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    Serviços do Brasil têm melhor resultado para agosto desde 2011 mas ainda não apontam retomada, diz IBGE

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A atividade de transportes ajudou e o volume de serviços cresceu mais do que o esperado em agosto, registrando o melhor resultado para o mês desde 2011, embora o avanço ainda não seja considerado o início de uma retomada para o setor.

    O volume do setor de serviços cresceu 1,2 por cento em agosto em relação a julho, resultado mais forte para o mês na série histórica iniciada em 2011, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A leitura ficou bem acima da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,3 por cento, após queda de 2 por cento em julho e avanço de 4,9 por cento em junho

    Na comparação com o mesmo mês de 2017, houve alta de 1,6 por cento, contra expectativa de avanço de 0,1 por cento, no maior ganho para agosto na comparação anual desde 2013 (2,2 por cento).

    'O resultado de agosto não pode ser considerado o início de uma arrancada, até por que o movimento parece pontual e os indicadores antecedentes já apontam para uma queda em setembro', explicou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

    'Essa instabilidade no mês a mês ainda faz parte do distúrbio causado pela greve dos caminhoneiros na pesquisa', completou.

    No mês de agosto, o destaque ficou para o crescimento de 3,2 por cento da atividade de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio.

    'O resultado positivo de agosto tem a ver prioritariamente com transportes graças às passagens aéreas, cuja inflação caiu e puxa para cima a receita do setor', explicou Lobo.

    Entre as cinco grupos de atividades acompanhadas, também apresentaram avanço serviços profissionais, administrativos e complementares (2,2 por cento) e outros serviços (1,0 por cento).

    Apesar dos ganhos apresentados em agosto, o setor de serviços ainda enfrenta um quadro de desemprego elevado no Brasil que limita a atividade, aliado a uma conjuntura política e econômica que amplia as incertezas tanto entre consumidores quanto entre empresários.

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    Incertezas econômicas e políticas pesam e contração de serviços no Brasil se intensifica em setembro, mostra PMI

    SÃO PAULO (Reuters) - A queda no número de novos negócios devido às incertezas sobre a questão política e o crescimento da economia aprofundaram a contração do setor de serviços do Brasil, apontou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), nesta quarta-feira.

    Em setembro, o PMI de serviços apurado pelo IHS Markit caiu a 46,4 de 46,8 no mês anterior, uma mínima de 19 meses, ainda mais distante da marca de 50 que separa crescimento de contração.

    'As coisas foram de mal a pior para o setor de serviços em setembro... A pesquisa destacou a continuidade de um ambiente operacional desafiador para as empresas, com relatos de tensões políticas pesando sobre a demanda e calotes de clientes', avaliou o economista do IHS Markit Phil Smith.

    No terceiro trimestre como um todo, o índice de atividade empresarial chegou a 47,8, menor média trimestral desde o quarto trimestre de 2017.

    O IHS Markit explicou que os entrevistados apontaram tensões políticas, fragilidade econômica, demanda fraca e calotes de clientes como fatores para o resultado de setembro.

    A quantidade de novos trabalhos demandada aos fornecedores de serviços diminuiu em setembro pela primeira vez em quase um ano devido ao menor número de clientes, depreciação do real, menor poder de compra do consumidor e a campanha eleitoral.

    Os esforços contínuos para reduzir os custos levaram a novas reduções de emprego, sendo que das cinco áreas, somente a de Finanças e Seguros registrou criação de vagas de trabalho, de acordo com a pesquisa.

    Também pesou sobre a capacidade das empresas de conseguir novos trabalhos o forte aumento nos preços de vendas, cuja taxa de inflação chegou ao pico de 32 meses.

    Isso foi resultado do aumento nos preços dos insumos devido aos custos mais elevados do gás, energia, alimentos e combustíveis, além do dólar mais forte.

    Setembro ainda registrou perda de confiança entre os fornecedores de serviços do país. Embora permaneça o otimismo de que as condições econômicas irão se normalizar e os investimentos serão retomados após a eleição presidencial, as preocupações com a necessidade de o novo governo lidar com o déficit fiscal e potenciais movimentos de privatização continham o ânimo.

    'Muitas empresas estão se atendo às esperanças de que as coisas começarão a melhorar quando as eleições acabarem. Entretanto, não têm ilusões de que as eleições fornecerão um remédio instantâneo, destacando que qualquer novo governo terá a difícil tarefa de encontrar um equilíbrio entre estimular a economia e lidar com o considerável déficit fiscal', completou Smith.

    A pressão do setor de serviços e a desaceleração do crescimento da indústria em setembro levaram o PMI Composto do Brasil a cair a 47,3 de 47,8 em agosto, leitura mais baixa desde junho.

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    Setor de serviços tem forte queda e pior julho desde 2011 com incertezas

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A atividade de serviços no Brasil encolheu em julho, no resultado mais fraco para o mês desde 2011 e bem pior do que o esperado, destacando a pressão das incertezas econômicas e políticas sobre a atividade econômica a pouco tempo da eleição presidencial de outubro.

    Em julho a atividade de serviços caiu 2,2 por cento na comparação com junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

    Esse foi o resultado mais fraco para o mês na série iniciada em 2011, e ficou bem aquém da expectativa em pesquisa da Reuters de aumento de 0,4 por cento na comparação mensal.

    'A conjuntura política e econômico e o mercado de trabalho são limitadores do setor de serviços em 2018', resumiu o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

    O IBGE ainda revisou para baixo o dado de junho, de alta de 6,6 para 4,8 por cento, destacando a inconstância da atividade neste ano após recuo de 3,4 por cento em maio, na sequência da greve dos caminhoneiros.

    Em relação ao mesmo mês de 2017, houve queda de 0,3 por cento no setor de serviços em julho, também frustrando a projeção na pesquisa, de aumento de 1,3 por cento.

    O IBGE informou que no mês de julho quatro das cinco atividades investigadas apresentaram contração, com destaque para o recuo de 4,0 por cento para transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio.

    Serviços de informação e comunicação apresentaram queda de 2,2 por cento no volume, serviços profissionais, administrativos e complementares caíram 1,1 por cento e outros serviços recuaram 3,2 por cento.

    Somente os serviços prestados às famílias cresceram, a uma taxa de 3,1 por cento sobre o mês anterior.

    'O que houve foi uma queda de prestação de serviços para empresas. Com essa conjuntura econômica e as incertezas políticas, as empresas estão segurando os investimentos e as famílias estão em compasso de espera. Os consumidores também, até porque o mercado de trabalho continua complicado', completou Lobo.

    A melhora nas expectativas dos empresários para os próximos meses aponta recuperação moderada na atividade nos próximos meses de acordo com o Índice da Confiança de Serviços de agosto apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

    Entretanto, apesar de a inflação permanecer em patamares baixos, a atividade econômica no Brasil continua mostrando dificuldades em engrenar um ritmo mais forte, em meio ao desemprego ainda alto e às incertezas a poucos meses da eleição presidencial de outubro.

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    Setor de serviços do Brasil volta a contrair em agosto e tem nível mais fraco em um ano e meio, aponta PMI

    Por Camila Moreira

    SÃO PAULO (Reuters) - O setor de serviços do Brasil voltou a contrair em agosto devido à fraqueza da demanda e a atividade atingiu o nível mais fraco em um ano e meio, de acordo com a a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada nesta quarta-feira.

    O PMI de serviços do Brasil caiu em agosto a 46,8, de 50,4 em julho, voltando a ficar abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração, informou o IHS Markit.

    O nível mais baixo desde fevereiro de 2017 foi registrado, de acordo com os entrevistados, devido a forte competição, questões políticas e demanda fraca.

    A entrada de novos trabalhos aumentou apenas marginalmente em julho, no segundo ritmo mais fraco no atual período de oito meses de crescimento.

    De acordo com o IHS Markit, as empresas que registraram novos negócios citaram esforços de propaganda e aumento da base de clientes, enquanto as que tiveram redução citaram como motivos a competitividade, a demanda fraca, os investimentos baixos e a crise política.

    O cenário entre os fornecedores de serviços continuou sendo de corte de empregos pelo 42º mês seguido em agosto, como uma tentativa de reduzir os custos.

    Isso porque no mês passado os custos dos insumos permaneceram elevados, com destaque para os preços de alimentos, combustíveis, pneus e dos salários. Houve ainda relatos de uma carga tributária mais pesada e da fraqueza cambial. Como resultado, alguns fornecedores de serviços elevaram seus preços cobrados.

    Ainda assim, o sentimento entre os empresários se fortaleceu em agosto, com os entrevistados vendo perspectivas melhores de crescimento após as eleições presidenciais de outubro.

    Planos de reestruturação, investimento, propaganda e perspectivas de melhora da demanda também foram fatores por trás da melhora do otimismo.

    A fraqueza de serviços compensou o avanço da indústria e o PMI Composto do Brasil atingiu em agosto o segundo patamar mais baixo em um ano e meio ao cair para 47,8, de 50,4 em julho.

    'Um elemento importante nos últimos resultados foi o cenário doméstico melhor, com foco nas mudanças das questões políticas. As empresas estão esperando as eleições, prevendo então uma trajetória mais clara para as políticas de governo que possam sustentar os investimentos e o crescimento econômico', avaliou a economista do IHS Markit Pollyanna De Lima.

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    Confiança de serviços no Brasil tem em agosto maior nível em 4 meses e indica recuperação, diz FGV

    SÃO PAULO (Reuters) - As expectativas dos empresários para os próximos meses melhorou e a confiança do setor de serviços apurada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) atingiu em agosto o nível mais alto em quatro meses, apontando para uma recuperação moderada na atividade..

    Os dados divulgados nesta quarta-feira mostraram que o Índice de Confiança de Serviços (ICS) registrou em agosto alta de 1,5 ponto e foi a 89,0 pontos, segunda alta seguida e maior patamar desde abril.

    'O novo aumento da confiança dos serviços em agosto sugere que a fase de queda deste indicador, observada desde o início do segundo trimestre, pode estar chegando ao fim, reforçando que talvez o momento seja de estabilização da curva de confiança do setor', explicou em nota o consultor da FGV Silvio Sales.

    O Índice de Expectativas (IE-S) foi o responsável pelo resultado do mês ao avançar 2,9 pontos, para 91,5 pontos, depois de ter registrado cinco meses consecutivos de queda, com destaque para o indicador que mede a demanda para os próximos três meses.

    O Índice da Situação Atual (ISA-S), por sua vez, se manteve estável em agosto, em 86,7 pontos.

    '...as expectativas apresentam, pela primeira vez em cinco meses, um avanço na margem em agosto. Com isso, permanece a sinalização de uma recuperação moderada na atividade para os próximos meses', completou Sales.

    A confiança de serviços acompanha a alta registrada no sentimento do comércio brasileiro, embora no setor industrial e de construção a confiança tenha recuado em agosto, bem como entre os consumidores.

    (Por Stéfani Inouye)

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    Serviços no Brasil saltam 6,6% em junho, acima do esperado e melhor desempenho desde 2011

    Por Rodrigo Viga Gaier e Patrícia Duarte

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 14 Ago (Reuters) - O setor de serviços do Brasil surpreendeu em junho e subiu muito mais que o esperado, revertendo por completo as perdas causadas pela greve dos caminhoneiros, mas com resultado ainda insuficiente para mostrar recuperação mais forte.

    A atividade saltou 6,6 por cento em junho quando comparada com maio, melhor desempenho mensal da série histórica iniciada em 2011, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Em maio, o setor havia registrado contração de 5 por cento, em número revisado da queda de 3,8 por cento reportada antes.

    Sobre junho de 2017, houve alta de 0,9 por cento nos serviços. Expectativas de analistas ouvidos em pesquisa Reuters eram de que o setor teria expansão de 3,2 por cento em junho na comparação mensal, mas retração de 0,3 por cento sobre um ano antes.

    'A greve dos caminhoneiros criou um distúrbio no transporte brasileiro e desarticulou a economia brasileira', afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, as destacar o forte vaivém nas atividades.

    Segundo o IBGE, em junho o destaque ficou para o segmento de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com salto de 15,7 por cento sobre maio, quando houve retração de 10,6 por cento. Segundo Lobo, esses serviços representam cerca de um terço da pesquisa total.

    O movimento dos caminhoneiros no final de maio abalou ainda mais a confiança de consumidores e empresários no país ao prejudicar o abastecimento, afetando a atividade econômica. As expectativas de analistas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano vêm recuando, agora em torno de 1,50 por cento depois de terem chegado a 3 por cento há poucos meses.

    Os demais resultados positivos em junho vieram dos ramos de serviços de Informação e comunicação (+2,5 por cento), de Outros serviços (+3,9 por cento) e de Serviços profissionais, administrativos e complementares (+0,4 por cento).

    Na outra ponta, os Serviços prestados às famílias recuaram 2,5 por cento e assinalaram a segunda taxa negativa seguida, acumulando perda de 3,8 por cento, segundo o IBGE.

    Apesar do desempenho forte em junho, o setor de serviços fechou o segundo trimestre com queda de 0,3 por cento sobre o período anterior, segunda taxa negativa seguida. Entre janeiro e março, quando comparado com o quarto trimestre de 2017, a queda foi de 0,5 por cento.

    'O cenário em vista não é de aumentos fortes, a tendência é devolução dessa alta acima da perda na série ajustada de julho', afirmou Lobo. 'A conjuntura não é favorável, com eleições no horizonte que são motivo de incerteza. Julho vamos ter algum tipo de devolução (perda)', explicou ele, acrescentando que o setor de serviços estava operando no nível equivalente a 2012.

    Em julho, a confiança do setor de serviços no Brasil subiu e interrompeu sequência de quatro meses seguidos de perdas, mas ainda não o suficiente para compensar a queda em junho. O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas (FGV) chegou a 87,5 pontos, com alta de 0,8 ponto sobre junho, quando atingiu o menor nível em nove meses com impactos da greve dos caminhoneiros no final de maio, causando forte desabastecimento no país todo e desacelerando a economia.

    Também em julho, outros indicadores de confiança mostraram alguma recuperação ou pararam de cair, após os efeitos mais pesados da greve dos caminhoneiros terem ficado para trás. O indicador do consumidor subiu e o da indústria, permaneceu estável.

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    Confiança de serviços no Brasil sobe após quatro quedas consecutivas, diz FGV

    SÃO PAULO (Reuters) - A confiança do setor de serviços subiu em julho e interrompeu sequência de quatro meses seguidos de perdas, mas ainda não foi o suficiente para compensar a queda em junho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira.

    O Índice de Confiança de Serviços (ICS) chegou a 87,5 pontos, com alta de 0,8 pontos sobre junho, quando atingiu o menor nível em nove meses com impactos da greve dos caminhoneiros no final de maio, causando forte desabastecimento no país todo e desacelerando a economia.

    'A reação da confiança do setor de serviços em julho não foi

    suficiente para compensar a perda verificada em junho. Se na leitura das empresas sobre a situação corrente houve uma recuperação, a percepção sobre os próximos meses manteve a trajetória negativa', explicou o consultor da FGV, em nota, Silvio Sales.

    No mês, o Índice da Situação Atual (ISA-S) avançou 1,6 ponto, para 86,7 pontos, com uma melhora no indicador que avalia a Situação atual dos negócios, que avançou 2,7 pontos, para 88,1 pontos.

    Já o Índice de Expectativas (IE-S) se manteve estável, apresentando variação negativa de 0,1 ponto, para 88,6 pontos, pontos, o menor nível desde dezembro de 2016, informou ainda a FGV.

    Nos últimos dois meses, a confiança do setor de serviços vinha apresentando deteriorização da percepção sobre a situação corrente e também sobre as expectativas, mas, mesmo com a melhora do indicador, a queda registrada em junho ainda não foi anulada.

    'O início do segundo semestre mostra que as empresas vislumbram um cenário de recuperação ainda muito tímida, o que

    deve estar relacionado à frustração com o fraco desempenho corrente e à elevada incerteza associada ao processo eleitoral', completou Sales.

    Neste mês, outros indicadores de confiança mostraram alguma recuperação ou pararam de cair, após os efeitos mais pesados da greve dos caminhoneiros terem ficado para trás. O indicador do consumidor subiu e o da indústria, permaneceu estável.

    (Por Stéfani Inouye)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Serviços no Brasil despencam 3,8% em maio com greve dos caminhoneiros, maior perda desde 2011

    Serviços no Brasil despencam 3,8% em maio com greve dos caminhoneiros, maior perda desde 2011

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - O volume de serviços do Brasil registrou em maio a maior queda em sete anos, afetada pela forte contração na atividade de transportes causada pela greve dos caminhoneiros.

    O volume de serviços recuou 3,8 por cento em maio na comparação com abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

    Esse foi o pior resultado da série iniciada em janeiro de 2011, ainda que tenha sido um pouco melhor do que a expectativa de recuo de 4,4 por cento em pesquisa da Reuters com analistas.

    Na comparação com o mesmo período de 2017, o volume de serviços também encolheu 3,8 por cento em maio, leitura mais fraca desde a perda de 5,7 por cento vista em abril de 2017 e contra projeção de recuo de 3,7 por cento.

    As perdas foram generalizadas entre os setores, mas lideradas pelos danos provocados pela greve dos caminhoneiros no final de maio.

    O transporte terrestre despencou 15 por cento no mês, recuo mais intenso na série histórica, o que levou a perdas de 9,5 por cento na atividade de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, também a mais forte já registrada.

    O cerne dessa queda generalizada foi a greve dos caminhoneiros que afeta transporte, pedágio, estocagem de produtos, deslocamento de pessoas e funcionários , afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

    Marginalmente, restaurantes, comércio e indústria foram afetados pela greve. A greve tem efeitos primário, secundário e marginais , acrescentou ele.

    O movimento dos caminhoneiros no final de maio abalou ainda mais a confiança de consumidores e empresários no país ao prejudicar o abastecimento de combustíveis e alimentos, entre outros insumos, abalando a atividade econômica.

    Com a cautela já em alta diante das incertezas políticas antes da eleição presidencial de outubro, as expectativas de analistas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano vêm recuando sistematicamente, agora em torno de 1,50 por cento depois de terem chegado a 3 por cento há poucos meses.

    Em junho, a confiança do consumidor apurada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) atingiu o menor nível em 10 meses, enquanto a de serviços chegou ao nível mais fraco em nove meses.

    Temos que ver se o efeito da greve permanecerá, seja pelo impacto da própria greve, seja pela formação de expectativas dos empresários, que podem estar segurando investimentos por conta dos cenários político e eleitoral , afirmou Lobo.

    Veja o desempenho do setor de serviços na variação mensal (%):

    Atividade Abril Maio

    Serviços +1,1 -3,8

    1.Serviços prestados à família +1,6 -0,3

    1.1.Serviços de alojamento e +1,8 -0,8

    alimentação

    1.2.Outros serviços prestados à 0,0 +0,2

    família

    2.Serviços de informação e -0,5 -0,4

    comunicação

    2.1.Serviços de TI e comunicação -1,2 -0,3

    2.2.Serviços audiovisuais, de +3,8 -1,8

    edição e agências de notícias

    3.Serviços profissionais, +1,5 -1,3

    administrativos e complementares

    3.1.Serviços técnico-profissionais +4,8 -0,3

    3.2.Serviços administrativos e +0,7 -1,5

    complementares

    4.Transportes, serviços auxiliares +0,7 -9,5

    e correios

    4.1.Transporte terrestre +4,5 -15,0

    4.2.Transporte aquaviário +4,1 +0,4

    4.3.Transporte aéreo +10,8 -1,8

    4.4.Armazenagem, serviços +0,9 -6,2

    auxiliares e correios

    5.Outros serviços -0,6 -2,7

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    Greve soma-se a incertezas políticas e confiança de serviços do Brasil cai em junho, mostra FGV

    SÃO PAULO (Reuters) - A confiança do setor de serviços atingiu em junho o nível mais fraco em nove meses com a paralisação dos caminhoneiros em maio somando-se às incertezas políticas para provocar deterioração na avaliação sobre a situação atual, apontou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.

    Com queda de 2,1 pontos, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) chegou a 86,7 pontos na comparação, menor nível desde setembro de 2017, na quarta queda seguida.

    A greve dos caminhoneiros, em maio, desorganizou de modo significativo vários segmentos da economia, e contribuiu ampliando assim os efeitos negativos sobre a confiança relacionados à incerteza política. O cenário é de uma recuperação bastante discreta no nível de atividade para os próximos meses , explicou o consultor da FGV Silvio Sales em nota.

    No mês, o Índice da Situação Atual (ISA-S) recuou 1,5 ponto, para 85,1 pontos, com a pressão negativa do indicador da situação atual dos negócios.

    Já o Índice de Expectativas (IE-S) registrou queda de 2,7 pontos, para 88,7 pontos, o menor patamar desde julho de 2017, com destaque foi para o quesito que mede a tendência dos negócios nos próximos meses.

    O resultado da confiança de serviços acompanha a do consumidor, que piorou pela terceira vez seguida em junho e atingiu o menor nível em 10 meses.

    A greve dos caminhoneiros paralisou o abastecimento de combustíveis, alimentos e insumos no país no final de maio, prejudicando atividade econômica e a confiança dos agentes econômicos.

    (Por Stéfani Inouye)

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    Serviços no Brasil crescem em abril pela 1ª vez no ano com transportes, mas greve vai pesar à frente

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - O setor de serviços iniciou o segundo trimestre com crescendo pela primeira vez no ano e acima do esperado, impulsionado principalmente pelos transportes e atividades profissionais, alento que tende a perder força devido à greve dos caminhoneiros em maio e que impactou negativamente a economia.

    Em abril, o volume de serviços avançou 1 por cento na comparação com março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

    O resultado ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters com analistas, de alta de 0,7 por cento, após queda de 1,8 por cento em janeiro, estabilidade em fevereiro e recuo de 0,2 por cento em março.

    Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve alta de 2,2 por cento em abril, em linha com a expectativa de avanço 2,1 por cento.

    O setor de transportes tem mostrado crescimento nos últimos meses e vai ser impactado em maio (pela greve dos caminhoneiros). Se esse impacto for mais forte, o crescimento desse mês pode ser anulado , afirmou gerente de pesquisa do IBGE, Rodrigo Lobo, acrescentando que transporte reponde por 30 por cento do setor de serviços, o segundo mais pesado, atrás apenas de comunicação.

    Em abril, quatro das cinco atividades pesquisadas mostraram crescimento. Os destaques ficaram para a alta de 1,2 por cento em transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, impulsionada principalmente pelo transporte aéreo, e para o avanço de 1,7 por cento em serviços profissionais, administrativos e complementares.

    Por 11 dias em maio, os caminhoneiros fizeram uma greve contra os elevados preços do diesel, causando desabastecimento em todo o país.

    Somente serviços de informação e comunicação apresentou retração no mês, de 1,1 por cento. Já as atividades turísticas mostraram aumento de 3,3 por cento em abril.

    O setor de serviços foi um dos mais afetados pela recessão enfrentada pelo país e vem mostrando dificuldades de recuperação mesmo com a inflação e os juros baixos. No primeiro trimestre, o crescimento dos serviços foi de apenas 0,1 por cento sobre os três meses anteriores, segundo dados do Produto Interno Bruto, limitado pelo desemprego ainda elevado.

    O cenário no Brasil é de confiança abalada, em um ano de eleição para presidente marcada por incertezas, economia instável, desemprego elevado e, mais recentemente, a greve de caminhoneiros que trouxe desabastecimento de forma generalizada.

    As projeções para o crescimento da economia deste ano vêm sendo reduzidas por analistas e a pesquisa Focus realizada semanalmente pelo Banco Central aponta agora expectativa de 1,94 por cento de expansão do Produto Interno Bruto (PIB).

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