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    Previsão para safra de soja do Brasil cai mais; mercado monitora RS e Matopiba

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A safra de soja 2018/19 do Brasil tende a cair quase 4 por cento ante o recorde do ciclo anterior, refletindo o tempo adverso de dezembro e janeiro, mostrou uma pesquisa da Reuters nesta terça-feira, enquanto o mercado aguarda a colheita de áreas de cultivo tardio, como o Rio Grande do Sul e a fronteira agrícola Matopiba.

    De acordo com a média de 12 estimativas de consultorias e demais entidades do setor, o Brasil deve colher neste ano 114,6 milhões de toneladas de soja, após históricos 119,3 milhões em 2017/18.

    A projeção é ainda mais baixa que os 117 milhões de toneladas da pesquisa anterior, de janeiro, e bem aquém dos 120,8 milhões considerados em novembro, antes dos efeitos do tempo desfavorável.

    A atual temporada começou com prognósticos extremamente positivos diante de chuvas regulares no plantio, que alcançou um recorde em torno de 36 milhões de hectares. Mas a estiagem e o forte calor a partir de dezembro afetaram a soja em plena fase de enchimento de grãos, e o mercado como um todo passou a rever suas previsões para o maior exportador mundial da oleaginosa.

    Com perdas já consolidadas em diversas áreas, o foco agora se volta para as plantações que geralmente têm colheita mais tardia, a partir de março.

    'A possibilidade de revisarmos para baixo nos próximos meses é que será preciso monitorar potenciais perdas em regiões onde tradicionalmente a semeadura é mais tardia, e as lavouras estão em estágios em que ainda necessitam de chuvas para não terem perdas por estresse hídrico. Essas regiões seriam principalmente Rio Grande do Sul e Matopiba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia)', resumiu o analista Victor Ikeda, do Rabobank.

    A instituição, que na pesquisa anterior previa uma safra de 117 milhões de toneladas, agora espera 115 milhões.

    Volume semelhante é estimado pela Safras & Mercado, que também mantém o alerta para a soja gaúcha e a do Matopiba.

    'As produtividades médias destes Estados ainda podem sofrer alterações um pouco mais relevantes, principalmente nas variedades semeadas mais tardiamente', segundo a Safras.

    Pelos dados do Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon, pelo menos até o início de março as precipitações ficarão acima da média em todo o Matopiba, enquanto no Rio Grande do Sul a situação inspira atenção. Em algumas áreas, a expectativa é de precipitações abaixo do esperado para esta época do ano.

    Até a última quinta-feira, a colheita de soja do Brasil havia avançado para 36 por cento da área, segundo a consultoria AgRural, que apontou também que mais de dois terços da área de Mato Grosso, maior produtor nacional, já havia sido colhida.

    (Por José Roberto Gomes)

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    EXCLUSIVO-Depósito judicial da Bayer por soja fica abaixo do acordado, dizem produtores de MT

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A gigante do agronegócio e químicos Bayer depositou em juízo uma parcela inferior à determinada pela Justiça em um caso envolvendo pagamento de royalties da semente de soja transgência Intacta RR2 Pro, disseram produtores.

    De acordo com um documento visto pela Reuters, de julho a dezembro do ano passado, foram depositados 11,22 milhões de reais em royalties, um valor ínfimo perto do total pago à empresa pelos produtores de soja de Mato Grosso pela aquisição da semente.

    Os depósitos, informados à 2ª Vara Federal Cível em Mato Grosso, representam 'apenas' 4 por cento do total pago pelos agricultores, disse a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja-MT).

    O caso é mais um capítulo do processo iniciado após a Aprosoja-MT mover uma ação contra a companhia pedindo o cancelamento da patente da Intacta, que pertencia à antiga Monsanto, companhia adquirida no ano passado pela Bayer.

    No fim de 2017, a Aprosoja-MT foi à Justiça Federal, alegando que o registro da patente não estaria cumprindo os requisitos legais previstos na Lei de Propriedade Industrial.

    Em julho último, o juiz responsável pelo caso ordenou que os royalties pagos pelos sojicultores fossem depositados pela Bayer em juízo até o fim do litígio da patente, algo estimado em 800 milhões de reais pelos produtores, considerando-se não só os da Aprosoja-MT.

    A decisão vale apenas para a Intacta RR2 Pro, cuja proteção vai até outubro de 2022.

    Em sua petição, a Bayer, ainda usando a nomenclatura Monsanto, disse que depositou entre 13 de julho, dias após a decisão judicial, e 31 de outubro um total de 8,07 milhões de reais, enquanto de 1º de novembro a 31 de dezembro, outros 3,15 milhões de reais.

    'A Monsanto vem, por intermédio da presente manifestação, apresentar o comprovante de depósito judicial... referente ao percentual de 4 por cento da receita líquida dos royalties referente à exploração da patente PI0016460-7 pagos pelos produtores rurais associados', informou em sua petição.

    Procurada para se pronunciar sobre o assunto, a Bayer não comentou a irregularidade apontada pelos produtores, frisando que 'depositou o valor dos royalties em juízo, em cumprimento à decisão judicial'.

    A Bayer disse ainda que 'permanece segura quanto à validade de suas patentes e dos demais direitos relativos à tecnologia Intacta RR2 Pro'.

    'É importante reiterar que não existia soja com proteção contra lagartas antes do lançamento desta tecnologia, há apenas cinco safras. Esta inovação é reconhecida por dezenas de milhares de produtores rurais que optaram por utilizá-la em razão dos benefícios trazidos pela mesma', disse a Bayer em nota.

    Também em comunicado, a Aprosoja-MT disse que 'enquanto os produtores rurais seguiram cumprindo sua parte realizando os pagamentos, novamente a empresa demonstra desrespeito e falta de transparência não realizando o pagamento conforme determinado pelo Judiciário'.

    Mato Grosso é o maior produtor de soja do Brasil, devendo colher neste ano mais de 30 milhões de toneladas da oleaginosa, ou mais de um quarto do total nacional.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Produtor de soja em Goiás prevê margem ainda menor após estiagem

    Por José Roberto Gomes

    MINEIROS, Goiás (Reuters) - Os sojicultores do sudoeste de Goiás, principal área produtora do Estado, não descartam margens ainda menores na atual safra, uma vez que as perdas de produção em razão do tempo quente e seco devem limitar o volume disponível para negócios.

    Produtores do país todo já previam margens mais enxutas neste ano por causa de custos mais altos com fertilizantes e fretes, por exemplo, mas a situação é considerada agora menos atrativa em virtude da retração na colheita.

    'A redução de safra, por si só, já reduz a nossa margem', resumiu o produtor João Carlos Ragagnin, que cultiva 8,2 mil hectares em Goiás e deve, segundo seus cálculos, registrar rendimentos de 5 a 10 por cento mais baixos no ciclo vigente.

    Técnicos do Rally da Safra, organizado pela Agroconsult, estão nesta semana em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, analisando lavouras e conversando com produtores. Por ora, as produtividades observadas são díspares, tendendo a serem menores ante 2017/18.

    A própria Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma redução de mais de 4 por cento na safra de soja de Goiás, o quarto maior produtor nacional da oleaginosa, após o clima adverso. A produtividade deve cair cerca de 7 por cento, segundo o governo.

    'Acredito que a margem será muito pouca. O custo de produção (por hectare) é de 45 sacas. Daí você soma o arrendamento, que é de mais de 12 sacas. Então você precisa de pelo menos uma média de quase 60 sacas por hectare', calculou George Zaiden, produtor que cultiva 4 mil hectares com soja no Estado e não detalhou seus rendimentos neste ano.

    Entretanto, o Rally da Safra, acompanhado pela Reuters, já observou lavouras com produtividades em torno de 50 sacas por hectare tanto no sudoeste goiano quanto no norte de Mato Grosso do Sul.

    CUSTOS

    A queda na produção veio se somar a outras componentes que têm pesado sobre as margens dos sojicultores de Goiás em 2018/19.

    Conforme a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), o Estado figura como um dos que mais viu aumentos de custos neste ano frente 2017/18.

    Com sementes de soja, a alta foi de 43 por cento, e com fertilizantes, de 11 por cento. O custeio da lavoura nesta temporada no Estado foi 32 por cento maior, segundo a entidade.

    'A logística do frete complicou', destacou o sojicultor Eduardo Sandri, que plantou 1,7 mil hectares neste ciclo, referindo-se ao tabelamento de fretes, instituído pelo governo após a greve dos caminhoneiros.

    Segundo ele, para se levar calcário, fertilizantes e demais insumos até a sua propriedade, em Mineiros, para as atividades de plantio de soja, a partir de outubro, houve um aumento de quase 30 por cento no valor do frete.

    'Até devo colher o mesmo tanto, mas o custo foi mais alto', destacou.

    Levantamento feito recentemente pelo Itaú BBA mostra que a margem agrícola do sojicultor no sudeste de Mato Grosso, uma região próxima do sudoeste de Goiás, deve cair para cerca de 1.200 reais por hectare, de mais de 2.200 reais no ano passado.

    Só a parte de custo agrícola deve subir de quase 1.900 reais para mais de 2.100 reais por hectare, na avaliação do banco.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Clima adverso reduz produtividade da soja em Mato Grosso, dizem produtores

    Por Roberto Samora

    SÃO PAULO (Reuters) - Chuvas escassas e localizadas durante dezembro em Mato Grosso reduzirão a produtividade das lavouras de soja, ameaçando cortar a safra no maior produtor da oleaginosa no Brasil, disseram nesta quarta-feira agricultores de várias regiões do Estado.

    A falta de boas chuvas e as altas temperaturas também estão acelerando o ciclo das plantações de soja, levando alguns produtores mato-grossenses a antecipar a colheita nas áreas mais secas e adiantadas, ainda que obtenham uma produtividade aquém do esperado.

    'Eu tive dez dias de seca em minha propriedade, deu uma chuva, mas veio o sol de novo. Mas tem fazendas com 20 dias de sol. Vai ter perdas, o quanto, é difícil falar', disse o produtor Laércio Lenz, de Sorriso (MT), maior município produtor de soja do Brasil.

    A safra de Mato Grosso está projetada pelo Ministério da Agricultura em cerca de 32 milhões de toneladas, ou mais de 25 por cento de toda a produção nacional na temporada 2018/19.

    Lenz disse à Reuters, por telefone, que só vai ser possível ter uma ideia melhor do dano gerado pela irregularidade climática quando começarem as primeiras colheitas em Sorriso, município que costuma produzir mais de 2 milhões de toneladas de soja.

    Algumas regiões de Mato Grosso, que plantaram mais cedo para realizar uma segunda safra de algodão dentro de uma janela climática mais favorável, já estão iniciando os trabalhos de colheita de soja, como é o caso de áreas em Sapezal e Campo Novo do Parecis, conforme os relatos.

    Segundo Lenz e outros produtores, o tempo mais seco também antecipa o momento da colheita, uma vez que acelera o ciclo da planta. Porém, nas áreas em que isso ocorre, a produtividade é menor do que o potencial. Ele disse que cerca de 70 por cento do município de Sorriso tem enfrentado adversidade climática.

    'Cada dia de ciclo que antecipa é uma saca de perda (por hectare). Se a expectativa era começar a colheita no dia 15 (de janeiro), e vai colher dia 8, são sete sacas a menos', estimou ele, lembrando que, com a seca, o grão fica mal formado e sem o peso adequado.

    O Mato Grosso teve média de produtividade de mais de 56 sacas por hectare na safra passada, um recorde, algo que na avaliação do produtor não deve se repetir.

    O presidente da associação dos produtores de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Antonio Galvan, afirmou que a região leste é a mais atingida pelo tempo seco. Ele disse ainda que em algumas áreas, como o sul, choveu no Natal, mas não de forma generalizada.

    'Já comprometeu as lavouras. Em talhões plantados mais cedo, a perda é de 50 por cento em partes das lavouras. Ficou 20 dias sem chuvas no sul', disse Galvan, observando que ainda é difícil ter uma ideia sobre o impacto da seca para todo o Estado.

    Dados do Refinitiv Eikon, da Thomson Reuters, indicam que as chuvas foram irregulares e com volumes relativamente baixos em boa parte do mês no Mato Grosso. E a previsão até o dia 10 de janeiro é de que as precipitações continuem abaixo da média nos Estados do Centro-Oeste.

    Nos Estados do Sul do Brasil, as chuvas até o início de janeiro deverão ficar acima da média, após uma seca já ter reduzido a expectativa de safra no Paraná, segundo produtor nacional de soja, conforme estimativa do governo do Estado.

    Outro Estado prejudicado pelo clima foi o Mato Grosso do Sul, segundo especialistas, colaborando para impactar a safra total do Brasil, estimada pelo governo em pouco mais de 120 milhões de toneladas, um ligeiro crescimento ante o recorde da safra anterior. Antes da seca, contudo, alguns analistas chegaram ver um potencial de cerca de 130 milhões de toneladas.

    CHUVA SÓ METADE

    O produtor Arlindo Cancian, de Canarana, no leste mato-grossense, confirmou que a região foi muito prejudicada pela falta de chuvas.

    'Tem vários produtores que estou acompanhando que estão com problemas, com perda na safra deste ano. As chuvas estão muito localizadas. Eu mesmo plantei 900 hectares, e metade da lavoura tem chuva, e metade não tem chuva', comentou, destacando também que as temperaturas estão muito elevadas.

    Ele disse que em áreas mais arenosas, solo considerado de pior qualidade, vai haver mais problemas. Também sofrerão as lavouras mais novas, com menos matéria orgânica restante de safras anteriores, que ajuda a manter a umidade.

    Segundo o produtor José Guarino Fernandes, que cultiva em Sapezal, no oeste do Estado, as condições climáticas também estão difíceis por lá. 'Chuva muito irregular, áreas pontuais do município com mais de 20 dias sem chuvas, isso reduz a produtividade. E a seca adiantou o ciclo...', comentou.

    Giovana Velke, que produz soja em Campo Novo do Parecis e Diamantino, disse que alguns produtores já começaram a colheita por conta da seca, e principalmente por terem plantado mais cedo para fazer a segunda safra de algodão.

    Ainda assim, ela calcula que menos de 5 por cento das áreas plantadas em Campo Novo do Parecis já estão sendo colhidas.

    'O nosso município é muito extenso, tem áreas que estão prejudicadas, não é geral, mas tem pontos que estão deixando produtores preocupados', disse ela, lembrando que faz 15 dias que não cai uma chuva generalizada.

    (Por Roberto Samora)

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    Soja do PR e MS registra perdas por tempo seco; MT tem primeiras colheitas

    Por Roberto Samora

    SÃO PAULO (Reuters) - A safra de soja no Paraná e em Mato Grosso do Sul, dois Estados que figuram entre os cinco maiores produtores da oleaginosa do Brasil, já registra perdas em algumas regiões que estão há vários dias sem chuvas, o que deve impactar a produção total do Brasil, de acordo com especialistas.

    Enquanto isso, as primeiras colheitas em Mato Grosso, em áreas irrigadas e plantadas precocemente, estão começando. O Estado, maior produtor brasileiro de soja, também registra falta de chuva ao sul, mas ali os problemas são menores do que em Mato Grosso do Sul e Paraná.

    O intenso calor e chuvas em volumes aquém do ideal até o Natal deverão agravar a situação no Paraná e em Mato Grosso do Sul, antes de mais precipitações esperadas até o final do mês, que poderiam limitar um prejuízo maior.

    'É difícil ainda saber o tamanho das perdas, está muito quente. A estiagem está tendo efeito nessas lavouras precoces (plantadas primeiro), essas lavouras estavam em enchimento de vagens e foram atingidas...', disse o analista da AgRural Fernando Muraro, ponderando que, neste momento, é 'impossível quantificar' a quebra.

    O Paraná, segundo produtor nacional de soja, e Mato Grosso do Sul, o quinto, poderiam sofrer perdas de até 20 por cento, se as chuvas não voltarem em bons volumes, destacou o analista da Safras & Mercado Luiz Fernando Roque.

    'Tem de estar de olho. Se não retornarem em volumes importantes, a perda pode chegar a até 20 por cento dos volumes desses Estados. Se a chuva voltar, (a perda) pode ser bem menor...', acrescentou Roque.

    Ele apontou que as chuvas no Paraná estão voltando, mas os maiores volumes estão previstos somente para a semana do Natal.

    'É um fato para a gente ficar atento, isso pode mudar a cara desse panorama ótimo da safra brasileira', destacou.

    De acordo com dados meteorológicos do Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon, as chuvas serão praticamente diárias no Paraná e Mato Grosso do Sul até o final do ano, mas os maiores volumes só virão a partir do final desta semana.

    O agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antonio dos Santos, observou que as precipitações ocorridas nos últimos cinco dias nas principais regiões agrícolas do Brasil foram muito irregulares e de baixa intensidade.

    Ele também chamou a atenção para algumas lavouras do Paraná e no Mato Grosso do Sul 'que já estão há mais de 20 dias sem registros de chuvas'.

    'E essa forte estiagem, associada a altíssimas temperaturas, tem ocasionado reduções significativas nos potenciais produtivos de diversas lavouras de soja', afirmou ele, avaliando que, de forma geral, Paraná e Mato Grosso do Sul terão perdas de mais de 10 por cento em relação ao potencial.

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou em boletim na semana passada, ainda sem considerar os efeitos da seca, que o Paraná poderia registrar um aumento de 2,4 por cento na produção estadual, para 19,7 milhões de toneladas, enquanto o Mato Grosso do Sul poderia ter uma colheita de pouco mais de 9 milhões de toneladas, uma queda anual de 4 por cento.

    De forma conservadora, a safra brasileira 2018/19 foi estimada pela Conab em 120 milhões de toneladas, um novo recorde, mas com ligeiro crescimento de 0,7 por cento ante a temporada passada, apesar de um aumento de quase 2 por cento no plantio.

    Analista do Departamento de Economia Rural (Deral), do governo do Paraná, Marcelo Garrido disse que há uma tendência de reavaliação para baixo da safra do Estado. O Deral espera divulgar esta semana novos números, que deverão apontar algumas perdas, afirmou ele.

    'Já pegou alguma coisa, pelo que o pessoal tem falado de campo, acho que vai ter reflexo na safra... A situação não está muito boa na região oeste, só não sei dizer o quanto (vai ser reduzida)', afirmou Garrido, acrescentando que houve relatos de 'chuviscos' e 'precipitações esparsas' nos últimos dias.

    COLHEITA

    Segundo Garrido, a colheita no Paraná deverá ser antecipada no Estado, pelo plantio precoce e também pela seca, que acelera o ciclo da planta. Mas ele acredita que somente em janeiro os produtores paranaenses estarão colhendo.

    Já em Mato Grosso, produtores do médio-norte, próximos à BR-163, que utilizam pivô de irrigação, estão começando os trabalhos de colheita nesta semana, disse Muraro, da AgRural. Ele citou ainda trabalhos de colheita na região de Campo Novo do Parecis, a oeste do Estado.

    'Colheita vai pegar fogo mesmo só na primeira semana de janeiro', disse Muraro.

    A Aprosoja-MT disse ter informação de que um produtor está colhendo em Nova Ubiratã, ao norte de Mato Grosso.

    (Por Roberto Samora; edição e reportagem adicional de José Roberto Gomes)

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    EXCLUSIVO-Trump diz que China está 'de volta ao mercado' por soja dos EUA

    Por Roberta Rampton e Jeff Mason

    WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na terça-feira que a China está comprando uma 'enorme quantidade' de soja norte-americana e que negociações comerciais com Pequim já estão sendo feitas por telefone, acrescentando que são aguardadas mais reuniões entre autoridades dos dois países.

    Trump disse à Reuters em uma entrevista que o governo chinês está 'de volta ao mercado' para comprar soja dos EUA depois de uma trégua em 1º de dezembro na guerra comercial envolvendo Washington e Pequim.

    Operadores em Chicago, no entanto, disseram não ter visto nenhuma evidência de uma retomada de tais compras após a imposição de uma tarifa de 25 por cento sobre a soja dos EUA em julho.

    'Acabei de ouvir hoje que eles estão comprando enormes quantidades de soja. Eles estão começando, apenas começando agora', afirmou Trump na entrevista.

    Trump também disse acreditar que a China reduzirá em breve as tarifas dos automóveis norte-americanos para 15 por cento, em relação aos atuais 40 por cento.

    'Eu acho que eles estão querendo fazer isso imediatamente, muito rapidamente', disse.

    Um funcionário do governo Trump disse à Reuters que o plano da China para cortar as tarifas de automóveis foi esboçado em um telefonema entre o vice-premiê chinês, Liu He, o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin.

    VENDAS DA SOJA ATENDIDAS

    Os dados do governo dos EUA não mostram nenhuma venda de soja para a China desde julho, quando Pequim impôs tarifas sobre o fornecimento de oleaginosas dos EUA em retaliação aos impostos dos EUA sobre produtos chineses.

    Traders vêm observando atentamente por sinais de confirmação de uma retomada das compras chinesas de soja dos EUA, particularmente depois que Trump tuitou na manhã de terça-feira que 'conversas muito produtivas' estavam acontecendo com a China. 'Preste atenção em alguns anúncios importantes!', acrescentou.

    Os futuros de soja na Bolsa de Chicago avançaram na terça-feira, com a esperança de que novos acordos fossem assinados em breve, mas não havia sinais de aumento de atividade nos mercados à vista, disseram operadores.

    As normas do Departamento de Agricultura dos EUA exigem que os exportadores relatem imediatamente as vendas de 100 mil toneladas ou mais de uma commodity em um único dia.

    No ano passado, a China comprou cerca de 60 por cento das exportações de soja dos EUA em transações avaliadas em mais de 12 bilhões de dólares. Com as exportações perdidas, os preços da soja caíram para o menor patamar em uma década, sobrecarregando os fazendeiros norte-americanos, um importante eleitorado dos Trump.

    Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, pediram uma trégua temporária em sua guerra comercial em 1º de dezembro. Trump concordou em adiar por 90 dias o aumento previsto para 1º de janeiro nas tarifas sobre produtos chineses enquanto os dois lados negociam o aumento das compras chinesas de produtos agrícolas dos EUA, entre outros pontos.

    Trump disse na terça-feira que essas negociações já estavam acontecendo por telefone.

    'Provavelmente teremos outra reunião. E talvez uma reunião das principais pessoas de ambos os lados', disse Trump. 'Se for necessário, vou ter outra reunião com o presidente Xi, de quem gosto muito e com quem me dou muito bem.'

    Trump não ofereceu nenhum cronograma para novas reuniões face a face entre autoridades americanas e chinesas.

    Ele disse que esperaria para aumentar as tarifas sobre produtos chineses para 25 por cento, de 10 por cento, até que se torne evidente se os Estados Unidos e a China podem fazer um acordo.

    (Reportagem adicional de Tom Polansek e Michael Hirtzer, em Chicago)

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    EXCLUSIVO-Dreyfus e Olam têm maior salto em exportação de soja do Brasil em 2018

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A Louis Dreyfus Company (LDC) e a Olam International foram, dentre as gigantes tradings de commodities agrícolas, as que mais impulsionaram embarques de soja do Brasil em 2018, na esteira de uma safra recorde no país e aumento de envios à China, em meio à guerra comercial da nação asiática com os Estados Unidos.

    Após investimentos no país, a Dreyfus exportou de janeiro a novembro 30,5 por cento mais soja brasileira, com 10,56 milhões de toneladas, conforme dados da agência marítima Williams compilados pela Reuters. O volume representa cerca de 13 por cento de tudo o que o Brasil, o maior exportador da oleaginosa, vendeu no período.

    A exportação da Dreyfus supera ligeiramente o total de 10,49 milhões de toneladas de soja embarcada pela chinesa Cofco, que também teve aumento expressivo no período, de 22 por cento.

    Caso a Dreyfus se mantenha à frente da chinesa em dezembro, deve terminar o ano na terceira posição entre os maiores exportadores de soja do Brasil, atrás apenas da líder absoluta, Bunge, e da Cargill.

    'Um fator importante é o tamanho da safra, que sempre influencia, mas não é ao acaso. Não estamos esperando a safra ficar grande para crescer. A Louis Dreyfus tem feito investimentos em infraestrutura ao longo dos anos', afirmou o diretor-executivo de Oleaginosas da empresa no Brasil, Luis Barbieri.

    Os resultados de 2018 até o momento mostram como as companhias tradicionais, integrantes do chamado ABCD (ADM, Bunge, Cargill e Dreyfus), estão lidando com a atuação da chinesa Cofco, que se consolidou entre os maiores exportadores de grãos do Brasil em 2017.

    Segundo Barbieri, a Dreyfus está 'colhendo agora os frutos desses investimentos', que giraram em torno de 500 milhões de reais por ano nos últimos anos, considerando-se todos os negócios da companhia.

    Barbieri explicou que a trading conta atualmente com maior capacidade de transporte de soja no Arco Norte, com 64 barcaças e sete empurradores pelos rios da Amazônia, o que favorece o escoamento da oleaginosa.

    Além disso, o Tegram, terminal de grãos no Maranhão, um dos mais novos do Brasil, que tem a empresa como sócia, rodou em 2018 pela primeira vez 'à plena capacidade'.

    'Acho que um dos fatores importantes para se atingir esse crescimento acima da média do mercado foram nossos investimentos em infraestrutura. Outro ponto foi nosso foco de estar próximo do produtor rural', afirmou Barbieri, preferindo não comentar sobre os números levantados pela Reuters a partir de line-ups da Williams.

    CHINA

    O apetite chinês pela soja brasileira também tem ajudado tradings com atuação no país sul-americano.

    A Olam International, com forte presença na Ásia, expandiu suas exportações de soja do Brasil em 237,2 por cento entre janeiro e novembro, na comparação anual, para 5,85 milhões de toneladas.

    'Nosso aumento nos volumes está em linha com o aumento do fluxo de comércio de soja do Brasil para a China, impulsionado pelas restrições comerciais entre Estados Unidos e China', afirmou a trading em nota por e-mail.

    Os produtores brasileiros foram muito beneficiados neste ano pela guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. Em meio a diversas retaliações, Pequim impôs uma taxa de 25 por cento sobre a commodity norte-americana, o que levou os chineses a se voltarem à oleaginosa brasileira.

    Beneficiado também por uma safra recorde de cerca de 120 milhões de toneladas, o Brasil vem embarcando volumes históricos à China e deve fechar o ano com vendas de cerca de 82 milhões de toneladas.

    A própria Louis Dreyfus também teve seus negócios ajudados pela China. Em setembro, a empresa abriu em Tianjin, no norte chinês, sua nova planta processadora de oleaginosas, em um plano de expansão no maior consumidor global de soja.

    Dentre as outras grandes tradings com atuação no Brasil, a Bunge elevou suas exportações de soja em 9 por cento até agora em 2018, para 16,64 milhões de toneladas, enquanto a Cargill manteve certa estabilidade, em 11,35 milhões de toneladas, conforme os dados da Williams.

    A Archer Daniels Midland (ADM) viu seus embarques crescerem 12,6 por cento, para 8,20 milhões de toneladas. Já a Marubeni exportou 5,6 por cento menos, com quase 9 milhões de toneladas.

    (Por José Roberto Gomes)

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    ENTREVISTA-Indústria de soja do Brasil já vê exportação em 2018 acima do esperado

    Por Roberto Samora

    SÃO PAULO (Reuters) - As exportações de soja do Brasil em 2018 deverão ficar acima das expectativas da própria indústria brasileira da oleaginosa, com a demanda da China derivada da disputa comercial com os Estados Unidos mantendo elevados os embarques do país nos últimos meses do ano, um período em que tradicionalmente minguariam, afirmou a associação do setor Abiove.

    Isso está sendo possível também porque o Brasil nunca colheu tanta soja como na safra 2017/18. Além disso, há avaliações de alguns operadores de que a última colheita tenha sido ainda maior do que o estimado, disse à Reuters o gerente de economia da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Daniel Amaral.

    A Abiove estimou no início de outubro exportações de 77 milhões de toneladas para o ano calendário de 2018, e o volume embarcado no acumulado de 2018 até meados deste mês já atingiu 73 milhões de toneladas no ano.

    'E tem mais a soja que está no 'line-up' para este mês... Já chega ao final de outubro perto da projeção da Abiove para o ano', afirmou Amaral, sem apontar um novo número para os embarques do principal produto de exportação do Brasil, o maior exportador global da oleaginosa, que vai exportar mais de 30 bilhões de dólares em 2018 só do grão.

    Ele ponderou que as projeções da Abiove, feitas com base em associados como ADM, Bunge, Cargill, Louis Dreyfus, Amaggi e Cofco, foram 'pensadas' com expectativas de uma 'retomada' das relações dos EUA com a China.

    'Mas este cenário está um pouco distante de acontecer, a China continua fazendo compras no Brasil...', afirmou ele, referindo-se a fato de os chineses terem praticamente abandonado o mercado norte-americano após Pequim ter imposto em julho uma tarifa de 25 por cento sobre a soja dos EUA, em retaliação a medidas de Washington.

    As exportações de soja do Brasil, com cerca de 80 por cento indo para a China este ano, seguem relativamente fortes na entressafra apesar de o país já ter exportado no acumulado de 2018 cerca de 5 milhões de toneladas a mais do que o volume de 68 milhões de toneladas embarcado em 2017, quando o país havia marcado um recorde.

    Muitos integrantes do setor se perguntam até quanto poderia ir a exportação neste ano, especialmente porque alguns acham que a safra foi efetivamente maior do que a estimada. A Abiove estima a produção 2017/18 em 119,5 milhões de toneladas.

    'Pode ser que a safra tenha sido um pouco maior, existem estimativas de associados indicando que talvez a oferta doméstica tenha sido um pouco maior', disse ele. A consultoria Datagro, por exemplo, estima uma safra de 120,2 milhões de toneladas.

    Já com a colheita finalizada, as exportações do Brasil foram recordes para o mês de setembro, o que já pode ser dito também de outubro (cerca de 4 milhões de toneladas), com base em dados do governo levantados pela Reuters.

    COMPROMISSOS HONRADOS

    As grandes exportações do grão, no entanto, não impedirão a indústria brasileira de atender os clientes de farelo e óleo de soja --se deixasse de processar certos volumes, poderia sobrar a matéria-prima para exportação.

    'Do ponto de vista doméstico, as empresas têm compromissos de entrega de farelo e óleo. E esses compromissos vão ser atendidos', disse Amaral.

    Ele admitiu, contudo, que o processamento poderia ficar um pouco abaixo dos 43,6 milhões de toneladas previstos para 2018, com algumas empresas enviando um pouco mais de soja à exportação.

    'Pode baixar um pouco, mas sempre em linha com o compromisso de honrar contratos para abastecer o mercado interno.'

    O gerente não quis especular se alguma companhia multinacional poderia atender seus clientes com exportação de farelo de outros países, o que liberaria as empresas para exportar mais soja do Brasil para a China.

    Ele também disse não acreditar que haja importação de farelo de soja fora dos volumes usuais para atender ao mercado brasileiro --nos últimos anos, praticamente não existiram.

    'Eu já vi trader comentar sobre isso, eventualmente ter alguma importação de farelo, mas não é usual, 2008 foi o último ano em que importamos mais de 100 mil toneladas de farelo.'

    Ainda que alguma colheita da nova safra (2018/19) possa chegar um pouco antes, em dezembro, com um plantio antecipado, Amaral não vê chance de maiores exportações em janeiro.

    'A tendência é que janeiro seja um mês de estoque apertado, após estoque de passagem mais baixo. A colheita estará no início...', comentou.

    Ele disse ainda esperar um 'estresse' de mercado em função da baixa disponibilidade de soja esperada para o final do ano, de 1,46 milhão de toneladas, o menor estoque final estimado pela Abiove em pelo menos dez anos.

    Os preços internos, que se aproximaram de 100 reais por saca em setembro, agora estão menos pressionados, a 88 reais, após o dólar ter recuado, aponta um indicador do Cepea, da USP.

    (Por Roberto Samora)

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    Produção de soja do Brasil em 2019 deve igualar recorde de 2018, diz Abiove

    SÃO PAULO (Reuters) - A produção de soja do Brasil em 2019 deverá alcançar 119,50 milhões de toneladas, estável na comparação com o volume recorde revisado de 2018, projetou nesta terça-feira a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), na primeira estimativa para a nova safra.

    Até o mês passado, a Abiove previa uma safra de 118,8 milhões de toneladas para 2018, com colheita encerrada há alguns meses.

    Por ora, produtores estão no meio do plantio da nova temporada, cuja colheita tende a começar na virada de 2018 para 2019 --o calendário considerado pela Abiove vai de janeiro a dezembro e, portanto, difere do ano-safra 2018/19, de julho deste ano a junho do próximo.

    Ainda conforme a entidade, os embarques pelo maior exportador global da oleaginosa devem alcançar 71,90 milhões de toneladas em 2019, abaixo do recorde de 77 milhões no ano anterior.

    As vendas brasileiras foram impulsionadas neste ano pela crescente disputa comercial entre Estados Unidos e China, que culminou com Pequim taxando a soja norte-americana. A medida levou compradores chineses a se voltarem com força para o produto brasileiro.

    Embarques menores em 2019, contudo, devem contribuir para o aumento dos estoques domésticos. A Abiove prevê reservas de 3,765 milhões de toneladas ao término do ano que vem, contra 1,465 milhão em 2018.

    Quanto às importações de soja, a entidade estima compras de 300 mil toneladas em 2019, estável ante 2018 --em 2017, foram 254 mil toneladas.

    A Abiove também previu processamento de 43,2 milhões de toneladas de soja no ano que vem, levemente abaixo na comparação com os 43,6 milhões estimados para 2018, um recorde. Em 2017, o processamento somou 41,8 milhões de toneladas.

    DERIVADOS

    A associação prevê produção de 32,6 milhões de toneladas de farelo de soja pelo Brasil em 2019, queda de 0,6 por cento na comparação anual.

    No caso do óleo de soja, a fabricação também tende a recuar 0,6 por cento, para 8,6 milhões de toneladas.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Brasil direciona quase 80% da exportação de soja para China de janeiro a agosto

    Por Roberto Samora

    SÃO PAULO (Reuters) - As exportações de soja do Brasil para a China somaram 50,9 milhões de toneladas de janeiro a agosto, volume que representa 78,8 por cento de toda a oleaginosa exportada pelos brasileiros no período, à medida que o gigante asiático evita comprar o produto dos EUA devido a uma tarifa de 25 por cento.

    Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério da Agricultura, que apontou também que as exportações totais do Brasil nos oito primeiros meses de 2018 somaram um recorde de 64,6 milhões de toneladas, versus 56,9 milhões de toneladas no mesmo período de 2017.

    De janeiro a agosto de 2017, as exportações do Brasil para a China haviam atingido 44,1 milhões de toneladas, o que representou uma fatia de cerca de 77,5 por cento de tudo o que o país exportou no período.

    As exportações brasileiras de soja do Brasil, o maior exportador global da oleaginosa, estão estimadas em 76 milhões de toneladas em 2017/18, resultando em estoques finais mínimos, o que indica que o país não terá muito mais soja para ofertar aos chineses nos próximos meses, até a entrada da nova safra, a partir de janeiro.

    Buscando evitar a soja dos EUA, taxada em 25 por cento pelos chineses desde julho, em meio a uma guerra comercial, a China já deu mostras de que busca alternativas.

    Nesta semana, a China reduziu sua previsão de importações anuais de soja no ano-safra que começa em 1º de outubro para 83,65 milhões de toneladas, ante 93,8 milhões de toneladas na previsão anterior, planejando recorrer a outros produtos para fabricar ração animal.

    O ministério brasileiro informou ainda que, de janeiro a agosto, as exportações de soja, o principal produto exportado pelo país, somaram 25,72 bilhões de dólares, alta de 20 por cento na comparação anual.

    O governo relatou também que as exportações de soja em grão para a China responderam por quase 30 por cento do valor total exportado em produtos do agronegócio brasileiro (68,52 bilhões de dólares, de janeiro a agosto), o que ressalta a dependência brasileira da China no comércio global.

    O gigante asiático comprou sozinho, de janeiro a agosto, 42,7 por cento da safra de soja em grão brasileira 2017/2018, que atingiu um recorde de 119,3 milhões de toneladas.

    Já as exportações de farelo de soja também atingiram volume recorde, com 11,8 milhões de toneladas de janeiro a agosto, gerando divisas de 4,69 bilhões de dólares (+32 por cento), de acordo com o ministério. O produto, no entanto, teve como principal destino a União Europeia.

    RECORDE DE CARNE

    Segundo o ministério, a China também adquiriu 41,7 por cento da quantidade total exportada pelo Brasil de celulose e quase 20 por cento da quantidade exportada de carne bovina in natura.

    A propósito, a quantidade de carne bovina in natura comercializada para o exterior apresentou recorde mensal em agosto, com 144,42 mil toneladas negociadas, aumento de 17,6 por cento, e crescimento de 13,5 por cento em valor (590 milhões de dólares), conforme a Reuters antecipou no início do mês.

    A alta foi registrada apesar da queda do preço médio (- 3,5 por cento), segundo o ministério.

    Os principais destinos foram a China, com 33,3 mil toneladas (+23 por cento), e Hong Kong, com 26,6 mil toneladas (+18 por cento) da carne bovina in natura.

    (Por Roberto Samora)

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    Brasileiros almejam contrato futuro de soja diante de guerra comercial EUA-China

    Por Ana Mano

    SÃO PAULO (Reuters) - Agricultores brasileiros estão em busca de apoio para desenvolver um contrato futuro de soja que facilite as negociações entre o Brasil, maior exportador de soja do mundo, e a China, o maior importador, em um momento de tensões comerciais entre norte-americanos e chineses.

    Segundo um crescente coro de produtores, analistas, banqueiros e até mesmo um economista do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, faria sentido estabelecer tal contrato para mitigar riscos, já que os preços da soja do Brasil e dos EUA se descolaram com o recrudescer da guerra comercial.

    Os prêmios no mercado brasileiro de soja subiram para um recorde de cerca de 2 dólares em relação aos preços da bolsa de Chicago (CBOT), após uma decisão tomada por Pequim de impor uma tarifa de 25 por cento sobre a oleaginosa norte-americana em julho, em retaliação às taxas impostas pelo presidente Donald Trump.

    Um novo contrato poderia fornecer uma alternativa à CBOT, referência mundial em preços de soja.

    A matriz da CBOT, CME Group Inc, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

    Bartolomeu Braz, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), disse que os agricultores gostariam de ver um novo contrato comercializado no Brasil ou na Argentina, o terceiro maior produtor mundial de soja.

    Ele discutiu a ideia com o embaixador argentino em Brasília no ano passado e recentemente abordou a questão diante de uma plateia de comerciantes chineses em uma reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o poderoso lobby agrícola no Congresso brasileiro.

    'Os próximos passos envolvem a procura de aconselhamento técnico e jurídico para avançar o processo', disse ele em uma entrevista na semana passada.

    A criação de tal contrato na bolsa brasileira B3 SA não é complicada e exigiria apenas a definição de padrões relativos a preço, qualidade e quantidade, disse Frederico Favacho, um advogado que representa grupos brasileiros de processamento e exportação de grãos.

    Se a guerra comercial continuar e a China quiser garantir a soja sul-americana em janeiro e fevereiro, o prêmio colocado sobre a soja brasileira 'teria de ser negociado e ficaria difícil ou impossível de fazer o hedge via CBOT', disse Dan Basse, economista e presidente da consultoria AgResource, de Chicago.

    Os Estados Unidos, o segundo maior exportador de soja do mundo, venderam no ano passado cerca de 12 bilhões de dólares em soja para os chineses, enquanto as vendas do Brasil para esse país ficaram um pouco acima de 20 bilhões de dólares, segundo dados do governo.

    A China está virtualmente fora do mercado norte-americano desde que as tarifas foram anunciadas.

    Faz sentido 'econômico' procurar um local diferente para comercializar a soja brasileira, disse à Reuters Warren Preston, vice-economista-chefe do USDA, durante uma conferência em São Paulo.

    Com interrupções no comércio, flutuações cambiais e diferenciais de transporte aumentando o risco para produtores e compradores, Preston disse que se tornou mais difícil para as pessoas que usam um contrato CME tentar fazer hedge de suas compras e vendas.    Em julho, a S&P Global Platts começou a publicar três indicadores do preço da soja denominados SOYBEX CFR China, SOYBEX FOB Santos e SOYBEX FOB Paranaguá.

    Enquanto fontes diplomáticas e da indústria chinesas dizem que a ideia de um contrato de soja na América do Sul deva ser explorada, ainda não há apoio incondicional à iniciativa.    Qu Yuhui, ministro-conselheiro da embaixada chinesa no Brasil, disse que o conceito de um contrato futuro direto entre o Brasil e a China merece discussão.

    'Ambos os lados devem trabalhar na direção de qualquer ideia --como ter os dois lados assinando contratos futuros-- que permita ao mercado brasileiro de soja e agricultores saber quanta demanda chinesa haverá no próximo ano e que os compradores chineses saibam que preço eles podem receber do Brasil', disse ele em uma entrevista no mês passado.

    Um alto executivo chinês de empresas de grãos disse que a ideia seria 'disruptiva', tomando emprestado um termo do Vale do Silício para expressar uma mudança positiva.

    'A inovação é bem-vinda, já que o mercado está passando por mudanças estruturais e as margens estão apertadas', disse o executivo, que pediu anonimato por não estar autorizado a falar com a mídia.

    (Reportagem de Ana Mano em São Paulo; com reportagem adicional de Jake Spring em Brasília e Julie Ingwersen em Chicago)

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