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    Serviços no Brasil saltam 6,6% em junho, acima do esperado e melhor desempenho desde 2011

    Por Rodrigo Viga Gaier e Patrícia Duarte

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 14 Ago (Reuters) - O setor de serviços do Brasil surpreendeu em junho e subiu muito mais que o esperado, revertendo por completo as perdas causadas pela greve dos caminhoneiros, mas com resultado ainda insuficiente para mostrar recuperação mais forte.

    A atividade saltou 6,6 por cento em junho quando comparada com maio, melhor desempenho mensal da série histórica iniciada em 2011, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Em maio, o setor havia registrado contração de 5 por cento, em número revisado da queda de 3,8 por cento reportada antes.

    Sobre junho de 2017, houve alta de 0,9 por cento nos serviços. Expectativas de analistas ouvidos em pesquisa Reuters eram de que o setor teria expansão de 3,2 por cento em junho na comparação mensal, mas retração de 0,3 por cento sobre um ano antes.

    'A greve dos caminhoneiros criou um distúrbio no transporte brasileiro e desarticulou a economia brasileira', afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, as destacar o forte vaivém nas atividades.

    Segundo o IBGE, em junho o destaque ficou para o segmento de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com salto de 15,7 por cento sobre maio, quando houve retração de 10,6 por cento. Segundo Lobo, esses serviços representam cerca de um terço da pesquisa total.

    O movimento dos caminhoneiros no final de maio abalou ainda mais a confiança de consumidores e empresários no país ao prejudicar o abastecimento, afetando a atividade econômica. As expectativas de analistas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano vêm recuando, agora em torno de 1,50 por cento depois de terem chegado a 3 por cento há poucos meses.

    Os demais resultados positivos em junho vieram dos ramos de serviços de Informação e comunicação (+2,5 por cento), de Outros serviços (+3,9 por cento) e de Serviços profissionais, administrativos e complementares (+0,4 por cento).

    Na outra ponta, os Serviços prestados às famílias recuaram 2,5 por cento e assinalaram a segunda taxa negativa seguida, acumulando perda de 3,8 por cento, segundo o IBGE.

    Apesar do desempenho forte em junho, o setor de serviços fechou o segundo trimestre com queda de 0,3 por cento sobre o período anterior, segunda taxa negativa seguida. Entre janeiro e março, quando comparado com o quarto trimestre de 2017, a queda foi de 0,5 por cento.

    'O cenário em vista não é de aumentos fortes, a tendência é devolução dessa alta acima da perda na série ajustada de julho', afirmou Lobo. 'A conjuntura não é favorável, com eleições no horizonte que são motivo de incerteza. Julho vamos ter algum tipo de devolução (perda)', explicou ele, acrescentando que o setor de serviços estava operando no nível equivalente a 2012.

    Em julho, a confiança do setor de serviços no Brasil subiu e interrompeu sequência de quatro meses seguidos de perdas, mas ainda não o suficiente para compensar a queda em junho. O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas (FGV) chegou a 87,5 pontos, com alta de 0,8 ponto sobre junho, quando atingiu o menor nível em nove meses com impactos da greve dos caminhoneiros no final de maio, causando forte desabastecimento no país todo e desacelerando a economia.

    Também em julho, outros indicadores de confiança mostraram alguma recuperação ou pararam de cair, após os efeitos mais pesados da greve dos caminhoneiros terem ficado para trás. O indicador do consumidor subiu e o da indústria, permaneceu estável.

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    Confiança de serviços no Brasil sobe após quatro quedas consecutivas, diz FGV

    SÃO PAULO (Reuters) - A confiança do setor de serviços subiu em julho e interrompeu sequência de quatro meses seguidos de perdas, mas ainda não foi o suficiente para compensar a queda em junho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira.

    O Índice de Confiança de Serviços (ICS) chegou a 87,5 pontos, com alta de 0,8 pontos sobre junho, quando atingiu o menor nível em nove meses com impactos da greve dos caminhoneiros no final de maio, causando forte desabastecimento no país todo e desacelerando a economia.

    'A reação da confiança do setor de serviços em julho não foi

    suficiente para compensar a perda verificada em junho. Se na leitura das empresas sobre a situação corrente houve uma recuperação, a percepção sobre os próximos meses manteve a trajetória negativa', explicou o consultor da FGV, em nota, Silvio Sales.

    No mês, o Índice da Situação Atual (ISA-S) avançou 1,6 ponto, para 86,7 pontos, com uma melhora no indicador que avalia a Situação atual dos negócios, que avançou 2,7 pontos, para 88,1 pontos.

    Já o Índice de Expectativas (IE-S) se manteve estável, apresentando variação negativa de 0,1 ponto, para 88,6 pontos, pontos, o menor nível desde dezembro de 2016, informou ainda a FGV.

    Nos últimos dois meses, a confiança do setor de serviços vinha apresentando deteriorização da percepção sobre a situação corrente e também sobre as expectativas, mas, mesmo com a melhora do indicador, a queda registrada em junho ainda não foi anulada.

    'O início do segundo semestre mostra que as empresas vislumbram um cenário de recuperação ainda muito tímida, o que

    deve estar relacionado à frustração com o fraco desempenho corrente e à elevada incerteza associada ao processo eleitoral', completou Sales.

    Neste mês, outros indicadores de confiança mostraram alguma recuperação ou pararam de cair, após os efeitos mais pesados da greve dos caminhoneiros terem ficado para trás. O indicador do consumidor subiu e o da indústria, permaneceu estável.

    (Por Stéfani Inouye)

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    Serviços no Brasil despencam 3,8% em maio com greve dos caminhoneiros, maior perda desde 2011

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - O volume de serviços do Brasil registrou em maio a maior queda em sete anos, afetada pela forte contração na atividade de transportes causada pela greve dos caminhoneiros.

    O volume de serviços recuou 3,8 por cento em maio na comparação com abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

    Esse foi o pior resultado da série iniciada em janeiro de 2011, ainda que tenha sido um pouco melhor do que a expectativa de recuo de 4,4 por cento em pesquisa da Reuters com analistas.

    Na comparação com o mesmo período de 2017, o volume de serviços também encolheu 3,8 por cento em maio, leitura mais fraca desde a perda de 5,7 por cento vista em abril de 2017 e contra projeção de recuo de 3,7 por cento.

    As perdas foram generalizadas entre os setores, mas lideradas pelos danos provocados pela greve dos caminhoneiros no final de maio.

    O transporte terrestre despencou 15 por cento no mês, recuo mais intenso na série histórica, o que levou a perdas de 9,5 por cento na atividade de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, também a mais forte já registrada.

    O cerne dessa queda generalizada foi a greve dos caminhoneiros que afeta transporte, pedágio, estocagem de produtos, deslocamento de pessoas e funcionários , afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

    Marginalmente, restaurantes, comércio e indústria foram afetados pela greve. A greve tem efeitos primário, secundário e marginais , acrescentou ele.

    O movimento dos caminhoneiros no final de maio abalou ainda mais a confiança de consumidores e empresários no país ao prejudicar o abastecimento de combustíveis e alimentos, entre outros insumos, abalando a atividade econômica.

    Com a cautela já em alta diante das incertezas políticas antes da eleição presidencial de outubro, as expectativas de analistas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano vêm recuando sistematicamente, agora em torno de 1,50 por cento depois de terem chegado a 3 por cento há poucos meses.

    Em junho, a confiança do consumidor apurada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) atingiu o menor nível em 10 meses, enquanto a de serviços chegou ao nível mais fraco em nove meses.

    Temos que ver se o efeito da greve permanecerá, seja pelo impacto da própria greve, seja pela formação de expectativas dos empresários, que podem estar segurando investimentos por conta dos cenários político e eleitoral , afirmou Lobo.

    Veja o desempenho do setor de serviços na variação mensal (%):

    Atividade Abril Maio

    Serviços +1,1 -3,8

    1.Serviços prestados à família +1,6 -0,3

    1.1.Serviços de alojamento e +1,8 -0,8

    alimentação

    1.2.Outros serviços prestados à 0,0 +0,2

    família

    2.Serviços de informação e -0,5 -0,4

    comunicação

    2.1.Serviços de TI e comunicação -1,2 -0,3

    2.2.Serviços audiovisuais, de +3,8 -1,8

    edição e agências de notícias

    3.Serviços profissionais, +1,5 -1,3

    administrativos e complementares

    3.1.Serviços técnico-profissionais +4,8 -0,3

    3.2.Serviços administrativos e +0,7 -1,5

    complementares

    4.Transportes, serviços auxiliares +0,7 -9,5

    e correios

    4.1.Transporte terrestre +4,5 -15,0

    4.2.Transporte aquaviário +4,1 +0,4

    4.3.Transporte aéreo +10,8 -1,8

    4.4.Armazenagem, serviços +0,9 -6,2

    auxiliares e correios

    5.Outros serviços -0,6 -2,7

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    Greve soma-se a incertezas políticas e confiança de serviços do Brasil cai em junho, mostra FGV

    SÃO PAULO (Reuters) - A confiança do setor de serviços atingiu em junho o nível mais fraco em nove meses com a paralisação dos caminhoneiros em maio somando-se às incertezas políticas para provocar deterioração na avaliação sobre a situação atual, apontou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.

    Com queda de 2,1 pontos, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) chegou a 86,7 pontos na comparação, menor nível desde setembro de 2017, na quarta queda seguida.

    A greve dos caminhoneiros, em maio, desorganizou de modo significativo vários segmentos da economia, e contribuiu ampliando assim os efeitos negativos sobre a confiança relacionados à incerteza política. O cenário é de uma recuperação bastante discreta no nível de atividade para os próximos meses , explicou o consultor da FGV Silvio Sales em nota.

    No mês, o Índice da Situação Atual (ISA-S) recuou 1,5 ponto, para 85,1 pontos, com a pressão negativa do indicador da situação atual dos negócios.

    Já o Índice de Expectativas (IE-S) registrou queda de 2,7 pontos, para 88,7 pontos, o menor patamar desde julho de 2017, com destaque foi para o quesito que mede a tendência dos negócios nos próximos meses.

    O resultado da confiança de serviços acompanha a do consumidor, que piorou pela terceira vez seguida em junho e atingiu o menor nível em 10 meses.

    A greve dos caminhoneiros paralisou o abastecimento de combustíveis, alimentos e insumos no país no final de maio, prejudicando atividade econômica e a confiança dos agentes econômicos.

    (Por Stéfani Inouye)

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    Serviços no Brasil crescem em abril pela 1ª vez no ano com transportes, mas greve vai pesar à frente

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - O setor de serviços iniciou o segundo trimestre com crescendo pela primeira vez no ano e acima do esperado, impulsionado principalmente pelos transportes e atividades profissionais, alento que tende a perder força devido à greve dos caminhoneiros em maio e que impactou negativamente a economia.

    Em abril, o volume de serviços avançou 1 por cento na comparação com março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

    O resultado ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters com analistas, de alta de 0,7 por cento, após queda de 1,8 por cento em janeiro, estabilidade em fevereiro e recuo de 0,2 por cento em março.

    Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve alta de 2,2 por cento em abril, em linha com a expectativa de avanço 2,1 por cento.

    O setor de transportes tem mostrado crescimento nos últimos meses e vai ser impactado em maio (pela greve dos caminhoneiros). Se esse impacto for mais forte, o crescimento desse mês pode ser anulado , afirmou gerente de pesquisa do IBGE, Rodrigo Lobo, acrescentando que transporte reponde por 30 por cento do setor de serviços, o segundo mais pesado, atrás apenas de comunicação.

    Em abril, quatro das cinco atividades pesquisadas mostraram crescimento. Os destaques ficaram para a alta de 1,2 por cento em transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, impulsionada principalmente pelo transporte aéreo, e para o avanço de 1,7 por cento em serviços profissionais, administrativos e complementares.

    Por 11 dias em maio, os caminhoneiros fizeram uma greve contra os elevados preços do diesel, causando desabastecimento em todo o país.

    Somente serviços de informação e comunicação apresentou retração no mês, de 1,1 por cento. Já as atividades turísticas mostraram aumento de 3,3 por cento em abril.

    O setor de serviços foi um dos mais afetados pela recessão enfrentada pelo país e vem mostrando dificuldades de recuperação mesmo com a inflação e os juros baixos. No primeiro trimestre, o crescimento dos serviços foi de apenas 0,1 por cento sobre os três meses anteriores, segundo dados do Produto Interno Bruto, limitado pelo desemprego ainda elevado.

    O cenário no Brasil é de confiança abalada, em um ano de eleição para presidente marcada por incertezas, economia instável, desemprego elevado e, mais recentemente, a greve de caminhoneiros que trouxe desabastecimento de forma generalizada.

    As projeções para o crescimento da economia deste ano vêm sendo reduzidas por analistas e a pesquisa Focus realizada semanalmente pelo Banco Central aponta agora expectativa de 1,94 por cento de expansão do Produto Interno Bruto (PIB).

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