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    Há pelo menos três aplicativos do tipo: o Docway, o Dr. Já e o Doctorengage.

    Uber dos Médicos traz praticidade, mas não substitui o atendimento hospitalar

    Por Redação, antena 1

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    Recentemente, o Conselho Federal de Medicina regulamentou aplicativos que trazem a possibilidade de o paciente chamar um médico que o atenda a domicílio. Segundo o corregedor do CFM, José Fernando Vinagre, desde que se cumpra com todas as regras, a ideia é muito bem aceita.

    Há pelo menos três aplicativos do tipo: o Docway, o Dr. Já e o Doctorengage. Para funcionarem, foi determinado que eles devem ter um diretor técnico e um registro no conselho do estado onde atuam. O preço das consultas não pode ser divulgado em anúncios promocionais e o médico cadastrado devem ter um registro profissional – como todos aqueles que atuam no mercado.

    Segundo o Conselho Federal de Medicina, as especialidades mais chamadas são pediatria, clínica médica, medicina da família e ginecologia.

    Apesar da praticidade e grande procura, esse tipo de aplicativo não substitui o atendimento hospitalar, nem o acompanhamento constante com especialista.

    Confira abaixo algumas orientações sobre a melhor maneira de usar esses serviços:

    1 - Melhor usar em circunstâncias mais simples

    A ideia do aplicativo é de ser um atendimento para situações menos complexas, quando há a impossibilidade de se chegar até a consulta ou quando se quer maior conveniência.

    2 - Faça uma avaliação se não é o caso de chamar a ambulância ou de ir imediatamente ao hospital

    Para muitos casos, o atendimento pelo aplicativo não terá os recursos necessários para resolver a situação, como no caso de algumas fraturas, por exemplo.

    3 - Considere que o médico não vai ter estrutura para exames e outras investigações

    O médico do aplicativo só vai ter condições de fazer uma avaliação inicial, de consulta.

    4 - O médico do aplicativo não substitui o especialista que acompanha o seu caso

    O aplicativo deve ser visto como um atendimento domiciliar, que tem suas vantagens, mas que não vai substituir a consulta com um especialista que conhece o caso e o curso de tratamento do paciente, avalia o médico.

    5 - Certifique-se de que aplicativo e médicos tenham registro

    Ainda, além do registro como médico, o profissional que se apresentar como especialista em alguma área, deverá ter também um registro para a especialidade em que atua. É possível consultar o registro nos sites dos conselhos de cada estado.

    6 - Fique atento se o médico mantém um prontuário

    O médico deve manter um prontuário da consulta, com um registro de tudo o que ocorreu no atendimento, segundo o Conselho Federal de Medicina.

    Isso é importante porque o paciente ou o médico que o acompanha o caso regularmente pode pedir o prontuário para o aplicativo no caso de alguma dúvida.

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