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    Ministro saudita recomenda corte dos estoques de petróleo em meio a ampla oferta

    Por Rania El Gamal e Vladimir Soldatkin

    JEDDAH, Arábia Saudita (Reuters) - O ministro da Energia da Arábia Saudita disse neste domingo que recomendou a redução dos estoques de petróleo e que o suprimento global de petróleo é abundante.

    'No geral, o mercado está em uma situação delicada', disse Khalid al-Falih a repórteres antes de uma reunião ministerial dos principais produtores de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados, incluindo Arábia Saudita e Rússia.

    Ele disse que a Opep, da qual a Arábia Saudita é líder de fato, teria mais dados em sua próxima reunião no final de junho para ajudar a tomar a melhor decisão sobre a produção.

    A Opep, Rússia e outros produtores que não integram o grupo, uma aliança conhecida como Opep+, concordaram em reduzir a produção em 1,2 milhão de barris por dia desde 1º de janeiro por seis meses, um acordo para impedir aumento de estoques e depreciação dos preços do petróleo.

    O ministro da Energia da Rússia, Alexander Novak, disse a repórteres que diferentes opções estavam disponíveis para o acordo, incluindo aumento na produção no segundo semestre do ano.

    O ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail al-Mazrouei, disse que os produtores de petróleo são capazes de preencher qualquer lacuna no mercado de petróleo e que afrouxar os cortes na oferta não é 'a decisão certa'.

    Mazrouei afirmou que os Emirados não querem ver um aumento nos estoques que possa levar a um colapso nos preços.

    A Arábia Saudita não vê necessidade de aumentar a produção rapidamente agora, com o petróleo em torno de 70 dólares o barril, porque teme uma queda nos preços e uma elevação nos estoques, disseram fontes da Opep, acrescentando que a Rússia quer aumentar a oferta depois de junho.

    Os Estados Unidos --que não são membros da Opep+, mas são aliados próximos da Arábia Saudita-- querem que o grupo aumente a produção para reduzir os preços do petróleo.

    Falih precisa encontrar um equilíbrio delicado entre manter o mercado de petróleo bem abastecido e os preços altos o suficiente para as necessidades orçamentárias de Riad.

    Além disso, precisa agradar Moscou para garantir que a Rússia permaneça no pacto da Opep+ e ser sensível às preocupações dos Estados Unidos e do resto da Opep+, disseram as fontes da Opep.

    A reunião deste domingo do painel ministerial surge em meio a preocupações de um mercado apertado. As exportações de petróleo do Irã devem cair ainda mais em maio e os embarques da Venezuela podem recuar novamente nas próximas semanas devido a sanções dos EUA.

    A contaminação por petróleo também forçou a Rússia a suspender os fluxos pelo oleoduto Druzhba --um canal fundamental para o petróleo bruto na Europa Oriental e na Alemanha-- em abril. A suspensão, ainda sem previsão de fim, deixou os refinadores lutando para encontrar suprimentos.

    O ministro da Energia da Rússia disse a jornalistas que o fornecimento de petróleo para a Polônia através do oleoduto começaria na segunda-feira.

    (Reportagem adicional de Dahlia Nehme e Stephen Kalin)

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    Light focará em 'áreas possíveis' do Rio para reduzir perdas com furtos de energia

    SÃO PAULO (Reuters) - A elétrica Light, responsável pelo fornecimento da energia na região metropolitana do Rio de Janeiro, viu um aumento das perdas de energia em sua área de atuação no primeiro trimestre, com um crescimento significativo dos chamados 'gatos' na rede.

    Em teleconferência com investidores nesta quinta-feira, a nova presidente da companhia, Ana Marta Veloso, disse que buscará reduzir os furtos de energia com ações mais incisivas no que a empresa define como 'áreas possíveis' --aquelas em que seus técnicos podem entrar para realizar medições e cobranças.

    Grande parte das ligações ilegais de eletricidade no Rio de Janeiro está em regiões dominadas por traficantes de drogas ou milícias, o que em geral impede a entrada ou mesmo coloca em risco a vida de profissionais da empresa.

    'Vamos com tudo para trabalhar no combate ao furto de energia e na mudança cultural que precisa ser feita na área de concessão da Light. É inadmissível clientes que têm condição de pagar energia não pagarem por questões culturais, ou acharem que têm o direito de furtar energia', afirmou a executiva, sem detalhar as ações.

    'A situação no Rio vem se deteriorando, o que implica num desafio ainda maior para nós em perdas e arrecadação... mas ainda há muito trabalho a ser feito naquilo que chamamos de áreas possíveis, onde o nível de perdas é de 16% da carga-fio, ainda alto comparado a outras concessões', acrescentou ela.

    As perdas não-técnicas de energia no mercado de baixa tensão da Light, principalmente de clientes residenciais, somaram 47,2% da carga no trimestre encerrado em março, maior nível desde ao menos o final de 2015, segundo dados da empresa. No final de 2018, as perdas somavam 45,18% e em março do ano passado eram de 41,47%.

    A Light apontou que 55% das perdas foram em áreas de risco, que representam cerca de 13% do volume de energia distribuído pela companhia.

    'As perdas nas áreas possíveis ainda são muito altas quando você compara com outras concessões (de distribuição de energia), de outros grupos, que estão na região Sudeste e podem ser comparadas com as 'áreas boas' da Light... elas que vamos endereçar daqui para a frente', disse Ana Marta.

    A executiva afirmou ainda que a Light mudará sua estratégia de 'recuperação de energia', em ações que buscarão recuperar valores não pagos por clientes com uma retroatividade de até 36 meses.

    'Você não pode fazer isso como a Light fez em 2018, focando em clientes nas 'áreas de risco', porque eles não têm capacidade de pagamento. Agora, você pode fazer isso com um cliente da Zona Sul, oferecendo um parcelamento', exemplificou.

    A executiva foi eleita para comandar a Light no final de abril. Até então, ela ocupava uma cadeira no conselho de administração da Eletropaulo, como membro independente. Antes, ela já havia presidido a Light entre o final de 2015 e meados de 2017.

    A Light reportou na véspera um lucro líquido de 164 milhões de reais no primeiro trimestre, avanço de 77% na comparação anual, em resultado impulsionado principalmente pelos negócios de geração da companhia.

    DESALAVANCAGEM

    Durante a teleconferência, a presidente da Light disse que sua primeira prioridade será reduzir a alavancagem da companhia.

    A elétrica fechou o trimestre com relação entre dívida líquida e geração de caixa (Ebitda) de 3,7 vezes, ante 3,6 vezes no final de 2018.

    Em abril, executivos da estatal mineira Cemig, controladora da Light, afirmaram que estava em avaliação uma possível oferta de ações da Light, em uma operação na qual a Cemig inclusive poderia aproveitar para vender suas ações na empresa.

    A Light faz parte de um grupo de ativos listados em um plano de desinvestimentos da Cemig que visa reduzir dívidas.

    Ao ser questionada sobre a possibilidade da oferta de ações, no entanto, Ana Marta disse que a companhia está avaliando 'várias alternativas' para reduzir a alavancagem, sem detalhar.

    Ela acrescentou ainda que já não está mais em vigor um memorando de entendimento que a companhia chegou a firmar em 2018, para uma oferta de ações que seria ancorada por fundos da GP Investments.

    (Por Luciano Costa)

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    SPIC reduz oferta por fatia da Cemig na hidrelétrica de Santo Antônio, dizem fontes

    Por Luciano Costa

    SÃO PAULO (Reuters) - A chinesa State Power Investment Corp fez uma oferta vinculante pela fatia da estatal mineira Cemig na hidrelétrica de Santo Antônio, mas o valor ficou abaixo de uma proposta indicativa apresentada anteriormente, disseram à Reuters duas fontes com conhecimento do assunto.

    A usina em Rondônia, que recebeu mais de 20 bilhões de reais em investimentos, foi colocada pela Cemig em um plano de desinvestimentos que visa obter recursos para reduzir dívidas. A elétrica mineira tem fatia de 15% na Santo Antônio, entre participações diretas e indiretas.

    'Eles fizeram uma proposta não vinculante meses atrás, que a princípio era boa, dava para continuar (as conversas). Agora apresentaram uma nova proposta que a princípio não é aceitável, é bem abaixo', afirmou uma das fontes, que falou sob a condição de anonimato porque as negociações são sigilosas.

    As conversas da mineira Cemig com a chinesa SPIC pela hidrelétrica no rio Madeira começaram ainda em 2017, mas desde então divergências sobre valores têm impedido um entendimento, assim como aconteceu com a recente oferta vinculante, que esfriou as tratativas.

    A segunda fonte também disse que a última oferta foi inferior a uma apresentada anteriormente à Cemig.

    'Acho muito pouco provável que aconteça (o negócio nessas condições)', acrescentou.

    As fontes, no entanto, não descartaram que as conversas entre as empresas possam continuar, em meio ao apetite dos chineses por ativos no setor de energia no Brasil e à intenção da Cemig de vender ativos.

    As fontes não tinham detalhes sobre a oferta da SPIC.

    Controlada pelo governo de Minas Gerais, a Cemig teve uma recente mudança na cúpula, mas o novo governador do Estado, Romeu Zema (Partido Novo), disse que a empresa segue em busca de vender ativos. Ele também não descartou uma privatização da companhia com um todo, embora o processo exija aprovação do legislativo estadual.

    Os outros sócios da Cemig em Santo Antônio são Furnas, da Eletrobras, com 43%, e a construtora Odebrecht, com 18,25%. Os veículos de investimento Caixa FIP Amazônia Energia e SAAG Investimentos, da Andrade Gutierrez, também contam com participações.

    A Odebrecht já afirmou anteriormente que pretende vender sua participação no empreendimento, enquanto a Eletrobras tem afirmado que aguardará os movimentos dos sócios para eventualmente exercer o direito de 'tag-along' e negociar sua participação pelo mesmo valor.

    Procurada, a Cemig disse que não iria falar sobre o tema, assim como a SPIC. A Odebrecht informou que mantém intenção de venda, enquanto a Andrade Gutierrez não comentou.

    A Santo Antônio Energia, que reúne os sócios da usina, disse que o tema deve ser tratado com os acionistas.

    RISCO HIDROLÓGICO

    Com cerca de 3,57 gigawatts em capacidade, a usina de Santo Antônio é uma das maiores hidrelétricas do país e iniciou a operação das primeiras máquinas em 2012.

    O empreendimento está 100 por cento operacional desde 2017, mas vem sofrendo um impacto negativo no faturamento por conta de um déficit de geração enfrentado pelas usinas hídricas do Brasil em geral nos últimos anos.

    Com o déficit, decorrente de questões como o baixo nível dos reservatórios, empresas que operam hidrelétricas têm precisado comprar energia no mercado para cumprir obrigações comerciais, um custo que elas alegam que não tinham como prever.

    Esses custos com o chamado 'risco hidrológico', que são alvo de longas discussões entre empresas de energia e o governo, são um dos pontos que têm ajudado a travar a venda da usina, afirmou uma terceira fonte que acompanha as negociações.

    O governo promete um acordo para compensar as elétricas por parte das perdas com o déficit hídrico, mas isso depende da aprovação de um projeto de lei cuja tramitação travou na Câmara dos Deputados. Inicialmente, o Ministério de Minas e Energia previa que o texto seria aprovado logo no início de 2019.

    'É uma questão comercial. Se tem um acordo, já melhora o preço do ativo... então você tem o comprador tentando jogar (o preço) para baixo e o vendedor não aceitando porque ele está vendo que talvez tenha algumas soluções por vir que melhorem o preço do ativo lá na frente', afirmou essa fonte.

    Por outro lado, os chineses da SPIC se aproveitam do fato de serem atualmente os únicos com interesse e capacidade financeira para uma eventual aquisição da enorme hidrelétrica, acrescentou essa pessoa, que acompanha diversas operações de fusões e aquisições.

    A chinesa SPIC realizou o primeiro investimento no Brasil em setembro de 2017, com a aquisição da hidrelétrica de São Simão, que pertencia à Cemig até ter o contrato de concessão expirado e ser licitada pelo governo.

    Na época, a companhia já era vista como potencial compradora da usina de Santo Antônio, mas uma primeira oferta apresentada pelo ativo na ocasião não avançou.

    Em outubro do ano passado, a Cemig disse que havia recebido uma 'oferta indicativa' dos chineses pela fatia na usina, sem revelar detalhes.

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    Lucro da Petrobras cai 42% no 1º tri, com impacto de norma contábil e produção menor

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras informou nesta terça-feira que o seu lucro líquido caiu 42 por cento entre janeiro e março, ante o mesmo período de 2018, para 4,03 bilhões de reais, com a redução da produção de petróleo e menores preços da commodity atingindo as exportações, além de uma nova norma contábil que impactou os resultados.

    Na comparação com o quatro trimestre, o lucro líquido cresceu 92 por cento, com redução de 1,1 bilhão de reais nas despesas com imposto de renda e contribuição social, em razão da baixa de créditos de prejuízos fiscais registrados no período anterior, além de maior resultado no setor petroquímico (400 milhões de reais).

    Já o lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado somou 27,49 bilhões de reais entre janeiro e março, alta de 7 por cento ante o mesmo período de 2018 e queda de 6 por cento em relação aos últimos três meses do ano passado.

    Desconsiderando-se efeitos dos itens especiais e de nova norma internacional contábil de arrendamentos mercantis (IFRS 16), adotada pelas empresas abertas a partir deste ano, o lucro líquido da companhia seria de 5,1 bilhões de reais e o Ebitda ajustado de 25,2 bilhões de reais.

    A receita de vendas da empresa no período somou 80 bilhões de reais, queda de 14 por cento versus o último trimestre de 2018, devido principalmente à queda das cotações internacionais do petróleo, menor volume de vendas de derivados no mercado interno e queda da receita com exportações.

    Mas, na comparação anual, a receita de vendas foi 5,5 bilhões de reais superior ao mesmo período de 2018, com maior comercialização no mercado interno, devido aos maiores volumes e preços médios de derivados. Adicionalmente, a valorização dos preços do gás natural e o preço de realização de energia elétrica contribuíram para o aumento de 2,5 bilhões de reais na receita do segmento de gás e energia.

    A Petrobras ressaltou que os preços internacionais do petróleo ficaram 7 por cento menores no primeiro trimestre versus o quarto trimestre de 2018 e tiveram queda de 5 por cento na comparação anual, para 63,20 dólares por barril.

    Já o volume total de vendas caiu 4 por cento entre janeiro e março, ante os três últimos meses de 2018, para 3,06 milhões de barris por dia, caindo ainda 2 por cento na comparação anual.

    IMPACTO NA DÍVIDA

    O IFRS 16 também trouxe efeito importante para o endividamento da companhia.

    A dívida líquida da Petrobras somou 372,2 bilhões de reais ao fim do primeiro trimestre, alta de 38 por cento ou 103,4 bilhões de reais em relação ao trimestre anterior.

    Desconsiderando os efeitos da norma, o endividamento líquido da petroleira seria de 266,3 bilhões de reais, ante 268,8 bilhões no último trimestre de 2018.

    Mas a empresa destacou que 'não adquiriu novas dívidas e não houve aquisição de novos ativos, sendo os impactos apenas normativos e sem efeitos no caixa e equivalentes de caixa'.

    A Petrobras informou ainda investimentos de 2,33 bilhões de dólares no primeiro trimestre, queda de 30 por cento ante o quarto trimestre e de 24 por cento na comparação anual. No segmento de Exploração e Produção, os investimentos totalizaram 2 bilhões de dólares e concentraram-se, principalmente, nas atividades relativas ao desenvolvimento da produção de novos campos de petróleo no pólo pré-sal da Bacia de Santos.

    PRODUÇÃO EM QUEDA

    A produção de petróleo e LGN da Petrobras no Brasil caiu 6 por cento no primeiro trimestre, ante o mesmo período do ano passado, para 1,971 milhão de barris por dia, principalmente devido à venda de 25 por cento da participação do campo de Roncador, na Bacia de Campos, maior concentração de manutenções em plataformas e declínio natural de produção em campos antigos.

    Na comparação com o trimestre anterior houve uma queda de 4 por cento, em função da maior concentração de manutenções em plataformas no período e do comissionamento dos novos sistemas do campos de Búzios.

    Somando a produção de petróleo e gás natural no Brasil, a empresa produziu no primeiro trimestre 2,46 milhões de barris de óleo equivalente por dia, queda de 5 por cento na comparação anual.

    Segundo a empresa, as paradas afetaram a produção de fevereiro, com reflexos adicionais na produção até a última semana de abril, a partir de quando a produção retornou ao patamar de 2,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

    A Petrobras destacou que as paradas foram parcialmente compensadas pelo início de operação de três novas plataformas em 2019 (P-67, na área norte de Lula, e P-76 e P-77, no campo de Búzios).

    'A expectativa é de crescimento da produção no segundo trimestre, à medida que os novos sistemas avancem no processo de ramp-up', apontou a Petrobras.

    (Por Marta Nogueira)

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    BR deverá avaliar compra de refinarias da Petrobras, diz CEO

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A BR Distribuidora, empresa de combustíveis controlada pela Petrobras, deverá estudar eventual participação em concorrência planejada pela estatal do petróleo para a venda de suas refinarias, disse nesta terça-feira o presidente da companhia, Rafael Grisolia.

    A Petrobras aprovou no mês passado estudos para vender oito refinarias da companhia fora dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, que somam capacidade de processamento de cerca de 1,1 milhão de barris de petróleo por dia.

    'É claro que, como distribuidor, a gente tem o dever de olhar isso de diversos ângulos, e isso a gente vai fazer sempre', disse Grisolia, ao participar de teleconferência com analistas de mercado sobre os resultados do primeiro trimestre.

    O executivo pontuou ainda que os planos da Petrobras para o desinvestimento no refino também podem movimentar as operações da BR de outras formas, uma vez que poderá atrair novos ofertantes de combustíveis, ampliando possibilidades.

    A Petrobras não tem ainda uma data para o lançamento dos desinvestimentos em refino.

    A quebra do monopólio da Petrobras no refino é defendida por analistas e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Eles defendem maior concorrência, o que viabilizaria preços menores aos consumidores, além da diminuição da exposição da Petrobras a interferências de Brasília.

    No entanto, especialistas do setor disseram à Reuters que, embora os desinvestimentos das refinarias ajudem a Petrobras a sustentar suas finanças, podem falhar na criação de um mercado de refino competitivo no Brasil, da forma como a empresa propôs, já que a estatal ainda teria o monopólio no Sudeste, principal mercado consumidor.

    COMPETIÇÃO DIFÍCIL

    Importadores vêm apontando dificuldades para competir no mercado interno com a Petrobras desde a greve de caminhoneiros, em maio do ano passado, quando protestos ocorreram nas estradas contra os altos preços do diesel, levando o Brasil a lançar um programa de subvenção que foi até dezembro.

    Neste ano, a Petrobras está realizando ajustes nos preços em períodos mais longos.

    O diretor-executivo de operação e logística da BR, Alípio Ferreira Junior, destacou que a empresa permanece atuando no segmento de importação de combustíveis, mas não com a lucratividade vista antes da greve.

    'As arbitragens estão muito modestas em relação ao que a gente via no passado', disse Ferreira Junior.

    'Desde que houve a greve dos caminhoneiros e entrou o regime de subvenção, a gente tem esse mercado retomado pela Petrobras... e pouco espaço para a importação, no que se refere a lucratividade.'

    CARTÃO CAMINHONEIRO

    O presidente da BR também ressaltou aos analistas nesta terça-feira que o cartão caminhoneiro, apontado pelo governo como uma das iniciativas para atender as demandas de caminhoneiros, será 'um produto de mercado'.

    Em março, a Petrobras anunciou que a BR desenvolveria para implantação em período estimado de 90 dias um cartão de pagamentos que viabilizaria a compra de diesel por caminhoneiros a preço fixo em postos com bandeira BR, mas nenhum detalhe foi apresentado até agora.

    'Será um produto novo, que tem que ser um produto de mercado, que obviamente vai passar por suas evoluções naturais, mas que estamos trabalhando muito para poder lançar', disse Grisolia, que foi questionado sobre o tema por analistas algumas vezes, durante a teleconferência de resultados.

    A BR Distribuidora reportou lucro líquido de 477 milhões de reais no primeiro trimestre, salto de 93 por cento na comparação anual, em resultado ajudado por menor despesa financeira e pelo reconhecimento de recebíveis junto a distribuidoras de energia da Eletrobras que foram privatizadas.

    O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou 841 milhões de reais, 8,8 por cento acima do visto em mesmo período do ano anterior.

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    Cessão onerosa depende de solução jurídica para pagamento à Petrobras, decide TCU

    Por Ricardo Brito

    SÃO PAULO (Reuters) - O leilão dos excedentes da cessão onerosa, que o governo agendou para 28 de outubro, depende de uma solução jurídica para a viabilização de um pagamento devido à Petrobras, que poderia estourar o teto de gastos da União, defendeu em despacho o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU).

    A decisão de Dantas considera 'imprescindível' a atuação do TCU para garantir que o ressarcimento da petroleira 'não ocorra em desacordo com a legislação vigente'.

    '(...) Seria inconcebível a realização do referido leilão sem que esteja juridicamente resolvida a forma como se dará esse pagamento', diz a decisão, do dia 2 de maio, obtida pela Reuters.

    No mês passado, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou pagamento pela União de 9,058 bilhões de dólares à Petrobras, como parte da renegociação do contrato da cessão onerosa, firmado em 2010, que deu à empresa o direito de explorar 5 bilhões de barris de óleo equivalente.

    A operacialização desse pagamento é importante porque a Petrobras, em tese, utilizaria os recursos para participar dos lances no leilão do petróleo excedente deste ano. Apenas o bônus de assinatura da licitação, que envolverá quatro áreas, foi estipulado em 106,56 bilhões de reais.

    O ministro do TCU alertou que não há como o leilão ocorrer diante de cenário de 'tamanha incerteza e insegurança' sob pena de afugentar potenciais investidores.

    Um dos principais entraves, que foi apontado no pedido feito pelo deputado Paulinho da Força (SD-SP), é que o pagamento estoura o Teto de Gastos e também não haveria previsão no orçamento de 2019 para ser realizado.

    Uma das soluções em análise pelo governo é enviar ao Congresso um projeto de lei que abre um crédito extraordinário para contemplar esse ressarcimento.

    'Essa definição é importante, inclusive, para que a matéria seja resolvida entre o governo e o Congresso Nacional, visto que, a priori, qualquer caminho que for escolhido para operacionalizar o ressarcimento da Petrobras precisará, em algum momento, da aprovação do poder legislativo, no mínimo para fins de inclusão no orçamento', diz Bruno Dantas, na decisão.

    Mais cedo, o jornal Folha de S.Paulo reportou a informação.

    Por considerar que há tempo hábil para solucionar a questão, o ministro do TCU pediu para que o ministro da Economia, Paulo Guedes, manifeste-se em 5 dias a respeito de pontos que julga necessários esclarecer. Ele quer saber, por exemplo, quais 'alternativas em estudo acerca da forma como se dará o pagamento à Petrobras, considerando a necessidade de respeito a legislação vigente'.

    Na segunda-feira, Guedes e o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, entregaram ao presidente do TCU, ministro José Mucio, documentos referentes à revisão do contrato da cessão onerosa e do leilão dos excedentes.

    Em rápida fala, Guedes disse que o governo está trabalhando em como compatibilizar o pagamento que será feito à Petrobras, após a renegociação do contrato de cessão onerosa, com o cumprimento do teto de gastos.

    Guedes complementou que o governo segue trabalhando em suas 'intenções federalistas', numa provável menção à ideia de dividir parte dos recursos arrecadados no leilão com Estados e municípios.

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    ANÁLISE-Fim do monopólio de refino no Brasil é difícil apenas com plano da Petrobras

    Por Gram Slattery e Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras atraiu aplausos de investidores no mês passado ao anunciar estudos para vender oito de suas refinarias, em um processo que a companhia diz que poderá levantar 15 bilhões de dólares.

    Mas analistas e especialistas do setor dizem que, embora os desinvestimentos ajudem a Petrobras a sustentar suas finanças, podem falhar na tentativa de criar um mercado de refino competitivo no Brasil, um objetivo frequentemente apontado por reguladores e executivos da Petrobras.

    Isso porque a empresa prevê manter suas refinarias nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, lar de mais de 60 milhões de brasileiros. Juntas, podem processar cerca de 1,1 milhão de barris de petróleo por dia, segundo dados no site da Petrobras, cerca de metade da capacidade total da empresa.

    'Eu acho que é um pouco para 'inglês ver', para dar a sensação de abertura para investidores em refino. Mas não fará diferença nenhuma para a concorrência, pois as distâncias entre refinarias são grandes e os fretes serão elevados para tentar concorrer', disse Alberto Barriga, ex-executivo da área de refino da Petrobras e sócio da consultoria Bizup.

    O BTG Pactual também pontuou que combustíveis geralmente não são transportados por longas distâncias e que não seria positivo para a concorrência se um único licitante puder adquirir mais de uma refinaria em locais próximos.

    'Além disso, fica claro que a Petrobras (pelo menos inicialmente) quer manter o controle da capacidade nos aglomerados do Sudeste (ou a jóia da coroa como alguns chamariam)', disse o BTG, em relatório enviado a clientes na semana passada.

    'Então, também questionamos se isso será suficiente para quebrar o monopólio virtual da Petrobras (ou até mesmo a capacidade de atrair o interesse de potenciais compradores), dada a maior importância da região no mercado geral de combustíveis do Brasil.'

    À Reuters, a Petrobras disse que, independentemente do Estado em que estão localizadas, as refinarias estão sujeitas à competição de importadores e, futuramente, também de outros refinadores, que serão livres para realizar o transporte de cabotagem ao longo da costa para atenderem aos mercados que julgarem atrativos.

    Acrescentou que as quatro refinarias de São Paulo operam fisicamente conectadas através de uma densa malha de dutos, sendo difícil a segregação de uma delas para operação independente, uma vez que foram concebidas para operarem de maneira integrada.

    'Além disto, as refinarias de São Paulo e a Reduc (no Rio) são estratégicas para o escoamento do gás produzido nas Bacias de Campos e Santos, exercendo papel essencial na garantia da confiabilidade da produção de petróleo e gás dos campos em que a Petrobras é a dona natural', afirmou.

    POTENCIAIS OBSTÁCULOS

    Caminhoneiros que protestavam contra os altos preços do diesel no ano passado levaram o governo brasileiro, sob o comando do ex-presidente Michel Temer, a lançar um programa de subsídio que custou bilhões aos cofres públicos e ainda levou à renúncia do então presidente da Petrobras Pedro Parente.

    Essa intervenção e uma mais recente do novo presidente Jair Bolsonaro, que fez a Petrobras recuar de um reajuste anunciado no diesel, destacam como a política muitas vezes afeta o setor energético brasileiro.

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, assim como outros analistas do setor de petróleo defendem que romper com o monopólio da Petrobras no refino poderia ajudar a reduzir os preços na bomba, aumentando a concorrência e diminuindo a exposição da empresa a interferências de Brasília.

    Mas a permanente perspectiva de ingerência política poderia diminuir o interesse dos investidores nas refinarias, na avaliação de analistas.

    'Se não atrapalha o negócio em si, gera perda de valor potencial (para as refinarias)', afirmou Helder Queiroz, ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

    'Desde a greve dos caminhoneiros, nenhuma solução estrutural e duradoura foi realizada, foi tudo por remendo da subvenção, custou muito aos cofres públicos, e depois essa intervenção do Bolsonaro... ainda há pouca transparência com relação à prática dos preços, principalmente para a atração de novos 'players' para esse mercado.'

    O plano da Petrobras de reter as refinarias na principal região econômica do país também poderia entrar em conflito com o órgão antitruste Cade, que em dezembro abriu um inquérito contra a Petrobras para apurar suposto abuso de posição dominante no mercado nacional de refino de petróleo.

    'Seja qual for o modelo que a Petrobras usar, terá que passar pelo Cade. Isso estimula a concorrência? Ou gera monopólios regionais?', questionou Adriano Pires, consultor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

    'Pode ser que o Cade faça com que eles vendam alguma coisa (no Rio ou em São Paulo).'

    Entre os compradores naturais das refinarias estão empresas nacionais de distribuição de combustíveis, como Raízen, joint venture da Shell com a Cosan, e Ipiranga, do Grupo Ultra, bem como tradings que estabeleceram presença no Brasil, como a Glencore e Vitol, dizem analistas.

    A BR, distribuidora controlada pela Petrobras, também é vista como uma potencial candidata após a planejada privatização, além das gigantes petroleiras que participam de consórcios no pré-sal, como estatais chinesas.

    Mas, para uma venda bem-sucedida, o governo terá que provar suas credenciais de livre mercado.

    'O governo precisa decidir se acredita no mercado ou não', disse em entrevista recente à Reuters Edmar de Almeida, professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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    Petrobras espera obter até US$20 bi com vende de 8 ativos de refino, diz fonte da empresa

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras espera obter até 20 bilhões de dólares com a venda de oito ativos de refino em um processo que deve durar um ano e meio para ser concluído, disse uma fonte da empresa à Reuters.

    Na noite de sexta-feira, a Petrobras informou que seu Conselho de Administração aprovou novas diretrizes para a gestão do portfólio de ativos da companhia, considerando a venda de oito refinarias, mas sem estimar um valor.

    O ajuste no plano de gestão também inclui a venda de rede de postos da Petrobras no Uruguai, além de participação adicional na BR Distribuidora.

    “São ativos consolidados, de padrão, e que valem por baixo 15 bilhões. Achamos que valem até 20 bilhões de dólares”, afirmou a fonte, ao comentar sobre as refinarias, situadas em Pernambuco, Paraná (duas unidades), Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Amazonas e Ceará.

    Além de serem ativos importantes para o plano de desinvestimento da empresa, algo fundamental para a companhia reduzir seu elevado endividamento, a venda das refinarias é chave para a Petrobras deixar de ser monopolista no setor.

    Com mais operadores de refino, poderia haver maior concorrência no estabelecimento de preços e a Petrobras se livraria de polêmicas relacionadas aos preços dos combustíveis, como a que envolveu recentemente o presidente Jair Bolsonaro.

    Segundo a fonte da companhia, que pediu para não ser identificada, a venda equivale a cerca de 50 por cento do atual parque de refino da companhia.

    A ideia da empresa é vender os ativos para diferentes grupos de forma a estimular a competição no mercado interno de refino e, consequentemente, na formação de preço final para os derivados de petróleo.

    “A ideia é vender pulverizado atendendo a uma recomendação do Cade (órgão antitruste) para gerar mais competitividade no mercado interno”, disse.

    Juntas, as refinarias que devem ser negociadas somam capacidade total de 1,1 milhão de barris de petróleo por dia, disse a Petrobras na véspera.

    São elas: Abreu e Lima (Rnest), Unidade de Industrialização do Xisto (Six), Refinaria Landulpho Alves (Rlam), Refinaria Gabriel Passos (Regap), Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), Refinaria Isaac Sabbá (Reman) e Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor).

    Questionada sobre quem estaria interessado, a fonte afirmou que não seriam apenas os chineses os potenciais compradores, mas também distribuidoras, tradings e petroleiras que já são parceiras da Petrobras no pré-sal.

    Além de reduzir a dívida, a Petrobras também busca com seu plano de desinvestimento se concentrar no que considera ser o seu principal negócio: a exploração e produção de petróleo e gás.

    Em um plano anterior para a área de refino, lançado ano passado, ainda sob outra gestão, a empresa previa a venda de 60 por cento da participação em ativos de refino e logística no Nordeste e Sul do país.[nE6N1R800N]

    Pelo plano atual, a empresa continuaria com ativos no Sudeste, principal polo consumidor.

    O atual presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, vem defendendo a venda de refinarias inteiras, como parte de um plano de desinvestimentos mais ousado.

    A fonte não comentou sobre os valores que podem ser obtidos com a venda de fatia adicional na BR, maior distribuidora de combustíveis do país, na qual a Petrobras detém 71,25 por cento.

    Uma outra fonte afirmou à Reuters na sexta-feira que o plano da empresa é reduzir participação na BR para até 40 por cento.

    A Petrobras informou nesta semana que, considerando as transações de desinvestimentos assinadas e uma operação concluída, o valor total de alienação de ativos em 2019 já é de 11,3 bilhões de dólares.

    Procurada pela Reuters, a Petrobras informou que 'estimativas de valor são informações estratégicas em qualquer processo de negociação, dependem da avaliação do vendedor e do apetite do comprador'.

    'Conforme a Sistemática para Desinvestimentos, valores só são divulgados após a conclusão da operação', afirmou a assessoria de imprensa da estatal.

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