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    Pacote de medidas é afago para caminhoneiros, mas não resolve problema de custo, diz CNTA

    SÃO PAULO (Reuters) - O conjunto de medidas anunciado pelo governo federal nesta terça-feira para apoiar os caminhoneiros autônomos representa um apoio bem-vindo para os motoristas, mas não resolve o problema principal da categoria, que é o estabelecimento de fretes que reponham o custo dos trabalhadores, afirmou o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno.

    'A gente está fazendo uma leitura de que este pacote é um oxigênio que se está dando para o setor, porque o governo ainda não tem as respostas que a categoria precisa para manter sua subsistência em uma condição normalizada', disse Bueno em entrevista à Reuters. A CNTA afirma representar mais de 140 sindicatos e nove federações de motoristas do país, que envolvem um universo de 900 mil caminhoneiros autônomos.

    O governo de Jair Bolsonaro anunciou mais cedo que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai dar crédito de 30 mil reais para caminhoneiros bancarem manutenção de seus veículos e investir 2 bilhões de reais em obras rodoviárias que incluem pavimentação de locais importantes, como o trecho final da BR-163 até Miritituba, no Pará.

    O anúncio foi feito alguns dias depois da interferência de Bolsonaro que levou a Petrobras a cancelar na semana passada uma alta de 5,7 por cento no preço do diesel.

    Na avaliação de Bueno, 'esse afago dos 30 mil reais é bem vindo por aqueles (motoristas) com contas atrasadas em postos de abastecimento. Pode dar uma amenizada na situação financeira deles para retomarem a atividade...Mas a principal necessidade do caminhoneiro hoje é o estabelecimento do piso mínimo de frete com fiscalização'.

    Em sua fala durante o anúncio, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou que entre as medidas no pacote está uma intensificação da fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para o cumprimento da tabela atual de fretes pelos contratantes de transporte de carga. Esta tabela, instituída em meados do ano passado, está tendo metodologia revista e foi colocada em consulta pública na semana passada.

    Bueno afirmou que um dos problemas da criação às pressas da tabela pelo governo Michel Temer foi que não houve o estabelecimento de mecanismo de fiscalização de seu cumprimento e rejeitou que os caminhoneiros autônomos possam ser responsabilizados pela interferência de Bolsonaro na decisão de preço do diesel da Petrobras.

    'Estão usando o caminhoneiro. Não conseguimos identificar quem está manipulando a situação. A realidade é que o problema do caminhoneiro não é o diesel, o reajuste para mais ou para menos, com a política do piso mínimo de frete, não deveria influenciar o caminhoneiro. Essa decisão da Petrobras de não reajustar (o preço do diesel) não ajuda em nada.'

    No raciocínio de Bueno, como desde o ano passado a tabela já previa um reajuste automático de seus valores quando os reajustes do combustível somassem 10 por cento, o aumento em si do preço não geraria problemas para a categoria, se houvesse fiscalização para cumprimento do piso mínimo de frete atual.

    'Os caminhoneiros autônomos consomem menos de 3 por cento do óleo diesel no país. Quem está sendo beneficiado pela decisão da Petrobras é o agronegócio e a indústria', disse o presidente do CNTA. 'Se fosse esse o problema (o preço isolado do combustível) estaríamos pedindo subsídio no combustível', acrescentou.

    Bueno comentou que a CNTA tem reunião na semana que vem com representantes do governo para 'nos posicionar de forma clara'.

    'Está todo mundo (caminhoneiros) dando um voto de crédito, a categoria apostou neste governo. Eles (motoristas) ainda estão acreditando. As medidas desta terça-feira minimizam um pouco a situação mas não são a solução do problema da categoria', disse.

    (Por Alberto Alerigi Jr.)

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    Pacote para caminhoneiros prevê R$2 bi para rodovias, mas autônomos cobram tabela

    Por Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal anunciou nesta terça-feira um conjunto de medidas para melhorar as condições de trabalho de caminhoneiros autônomos e reduzir os custos da categoria, incluindo promessa de 2 bilhões de reais para conclusão de obras e manutenção de rodovias e eixos viários importantes, além de linha de crédito para manutenção de veículos, em uma tentativa de reduzir o risco de uma nova greve.

    No anúncio, ficaram de fora detalhes de medidas cobradas pelos caminhoneiros, como piso mínimo de fretes rodoviários e uma solução para o aumento do custo do diesel, que deverá ser debatida à tarde, em reunião com o presidente Jair Bolsonaro.

    A ausência de informações sobre a tabela de fretes gerou protestos entre representantes de caminhoneiros autônomos consultados pela Reuters, enquanto uma proposta sobre o assunto preparada pela Universidade de São Paulo está em consulta pública.

    Já o cartão caminhoneiro também não está pronto. A intenção é que o cartão funcione como um pré-pago, em que o caminhoneiro compre um número determinado de litros de diesel ao início do frete e abasteça ao longo da viagem com aquele preço por litro fixado. Não está explicado como será bancada essa diferença.

    A Petrobras anunciou ao final de março que a BR Distribuidora, controlada pela petroleira estatal, implantaria em 90 dias um cartão de pagamentos, o que viabilizaria a compra de diesel por caminhoneiros a preço fixo em postos com bandeira BR.

    'Tem outra medida importante, que o caminhoneiro vai começar a perceber, que é o cartão combustível. Que virá. Está sendo estudado e vai ser disponibilizado em breve pela Petrobras, disse o ministro da Infraestrutura, Tarcisio de Freitas, a jornalistas.

    'Nós teremos duas forma de garantir o valor do frete: uma seria indexar o frete ao aumento do diesel e o outro é o cartão caminhoneiro, onde ele tem um crédito, onde ele vai garantir o preço do diesel naquele frete.'

    Em seguida, a assessoria do ministério esclareceu que o governo não trabalha com a indexação do preço do frete ao diesel, e sim optou pelo cartão caminhoneiro.

    DISTRAÇÃO?

    Entidades que representam os caminhoneiros autônomos criticaram as medidas anunciadas, pois sustentam que não resolvem a principal demanda da categoria, o estabelecimento do piso mínimo de frete e seu cumprimento pelos contratantes de transporte de carga.

    O presidente da Federação dos Caminhoneiros do Estado de São Paulo (FecamSP), Claudinei Pelegrine, afirmou que o crédito do BNDES pode correr o risco de ter um destino semelhante a programas anteriores do banco, como o Pró-Caminhoneiro, 'que acabou mesmo facilitando a vida das grandes transportadoras que adquiriram milhares de caminhões a preço subsidiado... e o autônomo não tinha sequer seu crédito aprovado nas instituições financeiras, quanto mais acesso ao BNDES'.

    'Se continuar a mesma história, é apenas uma maquiagem de distração... Não é uma ação que vá resolver as questões, mas apenas dar um fôlego momentâneo ao transportador autônomo de cargas', afirmou Pelegrine.

    'A proposta principal da categoria é a manutenção da tabela de preço mínimo de fretes, com correções a cada variação do mercado de insumos que venha a impactar significativamente no custo do transporte para o caminhoneiro; e dela nós não abrimos mão', acrescentou.

    Na mesma linha, o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, afirmou que o pacote deste terça-feira 'é um afago bem-vindo por aqueles (motoristas) com contas atrasadas em postos de abastecimento... Mas a principal necessidade do caminhoneiro hoje é o estabelecimento do piso mínimo de frete com fiscalização'.

    'Está todo mundo (caminhoneiros) dando um voto de crédito, a categoria apostou neste governo. Eles (motoristas) ainda estão acreditando. As medidas desta terça-feira minimizam um pouco a situação, mas não são a solução do problema da categoria', disse Bueno.

    OBRAS

    Na manhã desta terça, os principais anúncios foram a liberação de recursos para obras de manutenção e conclusão em rodovias consideradas prioritárias. Entre elas, constam a conclusão e manutenção das BRs 381 (MG), 116 (RS), 163 -- pavimentação até Miritituba (PA), 163 (MT), 101 (PA), 242 (MT), 135 (MA) e a entrega da segunda ponte do Guaíba (RS).

    'Temos uma série de eixos importantes onde há grande movimento de transportadoras e vamos garantir recursos para que as obras aconteçam', disse o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, após participar de uma reunião com representantes dos caminhoneiros.

    O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, detalhou que, dos 2 bilhões de reais previstos, quase 900 milhões de reais serão empregado na recuperação da malha rodoviária.

    A outra medida que envolve recursos é uma linha de financiamento de 500 milhões de reais, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para compra de pneus e manutenção dos caminhões.

    Cada caminhoneiro autônomo terá direito a 30 mil reais em financiamentos --não há detalhes sobre juros e prazo de pagamento-- desde que tenha até dois caminhões apenas.

    Onyx e Freitas explicaram que as medidas vêm sendo negociadas desde janeiro em um fórum com representantes de caminhoneiros autônomos e incluem ainda questões como os locais de parada e descanso nas estradas e temas relacionados à saúde e aposentadoria.

    O anúncio, agora, afirmaram os ministros, teria sido porque esse seria o prazo para as medidas ficarem prontas.

    'Não se trata de ficar refém (dos caminhoneiros). Eles estão pedindo condições de trabalho. São pleitos justos, construídos na base do diálogo', disse Freitas.

    O governo, no entanto, já admitiu o temor de uma nova greve de caminhoneiros como a que paralisou o país em 2018, e o aumento do diesel está no centro desse movimento.

    Questionado sobre isso, Bueno, da CNTA, rejeitou que os caminhoneiros autônomos possam ser responsabilizados pela interferência de Bolsonaro na decisão de preço do diesel da Petrobras.

    'Estão usando o caminhoneiro. Não conseguimos identificar quem está manipulando a situação. A realidade é que o problema do caminhoneiro não é o diesel, o reajuste para mais ou para menos, com a política do piso mínimo de frete, não deveria influenciar o caminhoneiro. Essa decisão da Petrobras de não reajustar (o preço do diesel) não ajuda em nada.'

    Na quinta-feira, depois de ser informado por Onyx de que a Petrobras anunciara um reajuste de 5,7 por cento no valor do diesel, o presidente Jair Bolsonaro ligou para o presidente da empresa, Roberto Castello Branco, e pediu que o aumento fosse apenas de 1 por cento. A empresa decidiu então adiar.

    A interferência direta na política de preços da Petrobras levou a uma queda de mais de 8 por cento nas ações e uma perda de 32 bilhões de reais em valor de mercado para a empresa apenas na sexta-feira.

    Onyx negou que o preço do diesel tenha sido tratado na reunião de segunda entre os ministros envolvidos e reafirmou que a política de combustíveis será conversada nesta tarde entre Bolsonaro, Castello Branco e a equipe econômica.

    'O governo sempre disse que a Petrobras tem autonomia e liberdade para exercitar política de combustível', disse Onyx.

    Nesta tarde, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que não haverá mudanças na política de preços da Petrobras.

    TABELA

    O ministro da Infraestrutura disse ainda mais cedo que a tabela de pisos mínimos de fretes rodoviários, instituída às pressas no ano passado pelo governo de Michel Temer, terá valores de preços atualizados e que a fiscalização por parte da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTI) será intensificada.

    A nova tabela, no entanto, ainda não está em vigor. Baseada em um estudo da Universidade de São Paulo que leva em conta diferentes tipos de produtos transportados e outros impactos, está em consulta pública, e não tem um prazo ainda para entrar em vigor.

    'Modelar o preço do frete não é uma coisa simples', disse Tarcisio. A partir do momento em que tenhamos uma referência amplamente aceita, isso deixará de ser uma dificuldade', completou.

    No conjunto de medidas, o ministério também vai incluir em novas concessões de rodovias federais a obrigatoriedade dos vencedores construírem postos de parada para os caminhoneiros e que esta infraestrutura será incluída também em estradas já concedidas.

    (Por Lisandra Paraguassu e Ricardo Brito; com reportagem adicional de Alberto Alerigi Jr.)

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    Pacote do governo para caminhoneiros prevê R$2 bi para obras em rodovias e linha de crédito

    Por Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal anunciou nesta terça-feira um conjunto de medidas para melhorar as condições de trabalho de caminhoneiros autônomos e reduzir o custo dos motoristas, incluindo promessa de 2 bilhões de reais para conclusão de obras e manutenção de rodovias e eixos viários importantes, disse o ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

    O ministro afirmou que o 'grande desafio hoje é dar trabalho para o caminhoneiro autônomo' e voltou a prometer que o governo vai concluir a pavimentação da BR-163 até Miritituba (PA), depois que o ministério teve recursos assegurados para as obras.

    Freitas afirmou ainda que a tabela de pisos mínimos de fretes rodoviários, instituída às pressas no ano passado pelo governo de Michel Temer, terá valores de preços atualizados e que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) será intensificada.

    No conjunto de medidas, o ministério também vai incluir em novas concessões de rodovias federais a obrigatoriedade dos vencedores construírem postos de parada para os caminhoneiros e que esta infraestrutura será incluída também em estradas já concedidas.

    'Não se trata de ficar refém (dos caminhoneiros). Eles estão pedindo condições de trabalho, são pleitos justos, construídos na base do diálogo', disse Freitas.

    Também presente no anúncio das medidas, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que o pacote inclui linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de 500 milhões de reais para caminhoneiros autônomos.

    Procurada pela Reuters, a associação de caminhoneiros autônomos Abcam afirmou que não vai se manifestar sobre o anúncio do governo.

    (Com reportagem adicional de Alberto Alerigi Jr., em São Paulo)

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    Rumo vence leilão da ferrovia Norte-Sul com oferta de R$2,7 bi; ágio atinge 101%

    Por Aluisio Alves

    SÃO PAULO (Reuters) - A operadora logística Rumo arrematou nesta quinta-feira a concessão de um trecho da ferrovia Norte-Sul, após ter oferecido pagar 2,719 bilhões de reais, um ágio de 100,9 por cento em relação ao valor fixado para a outorga mínima.

    A companhia, que tem como principal sócia o grupo de energia Cosan, bateu sua única concorrente no certame, a VLI, operadora logística da Vale, da Mitsui e da Brookfield, que ofertou pagar 2,065 bilhões de reais.

    A Rumo terá direito de operar o trecho da ferrovia, importante no transporte de commodities agrícolas e combustíveis, por 30 anos.

    Com o leilão, o investimento previsto no empreendimento pelo novo concessionário é de 2,7 bilhões de reais.

    A concessão arrematada tem uma extensão total de 1.537 quilômetros, ligando Porto Nacional (TO) a Estrela D’Oeste (SP), de onde parte outro lote já administrado pela própria Rumo, interligando o interior paulista ao Porto de Santos (SP).

    A partir de Porto Nacional, a Rumo poderá também alcançar o Porto de São Luís (MA), se obtiver acordo com a VLI, que opera o trecho da ferrovia que liga o porto até Porto Nacional.

    Segundo o diretor-presidente da Rumo, Julio Fontana, os trechos combinados permitirão ampliar a matriz ferroviária para dar vazão a um maior volume da produção agrícola do Centro-Oeste do país, hoje feita sobretudo por estradas.

    'Mas poderemos transportar também combustíveis e bauxita', disse Fontana a jornalistas após o resultado do leilão.

    Segundo ele, as oportunidades de sinergias operacionais para a Rumo compensam os riscos regulatórios potenciais envolvendo a concessão, o que justificou o elevado ágio oferecido, que deve ter 5 por cento do valor pago à vista e o restante em 120 prestações.

    'A nossa alavancagem financeira vai se manter nos níveis atuais, isso não nos preocupa, e vários bancos já se ofereceram para nos financiar o pagamento da outorga', disse, referindo-se à relação dívida/Ebitda de 2 vezes.

    A ação da Rumo caiu forte logo após o resultado do leilão, mas logo em seguida se recuperou, até fechar com valorização de 3,8 por cento.

    Em relatório a clientes, a equipe do Itaú BBA calculou que a vitória no leilão adiciona cerca de 1 por cento ao valor de mercado da Rumo, mas esse número pode subir se a empresa obtiver ganhos de sinergia superiores aos constantes do modelo do edital.

    Para o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, o resultado mostrou que riscos regulatórios apontados por analistas do setor, envolvendo questões como o direito de passagem, foram superestimados.

    'Foi um resultado excepcional, um dia histórico que marca a retomada do investimento no setor ferroviário brasileiro', disse Freitas.

    POLÍTICA E NEGÓCIOS

    O resultado foi uma demonstração de força do governo de Jair Bolsonaro junto a investidores e pode representar um alívio momentâneo em relação ao cenário político turbulento dos últimos dias, em meio a um embate com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), que foi visto como atrapalhando articulação para aprovar a reforma da previdência, principal pauta econômica do governo.

    O leilão desta quinta foi o terceiro em 15 dias, todos com forte ágio. Há duas semanas, o leilão de concessão de 12 aeroportos terminou com um ágio de mil por cento e uma outorga paga de 2,377 bilhões de reais.

    Na semana passada o governo levantou 219,5 milhões de reais com o leilão de quatro áreas portuárias, que tinham cada uma com valor mínimo de um real.

    'Isso mostra que apesar de eventuais turbulências políticas, elas não estão contaminando o processo de concessões, que está a todo vapor', disse Luiz Rodrigues Wambier, sócio do Wambier, Yamasaki, Bevervanço & Lobo Advogados.

    Segundo Freitas, o governo está fazendo ajustes finais para levar a leilão ainda este ano ativos como os da cessão onerosa, pré-sal, além de mais concessões de portos e de rodovias, e ferrovias, incluindo a Ferrogrão.

    E o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos Adalberto Vasconcelos, acrescentou que outras obras de grande porte do governo podem também serem levados a concessão, incluindo a usina nuclear de Angra 3, a rodovia Transnordestina, além das obras de transposição do Rio São Francisco.

    'Estamos terminando os estudos para indicar quais são os melhores modelos para cada um, que podem incluir licitação pública', disse Vasconcelos.

    (Com reportagem adicional de Paula Arend Laier e Matheus Maia)

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    Concessionária da CCR faz acordo de leniência de R$750 milhões

    SÃO PAULO (Reuters) - A força-tarefa que coordenada a operação Lava Jato no Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR) firmou acordo de leniência com a Rodonorte, concessionária de rodovias do grupo CCR, em que a empresa se compromete a pagar 750 milhões de reais até 2021.

    O acordo, segundo o MPF/PR, envolve 'diversos atos de corrupção e lavagem de dinheiro relacionados a contrato de concessão firmado entre o Estado do Paraná, o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), o Ministério dos Transportes e a concessionária'.

    'Dentre outros fatos, a Rodonorte reconheceu o pagamento de propinas para a obtenção de modificações contratuais benéficas à concessionária desde o ano 2000', afirmou o MPF/PR.

    A CCR afirmou em comunicado ao mercado que, do total do acordo, 350 milhões envolvem redução de 30 por cento no valor de pedágio de todas as praças de cobrança da concessionária por pelo menos 12 meses. Outros 365 milhões de reais são relativos a obras a serem realizadas pela empresa. A multa em si é de 35 milhões de reais.

    As ações da CCR recuavam 2,7 por cento às 16h05, entre as maiores baixas do Ibovespa, que recuava 0,4 por cento. No pior momento, os papéis caíram 4,8 por cento.

    A Polícia Federal cumpriu em setembro passado 19 mandados de prisão em um aprofundamento das investigações sobre esquema de corrupção em concessões de rodovias federais no Paraná envolvendo seis concessionárias, incluindo Econorte, Ecovia e Ecocataratas, do grupo Ecorodovias, cujas ações tinham queda de 2,9 por cento.

    (Por Alberto Alerigi Jr.)

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    Governo marca leilão de ferrovia Norte-Sul e aeroportos para março

    SÃO PAULO (Reuters) - O governo federal lançou nesta quinta-feira editais de concessão da ferrovia Norte-Sul, além de 12 aeroportos do país e quatro terminais portuários, projetos que eram previstos para ir a leilão neste ano, mas que após meses de entraves ficaram para a gestão do presidente eleito Jair Bolsonaro.

    Segundo a estimativa do Programa de Parceria para Investimentos (PPI), as outorgas dos projetos devem levantar mais de 4,5 bilhões de reais, dos quais 1,35 bilhão de reais é relativo à ferrovia. Os leilões estão previstos para março.

    A Norte-Sul, que será concedida por 30 anos em leilão marcado para 28 de março, envolve o trecho de 1.537 quilômetros entre Porto Nacional (TO) e Estrela D’Oeste (SP). Atualmente, o trecho Porto Nacional a Anápolis (GO), com 855 quilômetros, já está concluído pela estatal Valec; de Ouro Verde (GO) até Estrela D’Oeste, 682 quilômetros, está com 96,5 por cento de avanço físico, informou o Ministério dos Transportes.

    Quando concluída, a Norte-Sul será uma das principais opções para escoamento de cargas tanto para os portos da Região Norte como para os terminais no Sul e Sudeste.

    Além da ferrovia, o governo também pretende leiloar em 15 de março do ano que vem 12 aeroportos do país, que serão concedidos em blocos na Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, também por 30 anos. No Nordeste, os terminais a serem concedidos serão os de Recife (PE), Maceió (AL), João Pessoa e Campina Grande (PB), Aracaju (SE) e Juazeiro do Norte (CE). No Centro-Oeste, o leilão envolve os aeroportos de Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta (MT). No Sudeste, os terminais de Vitória (ES) e Macaé (RJ).

    O valor mínimo de outorga para arrematar os 12 terminais será de 2,1 bilhões de reais.

    Já os terminais portuários, três em Cabedelo (PB) e um em Vitória (ES), terão outorga mínima de 1 real e o leilão foi marcado para 22 de março.

    (Por Alberto Alerigi Jr.)

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    Preços de frete marítimo global despencam com guerra comercial entre EUA e China

    Por Henning Gloystein

    CINGAPURA (Reuters) - O custo de contratação de navios de contêineres despencou 24 por cento ante o pico de vários anos, enquanto as taxas cobradas por navios de matérias-primas recuaram 10 por cento ante máximas em cinco anos, em novos sinais de desaceleração do comércio global com implicações

    Enquanto o mundo segue concentrado nas perdas dos mercados acionários nesta semana, a queda nas taxas de fretes, que ocorre em meio à guerra comercial travada pelos Estados Unidos contra a China, além da desvalorização de moedas de mercados emergentes e condições mais restritas de crédito, é um presságio de desaceleração do crescimento econômico global.

    No início das cadeias de fornecimento, os navios graneleiros transportam as matérias-primas, como carvão e minério de ferro, das minas para as fundidoras, enquanto os navios de contêineres completam o ciclo transportando a grande maioria dos bens manufaturados globais das fábricas para os consumidores.

    Os fretes de navios graneleiros e de contêineres subiram para picos em vários anos mais cedo neste ano, mas despencaram desde a guerra comercial entre os Estados Unidos e China se agravou, com ambos os lados impondo altas tarifas de importação sobre centenas de produtos.

    'O achatamento do índice de fretes de graneis secos no Báltico e do índice de contêineres sinalizam com certeza para uma desaceleração da economia global', disse Ashok Sharma, diretor da contratadora de cargas BRS Baxi, em Cingapura.

    Frederic Neumann, codiretor da Asia Economic Research do HSBC em Hong Kong, afirmou que o 'comércio global está esfriando depois de um forte desempenho nos últimos dois anos'.

    Ele afirmou que a desaceleração da demanda na Europa e China, dificuldades nos mercados emergentes, bem como as tensões comerciais entre EUA e China estão contribuindo para a desaceleração e acrescentou que 'o efeito completo disso ainda não foi sentido'.

    O índice Harpex Container, que acompanha mudanças semanais nos preços de frete de navios de contêineres, caiu em quase 25 por cento desde junho, quando estava em um pico de sete anos, para 516 pontos.

    Já o Freightos Baltic Index, um índice global de contêineres lançado em Cingapura em 2017, subiu para um recorde em agosto, mas desde então caiu 5,4 por cento, para 1.583 pontos.

    Os movimentos no mercado de contêineres tendem a refletir mudanças nas economias desenvolvidas enquanto no caso dos navios de granéis sólidos representam mais países emergentes, afirmam analistas de logística.

    O Baltic Dry Index, que mede custos de frete para navios que transportam minério de ferro, carvão e outros minerais, caiu 13 por cento depois de atingir o maior pico desde janeiro de 2014.

    Leszczynski afirmou que a queda nos fretes de granéis secos está mais relacionada a tendências nos mercados emergentes, onde as moedas de países como a Índia, Indonésia e Paquistão despencaram contra o dólar este ano, reduzindo a capacidade de pagamento de importações.

    Por outro lado, os fretes de petroleiros estão se segurando, conforme companhias tentam comprar o maior volume possível de petróleo antes da reimposição de sanções dos Estados Unidos contra as exportações do Irã, em 4 de novembro.

    Porém, o sinal de risco para a economia global continua. 'O frete de petroleiros tipicamente tem uma defasagem de alguns trimestres em relação ao índice de granéis sólidos', disse Sharma, do BRS Baxi.

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    MPF quer revisão de licenciamento ambiental de ferrovia Norte-Sul

    SÃO PAULO (Reuters) - O Ministério Público Federal anunciou nesta segunda-feira que abriu processo para que o licenciamento ambiental do trecho sul da Ferrovia Norte-Sul seja revisto e para que o Ibama acompanhe de perto as obras da via férrea, um dos alvos de programa de concessões do governo federal.

    A Valec, empresa estatal responsável pela construção da linha férrea, 'vem descumprindo uma ordem liminar de 2016 que proíbe o avanço dos trabalhos sobre áreas por onde passem canos de escoamento de vinhaça', informou o MPF em comunicado à imprensa se referindo ao resíduo da destilação do álcool.

    Segundo o órgão, no início do mês, um dos dutos de vinhaça na região de Fernandópolis (SP) se rompeu devido à continuidade da obra da Norte-Sul, 'causando o derramamento da substância corrosiva que pode contaminar o solo, lençóis freáticos e cursos d’água'. O duto é de responsabilidade da usina Alcooeste.

    Quando concluída, a Norte-Sul será uma das principais opções para escoamento de cargas tanto para os portos da Região Norte como para os terminais no Sul e Sudeste, e o governo tem planos de colocar o projeto de 1.537 quilômetros em leilão de concessão neste ano.

    'O MPF pede que a Justiça determine ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a imediata revisão do processo de licenciamento e que exija da Valec estudos sobre a viabilidade da obra em áreas onde haja adutoras', afirmou a procuradoria.

    O MPF também quer que o Ibama fiscalize o andamento da construção para garantir o cumprimento da liminar de 2016, que ordenou suspensão dos trabalhos da Valec na região.

    Procurada, a Valec informou que ainda não foi notificada sobre o processo do MPF e que o rompimento da adutora de vinhaça ocorreu em área já 'devidamente licenciada junto ao Ibama'. A estatal informou ainda que tomou medidas para contenção e mitigação dos danos e que segue apurando os detalhes do incidente.

    (Por Alberto Alerigi Jr.; Edição Raquel Stenzel)

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    Reunião de caminhoneiros e empresários no STF sobre tabela de frete termina sem acordo

    Por Leonardo Goy

    BRASÍLIA (Reuters) - Terminou sem acordo uma nova reunião no Supremo Tribunal Federal (STF) entre caminhoneiros e empresas que contratam os serviços de transporte de carga, em torno de uma tabela de preços mínimos para o frete rodoviário.

    Segundo uma fonte do STF, com isso, o ministro que acompanha o caso, Luiz Fux, deve manter suspensas as liminares que questionam a tabela do frete pelo menos até o fim de agosto, quando está prevista uma audiência pública para discutir o assunto. O STF entra em recesso na próxima semana.

    Apesar de ressaltar que não são as entidades representam os caminhoneiros que convocam uma eventual nova paralisação de motoristas, o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, disse que “uma nova greve sempre é possível”.

    Já vivemos num clima de conquista da correção desse sistema (do frete), querer reverter ou mudar essa situação é jogar gasolina no fogo , disse Bueno.

    Questionado sobre o cumprimento pelos transportadores da tabela atual, criada às pressas para o fim da greve dos caminhoneiros no final de maio e que segundo empresários eleva os custos com frete em dois dígitos percentuais, Bueno disse que o mercado já está se adequando a uma nova realidade da política de contratação do serviço de frete

    E não existe nenhum valor proposto (na tabela) que seja exorbitante. O valor é adequado, tanto é que muitas empresas já estão aplicando e o mercado está funcionando normalmente , disse ele, apesar de notícias publicadas pela imprensa afirmarem que a tabela não está sendo cumprida por transportadores.

    Consultada, a Abcam, outra associação de caminhoneiros autônomos e uma das principais organizadoras da paralisação dos motoristas no final de maio, não participou da reunião e informou à Reuters que não vai apoiar uma nova paralisação para não prejudicar os rendimentos dos motoristas neste momento.

    As entidades que representam as empresas que contratam o transporte de cargas resistem à ideia de uma tabela mínima obrigatória para o frete. Na semana passada, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) emitiu parecer contrário ao tabelamento, afirmando que a prática gera um resultado semelhante ao de um cartel. [nL1N1TK0M1]

    A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou na reunião desta quinta-feira estudo que mostra que o frete elevará em cerca de 12 por cento os preços de um conjunto de alimentos que representam 90 por cento da cesta básica.

    Citando o estudo contratado junto à LCA Consultores, a CNA afirmou que, caso haja repasse integral do aumento do custo dos transportes, a inflação pode atingir o teto da meta para este ano, ficando entre 5 e 6 por cento.

    (Edição Alberto Alerigi Jr.)

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