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Variante da Covid com alta mutação é encontrada em novos países, mas pandemia está em “fase diferente”

Placeholder - loading - Fila para teste de Covid-19 em Nova York 20/06/2023 REUTERS/Shannon Stapleton
Fila para teste de Covid-19 em Nova York 20/06/2023 REUTERS/Shannon Stapleton

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LONDRES/CHICAGO (Reuters) - Uma variante da Covid-19 com alta mutação chamada BA.2.86 foi agora detectada na Suíça e na África do Sul, além de em Israel, Dinamarca, EUA e Reino Unido, de acordo com uma autoridade da Organização Mundial da Saúde.

A ramificação da variante ômicron carrega mais de 35 mutações em partes importantes do vírus em comparação com a XBB.1.5, a variante dominante durante a maior parte de 2023 – um número aproximadamente equivalente à variante ômicron que causou infecções recordes em comparação com sua antecessora.

Ela foi detectada pela primeira vez na Dinamarca em 24 de julho, depois que o vírus que infectava um paciente em risco de ficar gravemente doente foi sequenciado. Desde então, a variante foi detectada em outros pacientes sintomáticos, em exames de rotina em aeroportos e em amostras de águas residuais em alguns países.

Cientistas em todo o mundo disseram que embora fosse importante monitorar a BA.2.86, era pouco provável que ela causasse uma onda devastadora de doenças graves e mortes, dadas as defesas imunológicas construídas em todo o mundo a partir da vacinação e de infecções anteriores.

“Ainda são números baixos”, disse Maria Van Kerkhove, líder técnica de Covid-19 na OMS, em sua primeira entrevista sobre a BA.2.86.

O fato de os casos conhecidos não estarem ligados sugere que o vírus já circula de forma mais ampla, especialmente devido à redução da vigilância em todo o mundo, disse ela.

Os cientistas estão testando até que ponto as vacinas para a Covid-19 atualizadas funcionarão contra a BA.2.86. Kerkhove observou que as vacinas têm sido melhores na prevenção de doenças graves e morte do que na reinfecção.

“Estamos numa fase (da pandemia) muito diferente de que se ela tivesse surgido no primeiro ano”, disse Marion Koopmans, virologista holandesa que assessora a OMS.

Nirav Shah, vice-diretor principal do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, disse que a agência e outros detectaram a nova variante na semana passada, realizaram reuniões com cientistas durante o fim de semana e emitiram uma avaliação de risco na quarta-feira. Houve nove casos detectados até 23 de agosto e a variante também foi encontrada em águas residuais na Suíça.

Parece que os testes e medicamentos atuais permanecem eficazes contra a BA.2.86, embora a variante possa ser mais capaz de causar infecção em pessoas vacinadas e naquelas que já tiveram a Covid anteriormente, disse a avaliação. Ainda não há evidências de que a variante esteja causando doenças mais graves.

Ainda assim, o risco potencial deve ser levado a sério, afirmam os especialistas, e a vigilância deve continuar, se não nos níveis alcançados no pico da pandemia.

“Os governos não podem deixar a bola cair”, disse Van Kerkhove, acrescentando que o coronavírus continua a circular, evoluir, infectar e matar pessoas.

(Reportagem de Jennifer Rigby e Julie Steenhuysen; reportagem adicional de Pratik Jain em Bengaluru)

Escrito por Reuters

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