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    Após início embalado, Temer encerra governo de modo apático e sob sombra de denúncias

    Por Alexandre Caverni

    SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Michel Temer encerra de forma apática um governo que começou a todo vapor, entregou parte das reformas prometidas e trouxe melhoras na economia, mas deixou para trás a mais importante, a alteração das regras previdenciárias, atropelado politicamente por denúncias.

    Temer assumiu em maio de 2016 provisoriamente, com o afastamento da então presidente petista Dilma Rousseff, de quem era vice, obrigada a deixar a Presidência, enquanto enfrentava um processo de impeachment. A posse definitiva do emedebista ocorreu no final de agosto, após o Senado aprovar o impeachment.

    Embalado pela maioria que se formou no Congresso para o impeachment, rapidamente Temer conseguiu aprovar a emenda constitucional do chamado teto dos gastos, uma dura regra para controlar as despesas da União e tentar equilibrar as contas públicas, mergulhadas em um profundo déficit primário.

    Com a melhora do clima político, a confiança dos mercados e dos empresários começou a se recuperar e o quadro econômico melhorou, derrubando a inflação e, ao mesmo tempo, a taxa básica de juros.

    O IPCA, medida que baliza a meta de inflação do governo, tinha acumulado alta de 9,32 por cento nos 12 meses encerrados em maio de 2016. Agora, nos 12 meses encerrados em novembro, o IPCA acumulou elevação de 4,05 por cento. A Selic, que estava em 14,25 por cento ao ano, agora está em 6,50 por cento, seu piso histórico.

    Ainda com força política, Temer conseguiu que o Congresso aprovasse o que chamou de modernização trabalhista, alterando algumas regras em vigência há décadas. Na onda das mudanças necessárias, o presidente prometeu uma proposta de reforma da Previdência para os primeiros 30 dias de governo.

    Depois de meses de negociações, quando tentava garantir os votos necessários para aprovar a reforma na Câmara dos Deputados, Temer foi atingido em maio de 2017 pela revelação de uma conversa comprometedora com o empresário Joesley Batista, do grupo J&F.

    Com a delação de Joesley e outros executivos do grupo, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou duas denúncias criminais contra Temer em 2017, fato inédito para um presidente no exercício do mandato.

    O emedebista acabou gastando praticamente todo seu capital político para impedir que os deputados autorizassem o Supremo Tribunal Federal a julgar as denúncias contra ele.

    A partir daí, e com a proximidade cada vez maior das eleições gerais de outubro deste ano, pouco restou para Temer fazer no comando do Executivo federal.

    Sem força política, não conseguiu aprovar a crucial reforma da Previdência, mesmo depois de ter feito inúmeras concessões, que abrandaram em muito a proposta inicial.

    Não apenas Temer foi atingido por escândalos. Outros membros do primeiro escalão de seu governo acabaram delatados, denunciados e mesmo presos, como o ex-ministro Geddel Vieira Lima, também do MDB.

    Em fevereiro deste ano, o presidente decretou a intervenção federal na área da segurança pública do Estado do Rio de Janeiro, sepultando de vez as possibilidades de aprovação de novas medidas mais ambiciosas --o Congresso não pode emendar a Constituição quando está em vigor uma intervenção federal.

    Apesar de enfrentar recordes de impopularidade, agravada por uma greve dos caminhoneiros que paralisou o país em maio, Temer ainda cogitou, ou pelo menos disse cogitar, disputar um novo mandato como presidente na eleição de outubro. Mas acabou desistindo em favor de seu ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que fracassou na campanha, mesmo se esforçando por se afastar do governo de que fizera parte.

    Na semana passada, Temer foi denunciado mais uma vez, desta vez pela procuradora-geral da República escolhida por ele, Raquel Dodge, com base no chamado inquérito dos portos. Dodge denunciou o presidente e outras cinco pessoas por corrupção e lavagem de dinheiro.

    Apesar disso, ao final de dois anos e meio de governo, tendo batido recordes de impopularidade --em seu pior momento o governo chegou a ter avaliação ruim/péssima por 82 por cento da população, em junho deste ano, segundo o Datafolha--, Temer encerra o mandato com um quadro melhor junto à opinião pública.

    Chegou a brincar com a irônica campanha “Fica Temer”, surgida nas redes sociais como reação à eleição de Jair Bolsonaro, a quem passa a faixa presidencial na próxima terça-feira.

    'A história do café frio é verdade, mas as pessoas se surpreendem porque na minha sala ainda tem café quente', brincou o presidente durante discurso no início deste mês.

    Nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira mostrou que a avaliação ruim/péssima recuou para 62 por cento. Mas a ponta positiva --avaliação ótima/boa-- pouco melhorou, passando de 3 para 7 por cento. O maior incremento foi na avaliação regular, que foi de 14 a 29 por cento.

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    Temer deve editar nesta quinta novo indulto natalino, diz Marun

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Michel Temer deve assinar ainda nesta quinta-feira um novo decreto de indulto natalino, mesmo depois de algumas dúvidas pelo fato de o Supremo Tribunal Federal não ter terminado a votação da liminar que no ano passado derrubou o decreto assinado por Temer, informou o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun.

    O governo chegou a cogitar não editar um novo indulto este ano, depois que o publicado em 2017 foi suspenso por uma liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Roberto Barroso por supostamente ajudar na liberação de políticos condenados por corrupção.

    Mas, segundo Marun, com a votação do STF definida a favor do poder do presidente de editar os indultos --a decisão final foi suspensa por um pedido de vistas do ministro Luiz Fux mas já com maioria garantida a favor do presidente--, Temer voltou atrás.

    'Pesou também a posição da defensoria pública', disse o ministro.

    Os detalhes do indulto deste ano, segundo Marun, ainda estão sendo definidos. O ministro não quis explicar se Temer cogita deixar de fora condenados por crimes do colarinho branco --o que excluiria políticos.

    'O presidente está avaliando para que não tenhamos novamente um indulto sem efetividade. Eu acredito que ele vai se basear em indultos que já foram promulgados e cumpridos sem qualquer oposição da Suprema Corte', disse, durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto.

    O decreto editado em 2017 perdoava condenados por corrupção que tivessem cumprido um quinto da pena até 25 de dezembro de 2017. O ponto foi questionado pela Procuradoria-Geral da República e levou à liminar concedida por Barroso suspendendo os seus efeitos.

    De acordo com Marun, o decreto deve levar em conta os aspectos de bom comportamento, ter cometido crime não violento e ter cumprido um quarto da pena.

    DÍVIDA RURAL

    Marun revelou ainda que Temer não vai assinar a prorrogação da adesão ao parcelamento das dívidas dos produtores rurais, que vence no próximo dia 31, um pedido apresentado ao atual governo pela futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

    De acordo com o ministro, a conclusão no governo é que não há espaço no Orçamento para isso e o futuro governo, comandado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, terá que fazer as suas contas.

    'A futura ministra Tereza Cristina veio conversar e pedir uma prorrogação por três meses. Como está terminando esse orçamento agora, nós não temos espaço. Eu não sei nem se isso é um consenso no novo governo', disse o ministro.

    Até o próximo dia 31, o presidente assinará ainda o Orçamento de 2019, possivelmente sem vetos, disse Marun.

    Um outro tema espinhoso ainda não foi decidido. A aprovação pelo Congresso de incentivos fiscais para as Superintendências de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Amazonas (Sudam) e Centro-Oeste (Sudeco) até 2023, a um custo de 40 bilhões, está na mesa para ser ou não sancionado por Temer. O prazo final, no entanto, é 3 de janeiro e, segundo Marun, não há ainda decisão do presidente se irá sancionar ou deixar a decisão para Bolsonaro.

    ELEIÇÕES

    Na conversa com jornalistas, Marun revelou ainda que cogitou, apoiado por um grupo de parlamentares, ser candidato à Presidência pelo MDB. Na época, contou, Temer era o nome ainda do partido, e ele se colocou à disposição. O presidente, no entanto, pediu que ele seguisse no ministério.

    'Acho que ele preferiu não criar mais confusão', contou.

    Marun defendeu que o partido precisava de um candidato mais 'combativo' do que o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

    'Na época, o governo estava com 7 ou 8 por cento de aprovação. Se tivéssemos levado isso para a eleição, podíamos ter escrito outra história. O MDB estaria acima do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin', analisou.

    Alckmin terminou as eleições em quarto lugar, com 4,8 por cento dos votos. Meirelles, em sétimo, com 1,2 por cento.

    Ferrenho opositor do PT e um dos mais aguerridos defensores do impeachment da petista Dilma Rousseff, Marun questionou a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, pela primeira vez, fez críticas abertas à operação Lava Jato.

    'Eu me levo pelo livrinho e acho que Lula não deveria estar preso. Não poderia ser candidato, de qualquer forma. Mas eu entendo que o transitado em julgado no caso dele não aconteceu', disse.

    Marun defendeu que não há uma decisão ainda 'absolutamente conforme a Constituição', e que isso tem levado à confusões jurídicas, como a ocorrida na semana passada, em que o ministro do STF Marco Aurélio Mello concedeu uma liminar que libertaria Lula, cassada em seguida pelo presidente da corte, Dias Toffoli. 'Então que se mude a Constituição', defendeu.

    'Eu acho que a operação Lava Jato em muitos momentos tomou decisões que no mínimo flertaram com a extralegalidade', criticou, defendendo que está na hora do país avançar dentro da 'estrita legalidade'.

    'Temos que ver se o país vai caminhar para a reintrodução plena do Estado de Direito ou para a radicalicalização do estado de exceção', analisou.

    As críticas de Marun vieram em seguida a perguntas sobre a situação do presidente Michel Temer, denunciado pela PGR pela terceira vez na semana passada por corrupção, e que deve ver seus processos encaminhados para a primeira instância quando deixar o cargo.

    Segundo Marun, o presidente está 'muito tranquilo' e negou convites para atuar no exterior na área de educação, preferindo ficar no Brasil.

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    Terceira denúncia contra Temer não terá efeito prático sobre mandato do presidente

    BRASÍLIA (Reuters) - A terceira denúncia contra o presidente Michel Temer apresentada na quarta-feira pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, não terá efeitos práticos sobre o mandato do emedebista, já que o Congresso encerra suas atividades nesta semana e o ritual exigido para o avanço do processo toma mais tempo do que os 12 dias que restam ao denunciado à frente do Executivo.

    Na própria quarta-feira o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), descartou a possibilidade de a denúncia contra o presidente da República ser votada pelos deputados.

    “Aqui o plenário acaba na quinta-feira com uma sessão de acordos internacionais. Só o trâmite de uma denúncia, tem que passar na CCJ, um prazo de cinco sessões, me parece inviável que se possa votar algo nesse momento”, disse Maia a jornalistas. “Aqui é praticamente impossível votar.”

    Raquel Dodge denunciou Temer e outras cinco pessoas por corrupção e lavagem de dinheiro no chamado inquérito dos portos.

    A denúncia é resultado de uma investigação instaurada para apurar irregularidades na edição de decreto, em maio de 2017, que beneficiou empresas do setor portuário, com destaque para o Grupo Rodrimar, que opera no porto de Santos, de acordo com comunicado da PGR.

    Em evento no Palácio do Planalto nesta quinta-feira, Temer disse que a situação o 'chateia'.

    “Eu tive uma vida muito enaltecida, mas, apesar de tudo, uma vida discreta', disse o presidente. 'Portanto, quando vêm os ataques de natureza moral, daí que realmente isso me chateia, me aborrece. A única coisa que me aborrece. No mais, só posso orgulhar-me do que fiz ao longo do tempo.”

    Como a terceira denúncia contra Temer refere-se a um crime comum --e não de responsabilidade, que poderia gerar todo um processo de impeachment como o ocorrido com a ex-presidente Dilma Rousseff-- cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF) cuidar do caso. Antes, no entanto, a Câmara dos Deputados precisa autorizar o tribunal a levar o processo adiante.

    Essa autorização obedece um rito com prazos bem definidos de tramitação, algo impossível de se executar antes do final do mandato de Temer, já que o Congresso encerra suas atividades nesta sexta, após ter concluído a votação do Orçamento de 2019 na noite da quarta-feira.

    Pelas regras, ao chegar na Câmara, a denúncia contra um presidente da República é encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa após a notificação do acusado.

    Na CCJ, é conferido um prazo máximo de dez sessões para a manifestação da defesa. Depois, é aberto um novo prazo, de cinco sessões, para que o relator do caso na CCJ apresente um parecer --que pode ser pelo arquivamento, ou pelo acolhimento da denúncia.

    Esse parecer precisa ser votado pela comissão, e então segue ao plenário. Uma vez recebido pela Mesa Diretora da Câmara, o parecer da CCJ deverá ser incluído na ordem do dia da sessão seguinte. A autorização para o STF julgar a acusação precisa ser dada por 342 dos 513 deputados.

    A Câmara chegou a ter uma sessão nesta quinta-feira, esvaziada. O Senado encerrou seus trabalhos na quarta-feira.  O Congresso entra em recesso na sexta-feira e só retoma as atividades em fevereiro, quando ocorrem sessões preparatórias para a posse de novos deputados e eleição das Mesas Diretoras das duas Casas.

    Temer conseguiu evitar que a Câmara autorizasse o Supremo a julgar duas denúncias contra ele no ano passado.

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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    PGR denuncia Temer no inquérito dos portos por corrupção e lavagem de dinheiro

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou nesta quarta-feira o presidente Michel Temer e outras cinco pessoas por corrupção e lavagem de dinheiro no chamado inquérito dos portos.

    A denúncia é resultado de uma investigação instaurada para apurar irregularidades na edição de decreto, em maio de 2017, que beneficiou empresas do setor portuário, com destaque para o Grupo Rodrimar, que opera no Porto de Santos, de acordo com comunicado da Procuradoria-Geral da República.

    'Na denúncia, Raquel Dodge explica como se deram as negociações que levaram à edição do decreto que ampliou por até 70 anos a duração de dois contratos entre o poder público e empresas que exploram o setor portuário', disse nota da PGR.

    O Palácio do Planalto informou que Temer 'provará, nos autos judiciais, que não houve nenhuma irregularidade no decreto dos portos, nem benefício ilícito a nenhuma empresa'.

    A denúncia deve cair para a 1ª instância e não chegará a ser analisada pelo Supremo Tribunal Federal, uma vez que o Judiciário está em recesso e, quando voltar, Temer não estará mais da Presidência, portanto sem foro privilegiado.

    O inquérito dos portos foi aberto em setembro do ano passado, diante da suspeita de que Temer teria recebido propina, por meio do então assessor especial Rodrigo Rocha Loures, para editar o decreto. Mas, no curso das apurações, outros crimes foram sendo investigados.

    O Grupo Rodrimar foi apontado pelos investigadores como um dos responsáveis pelo pagamento de vantagens indevidas ao presidente da República.

    Além de Temer, foram denunciados o coronel João Baptista Lima Filho, um dos amigos mais antigos do presidente; o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures; os empresários Ricardo Mesquita e Antônio Celso Grecco, da Rodrimar; e o arquiteto Carlos Alberto da Costa, sócio da Argeplan. A Reuters não conseguiu fazer contato com os citados.

    'Ao todo, é apontada movimentação indevida de 32,6 milhões de reais', afirmou a PGR no comunicado.

    'A ação descreve a existência de um esquema antigo envolvendo o pagamento de vantagens indevidas a Michel Temer por meio das empresas mencionadas na peça. Conforme informações e provas reunidas pelos investigadores, desde 1998, há registros da atuação do emedebista em negociações referentes ao setor portuário', acrescentou.

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não quis comentar a denúncia por não ter informações suficientes e salientou que a esta altura é 'inviável que se possa votar algo'. Para uma denúncia contra o presidente da República prosperar é preciso que 342 dos 513 deputados autorizem o Supremo Tribunal Federal a julgar a acusação.

    Em entrevista à Reuters antes do Carnaval, o então diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, indicou que a tendência era de arquivamento da investigação sobre os portos contra Temer. No final de fevereiro Segovia foi substituído no cargo.

    Temer conseguiu evitar que a Câmara autorizasse o Supremo a julgar duas denúncias contra ele no ano passado.

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    Temer diz que reforma da Previdência permanece na pauta e será aprovada

    (Reuters) - Em sua última reunião ministerial no cargo, o presidente Michel Temer lamentou nesta quarta-feira a não aprovação da reforma da Previdência durante seu governo, afirmando que o projeto só não passou pelo Congresso por conta de uma 'trama', mas disse que a questão segue na pauta política do país e será aprovada sem a 'menor dúvida'.

    Temer lembrou episódio em que foi gravado pelo empresário Joesley Batista, da JBS, no âmbito de um acordo de delação premiada fechado pelo executivo com a Procuradoria-Geral da República em maio do ano passado, que resultou na apresentação de denúncias contra o presidente.

    Na época a reforma da Previdência tramitava no Congresso e parecia estar a caminho de ser votada, mas o projeto ficou paralisado à medida que o governo precisou enfrentar votações na Câmara para derrubar as denúncias contra Temer.

    'Só não foi possível (aprovar a reforma da Previdência) porque houve uma urdidura, uma trama de uma tal natureza, trama que foi depois desvendada, ou seja, os meus detratores, aqueles que urdiram a trama, acabaram presos', disse Temer na reunião ministerial, que foi transmitida pela emissora estatal NBR.

    'Mas, digo eu, quem é que colocou a reforma da Previdência na pauta política do país? Ela pode ter saído, digo com frequência, da pauta legislativa, mas não saiu da pauta política. Não é sem razão que o que mais se fala agora é precisamente o momento em que se fará a reforma da Previdência, e ela será feita. Eu não tenho a menor dúvida de que isto será feito', acrescentou.

    Temer aproveitou a última reunião ministerial de seu governo para ressaltar resultados dos diversos ministérios, em especial na área econômica.

    O presidente afirmou que se não fosse pela greve dos caminhoneiros, em maio deste ano, o crescimento do PIB de 2018 seria superior a 3,0 por cento, em comparação com o PIB em queda quando ele substituiu a presidente Dilma Rousseff, em maio de 2016, após processo de impeachment.

    'Veja o avanço que nós demos e, de igual maneira, ainda neste ano, nós teremos um PIB positivo, sem embargo da greve dos caminhoneiros que, convenhamos, nós temos que apontar esse dado como um dado que dificultou naturalmente um PIB muito maior que poderia chegar a 3,0 por cento ou 3,2 por cento”, afirmou.

    De acordo com pesquisa Focus do Banco Central desta semana, a expansão do PIB deste ano deve ser de 1,3 por cento.

    Logo no início do encontro Temer brincou que sentirá falta do 'Fora Temer', frase utilizada pela oposição em especial logo após ele ter substituído Dilma, e também minimizou a baixa popularidade apontada pelas pesquisas, dizendo que teve uma melhor de 100 por cento ao sair de 4 por cento de aprovação para 8 por cento.

    “Até vou sentir falta do 'Fora Temer'. Agora estarei fora mesmo, mas levou tempo, levou 2 anos e 8 meses', disse.

    (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

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    Temer mostra otimismo sobre acordo comercial entre Mercosul e União Europeia

    (Reuters) - O presidente Michel Temer procurou mostrar otimismo nesta terça-feira sobre o futuro de um acordo entre o Mercosul e a União Europeia, apesar das restrições que o presidente eleito Jair Bolsonaro já fez ao bloco sul-americano e ao pacto comercial.

    “Nós esperamos que retornando agora ao presidente Macri, quem sabe durante o seu mandato, nós consigamos em definitivo fechar a negociação com a União Europeia”, disse Temer em discurso durante cúpula do Mercosul, em Montevidéu.

    A presidência rotativa do bloco estará com a Argentina, do presidente Mauricio Macri, no primeiro semestre de 2019.

    Bolsonaro mostrou recentemente cautela sobre o acordo do Mercosul com a União Europeia, argumentando que vai se aprofundar no teor das negociações para só então assumir uma posição.

    Segundo o presidente eleito, Macri queira que ele 'apoiasse antecipadamente' o acordo, mas o futuro ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, recomendou 'um pouco mais de prudência'. [nL2N1Y51KZ]

    Na semana passada, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que o tempo está se esgotando para um acordo comercial entre os dois blocos e que o governo Bolsonaro tornará o tratado mais difícil de ser alcançado. [nL1N1YH0II]

    Temer, que deixa a Presidência da República no final do mês, defendeu a política de abertura comercial e de integração do Mercosul ao fazer seu discurso de despedida do bloco na cúpula desta terça-feira.

    'Nós abrimos o Mercosul e essa tem que ser a tônica do Mercosul. Nós temos que ter, em face da globalização, uma abertura cada vez mais eficiente.”

    (Texto de Alexandre Caverni, em São Paulo)

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    Temer diz que acertou com governadora de Roraima intervenção federal no Estado

    (Reuters) - O presidente Michel Temer anunciou nesta sexta-feira que acertou com a governadora de Roraima, Suely Campos (PP), uma intervenção federal no Estado em função da situação financeira e de segurança.

    'A questão de Roraima está se agravando de dois dias para cá. Tentamos os mais variados meios, de maneira que pudéssemos fornecer recursos a Roraima, a fim de tentar inviabilizar esse movimento que lá está ocorrendo', disse o presidente no Palácio do Alvorada.

    'Não encontramos nenhuma saída legal para tanto, e daí porque falei com a governadora e disse que a única hipótese para solucionar essa questão, especialmente aquela de natureza salarial, seria decretar a intervenção até a posse do novo governador, ou seja, até 31 de dezembro, e fiz com a governadora uma espécie de intervenção negociada', acrescentou.

    No sábado, a decisão será levada aos conselhos de Defesa Nacional e da República.

    Segundo o Jornal Nacional, o interventor será o governador eleito Antonio Denarium, que é do PSL, mesmo partido do presidente eleito Jair Bolsonaro. Na prática, a intervenção antecipará a posse de Denarium no comando do Estado.

    Com dificuldades financeiras, Roraima tem recebido um grande fluxo de venezuelanos que deixam seu país natal por causa da grave situação econômica e social, o que vinha pressionando os serviços públicos do Estado.

    Na quinta-feira, a crise chegou à área de segurança, com paralisação de policiais e agentes penitenciários devido a salários atrasados.

    Em agosto, o governo de Roraima ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a suspensão temporária da imigração de venezuelanos por meio da fronteira em Pacaraima, no norte do Estado.

    Antes disso, o governo de Roraima chegou a pedir o fechamento temporário da fronteira com a Venezuela. Temer rejeitou a possibilidade afirmando que 'fechar fronteiras é incogitável'.

    (Por Alexandre Caverni)

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    Temer sugere que Bolsonaro use atual reforma da Previdência para aprovar idade mínima

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Michel Temer defendeu nesta quinta-feira que se o interesse do novo governo é aprovar rapidamente a idade mínima, dentro da reforma da Previdência, o melhor caminho seria votar no Congresso a proposta apresentada pelo seu governo.

    'Eu sugiro que se possa aprovar a nossa proposta. Já está prevista lá, seria muito útil. Tem a vantagem que já tramitou, seria só aprovar na Câmara e no Senado, em dois turnos', defendeu Temer.

    Esta semana, o presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que planeja enviar uma reforma 'fatiada' e que sua prioridade seria aprovar a idade mínima. Admitiu, inclusive, adotar o texto que já está no Congresso.

    Temer defende que sua proposta institui a idade mínima paulatinamente, em 20 anos até chegar a 62 anos para mulheres e 65 para homens, o que facilitaria a aprovação pela sociedade.

    Temer disse mais uma vez que a reforma precisa ser feita e lembrou que 'só se fala nisso' no novo governo.

    Em uma primeira conversa de despedida com jornalistas, a 25 dias de passar a faixa a seu sucessor, o presidente analisou positivamente os passos tomados até agora por Bolsonaro e disse acreditar que seu governo vai dar certo e que ele terá uma 'interlocução muito fértil' com o Congresso.

    Ainda assim, ao analisar a relação que o presidente eleito está tentando construir com os parlamentares, sem passar por partidos, mas concentrando as relações nas frentes temáticas e nas bancadas, afirmou que indicações políticas não são necessariamente toma lá, dá cá, como tem criticado a equipe de Bolsonaro.

    'Eu acho útil essa nova relação, mas não se pode desprezar o Congresso Nacional, que é fundamental. Ninguém melhor para fazer sugestões de cargos que a classe política. O que precisa é de um filtro', disse, lembrando a lei que adotou de exigir capacidade técnica para indicações em estatais.

    Temer fez um balanço positivo de seu governo, mesmo admitindo que questões como as denúncias de corrupção que recaem contra ele, especialmente a causada pela delação do empresário Joesley Batista, e a greve de caminhoneiros este ano impediram resultados melhores. Temer chegou a dizer que a delação de Joesley foi uma 'trama bem urdida' para que ele não aprovasse a reforma e outras propostas.

    'Criou um problema de natureza pessoal para mim e institucional para o país', disse.

    Ao ser perguntado se tinha algum arrependimento do seu tempo na Presidência, Temer garantiu que não.

    'Eu fiz o que deveria fazer, fiz o melhor que achei para o país' afirmou. 'Acho que serei recordado como alguém que pelo menos tentou por o país nos trilhos', afirmou.

    Temer explicou que pretende se retirar da vida pública ao sair da Presidência e se dedicar à área jurídica, dar aulas ou fazer pareceres, mas que já fez todo o possível na vida pública. 'Mas primeiro quero viver um pouco comigo mesmo', disse.

    Questionado sobre os inquéritos a que responde, especialmente a investigação envolvendo o Porto de Santos, em que é acusado de receber propina para editar uma medida provisória favorável a uma empresa, afirmou ainda que não teme nenhum dos processos.

    'Não tenho a menor preocupação com as denúncias. Qualquer mente jurídica mais apurada vai ver que são pífias', afirmou.

    No entanto, revelou o incômodo com a situação. 'No plano moral eu me sinto injustiçado. Politicamente não, estou acostumado. Mas no moral sim', disse, acrescentando que passou a sofrer uma campanha de oposição 'feroz' assim que assumiu a Presidência da República.

    Ao ser perguntado porque ele acha que tentaram derrubá-lo da Presidência, como acusa, respondeu: 'Acho que as pessoas não vão com a minha cara.'

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