segundo trimestre, à medida que os novos sistemas avancem no processo de ramp-up', apontou a Petrobras.

    (Por Marta Nogueira)

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    Bradesco tem alta no lucro do 1º tri com aumento nos empréstimos

    SÃO PAULO (Reuters) - O Banco Bradesco, segundo maior banco privado brasileiro, divulgou nesta quinta-feira alta no lucro do primeiro trimestre, em linha com as expectativas de analistas, depois de registrar crescimento do crédito e queda das despesas.

    O lucro líquido recorrente do banco somou 6,238 bilhões de reais, uma alta de 22,3 por cento ante igual período de 2018 e próximo à estimativa média de analistas colhida pela Refinitiv de 6,020 bilhões de reais.

    A carteira de crédito do banco atingiu 548,3 bilhões de reais, um acréscimo de 3,1 por cento em relação ao final de 2018, com expansão dos empréstimos para pessoas físicas e jurídicas. O Bradesco prevê que sua carteira de crédito crescerá entre 9 e 13 por cento em 2019.

    A redução das despesas com provisão para crédito também impulsionou o resultado do banco. Os gastos com provisão caíram 8,4 por cento em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

    O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,3 por cento, com queda de 0,2 ponto percentual ante o último trimestre de 2018.

    A margem financeira subiu 4,2 por cento na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, atingindo 14,2 bilhões de reais. O banco disse que a alta foi sustentada pela expansão dos empréstimos a pessoas físicas.

    O retorno sobre o patrimônio líquido, um indicador de rentabilidade do banco, subiu para 20,5 por cento, em linha com a expectativa dos analistas e 0,8 ponto percentual acima do trimestre anterior.

    O diretor-presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, disse em janeiro que o banco iria buscar uma rentabilidade maior neste ano.

    (Reportagem Carolina Mandl)

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    Vale tem lucro de R$14,5 bi no 4º tri e faz baixas contábeis por Brumadinho

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A mineradora Vale registrou lucro líquido de 14,485 bilhões de reais no quarto trimestre, quase seis vezes o registrado um ano antes, em meio a preços mais altos do minério de ferro e com forte alta dos prêmios pagos pelo seu produto de melhor qualidade, informou a companhia nesta quarta-feira.

    Após a publicação do resultado, a companhia anunciou baixas contáveis e que espera provisões bilionárias relacionadas ao rompimento da barragem de Brumadinho (MG), que matou centenas e paralisou minas em Minas Gerais.

    Contudo, a mineradora ponderou que ainda não é possível fornecer estimativas confiáveis de perdas globais decorrentes do colapso da estrutura.

    'Foi resultado bom, como esperado, em linha com o nosso número, mas a empresa não deu detalhes adicionais relacionados ao acidente', comentou o analista do Santander para o setor de mineração, Gustavo Allevato.

    A mineradora afirmou que realizou baixa contábil de 480 milhões de reais pela mina de Córrego do Feijão, relacionada à estrutura que colapsou em Brumadinho, e também por ativos ligados a barragens com método de construção a montante, com impacto nos resultados a partir do primeiro trimestre de 2019.

    Embora considere ainda difícil avaliar os passivos potenciais com o desastre, a empresa anunciou que prevê provisões bilionárias, incluindo uma de até 2 bilhões de reais por pagamentos emergenciais aos atingidos.

    MINÉRIO EM ALTA

    Na moeda norte-americana, o lucro líquido da companhia foi de 3,786 bilhões de dólares no período, quase cinco vezes o registrado no quatro trimestre de 2017, de 771 milhões de dólares.

    No ano completo de 2018, a empresa teve um lucro líquido de 6,86 bilhões de dólares, abaixo da média de estimativas de analistas consultados pelo Refinitiv, de 7,2 bilhões de dólares.

    No quatro trimestre do ano passado, a maior produtora global de minério de ferro registrou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 17,059 bilhões de reais, alta de 27 por cento ante o mesmo período de 2017.

    A receita operacional líquida da empresa no quarto trimestre foi de 37,4 bilhões de reais, 25,6 por cento maior que um ano antes.

    O Ebitda ajustado de minerais ferrosos foi de 4,115 bilhões de dólares no quatro trimestre, ante 3,96 bilhões no terceiro trimestre, principalmente devido a maiores preços e menores custos de frete. Um ano antes, foi de 3,427 bilhões.

    'O custo médio de frete marítimo foi impactado positivamente pelo aumento da utilização da frota de navios Valemax 2ª geração nas operações', disse a empresa no relatório financeiro.

    O resultado teve também a contribuição da qualidade do minério vendido pela companhia.

    No período, a Vale registrou um prêmio de qualidade para finos de minério de ferro de 8,1 dólares por tonelada, ante 8,6 por cento no terceiro trimestre, mas mais que o dobro do verificado no último trimestre de 2017 (3,9 dólares/tonelada).

    Incluindo pelotas, o prêmio de qualidade foi de 11,5 dólares/tonelada no quarto trimestre, versus 5,7 dólares no mesmo período de 2017.

    A Vale informou também que o preço realizado de finos de minério de ferro (CFR/FOB) foi de 68,4 dólares/tonelada no quarto trimestre, versus 63,1 dólares no mesmo período do ano anterior.

    A empresa ainda anunciou que definiu o preço de referência para os contratos de pelota de 2019, 'resultando em uma potencial maior realização de preços nas vendas de pelotas'.

    Segundo a empresa, o índice Metal Bulletin 65 por cento é o novo índice de referência, e o prêmio para pelotas de alto forno e de redução direta permaneceu igual ao de 2018 (60 dólares/t em média).

    DÍVIDA E INVESTIMENTO

    A Vale encerrou o quarto trimestre com dívida líquida de 9,65 bilhões de dólares, ante 10,7 bilhões de dólares no terceiro trimestre.

    Com isso o indicador de endividamento medido por dívida líquida sobre Ebitda ajustado ficou em 0,6 vez no quatro trimestre, ante 0,7 vez no terceiro.

    Os investimentos da companhia em 2018 somaram 3,784 bilhões de dólares, ligeiramente menor que em 2017, quando foram aportados 3,848 bilhões de dólares.

    (Por Marta Nogueira; reportagem adicional de Christian Plump, em São Paulo)

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    Petrobras lucra R$25,8 bi em 2018, tem 1º resultado positivo desde 2013

    Por Marta Nogueira e Gram Slattery

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras registrou em 2018 lucro líquido de 25,8 bilhões de reais, após quatro anos consecutivos de prejuízos, informou a petroleira nesta quarta-feira, mas ainda há 'muito a fazer e muitos desafios a superar', na avaliação do presidente, Roberto Castello Branco.

    Foi o primeiro desempenho positivo depois de estourar o escândalo de corrupção investigado pela operação Lava Jato, no início de 2014.

    No entanto, o resultado ficou muito abaixo de estimativa da Refinitiv I/B/E/S, de 34,9 bilhões de reais, em grande parte devido a baixas contábeis e acordo de pagamento com a agência reguladora ANP no quarto trimestre, mostraram dados no relatório financeiro da empresa do ano passado.

    Excluindo o impacto dos itens especiais, o lucro líquido seria de 35,97 bilhões de reais e o Ebitda ajustado de 122 bilhões.

    O resultado ocorreu após a Petrobras ter reportado um prejuízo líquido de 446 milhões de reais em 2017.

    O desempenho no ano, segundo a petroleira, refletiu o maior lucro operacional e a melhora do resultado financeiro, resultante de menor despesa com juros e de maiores receitas financeiras devido aos ganhos com a renegociação de dívidas do setor elétrico.

    Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado no ano passado somou 114,8 bilhões de reais, ante 76,5 bilhões de reais em 2017. No quarto trimestre, indicador somou 29,16 bilhões de reais.

    A receita de vendas da Petrobras totalizou 349,8 bilhões de reais em 2018, aumento de 23 por cento ante 2017, refletindo os maiores preços dos derivados de petróleo no mercado interno, principalmente diesel e gasolina, e das exportações, afirmou a empresa.

    ACIONISTAS

    O resultado líquido permitirá remuneração total aos acionistas de 7,1 bilhões de reais no exercício de 2018, ou 0,2535 real por ação ordinária e 0,9225 real por preferencial.

    Após um importante plano para reduzir a dívida, a empresa registrou no fim de 2018 indicador dívida líquida sobre Ebitda ajustado de 2,34 vezes, inferior à meta de 2,5 vezes, e o endividamento líquido alcançou 69,4 bilhões de dólares, uma queda de 18 por cento ante 2017.

    A taxa de acidentes registráveis alcançou 1,01 acidentes/ milhão de homens-hora, com decréscimo de 6,5 por cento em relação a 2017, porém ligeiramente superior ao limite de alerta para 2018, de 1,0, informou a companhia.

    Em balanço financeiro publicado ao mercado, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou que a performance da companhia foi 'indiscutivelmente a melhor em muitos anos', mas ponderou que há 'muito a fazer e muitos desafios a superar'.

    'Temos que melhorar substancialmente a alocação do capital através do foco nos ativos em que somos o dono natural e promover a saudável competição por capital entre nossos projetos de investimento', declarou.

    'Uma empresa opera com prejuízo até que consiga remunerar o capital empregado em suas operações, o que não conseguimos fazer ainda.'

    Entre outubro e dezembro de 2018, a empresa reportou lucro líquido de 2,1 bilhões de reais, ante prejuízo de 5,5 bilhões de reais nos últimos três meses de 2017.

    O resultado do quarto trimestre sofreu impacto da redução do preço do petróleo Brent e das margens nas vendas de derivados, além da ocorrência de itens especiais, que totalizaram 6,3 bilhões de reais, tais como acordo com ANP relacionado ao Parque das Baleias, baixas contábeis e perdas com contingências.

    'Se excluídos os itens especiais, o lucro líquido seria 8 bilhões de reais e o Ebitda ajustado 31 bilhões de reais', disse a empresa em seu relatório.

    PRODUÇÃO CRESCE EM 2019

    A produção de petróleo e gás da Petrobras em 2018 caiu 5 por cento em 2018 ante o ano anterior, para 2,628 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), enquanto entre outubro e dezembro houve uma alta de 6 por cento ante o trimestre anterior, de acordo com a petroleira.

    O volume anual sofreu principalmente com as vendas dos campos de Lapa, no pré-sal da Bacia de Santos, e de Roncador, importante produtor da Bacia de Campos, além dos efeitos do término dos Sistemas de Produção Antecipada (SPAs) de Tartaruga Verde e Itapu e ao declínio natural da produção.

    Mas a entrada de quatro plataformas de produção em operação ao longo do ano contribuiu com a alta nos últimos três meses, quando a produção média foi de 2,659 milhões de boed.

    Para 2019, a empresa projeta aumento da produção de petróleo e gás natural para 2,8 milhões de boed (alta de 6,5 por cento ante 2018), sendo 2,3 milhões de boed de petróleo no Brasil.

    'Este crescimento será viabilizado pelo ramp-up das plataformas recém-instaladas e pela entrada em operação da P-77 e da P-68', disse a companhia.

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    Vale tem fortes ganhos no 3º tri, mas resultado líquido cai com câmbio

    Por Marta Nogueira e Roberto Samora

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A Vale registrou lucro líquido atribuído ao acionista de 5,75 bilhões de reais no terceiro trimestre, queda de 19,5 por cento na comparação com o mesmo período do ano passado, sob impacto do câmbio, apesar do forte resultado operacional guiado pela demanda da China por seu minério de ferro de melhor qualidade.

    O resultado líquido da maior produtora global de minério de ferro e níquel disparou na comparação com o segundo trimestre, quando a empresa registrou 306 milhões de reais, informou a mineradora nesta quarta-feira.

    O lucro líquido recorrente, que desconsidera efeitos como de flutuações cambiais, subiu cerca de 25 por cento, para 8,3 bilhões de reais, em um período em que a empresa bateu recordes de produção e vendas de minério de ferro e pelotas, com altos prêmios.

    'Os fortes resultados do terceiro trimestre mostram a mudança estrutural nos mercados de minério de ferro e aço chineses. Somos a empresa de mineração mais bem posicionada para nos beneficiarmos do 'flight to quality', dada a crescente participação de produtos premium', disse o diretor-presidente da Vale, Fabio Schvartsman, no relatório.

    Segundo a companhia, os prêmios de qualidade de minério de ferro e pelotas alcançaram recorde de 11 dólares/tonelada, representando um aumento de 4,2 dólares/tonelada ante o terceiro trimestre de 2017, 'compensando totalmente a queda nos preços de minério de ferro'.

    Por outro lado, o real se depreciou 3,8 por cento em relação ao dólar, gerando um efeito contábil negativo não-caixa que reduziu o lucro líquido da Vale em 2,7 bilhões de reais.

    Com os prêmios pelos seus produtos e maiores volumes, a receita líquida da mineradora somou 37,9 bilhões de reais no terceiro trimestre, alta de cerca de 32 por cento ante o mesmo período de 2017.

    Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da empresa, entre julho e setembro, de 17,4 bilhões de reais, aumentou 31 por cento ante um ano antes.

    Apesar da queda de 4 dólares por tonelada nos preços do minério de ferro, o Ebitda de ferrosos aumentou no terceiro trimestre em 3,8 bilhões de reais, ante o mesmo período do ano passado, para 15,7 bilhões de reais, refletindo a estratégia da empresa de buscar margens em detrimento de volumes.

    Uma busca da China por produtos que resultem em menor poluição aumentou a demanda por minério com menos contaminantes, como alumina e fósforo.

    Já o Ebitda de metais básicos foi de 2,1 bilhões de reais no terceiro trimestre, uma queda de 709 milhões de reais quando comparado ao segundo trimestre, principalmente, devido aos preços mais baixos de níquel, cobre e cobalto e à parada programada de manutenção anual de Sudbury.

    FLUXO DE CAIXA E DIVIDENDOS

    A geração de fluxo de caixa livre de 3,1 bilhões de dólares, segundo a Vale, permitiu que a empresa se aproximasse da meta de dívida líquida de 10 bilhões de dólares.

    A empresa informou que reduziu a dívida líquida para 10,7 bilhões de dólares, menor nível desde o terceiro trimestre de 2009, 'praticamente' concluindo seu programa de desalavancagem. No fim do segundo trimestre, a dívida líquida era de 11,5 bilhões de dólares.

    A queda da dívida ocorreu apesar do pagamento da remuneração aos acionistas de 1,9 bilhão de dólares e do programa de recompra de ações de 489 milhões de dólares, ocorrido no terceiro trimestre.

    'Se entregarmos os mesmos resultados no próximo trimestre, nosso dividendo mínimo relativo ao segundo semestre, segundo nossa política, será de 2,3 bilhões de dólares, contra 1,9 bilhão de dólares no primeiro semestre', disse a Vale.

    Os investimentos totalizaram 692 milhões de dólares no terceiro trimestre, sendo compostos por 123 milhões de dólares em execução de projetos e 569 milhões de dólares na manutenção das operações.

    A mineradora ainda informou que aprovou investimentos de 1,1 bilhão de dólares para a expansão da mina de cobre Salobo, no Pará, em movimento que busca ampliar a produção do metal em meio a expectativas de maior demanda com o desenvolvimento de baterias para carros elétricos no futuro.

    (Por Marta Nogueira e Roberto Samora)

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    Coligação aceitará resultado mesmo em caso de derrota, diz vice de Bolsonaro

    BRASÍLIA (Reuters) - O candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), afirmou nesta segunda-feira que uma eventual vitória do PT na corrida ao Palácio do Planalto não seria motivo para um golpe militar no país e que a coligação dele não vai se insurgir contra uma derrota no pleito.

    Na sexta-feira, Bolsonaro afirmou em entrevista que não iria aceitar qualquer resultado das eleições presidenciais que não fosse sua vitória e não quis opinar sobre a hipótese se Forças Armadas brasileiras aceitariam tacitamente uma vitória do candidato do PT, seu provável adversário no segundo turno, Fernando Haddad.

    'Ele (Bolsonaro) já voltou atrás, já tem outra notícia aí. Aquilo foi no calor da disputa. Derrotou, perdeu, perdeu', disse Mourão a jornalistas, ao chegar em Brasília.

    'Na minha visão é o seguinte: se o Brasil voltar a eleger o Partido dos Trabalhadores, nós vamos voltar a ter incompetência, má gestão e corrupção. Isso está muito ruim para o país', acrescentou.

    Questionado se essa avaliação que faz do PT não seria motivo para um eventual golpe, ele respondeu: 'não, as Forças Armadas estão quietinhas aí, sob o comando dos seus comandantes.' Disse ainda que é 'lógico' que elas vão aceitar o resultado e que faz parte do processo eleitoral.

    'Olha, não são as Forças Armadas que estão falando que querem tomar o poder, isso é o José Dirceu que andou falando que quer acabar com o Ministério Público, os poderes. Imagine se eu falasse um negócio desses? E ninguém comenta, né', afirmou.

    Bolsonaro e apoiadores têm questionado publicamente a suspeita de que possa haver fraude nas urnas eletrônicas, diante do fato de que não há o voto impresso para se fazer uma checagem.

    Mourão disse achar que não vai ser necessário fazer uma auditoria das urnas. 'Depende do resultado, está muito cedo para falar disso', afirmou.

    SILÊNCIO

    Após se envolver em polêmicas públicas, como no momento em que fez críticas ao pagamento do décimo terceiro salário, o candidato a vice afirmou que não terá nenhuma atividade de caráter externo nesta última semana de campanha para o primeiro turno e que, na terça-feira, vai participar em São Paulo de um ato de campanha com candidatos do PRTB, seu partido.

    Questionado se vai participar de eventos e ficar falando, ele disse que não, que está em 'silêncio obsequioso'. Ele admitiu que Bolsonaro 'julgou que a gente tem que manter a calma nesta última semana'.

    Mourão disse que não vai a um debate com candidatos a vice na TV, marcado para esta noite, 'por orientação' de Bolsonaro, com quem se reuniu pessoalmente no domingo no Rio de Janeiro.

    Na entrevista, o candidato a vice também não quis comentar a declaração de Bolsonaro de que vice que fala muito pode acabar atrapalhando. 'Isso aí é uma questão de foro íntimo, não vou comentar isso aí', limitou-se a dizer.

    Mourão afirmou que o médico de Bolsonaro, que recebeu alta hospitalar no sábado após três semanas se recuperando de um atentado à faca, não quer que ele vá ao debate na TV Globo, a emissora líder de audiência na quinta-feira, a três dias do primeiro turno. O candidato a vice também acha que ele não deve ir.

    '(Bolsonaro) está com vontade, mas o problema é ficar em pé, dura umas três horas, acho complicado para ele', disse, ao avaliar, contudo, que o debate em si não vai mudar a sucessão. Disse que a disputa deverá se dar no segundo turno entre Bolsonaro e Fernando Haddad.

    O candidato a vice afirmou que as manifestações no fim de semana --no sábado contra Bolsonaro e no domingo a favor-- 'mais ou menos se equivaleram'.

    'Está dentro dessa divisão que estamos tendo e que vai ser definido no domingo que vem, realmente com o que vai acontecer', disse.

    Questionado sobre se há preocupação com o voto feminino, Mourão disse que não.

    'Está empate, né? Voto feminino está empate. Acho que nós teremos uma grande votação entre as mulheres. A última pesquisa está com os dois empatados em torno da preferência do eleitorado feminino', disse.

    O candidato a vice afirmou que há uma 'grande possibilidade' de a chapa vencer no primeiro turno. Se isso não ocorrer, ele disse que a campanha vai disputar no segundo turno contra Haddad e que vai tentar explorar o antipetismo para vencer.

    'Acho que vamos capitalizar no Brasil esse sentimento anti, que não quer a volta desse grupo à Presidência”, disse, ao avaliar que é “mais fácil” derrotar o Haddad.

    O candidato a vice afirmou que há margem para a campanha de Bolsonaro buscar aliados em um eventual segundo turno e citou os candidatos do Podemos, Alvaro Dias, e do Novo, João Amoêdo. Disse que parcela dos eleitores do tucano Geraldo Alckmin devem apoiar o presidenciável do PSL também.

    Mourão afirmou que a campanha tem sido procurada por partidos que apoiam outros candidatos no primeiro turno, mas não quis declinar.

    (Reportagem de Ricardo Brito)

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