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    Temer é solto e volta para casa em São Paulo após decisão do STJ

    (Reuters) - O ex-presidente Michel Temer foi solto e voltou para casa em São Paulo nesta quarta-feira, um dia após decisão unânime da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de substituir a prisão preventiva por medidas alternativas à detenção.

    'Eu disse que aguardaria com toda tranquilidade e com toda serenidade a decisão do Superior Tribunal de Justiça, que se deu no dia de ontem, como vocês puderam perceber', disse Temer em pronunciamento a jornalistas na porta de sua casa, após deixar o Comando de Policiamento de Choque da Polícia Militar de São Paulo, na região central da capital paulista, onde estava preso.

    Essa é a segunda vez que Temer é preso e posteriormente colocado em liberdade no âmbito de uma investigação que apura desvios de recursos na Eletronuclear.

    Em março, o ex-presidente ficou preso por alguns dias por ordem do juiz federal Marcelo Bretas, responsável pela operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Essa detenção foi revogada por liminar do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

    Ao determinar a libertação de Temer pela segunda vez, a 6ª Turma do STJ decidiu proibir o contato de Temer com outros investigados, incluindo o ex-coronel da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, que também foi solto.

    O STJ também determinou que Temer fica proibido de ocupar cargo de direção partidária, de mudar de endereço e de deixar o país, e ordenou a retenção do passaporte e o bloqueio de bens para garantir a instrução do processo.

    O advogado de Temer, Eduardo Carnelós, afirmou que a decisão do STJ estabeleceu 'de forma muito clara' que não há qualquer fundamento para manter Temer preso preventivamente.

    'Nós, a partir de agora, aguardamos que possamos apresentar as defesas contra as acusações que já foram feitas, e tudo será decidido, como deve ser no Estado Democrático de Direito, pelo Poder Judiciário, obedecidos os ritos previstos na lei', disse.

    'Temos absoluta convicção de que todas essas acusações serão destruídas porque, na verdade, elas não têm nenhum embasamento probatório consistente, estão todas calcadas nas palavras de delatores e, portanto, nós estamos tranquilos', disse.

    (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

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    Por unanimidade, Turma do STJ concede liberdade a Temer

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - Por unanimidade, a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça-feira conceder liberdade ao ex-presidente Michel Temer, que está preso preventivamente desde a semana passada em investigação que apura desvios de recursos na Eletronuclear.

    A maioria da corte determinou a substituição da prisão preventiva de Temer e do ex-coronel da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, também beneficiado pela decisão, por outras medidas alternativas à detenção.

    Os ministros decidiram proibir o contato de Temer e do coronel Lima com outros investigados, de ocupar cargo de direção partidária, de mudar de endereço e de deixar o país, ordenou a retenção dos passaportes e ainda o bloqueio de bens de ambos para garantir a instrução do processo.

    O colegiado entendeu que não havia justificativas legais para manter a prisão de Temer porque ele não seria ameaça para a instrução do processo -- uma das razões usadas para se decretar a prisão preventiva.

    Essa é a segunda vez na investigação do caso da Eletronuclear que Temer será colocado em liberdade. Em março, ele ficou preso por alguns dias por ordem do juiz federal Marcelo Bretas, responsável pela operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Posteriormente, essa detenção foi revogada por liminar do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

    Atualmente, o ex-presidente está preso no Comando de Policiamento de Choque da Polícia Militar de São Paulo, na região central da capital paulista.

    FATOS ANTIGOS

    Os ministros seguiram a linha do voto do relator, ministro Antônio Saldanha, de que os fatos que envolvem Temer eram 'razoavelmente antigos', ocorridos entre 2011 e 2015, e que o ex-presidente não exerce mais nenhum cargo de relevo em que poderia atrapalhar a apuração.

    Segundo o relator, não há nenhum 'fato concreto recente' cometido por Temer, como tentativa de esconder e destruir provas. Para Saldanha, sem isso, não se pode manter a prisão preventiva, que poderia se constituir em uma antecipação de pena.

    'A gravidade dos delitos imputados não constitui argumento por si só para a necessidade da prisão', disse o relator.

    A ministra Laurita Vaz seguiu o voto do relator e argumentou que o combate à corrupção não pode ser feito de qualquer jeito.

    'Não há outro caminho. O Brasil precisa ser passado a limpo. Entretanto, essa luta não pode virar caça às bruxas, com ancinhos e tochas nas mãos, buscando culpados sem preocupação com princípios e garantias individuais que foram construídos ao longo de séculos. É dever do Judiciário garantir em todos os casos o devido processo legal', disse.

    Sem citar nomes, o presidente da turma, Nefi Cordeiro, teceu duras críticas sobre a postura de magistrados.

    'Juiz não enfrenta crimes, juiz não é agente de segurança pública, não é controlador da moralidade da social ou dos destinos políticos da nação', disse o ministro.

    'O juiz criminal deve conduzir o processo pela lei e pela Constituição, com imparcialidade e, somente ao fim do processo, sopesando adequadamente as provas, reconhecer a culpa ou declarar a absolvição', disse. 'Juiz não é símbolo de combate à criminalidade', destacou.

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    Sócio da Gol fecha delação e acusa Temer em acordo de propina para campanha

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O empresário Henrique Constantino, um dos sócios da companhia aérea Gol, fechou um acordo de delação premiada com a força-tarefa da operação Greenfield e acusou, em depoimento ao Ministério Público Federal em Brasília, políticos do MDB --como o ex-presidente Michel Temer, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o deputado cassado Eduardo Cunha--, segundo documentos tornados públicos nesta segunda-feira.

    Na delação, o empresário disse que houve pagamentos de propina em troca da liberação de financiamentos da Caixa Econômica Federal para suas empresas.

    Henrique Constantino relatou, em depoimento feito no dia 25 de fevereiro a procuradores da República, que participou de uma reunião com o então vice-presidente da República Michel Temer, em 2012, na qual houve a solicitação de 10 milhões de reais em troca da atuação dos emedebistas em favor dos financiamentos pleiteados pelo seu grupo empresarial na Caixa.

    Segundo o empresário, o repasse de 10 milhões de reais foi efetuado por meio de pagamentos para a campanha a prefeito de São Paulo de Gabriel Chalita, à época filiado ao MDB, por meio de empresas indicados pelo doleiro Lúcio Funaro.

    Temer está preso preventivamente desde a semana passada após o Tribunal Regional Federal da 2ª Região ter revertido decisão anterior que permitia o ex-presidente responder em liberdade a investigações sobre corrupção na Eletronuclear, uma apuração que é desdobramento da operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

    Parte dos termos da delação foi tornada pública nesta segunda-feira por decisão do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal.

    'Considerando que ainda está em curso o prazo para respostas à acusação e a juntada pelo MPF dos termos de colaboração firmados com o denunciado Henrique Constantino no que diz respeito aos fatos objeto deste processo, levanto o sigilo da decisão homologatória do referido acordo, com obstrução do teor que não corresponde a este processo', disse o magistrado.

    Em nota, a defesa de Temer disse ter se surpreendido com a divulgação da delação e do depoimento, ao qual disse considerar 'estranha' na véspera do julgamento do Superior Tribunal de Justiça que poderá colocar o ex-presidente em liberdade. Disse que fica 'evidente o propósito de constranger os ministros'.

    'Ao que se noticia, parte do relato feito pelo novo delator premiado estaria fundada na palavra de outro delator, que nunca esteve com Michel Temer, e cuja credibilidade é nenhuma', disse a nota do advogado Eduardo Carnelós.

    'De qualquer forma, desde já Michel Temer reitera que nunca cometeu crimes de nenhuma natureza, e repele essa prática odiosa que se usa para persegui-lo judicialmente, sempre com base em delações de quem se beneficia com os relatos mentirosos que faz, os quais são vazados propositalmente para prejudicar Temer', completou a nota.

    Para Carnelós, é preciso 'dar um basta a tantos e tão ousados abusos, perpetrados por aqueles que têm o dever de zelar pelo cumprimento da lei, mas ao contrário disso, a violam'.

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    Temer se entrega à PF em São Paulo e terá pedido de liberdade julgada pelo STJ na 3ª feira

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O ex-presidente Michel Temer entregou-se na tarde desta quinta-feira na sede da Polícia Federal em São Paulo, um dia após desembargadores do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) terem cassado habeas corpus anterior e ordenado o retorno do emedebista à prisão preventiva por envolvimento na operação Lava Jato.

    O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o pedido de liberdade apresentado pela defesa de Temer será julgado na próxima-terça-feira.

    O TRF-2 tinha cassado habeas corpus que beneficiava o ex-presidente e o ex-coronel da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, amigo pessoal de Temer.

    O ex-presidente e Lima haviam sido presos em março no âmbito da operação Descontaminação, que apura desvios de recursos na Eletronuclear e soltos poucos dias depois, graças ao habeas corpus agora cassado.

    A Justiça tinha dado um prazo para que Temer se entregasse até às 17h desta quinta-feira. O ex-presidente disse que iria se apresentar voluntariamente -- fez isso antes das 15 horas.

    Temer teve atendido o pedido para permanecer em São Paulo, Estado de sua residência, evitando que fosse levado ao Rio de Janeiro.

    Em outra frente de investigação, Temer, Lima, Carlos Alberto Costa, sócio do coronel, e empresas tiveram recursos bloqueados pela Justiça Federal no âmbito do chamado processo do inquérito dos portos.

    A decisão de bloqueio de bens e valores, que é de 29 de abril, ultrapassa 32,6 milhões de reais. As buscas no CPF e no CNPJ dos envolvidos resultaram na indisponibilidade de 15 veículos, imóveis, com valores ainda não divulgados, e cerca de 514 mil reais. O sigilo dos autos foi levantado nesta quarta-feira.

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    Justiça determina volta de Temer à prisão, ex-presidente diz que se entrega na 5ª

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Tribunal Regional Federal da 2ª Região cassou nesta quarta-feira por 2 votos a 1 o habeas corpus que beneficiava o ex-presidente Michel Temer e determinou que ele volte à prisão, ao passo que Temer disse a jornalistas que se entregará à polícia na quinta-feira.

    O tribunal também cassou o habeas corpus que beneficiava o ex-coronel da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, amigo pessoal de Temer.

    Temer e Lima haviam sido presos em março no âmbito da operação Descontaminação, que apura desvios de recursos na Eletronuclear e solto poucos dias depois, graças ao habeas corpus agora cassado.

    Os desembargadores do TRF-2 mantiveram os habeas corpus para outros cinco presos na operação, um braço da Lava Jato, entre eles, o ex-ministro Moreira Franco.

    Os desembargadores da 1ª Turma do tribunal Paulo Espírito Santo e Abel Gomes votaram favoravelmente à cassação do habeas corpus concedido monocraticamente pelo desembargador Ivan Athié, que manteve a decisão no voto desta quarta.

    A decisão dos desembargadores prevê que Temer e Lima se apresentem imediatamente.

    Falando a jornalistas em São Paulo, o ex-presidente, no entanto, disse que se entregará espontaneamente na quinta-feira e criticou a decisão.

    'Amanhã me apresento, vou combinar com o advogado, com toda a tranquilidade, sem problema nenhum. Não há equívoco em relação a minha conduta', disse Temer.

    O advogado do ex-presidente, Eduardo Carnelós, também disse que seu cliente vai se entregar na quinta feira, e pediu para que não ocorra uma condução, como foi feito em março.

    Carnelós acrescentou que vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar anular a decisão do TRF-2. Ele considerou a decisão de revogar o habeas corpus uma injustiça lamentável.

    “Vamos pedir que a corte superior restabeleça a liberdade do ex-presidente... mas seguramente ele vai se apresentar amanhã', disse.

    'Mas pedi que ele tenha a possibilidade de se apresentar sem ser alvo de uma exposição absurda e uma violência como aconteceu em 21 de março', disse ele a jornalistas na saída do julgamento. “Só posso lamentar essa decisão. Considero uma injustiça e que não há fundamentos para prisão”, acrescentou.

    Temer e outros presos na operação Descontaminação foram acusados de serem integrantes de uma quadrilha que se beneficiou de desvios de recursos em contratos de obras da usina de Angra 3 e de publicidade do aeroporto de Brasília. O MPF acusou o ex-presidente de ser o líder de uma organização criminosa que atuou por cerca de 40 anos no desvio de recursos públicos.

    A procuradora Silvana Batini , do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, considerou a decisão de revogar o habeas corpus de Temer uma postura justa e correta do TRF-2.

    'Diante de todos fatos, provas e documentos, foi feita justiça hoje aqui e se restabeleceu a realidade dos fatos”, disse ela.

    'Entendemos que essa é uma organização criminosa que vem atuando há 40 anos e a ligação entre Lima e Temer vem desde a década de 1980 no Estado de São Paulo, formando uma parceria criminosa... a organização criminosa se confunde com a vida política dessas pessoas”, finalizou.

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    Temer vira réu pela sexta vez, agora por organização criminosa e tentar obstruir Lava Jato

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - A Justiça Federal em Brasília decidiu tornar o ex-presidente Michel Temer réu em um processo pela sexta vez, e ele vai responder por organização criminosa e por tentar obstruir as investigações da operação Lava Jato.

    Em decisão tomada na sexta-feira e tornada pública nesta segunda, o juiz Marcus Vinícius Reis Barros aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público. É mais um revés contra o ex-presidente -- que chegou a ficar preso preventivamente por uns dias em março por outro caso.

    Inicialmente, a acusação tinha sido oferecida pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em 2017 ao Supremo Tribunal Federal e se referia ao episódio em que Temer teria incentivado o delator Joesley Batista, da J&F, a pagar propina ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha para que ele permanecesse em silêncio e não fizesse um acordo de colaboração premiada.

    Numa conversa grava por Joesley no Palácio do Jaburu, Temer disse em relação a Cunha: 'Tem que manter isso, viu?' Para Janot, isso se referia à manutenção da propina.

    Essa acusação feita por Janot ficou paralisada até Temer deixar a Presidência e, posteriormente ratificada pelo MPF de Brasília -- para onde foi a denúncia diante do fato de ele ter perdido foro privilegiado.

    'A denúncia se fez acompanhar de documentos que lhe conferem verossimilhança', disse o magistrado, citando uma série de documentos.

    Os ex-ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral) também viraram réus pelo crime de organização criminosa nesse caso.

    Em nota, o advogado Eduardo Carnelós, que representa Temer, disse que a acusação se baseia em delações de criminosos confessos que buscam escapar da responsabilidade pelos crimes e usufruir dos bens obtidos com eles.

    'Michel Temer nunca integrou organização criminosa nem obstruiu a Justiça, e por isso também essa acusação será desmascarada a seu tempo', escreveu Carnelós.

    Já o advogado Daniel Gerber, que representa Padilha, disse que o ex-ministro 'se manifestará apenas nos autos do processo'.

    Antonio Pitombo, advogado que defende Moreira Franco, disse que a acusação é desvinculada da realidade e que seu cliente será absolvido.

    'A defesa de Wellington Moreira Franco vem manifestar a convicção de que ele será excluído da ação penal, ou absolvido, quando seus argumentos sobre os fatos chegarem ao conhecimento de juiz ou tribunal imparcial. A acusação é uma peça inventiva, desvinculada da verdade', afirmou.

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    Temer se torna réu no inquérito dos Portos

    BRASÍLIA (Reuters) - A justiça federal de Brasília aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal e tornou o ex-presidente Michel Temer réu no chamado inquérito dos portos, em que o emedebista é acusado de receber recursos ilícitos em troca da edição de um decreto que beneficiava empresas que exploravam a operação do porto de Santos.

    O inquérito, aberto originalmente no Supremo Tribunal Federal quando Temer ainda era presidente, foi enviado à Justiça Federal de Brasília no início deste ano pelo ministro Luís Roberto Barroso quando Temer perdeu o foro privilegiado.

    Temer é acusado dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

    A defesa de Temer disse se trata 'de mais uma acusação absurda, sem amparo na prova dos autos'.

    'Ao contrário: a Rodrimar, que teria sido beneficiada pelo Decreto dos Portos, não o foi! E isso, repita-se, está provado no inquérito. Infelizmente, ainda será necessário tempo para pôr fim aos danos causados a Temer pelas acusações infundadas que tiveram início numa negociata efetuada com confessos criminosos', afirmou o advogado Eduardo Carnelós, em nota.

    Com a decisão da Justiça de Brasília, o ex-presidente passa a ser réu em cinco processos, com dois na capital federal, um em São Paulo e dois no Rio de Janeiro.

    Temer chegou a ser preso no mês passado por determinação da Justiça Federal do Rio de Janeiro dentro de um outro inquérito, que investiga irregularidades na construção da usina de Angra 3, no estado. O ex-presidente foi solto dias depois em um habeas corpus concedido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

    O juiz Marcus Vinícus Reis Bastos também tornou réus no caso o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, João Baptista Lima Filho, o Coronel Lima, amigo de Temer, Carlos Alberto Costa, sócio de Lima, Antônio Celso Grecco, dono da empresa Rodrimar, que teria se beneficiado do decreto, e Ricardo Mesquita, diretor do grupo. Os acusado têm negado 7irregularidades em seus atos.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu, em Brasília; reportagem adicional de Eduardo Simões, em São Paulo)

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    Temer volta a virar réu, dessa vez por lavagem de dinheiro em São Paulo

    Por Eduardo Simões

    SÃO PAULO (Reuters) - O ex-presidente Michel Temer tornou-se réu mais uma vez nesta quinta-feira, desta vez por lavagem de dinheiro na Justiça Federal em São Paulo, num processo em que o Ministério Público Federal afirma que recursos de propina pagaram uma reforma na casa de Maristela Temer, filha do ex-presidente.

    Além de Temer, também tornaram-se réus a filha do ex-presidente, o coronel da reserva da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima Filho e Maria Rita Fratezi, esposa do Coronel Lima.

    Para o juiz federal substituto Diego Paes Moreira, responsável por aceitar a denúncia feita pela força-tarefa da operação Lava Jato em São Paulo, a peça acusatória elaborada pelo MPF atende os requisitos formais 'eis que apresenta a exposição dos fatos imputados aos acusados, com suas circunstâncias, qualifica os acusados e indica a classificação do crime conforme a opinião do órgão de acusação', de acordo com a decisão do magistrado.

    'A narrativa é clara o suficiente para permitir o exercício do direito de defesa e os fatos narrados configuram, em tese, infração penal', escreveu o juiz.

    'A denúncia é ainda lastreada em indícios mínimos de autoria e de materialidade da infração penal imputada aos acusados... bem como dos delitos apontados como antecedentes', acrescentou.

    De acordo com o Ministério Público Federal em São Paulo, a reforma na casa da filha de Temer foi paga com recursos de propinas pagas ao ex-presidente em troca de contratos para obras na usina nuclear de Angra 3. O Coronel Lima e sua esposa teriam pago a reforma, que custou 1,6 milhão de reais de acordo com o MPF, em espécie.

    O Coronel Lima, um amigo pessoal do ex-presidente, é apontado por procuradores da Lava Jato no Rio de Janeiro e em São Paulo como um 'faz-tudo' e um operador financeiro de Temer. Os investigadores da operação em solo fluminense dizem ainda que o ex-presidente é o chefe de uma organização criminosa que atua há 40 anos desviando recursos públicos.

    Procurado, o advogado Eduardo Carnelós, que representa Temer, não respondeu de imediato ao pedido de comentário feito pela Reuters. Quando da apresentação da denúncia pelo Ministério Público, o advogado negou que o ex-presidente tenha cometido quaisquer irregularidades.

    As defesas de Maristela Temer, do Coronel Lima e de Maria Rira Fratezi tampouco se manifestaram de imediato quando procuradas pela reportagem.

    Temer já é réu na Justiça Federal do Distrito Federal no caso que trata do episódio em que o ex-deputado e ex-assessor do ex-presidente Rodrigo Rocha Loures foi gravado em uma operação controlada da Polícia Federal transportando uma mala com 500 mil reais que seria de propina destinada a Temer, segundo o acordo de delação premiada de executivos da J&F, holding que controla a JBS.

    O ex-presidente também é réu na Justiça Federal do Rio de Janeiro em um dos processos que tratam da operação Descontaminação, que apura desvios na Eletronuclear em contratos para obras na usina nuclear de Angra 3.

    Num dos casos, o ex-presidente é acusado de receber propina da empresa Engevix em troca dos contratos e, no outro, estaria envolvido em irregularidades em um contrato de publicidade no aeroporto de Brasília, que teria sido usado, segundo o MPF, para dissimular recebimento de propina.

    Temer chegou a ser preso no âmbito da Descontaminação no dia 21 de março e posteriormente solto por habeas corpus em caráter liminar concedido pelo desembargador Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) no dia 25 do mês passado.

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    Temer vira réu na Lava Jato em processo sobre desvios na Eletronuclear

    Por Rodrigo Viga Gaier e Eduardo Simões

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - O ex-presidente Michel Temer tornou-se réu nesta terça-feira em processos ligados à operação Lava Jato no Rio de Janeiro, informou a Justiça Federal fluminense.

    O juiz federal Marcelo Bretas, responsável pelos casos da Lava Jato no Rio, aceitou denúncias feitas pelo Ministério Público Federal (MPF), uma no âmbito da operação Descontaminação, que apura irregularidades em obras da usina nuclear de Angra 3, e outra em contratos de publicidade no aeroporto de Brasília.

    Com a decisão, Bretas transformou Temer em réu nos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e peculato (apropriação de verbas públicas).

    O ex-presidente é acusado pela força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro de ter recebido propinas da empresa Engevix em troca de contratos com a Eletronuclear para realizar obras em Angra 3 e de envolvimento na contratação fictícia de uma empresa de publicidade no aeroporto de Brasília como forma de dissimular o pagamento de propina.

    Também tornaram-se réus o ex-ministro Moreira Franco, o coronel da reserva da Polícia Militar de São Paulo e amigo pessoal de Temer João Baptista Lima Filho, o ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva.

    'Observo, portanto, que o órgão ministerial expôs com clareza os fatos criminosos e suas circunstâncias, fazendo constar a qualificação dos denunciados e a classificação dos crimes', escreveu Bretas em sua decisão.

    Temer, Moreira e o Coronel Lima foram presos no dia 21 de março no âmbito da operação Descontaminação e soltos no dia 25 por decisão liminar do desembargador Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. O Ministério Público recorreu da decisão do desembargador para que o ex-presidente seja novamente preso.

    Em nota, o advogado Eduardo Carnelós, que representa Temer, disse que o recebimento da denúncia por Bretas já estava anunciado e voltou a negar que o ex-presidente tenha cometido irregularidades.

    'Reitere-se o que já se disse quando do oferecimento das imputações: Michel Temer nunca praticou nenhum dos crimes narrados, e as acusações insistem em versões fantasiosas, como a de que Temer teria ingerência nos negócios realizados por empresa que nunca lhe pertenceu', afirmou.

    'Ainda que tardiamente, essas e as demais acusações que se fazem ao ex-presidente terão o destino que merecem: a lata de lixo da História!', afirmou o advogado.

    Mais cedo, a força-tarefa da Lava Jato em São Paulo denunciou Temer pelo crime de lavagem de dinheiro.

    Temer também tornou-se réu, na semana passada, na Justiça Federal do Distrito Federal no processo que trata do caso em que o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures recebeu, supostamente como intermediário do ex-presidente, uma mala com 500 mil reais que, segundo o Ministério Público, era dinheiro de propina paga pelo grupo J&F, controladora da JBS.

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