alexametrics
Capa do Álbum: Antena 1
ANTENA 1A RÁDIO ONLINE MAIS OUVIDA DO BRASIL

    NOTÍCIAS SOBRE tradings

    Veja essas e outras notícias da Antena 1

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Petrobras suspende comercialização com gigantes Glencore, Trafigura e Vitol

    Petrobras suspende comercialização com gigantes Glencore, Trafigura e Vitol

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras suspendeu a comercialização de combustíveis com as gigantes internacionais do setor Glencore, Trafigura e Vitol, após nova fase da Lava Jato anunciar no início do mês que as empresas são suspeitas de participar de esquema de corrupção envolvendo funcionários da petroleira.

    As três companhias são suspeitas de participar de pagamentos ilegais de 15,3 milhões de dólares, entre 2011 e 2014, segundo o Ministério Público Federal. Há ainda indícios de que o esquema de corrupção continuou além daquele período.

    Nesse contexto, duas denúncias já foram realizadas pelo MPF: uma na semana passada, envolvendo a Trafigura, e outra nesta quinta-feira, envolvendo a Vitol.

    'A companhia suspendeu temporariamente a comercialização de combustíveis com as três, seja para compra ou venda, além de ter notificado as empresas, exigindo esclarecimentos com relação às medidas adotadas', disse a Petrobras à Reuters nesta quinta-feira, em nota.

    Para suprir a ausência de negócios com as três gigantes, a Petrobras explicou que está vendendo para outros compradores e que 'o mercado internacional tem liquidez', mas não apresentou detalhes.

    A Petrobras informou que deseja entender quais as medidas das tradings para investigar irregularidades, rescindir contratos e responsabilizar pessoas físicas e jurídicas implicadas, além de quais são as suas iniciativas de cooperação com as autoridades.

    A companhia reiterou ainda em nota que é reconhecida pelas autoridades como vítima dos atos desvendados pela operação Lava Jato, incluindo esta nova fase envolvendo as tradings, e que seguirá adotando as medidas cabíveis contra empresas e indivíduos que lhe causaram prejuízos.

    A Petrobras disse ainda que já tomou medidas que incluem o desligamento por justa causa dos empregados envolvidos.

    A Vitol afirmou que não iria comentar, mas disse que a empresa sempre irá cooperar com os investigadores. A Glencore também disse que não comentará e a Trafigura não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários.

    NOVA DENÚNCIA

    Na denúncia apresentada nesta quinta-feira, o MPF denunciou 12 pessoas por envolvimento em esquema de corrupção e lavagem de ativos em 20 operações de comercialização de combustíveis entre a Vitol e Petrobras, que teriam envolvido o pagamento de propinas de aproximadamente 2,85 milhões de dólares --mais de 11 milhões de reais.

    'As evidências apontam que as propinas foram pagas pela Vitol com o objetivo de obter facilidades, preços mais vantajosos e operações de trading de óleos combustíveis e derivados de petróleo com maior frequência', afirmou o MPF.

    De acordo com as investigações, para receberem a propina, os funcionários públicos denunciados, ajustados com pessoas de sua confiança, praticaram vários crimes de lavagem de ativos para esconder o dinheiro sujo, mediante abertura de contas no exterior, celebração de contratos de câmbio com justificativa falsa e conversão da propina em imóveis.

    O MPF destacou que as investigações continuam em relação a outras empresas de comercialização e seus executivos, bem como sobre a participação de outros funcionários públicos, no período em que o esquema perdurou, 'em prejuízo da Petrobras'.

    O MPF afirmou ainda que o esquema de corrupção investigado perdurou por pelo menos cinco anos, no contexto de favorecimento da Vitol em operações de trading de óleos combustíveis na Petrobras.

    Questionada, a Petrobras afirmou também que não há qualquer indício ou suspeita de irregularidades quanto a venda de ativos na Nigéria para a Petrovida Holding, que tem como sócios Vitol Investment Partnership II, Africa Oil Corp e Delonex Energy.

    (Por Marta Nogueira)

    0

    0

    11

    1 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia EXCLUSIVO-Dreyfus e Olam têm maior salto em exportação de soja do Brasil em 2018

    EXCLUSIVO-Dreyfus e Olam têm maior salto em exportação de soja do Brasil em 2018

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A Louis Dreyfus Company (LDC) e a Olam International foram, dentre as gigantes tradings de commodities agrícolas, as que mais impulsionaram embarques de soja do Brasil em 2018, na esteira de uma safra recorde no país e aumento de envios à China, em meio à guerra comercial da nação asiática com os Estados Unidos.

    Após investimentos no país, a Dreyfus exportou de janeiro a novembro 30,5 por cento mais soja brasileira, com 10,56 milhões de toneladas, conforme dados da agência marítima Williams compilados pela Reuters. O volume representa cerca de 13 por cento de tudo o que o Brasil, o maior exportador da oleaginosa, vendeu no período.

    A exportação da Dreyfus supera ligeiramente o total de 10,49 milhões de toneladas de soja embarcada pela chinesa Cofco, que também teve aumento expressivo no período, de 22 por cento.

    Caso a Dreyfus se mantenha à frente da chinesa em dezembro, deve terminar o ano na terceira posição entre os maiores exportadores de soja do Brasil, atrás apenas da líder absoluta, Bunge, e da Cargill.

    'Um fator importante é o tamanho da safra, que sempre influencia, mas não é ao acaso. Não estamos esperando a safra ficar grande para crescer. A Louis Dreyfus tem feito investimentos em infraestrutura ao longo dos anos', afirmou o diretor-executivo de Oleaginosas da empresa no Brasil, Luis Barbieri.

    Os resultados de 2018 até o momento mostram como as companhias tradicionais, integrantes do chamado ABCD (ADM, Bunge, Cargill e Dreyfus), estão lidando com a atuação da chinesa Cofco, que se consolidou entre os maiores exportadores de grãos do Brasil em 2017.

    Segundo Barbieri, a Dreyfus está 'colhendo agora os frutos desses investimentos', que giraram em torno de 500 milhões de reais por ano nos últimos anos, considerando-se todos os negócios da companhia.

    Barbieri explicou que a trading conta atualmente com maior capacidade de transporte de soja no Arco Norte, com 64 barcaças e sete empurradores pelos rios da Amazônia, o que favorece o escoamento da oleaginosa.

    Além disso, o Tegram, terminal de grãos no Maranhão, um dos mais novos do Brasil, que tem a empresa como sócia, rodou em 2018 pela primeira vez 'à plena capacidade'.

    'Acho que um dos fatores importantes para se atingir esse crescimento acima da média do mercado foram nossos investimentos em infraestrutura. Outro ponto foi nosso foco de estar próximo do produtor rural', afirmou Barbieri, preferindo não comentar sobre os números levantados pela Reuters a partir de line-ups da Williams.

    CHINA

    O apetite chinês pela soja brasileira também tem ajudado tradings com atuação no país sul-americano.

    A Olam International, com forte presença na Ásia, expandiu suas exportações de soja do Brasil em 237,2 por cento entre janeiro e novembro, na comparação anual, para 5,85 milhões de toneladas.

    'Nosso aumento nos volumes está em linha com o aumento do fluxo de comércio de soja do Brasil para a China, impulsionado pelas restrições comerciais entre Estados Unidos e China', afirmou a trading em nota por e-mail.

    Os produtores brasileiros foram muito beneficiados neste ano pela guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. Em meio a diversas retaliações, Pequim impôs uma taxa de 25 por cento sobre a commodity norte-americana, o que levou os chineses a se voltarem à oleaginosa brasileira.

    Beneficiado também por uma safra recorde de cerca de 120 milhões de toneladas, o Brasil vem embarcando volumes históricos à China e deve fechar o ano com vendas de cerca de 82 milhões de toneladas.

    A própria Louis Dreyfus também teve seus negócios ajudados pela China. Em setembro, a empresa abriu em Tianjin, no norte chinês, sua nova planta processadora de oleaginosas, em um plano de expansão no maior consumidor global de soja.

    Dentre as outras grandes tradings com atuação no Brasil, a Bunge elevou suas exportações de soja em 9 por cento até agora em 2018, para 16,64 milhões de toneladas, enquanto a Cargill manteve certa estabilidade, em 11,35 milhões de toneladas, conforme os dados da Williams.

    A Archer Daniels Midland (ADM) viu seus embarques crescerem 12,6 por cento, para 8,20 milhões de toneladas. Já a Marubeni exportou 5,6 por cento menos, com quase 9 milhões de toneladas.

    (Por José Roberto Gomes)

    0

    0

    20

    2 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Brasil emite alerta da Interpol por funcionário da Petrobras de Houston em nova fase da Lava Jato

    Brasil emite alerta da Interpol por funcionário da Petrobras de Houston em nova fase da Lava Jato

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - Um funcionário da Petrobras que participou de suposto esquema de corrupção envolvendo gigantes de comercialização de combustíveis permanece na mesma função em escritório da petroleira em Houston, nos EUA, e foi emitido alerta vermelho da Interpol, disse a jornalistas nesta quarta-feira o delegado Filipe Pace, da Polícia Federal.

    Em uma nova fase da operação da Lava Jato, o Ministério Público Federal informou nesta quarta-feira que as companhias Vitol, Trafigura, Glencore e outras são suspeitas de pagamento de propina a funcionários da Petrobras em um esquema na área de trading da brasileira com pagamentos ilegais de 31 milhões de dólares.

    Há suspeitas de que as três gigantes internacionais efetuaram pagamentos de propinas para intermediários e funcionários da Petrobras entre 2011 e 2014 nos montantes, respectivamente, de 5,1 milhões de dólares, 6,1 milhões de dólares e 4,1 milhões de dólares relacionados a mais de 160 operações de compra e venda de derivados de petróleo e aluguel de tanques para estocagem.

    Durante coletiva de imprensa, a procuradora Jerusa Burmann Viecili, integrante da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, pontuou que o suposto esquema de corrupção pode continuar existindo, uma vez que intermediários identificados têm visitas recentes registradas em prédio da empresa no Brasil.

    Além do funcionário de Houston, segundo o delegado, há um outro da ativa suspeito que trabalha na petroleira no Rio de Janeiro.

    De acordo com o delegado, há farta documentação nos autos de que executivos de Trafigura e Vitol participavam de esquema de propinas na Petrobras.

    (Por Pedro Fonseca)

    0

    0

    19

    2 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Lava Jato investiga gigantes de trading por propina de US$31 mi na Petrobras

    Lava Jato investiga gigantes de trading por propina de US$31 mi na Petrobras

    Por Pedro Fonseca

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - As gigantes internacionais Vitol, Trafigura, Glencore e outras companhias são suspeitas de pagamento de propina a funcionários da Petrobras em um esquema de corrupção na área de trading da petroleira estatal com pagamentos ilegais de 31 milhões de dólares, disse o Ministério Público Federal nesta quarta-feira, em uma nova fase da operação Lava Jato.

    De acordo com o MPF, há suspeitas de que Vitol, Trafigura e Glencore efetuaram pagamentos de propinas para intermediários e funcionários da Petrobras entre 2011 e 2014 nos montantes, respectivamente, de 5,1 milhões de dólares, 6,1 milhões de dólares e 4,1 milhões de dólares relacionados a mais de 160 operações de compra e venda de derivados de petróleo e aluguel de tanques para estocagem.

    Segundo as autoridades, a alta cúpula das empresas internacionais de trading tinham 'total e inequívoco' conhecimento do esquema, e é possível que desdobramentos das investigações ocorram em outros países.

    Os detalhes sendo tornados públicos são apenas 'a ponta do iceberg', disseram investigadores, e as mais recentes revelações são as mais fortes ligações internacionais anunciadas até o momento à investigação da Lava Jato.

    Promotores obtiveram planilhas que mencionam operações de petróleo envolvendo Vitol, Glencore e Trafigura, que, segundo eles, representam as propinas pagas.

    O valor total de propina investigado pela chamada Operação Sem Limites, 57ª fase da Lava Jato, inclui outras empresas não nomeadas de imediato pelo MPF, além das três gigantes, e os procuradores disseram que há evidências de que ao menos dois funcionários da Petrobras com envolvimento no esquema ainda estão exercendo funções na empresa.

    Os envolvidos, segundo emails obtidos pela Polícia Federal, usavam apelidos como Tigre, Batman ou Mr. M e discutiam preços abaixo do mercado para petróleo ou tanques, enquanto apresentavam faturamento em nível de mercado. As diferenças variavam de 0,1 dólar a 1 dólar por barril e o codinome para a propina era 'delta'.

    As propinas eram operadas através de contas bancárias nos Estados Unidos, Reino Unido, Suécia, Suíça e Uruguai, entre outros, levantando dúvidas sobre se esses países abrirão investigações.

    O delegado Filipe Pace, da Polícia Federal, disse que um dos alvos da operação é um operador da Petrobras em Houston, no Estado norte-americano do Texas, suspeito de envolvimento no esquema de corrupção, contra quem foi emitido alerta vermelho da Interpol. Em nota, a Petrobras informou que ele foi desligado da empresa por 'justa causa'.

    Segundo o delegado, o funcionário continuava a negociar com representantes das traders estrangeiras envolvidas no esquema por meios não convencionais, como por mensagens de celular, o que pode indicar continuidade do esquema.

    Além dele, o outro funcionário ainda na ativa suspeito fica no Rio de Janeiro, e a Petrobras foi intimada a colaborar com a investigação e apresentar documentos sobre ele, disse Pace.

    Entre os presos na operação também está um representante da Trafigura responsável por negociar com a Petrobras.

    'As provas apontam que havia um esquema em que empresas investigadas pagavam propinas a funcionários da Petrobras para obter facilidades, conseguir preços mais vantajosos e realizar contratos com maior frequência', disse o MPF em comunicado.

    'Esses negócios diziam respeito à compra e venda (trading) no mercado internacional de óleos combustíveis (produtos utilizados para geração de energia térmica em fornos e caldeiras), gasóleo de vácuo (produto intermediário utilizado na produção de gasolina e diesel), bunker (combustível utilizado nos motores de navio) e asfalto', acrescentou.

    Como parte das investigações, a Polícia Federal deflagrou operação para cumprir 11 mandados de prisão preventiva, 26 de busca e apreensão e seis intimações para tomada de depoimento, além de sequestros de imóveis e bloqueio de valores dos suspeitos, que não foram identificados de imediato.

    Segundo a PF, as medidas judiciais autorizadas têm como objetivo 'fazer cessar a atividade delitiva, aprofundar o rastreamento dos recursos de origem criminosa (propina) e a conclusão da investigação policial em todas as suas circunstâncias'.

    Os investigados responderão pela prática, dentre outros, dos crimes de corrupção, organização criminosa, crimes financeiros e de lavagem de dinheiro, disse a PF em nota.

    Assim como nos outros esquemas descobertos pela Lava Jato, também havia um aspecto político na corrupção revelada na área de trading, inclusive com suposto conhecimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos primeiros delatores da operação.

    Segundo o MPF, Costa pode inclusive perder os benefícios da delação se for confirmado que omitiu esse caso de forma intencional.

    POUCOS CENTAVOS, MUITOS MILHÕES

    De acordo com os procuradores, os subornos beneficiavam funcionários da gerência-executiva de Marketing e Comercialização, subordinada à diretoria de Abastecimento da Petrobras, e as operações que subsidiaram os esquemas de corrupção foram conduzidas pelo escritório da estatal em Houston e pelo centro de operações no Rio de Janeiro.

    Parte do esquema consistia em viabilizar um preço mais vantajoso às tradings na compra ou venda do petróleo ou derivados mediante pagamento de propina, segundo o MPF.

    'As operações da área comercial da Petrobras no mercado internacional constituem um ambiente propício para o surgimento e pulverização de esquemas de corrupção, já que o volume negociado é muito grande e poucos centavos a mais, nas negociações diárias, podem render milhões de dólares ao final do mês em propina”, disse a procuradora Jerusa Burmann Viecili, integrante da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, no comunicado do MPF.

    Recentemente, a Vitol e a Glencore fizeram aquisições na área de distribuição de combustíveis no Brasil. A holandesa Vitol adquiriu 50 por cento da empresa Rodoil, em outubro, enquanto a suíça Glencore levou 78 por cento da Ale Combustíveis, também neste ano.

    Procurada, a Petrobras disse que colabora com as autoridades que conduzem a operação Lava Jato. 'É a maior interessada, portanto, em ver todos os fatos esclarecidos. A companhia seguirá adotando as medidas necessárias para obter a devida reparação dos danos que lhe foram causados', afirmou em nota.

    Em fases anteriores da Lava Jato, a empresa afirmou que vem colaborando com as investigações e que é reconhecida pelas autoridades no Brasil e no exterior como vítima dos atos desvendados pela Lava Jato.

    Na semana passada, a Petrobras anunciou ter encerrado o Comitê Especial, criado em dezembro de 2014 para atuar como interlocutor de investigações independentes realizadas por escritórios de advocacia, por entender que o trabalho estava finalizado.

    Na ocasião, o diretor-executivo de Governança e Conformidade da estatal, Rafael Mendes, afirmou que cerca de 300 funcionários da Petrobras haviam sido responsabilizados por irregularidades desde a deflagração da operação Lava, incluindo um grande número de demissões.

    O executivo frisou ainda que não havia mais na Petrobras, 'há algum tempo', pessoas que praticaram atos relacionados com a Lava Jato.

    O diretor destacou também que as atividades do comitê especial e escritórios externos passam a ser executadas, de forma permanente pela Petrobras, sob a liderança da Diretoria de Governança e Conformidade, departamento que vai fechar o ano com aproximadamente 470 empregados.

    Porta-vozes da Glencore e da Trafigura não quiseram comentar. Um porta-voz da Vitol disse que a empresa 'tem uma política de tolerância zero no que diz respeito a propina e corrupção e sempre irá cooperar inteiramente com autoridades relevantes em qualquer jurisdição que operar'.

    (Com reportagem de Marcelo Rochabrun, Marta Nogueira e Roberto Samora)

    1

    0

    23

    2 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Gigantes de trading Vitol, Trafigura e Glencore são investigadas em nova fase da Lava Jato

    Gigantes de trading Vitol, Trafigura e Glencore são investigadas em nova fase da Lava Jato

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - As gigantes internacionais Vitol, Trafigura e Glencore estão entre as empresas suspeitas de pagamento de propina a funcionários da Petrobras no âmbito de um esquema de corrupção na área de trading da petroleira estatal com suspeita de pagamentos irregulares de ao menos 31 milhões de dólares, disse o Ministério Público Federal nesta quinta-feira.

    De acordo com comunicado do MPF, há suspeitas de que Vitol, Trafigura e Glencore efetuaram pagamentos de propinas para intermediários e funcionários da Petrobras entre 2011 e 2014 nos montantes, respectivamente, de 5,1 milhões de dólares, 6,1 milhões de dólares e 4,1 milhões de dólares relacionados a mais de 160 operações de compra e venda de derivados de petróleo e aluguel de tanques para estocagem.

    O valor total de propina de 31 milhões de dólares investigado pela chamada Operação Sem Limites, 57ª fase da Lava Jato, abarca um período de 2009 a 2014, e os procuradores disseram que há evidências de que ao menos dois funcionários da Petrobras com envolvimento no esquema ainda estão em exercício.

    Como parte das investigações, a Polícia Federal deflagrou operação nesta quinta-feira para cumprir 11 mandados de prisão preventiva, além de sequestros de imóveis e bloqueio de valores dos suspeitos.

    Recentemente, a Vitol e a Glencore fizeram aquisições na área de distribuição de combustíveis no Brasil.

    A holandesa Vitol adquiriu 50 por cento da empresa Rodoil, em outubro, enquanto a suíça Glencore levou 78 por cento da Ale Combustíveis, também neste ano.

    Não foi possível contatar imediatamente representantes das três empresas citadas.

    (Por Pedro Fonseca)

    0

    0

    14

    2 M

    Fique por dentro

    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

    1. Home
    2. noticias
    3. tags
    4. tradings

    Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.