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    BB cresce lucro em 20,6% no 4º tri, prevê expansão tímida do crédito em 2019

    SÃO PAULO (Reuters) - A combinação de aumento das receitas com controle de custos levou o Banco do Brasil a uma forte alta do lucro no quarto trimestre, roteiro que foi mantida nas previsões para 2019, frisando o foco de elevar sua rentabilidade a níveis similares aos dos rivais privados.

    O BB anunciou nesta quinta-feira que seu lucro ajustado de outubro a dezembro atingiu 3,845 bilhões de reais, um aumento de 20,6 por cento ante mesma etapa de 2017. Incluindo efeitos não recorrentes, o lucro líquido ano a ano subiu 22,3 por cento, a 3,8 bilhões de reais.

    Com isso, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido, que mede como um banco remunera o capital de seus acionistas, atingiu 16,3 por cento, alta anual de 1,8 ponto percentual contra 12 meses antes e o maior nível em 5 anos. Rivais como Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Brasil tiveram índices acima de 20 por cento no fim de 2018.

    Um dos pilares do resultado do BB foi a queda de 19 por cento das despesas com provisões para perdas com inadimplência, que somaram 3,17 bilhões de reais no trimestre. O movimento refletiu a manutenção da qualidade dos ativos, com o índice de inadimplência acima de 90 dias caindo a 2,53 por cento, ante 3,72 por cento.

    Em outra frente, a despesa administrativa teve baixa de 0,2 por cento, para 8,22 bilhões de reais. Enquanto isso, a receita com tarifas subiu 7,4 por cento, para 7,24 bilhões de reais.

    Nesse contexto, as operações de crédito ficaram em segundo plano, com o estoque de empréstimos atingindo 697,3 bilhões de reais no fim de 2018, alta de apenas 1,8 por cento no ano.

    2019

    Nas estimativas de desempenho para este ano, o BB mostrou que deve manter a estratégia recente de controle das despesas administrativas e com provisões para calotes, aumento das receitas com tarifas em nível superior ao da inflação e aceleração moderada das operações de crédito.

    A previsão para o lucro ajustado é de 14,5 bilhões a 17,5 bilhões de reais. No centro dessa faixa, o lucro crescerá 18,5 por cento em relação aos 13,5 bilhões de reais do ano passado.

    A previsão de alta da margem bruta foi fixada em 3 a 7 por cento. Enquanto isso, a expectativa do BB para incremento de sua carteira de empréstimos ficou em 3 a 6 por cento, abaixo da média prevista por seus principais rivais.

    O BB também previu alta de 5 a 8 por cento das receitas com tarifas e de 2 a 5 por cento das despesas administrativas. Para provisão para inadimplência, a expectativa é de que a despesa líquida fique na faixa de 11,5 bilhões a 14,5 bilhões de reais. No ano passado, o montante foi de 14,2 bilhões de reais nesta linha.

    (Por Aluísio Alves)

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    Lucro ajustado da BB Seguridade cai 10,7% no 4º tri, mas empresa prevê aumento em 2019

    Por Aluisio Alves

    SÃO PAULO (Reuters) - A BB Seguridade, braço de participações do Banco do Brasil registrou nova rodada de resultado trimestral cadente, uma vez que a melhora do resultado operacional seguiu insuficiente para compensar a forte queda da receita financeira.

    A companhia anunciou nesta segunda-feira que teve lucro líquido ajustado de 839,8 milhões de reais no quarto trimestre, queda de 10,7 por cento ante igual etapa de 2017. Em termos líquidos, o lucro foi de 716,9 milhões de reais, foi 21 por cento menor ano a ano.

    'A queda do lucro líquido ajustado no comparativo pode ser explicada pela contração de 43 por cento do resultado financeiro, parcialmente compensada pela alta de 4,1 por cento do resultado operacional não decorrente de juros', afirmou a BB Seguridade no relatório de resultados.

    Além da menor remuneração de seus títulos, dado que a Selic segue na mínima histórica de 6,5 por cento ao ano, a empresa também acusou os efeitos da elevação na taxa de remuneração dos passivos financeiros da Brasilprev atrelados aos planos de previdência tradicionais.

    O volume de prêmios caiu fortemente nas comparações sequencial e anual, desde a conclusão da venda de sua fatia numa joint venture para a sócia Mapfre, negócio que inclui seguros automotivo e de grandes riscos, por 2,4 bilhões de reais.

    Assim, os negócios de risco e acumulação atingiram 291,9 milhões de reais no quarto trimestre, queda de 42,6 por cento ante mesma etapa de 2017.

    Em contrapartida, a receita com os negócios de distribuição cresceu 27,8 por cento, para 544,6 milhões de reais.

    Na comparação ano a ano, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido da BB Seguridade caiu 0,8 ponto percentual, para 41,4 por cento.

    Juntamente com os resultados, a BB Seguridade previu crescimento de 5 a 10 por cento de seu lucro ajustado de 2019 ante o ano passado. A empresa também previu aumento de 7 a 10 por cento das reservas de previdência da Brasilprev e de 7 a 12 por cento dos prêmios emitidos pró-forma da BB Mapfre SH1.

    (Por Aluísio Alves)

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    Receitas sustentam lucro do Itaú Unibanco; crédito deve subir até 11% em 2019

    SÃO PAULO (Reuters) - Um salto nas receitas com tarifas e serviços ditou leve alta do lucro do Itaú Unibanco no quarto trimestre, enquanto o crédito seguiu evoluindo lentamente, mas a instituição previu um aumento de até dois dígitos de seus empréstimos em 2019.

    O maior banco privado do país anunciou nesta segunda-feira que seu lucro recorrente no período somou 6,48 bilhões de reais, um aumento de 3,15 por cento ante mesma etapa de 2017. Na base sequencial, a alta foi de 0,4 por cento.

    'O principal destaque positivo foi o crescimento de 6,5 por cento (sobre o trimestre anterior) da receita de prestação de serviços principalmente em função das receitas de banco de investimento, de administração de fundos e de cartões de crédito', afirmou o banco. O montante nessa linha atingiu 9,19 bilhões de reais, também subindo 4,8 por cento ano a ano.

    No fim de 2018 a carteira de crédito do Itaú Unibanco, incluindo garantias financeiras e títulos privados, somava 636,9 bilhões de reais, apenas 0,1 por cento maior em três meses, e 6,1 por cento mais alta ante o final do ano anterior.

    Como o incremento foi liderado pelas operações mais lucrativas, como de cartão de crédito, e de veículos, o banco também teve um aumento sequencial de 0,5 por cento da margem financeira com clientes. Isso amenizou a queda de 8,5 por cento da margem com o mercado --as operações de tesouraria.

    Além disso, o Itaú Unibanco conseguiu manter a qualidade da sua carteira de empréstimos, com o índice de inadimplência acima de 90 dias se mantendo nos 2,9 por cento do trimestre anterior, número 0,2 ponto percentual menor do que um ano antes.

    Com isso, o chamado custo do crédito --a despesa com provisões para perdas com calotes, menos a recuperação de crédito-- caiu 19,8 por cento ano a ano, para 3,41 bilhões de reais. Esse montante, porém, foi 4,7 por cento maior na base sequencial, devido a um forte aumento no impairment, o ajuste do valor de títulos de grandes empresas detidos pelo banco.

    No conjunto, o Itaú Unibanco teve no quarto trimestre um retorno sobre o patrimônio líquido de 21,8 por cento. O indicador, que mostra como um banco remunera o capital de seus acionistas, ficou praticamente estável no comparativo anual, mas subiu 0,5 ponto contra o trimestre anterior.

    2019

    Para 2019, o banco previu alta de 8 a 11 por cento de sua carteira de crédito total, o que pode elevar sua margem financeira com cliente na faixa de 9,5 a 12,5 por cento.

    Em contrapartida, a aceleração dos empréstimos terá como consequência uma aceleração do custo do crédito para o intervalo de 14,5 bilhões a 17,5 bilhões de reais, após ter batido em 14,1 bilhões no ano passado.

    (Por Aluísio Alves)

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    Bradesco define metas mais agressivas para 2019 após resultado acima do esperado no 4º tri

    Por Carolina Mandl

    SÃO PAULO (Reuters) - O Bradesco divulgou nesta quinta-feira lucro de quarto trimestre acima das previsões de analistas, definiu metas mais agressivas para 2019 e mostrou interesse por ativos que possam ser privatizados, levando as ações para nível recorde.

    O lucro líquido recorrente do Bradesco no quarto trimestre foi de 5,83 bilhões de reais, alta de 19,9 por cento sobre um ano antes e acima da expectativa média de analistas, de 5,526 bilhões, segundo a Refinitiv.

    A carteira de empréstimos do banco cresceu 1,6 por cento em três meses. O Bradesco também fixou uma meta de crescimento de 9 a 13 por cento em 2019, após expansão de 7,8 por cento em 2018.

    'Com a reação mais rápida do que a esperado no crescimento dos empréstimos, O Bradesco parece estar se movendo para um novo ciclo de empréstimos', escreveram analistas do UBS.

    Às 14h26 (horário de Brasília), a ação do Bradesco saltava quase 6 por cento, para nova máxima histórica do papel.

    O presidente-executivo do banco, Octavio de Lazari Junior, disse a jornalistas que pretende fechar até 100 agências este ano, reduzindo o ritmo do ano passado, dadas as expectativas de mais demanda por empréstimos em uma economia em recuperação.

    Lazari também disse que o banco vai analisar oportunidades de aquisição de financeiras estatais que oo governo brasileiro pretende privatizar.

    A proibição do órgão antitruste Cade para o banco de fazer novas aquisições, após ter comprado a unidade brasileira do HSBC, expirou em novembro de 2018.

    A provisão do banco para perdas com inadimplência caiu 31,8 por cento ano a ano, mostrando a melhora no perfil de crédito. O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,5 por cento, 0,1 ponto percentual do terceiro trimestre.

    Como resultado, o retorno sobre o patrimônio líquido do banco também subiu, atingindo 19,7 por cento, um aumento de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

    'O banco está confiante de que pode apresentar maior rentabilidade', disse Lazari, sem mencionar metas específicas.

    O Bradesco vem tentando aumentar a rentabilidade doclientes de varejo que assumiu com a compra do HSBC para aumentar o retorno sobre o patrimônio.

    A receita líquida de juros também deverá se recuperar neste ano, crescendo entre 4 e 8 por cento, disse o banco.

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    Eletrobras tem prejuízo de R$1,6 bi no 3° tri com perdas em distribuição e provisões

    SÃO PAULO (Reuters) - A estatal Eletrobras fechou o terceiro trimestre com prejuízo líquido de 1,61 bilhão de reais, revertendo lucro líquido de 550 milhões de reais no mesmo período de 2017, em resultado impactado por fortes perdas no setor de distribuição de energia e por provisões, principalmente relacionadas ao empréstimo compulsório.

    A companhia, maior elétrica do país e líder em geração e transmissão, reportou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 189 milhões de reais, uma retração de 92 por cento ante o ano anterior, segundo balanço divulgado na noite de segunda-feira.

    O Ebitda 'pro forma', que exclui itens não recorrentes, foi de 1,748 bilhão de reais, alta de 18 por cento na comparação anual.

    A estatal disse que seus negócios de geração e transmissão de energia tiveram no trimestre lucro de 832 milhões de reais e 103 milhões de reais, respectivamente, enquanto a área de distribuição teve prejuízo de 998 milhões de reais.

    Os resultados foram impactados por 2,2 bilhões de reais em provisões para contingência, incluindo 1,5 bilhão de reais referente aos chamados empréstimos compulsórios-- operações em que a estatal tomou recursos emprestados dos consumidores no passado e que são até hoje tema de embate judicial.

    Houve, ainda, provisões de 241 milhões de reais para custos da subsidiária Chesf com o chamado risco hidrológico na operação da usina de Sobradinho e de 145 milhões de reais para 'contratos onerosos'.

    A companhia também contabilizou 418 milhões de reais em provisão para perdas em investimentos relativas ao ajuste de valor justo após vender fatias em usinas eólicas e ativos de transmissão em um leilão em setembro, que levantou 1,3 bilhão de reais com as negociações de ativos.

    A receita operacional líquida da Eletrobras no trimestre foi de 8,9 bilhões de reais, alta de 0,5 por cento na comparação anual.

    A estatal investiu 976 milhões de reais no período, queda de 25 por cento ante os 1,3 bilhão de reais no mesmo trimestre de 2017. No acumulado do ano, a companhia soma aportes de 2,8 bilhões, contra 3,76 bilhões nos primeiros nove meses de 2017.

    (Por Luciano Costa)

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    Kroton lucra quase 17% menos no 3º tri com queda em receita, maiores despesas e depreciação

    SÃO PAULO (Reuters) - A Kroton Educacional registrou uma queda de 16,9 por cento no lucro líquido ajustado do terceiro trimestre ante igual período de 2017, para 440,4 milhões de reais, pressionada pelo aumento dos níveis de depreciação derivado dos investimentos maiores, bem como por queda na receita e despesas mais altas.

    Sem considerar itens não recorrentes, a amortização do intangível e efeito líquido da emissão de debêntures, o lucro líquido caiu 22,9 por cento, para 347,8 milhões de reais no terceiro trimestre na comparação anual, de acordo com balanço divulgado nesta sexta-feira.

    O desempenho operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado recuou 7,2 por cento, para 535,4 milhões de reais. Sem ajustes, o Ebitda caiu 13,4 por cento, para 471,2 milhões de reais.

    'A redução de rentabilidade verificada neste ano é consequência das pressões oriundas da mudança no perfil dos alunos na base, com um maior nível de provisionamento para suportar os produtos de parcelamento, além da manutenção de um ambiente econômico desafiador e do aumento de custos e despesas referentes às novas unidades', informou a Kroton no balanço.

    Mesmo assim, o maior grupo de ensino superior do país reforçou a expectativa de que o resultado do ano ficará em linha com as previsões (guidance).

    As despesas operacionais cresceram 4,4 por cento, para 145,3 milhões de reais, com movimento puxado pelo aumento de 9,7 por cento nas despesas com pessoal.

    Entre julho e setembro, a empresa conseguiu reduzir os gastos para provisão de créditos de liquidação duvidosa, que tinha afetado negativamente o resultado do segundo trimestre, em 6,3 por cento ano a ano e em 15,2 por cento na comparação trimestral.

    A receita líquida somou 1,25 bilhão de reais, queda de 5,5 por cento em relação ao terceiro trimestre do ano passado e de 18 por cento sobre o segundo trimestre, refletindo venda de ativos, redução no número de alunos e maior pressão do tíquete de entrada.

    A empresa destacou que, 'apesar das dificuldades econômicas e o cenário concorrencial bastante desafiador', conseguiu um resultado 'bastante sólido' na captação do segundo semestre de 2018, tanto no segmento presencial quanto no ensino à distância (EAD).

    Conforme adiantado em meados de outubro, a Kroton adicionou 183,3 mil novos alunos de graduação presencial e EAD, um avanço de 2,6 por cento na comparação anual. Apesar disso, a base total de alunos encolheu 2,8 por cento ao fim de setembro ante igual período de 2017, para 871.243, após queda de 4,2 por cento nas rematrículas, alta de 8,3 por cento nas formaturas do primeiro semestre e evasão maior no EAD.

    A Kroton elevou em 9,7 por cento os investimentos no terceiro trimestre, para 121 milhões de reais, dos quais 35 por cento foram destinados a obras e benfeitorias e 39 por cento ao desenvolvimento de conteúdo, sistemas e licenças de software.

    O resultado financeiro foi positivo em 5,4 milhões de reais entre julho e setembro, queda de 77,8 por cento ante o mesmo trimestre do ano anterior.

    (Por Raquel Stenzel)

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    Banco do Brasil tem lucro de R$3,4 bi no 3º tri; reduz previsão para margem financeira no ano

    SÃO PAULO (Reuters) - O Banco do Brasil SA divulgou nesta quinta-feira lucro no terceiro trimestre praticamente em linha com as expectativas dos analistas, mas previu uma queda mais acentuada na margem financeira bruta neste ano, por um crescimento mais fraco do crédito.

    O lucro líquido recorrente, que exclui itens extraordinários, ficou em 3,402 bilhões de reais, 25,6 por cento acima do resultado no mesmo período anterior e 2 por cento superior à estimativa compilado pela Refinitiv de 3,334 bilhões de reais, ajudado pela queda nas provisões para empréstimos duvidosos.

    A carteira de crédito ampliada do banco permaneceu praticamente estável no trimestre, atingindo 686,3 bilhões de reais.

    O BB disse que espera uma queda na margem financeira bruta no ano de 6,5 e 5 por cento, ante previsão anterior de estabilidade à queda de até 5 por cento.

    Em agosto, o diretor financeiro, Bernardo Rothe, disse que o crescimento da margem financeira bruta seria retomado em 2019.

    O índice de inadimplência de 90 dias do banco diminuiu 0,5 ponto percentual no trimestre, para 2,83 por cento.

    O retorno sobre o patrimônio líquido subiu 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior para 14,3 por cento e superou uma estimativa compilada pelo Refinitiv de 13,1 por cento.

    O novo diretor-presidente, Marcelo Labuto, fará uma coletiva de imprensa sobre os resultados nesta quinta-feira. O ex-CEO Paulo Caffarelli deixou o banco em 1º de novembro após aceitar uma oferta para se tornar executivo-chefe da Cielo SA .

    (Por Carolina Mandl)

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    Gol tem prejuízo de R$409 mi no 3ºtri pressionado por câmbio e petróleo

    SÃO PAULO (Reuters) - A GOL Linhas Aéreas Inteligentes, maior companhia aérea do Brasil, registrou nesta quinta-feira prejuízo líquido de 409 milhões de reais no terceiro trimestre, devido principalmente à depreciação do real e aos preços mais elevados do petróleo.

    A perda foi muito maior que a previsão de analistas de um prejuízo líquido de 33 milhões dólares, de acordo com dados I/B/E/S da Refinitiv, e levou a Gol a revisar negativamente suas estimativas para o ano inteiro.

    A empresa agora espera um prejuízo líquido por ação entre 1,8 e 2 reais no ano, ante estimativa anterior de prejuízo de 1 e 1,2 real por ação. Para o próximo ano, foi mantida a estimativa de um lucro entre 1,5 a 1,9 real por ação.

    O terceiro trimestre, geralmente lucrativo para as companhias aéreas, viu a Gol reverter o lucro líquido de 330 milhões de reais que registrou no mesmo período de 2017, de acordo com dado divulgado nesta quinta-feira.

    A Gol é particularmente sensível às flutuações cambiais porque 77 por cento de sua dívida é em dólares. As oscilações do câmbio também afetam o poder de compra dos brasileiros e o custo de compra de petróleo, precificado em dólares. A dívida total da Gol somava de 8 bilhões de reais no fim de setembro.

    A companhia aérea disse que a desvalorização do real custou à empresa 187 milhões de reais.

    Ainda assim, a receita operacional líquida da Gol somou 2,89 bilhões de reais, alta de 8,3 por cento em relação ao terceira trimestre de 2017.

    Nos nove meses até agora este ano, a Gol registrou uma perda acumulada de 1,588 bilhão de reais, ante lucro de 14,7 milhões de reais no mesmo período de 2017.

    (Por Marcelo Rochabrun)

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    Lucro líquido do Bradesco sobe no 3º tri com redução de provisões

    SÃO PAULO (Reuters) - O Bradesco, segundo maior banco privado do Brasil, divulgou nesta quinta-feira um aumento de 13,7 por cento no lucro do terceiro trimestre na comparação anual, com um recuo nas provisões para perdas com empréstimos duvidosos.

    O lucro líquido recorrente no Banco Bradesco somou 5,471 bilhões de reais no terceiro trimestre, e ficou praticamente em linha com a estimativa média de analistas ouvidos pela Refinitiv de um lucro de 5,508 bilhões de reais.

    Mas o banco superou as estimativas dos analistas para o retorno sobre o patrimônio líquido, que ficou em 19 por cento, quase 0,5 ponto percentual acima do esperado.

    O Bradesco informou em comunicado que as provisões para perdas com empréstimos foi de 3,512 bilhões de reais no terceiro trimestre, 23,3 por cento menor que no mesmo período do ano anterior, em meio a uma recuperação gradual da economia brasileira.

    No entanto, as perdas aumentaram ligeiramente em 2,2 por cento em comparação com o trimestre anterior, devido a empréstimos corporativos reestruturados, totalizando 920 milhões de reais.

    O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,63 por cento, 0,3 ponto percentual abaixo do índice do trimestre anterior e queda de 1,2 ponto percentual ante o mesmo período do ano passado.

    A carteira de crédito expandida do Bradesco alcançou 523,4 bilhões de reais, com alta de 1,5 por cento na comparação trimestral, ajudada por pessoas físicas e pequenas e médias empresas. Em relação ao terceiro trimestre de 2017, o aumento foi de 7,5 por cento.

    O Bradesco registrou um índice de capital Nível 1 de 12,2 por cento, um aumento de 0,8 por cento em relação ao trimestre anterior.

    (Por Carolina Mandl)

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    Santander Brasil despenca 5% após balanço do 3º tri com sinais de fraqueza

    Por Carolina Mandl

    SÃO PAULO (Reuters) - As units do Santander Brasil recuaram cerca de 5 por cento nesta quarta-feria, depois que analistas consideraram que o resultado do banco no terceiro trimestre mostrou alguns sinais de fraqueza apesar de um lucro maior do que o esperado para o período.

    A receita com tarifas e a margem financeira bruta, a diferença entre o que o banco paga pelo dinheiro e o que cobra nos empréstimos cedidos a clientes, caíram no trimestre, o que gerou dúvidas sobre a tendência de desempenho para os próximos trimestres.

    O banco teve lucro líquido recorrente de 3,108 bilhões de reais de julho a setembro, 2,85 por cento superior à estimativa média de analistas compilada pela Refinitiv e 20,2 por cento acima do resultado positivo registrado no mesmo período do ano passado.

    Analistas do BTG Pactual afirmaram em nota a clientes que o Santander Brasil 'está perdendo força depois de 19 trimestres sequenciais de crescimento no lucro por ação'.

    O vice-presidente financeiro do banco, Angel Santodomingo, acrescentou lenha na discussão, afirmando nesta quarta-feira que a competição vai pressionar as margens do banco nos próximos trimestres.

    Santodomingo afirmou que um impacto importante sofrido pelo banco no terceiro trimestre foi a mudança no cenário regulatório do setor de cartões de crédito, que limitaram o uso do rotativo a um máximo de 30 dias.

    A margem financeira bruta caiu 0,5 ponto percentual no período de julho a setembro, para 9,7 por cento.

    A receita com tarifas também caiu, mas Santodomingo repetiu que a queda deveu-se a outro impacto regulatório.

    O presidente-executivo do Santander Brasil, Sergio Rial, afirmou durante teleconferência com jornalistas que o banco está buscando um retorno maior sobre o patrimônio e crescimento sem depender de aquisições.

    Rial disse que o banco vai abrir 300 agências e postos de atendimento nos próximos dois anos no país, especialmente fora das grandes cidades.

    A carteira de crédito ampliada do banco atingiu 380,7 bilhões de reais, impulsionada por empréstimos para pessoas físicas e pequenas empresas, com alta de 3,4 por cento na comparação com o trimestre anterior e de 13,1 por cento ante o terceiro trimestre de 2017.

    O índice de inadimplência de 90 dias foi de 2,9 por cento no terceiro trimestre, ligeiramente acima dos três meses anteriores.

    Rial afirmou que aos jornalistas que não espera uma grande mudança na unidade brasileira do espanhol Santander depois que o novo presidente-executivo da matriz, Andrea Orcel, assumir o comando do grupo financeiro em janeiro.

    Desde que Orcel, um ex-chefe da unidade de banco de investimento do UBS, foi indicado para a presidência-executiva do Santander, analistas têm especulado se o grupo poderia mudar sua estratégia global ao buscar aquisições ou crescimento na área de banco de investimento.

    'No Brasil, o Santander é um banco de varejo', disse Rial. 'Mas há espaço para melhorias na unidade de banco de investimento', acrescentou.

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    Via Varejo tem prejuízo R$79 mi no 3º tri apesar de alta nas vendas; margens recuam

    SÃO PAULO (Reuters) - A Via Varejo encerrou o terceiro trimestre com prejuízo 79 milhões de reais, revertendo lucro de 46 milhões de reais um ano antes, apesar do aumento de vendas físicas e online que vieram, contudo, ao custo de margens menores diante de uma demanda ainda fraca e ambiente competitivo no setor.

    A rede de varejo dona das marcas Casas Bahia e Pontofrio registrou receita líquida de 6,377 bilhões de reais de julho a setembro, um acréscimo de 4,4 por cento em relação ao mesmo período de 2017. As vendas 'mesmas lojas' subiram 4,2 por cento. A receita contábil das lojas físicas aumentou em 5,2 por cento.

    A companhia destacou que o desempenho foi resultado de importante ganho de participação de mercado no período.

    No segmento online, o Gross Merchandise Value (GMV)- montante transacionado em reais no site, incluindo operações do marketplace - faturado subiu 13,6 por cento. O marketplace respondeu por 26,2 por cento do total, com alta de 19,5 por cento.

    A margem bruta no terceiro trimestre, porém, ficou em 29,2 por cento, queda de 3,56 pontos percentuais frente ao mesmo período do ano passado, 'em função de um ambiente de vendas mais desafiador e menor penetração de produtos rentáveis como o crediário e serviços', disse a empresa.

    A Via Varejo também afirmou que, no três meses encerrados em setembro, reclassificou algumas despesas trabalhistas para custo.

    O Ebitda ajustado atingiu 161 milhões de reais, com queda de 61,6 por cento. A margem Ebitda ajustada caiu 4,33 pontos, para 2,5 por cento no período.

    'Vale ressaltar que esse último período foi marcado por importantes implementações em sistemas críticos da companhia. São mudanças profundas, essenciais para a empresa reestruturar suas fundações. Uma vez superado o processo natural de curva de adoção e aprendizado, acreditamos que essa decisão estratégica trará evoluções significativas em produtividade e na experiência dos nossos clientes', disse a Via Varejo.

    A companhia fechou o terceiro trimestre com caixa líquido ajustado de 1,625 bilhão de reais, incluindo a carteira de recebíveis não descontados no valor de 1,714 bilhão de reais.

    A rede também encerrou o período com uma variação de capital de giro positiva em relação ao terceiro trimestre de 2017, de 2,462 bilhões de reais. 'Estrategicamente, seguimos com estoques elevados (financiado por nossos fornecedores) uma vez que entramos no período de maior venda da Companhia, com a Black Friday e Natal.'

    O período de julho a setembro também foi marcado por aumento nas despesas com vendas, gerais e administrativas em relação a receita líquida, para 27,1 por cento versus 26,3 por cento no terceiro trimestre de 2017, com aumento das despesas judiciais e maiores despesas de marketing.

    NOVAS LOJAS

    A Via Varejo abriu 15 novas lojas no terceiro trimestre, sendo 11 no formato Smart e 4 quiosques, enquanto encerrou as operações de 23 lojas no período citando fraco desempenho operacional e financeiro. No caso dos quiosques, a empresa pretende acelerar a expansão do modelo e espera finalizar o ano com 20 unidades em função do desempenho obtido.

    Também no terceiro trimestre foram abertas 44 novas Lojas Hub, totalizando 62 unidades do modelo.

    (Por Paula Arend Laier)

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