A CONTINUAÇÃO DE DIRTY DANCING: O QUE JÁ FOI CONFIRMADO
UM DOS MAIORES SUCESSOS DA DÉCADA DE 80 E REFORÇOU A CONEXÃO ENTRE CINEMA, MÚSICA E RÁDIO DOS ANOS 80
João Carlos
13/02/2026
A Lionsgate confirmou no fim de janeiro que a aguardada sequência de Dirty Dancing está oficialmente em desenvolvimento, com Jennifer Grey retomando o papel de Frances “Baby” Houseman.

Cartaz original de Dirty Dancing (1987), estrelado por Patrick Swayze e Jennifer Grey.
Imagem: Divulgação / Vestron Pictures.
Lançado em 1987, o filme acompanha a jovem Baby durante as férias em um resort no início dos anos 1960, onde ela se envolve com o instrutor de dança Johnny Castle, interpretado por Patrick Swayze. O romance atravessa diferenças sociais e ganha força em meio a coreografias que se tornariam icônicas.
O anúncio da sequência reforça a permanência de uma produção que ultrapassou as bilheterias e se consolidou também como fenômeno radiofônico global.
O filme que consolidou a parceria entre cinema, música e rádio

Capa do álbum Dirty Dancing: Original Soundtrack from the Vestron Motion Picture (1987).
Capa: Divulgação / RCA Records.
Lançado em 1987, Dirty Dancing não foi apenas um sucesso de cinema. Tornou-se um marco da relação entre Hollywood e a indústria fonográfica nos anos 80.
A trilha sonora teve papel central nesse fenômeno. O dueto (I've Had) The Time of My Life, interpretado por Bill Medley e Jennifer Warnes, venceu o Oscar de Melhor Canção Original e alcançou o topo das paradas. Já Hungry Eyes, de Eric Carmen, consolidou-se como um dos grandes hits românticos da década.
Um dos elementos mais singulares da trilha foi She's Like the Wind, interpretada pelo próprio protagonista, Patrick Swayze. Embora os anos 80 tenham intensificado a aproximação entre cinema e música pop, não era comum que o ator principal gravasse um single oficial da trilha — ainda mais um que se transformasse em sucesso radiofônico internacional. O detalhe reforçou a integração entre personagem, filme e mercado musical.
As músicas ultrapassaram a tela e dominaram as rádios do mundo inteiro — permanecendo até hoje na programação de emissoras como a Antena 1.
Produzido com orçamento modesto, o longa arrecadou mais de 200 milhões de dólares mundialmente, tornando-se um dos casos mais expressivos de sucesso comercial da década.
Bastidores que marcaram a produção

Patrick Swayze e Jennifer Grey na cena final de Dirty Dancing (1987).
Foto: Divulgação / Vestron Pictures.
Além do impacto musical, Dirty Dancing acumulou histórias de bastidores que, ao longo dos anos, foram revisitadas em entrevistas e especiais de TV dedicados aos clássicos dos anos 80.
Um dos episódios mais comentados envolve a relação entre Patrick Swayze e Jennifer Grey durante as filmagens. Os dois já haviam trabalhado juntos anteriormente e, segundo relatos posteriores, a convivência no set foi marcada por tensões e diferenças de estilo. Curiosamente, essa dinâmica acabou contribuindo para a intensidade emocional das cenas.
Outro ponto frequentemente lembrado é a resistência inicial de Swayze à ideia de uma sequência. O ator teria recusado propostas ao longo dos anos, defendendo que a história original tinha encerramento próprio.
A trilha sonora também enfrentou obstáculos. A canção-tema (I've Had) The Time of My Life quase não integrou o filme. Houve dúvidas sobre sua inclusão e ajustes de última hora antes da gravação definitiva por Bill Medley e Jennifer Warnes. O resultado acabou se tornando um dos maiores hits da década e vencedor do Oscar.
O contraste entre o orçamento enxuto — cerca de 6 milhões de dólares — e a arrecadação superior a 200 milhões mundialmente também alimenta o status do filme como fenômeno inesperado.
Por fim, há os relatos sobre as limitações físicas de Swayze durante as gravações. Mesmo com uma lesão no joelho, o ator participou de sequências exigentes, incluindo a famosa cena do salto no palco, que exigiu repetidas tomadas.
O conjunto desses relatos ajuda a explicar por que a história por trás das câmeras permanece tão comentada quanto o próprio filme.
O que se sabe sobre o novo projeto
Segundo comunicado oficial da Lionsgate, Jennifer Grey também atuará como produtora executiva. O roteiro ficará a cargo de Kim Rosenstock, indicada ao Emmy e ao Globo de Ouro, enquanto Nina Jacobson e Brad Simpson assumem a produção.
Ainda não há detalhes sobre como o filme tratará a ausência de Patrick Swayze, falecido em 2009, mas a expectativa é que o personagem Johnny Castle seja lembrado dentro da narrativa.
A produção deve começar ainda este ano.
A década que não acabou
Quase quatro décadas depois, Dirty Dancing permanece na memória coletiva e na programação das rádios. A confirmação da sequência evidencia como a integração entre cinema e música construída nos anos 80 segue atual — tema central da quinta parte da série especial da Antena 1, que será publicada neste sábado.


