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Acionistas da Axia Energia aprovam migração para Novo Mercado da B3

Acionistas da Axia Energia aprovam migração para Novo Mercado da B3

Reuters

01/04/2026

Placeholder - loading - Logo da empresa brasileira de energia Axia Energia em seu escritório no Rio de Janeiro, Brasil 23/10/2025 REUTERS/Marta Nogueira
Logo da empresa brasileira de energia Axia Energia em seu escritório no Rio de Janeiro, Brasil 23/10/2025 REUTERS/Marta Nogueira

Por Leticia Fucuchima

SÃO PAULO, 1 ​Abr (Reuters) - Acionistas da Axia Energia aprovaram nesta quarta-feira em assembleia extraordinária a proposta da companhia de migração para o Novo Mercado, segmento da B3 que reúne as empresas com mais elevada governança corporativa.

Com o aval dado pelos acionistas, a Axia deixará de ter em sua estrutura as ações preferenciais PNA1 e PNB1, que serão convertidas ⁠em ⁠ações ordinárias, com direito a ​voto.

A ‌razão de conversão será de 1,1 ação ordinária para cada 1 ação PNA1 ou PNB1, o que, segundo a Axia, preserva o tratamento econômico ⁠atual distinto dos acionistas preferencialistas, que têm prêmio ​de dividendos no mínimo 10% superiores aos pagos às ​ações ordinárias.

Na visão da Axia, ‌maior geradora e ​transmissora ⁠de energia elétrica do Brasil, a migração ao Novo Mercado não só garantirá direito de voto e dividendos iguais ​a todos os acionistas da empresa, mas também trará outros benefícios, como maior liquidez para as ações e flexibilidade para distribuição de dividendos, além de melhora ​de 'ratings' e potencial atração de novos investidores.

Estudada pela companhia desde 2022, a ideia de migração para o segmento de maior governança da B3 foi retomada no fim do ano passado, após anos de reestruturação pós-privatização e em momento em que a elétrica enxergou uma 'janela de oportunidade' ​para avançar com esse processo.

Além das ações ordinárias, a ‌estrutura acionária da Axia manterá ⁠as ações PNC, classe temporária criada para a bonificação de R$30 bilhões aprovada no ano passado, e ⁠as ações 'golden share', detidas pela União ⁠e que dão direito ⁠a veto ⁠do ​governo em temas específicos.

(Por Letícia Fucuchima; edição de Marta Nogueira)

Reuters

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