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Remédio contra leucemia para o SUS é pouco eficaz, diz estudo

  • 15/03/2018 08:00
Imagem: Remédio contra leucemia para o SUS é pouco eficaz, diz estudo

Segundo novo estudo, remédio utilizado pelo SUS contra leucemia para crianças é pouco eficaz. O Ministério da Saúde, no entanto, vai manter o processo de compra do medicamento.

A pasta anunciou que a compra do L-asparginase, produzido por um laboratório chinês, será mantida para atender pacientes de hospitais do SUS. Já instituições credenciadas e hospitais filantrópicos receberão verba para adquirir os remédios que acharem mais convenientes.

Um estudo do Centro Infantil Boldrini, hospital filantrópico especializado em oncologia de Campinas, indicou que o L-asparginase não tem qualidade para uso em humanos. O trabalho foi publicado na revista EBioMedicine. “O produto tem eficácia comprometida e seu uso é uma imperícia ética e moral”, diz a presidente do Centro Boldrini, Silvia Brandalise.

O L-asparginase é comprado desde 2013 pelo governo para pacientes com leucemia mieoloide aguda. O remédio substituiu o asparginase, fabricado por uma indústria alemã.

O resultado do estudo de Campinas é questionado pelo ministério. A pasta alega que o trabalho foi feito com um pequeno número de camundongos e as conclusões obtidas não podem ser aplicadas para humanos. A líder do estudo discorda: “Não há como fazer o teste em humanos, por questões éticas. Sobretudo porque resultados foram ruins com animais.”

O ministério ainda afirma que a publicação não se refere ao resultado de estudo científico, e sim a um manuscrito de interpretação exclusiva do Centro Boldrini, sem que outras entidades científicas tenham atestado. 

A análise do Boldrini avaliou a presença de impurezas e a bioequivalência do medicamento. Como comparação, foi usado um remédio vindo da Alemanha: o medicamento chinês apresentou 398 contaminantes, muito acima dos 3 do alemão. A quantidade de impurezas, diz Silvia, eleva expressivamente o risco de reações alérgicas, além de comprometer a ação da droga.

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