TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A EDIÇÃO EXPANDIDA DE “BACK TO BLACK”
NOVA EDIÇÃO CELEBRA OS 20 ANOS DO CLÁSSICO DE AMY WINEHOUSE COM DEMOS INÉDITAS, RARIDADES, SHOW AO VIVO E MATERIAL DE ARQUIVO
João Carlos
27/08/2026
Vinte anos depois de seu lançamento original, Back to Black, segundo e último álbum de Amy Winehouse, será revisitado em uma edição comemorativa ampliada. O novo projeto chega em 23 de outubro de 2026, pela UMe/Island, do grupo Universal Music, apenas quatro dias antes da data exata do aniversário do disco.
A coleção estará disponível em vinil transparente triplo, caixa com três CDs e edição digital deluxe. Também serão lançadas versões limitadas do álbum original, entre elas um vinil marmorizado e uma edição zoetrope, que cria imagens em movimento de Amy quando o disco gira.
O que há de novo na edição
3LP Deluxe

3CD Deluxe

1 LP Zoetrope

Crédito das imagens: Universal Music
A versão em três CDs organiza a era Back to Black em diferentes capítulos. O primeiro disco recupera o álbum original, com músicas como “Rehab”, “You Know I’m No Good”, “Love Is a Losing Game” e a faixa-título.
O segundo reúne lados B, gravações especiais e versões alternativas. Entre as novidades estão quatro demos inéditas, além de registros embrionários identificados por títulos como “I’m No Good”, primeira forma de “You Know I’m No Good”, “Fuckery”, ligada a “Me & Mr Jones”, e “I’ve Been Drinkin’”, uma versão alternativa de “Just Friends”.
O material adicional ainda inclui “Valerie”, registrada no Live Lounge da BBC Radio 1, uma versão de “You Know I’m No Good” com Ghostface Killah e gravações de músicas como “Cupid”, “Monkey Man” e “To Know Him Is to Love Him”.
O terceiro CD apresenta, pela primeira vez na íntegra, o show realizado por Amy no Paradiso, em Amsterdã, em 8 de fevereiro de 2007. São 14 faixas, incluindo sucessos de Back to Black, músicas do álbum Frank, “Valerie” e uma combinação de “He Can Only Hold Her” com “Doo Wop (That Thing)”, de Lauryn Hill. O vinil triplo traz uma seleção de 11 números da apresentação.
Além do conteúdo musical, a edição apresenta uma capa alternativa inédita, fotografias nunca divulgadas de Mischa Richter e Alex Lake, uma imagem preservada no arquivo de Mark Ronson com letras manuscritas por Amy e novos textos de encarte assinados por Ronson e Salaam Remi, os dois produtores do álbum.
Um clássico feito com rapidez e convicção

Crédito da imagem: Universal Music
Boa parte do som de Back to Black nasceu do encontro entre Amy e Mark Ronson em Nova York. Na primeira conversa, a cantora mostrou ao produtor gravações das Shangri-Las, grupo feminino dos anos 1960 conhecido por transformar romances turbulentos em pequenas tragédias pop.
Ronson trabalhou durante a noite em uma base simples para “Back to Black”, usando piano, bateria e uma atmosfera inspirada naquele universo. Amy voltou ao estúdio no dia seguinte, aprovou imediatamente o caminho e permaneceu trabalhando com ele por mais cinco dias. Dessa sequência intensa nasceram seis músicas produzidas por Ronson.
Amy também era extremamente cuidadosa com as palavras. Durante a gravação da faixa-título, Ronson chegou a sugerir uma mudança em um verso para melhorar a rima. A cantora recusou. Para ela, o valor estava justamente em preservar aquilo que havia surgido naturalmente, mesmo que não obedecesse às convenções de uma canção pop.
Os arranjos de cordas também exigiram alguma diplomacia. Amy temia que a orquestração deixasse as músicas excessivamente cinematográficas. Ronson decidiu preparar os arranjos antes de apresentar o resultado completo. A resistência desapareceu quando ela ouviu “Love Is a Losing Game” com as cordas incorporadas.
A banda que gravou antes de conhecer Amy
Outra curiosidade envolve os Dap-Kings, grupo nova-iorquino ligado à cantora Sharon Jones. Os músicos participaram de seis das 11 faixas do álbum e foram responsáveis por boa parte da sonoridade analógica, marcada por metais, bateria seca e referências ao soul clássico.
Amy não estava presente durante algumas dessas sessões. Para gravar “Rehab”, Ronson levou ao estúdio uma faixa isolada com a voz da cantora e a reproduziu para que a banda acompanhasse o andamento e o arranjo. Amy só conheceu pessoalmente os Dap-Kings meses depois, quando o álbum já havia sido lançado.
Já “Tears Dry on Their Own” começou como uma composição mais lenta. Salaam Remi percebeu que o disco precisava de um momento mais acelerado e reorganizou a música sobre uma base inspirada em “Ain’t No Mountain High Enough”, clássico de Marvin Gaye e Tammi Terrell. O contraste entre a letra melancólica e o ritmo luminoso acabou se tornando uma das assinaturas do álbum.
Até a gravação da faixa “Back to Black” ganhou um registro inesperado. Uma câmera estava ligada no estúdio durante uma das interpretações de Amy e capturou parte do processo. As imagens, preservadas ao longo dos anos, posteriormente apareceram no documentário Amy.
Novas portas para um álbum conhecido
Back to Black transformou Amy Winehouse em uma estrela mundial e vendeu mais de 25 milhões de cópias. Em 2008, a era do álbum rendeu cinco Grammys à cantora, incluindo Artista Revelação, Melhor Álbum Vocal Pop e três prêmios relacionados a “Rehab”.
A edição de 20 anos, porém, não se limita a recolocar um clássico nas prateleiras. As demos, gravações alternativas, fotografias e lembranças dos produtores abrem a porta do estúdio e revelam um disco antes de ele ganhar sua forma definitiva.
As músicas continuam familiares, mas a nova edição oferece a oportunidade de conhecer mais de perto as escolhas, experimentações e ideias que ajudaram a transformar aquelas sessões em Back to Black.
Para mais informações sobre a edição comemorativa e a pré-venda, acesse a loja oficial da Universal Music.


