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    Exportação de soja do Brasil reduz ritmo, aponta Secex; embarque de minério despenca

    Por Roberto Samora

    SÃO PAULO (Reuters) - As exportações de soja do Brasil perderam um pouco o ritmo registrado na primeira semana do mês, mas ainda continuam fortes na comparação com março e abril do ano passado, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do governo brasileiro.

    No acumulado até a segunda semana de abril, os embarques totais do país atingiram cerca de 5 milhões de toneladas, com uma média diária de 504 mil toneladas. Na primeira semana, os embarques haviam superado 600 mil toneladas ao dia, em média.

    Em todo o mês de março, as exportações do Brasil, maior exportador global de soja, somaram pouco mais de 9 milhões de toneladas (478 mil toneladas/dia), enquanto em abril do ano passado tinham atingido 10,2 milhões de toneladas (488 mil toneladas/dia).

    A exportação de soja do Brasil tem chance de fechar o mês no menor nível em quatro anos para abril, segundo informou a Reuters na semana passada, com o país colhendo uma safra menor e sofrendo concorrência maior dos Estados Unidos e da Argentina.

    Os meses de abril e maio são geralmente aqueles com as maiores exportações, uma vez que o Brasil está finalizando a colheita de sua safra.

    A soja tem liderado as exportações brasileiras em valores, seguida pelo petróleo. O minério de ferro, que já foi o principal produto exportado pelo Brasil, perdeu espaço nos últimos anos pela queda do preço.

    MINÉRIO CAI, PETRÓLEO DISPARA

    As exportações de minério de ferro do Brasil caíram para 747,6 mil toneladas em média diária no acumulado até a segunda semana de abril, levando o total do mês para 7,47 milhões de toneladas, com os embarques sentindo efeito das paralisações da Vale devido ao desastre de Brumadinho.

    Em março, quando os embarques haviam caído mais de 25 por cento na comparação anual, somaram 22,18 milhões de toneladas, sendo a média diária de mais de 1 milhão de toneladas. Já em abril do ano passado as exportações no fechado do mês somaram 25,8 milhões de toneladas, média diária de 1,2 milhão de toneladas.

    No caso das exportações de petróleo, os embarques no acumulado do mês atingiram mais de 4 milhões de toneladas, com 412 mil toneladas/dia, versus 268 mil toneladas/dia em março e 217,7 mil toneladas/dia em abril fechado do ano passado.

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    ENFOQUE-Vendas de soja patinam no Brasil com prêmio fraco; mercado vê risco ao milho

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - Com o enfraquecimento dos prêmios para exportação de soja no Brasil, a comercialização da oleaginosa desacelerou recentemente, disseram especialistas e operadores, alertando para riscos ao armazenamento de milho, conforme se aproxima uma volumosa safrinha.

    No Porto de Paranaguá (PR), os prêmios da soja iniciaram abril na casa dos 40 centavos de dólar por bushel, segundo monitoramento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

    O valor fica abaixo dos quase 70 centavos vistos em fevereiro e bem aquém do mais de 1 dólar há um ano, quando a escalada da guerra comercial entre Estados Unidos e China começava a beneficiar os produtores brasileiros.

    'Essa última semana teve os menores patamares (de prêmio) desde a segunda quinzena de janeiro... O produtor está muito retraído... Para o spot, estão entregando contratos negociados anteriormente', afirmou a analista de mercado Débora Pereira da Silva, do Cepea.

    O enfraquecimento dos prêmios reflete a maior concorrência internacional, especialmente dos Estados Unidos, e consequente retração na demanda pelo produto brasileiro.

    As atenções recaem nas conversas entre EUA e China para pôr fim à disputa comercial. Tendo em vista que os norte-americanos detêm estoques recordes de soja, a avaliação é de que um eventual acordo entre as duas maiores economias do mundo levaria a uma competição ainda maior para o Brasil, que está terminando de colher uma safra de cerca de 114 milhões de toneladas, segundo a última pesquisa da Reuters.

    Em paralelo, o mercado atenta para a própria temporada deste ano nos EUA. A safra por lá terá plantio menor e ainda está sujeita a riscos climáticos, o que pode resultar em cotações mais firmes em Chicago no segundo semestre, lembrou Débora.

    O indicador de soja do Cepea, base Paranaguá, está na casa de 77 reais por saca, ante mais de 80 reais há um ano.

    Segundo a analista Ana Luiza Lodi, da INTL FCStone, a comercialização da soja está um pouco mais lenta recentemente, após ter sido forte no início da safra.

    'Estamos com 51 por cento da soja comercializada, igual ao ano passado, mas ela vinha mais aquecida', afirmou.

    Em relatório nesta sexta-feira, a consultoria Safras & Mercado destacou uma evolução 'razoável' nas vendas ao longo de março, ponderando que produtores estão aproveitando os momentos de pico, principalmente do dólar.

    RISCOS AO MILHO

    Em relatório, a consultoria T&F Agroeconômica disse que, no Rio Grande do Sul, há 'desespero' para se conseguir cotas nos armazéns do porto de Rio Grande.

    'Este desespero tem duas origens: aumento substancial da produção de soja no Estado, sem o consequente aumento da capacidade de armazenagem, e redução na demanda de exportação de soja do país', destacou a consultoria.

    O comentário se segue a uma projeção recente da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), que cortou a perspectiva de embarques de soja do país neste ano a 67 milhões de toneladas, ante 73 milhões previamente.

    Diante da recente lentidão no escoamento da soja, começam a surgir preocupações quanto ao armazenamento da segunda safra de milho, que começará a ser colhida no próximo mês.

    'Com essa queda nos prêmios, o produtor está aproveitando somente os melhores momentos de câmbio. Isso faz com que ele fique bem retraído nas vendas. Realmente vamos ter alguma coisa de falta de espaço para milho, porque a soja não está saindo... Vai ter pressão', avaliou o operador Adilson Parpinelli, da corretora Indiana Agri, em Primavera do Leste (MT).

    Já o diretor da corretora AMG, de Caxias do Sul (RS), Mário Magero, comentou que, 'infelizmente, essa briga de braço entre EUA e China está impactando nos prêmios no Brasil' e que a 'cadeia está sendo afetada como um todo, com a soja usando a capacidade estática de outros grãos'.

    Enquanto a demanda por soja se enfraquece, os embarques de milho devem subir acentuadamente em abril e maio, conforme informou a Reuters esta semana, com operadores liberando silos para a segunda safra do cereal.

    Consultorias e entidades do mercado projetam que o Brasil colherá uma segunda safra de milho 23 por cento maior neste ano, na casa dos 66 milhões de toneladas.

    Tal como com a soja, os preços do cereal também estão mais fracos, segundo o indicador do Cepea: 38 reais agora, versus mais de 40 reais um ano atrás.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Agroconsult eleva previsão de safra de soja 2018/19 do Brasil a 118 mi t

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A safra de soja 2018/19 do Brasil, em fase final de colheita, deve alcançar 118 milhões de toneladas, projetou nesta quinta-feira a Agroconsult, em um aumento ante os 116,4 milhões previstos em fevereiro, diante de bons rendimentos em certas áreas colhidas tardiamente, sobretudo Rio Grande do Sul e Matopiba.

    O volume, na mais otimista das estimativas publicadas por especialistas e instituições, fica 3,3 por cento aquém do recorde de 122 milhões de toneladas considerados pela consultoria para 2017/18.

    Oficialmente, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) diz que o país colheu 119,3 milhões de toneladas de soja no ano passado, mas para o sócio-diretor da Agroconsult, André Pessôa, foi necessário realizar um ajuste na metodologia da consultoria, de modo a refletir as exportações históricas de 2018.

    A associação da indústria de soja, a Abiove, também revisou seus números.

    De qualquer forma, a nova estimativa da Agroconsult representa um forte tombo em relação ao que se esperava para o ciclo vigente na época da semeadura, que alcançou históricos 36 milhões de hectares, segundo a consultoria.

    Chuvas regulares durante o plantio levaram o mercado a apostar em uma safra de soja superior a 120 milhões de toneladas. A própria Agroconsult chegou a ver potencial para 129 milhões, quantidade que colocaria o Brasil como rival dos Estados Unidos pelo posto de maior produtor do mundo.

    Uma estiagem marcada por altas temperaturas entre dezembro e janeiro, contudo, derrubou a produtividade das lavouras, e o mercado começou a rever suas previsões, consolidando suas apostas em torno de 114 milhões de toneladas, conforme pesquisa da Reuters divulgada na véspera.

    'Foi uma safra com início muito bom, melhor início que a gente já viu... (Mas) o clima foi irregular em todas as regiões. O clima seco em dezembro encurtou o ciclo e diminuiu o peso dos grãos', disse Pessôa, durante coletiva em São Paulo para apresentar os resultados do Rally da Safra.

    Ainda segundo ele, “com o que vimos no Matopiba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia), com o que vimos no Rio Grande do Sul, justifica-se esse número (de safra)”.

    As duas áreas mencionadas foram bem menos impactadas pelo clima adverso da virada de ano, se comparado a Mato Grosso do Sul e Paraná, por exemplo, onde as perdas chegaram a 40 por cento.

    A safra gaúcha “deve ser a melhor” que o Estado já viu, segundo Pessôa, com produtividade de 57,6 sacas por hectare, de 54,4 sacas no ciclo anterior.

    EXPORTAÇÃO

    A Agroconsult prevê ainda exportações de 67 milhões de toneladas de soja pelo Brasil neste ano, ante 70,2 milhões na projeção anterior e abaixo do recorde de 84 milhões de toneladas no ano passado, quando os embarques nacionais foram favorecidos pela disputa comercial entre EUA e China.

    “Essa revisão é em função das exportações norte-americanas e da safra argentina”, disse Pessôa, referindo-se aos amplos estoques dos EUA disponíveis para vendas e à forte recuperação na produção da Argentina, terceiro maior produtor global de soja.

    A divulgação dos dados ocorre conforme a consultoria acaba de finalizar a primeira etapa do Rally da Safra, expedição técnica que percorreu as principais regiões produtoras da oleaginosa no Brasil entre janeiro e março.

    A Reuters acompanhou os trabalhos do Rally da Safra na virada de janeiro para fevereiro, visitando lavouras no norte de Mato Grosso do Sul, sudoeste de Goiás e sudeste de Mato Grosso.

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    Perspectiva para safra de soja do Brasil se consolida em torno de 114 mi t, apontam analistas

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A colheita da safra de soja 2018/19 do Brasil se encaminha para o fim com o mercado consolidando suas projeções em torno de 114 milhões de toneladas, já que a regularização climática a partir de fevereiro ajudou a estancar as fortes perdas observadas na virada de ano, mostrou uma pesquisa da Reuters nesta quarta-feira.

    Na média de estimativas de 12 consultorias e entidades do mercado, o Brasil, maior exportador global de soja, produzirá no ciclo vigente 114,24 milhões de toneladas da oleaginosa, volume 4,2 por cento menor na comparação com o recorde de 2017/18.

    Trata-se ainda de um ligeiro corte ante os 114,59 milhões de toneladas apontados no levantamento de fevereiro.

    Caso se confirme, a quantidade seria a segunda maior da história, superando por pouco os 114,1 milhões de toneladas de 2016/17.

    'Com a colheita de soja já bastante avançada, sobretudo nas maiores praças produtoras, como Mato Grosso, estimamos que boa parte das perdas de produtividade da safra 2018/19 já foram contabilizadas', afirmou Daniely Santos, analista da Céleres.

    Esperava-se, inicialmente, que o Brasil produzisse mais de 120 milhões de toneladas de soja na atual temporada, graças a um plantio histórico de 36 milhões de hectares regado a boas condições climáticas. Mas uma estiagem marcada por altas temperaturas entre dezembro e janeiro jogou por terra esse prognóstico.

    As precipitações voltaram à normalidade a partir de fevereiro, evitando mais perdas de produtividade, mas não compensando os problemas anteriores. O resultado é uma safra marcada por expressiva desuniformidade no que tange ao rendimento da soja.

    'Mato Grosso do Sul e Paraná têm perdas de produtividade próximas de 15 por cento, na média, em relação ao último ciclo. No Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), observou-se um cenário de produtividade 13 por cento abaixo do ano passado, mas, ainda assim, 9 por cento acima da média dos últimos cinco anos. Em termos gerais, Mato Grosso teve produção muito próxima da do ano passado e o Rio Grande do Sul tem perspectivas acima do último ano', afirmou o analista Victor Ikeda, do Rabobank.

    Mais de dois terços da área plantada com soja no Brasil em 2018/19 já foram colhidos, segundo a consultoria AgRural.

    Há ainda trabalhos de campo principalmente no Rio Grande do Sul e no Matopiba, regiões que plantam mais tarde, bem como no Paraná, que viu as atividades perderem ritmo nas últimas semanas por causa da chuvarada.

    De acordo com previsão do Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon, as chuvas ficarão dentro ou abaixo da média em praticamente todo o centro-sul até meados de abril. No Matopiba, porém, deve chover até mais de 200 milímetros acima do normal, potencialmente atrapalhando a colheita de soja.

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    Fluxo de veículos na BR-163 é restabelecido após paralisação por chuva, diz Dnit

    SÃO PAULO (Reuters) - O fluxo de veículos na BR-163, importante rodovia que liga áreas produtoras de grãos em Mato Grosso e portos e estações de transbordo no Pará, foi totalmente restabelecido, informou o Dnit em nota na noite de quinta-feira, arrefecendo receios quanto às exportações de soja pelo chamado Arco Norte.

    A rodovia teve o tráfego interrompido ao final de fevereiro por causa de lamaçais formados após fortes chuvas na região, no primeiro grande entrave ao escoamento da safra 2018/19 do Brasil, o maior exportador global de soja.

    Na véspera, representantes da indústria de soja disseram que os estoques da oleaginosa nos terminais portuários de Miritituba e Barcarena, ambos no Pará, estavam perto do fim em razão do problema na BR-163, apostando em uma solução antes que as exportações fossem de fato prejudicadas.

    Em comunicado, o Dnit disse que foram realizados trabalhos emergenciais para recuperação dos trechos degradados pela chuva e que o fluxo de caminhões estará liberado entre 6h e 22h --durante a madrugada, serão realizadas obras de manutenção da via.

    O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, esteve no local nos últimos dias e prometeu que as partes não pavimentadas da estrada serão asfaltadas ainda neste ano.

    '2019 será o último ano em que teremos essa dificuldade no trecho. A BR-163 é prioritária para nós. No ano que vem, essa pista estará asfaltada para o transporte da safra', disse ele, segundo a nota do Dnit.

    O Brasil deve colher neste ano cerca de 115 milhões de toneladas de soja, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento.

    Do total da soja e do milho exportado pelo país, 28 por cento saiu pelo Arco Norte, região que vem ganhando relevância dada a proximidade com regiões como Europa.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Previsão para safra de soja do Brasil cai mais; mercado monitora RS e Matopiba

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A safra de soja 2018/19 do Brasil tende a cair quase 4 por cento ante o recorde do ciclo anterior, refletindo o tempo adverso de dezembro e janeiro, mostrou uma pesquisa da Reuters nesta terça-feira, enquanto o mercado aguarda a colheita de áreas de cultivo tardio, como o Rio Grande do Sul e a fronteira agrícola Matopiba.

    De acordo com a média de 12 estimativas de consultorias e demais entidades do setor, o Brasil deve colher neste ano 114,6 milhões de toneladas de soja, após históricos 119,3 milhões em 2017/18.

    A projeção é ainda mais baixa que os 117 milhões de toneladas da pesquisa anterior, de janeiro, e bem aquém dos 120,8 milhões considerados em novembro, antes dos efeitos do tempo desfavorável.

    A atual temporada começou com prognósticos extremamente positivos diante de chuvas regulares no plantio, que alcançou um recorde em torno de 36 milhões de hectares. Mas a estiagem e o forte calor a partir de dezembro afetaram a soja em plena fase de enchimento de grãos, e o mercado como um todo passou a rever suas previsões para o maior exportador mundial da oleaginosa.

    Com perdas já consolidadas em diversas áreas, o foco agora se volta para as plantações que geralmente têm colheita mais tardia, a partir de março.

    'A possibilidade de revisarmos para baixo nos próximos meses é que será preciso monitorar potenciais perdas em regiões onde tradicionalmente a semeadura é mais tardia, e as lavouras estão em estágios em que ainda necessitam de chuvas para não terem perdas por estresse hídrico. Essas regiões seriam principalmente Rio Grande do Sul e Matopiba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia)', resumiu o analista Victor Ikeda, do Rabobank.

    A instituição, que na pesquisa anterior previa uma safra de 117 milhões de toneladas, agora espera 115 milhões.

    Volume semelhante é estimado pela Safras & Mercado, que também mantém o alerta para a soja gaúcha e a do Matopiba.

    'As produtividades médias destes Estados ainda podem sofrer alterações um pouco mais relevantes, principalmente nas variedades semeadas mais tardiamente', segundo a Safras.

    Pelos dados do Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon, pelo menos até o início de março as precipitações ficarão acima da média em todo o Matopiba, enquanto no Rio Grande do Sul a situação inspira atenção. Em algumas áreas, a expectativa é de precipitações abaixo do esperado para esta época do ano.

    Até a última quinta-feira, a colheita de soja do Brasil havia avançado para 36 por cento da área, segundo a consultoria AgRural, que apontou também que mais de dois terços da área de Mato Grosso, maior produtor nacional, já havia sido colhida.

    (Por José Roberto Gomes)

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    EXCLUSIVO-Depósito judicial da Bayer por soja fica abaixo do acordado, dizem produtores de MT

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A gigante do agronegócio e químicos Bayer depositou em juízo uma parcela inferior à determinada pela Justiça em um caso envolvendo pagamento de royalties da semente de soja transgência Intacta RR2 Pro, disseram produtores.

    De acordo com um documento visto pela Reuters, de julho a dezembro do ano passado, foram depositados 11,22 milhões de reais em royalties, um valor ínfimo perto do total pago à empresa pelos produtores de soja de Mato Grosso pela aquisição da semente.

    Os depósitos, informados à 2ª Vara Federal Cível em Mato Grosso, representam 'apenas' 4 por cento do total pago pelos agricultores, disse a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja-MT).

    O caso é mais um capítulo do processo iniciado após a Aprosoja-MT mover uma ação contra a companhia pedindo o cancelamento da patente da Intacta, que pertencia à antiga Monsanto, companhia adquirida no ano passado pela Bayer.

    No fim de 2017, a Aprosoja-MT foi à Justiça Federal, alegando que o registro da patente não estaria cumprindo os requisitos legais previstos na Lei de Propriedade Industrial.

    Em julho último, o juiz responsável pelo caso ordenou que os royalties pagos pelos sojicultores fossem depositados pela Bayer em juízo até o fim do litígio da patente, algo estimado em 800 milhões de reais pelos produtores, considerando-se não só os da Aprosoja-MT.

    A decisão vale apenas para a Intacta RR2 Pro, cuja proteção vai até outubro de 2022.

    Em sua petição, a Bayer, ainda usando a nomenclatura Monsanto, disse que depositou entre 13 de julho, dias após a decisão judicial, e 31 de outubro um total de 8,07 milhões de reais, enquanto de 1º de novembro a 31 de dezembro, outros 3,15 milhões de reais.

    'A Monsanto vem, por intermédio da presente manifestação, apresentar o comprovante de depósito judicial... referente ao percentual de 4 por cento da receita líquida dos royalties referente à exploração da patente PI0016460-7 pagos pelos produtores rurais associados', informou em sua petição.

    Procurada para se pronunciar sobre o assunto, a Bayer não comentou a irregularidade apontada pelos produtores, frisando que 'depositou o valor dos royalties em juízo, em cumprimento à decisão judicial'.

    A Bayer disse ainda que 'permanece segura quanto à validade de suas patentes e dos demais direitos relativos à tecnologia Intacta RR2 Pro'.

    'É importante reiterar que não existia soja com proteção contra lagartas antes do lançamento desta tecnologia, há apenas cinco safras. Esta inovação é reconhecida por dezenas de milhares de produtores rurais que optaram por utilizá-la em razão dos benefícios trazidos pela mesma', disse a Bayer em nota.

    Também em comunicado, a Aprosoja-MT disse que 'enquanto os produtores rurais seguiram cumprindo sua parte realizando os pagamentos, novamente a empresa demonstra desrespeito e falta de transparência não realizando o pagamento conforme determinado pelo Judiciário'.

    Mato Grosso é o maior produtor de soja do Brasil, devendo colher neste ano mais de 30 milhões de toneladas da oleaginosa, ou mais de um quarto do total nacional.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Produtor de soja em Goiás prevê margem ainda menor após estiagem

    Por José Roberto Gomes

    MINEIROS, Goiás (Reuters) - Os sojicultores do sudoeste de Goiás, principal área produtora do Estado, não descartam margens ainda menores na atual safra, uma vez que as perdas de produção em razão do tempo quente e seco devem limitar o volume disponível para negócios.

    Produtores do país todo já previam margens mais enxutas neste ano por causa de custos mais altos com fertilizantes e fretes, por exemplo, mas a situação é considerada agora menos atrativa em virtude da retração na colheita.

    'A redução de safra, por si só, já reduz a nossa margem', resumiu o produtor João Carlos Ragagnin, que cultiva 8,2 mil hectares em Goiás e deve, segundo seus cálculos, registrar rendimentos de 5 a 10 por cento mais baixos no ciclo vigente.

    Técnicos do Rally da Safra, organizado pela Agroconsult, estão nesta semana em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, analisando lavouras e conversando com produtores. Por ora, as produtividades observadas são díspares, tendendo a serem menores ante 2017/18.

    A própria Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma redução de mais de 4 por cento na safra de soja de Goiás, o quarto maior produtor nacional da oleaginosa, após o clima adverso. A produtividade deve cair cerca de 7 por cento, segundo o governo.

    'Acredito que a margem será muito pouca. O custo de produção (por hectare) é de 45 sacas. Daí você soma o arrendamento, que é de mais de 12 sacas. Então você precisa de pelo menos uma média de quase 60 sacas por hectare', calculou George Zaiden, produtor que cultiva 4 mil hectares com soja no Estado e não detalhou seus rendimentos neste ano.

    Entretanto, o Rally da Safra, acompanhado pela Reuters, já observou lavouras com produtividades em torno de 50 sacas por hectare tanto no sudoeste goiano quanto no norte de Mato Grosso do Sul.

    CUSTOS

    A queda na produção veio se somar a outras componentes que têm pesado sobre as margens dos sojicultores de Goiás em 2018/19.

    Conforme a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), o Estado figura como um dos que mais viu aumentos de custos neste ano frente 2017/18.

    Com sementes de soja, a alta foi de 43 por cento, e com fertilizantes, de 11 por cento. O custeio da lavoura nesta temporada no Estado foi 32 por cento maior, segundo a entidade.

    'A logística do frete complicou', destacou o sojicultor Eduardo Sandri, que plantou 1,7 mil hectares neste ciclo, referindo-se ao tabelamento de fretes, instituído pelo governo após a greve dos caminhoneiros.

    Segundo ele, para se levar calcário, fertilizantes e demais insumos até a sua propriedade, em Mineiros, para as atividades de plantio de soja, a partir de outubro, houve um aumento de quase 30 por cento no valor do frete.

    'Até devo colher o mesmo tanto, mas o custo foi mais alto', destacou.

    Levantamento feito recentemente pelo Itaú BBA mostra que a margem agrícola do sojicultor no sudeste de Mato Grosso, uma região próxima do sudoeste de Goiás, deve cair para cerca de 1.200 reais por hectare, de mais de 2.200 reais no ano passado.

    Só a parte de custo agrícola deve subir de quase 1.900 reais para mais de 2.100 reais por hectare, na avaliação do banco.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Clima adverso reduz produtividade da soja em Mato Grosso, dizem produtores

    Por Roberto Samora

    SÃO PAULO (Reuters) - Chuvas escassas e localizadas durante dezembro em Mato Grosso reduzirão a produtividade das lavouras de soja, ameaçando cortar a safra no maior produtor da oleaginosa no Brasil, disseram nesta quarta-feira agricultores de várias regiões do Estado.

    A falta de boas chuvas e as altas temperaturas também estão acelerando o ciclo das plantações de soja, levando alguns produtores mato-grossenses a antecipar a colheita nas áreas mais secas e adiantadas, ainda que obtenham uma produtividade aquém do esperado.

    'Eu tive dez dias de seca em minha propriedade, deu uma chuva, mas veio o sol de novo. Mas tem fazendas com 20 dias de sol. Vai ter perdas, o quanto, é difícil falar', disse o produtor Laércio Lenz, de Sorriso (MT), maior município produtor de soja do Brasil.

    A safra de Mato Grosso está projetada pelo Ministério da Agricultura em cerca de 32 milhões de toneladas, ou mais de 25 por cento de toda a produção nacional na temporada 2018/19.

    Lenz disse à Reuters, por telefone, que só vai ser possível ter uma ideia melhor do dano gerado pela irregularidade climática quando começarem as primeiras colheitas em Sorriso, município que costuma produzir mais de 2 milhões de toneladas de soja.

    Algumas regiões de Mato Grosso, que plantaram mais cedo para realizar uma segunda safra de algodão dentro de uma janela climática mais favorável, já estão iniciando os trabalhos de colheita de soja, como é o caso de áreas em Sapezal e Campo Novo do Parecis, conforme os relatos.

    Segundo Lenz e outros produtores, o tempo mais seco também antecipa o momento da colheita, uma vez que acelera o ciclo da planta. Porém, nas áreas em que isso ocorre, a produtividade é menor do que o potencial. Ele disse que cerca de 70 por cento do município de Sorriso tem enfrentado adversidade climática.

    'Cada dia de ciclo que antecipa é uma saca de perda (por hectare). Se a expectativa era começar a colheita no dia 15 (de janeiro), e vai colher dia 8, são sete sacas a menos', estimou ele, lembrando que, com a seca, o grão fica mal formado e sem o peso adequado.

    O Mato Grosso teve média de produtividade de mais de 56 sacas por hectare na safra passada, um recorde, algo que na avaliação do produtor não deve se repetir.

    O presidente da associação dos produtores de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Antonio Galvan, afirmou que a região leste é a mais atingida pelo tempo seco. Ele disse ainda que em algumas áreas, como o sul, choveu no Natal, mas não de forma generalizada.

    'Já comprometeu as lavouras. Em talhões plantados mais cedo, a perda é de 50 por cento em partes das lavouras. Ficou 20 dias sem chuvas no sul', disse Galvan, observando que ainda é difícil ter uma ideia sobre o impacto da seca para todo o Estado.

    Dados do Refinitiv Eikon, da Thomson Reuters, indicam que as chuvas foram irregulares e com volumes relativamente baixos em boa parte do mês no Mato Grosso. E a previsão até o dia 10 de janeiro é de que as precipitações continuem abaixo da média nos Estados do Centro-Oeste.

    Nos Estados do Sul do Brasil, as chuvas até o início de janeiro deverão ficar acima da média, após uma seca já ter reduzido a expectativa de safra no Paraná, segundo produtor nacional de soja, conforme estimativa do governo do Estado.

    Outro Estado prejudicado pelo clima foi o Mato Grosso do Sul, segundo especialistas, colaborando para impactar a safra total do Brasil, estimada pelo governo em pouco mais de 120 milhões de toneladas, um ligeiro crescimento ante o recorde da safra anterior. Antes da seca, contudo, alguns analistas chegaram ver um potencial de cerca de 130 milhões de toneladas.

    CHUVA SÓ METADE

    O produtor Arlindo Cancian, de Canarana, no leste mato-grossense, confirmou que a região foi muito prejudicada pela falta de chuvas.

    'Tem vários produtores que estou acompanhando que estão com problemas, com perda na safra deste ano. As chuvas estão muito localizadas. Eu mesmo plantei 900 hectares, e metade da lavoura tem chuva, e metade não tem chuva', comentou, destacando também que as temperaturas estão muito elevadas.

    Ele disse que em áreas mais arenosas, solo considerado de pior qualidade, vai haver mais problemas. Também sofrerão as lavouras mais novas, com menos matéria orgânica restante de safras anteriores, que ajuda a manter a umidade.

    Segundo o produtor José Guarino Fernandes, que cultiva em Sapezal, no oeste do Estado, as condições climáticas também estão difíceis por lá. 'Chuva muito irregular, áreas pontuais do município com mais de 20 dias sem chuvas, isso reduz a produtividade. E a seca adiantou o ciclo...', comentou.

    Giovana Velke, que produz soja em Campo Novo do Parecis e Diamantino, disse que alguns produtores já começaram a colheita por conta da seca, e principalmente por terem plantado mais cedo para fazer a segunda safra de algodão.

    Ainda assim, ela calcula que menos de 5 por cento das áreas plantadas em Campo Novo do Parecis já estão sendo colhidas.

    'O nosso município é muito extenso, tem áreas que estão prejudicadas, não é geral, mas tem pontos que estão deixando produtores preocupados', disse ela, lembrando que faz 15 dias que não cai uma chuva generalizada.

    (Por Roberto Samora)

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    Soja do PR e MS registra perdas por tempo seco; MT tem primeiras colheitas

    Por Roberto Samora

    SÃO PAULO (Reuters) - A safra de soja no Paraná e em Mato Grosso do Sul, dois Estados que figuram entre os cinco maiores produtores da oleaginosa do Brasil, já registra perdas em algumas regiões que estão há vários dias sem chuvas, o que deve impactar a produção total do Brasil, de acordo com especialistas.

    Enquanto isso, as primeiras colheitas em Mato Grosso, em áreas irrigadas e plantadas precocemente, estão começando. O Estado, maior produtor brasileiro de soja, também registra falta de chuva ao sul, mas ali os problemas são menores do que em Mato Grosso do Sul e Paraná.

    O intenso calor e chuvas em volumes aquém do ideal até o Natal deverão agravar a situação no Paraná e em Mato Grosso do Sul, antes de mais precipitações esperadas até o final do mês, que poderiam limitar um prejuízo maior.

    'É difícil ainda saber o tamanho das perdas, está muito quente. A estiagem está tendo efeito nessas lavouras precoces (plantadas primeiro), essas lavouras estavam em enchimento de vagens e foram atingidas...', disse o analista da AgRural Fernando Muraro, ponderando que, neste momento, é 'impossível quantificar' a quebra.

    O Paraná, segundo produtor nacional de soja, e Mato Grosso do Sul, o quinto, poderiam sofrer perdas de até 20 por cento, se as chuvas não voltarem em bons volumes, destacou o analista da Safras & Mercado Luiz Fernando Roque.

    'Tem de estar de olho. Se não retornarem em volumes importantes, a perda pode chegar a até 20 por cento dos volumes desses Estados. Se a chuva voltar, (a perda) pode ser bem menor...', acrescentou Roque.

    Ele apontou que as chuvas no Paraná estão voltando, mas os maiores volumes estão previstos somente para a semana do Natal.

    'É um fato para a gente ficar atento, isso pode mudar a cara desse panorama ótimo da safra brasileira', destacou.

    De acordo com dados meteorológicos do Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon, as chuvas serão praticamente diárias no Paraná e Mato Grosso do Sul até o final do ano, mas os maiores volumes só virão a partir do final desta semana.

    O agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antonio dos Santos, observou que as precipitações ocorridas nos últimos cinco dias nas principais regiões agrícolas do Brasil foram muito irregulares e de baixa intensidade.

    Ele também chamou a atenção para algumas lavouras do Paraná e no Mato Grosso do Sul 'que já estão há mais de 20 dias sem registros de chuvas'.

    'E essa forte estiagem, associada a altíssimas temperaturas, tem ocasionado reduções significativas nos potenciais produtivos de diversas lavouras de soja', afirmou ele, avaliando que, de forma geral, Paraná e Mato Grosso do Sul terão perdas de mais de 10 por cento em relação ao potencial.

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou em boletim na semana passada, ainda sem considerar os efeitos da seca, que o Paraná poderia registrar um aumento de 2,4 por cento na produção estadual, para 19,7 milhões de toneladas, enquanto o Mato Grosso do Sul poderia ter uma colheita de pouco mais de 9 milhões de toneladas, uma queda anual de 4 por cento.

    De forma conservadora, a safra brasileira 2018/19 foi estimada pela Conab em 120 milhões de toneladas, um novo recorde, mas com ligeiro crescimento de 0,7 por cento ante a temporada passada, apesar de um aumento de quase 2 por cento no plantio.

    Analista do Departamento de Economia Rural (Deral), do governo do Paraná, Marcelo Garrido disse que há uma tendência de reavaliação para baixo da safra do Estado. O Deral espera divulgar esta semana novos números, que deverão apontar algumas perdas, afirmou ele.

    'Já pegou alguma coisa, pelo que o pessoal tem falado de campo, acho que vai ter reflexo na safra... A situação não está muito boa na região oeste, só não sei dizer o quanto (vai ser reduzida)', afirmou Garrido, acrescentando que houve relatos de 'chuviscos' e 'precipitações esparsas' nos últimos dias.

    COLHEITA

    Segundo Garrido, a colheita no Paraná deverá ser antecipada no Estado, pelo plantio precoce e também pela seca, que acelera o ciclo da planta. Mas ele acredita que somente em janeiro os produtores paranaenses estarão colhendo.

    Já em Mato Grosso, produtores do médio-norte, próximos à BR-163, que utilizam pivô de irrigação, estão começando os trabalhos de colheita nesta semana, disse Muraro, da AgRural. Ele citou ainda trabalhos de colheita na região de Campo Novo do Parecis, a oeste do Estado.

    'Colheita vai pegar fogo mesmo só na primeira semana de janeiro', disse Muraro.

    A Aprosoja-MT disse ter informação de que um produtor está colhendo em Nova Ubiratã, ao norte de Mato Grosso.

    (Por Roberto Samora; edição e reportagem adicional de José Roberto Gomes)

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    EXCLUSIVO-Trump diz que China está 'de volta ao mercado' por soja dos EUA

    Por Roberta Rampton e Jeff Mason

    WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na terça-feira que a China está comprando uma 'enorme quantidade' de soja norte-americana e que negociações comerciais com Pequim já estão sendo feitas por telefone, acrescentando que são aguardadas mais reuniões entre autoridades dos dois países.

    Trump disse à Reuters em uma entrevista que o governo chinês está 'de volta ao mercado' para comprar soja dos EUA depois de uma trégua em 1º de dezembro na guerra comercial envolvendo Washington e Pequim.

    Operadores em Chicago, no entanto, disseram não ter visto nenhuma evidência de uma retomada de tais compras após a imposição de uma tarifa de 25 por cento sobre a soja dos EUA em julho.

    'Acabei de ouvir hoje que eles estão comprando enormes quantidades de soja. Eles estão começando, apenas começando agora', afirmou Trump na entrevista.

    Trump também disse acreditar que a China reduzirá em breve as tarifas dos automóveis norte-americanos para 15 por cento, em relação aos atuais 40 por cento.

    'Eu acho que eles estão querendo fazer isso imediatamente, muito rapidamente', disse.

    Um funcionário do governo Trump disse à Reuters que o plano da China para cortar as tarifas de automóveis foi esboçado em um telefonema entre o vice-premiê chinês, Liu He, o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin.

    VENDAS DA SOJA ATENDIDAS

    Os dados do governo dos EUA não mostram nenhuma venda de soja para a China desde julho, quando Pequim impôs tarifas sobre o fornecimento de oleaginosas dos EUA em retaliação aos impostos dos EUA sobre produtos chineses.

    Traders vêm observando atentamente por sinais de confirmação de uma retomada das compras chinesas de soja dos EUA, particularmente depois que Trump tuitou na manhã de terça-feira que 'conversas muito produtivas' estavam acontecendo com a China. 'Preste atenção em alguns anúncios importantes!', acrescentou.

    Os futuros de soja na Bolsa de Chicago avançaram na terça-feira, com a esperança de que novos acordos fossem assinados em breve, mas não havia sinais de aumento de atividade nos mercados à vista, disseram operadores.

    As normas do Departamento de Agricultura dos EUA exigem que os exportadores relatem imediatamente as vendas de 100 mil toneladas ou mais de uma commodity em um único dia.

    No ano passado, a China comprou cerca de 60 por cento das exportações de soja dos EUA em transações avaliadas em mais de 12 bilhões de dólares. Com as exportações perdidas, os preços da soja caíram para o menor patamar em uma década, sobrecarregando os fazendeiros norte-americanos, um importante eleitorado dos Trump.

    Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, pediram uma trégua temporária em sua guerra comercial em 1º de dezembro. Trump concordou em adiar por 90 dias o aumento previsto para 1º de janeiro nas tarifas sobre produtos chineses enquanto os dois lados negociam o aumento das compras chinesas de produtos agrícolas dos EUA, entre outros pontos.

    Trump disse na terça-feira que essas negociações já estavam acontecendo por telefone.

    'Provavelmente teremos outra reunião. E talvez uma reunião das principais pessoas de ambos os lados', disse Trump. 'Se for necessário, vou ter outra reunião com o presidente Xi, de quem gosto muito e com quem me dou muito bem.'

    Trump não ofereceu nenhum cronograma para novas reuniões face a face entre autoridades americanas e chinesas.

    Ele disse que esperaria para aumentar as tarifas sobre produtos chineses para 25 por cento, de 10 por cento, até que se torne evidente se os Estados Unidos e a China podem fazer um acordo.

    (Reportagem adicional de Tom Polansek e Michael Hirtzer, em Chicago)

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