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    Vendas no varejo do Brasil têm pior setembro em 18 anos e fecham 3º tri estagnadas

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - As vendas no varejo do Brasil recuaram mais do que o esperado e registraram o pior desempenho para setembro em 18 anos, devido às perdas em supermercados e combustíveis, indicando incertezas para os últimos meses de 2018 após encerrarem o terceiro trimestre com estagnação.

    Em setembro, as vendas no varejo caíram 1,3 por cento em relação a agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

    Este foi o pior resultado para o mês na série histórica iniciada em 2000 e bem pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 0,2 por cento.

    Em relação ao mesmo mês de 2017, as vendas apresentaram ganho 0,1 por cento, também bem abaixo da projeção na pesquisa de alta de 1,6 por cento.

    Ao encerrarem o terceiro trimestre com estabilidade sobre os três meses anteriores, as vendas do varejo mostram enfraquecimento ao longo do ano, após alta de 0,8 por cento no segundo trimestre e de 1 por cento nos primeiros três meses do ano.

    Em setembro, seis das oito categorias pesquisadas mostraram queda nas vendas, sendo que a comercialização de combustíveis e lubrificantes caiu 2 por cento no mês na comparação com agosto, registrando também o pior resultado para setembro na série histórico.

    Com forte peso no bolso dos consumidores, o setor de hiper e supermercados viu suas vendas contraírem 1,2 por cento em setembro, o pior resultado para o mês desde 2002.

    O movimento, de acordo com o IBGE, se deu por conta do aumento dos preços --em setembro, a inflação de alimentos e bebidas foi de 0,10 por cento, após uma queda nos preços de 0,34 por cento em agosto. Já os preços dos combustíveis subiram em setembro 4,18 por cento, após queda de 1,86 por cento no período anterior.

    'A inflação de combustíveis e hipermercados teve efeito negativo sobre as vendas. A alta dos combustíveis tem a ver com elevações promovidas pela Petrobras e, no caso dos alimentos, houve alta na alimentação domiciliar', explicou a gerente da pesquisa do IBGE, Isabella Nunes.

    As vendas no varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, tiveram recuo de 1,5 por cento no período, pressionadas principalmente pela queda de 1,7 por cento em material de construção na comparação com agosto.

    A atividade econômica brasileira vem apresentando um ritmo fraco, o que associado às incertezas ligadas às eleições presidenciais vinham contendo o consumo no país.

    Tanto a confiança do comércio quanto do consumidor indicaram melhora em outubro, mas alto nível de desemprego e a informalidade ainda são fatores limitantes.

    'Temos uma grande informalidade no Brasil, e isso afeta o poder de compra de consumo dos brasileiros. O mercado de trabalho tem sido um freio para o consumo', completou Isabella.

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    Indicador Antecedente de Emprego no Brasil vai em setembro menor nível em quase 2 anos por incertezas, diz FGV

    SÃO PAULO (Reuters) - O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) mostrou em setembro um cenário de elevada incerteza no mercado de trabalho ao recuar pelo sétimo mês seguido e atingir o menor nível em quase dois anos, informou nesta terça-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV).

    O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, caiu 3,3 pontos e foi a 91,0 pontos em setembro, o menor resultado desde dezembro de 2016.

    'A queda no Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) reflete a elevada incerteza quanto ao crescimento da atividade econômica futura do Brasil e, portanto, quanto à geração do emprego', explicou o economista da FGV/Ibre Fernando de Holanda Barbosa Filho em nota.

    Seis dos sete componentes do IAEmp registraram queda, com destaque para o indicador que mensura o emprego local futuro da Sondagem do Consumidor, que recuou 6,8 pontos entre agosto e setembro.

    O Indicador Coincidente de Emprego (ICD), que capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, aumentou 1,3 ponto em setembro, para 97,3 pontos, atingindo seu maior nível desde dezembro de 2017.

    'O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) encontra-se estável, porém em nível elevado. Isto sinaliza o momento de dificuldade no mercado de trabalho enfrentado pelos trabalhadores, apesar da lenta redução observada na taxa de desemprego', completou Barbosa Filho.

    A taxa de desemprego no Brasil caiu pela quinta vez seguida no trimestre até agosto e foi a 12,1 por cento, mas as apreensões devido ao ritmo fraco da economia continuam a afetar os trabalhadores, que seguem desanimados quanto ao mercado de trabalho, de acordo com dados do IBGE.

    (Por Stéfani Inouye)

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    IPCA sobe 0,48% em setembro e supera centro da meta em 12 meses pela 1ª vez em 1 ano e meio

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - Os preços de combustíveis e alimentos pressionaram em setembro e a inflação oficial no Brasil voltou a superar o centro da meta oficial em 12 meses pela primeira vez em um ano e meio, embora isso não deva pressionar o Banco Central a elevar a taxa básica de juros diante do desemprego elevado e da recuperação econômica lenta.

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,48 por cento em setembro depois de variação negativa de 0,09 por cento em agosto, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Essa é a leitura mais alta para o mês de setembro desde 2015 (+0,54 por cento) e ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,41 por cento.

    Com isso, a inflação acumulada em 12 meses acelerou a 4,53 por cento, de 4,19 por cento até agosto e estimativa de 4,45 por cento.

    O resultado é o mais elevado desde os 4,57 por cento registrados em março de 2017 e também superou o centro da meta de inflação --de 4,50 por cento, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos-- pela primeira vez desde a mesma data.

    'No início do ano, ficar abaixo do centro da meta parecia claro. Agora estamos num momento de incerteza e de eleição que pressiona os preços. Temos que ver os últimos três meses do ano', disse à Reuters o economista do IBGE Fernando Gonçalves.

    'Ao longo dos últimos meses emergiram pressões como safra menor, greve de caminhoneiros, dólar mais alto e combustíveis mais caros. A alta está dentro da dinâmica esperada', completou.

    Os principais impactos para o resultado de setembro do IPCA em setembro vieram dos grupos Alimentação e bebidas e Transportes, que representam cerca de 43 por cento das despesas das famílias.

    Ao subir 1,69 por cento, Transportes apresentou a maior variação no mês, após queda de 1,22 por cento em agosto, registrando a maior alta para um mês de setembro desde o início do Plano Real em 1994.

    O principal responsável por isso foram os combustíveis, que subiram 4,18 por cento em setembro após deflação de 1,86 por cento em agosto. No mês, a gasolina subiu 3,94 por cento, o etanol avançou 5,42 por cento e óleo diesel teve alta de 6,91 por cento.

    Já os preços de Alimentação e bebidas passaram a avançar 0,10 por cento em setembro após dois meses de quedas. Enquanto a alimentação no domicílio ficou estável, a alimentação fora subiu 0,29 por cento.

    Apesar da alta vista no mês passado no IPCA, o desemprego elevado diante de uma economia que encontra dificuldades para engatar vem contendo a demanda e refreando a inflação, mesmo diante da recente desvalorização do real.

    O BC vem afirmando que o grau de repasse cambial ao aumento de preços tende a ser atenuado pela ancoragem das expectativas de inflação, atividade econômica fraca e ociosidade das empresas, e que só reagirá com alta dos juros caso veja piora no cenário para a inflação.

    Em sua última reunião de política monetária, o BC manteve a taxa básica de juros em 6,5 por cento.

    Veja detalhes na variação mensal (%):

    Grupo Agosto Setembro

    Índice Geral -0,09 +0,48

    Alimentação e Bebidas -0,34 +0,10

    Habitação +0,44 +0,37

    Artigos de Residência +0,56 +0,11

    Vestuário +0,19 -0,02

    Transportes -1,22 +1,69

    Saúde e Cuidados Pessoais +0,53 +0,28

    Despesas Pessoais +0,36 +0,38

    Educação +0,25 +0,24

    Comunicação +0,03 -0,07

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    Brasil tem superávit de US$4,971 bi em setembro, abaixo do esperado

    BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil registrou superávit comercial de 4,971 bilhões de dólares em setembro, desempenho abaixo do esperado, mas que representou o segundo melhor dado para o mês da série histórica iniciada pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) em 1989.

    Em pesquisa Reuters, a expectativa era de um saldo positivo de 5,9 bilhões de dólares no mês. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o superávit teve uma queda de 3,9 por cento.

    De um lado, as exportações alcançaram 19,087 bilhões de dólares em setembro, um crescimento, de 7,7 por cento sobre um ano antes, pela média diária.

    Já as importações seguiram avançando com maior ímpeto, embora em setembro a diferença não tenha sido tão gritante como nos meses anteriores. A alta foi de 10,2 por cento sobre igual mês de 2017, a 14,116 bilhões de dólares.

    Nos nove meses de 2018, o superávit das trocas comerciais chegou a 42,648 bilhões de dólares, queda de 19,9 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

    Para o ano, o MDIC ainda prevê que superávit da balança comercial brasileira ficará no patamar de 50 bilhões de dólares, ante 67 bilhões de dólares de 2017. A piora do resultado vem pela expectativa de desempenho mais forte na ponta das importações, em função da melhora da atividade econômica este ano, movimento que impulsiona a demanda por bens importados e que vem ocorrendo a despeito do encarecimento do dólar.

    De janeiro a setembro, as importações subiram 21,6 por cento, enquanto a expansão nas exportações foi de 8,1 por cento, informou o MDIC.

    DESTAQUES

    Em setembro, as importações ficaram na azul em todas as categorias, com destaque para combustíveis e lubrificantes, com elevação de 24,7 por cento ante setembro de 2017.

    Também cresceram as compras de bens intermediários (+10 por cento), bens de capital (+5,9 por cento) e bens de consumo (+1,1 por cento).

    Já as exportações foram puxadas pelo aumento de 21,1 por cento em produtos básicos. No grupo, chamou atenção a alta de 102,8 por cento nas vendas de petróleo em bruto, a 2,4 bilhões de dólares. A exportação de soja em grão subiu 19,7 por cento em setembro ante setembro de 2017, para 1,8 bilhão de dólares, e a de minério de ferro, 15,4 por cento, ao mesmo valor.

    Os preços seguem um rali neste ano por expectativas envolvendo uma redução mundial de produção de petróleo. A referência global do petróleo Brent chegou a tocar 84,73 dólares o barril nesta segunda-feira, uma máxima que não era vista desde 2014. [nL2N1WH1B1]

    Ao mesmo tempo, as vendas de semimanufaturados subiram 3 por cento ante setembro de 2017, e as de manufaturados tiveram uma contração de 4,2 por cento.

    (Por Maracela Ayres, reportagem adicional de Mateus Maia; Edição de Camila Moreira e Iuri Dantas)

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    BC aponta que repasse cambial é atenuado por ancoragem de expectativas e economia fraca

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central avaliou nesta quinta-feira que o grau de repasse cambial ao aumento de preços na economia tende a ser atenuado pela ancoragem das expectativas de inflação, atividade econômica fraca e ociosidade das empresas, reforçando que a escalada do dólar frente ao real será analisada a fundo antes de motivar eventual elevação nos juros básicos.

    Em seu Relatório Trimestral de Inflação, publicado nesta quinta-feira, o BC repetiu que não há relação mecânica entre choques recentes e a política monetária. Num estudo em separado, reconheceu que quanto maior a depreciação cambial, maior o coeficiente de repasse, sendo que para cada 1 ponto percentual de aumento na depreciação, o coeficiente de repasse cambial se eleva na faixa de 0,11 ponto a 0,19 ponto.

    Mas ao mesmo tempo, apontou que este movimento tende a ser relativizado por outros fatores.

    'Aplicando o modelo para o período recente, referente ao segundo e terceiro trimestres de 2018, constata-se que, embora a magnitude da depreciação cambial atue para um repasse cambial mais alto, a ancoragem das expectativas, a posição no ciclo econômico e a margem operacional das empresas contribuem para reduzir o grau de repasse cambial quando comparado a outros momentos', disse o BC.

    Mais cedo nesta semana, o BC já havia avaliado que o nível de repasse cambial tem se mostrado contido, com exceção de alguns preços administrados, mas reforçou que as medidas de inflação subjacente se elevaram para níveis apropriados.

    Na semana passada, na última reunião antes da eleição do próximo presidente do Brasil, o BC manteve a taxa básica de juros em 6,50 por cento ao ano, seu menor nível histórico. De lá para cá, vem ressaltando que poderá elevar os juros à frente caso veja uma piora do cenário atual, conforme as incertezas ligadas às eleições vêm guiando uma escalada do dólar frente ao real.

    'Se prevalecer esse câmbio que está hoje no Focus, o BC tem espaço para manter Selic em 6,5 por mais tempo e começar a retirada de estímulo provavelmente nos primeiros meses do ano que vem', disse o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, refereindo-se à pesquisa semanal que o BC faz junto a economistas.

    'Agora no caso de um câmbio mais depreciado em razão das incertezas eleitorais ou mesmo pelo agravamento do cenário externo em função de guerra comercial, você pode ter um BC antecipando alta de juros para este ano, após as eleições', completou ele, que vê o dólar mais alto ao final deste ano, o que implicaria um aperto nos juros já em 2018.

    O fortalecimento da moeda norte-americana pode aumentar os preços de importados e acelerar a inflação, embora o desemprego elevado e a alta capacidade ociosa das empresas tendam a limitar esse repasse -- mensagem que foi reforçada pelo BC nesta quinta-feira.

    'Como as expectativas de inflação permanecem bem ancoradas, e os efeitos secundários sobre os preços advindos de choques primários como a depreciação do real não têm se materializado integralmente, projetamos que a taxa Selic permanecerá estável em 6,5 por cento até o final de 2018', avaliou o Bradesco em nota a clientes.

    ATIVIDADE MAIS FRACA

    No relatório, o BC piorou sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil a 1,4 por cento neste ano, sobre 1,6 por cento antes, prevendo uma aceleração para 2,4 por cento no ano que vem.

    O BC ressaltou que a estimativa para 2018 foi feita em meio a 'elevado grau de incerteza', sendo o número 'condicionado ao cenário de continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira'.

    Os mercados têm enfrentado volatilidade recente pelas dúvidas acerca do comprometimento e força política do próximo presidente para implementar mudanças que coloquem as contas públicas nos trilhos.

    Apesar das mudanças, os números do BC ficaram praticamente em linha com os do ministérios da Fazenda e do Planejamento, que preveem uma elevação de 1,6 por cento do PIB neste ano e de 2,5 por cento no ano que vem. Já o mercado vê a atividade crescendo 1,35 por cento em 2018 e 2,5 por cento em 2019, conforme pesquisa Focus mais recente.

    O BC afirmou que a economia 'segue operando com elevado nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego'. Mas destacou, por outro lado, que a retomada da atividade tem se traduzido em redução gradual dessa ociosidade.

    No documento, o BC analisou os efeitos da paralisação do setor de transporte de cargas nas expectativas para o PIB, identificando um impacto negativo relevante. A esse respeito, pontuou que a greve dos caminhoneiros, que ameaçou o desabastecimento no Brasil no fim de maio, 'teve efeito imediato e expressivo sobre a atividade econômica'.

    'Além do impacto direto sobre a atividade, a paralisação afetou a confiança dos agentes em relação à recuperação econômica, com possíveis impactos sobre as decisões de produção, consumo e investimento', disse o BC.

    'Embora as projeções para a evolução do PIB no terceiro trimestre tenham permanecido relativamente estáveis no pós-greve, indicando crescimento expressivo, a trajetória é consistente com a percepção de que a evolução mensal da atividade econômica nesse período se mostra mais moderada relativamente à dinâmica implícita nas expectativas que eram observadas no período anterior à paralisação', completou.

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    Confiança da indústria no Brasil recua em setembro e registra menor nível desde outubro de 2017, diz FGV

    SÃO PAULO (Reuters) - As perspectivas para os próximos meses pioraram em setembro e levaram a confiança da indústria brasileira a recuar no mês para o menor nível em quase um ano, influenciada pela volatilidade que antecede o período eleitoral, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira.

    O Índice da Confiança da Indústria (ICI) teve queda de 3,6 pontos e atingiu 96,1 pontos em setembro, o menor valor desde outubro de 2017, disse a FGV.

    'A magnitude da queda da confiança em setembro pode ser associada à volatilidade intrínseca ao período eleitoral. Porém, a disseminação negativa por quase 75 por cento dos segmentos e por todos os indicadores que compõem o ICI reforçam a percepção de deterioração dos negócios pelo setor, com efeitos que podem perdurar no quarto trimestre', apontou em nota a coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV/IBRE, Tabi Thuler Santos.

    O resultado mensal teve como principal influência a queda de 4,3 pontos do Índice de Expectativas (IE), que passou para 97,1 pontos. O Índice da Situação Atual (ISA) registrou a segunda queda consecutiva, recuando 2,7 pontos, a 95,2 pontos em setembro.

    No entanto, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) avançou 0,9 ponto em setembro, para 76,9 por cento.

    Em um cenário de incertezas envolvendo as eleições presidenciais de outubro, o Brasil vem mostrando dificuldades em engrenar um ritmo forte de crescimento, com o desemprego ainda elevado e as empresas relutando em investir.

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    Confiança do consumidor no Brasil recua em setembro diante de piora das expectativas, diz FGV

    SÃO PAULO (Reuters) - A confiança do consumidor brasileiro diminuiu em setembro pelo segundo mês seguido devido a piora das expectativas para os próximos meses em meio à frustração com a recuperação lenta do mercado de trabalho, informou nesta segunda-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV).

    Com queda de 1,7 ponto em relação a agosto, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) chegou em setembro a 82,1 pontos, voltando ao nível de junho, quando a confiança havia sido abalada pela greve dos caminhoneiros do mês anterior.

    'O resultado parece estar diretamente relacionado à situação financeira das famílias e à lenta recuperação do mercado de trabalho. Apesar de adicionar dúvidas, o cenário político-eleitoral não parece ser o principal fator para a queda do indicador em setembro', disse a coordenadora da Sondagem do Consumidor, Viviane Seda Bittencourt, em nota.

    A atividade econômica no Brasil atualmente vem apresentando um ritmo fraco de crescimento, marcada pelo desemprego em dois dígitos e ampla capacidade ociosa.

    Apesar de uma leve melhora das avaliações sobre a situação atual, o resultado de setembro teve como base a piora das expectativas para os próximos meses.

    O Índice de Situação Atual (ISA) avançou 0,9 ponto, para 72,3 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) recuou 3,3 pontos, para 89,7 pontos, registrando o menor nível desde fevereiro de 2017.

    Segundo a FGV, o indicador que mede o grau de satisfação com a economia no momento caiu 1,1 ponto em setembro, retornando ao nível de junho de 77,5 pontos). Já o indicador que mede o otimismo com relação à evolução da economia recuou 3,4 pontos, chegando a 100,0 pontos, o patamar mais baixo desde maio de 2016.

    (Por Stéfani Inouye)

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    BC mantém Selic em 6,5%, diz que pode subir juros se quadro piorar

    Por Marcela Ayres e Bruno Federowski

    BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central manteve nesta quarta-feira a taxa de juros no seu piso histórico, de 6,5 por cento, mas apontou que pode subir a Selic à frente caso haja piora do quadro atual, conforme as incertezas ligadas às eleições vêm guiando uma escalada do dólar frente ao real.

    'O Copom reitera que a conjuntura econômica ainda prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural. Esse estímulo começará a ser removido gradualmente caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e/ou seu balanço de riscos apresentem piora', disse o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

    Em pesquisa Reuters, 39 de 40 economistas já esperavam que a taxa fosse mantida pela quarta reunião consecutiva do Copom, a última antes da eleição do próximo presidente do Brasil. O único voto dissidente, do Societe Generale, previa elevação de 0,25 ponto percentual, a 6,75 por cento.

    A mudança na comunicação do BC, embora esperada, representa uma postura mais firme em relação à eventual elevação dos juros depois de o BC ter optado por se abster de dar sinalizações diante do atual nível de incertezas.

    No comunicado, a autoridade monetária também passou a ver um cenário menos favorável para a inflação. Agora, avaliou 'que diversas medidas de inflação subjacente se encontram em níveis apropriados, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária'. Em agosto, pontuara que essas medidas de inflação subjacente seguiam 'em níveis baixos'.

    Em outra frente, também avaliou que os riscos para uma inflação mais alta se elevaram, com referência à deterioração do cenário externo para emergentes e à frustração sobre a continuidade de reformas econômicas no país.

    A preocupação de que o vencedor da corrida presidencial não consiga implementar uma agenda de reformas econômicas para reequilibrar as contas públicas e estabilizar o endividamento magnificaram o efeito das perdas em mercados emergentes sobre o Brasil, levando o dólar para perto de suas máximas históricas frente ao real.

    O fortalecimento da moeda norte-americana pode elevar os preços de importados e acelerar a inflação, embora o desemprego elevado e a alta capacidade ociosa das empresas deva limitar esse repasse.

    'Uma depreciação razoável, acima do patamar atual, poderia levar o Banco Central a agir aumentando a taxa de juros. Essa depreciação não vista como temporária. Ou seja, desde que o mercado avalie com ceticismo a realização de um ajuste fiscal no Brasil', afirmou o economista-chefe do Santander, Mauricio Molan.

    Ele ressalvou, contudo, que o cenário do Santander é de que não haverá alta de juros até o fim do ano.

    A próxima reunião do Copom acontecerá em 30 e 31 de outubro, após a possível realização do segundo turno do pleito presidencial, em 28 de outubro.

    Para a economista-chefe da Rosenberg, Thaís Zara, o BC fez um seguro para subir os juros, se necessário, embora não tenha indicado este caminho como o mais provável.

    'A variável chave nessa decisão será o câmbio: se ele avançar muito mais do que os 4,15 reais contemplados no cenário de juros e câmbio constante, a projeção para 2019 tende a se afastar muito do centro da meta, levando-o a agir', completou ela, em nota a clientes.

    Nesta quarta-feira, o BC repetiu que a política monetária só reagirá aos movimentos cambiais se eles afetarem outros preços ou expectativas. Também voltou a ponderar que os efeitos desses choques podem ser mitigados pelo grau de ociosidade na economia e pelas expectativas de inflação ancoradas nas metas.

    No cenário com juros constantes no patamar atual e dólar constante a 4,15 reais, o BC passou a ver a inflação subindo 4,4 por cento em 2018 e 4,5 por cento em 2019, passando do centro da meta no último caso.

    O alvo oficial perseguido pelo governo para o IPCA neste ano é de 4,50 por cento e, para o ano que vem, de 4,25 por cento, sendo que para ambos os anos há margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

    Considerando o cenário de mercado, contudo, o BC diminuiu a projeção de inflação para 2018 a 4,1 por cento, sobre 4,2 por cento antes. Para 2019, a estimativa subiu a 4,0 por cento, contra 3,8 por cento anteriormente.

    Na pesquisa Focus mais recente, feita pelo BC junto a uma centena de economistas, a expectativa é de que a inflação fechará este ano em 4,09 por cento, indo a 4,11 por cento no ano que vem.

    (Com reportagem adicional de Mateus Maia)

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    IGP-M tem alta de 1,34% na 2ª prévia de setembro, pressionado por preços no atacado, diz FGV

    SÃO PAULO (Reuters) - A alta dos preços dos produtos agropecuários e industriais no atacado acelerou e o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu 1,34 por cento na segunda prévia de setembro, depois de avançar 0,67 por cento no mesmo período do mês anterior.

    Os dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostraram nesta terça-feira que, na segunda prévia de setembro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60 por cento do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, acelerou a alta a 1,95 pro cento, de 0,95 por cento na leitura anterior.

    Os Produtos Agropecuários passaram a subir 1,83 por cento no período de 1,37 por cento antes, enquanto os Industriais registraram alta de 1,98 por cento, contra 0,81 por cento na segunda prévia de agosto.

    Para os consumidores a pressão no período também foi maior, uma vez que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30 por cento no índice geral, passou a subir 0,16 por cento, depois de variação positiva de 0,05 por cento na segunda prévia de agosto.

    A principal contribuição partiu do grupo de Educação, Leitura e Recreação, que registrou avanço de 0,47 por cento, depois de ter apresentado variação negativa de 0,46 por cento no mês anterior.

    O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) desacelerou a alta de 0,19 por cento na segunda leitura de setembro, sobre avanço de 0,36 por cento em agosto.

    O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

    A segunda prévia do IGP-M calculou as variações de preços no período entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.

    (Por Stéfani Inouye)

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