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    Setor de serviços do Brasil recua em março e interrompe 2 trimestres de ganhos

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - O volume de serviços do Brasil foi pressionado pela atividade de informação e comunicação em março e quebrou uma sequência de dois trimestres positivos com contração nos três primeiros meses deste ano, ampliando o cenário de economia fraca no início de 2019.

    Em março, o volume do setor apresentou perda de 0,7% em relação ao mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Esse é o pior resultado para o mês desde 2017, quando o recuo foi de 3,2%

    Com isso, o terceiro trimestre encerrou com contração de 0,6% sobre os três meses anteriores, depois de ganhos de 0,6% e 1,0%, respectivamente, nos quarto e terceiro trimestres de 2018.

    Na comparação com março de 2018, houve queda de 2,3 por cento, a mais forte desde maio de 2018 (-3,8%).

    As expectativas em pesquisa da Reuters eram de recuos de 0,1 por cento na comparação mensal e de 0,8 por cento na base anual.

    O setor de serviços vem mostrando dificuldades em apresentar uma recuperação contínua em um ambiente de desemprego elevado, e acompanha os resultados fracos já vistos na indústria e no setor de varejo.

    'Por trás disso tudo tem uma economia lenta, com deterioração nas expectativas de empresários e com projeções cada vez menores para o crescimento do PIB', afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

    'O poder público está sem fôlego para investir e o setor privado não está compensando e preenchendo essa lacuna. A nova aposta para uma abertura de portas aos investimentos e para a atividade econômica é a aprovação da reforma da Previdência, mas quem garante que isso vai realmente acontecer?', completou.

    O IBGE informou que em março três das cinco atividades apresentaram quedas, com destaque para o recuo de 1,7% em serviços de informação e comunicação. O volume de serviços profissionais, administrativos e complementares caiu 0,1% e o de outros serviços contraiu 0,2%.

    Na outra ponta, serviços prestados às famílias aumentaram 1,4%, enquanto transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio tiveram ganhos de 0,5%. Entretanto, o transporte terrestre teve queda de 1,9% no mês, também pesando sobre o resultado.

    'Telecomunicações é uma devolução de altas do fim do ano passado e, no caso dos transportes, é reflexo de uma economia lenta e com baixo dinamismo', explicou Lobo.

    Em uma economia com mais de 13 milhões de desempregados e desalento recorde, as expectativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) vêm sofrendo sucessivas reduções.

    A pesquisa Focus mais recente do Banco Central mostrou que a projeção mais atual é de uma expansão de 1,45% este ano, indo a 2,50 por cento em 2020.

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    Setor de serviços do Brasil tem 2ª queda seguida em fevereiro e destaca falta de recuperação

    SÃO PAULO (Reuters) - O volume de serviços do Brasil recuou em fevereiro pelo segundo mês seguido, com destaque para a contração na atividade de transportes, em um reflexo da lentidão da atividade econômica e do desemprego ainda alto no país.

    Em fevereiro o volume do setor caiu 0,4 por cento na comparação com janeiro, quando houve recuo de mesma intensidade em dado revisado de queda de 0,3 por cento anunciada antes.

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ainda informou nesta sexta-feira que, sobre o mesmo período do ano anterior, houve avanço de 3,8 por cento.

    As expectativas em pesquisa da Reuters eram de queda de 0,1 por cento na comparação mensal e de alta de 3,7 por cento na base anual.

    'O fato é que não conseguimos observar nenhum tipo de recuperação mais consistente para o setor de serviços', afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

    Em fevereiro, as vendas varejistas ficaram estáveis, em um cenário de dificuldade da economia para conseguit deslanchar e com as expectativas de crescimento em declínio.

    A indústria apresentou alta, apesar da maior queda em 17 anos do setor extrativo devido ao desastre em Brumadinho (MG) com uma barragem da Vale.

    Os dados do IBGE mostraram que em fevereiro três das cinco atividades pesquisadas sofreram recuo, com destaque para a contração de 2,6 por cento no volume de serviços em Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, a terceira taxa negativa.

    'É a queda mais intensa dessa atividade desde julho de 2018. Houve pressão do transporte aéreo de passageiros, também pela alta em janeiro, ainda que, em tese, o ajuste sazonal sirva para compensar um pouco disso”, completou Lobo.

    Os outros resultados negativos foram registrados em e outros serviços, de 3,8 por cento, e em serviços prestados às famílias, de 1,1 por cento.

    Já o volume de Serviços de informação e comunicação subiu 0,8 por cento em fevereiro sobre janeiro, enquanto os Serviços profissionais, administrativos e complementares mostraram estabilidade.

    A inflação e os juros baixos tendem a ajudar o consumo neste ano, porém o desemprego permanece elevado, com de 13 milhões de pessoas sem trabalho no trimestre até fevereiro.

    A pesquisa Focus do Banco Central vem apresentado recorrentes reduções na expectativa para o crescimento econômico neste ano, com a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) estimada agora em 1,97 por cento, indo a 2,70 por cento em 2020.

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    Novos negócios sustentam crescimento, mas setor de serviços do Brasil volta a cortar empregos, aponta PMI

    Por Camila Moreira

    SÃO PAULO (Reuters) - A expansão do setor de serviços brasileiro acelerou em março, diante da forte entrada de novos trabalhos, embora as empresas tenham voltado a cortar empregos e o sentimento positivo tenha atingido uma mínima em três meses, segundo os dados da pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada nesta quarta-feira.

    O IHS Markit informou que seu PMI de serviços do Brasil subiu a 52,7 em março, de 52,2 em fevereiro, permanecendo acima da marca de 50, que separa crescimento de contração, e igualando a máxima de janeiro de 2013.

    Junto com a melhora no setor industrial, o PMI Composto do Brasil chegou a um pico em 13 meses, de 53,1 no mês, sobre 52,6 em fevereiro.

    O mês de março foi marcado pela entrada mais forte de novos trabalhos em quase 11 anos e meio, com os entrevistados citando demanda doméstica robusta e base maior de clientes.

    'Dados da pesquisa mostraram uma alta notável na entrada de novos trabalhos, o que sugere que a economia pode estar aquecendo', apontou a economista do IHS Markit Pollyanna De Lima.

    A demanda interna ajudou a compensar o enfraquecimento dos mercados internacionais, com o volume de novos negócios do exterior voltando a contrair em março depois de ter crescido em fevereiro pela segunda vez nos últimos quatro anos.

    Também voltou a território de contração no mês o nível de empregos no setor de serviços, em meio a tentativas contínuas de reduzir despesas e iniciativas de reestruturação. Ainda assim, algumas empresas citaram contratação de pessoal devido ao aumento das cargas de trabalho e expectativas otimistas.

    'É desalentador ver que os empregos no setor de serviços ainda estão em risco apesar da resiliente demanda doméstica... Reduzir a taxa de desemprego (brasileira)...parece ser uma peça essencial do quebra-cabeças para uma recuperação sustentável nos meses à frente', completou Pollyanna.

    A inflação de insumos, por sua vez, continuou a aumentar com os empresários do setor citando preços mais altos de eletricidade, combustíveis, alimentos e outros materiais.

    Assim os preços cobrados voltaram a subir, chegando ao nível mais alto desde o início de 2016, depois de terem diminuído em fevereiro pela primeira vez em nove meses.

    Mesmo assim, o sentimento positivo em relação aos negócios permaneceu elevado, mas caiu ligeiramente ante a máxima registrada em fevereiro. As projeções otimistas dos empresários se baseiam na expectativa de maior número de clientes, publicidade online e de reformas das políticas governamentais.

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    Volume de serviços no Brasil tem queda inesperada em janeiro

    SÃO PAULO (Reuters) - O volume de serviços no Brasil registrou queda inesperada em janeiro, começando o ano sob pressão dos transportes e de serviços de informação, corroborando o quadro de recuperação lenta da economia.

    Em janeiro o volume do setor apresentou recuo de 0,3 por cento em relação a dezembro, segundo os números divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Sobre o mesmo período do ano anterior, houve avanço de 2,1 por cento, taxa mais elevada desde março de 2015 (2,3 por cento).

    As expectativas em pesquisa da Reuters eram de avanço de 0,2 por cento na comparação mensal e de 1,9 por cento na base anual.

    O resultado fraco de serviços acompanha a indústria, cuja produção teve queda de 0,8 por cento sobre o mês anterior, no resultado mais fraco em quatro meses. Por outro lado, as vendas varejistas tiveram alta acima do esperado no mês.

    Os destaques no mês, segundo os dados do IBGE, foram as atividades de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio e de serviços de informação e comunicação, respectivamente com contrações de 0,6 e 0,2 por cento.

    Essas foram as únicas quedas registradas no mês, mas juntas as duas atividades representam 63 por cento do volume total de serviços pesquisados.

    'Boa parte da queda no setor de transporte deve-se ao baixo desempenho das atividades de transporte rodoviário, dutoviário e de carga', explicou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

    'Já os serviços de informação e comunicação sofreram impacto da menor receita na atividade de desenvolvimento e licenciamento de programas de computador, que é normal em início de trimestre, completou.

    As outras três atividades registraram ganhos em janeiro sobre o mês anterior: serviços profissionais, administrativos e complementares (1,7 por cento), outros serviços (4,8 por cento) e serviços prestados às famílias (1,1 por cento), esta com a terceira alta seguida.

    O setor de serviços brasileiro sofreu no ano passado com a lentidão da economia, mas ainda assim ajudou a economia a crescer 1,1 por cento.

    Dados do PIB mostram que o setor de serviços cresceu 0,2 por cento no quarto trimestre de 2018 sobre os três meses anteriores, acumulando ao longo do ano expansão de 1,3 por cento.

    A persistência do cenário de inflação e juros baixos tende a estimular o consumo neste ano, bem como a esperada retomada do mercado de trabalho.

    'Apesar das leituras fracas recentes, a perspectiva para o consumo privado de bens e serviços é moderadamente positiva', avaliou o diretor do Goldman Sachs Alberto Ramos.

    'A capacidade ociosa ainda significativa no mercado de trabalho pode limitar o dinamismo do consumo privado e das vendas no varejo'.

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    Setor de serviços do Brasil cresce em dezembro mas fecha 2018 com 4ª contração seguida

    Por Camila Moreira

    SÃO PAULO (Reuters) - O volume de serviços do Brasil surpreendeu e avançou em dezembro, mas ainda assim recuou em 2018 e registrou o quarto ano seguido de perdas, com destaque para a queda na atividades de serviços profissionais e administrativos.

    Em dezembro, o volume registrou avanço de 0,2 por cento na comparação com o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

    Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve queda de 0,2 por cento. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de recuos de 0,1 por cento na comparação mensal e de 0,8 por cento na base anual.

    No ano passado, o setor de serviços do Brasil apresentou recuo de 0,1 por cento, após quedas de 2,8 por cento em 2017 e de 5 e 3,6 por cento respectivamente em 2016 e 2015. As perdas acumuladas nesse período foram de 11,1 por cento.

    O setor de serviços vai na contramão dos resultados da indústria e do varejo, que cresceram em 2018, em um ano que foi marcado por uma recuperação morna da economia e pela greve dos caminhoneiros, em meio à recuperação lenta do mercado de trabalho.[nL1N1ZW0B6][nL5N2083GD]

    No ano passado, o destaque foi a perda de 1,9 por cento em serviços profissionais, administrativos e complementares, pressionados segundo o IBGE pela retração na receita vinda dos segmentos de atividades de cobranças e informações cadastrais, de soluções de pagamentos eletrônicos, de serviços de engenharia e de vigilância e segurança privada.

    Segundo o gerente da pesquisa no IBGE, Rodrigo Lobo, esse resultado 'tem a ver com o momento desfavorável da economia como um todo, já que em uma contenção de gastos as empresas costumam dispensar esse tipo de serviço'.

    A outra atividade a apresentar perdas em 2018 foi a de serviços de informação e comunicação, de 0,5 por cento, diante da menor receita recebida pelas empresas do ramo de telecomunicações.

    Em dezembro, por sua vez, apenas o ramo de serviços de informação e comunicação cresceu na comparação com o mês anterior, a uma taxa de 0,2 por cento.

    A persistência do cenário de inflação e juros baixos tende a estimular o consumo e deve ajudar neste ano o setor de serviços, cuja confiança apurada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou alta em janeiro, e a economia como um todo.[nL1N1ZU08F]

    Veja o desempenho do setor de serviços na variação mensal e no ano(%):

    Atividade Novembro Dezembro 2018

    Serviços 0,0 +0,2 -0,1

    1.Serviços prestados à família +0,4 -0,1 +0,2

    1.1.Serviços de alojamento e +0,4 +0,7 +0,9

    alimentação

    1.2.Outros serviços prestados à -1,0 -2,3 -3,6

    família

    2.Serviços de informação e +0,5 +0,2 -0,5

    comunicação

    2.1.Serviços de TI e comunicação -0,4 -0,4 +0,1

    2.2.Serviços audiovisuais +6,7 +5,8 -4,6

    3.Serviços profissionais, 0,0 -1,5 -1,9

    administrativos e complementares

    3.1.Serviços técnico-profissionais -4,1 +0,3 -1,2

    3.2.Serviços administrativos e +0,3 -0,7 -2,1

    complementares

    4.Transportes, serviços auxiliares +0,3 -0,6 +1,2

    e correios

    4.1.Transporte terrestre -0,7 +1,6 +2,1

    4.2.Transporte aquaviário -1,3 -1,2 -0,8

    4.3.Transporte aéreo -3,9 +1,0 +4,2

    4.4.Armazenagem, serviços +1,7 -1,4 -0,8

    auxiliares e correios

    5.Outros serviços +0,1 -0,2 +1,9

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    Setor de serviços fica estagnado em novembro pelo 2º mês e indica moderação no fim do ano

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - O volume de serviços no Brasil ficou estagnado pelo segundo mês seguido e teve o pior desempenho para novembro em dois anos, indicando moderação para o final do ano.

    Em outubro o setor também mostrou estabilidade, em dado revisado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira após informar anteriormente avanço de 0,1 por cento.

    Em relação a novembro de 2017, o volume do setor apresentou alta de 0,9 por cento, taxa mais forte para o mês nessa base de comparação desde 2014, quando houve avanço de 1 por cento.

    'Já são duas estabilidades e uma queda. Temos um setor de serviços mais moderado depois da reação pós-greve de caminhoneiros. Depois dessa recuperação, agora temos um comportamento mais moderado, mas não diria ainda uma estagnação', explicou o gerente da pesquisa no IBGE, Rodrigo Lobo.

    Apesar da estabilidade, em novembro houve avanço em quatro das cinco atividades pesquisadas, com destaque para o ganho de 0,8 por cento de serviços de informação e comunicação.

    Os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio aumentaram 0,3 por cento, enquanto serviços prestados às famílias subiram 0,4 por cento e serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram alta de 0,1 por cento.

    A única queda foi registrada por outros serviços, de 0,2 por cento.

    Em dezembro, houve melhora significativa das expectativas dos empresários do setor de serviços para os próximos meses e a confiança de serviços apurada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) terminou o ano com a terceira alta consecutiva.

    'O setor de serviços caminha, portanto, para encerrar o ano de 2018 em terreno positivo e exibir um desempenho ainda melhor em 2019. Sua recuperação é parte vital do processo de crescimento da economia, dado seu peso no PIB e sua importância na geração de empregos', avaliou a consultoria Rosenberg & Associados em nota.

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    Setor de serviços inicia 4º tri com crescimento abaixo do esperado em outubro

    Por Camila Moreira

    SÃO PAULO (Reuters) - O volume de serviços no Brasil iniciou o último trimestre do ano com alta abaixo do esperado em outubro diante da pressão dos serviços profissionais, administrativos e complementares, mostrando um ritmo moderado para o final do ano.

    O volume do setor de serviços avançou 0,1 por cento no mês em relação a setembro, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Esse resultado não foi suficiente para recuperar a perda de 0,3 por cento vista em setembro, ao final de um período marcado por volatidade desde a greve dos caminhoneiros no final de maio, e ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de ganho de 0,4 por cento, na mediana das projeções.

    Na comparação com outubro de 2017, o volume do setor apresentou teve avanço de 1,5 por cento, contra uma expectativa de alta de 2,0 por cento.

    A principal influência negativa em outubro foi exercida pela queda de 1,9 por cento de serviços profissionais, administrativos e complementares. Também apresentaram recuo em outubro os serviços prestados às famílias (-1,0 por cento) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,2 por cento).

    Por outro lado, os serviços de informação e comunicação cresceram 0,5 por cento, enquanto outros serviços avançaram 5,5 por cento, no resultado mais forte desde maio de 2017.

    De acordo com o gerente da pesquisa no IBGE, Rodrigo Lobo, o crescimento de outros serviços deriva da alta nos segmentos de atividades financeiras auxiliares (corretora de valores).

    'Como estamos saindo de um período de crise econômica mais aguda, as pessoas preferem poupar ou investir, e as empresas que são intermediárias desses serviços conseguem maiores volumes de negócios', disse Lobo em nota.

    A atividade de serviços aumentou 0,5 por cento no terceiro trimestre de acordo com os dados do Produto Interno Bruto, e foi uma das principais influências para o crescimento de 0,8 por cento da economia do país no período na comparação com os três meses anteriores.

    Para novembro, a confiança do setor de serviços apurada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta melhora das expectativas dos empresários com o fim do período eleitoral.

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    Novos negócios aumentam com otimismo pós-eleitoral e serviços do Brasil crescem em novembro, mostra PMI

    Por Camila Moreira

    SÃO PAULO (Reuters) - O crescimento no volume de novos negócios se intensificou em novembro com o otimismo pós-eleitoral e a atividade de serviços no Brasil expandiu no ritmo mais forte em nove meses, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) publicada nesta quarta-feira.

    Em novembro, o PMI de serviços do Brasil subiu a 51,3 depois de atingir 50,5 no mês anterior, informou o IHS Markit, permanecendo acima da marca de 50 que indica expansão dvido a uma demanda mais forte não só do mercado interno, como também do exterior.

    'Os dados do PMI indicam que o Brasil passou para uma recuperação mais equilibrada...uma vez que as empresas e os consumidores demonstraram um aumento do otimismo pós-eleição', disse em nota a economista do IHS Markit Pollyanna De Lima.

    'Os dados do meio do trimestre sugerem que o PIB está a caminho de uma recuperação no último trimestre de 2018', completou.

    O aumento na quantidade de novos negócios no segundo ritmo mais rápido em quase seis anos se deu em um ambiente de otimismo após as eleições presidenciais, com os entrevistados citando conquistas de novos clientes e campanhas de marketing como fatores que impulsionaram a demanda.

    Pela primeira vez em quase quatro anos todas as cinco categorias monitoradas no setor de serviços brasileiro apresentaram elevação no volume de novos trabalhos, de acordo com o IHS Markit.

    Os novos trabalhos provenientes do exterior também cresceram, encerrando uma série de 43 meses de contração, em meio a campanhas de marketing consideradas eficazes e taxas de câmbio favoráveis.

    Mesmo assim, os fornecedores de serviços continuaram em busca de conter os custos e reduziram o número de funcionários em novembro, após criação de vagas no mês anterior. Somente os subsetores de Finanças e Seguros e de Serviços ao Consumidor registraram criação de empregos, mas ainda assim a queda no nível de vagas foi modesta.

    O mês foi ainda marcado por preços mais altos de eletricidade, água, combustíveis, aluguel e transportes, mas a taxa de inflação de custos ainda assim foi a um recorde de baixa de seis meses. Assim, os preços de venda aumentaram, mas em ritmo mais fraco do que em outubro.

    Os fornecedores de serviços brasileiros permaneceram otimistas em novembro, com as empresas indicando que a mudança de governo, os planos de investimento, as aquisições de equipamentos e previsões de turismo maior tenderão a ajudar o crescimento da produção no decorrer do próximo ano.

    Com a melhora também da indústria em dezembro, o PMI Composto do Brasil subiu ao nível mais alto em nove meses de 51,6, contra 50,5 em outubro.

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    Setor de serviços tem queda inesperada em setembro, mas termina 3º tri com alta

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - O setor de serviços do Brasil registrou queda inesperada em setembro e teve o pior desempenho para o mês em três anos devido ao setor de transportes, mas ainda assim terminou o terceiro trimestre com crescimento.

    Em setembro, o volume do setor de serviços apresentou recuo de 0,3 por cento na comparação com agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O resultado contrariou a expectativa em pesquisa da Reuters com analistas de alta de 0,3 por cento e representou a queda mais forte para um mês de setembro desde 2015.

    Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o setor teve alta de 0,5 por cento, contra projeção de avanço de 1,7 por cento.

    Com isso o setor de serviços chega ao fim do terceiro trimestre com um crescimento no volume de 0,8 por cento sobre os três meses anteriores, ante alta de 0,2 por cento no segundo trimestre e contração de 0,6 por cento no primeiro.

    Apesar dos números melhores a cada trimestre, o gerente da pesquisa no IBGE, Rodrigo Lobo, explicou que o resultado visto entre julho e setembro representa mais um ajuste devido à base de comparação fraca com o segundo trimestre, fortemente afetado pela greve dos caminhoneiros, em maio.

    'O segundo trimestre foi comprometido pela greve e criou uma base fraca. Há uma melhora do setor de serviços sim, mas muito mais pela base deprimida do que pelo próprio dinamismo do setor', explicou.

    Em setembro, o maior peso foi exercido pela atividade de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, cujo volume recuou 1,3 por cento sobre agosto.

    'A influência veio de transportes de cargas, dutoviário e transporte aéreo. São setores que mostram bem o ritmo em que roda a economia', acrescentou Lobo.

    Também registraram quedas os serviços profissionais e administrativos, de 1,4 por cento, e outros serviços, de 3,2 por cento.

    Embora ainda enfrentem um mercado marcado pelo desemprego elevado e situação econômica lenta no país, os empresários do setor de serviços viram a confiança melhorar em outubro diante de uma avaliação mais favorável tanto sobre o cenário atual quanto sobre as expectativas.

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    Serviços do Brasil voltam a crescer em outubro e criam empregos pela 1ª vez em 3 anos e meio, mostra PMI

    SÃO PAULO (Reuters) - O setor de serviços do Brasil voltou a crescer após dois meses em outubro diante da recuperação na quantidade de novos trabalhos, levando ao primeiro aumento no nível de empregos em mais de três anos e meio, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada nesta terça-feira.

    O PMI de serviços do Brasil divulgado pelo IHS Markit avançou a 50,5 em outubro de 46,4 no mês anterior, indo acima da marca de 50 que separa crescimento de contração graças ao aumento da produção nas empresas de Informação e Comunicação e nas de Finanças e Seguros. Foi a primeira leitura de expansão em três meses, segundo o IHS Markit.

    Embora as empresas fornecedoras de serviços tenham relatado um aumento modesto nas vendas em outubro, este foi o mais forte desde julho, diante de uma melhora na demanda básica e campanhas de marketing bem sucedidas.

    Como resultado, o setor de serviços registrou criação de empregos pela primeira vez em 44 meses, ainda que o ritmo tenha sido restringido por tentativas de redução de custos em algumas empresas.

    O IHS Markit informou que os custos de insumos aumentaram novamente em outubro, à taxa mais forte em três meses, o que as empresas atribuíram à volatilidade nos mercados financeiros, taxas de câmbio desfavorávei, negociações coletivas e preços mais altos dos combustíveis.

    Com isso as empresas aumentaram seus preços de venda pelo quinto mês seguido, mas as condições competitivas e tentativas de manter os clientes seguraram um pouco as altas.

    Ainda assim, o sentimento em relação aos negócios permaneceu positivo em outubro, em uma máxima de cinco anos, sendo que quase 74 por cento das empresas se mostraram otimistas em relação às perspectivas para os próximos 12 meses.

    O bom humor se deve ao fim das eleições e consequente redução das incertezas políticas, de acordo com o IHS Markit.

    Com a aceleração do crescimento da indústria em outubro, o PMI Composto do Brasil também voltou a território de expansão no mês, subindo a 50,5 de 47,3 em setembro.

    'Embora a confiança empresarial tenha se reanimado com a redução da incerteza política, o novo governo enfrentará desafios como o déficit fiscal, aumentar a confiança do consumidor e reduzir o número de desempregados...para que uma retomada econômica sustentável aconteça', afirmou a economista do IHS Markit Pollyanna de Lima em nota.

    (Por Camila Moreira)

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    Serviços do Brasil têm melhor resultado para agosto desde 2011 mas ainda não apontam retomada, diz IBGE

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A atividade de transportes ajudou e o volume de serviços cresceu mais do que o esperado em agosto, registrando o melhor resultado para o mês desde 2011, embora o avanço ainda não seja considerado o início de uma retomada para o setor.

    O volume do setor de serviços cresceu 1,2 por cento em agosto em relação a julho, resultado mais forte para o mês na série histórica iniciada em 2011, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A leitura ficou bem acima da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,3 por cento, após queda de 2 por cento em julho e avanço de 4,9 por cento em junho

    Na comparação com o mesmo mês de 2017, houve alta de 1,6 por cento, contra expectativa de avanço de 0,1 por cento, no maior ganho para agosto na comparação anual desde 2013 (2,2 por cento).

    'O resultado de agosto não pode ser considerado o início de uma arrancada, até por que o movimento parece pontual e os indicadores antecedentes já apontam para uma queda em setembro', explicou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

    'Essa instabilidade no mês a mês ainda faz parte do distúrbio causado pela greve dos caminhoneiros na pesquisa', completou.

    No mês de agosto, o destaque ficou para o crescimento de 3,2 por cento da atividade de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio.

    'O resultado positivo de agosto tem a ver prioritariamente com transportes graças às passagens aéreas, cuja inflação caiu e puxa para cima a receita do setor', explicou Lobo.

    Entre as cinco grupos de atividades acompanhadas, também apresentaram avanço serviços profissionais, administrativos e complementares (2,2 por cento) e outros serviços (1,0 por cento).

    Apesar dos ganhos apresentados em agosto, o setor de serviços ainda enfrenta um quadro de desemprego elevado no Brasil que limita a atividade, aliado a uma conjuntura política e econômica que amplia as incertezas tanto entre consumidores quanto entre empresários.

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