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Ações europeias quebram sequência de oito meses de alta sob peso do conflito no Oriente Médio

Ações europeias quebram sequência de oito meses de alta sob peso do conflito no Oriente Médio

Reuters

31/03/2026

Placeholder - loading - Bolsa de valores de Frankfurt 24/03/2026 REUTERS/Tilman Blasshofer
Bolsa de valores de Frankfurt 24/03/2026 REUTERS/Tilman Blasshofer

Por Avinash P e Niket Nishant

31 Mar (Reuters) - As ações europeias ​encerraram a terça-feira com sua maior queda mensal em quase quatro anos, evidenciando o grau em que o conflito no Oriente Médio abalou as ações regionais.

O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 8% em março, interrompendo oito meses de alta e registrando sua maior perda mensal desde junho de 2022. Nos primeiros três meses de 2026, o índice caiu 1,5%, sua primeira queda trimestral em cinco trimestres.

A guerra entre os EUA e Israel contra o Irã interrompeu o transporte marítimo no vital Estreito de Ormuz e elevou os preços do petróleo, agravando as preocupações com a inflação em toda a Europa, que depende muito ⁠das importações ⁠de energia.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ​disse a ‌seus assessores que está disposto a encerrar a campanha militar contra o Irã, mesmo que o Estreito de Ormuz permaneça praticamente fechado, informou o Wall Street Journal na segunda-feira, ajudando a elevar o índice STOXX 600 em 0,4%.

Entretanto, analistas dizem que quaisquer ganhos permanecem vulneráveis a ⁠reversões rápidas, a menos que um cessar-fogo se concretize.

Todas as principais bolsas regionais ​subiram durante o dia, mas registraram perdas mensais. As ações suíças ganharam 0,9% depois que o ​UBS Securities elevou o índice para 'atraente', citando valuations mais ‌baixas após uma queda de ​mais ⁠de 10% em relação ao seu pico.

INFLAÇÃO SOBE

A inflação na zona do euro subiu para uma taxa anual de 2,5% em março, de acordo com uma primeira estimativa da agência de estatísticas da União Europeia.

Embora ligeiramente ​abaixo das expectativas, o aumento gerou preocupações de que a guerra incessante exacerba as pressões sobre os preços.

Nas movimentações individuais, as ações do UBS subiram 4%, depois que o Financial Times informou que parlamentares suíços garantiram ao credor que flexibilizariam as regras de capital, ajudando as ações de serviços financeiros ​a subirem 1,7%.

A Unilever caiu 7,3% depois que o conglomerado disse estar em negociações avançadas para combinar seu negócio de alimentos com a fabricante de especiarias McCormick.

No entanto, o conselho de trabalhadores europeus da Unilever alertou sobre a possibilidade de ação sindical se os trabalhadores não forem protegidos.

As ações da Alstom saltaram 5,4% depois que a fabricante de trens disse que ganhou uma participação de US$ 800 milhões em um contrato de sistemas multinacionais na região da AMECA.

Enquanto isso, o índice de energia subiu ​0,5% na terça-feira e registrou ganhos de 14,6% em março, beneficiando-se do aumento histórico dos preços do petróleo. ‌Foi o único setor a terminar no ⁠azul este mês.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,41%, a 583,14 pontos.

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,48%, a 10.176,45 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,52%, a 22.680,04 ⁠pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,57%, a 7.816,94 pontos.

Em ⁠MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 1,11%, ⁠a 44.309,71 pontos.

Em MADRI, ⁠o ​índice Ibex-35 registrou alta de 0,47%, a 17.049,60 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,68%, a 9.131,56 pontos.

Reuters

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