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    ANP deve aprovar R$700 mi à Petrobras em subsídios nesta quinta-feira, diz fonte

    Por Rodrigo Viga Gaier e Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deve aprovar nesta quinta-feira a liberação de cerca de 700 milhões de reais à Petrobras em subsídios ao diesel, afirmou uma fonte próxima às tratativas, que garantiu que os pagamentos entraram agora em uma trajetória de normalidade.

    Uma segunda fonte, também próxima as discussões, afirmou ainda que os pagamentos referentes ao programa serão feitos em um ritmo mais veloz, após diversas críticas do setor, referentes a atrasos de pelo menos mais de um mês, e confirmou que 'em breve sairá outra leva', sem informar valores.

    Lançado em junho, o programa de subvenção foi uma resposta à paralisação dos caminhoneiros, que protestaram em maio contra os altos preços do combustível. Por meio dele, Petrobras, pequenas refinarias e algumas importadoras reduziram preços com a promessa de serem ressarcidas pelo governo.

    Na terça-feira, depois de uma longa demora que gerou desconforto nos agentes do mercado, a ANP liberou cerca de 878 milhões de reais referentes ao período entre 8 de junho e o fim de julho. Grande parte do montante, de 871,5 milhões de reais, foram aprovados para a Petrobras.

    Antes disso, a ANP havia aprovado apenas cerca de 200 mil reais a serem pagos, referentes a primeira fase do programa, nos primeiros sete dias de junho.

    'Deve-se aprovar hoje mais 700 milhões de reais... Agora entramos no ritmo normal de pagamento e em ritmo acelerado', disse a primeira fonte, na condição de anonimato.

    Com a liberação dos novos recursos, o passivo da ANP com as empresas cairá em 92 por cento do previsto para a segunda fase do programa, segundo essa fonte.

    Em entrevista à Reuters publicada na segunda-feira, o diretor da Petrobras da área financeira, Rafael Grisolia, afirmou que a estatal esperava receber do programa de 2 bilhões a 2,5 bilhões de reais em duas semanas, montante considerado 'exagerado' pela primeira fonte.

    'Pelas notas que foram apresentadas, não identificaram até agora esse valor falado, não', frisou.

    A solução encontrada para acabar com a greve dos caminhoneiros foi emergencial segundo ambas as fontes, o que retardou o processo de ressarcimento devido o seu ineditismo.

    As falhas nos pagamentos geraram aflição no mercado, de que poderia haver desabastecimento de diesel, caso as companhias não fossem ressarcidas e a Petrobras fosse forçada a arcar com prejuízos nas importações, uma vez que a produção interna não é suficiente para suprir o mercado.

    Outras duas fontes, que atuam no setor de combustíveis, afirmaram à Reuters que a Petrobras chegou a informar distribuidoras que não atenderia toda a demanda por diesel em novembro, cujos contratos estão sendo fechados agora. No entanto, após a ANP aprovar os recursos na última terça-feira, a Petrobras voltou atrás e garantiu o suprimento do próximo mês.

    Procurada para comentar os contratos de suprimentos, a Petrobras não respondeu imediatamente.

    Já a ANP não comentou a informação. Relatou que haverá nesta quinta-feira uma reunião extraordinária de diretoria, mas não detalhou a pauta.

    NORMALIZAÇÃO

    A primeira fonte explicou que funcionários da ANP precisaram ser treinados e deslocados para a equipe de análise e liberação de notas fiscais da venda de diesel e houve ainda dentro da autarquia uma exigência de que as verbas só fossem liberadas mediante garantias de que não haveria contestação no futuro, quanto aos valores pagos e notas apresentadas pelas empresas que venderam o diesel.

    'O processo realmente demorou porque as equipes só aceitam pagar se houver garantia da completude e integridade', disse a primeira fonte.

    A segunda fonte revelou que, para que o processo de ressarcimento pudesse andar, foram necessários aprovações e acordos com Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne os secretários de Fazenda dos Estados, devido ao recolhimento do ICMS, e com a Receita Federal, além de contar com informações do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

    Também foi necessária uma realocação de recursos para viabilizar um sistema de processamento de dados dentro da ANP.

    'Acho que agora entramos em velocidade de cruzeiro', disse a segunda fonte, ao negar que o governo tenha segurado o repasse por conta de problemas fiscais.

    'Foi criado um sistema de processamento de dados na ANP com milhares de informações e isso não é trivial', adicionou a segunda fonte.

    Essa fonte lembrou que a verba do programa de subvenção, de 9,5 bilhões de reais, é carimbada e as regras do programa já apontam todas as fontes de receita e cortes de despesa que foram feitos para viabilizar os recursos.

    'Não há menor necessidade de segurar recurso e o dinheiro está reservado no Tesouro à espera da ordem de pagamento da ANP', destacou a segunda fonte.

    Ambas as fontes próximas as tratativas de pagamentos preveem que quase toda a verba será consumida até o fim do programa, em 31 de dezembro deste ano, segundo dados atualizados.

    'Foi feita previsão com base no consumo de diesel do ano passado e com crescimento, e o valor do programa vai ficar muito próximo dos 9,5 bilhões, e trabalhamos dentro desse orçamento sem preocupação... estamos tranquilos', ressaltou a segunda fonte.

    (Por Rodrigo Viga Gaier e Marta Nogueira)

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    Governo projeta subsídios de R$69,8 bi em 2019, queda sobre 2018

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal estimou que os subsídios financeiros e creditícios chegarão a 69,801 bilhões de reais em 2019, conforme informações da Secretaria de Acompanhamento Fiscal, Energia e Loteria do Ministério da Fazenda enviadas ao Congresso no projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) do próximo ano.

    A cifra representa uma redução ante o montante de 92,876 bilhões de reais em 2018, que considera 83,376 bilhões de reais originalmente previstos no orçamento acrescidos de 9,5 bilhões de reais dos subsídios para redução do preço do diesel, medida concebida pelo governo para encerrar a grave dos caminhoneiros.

    Para 2019, serão 37,776 bilhões de reais em subsídios explícitos, quando são realizados desembolsos efetivos por meio das equalizações de juros e preços, além de assunção de dívidas pela União. No grupo, o maior peso fica para o Fundo de Compensação das Variações Salariais (FCVS), com 13,75 bilhões de reais em 2019.

    O FCVS foi criado na década de 1960 para garantir o limite de prazo para amortização da dívida dos mutuários decorrentes de financiamentos habitacionais. A partir de lei de 2011, também passou a assumir os direitos e obrigações do extinto Seguro Habitacional dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), incluindo a liquidação ou amortização do saldo do financiamento em caso de morte ou invalidez do comprador.

    Ainda dentre os subsídios explícitos calculados para 2019, o governo previu 4,581 bilhões de reais para o programa habitacional popular Minha Casa, Minha Vida; 3,474 bilhões de reais para equalização de juros do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e 3,363 bilhões de reais referentes ao Programa de Sustentação do Investimento (PSI).

    Já para os subsídios implícitos, a conta é de que chegarão a 32,025 bilhões de reais em 2019. Esse tipo de subsídio se materializa por recursos do Tesouro Nacional alocados a fundos ou programas, sendo operacionalizado sob condições financeiras que implicam taxa de retorno inferior ao custo de captação do governo. Como, em geral, subsídios do tipo não estão alocados no Orçamento Geral da União, seu custo não passa pela discussão anual no Congresso do processo orçamentário.

    No ano que vem, os subsídios com maior representatividade nessa categoria serão os destinados aos Fundos Constitucionais de Financiamento (FNE, FNO e FCO), com 10,312 bilhões de reais. Em seguida, aparecem os benefícios no programa para financiamento ao ensino superior Fies, com 7,814 bilhões de reais, sendo seguidos pelos subsídios no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com 4,789 bilhões de reais e empréstimos da União ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com 3,813 bilhões de reais.

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    Petrobras aguarda até R$2,5 bi da subvenção ao diesel; concorrentes buscam evitar perdas

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - Passados mais de três meses do início do programa de subsídio ao diesel, a Petrobras ainda não recebeu um centavo dos valores prometidos pelo governo federal, enquanto aguarda até 2,5 bilhões de reais em subvenções que já teria direito, ao passo que a maioria de suas concorrentes no setor reduz importações do combustível para não incorrer em perdas.

    Nesse cenário, a Petrobras precisou ainda elevar a produção de diesel e já responde por mais de 90 por cento das importações do combustível, uma vez que precisa garantir o abastecimento interno, enquanto importadoras privadas cortam suas operações, alegando que não compensa comprar o derivado de petróleo no exterior com a atual metodologia de cálculo das subvenções.

    A Petrobras espera receber de 2 bilhões a 2,5 bilhões reais de subsídios da reguladora de petróleo do país, a ANP, dentro de duas semanas, para compensar o fato de estar segurando as cotações nas refinarias, disse diretor-executivo financeiro e de relacionamento com investidores da estatal, Rafael Grisolia, em entrevista à Reuters publicada nesta segunda-feira.

    Ele não entrou em detalhes sobre possíveis perdas sofridas pela empresa no período pelo atraso nos pagamentos, enquanto a ANP diz que a demora para quitar as subvenções se deve ao grande número de notas fiscais que têm de passar por checagens --o governo separou no orçamento 9,5 bilhões de reais para subsídios ao diesel até o fim do ano, quando termina o programa.

    Se enfrenta uma demora no recebimento dos subsídios, a Petrobras verificou um ganho de mercado no Brasil, na medida em que suas concorrentes privadas estão menos atuantes.

    Uma fonte de uma empresa do setor de combustíveis afirmou à Reuters que o programa está prejudicando a competição no país e afastando os necessários investimentos para ampliação da oferta.

    'O programa de subvenção, do jeito que está, está acabando com a competição na importação. Colocando todo o mercado somente na Petrobras, e a própria Petrobras não está tendo lucratividade... a culpa é da morosidade... se os pagamentos estivessem sendo feitos, você tornaria o cenário menos incerto', afirmou a fonte, na condição de anonimato.

    'Tudo isso vai trazer preço mais caro na bomba, risco de desabastecimento, incerteza... não consigo enxergar quem está se beneficiando nessa história.'

    O programa prevê que produtoras e importadoras de diesel reduzam preços de venda em troca de serem ressarcidas pelo governo em até 30 centavos por litro --uma resposta à histórica greve de caminhoneiros em maio contra os altos preços do diesel.

    Contudo, após uma mudança no preço de referência do programa de subsídio ao final de agosto, houve uma alta média de 13 por cento no combustível na refinaria da Petrobras, e nas bombas a cotação da última semana já alcançou 3,638 reais, valor acima até da média registrada antes da greve dos caminhoneiros, de 3,595 reais por litro, mesmo com o programa de subsídios.

    Além da Petrobras --que detém quase 100 por cento da capacidade de refino do Brasil--, algumas empresas importadoras e pequenas refinarias aderiram ao programa no início. Até o momento, no entanto, a ANP realizou pagamentos pequenos, de 185.749 reais.

    A Petrobras vem afirmando que permanece com as margens de lucro preservadas na área de abastecimento. No entanto, também reconhece que vem precisando aumentar a oferta do combustível no país devido a uma debandada de concorrentes que não conseguem mais obter rentabilidade desde o lançamento do programa.

    'As margens de lucro da Petrobras nas importações estão preservadas, na medida em que a companhia aplica preços para o diesel alinhados à paridade internacional, conforme dispõe sua política de preços para o derivado', disse a empresa em resposta a perguntas da Reuters.

    Ao contrário de suas concorrentes, a petroleira defende que o programa 'gera resultados aderentes ao esperado pela política de preços da Petrobras vigente'.

    'Vale destacar que a companhia possui infraestrutura logística eficiente, que permite ser mais competitiva que eventuais concorrentes', disse a Petrobras.

    PREJUÍZOS DA IMPORTAÇÃO

    Mas a fórmula da ANP não permite que as empresas sejam devidamente remuneradas, disse o presidente da associação que representa as distribuidoras de combustíveis Plural, Leonardo Gadotti.

    'A conta não fecha. A fórmula (da ANP) foi atualizada de acordo com o que se pedia, que era que se considerassem os custos de logística e internação... atualizaram a fórmula só que os valores... estão abaixo do que na prática se paga pelo mercado. Então... isso está inibindo as importações', disse.

    'É lógico que vai chegar um momento em que vai ter que existir uma saída para isso, porque o Brasil não produz 100 por cento do diesel que consome', acrescentou Gadotti.

    O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), que representa nove importadoras, Sérgio Araújo, afirmou que a expectativa agora é zerar as importações.

    'Não tem como importar', ressaltou.

    Prova desse cenário, as importações de diesel pelo Brasil caíram 42 por cento desde o início do programa de subsídio ao combustível, em junho, até o mês passado, ante igual período do ano anterior. Não ficou clara a participação da Petrobras nessas compras.

    A fonte do setor de combustíveis disse também que, diante da dificuldade de importar, distribuidoras estão precisando demandar volumes adicionais à Petrobras, que tem atendido aos pedidos, mas 'já com alguma dificuldade'.

    Questionada sobre o crescimento da responsabilidade da Petrobras, a ANP afirmou que 'não há qualquer risco de desabastecimento de diesel'.

    O movimento vai na contramão do que defendia o ex-presidente da Petrobras Pedro Parente, que buscou até seu último dia reduzir a responsabilidade da petroleira estatal em garantir o suprimento de combustíveis no país.

    Ele renunciou logo após o governo lançar o programa de subvenção, em meio a uma série de pressões políticas.

    'A intervenção que foi feita no caso do diesel é da pior qualidade, técnica e política. Além disso você não estruturou uma saída desse problema', disse o ex-diretor da ANP Helder Queiroz, para quem a Petrobras, como monopolista, segue como responsável em última instância pela garantia da segurança do abastecimento.

    Diante de preços mais altos do petróleo, um novo governo pode voltar a enfrentar os desafios de reajustes expressivos no diesel, uma vez que o programa se encerra ao final de 2018.

    (Por Marta Nogueira, com reportagem adicional de Simon Webb e Devika Krishna Kumar, em Nova York)

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    Petrobras ganha mercado de diesel com programa de subsídios limitando importação

    Por Marta Nogueira e Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras se beneficiou do programa de subsídio ao diesel, que ajudou a companhia a recuperar participação no mercado do combustível mais vendido no país, na medida em que concorrentes importaram menos alegando que os valores estabelecidos pelo governo no programa de subvenção limitavam importações.

    Para receber os subsídios, a Petrobras e importadores têm que congelar seus preços. Mas importadores alegaram que um valor básico estabelecido levou em conta uma cotação que impediu compras externas, o que acabou ajudando a estatal, que detém praticamente o monopólio de refino no país e dominância na produção de petróleo.

    Além de o programa ter ajudado a empresa a recuperar mercado, a companhia ainda lançou cerca de 590 milhões de reais em subsídios ao diesel no resultado do segundo trimestre. Esse dinheiro, ainda a ser recebido do governo, é uma compensação pelo fato de a Petrobras ter congelado o valor do combustível na refinaria, e não estar vendendo o produto de acordo com a sua política de preços, que visa seguir parâmetros como o mercado internacional e câmbio.

    'Um conjunto grande de empresas aderiu ao programa de subvenção, e o que ocorreu foi uma redução no volume de importação (de diesel) e um pequeno aumento do 'market share' da Petrobras...', disse o presidente-executivo da Petrobras, Ivan Monteiro, após a divulgação dos resultados do segundo trimestre, cujo lucro líquido superou 10 bilhões de reais.

    'O que a Petrobras defende é que haja saudável competição entre Petrobras e agentes em benefício do consumidor.'

    Apesar de ter admitido queda das importações de concorrentes, ele disse que está sendo retomada uma normalidade do mercado, no qual a competição tende a se acirrar no segundo semestre, acrescentou Monteiro.

    Em junho, a Petrobras registrou uma participação de mercado de 87 por cento no segmento de diesel ante 74 por cento na média de 2017. Em março, o 'market share' era de 77 por cento.

    Concorrentes da Petrobras se queixam do programa de subsídios criado após a greve dos caminhoneiros em maio e acusam a empresa de praticar preços predatórios, abaixo da paridade de importação.

    Mas a empresa também recuperou mercado de gasolina, que não está incluída no programa de subsídios.

    A Petrobras informou que seu 'market share' de gasolina aumentou em junho para 85 por cento, ante 80 por cento em março e 83 por cento na média de 2017.

    Diante disso, o fator de utilização das refinarias em junho subiu para 81 por cento, ante média de 77 por cento em 2017, versus 72 por cento em março.

    O diretor de refino e gás da Petrobras, Jorge Celestino, afirmou a jornalistas que o fator de utilização continuará neste nível ou maior nos próximos meses, mas reforçou que a recuperação de concorrentes no mercado se dará com o aprendizado em relação ao programa de subvenção.

    'Os agentes precisam aprender a trabalhar com esse modelo, mas a gente acredita que é um modelo competitivo, e vai trazer competição para o mercado', afirmou.

    PAGAMENTOS ATRASADOS

    Monteiro descartou qualquer insegurança em relação aos pagamentos de subsídio, que estão atrasados.

    Segundo o executivo, o programa é muito novo e é natural que o governo demore um pouco no início.

    O diretor da Área Financeira e de Relacionamento com Investidores, Rafael Grisolia, afirmou que a empresa calcula que a Petrobras tem a receber 590 milhões de reais, já reconhecidos no resultado do segundo trimestre, em setor de contas a receber.

    (Por Marta Nogueira e Rodrigo Viga Gaier)

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    Plano para reduzir subsídio na conta de luz enfrenta resistência até no governo

    Por Luciano Costa

    SÃO PAULO (Reuters) - Um plano do Ministério de Minas e Energia para reduzir as contas de luz por meio do corte de subsídios embutidos nas tarifas de energia tem enfrentado resistência de alguns setores antes beneficiados pelas políticas de incentivo, mas também dentro do governo, um sintoma da disputa por verbas públicas num ambiente de déficit fiscal.

    A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um fundo abastecido por um encargo tarifário, irá consumir 18,8 bilhões de reais neste ano para custear políticas que incluem descontos para clientes de baixa renda, empresas de serviços públicos de água, esgoto e saneamento e para consumidores rurais que utilizam serviços de irrigação, entre outros.

    Para reduzir essa conta, que tem crescido nos últimos anos, técnicos da pasta de Minas e Energia sugeriram medidas que incluiriam um corte gradual nos benefícios para os consumidores rurais e do setor de água e saneamento, além de uma redução no universo de famílias que podem ter acesso à chamada tarifa social , mais barata, entre outras.

    Mas as propostas sofreram críticas em uma consulta pública realizada pela pasta, que incluíram até questionamentos do Ministério das Cidades, que defendeu a manutenção de um desconto de 15 por cento nas tarifas concedido às empresas de água e esgoto.

    A pasta de Minas e Energia quer reduzir em 20 por cento ao ano o benefício do segmento, que custou 694,3 milhões de reais em 2016.

    A extinção ou redução do subsídio... para o setor de saneamento representaria, a nosso ver, um retrocesso , afirmou a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, do Ministério das Cidades.

    Caso o Ministério de Minas e Energia entenda que os subsídios devem ser reduzidos ou extintos, entendemos que, em razão dos impactos... quaisquer modificações devem acontecer a partir de um período mínimo de 10 anos, para que o setor tenha tempo de adaptar-se aos novos custos de energia , defendeu a secretaria.

    A opinião do órgão de governo vai na mesma linha da posição da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe), que vê o corte de subsídios como impactante , principalmente para as estatais do setor.

    Seria um contrassenso, na presente conjuntura, as empresas virem a ser prejudicadas com uma retirada de subsídio de alta relevância no custeio das mesmas quando, ao contrário, se busca a expansão do setor , escreveu a entidade.

    AGRICULTURA E BAIXA RENDA

    Também estão entre propostas do Ministério de Minas e Energia a restrição da chamada tarifa social a consumidores enquadrados no programa Bolsa Família, limitações em descontos garantidos a consumidores rurais e uma revogação gradual de reduções tarifárias para atividades rurais de irrigação.

    Os benefícios às famílias carentes consumiram cerca de 2,3 bilhões de reais em 2016, enquanto os concedidos ao setor rural demandaram mais de 3,2 bilhões de reais, sendo a maior parte destinada a consumidores no campo, enquanto a irrigação ficou com cerca de 650 milhões de reais.

    O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) avaliou que a mudança na tarifa social irá deixar expostas muitas famílias de baixa renda, nas quais a energia elétrica corresponde um considerável custo no orçamento familiar , enquanto a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) defendeu a manutenção dos subsídios a seu setor.

    Não existe condição de passarmos os aumentos de custos diretamente para os nossos produtos como ocorre com outros setores... no caso da agropecuária, esses custos são absorvidos pelos produtores e em alguns casos poderão inviabilizar a produção irrigada , afirmou a entidade.

    Os ministérios de Agricultura e do Desenvolvimento Social não participaram da consulta pública da pasta de Minas e Energia.

    BRIGA NATURAL

    A briga entre setores por subsídios na conta de luz e o movimento do governo para reduzir os custos com esses benefícios refletem uma disputa que deverá se tornar cada vez mais comum no Brasil devido ao estrangulamento fiscal da União, disse à Reuters o especialista em energia do Cescon Barrieu Advogados, Roberto Lima.

    É uma discussão que está em praticamente todos os setores... quanto mais escassos os recursos, mais intensa vai ser essa briga, e estamos indo para o terceiro ano de déficit fiscal expressivo , disse.

    Nesse sentido, o plano para reduzir os custos com subsídios é positivo, principalmente porque força o governo a analisar questões como a eficiência dos benefícios concedidos frente ao custo e os critérios para concessão de descontos, afirmou a sócia da área de Infraestrutura e Energia do escritório de advocacia Machado Meyer, Ana Karina de Souza.

    Ela defendeu que o governo conduza as medidas com transparência e discussão junto aos afetados, até para evitar eventuais entraves legais aos planos.

    Poderia haver judicialização, daqueles que fazem jus aos benefícios e eventualmente se sintam impactados ou até prejudicados... mas é um trabalho que tem que se fazer, não pode ter medo , afirmou.

    Procurado, o Ministério de Minas e Energia disse que realizou a consulta pública justamente para promover a participação da sociedade e orientar sua atuação na busca pela redução de custos.

    (Por Luciano Costa)

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