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    Banco Central anuncia continuidade de atuação por meio de swap e leilão de linha

    SÃO PAULO (Reuters) - O Banco Central anunciou nesta sexta-feira que dará continuidade à sua atuação no mercado de câmbio por meio de leilões de swap cambial na próxima semana e também que fará um leilão de linha, venda de dólares com compromisso de recompra.

        Diferentemente dos outros dois anúncios anteriores, quando informou o volume que pretendia injetar no mercado na semana, desta vez a autoridade não informou o volume da atuação na próxima semana. O BC apenas informou que vai ofertar 3 bilhões de dólares em leilão de linha.

    O BC continuará ofertando contratos de swap cambial na próxima semana, de acordo com as condições de mercado, para prover liquidez e contribuir para o bom funcionamento do mercado de câmbio , informou a autoridade monetária por meu de nota, repetindo que não vê restrições para que o estoque de swaps cambiais exceda consideravelmente os volumes máximos atingidos no passado .

    O BC reafirmou ainda que continuará a atuar em conjunto com o Tesouro Nacional para prover liquidez e contribuir para o bom funcionamento do mercado.    

        Desde 14 de maio, quando começou a fazer leilões de novos swaps cambiais tradicionais, o BC já colocou o equivalente a 43,616 bilhões de dólares no mercado.

        A autoridade começou com atuações mais tímidas, mas teve de reforça-la no começo desse mês, já que o nervosismo dos investidores com a indefinição das eleições presidenciais e o risco fiscal fez a moeda norte-americana subir até se aproximar de 4 reais.

        De 7 a 15 de junho, o BC colocou o maior volume de swaps, 24,5 bilhões de dólares e, do dia 18 até essa sexta-feira, dia 22, foram 5 bilhões, embora a autoridade tivesse previsto que injetaria 10 bilhões de dólares.

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    IPCA-15 sobe 1,11%, maior alta para junho em 23 anos, com greve dos caminhoneiros

    Por Camila Moreira

    SÃO PAULO (Reuters) - Os preços dos alimentos e dos combustíveis dispararam em junho mais do que o esperado como resultado da greve dos caminhonheiros e pressionaram com força a prévia da inflação oficial do Brasil, com a maior alta para o mês em 23 anos.

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou a alta a 1,11 por cento em junho, sobre 0,14 por cento em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

    Foi o maior avanço para junho desde 1995 (+2,25 por cento) e ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas de alta de 1 por cento.

    Nos 12 meses até maio, o índice subiu 3,68 por cento em junho, contra 2,86 por cento no mês anterior e estimativa de 3,52 por cento. Essa é a primeira vez desde janeiro (3,02 por cento) que o IPCA-15 vai acima do piso da meta oficial de inflação, de 4,5 por cento pelo IPCA com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

    A pressão sobre os preços veio como resultado da paralisação dos caminhoneiros no final de maio, que afetou o abastecimento em todo o país de alimentos, combustíveis e outros insumos.

    Em junho, informou o IBGE, os grupos Alimentação e bebidas, Transportes e Habitação responderam a 91 por cento pela alta do índice.

    Os preços de alimentos subiram 1,57 por cento após variação negativa de 0,05 por cento em maio. Os destaques ficaram para os preços de batata-inglesa (45,12 por cento), cebola (19,95 por cento), tomate (14,15 por cento), entre outros.

    Já o preço da gasolina avançou 6,98 por cento em junho após alta de 0,81 por cento em maio, representando o maior impacto individual no índice e levando o grupo Transportes a subir 1,95 por cento no mês, sobre queda de 0,35 por cento no mês anterior.

    No grupo Habitação, a alta foi de 1,74 por cento, sobre 0,45 por cento em maio, com destaque para o avanço de 5,44 por cento na energia elétrica diante da bandeira tarifária vermelha patamar 2.

    Os efeitos da greve, entretanto, devem ficar concentrados em junho, com o aumento dos preços voltando a ser contidos pelo desemprego ainda elevado e capacidade ociosa alta, diante do quadro de atividade econômica mais fraca do que o esperado.

    Na noite passada, o Banco Central decidiu manter a Selic em 6,50 por cento como esperado e pela segunda vez seguida, citando piora no mercado externo e, ao mesmo, recuperação mais gradual da economia brasileira neste ano após a greve dos caminhoneiros.

    Com isso, segundo especialistas ouvidos pela Reuters, o BC indicou que não deve mexer tão cedo na Selic.

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    Brasil abre mais de 33 mil vagas formais de trabalho em maio, diz Temer

    BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil abriu mais de 33 mil vagas formais de emprego em maio, com forte desaceleração em relação ao mês anterior, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta quarta-feira pelo presidente Michel Temer pelo Twitter, quinto resultado mensal positivo consecutivo.

    Acabo de receber os números do Caged. Foram criados mais de 33 mil empregos formais no mês de maio no Brasil, com destaque para o Sudeste e Nordeste. No acumulado do ano, passamos de 380 mil novos postos de trabalho , escreveu o presidente.

    À tarde, o Ministério do Trabalho divulgou os números em detalhes, informando que foram abertas 33.659 vagas de trabalho formais em maio. No acumulado do ano, o número chega a 381.166 mil de postos abertos.

    O dado representa uma queda de, pelo menos, 72 por cento ante o mês de abril, quando foram gerados 121.146 postos com carteira assinada, e de 25 por cento em relação ao total de 44.844 vagas formais de maio do ano passado, de acordo com os dados revisados pelo ministério.

    O resultado do mês passado engloba o período da greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias no fim de maio, causando forte desabastecimento no país e afetando as projeções de crescimento econômico para este ano.

    Dos oito setores pesquisados, seis ficaram no azul, foram eles: agropecuária (+29.302 vagas), Serviços (+18.577 vagas), construção civil (+3.181 vagas), serviços industriais de utilidade pública (+555 vagas), extrativa mineral (+230 vagas) e administração pública (+197 vagas).

    O destaque do setor agropecuário foi o plantio de café, que abriu 25.411 mil vagas em maio. Em seguida aparecem o cultivo de laranja (+6.038 postos), criação de bovinos (+1.589 postos) e produção florestal-florestas plantadas (+877 postos).

    Por outro lado, registraram queda o setor do comércio (-11.919 vagas) e o da indústria de transformação (-6.464 vagas). No caso do comércio, o resultado foi causado em grande medida pelo subsetor comércio varejista, que terminou maio com saldo de 9.710 postos fechados.

    No âmbito da reforma trabalhista, foram criadas 3.220 vagas de trabalho intermitente e 1.981 de trabalho em regime de tempo parcial no mês.

    A atividade vem mostrando perda de fôlego desde os primeiros meses de 2018, diante do desemprego ainda elevado e renda afetada. Pesquisa Focus do Banco Central, que ouve uma centena de economistas todas as semanas, mostrou que a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) estava em 1,76 por cento neste ano, frente a 3 por cento alguns meses antes.

    (Reportagem de Mateus Maia)

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    Diretoria do FMI aprova acordo de financiamento de US$50 bi para Argentina

    BUENOS AIRES (Reuters) - A diretoria do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou um acordo de financiamento de 50 bilhões de dólares para a Argentina nesta quarta-feira e desembolsará imediatamente 15 bilhões de dólares ao governo do país, informou o FMI em comunicado.

        De acordo com o FMI qualquer desembolso dos 35 bilhões de dólares adicionais estará sujeito a revisões trimestrais pelo conselho.

    A Argentina anunciou que estava recorrendo ao FMI em maio, após uma queda na moeda local. A medida foi politicamente arriscada para o presidente Mauricio Macri, já que muitos argentinos culpam as políticas de austeridade impostas pelo FMI por exacerbar a crise econômica de 2001 e 2002.

    O governo de Macri se comprometeu a acelerar seus esforços para reduzir o déficit orçamentário como parte do acordo.

    O presidente do banco central argentino, Luis Caputo, disse em entrevista aos jornais locais Clarín e La Nación nesta quarta-feira que a chegada dos fundos estabilizaria o mercado de câmbio do país.

    O FMI informou que as autoridades argentinas usarão metade do desembolso inicial, ou 7,5 bilhões de dólares, para financiar o orçamento. O Tesouro e o Ministério da Fazenda disseram que venderão esses fundos nos mercados de câmbio em leilões diários previamente anunciados.

    O peso argentino fechou em queda de 0,4 por cento na véspera, a 27,80 dólares, após fortes ganhos na segunda-feira, quando Caputo aumentou as exigências de reservas dos bancos.

    Caputo disse que o mercado operou com calma absoluta na terça-feira após as ações do banco central. Os mercados argentinos estão fechados por conta de um feriado nesta quarta-feira.

    (Por Luc Cohen e Jorge Otaola)

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    Por trás da 'fachada de otimismo', BCE se preocupa com custo da guerra comercial, dizem fontes

    Por Balazs Koranyi e Francesco Canepa

    SINTRA (Reuters) - Por trás da fachada de otimismo , autoridades do Banco Central Europeu (BCE) estão cada vez mais preocupadas que uma guerra comercial possa atrapalhar a recuperação da zona do euro e dificultar sua saída do programa de estímulo de anos, disseram fontes do banco central à Reuters.

    Houve uma estranha calma na reunião anual do BCE de membros e acadêmicos no fórum de referência do banco na cidade portuguesa de Sintra.

    Poucos dias antes, o presidente do BCE, Mario Draghi, havia conseguido a grande façanha de anunciar o fim do programa de estímulo do BCE, de 2,6 trilhões de euros, mantendo o euro e o rendimento dos títulos sob controle.

    No entanto, conversas com importantes membros e autoridades sugeriram que os temores crescentes de guerra comercial travada pelo governo norte-americano de Donald Trump contra seus principais parceiros comerciais estavam lançando uma sombra sobre a economia e a própria política do BCE.

    O protecionismo terá impacto maior do que o estimado agora , disse uma das fontes. Reverter os estímulos do BCE também é um risco. Não acho que tenha sido totalmente valorizado e os mercados vão acordar um dia.

    O BCE se recusou a comentar.

    A extensão das compras de títulos em 2019 não foi uma opção realista, exceto um grande choque econômico.

    Mas Draghi saiu do seu caminho na terça-feira para enfatizar que o BCE será prudente ao cronometrar seu primeiro aumento em oito anos no outono de 2019 (no hemisfério norte), e qualquer novo aumento será gradual .

    E algumas fontes já acreditavam que as novas previsões econômicas do BCE, reveladas recentemente, podem ser muito otimistas, já que os indicadores de atividade futura continuam sendo decepcionantes.

    Basta olhar para os principais indicadores: eles continuam surpreendendo no lado negativo , disse uma das fontes. Há uma fachada de otimismo nas previsões.

    O BCE já espera que a economia da zona do euro desacelere nos próximos três anos, crescendo 2,1 por cento neste ano, 1,9 por cento no próximo e 1,7 por cento em 2020.

    Draghi enfatizou na semana passada que as previsões não levaram em conta os efeitos das medidas comerciais que ainda não foram implementadas , provável referência às tarifas dos EUA sobre aço e alumínio que entraram em vigor após a data de corte das previsões.

    O risco de guerra comercial não pode ser quantificado e se os bancos centrais não puderem medir algo, preferem não falar sobre isso , acrescentou uma terceira fonte.

    (Por Balazs Koranyi e Francesco Canepa)

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    UE responde tarifas de Trump com sobretaxa de 25% a partir de 6ª-feira

    Por Philip Blenkinsop

    BRUXELAS (Reuters) - A União Europeia vai começar a cobrar tarifas de importação de 25 por cento sobre uma série de produtos norte-americanos na sexta-feira, depois que Washington impôs sobretaxas para aço e alumínio do bloco no início de junho, disse a Comissão Europeia nesta quarta-feira.

    A medida confirma a disputa que pode se transformar em uma guerra comercial em larga escala, especialmente se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumprir sua ameaça de taxar carros europeus.

    A Comissão adotou formalmente a medida que estabelece as tarifas sobre 2,8 bilhões de euros (3,2 bilhões de dólares) em mercadorias dos EUA, incluindo produtos de aço e alumínio, agrícolas, bourbon, jeans e motocicletas.

    Não queremos estar nesta posição , disse a comissária de Comércio da UE, Cecilia Malmstrom, em um comunicado, acrescentando que a decisão unilateral e injustificada dos EUA deixou a UE sem escolha.

    Ela classificou a resposta da UE como proporcional e de acordo com as regras da Organização Mundial do Comércio, e disse que elas serão retiradas se Washington remover suas tarifas sobre metais. As exportações de aço e alumínio da UE que agora têm tarifas dos EUA totalizam 6,4 bilhões de euros.

    Donald Trump golpeou UE, Canadá e México com tarifas de 25 por cento sobre o aço e 10 por cento sobre o alumínio no início de junho, pondo fim às isenções que estavam em vigor desde março.

    O Canadá anunciou que irá impor tarifas retaliatórias sobre 12,5 bilhões de dólares em exportações dos EUA em 1 de julho. O México colocou tarifas sobre produtos norte-americanos que vão desde o aço até a carne suína há duas semanas.

    (Por Philip Blenkinsop)

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    China critica 'chantagem' dos EUA após Trump fazer nova ameaça comercial

    Por Michael Martina e Eric Beech

    PEQUIM/WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifa de 10 por cento sobre 200 bilhões em bens chineses e Pequim alertou que irá retaliar, em um rápido agravamento do conflito comercial entre as duas maiores economias do mundo.

    A mais recente ação de Trump foi inesperadamente rápida e incisiva.

    Foi uma retaliação, segundo ele, pela decisão da China de elevar as tarifas sobre 50 bilhões de dólares em bens dos EUA, que foi tomada depois de Trump anunciar taxas similares sobre bens chineses na sexta-feira.

    Depois que o processo legal estiver finalizado, essas tarifas entrarão em vigor se a China se recusar a mudar sua práticas, e também se insistir em avançar com novas tarifas que anunciou recentemente , disse Trump em comunicado na segunda-feira.

    As declarações derrubaram os mercados acionários globais e enfraqueceram tanto o dólar quanto o iuan nesta terça-feira. As ações de Xangai atingiram mínimas de dois anos.

    O Ministério do Comércio da China disse que Pequim vai reagir com medidas qualitativas e quantitativas se os EUA publicarem uma lista adicional de tarifas sobre bens chineses.

    Tal prática de pressão extrema e chantagem diverge do consenso alcançado por ambos os lados em várias ocasiões , disse o ministério em comunicado.

    Os Estados Unidos iniciaram uma guerra comercial e violaram regulações de mercado, e estão prejudicando os interesses não apenas do povo da China e dos EUA, mas do mundo.

    Grupos empresariais dos EUA disseram que seus membros estão se preparando para uma reação do governo chinês que afetará todas as empresas norte-americanas na China, não apenas em setores que enfrentaram tarifas.

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    BC da China diz que taxa de compulsório deveria ser reduzida e alimenta expectativa de ação

    PEQUIM (Reuters) - A China deveria reduzir apropriadamente a taxa de compulsório dos bancos para ajudar a aliviar seus encargos, disse o banco central em um documento de trabalho nesta terça-feira, alimentando expectativas de uma ação iminente para sustentar a economia em meio às crescentes ameaças comerciais.

    Temores de uma guerra comercial ampliaram as preocupações com as perspectivas para a segunda maior economia do mundo após dados mais fracos do que o esperado para maio, uma vez que três anos de repressão regulatória começam a pesar sobre a atividade empresarial.

    O Banco do Povo da China surpreendeu os mercados mais cedo no dia ao emprestar 200 bilhões de iuanes (31 milhões de dólares) a instituições financeiras através de seu instrumento de empréstimo de médio prazo (MLF, na sigla em inglês), destacando as preocupações com a liquidez e o potencial peso econômico que a disputa comercial pode exercer.

    A injeção de fundos aconteceu apenas horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ampliado a disputa comercial com Pequim ao ameaçar impor tarifa de 10 por cento sobre 200 bilhões de dólares em bens chineses.

    A repressão da China a atividades financeiras paralelas colocou pressão sobre os bancos, e autoridades têm agido para conter um aumento da dívida entre governos locais e empresas, disse o banco central no documento publicado em seu site.

    A China deveria reduzir apropriadamente sua taxa de compulsório para aliviar os encargos sobre as instituições financeiras e facilitar o mecanismo de transmissão da taxa de juros , disse.

    Entretanto, como a China ainda é um país em desenvolvimento, ainda é necessário manter o compulsório em níveis relativamente altos, completou.

    Em abril, o banco central cortou inesperadamente a taxa de compulsório para a maioria dos bancos em 1 ponto percentual, em uma medida que foi tomada mais cedo e de forma mais agressiva do que o esperado, destacando preocupações com as condições de liquidez e o potencial impacto das medidas comerciais dos EUA.

    O documento do Banco do Povo da China também informou que é urgente transformar a política monetária da China de uma que depende de ferramentas quantitativas e de liquidez como a taxa de compulsório e vários esquemas de empréstimo para métodos baseados em preços, referindo-se a taxas de mercado.

    Acrescentou ainda que as autoridades vão gradualmente unificar as taxas de juros, de depósito e empréstimo, reiterando promessas anteriores sem dar um cronograma.

    O Banco do Povo da China em abril cortou inesperadamente as taxas de reserva para a maioria dos bancos em 100 pontos-base, em um movimento que anteriomente foi mais agressivo do que o esperado. Muitos analistas esperavam mais cortes de taxa de compulsório nos próximos meses.

    Entre outras medidas recentes de apoio, as autoridades aumentaram as cotas de empréstimos para os bancos estatais, informou o China Daily na semana passada, citando fontes não identificadas.

    Economistas da Nomura dizem que há uma boa chance de outro corte no compulsório de 100 bps neste mês ou no próximo.

    Eles também prevêem que o banco central fornecerá mais financiamento direto ao mercado, mas muito provavelmente manterá as taxas de juros inalteradas.

    Na semana passada, o Banco do Povo da China decidiu não seguir um aumento da taxa do Federal Reserve dos EUA, mesmo com um aumento simbólico nas taxas de curto prazo - uma pausa da sua prática recente - sinalizando que alguma política de ajuste fino é iminente, disseram fontes políticas à Reuters.

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    AGU diverge de secretaria do Ministério da Fazenda e diz que tabela do frete corrige 'grave distorção do setor'

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - A Advocacia-Geral da União (AGU) divergiu de manifestação anterior de secretaria do Ministério da Fazenda e afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a tabela de frete de transporte rodoviário de cargos, instituída pela medida provisória 832, visa a corrigir grave distorção no setor, prejudicial aos caminhoneiros .

    Chancelada pela ministra-chefe da AGU, Grace Mendonça, o documento sustenta que a atuação do Estado no domínio econômico é legítima e que há necessidade de se regulamentar os valores dos fretes para promover condições razoáveis de ele ser realizado em todo o território nacional de modo a valorizar o trabalho humano.

    Logo, percebe-se que a edição da medida provisória nº 832/2018 não viola os princípios da livre iniciativa e da livre concorrência, de modo que os referidos primados não devem ser interpretados de forma isolada, devendo-se observar o texto constitucional como um todo, interpretando-o de modo sistemático , diz o documento.

    A posição da AGU contrasta com a de outro órgão de governo que também se manifestou ao Supremo, corte que analisa ações que contestam a legislação que instituiu a política de preços mínimos para o setor.

    A Secretaria de Promoção da Produtividade e Advocacia da Concorrência (Seprac), vinculada ao Ministério da Fazenda, enviou uma nota técnica ao STF na qual critica a medida provisória.

    A secretaria sugere uma atuação do Estado de forma a assegurar que a norma defenda o interesse público e não privados que queiram se esquivar da livre competição.

    É necessário que o Poder Público supervisione ativa e sazonalmente aquele programa, ou aquela política pública, para verificar se os objetivos propostos estão sendo alcançados , afirma a nota técnica, ao defender idealmente que tivesse havido uma análise de impacto regulatório antes da entrada em vigor da MP.

    Sem essa supervisão ativa, o tabelamento seria tão somente 'um acordo privado de fixação de preços', ou um cartel institucionalizado pelo Estado , completa o texto.

    O órgão da Fazenda entende ser necessário que o afastamento da concorrência , que pode ocorrer com a política de preços mínimos de frete a partir da medida provisória, ocorra na menor amplitude possível e pelo menor lapso de tempo possível .

    A posição da Seprac foi encaminhada ao ministro Luiz Fux, relator no Supremo de duas ações que tentam suspender os efeitos da medida provisória. Ele pediu a manifestação de vários órgãos envolvidos nessa questão antes de julgar o caso.

    Ao longo do documento, a secretaria cita ainda que a MP causou um efeito cascata e ainda provocou o descontentamento dos produtores agrícolas, que não teriam condições de arcar com preço do frete -- segundo estimativas, aumentaria em cerca de 150 por cento.

    Por todo exposto nesta nota, é possível concluir que a Medida Provisória 832, de 2018, ao reintroduzir o tabelamento em setor aberto à livre concorrência sem a devida análise do impacto que a medida terá sobre os demais mercados e, em última análise, sobre o consumidor, não conseguirá assegurar, conforme propôs, 'a existência digna, conforme os ditames da justiça' , finaliza a manifestação.

    Antecessora da Seprac, a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) elaborou no ano passado um outro parecer apontando que o tabelamento de frentes causaria prejuízos à economia e à produtividade, além do risco de elevação de preços ao consumidor e de aumento de custos em praticamente toda a economia. O parecer foi anexado à documentação enviada pela Fazenda ao STF nesta sexta-feira. [nL2N1T60WN]

    A tabela de fretes instituída pela MP atende reivindicação dos caminhoneiros, cuja paralisação interrompeu o abastecimento de alimentos e produtos em todo o país, além de gerar perdas de 15 bilhões para o PIB. [nL1N1TE236]

    O tabelamento do frete também é alvo de questionamentos na Justiça de exportadores e produtores rurais, que consideram a medida inconstitucional. [nL1N1TE236]

    (Edição de Iuri Dantas)

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    Trump anuncia tarifa sobre US$50 bi em produtos chineses e China promete retaliar

    Por Ben Blanchard e David Lawder

    WASHINGTON/PEQUIM (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas sobre 50 bilhões de dólares em importações chinesas nesta sexta-feira e Pequim prometeu retaliar do mesmo modo, em uma medida que deve inflamar uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

    Trump afirmou em um comunicado que uma tarifa de 25 por cento será imposta a uma lista de importações estrategicamente importantes da China. Ele também prometeu mais medidas se Pequim reagir.

    Os Estados Unidos buscarão tarifas adicionais se a China adotar medidas retaliatórias, como a adoção de novas tarifas sobre bens, serviços ou produtos agrícolas dos Estados Unidos; levantando barreiras não tarifárias ou adotando ações punitivas contra exportadores americanos ou empresas americanas que operam na China , disse Trump em comunicado.

    Poucos minutos depois, o Ministério do Comércio da China afirmou que adotaria medidas tarifárias de tamanho e intensidade similares às novas tarifas norte-americanas em resposta ao anúncio do governo dos EUA.

    A China não quer uma guerra comercial, mas o lado chinês não tem opção a não ser se opor fortemente a isso, devido ao comportamento míope dos Estados Unidos que afetará ambos os lados , disse o Ministério do Comércio em seu site.

    Trump já havia dito que os EUA visariam mais 100 bilhões de dólares em importações chineses se Pequim retaliasse.

    Washington e Beijing pareciam cada vez mais propensos a uma guerra comercial após várias rodadas de negociações falharem em resolver as reclamações dos Estados Unidos em relação à política industrial e acesso ao mercado da China, além de um déficit comercial de 375 bilhões de dólares. 

    Se os Estados Unidos tomarem medidas unilaterais, protecionistas, ferindo os interesses da China, nós reagiremos rapidamente e tomaremos os passos necessários para proteger nossos direitos justos e legítimos , disse Geng Shuang em um pronunciamento diário à imprensa. 

    A lista inicial de Trump inclui 818 produtos no valor de 34 bilhões de dólares em bens chineses. O restante dos 50 bilhões de dólares ainda serão decididos.

    Trump já provocou uma guerra comercial com Canadá, México e União Europeia devido a aço e alumínio, e ameaçou impor taxas sobre carros europeus.

    Washington também completou uma segunda lista de possíveis tarifas sobre outros 100 bilhões de dólares em bens chineses, na expectativa de que a China iria responder à lista tarifária dos Estados Unidos, disseram fontes à Reuters. 

    A China já publicou sua própria lista de tarifas sobre 50 bilhões de dólares em bens dos EUA, incluindo soja, aeronaves e automóveis, e disse que contra-atacaria se Washington continuasse com outras medidas. 

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    Intenção de investimento da indústria do Brasil cai no 2º tri, ainda sem efeito da greve , diz FGV

    SÃO PAULO (Reuters) - A intenção de investimentos da indústria brasileira diminuiu no segundo trimestre deste ano em meio ao aumento da incerteza tanto interna quanto externa, cenário que pode ficar ainda mais sombrio devido aos efeitos provocados pela greve dos caminhoneiros.

    O Indicador de Intenção de Investimentos da Indústria recuou 7,6 pontos no segundo trimestre na comparação com os três meses anteriores, chegando a 116,1 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira. O indicador mede a disseminação do ímpeto de investimento entre as empresas industriais, colaborando para antecipar tendências econômicas.

    A FGV explicou, entretanto, que o resultado foi pouco influenciado greve dos caminhoneiros, uma vez que quando ela começou no final de maio, 95 por cento dos questionários já haviam sido respondidos.

    Isso não é uma boa notícia , afirmou, em nota, o superintendente de estatísticas públicas da FGV IBRE, Aloisio Campelo Jr.

    O resultado da pesquisa, portanto, mostra que o aumento da incerteza (interna e externa) e o ritmo lento da economia já haviam motivado revisões nos programas de investimento das empresas antes mesmo da paralisação. O investimento deve continuar crescendo, mas a taxas menores do que antes , acrescentou.

    A pesquisa mostrou que a proporção das empresas que preveem investir mais caiu para 28,9 por cento neste trimestre, sobre 34,7 por cento no período anterior. Já o número das que projetam investir menos subiu a 12,8 por cento, contra 11 por cento.

    Ainda assim, como o indicador se mantém acima dos 100 pontos, continua indicando que a proporção de empresas prevendo aumentar o volume de investimentos nos 12 meses seguintes é superior à das que projetam reduzí-los.

    A greve dos caminhoneiros afetou o abastecimento de combustíveis, alimentos e outros insumos em todo o país no final de maio, somando-se ao cenário de incertezas no país sobretudo com as eleições presidenciais e afetando as perspectivas de crescimento econômico.

    As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano vêm sendo reduzidas por analistas e a pesquisa Focus realizada semanalmente pelo Banco Central aponta agora expectativa de expansão de 1,94 por cento.

    (Por Camila Moreira)

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