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    Governo dá pontapé inicial para reforma da Previdência em meio a turbulência política

    Por Marcela Ayres e Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro entregará a proposta de reforma da Previdência nesta quarta-feira, às 9h30, ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), dando o pontapé à medida que é considerada crucial para o reequilíbrio fiscal do país, mas que chega num momento turbulento para o Palácio do Planalto.

    O governo sofreu derrotas em votações no Congresso na terça-feira e ainda está sob o rescaldo da divulgação de troca de mensagens de áudios entre o presidente e o então ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, na primeira grande crise política da nova gestão.

    Foram três as sinalizações contrárias ao Executivo no Congresso na terça. Pela manhã, uma comissão do Senado aprovou um convite para que Bebianno dê esclarecimentos sobre as denúncias de candidaturas-laranjas no desvio de recursos do fundo eleitoral do PSL, verba abastecida com dinheiro público.

    O convite ao ex-ministro --que foi presidente do PSL nacional na vitoriosa campanha de Bolsonaro-- foi aprovado por 6 votos a 5, mas regimentalmente não o obriga a comparecer.

    À tarde, foi a vez de a Câmara aprovar primeiro um requerimento de urgência para votar um projeto de decreto legislativo que permite revogar os efeitos da norma editada pelo governo que alterou regras de classificação de documentos como secretos. Esse requerimento, que permitiu a votação do mérito, foi aprovado com o voto favorável de 367 deputados e somente 57 contrários --a maioria desses votos do PSL, partido de Bolsonaro.

    Posteriormente, o plenário da Câmara aprovou o projeto que susta os efeitos do decreto do governo em votação simbólica --quando não há registro nominal do voto dos deputados. Esse pedido ainda terá de ser apreciado pelo Senado.

    Em meio a essas votações, ainda foi divulgada pelo site da revista VEJA, uma troca de mensagens via WhatsApp do então ministro Gustavo Bebianno com Bolsonaro que contraria as declarações do presidente e do filho dele Carlos Bolsonaro de que o agora ex-ministro tinha mentido ao dizer que eles se falaram em 12 de fevereiro, na véspera do dia em que o chefe do Executivo teve alta hospitalar.

    As mensagens revelam a evolução por dentro da crise entre o presidente e Bebianno, que culminou com a saída do ministro na segunda-feira, a primeira baixa do primeiro escalão do governo.

    XEQUE

    'Os últimos acontecimentos criaram um clima difícil para o Planalto, onde a saída de Bebianno coloca em xeque a estratégia do clã Bolsonaro em como lidar com sua heterodoxa base política', avaliou o economista-chefe da Necton, André Perfeito, em nota.

    'A reforma da Previdência é hoje mais que uma reforma, é o próprio governo em jogo. Vale notar o óbvio: não existe uma bancada militar no Congresso, logo a ida de militares para o Planalto não traz bônus político na administração do dia a dia do Parlamento', acrescentou Perfeito, após a nomeação do general Floriano Peixoto para o lugar de Bebianno, oitavo ministro militar da gestão Bolsonaro.

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, acompanhará Bolsonaro na ida à Câmara, mas não participará de coletiva de imprensa marcada para às 9h50 no Ministério da Economia, onde técnicos da equipe econômica enfim detalharão a proposta a jornalistas.

    Por ora, o governo limitou-se a dizer que a reforma da Previdência irá prever idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, patamares que serão atingidos após um período de transição de 12 anos, em um modelo mais duro do que proposto pelo ex-presidente Michel Temer.

    No mesmo horário da coletiva, Guedes participará de fórum de governadores em Brasília, oportunidade em que pedirá apoio dos Estados para a aprovação da matéria. A equipe econômica avalia, nos bastidores, que será necessário um trabalho forte e coordenado para fazê-la prosperar.

    Para ser aprovada, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) precisa do apoio de três quintos dos deputados e senadores, em votação em dois turnos em cada Casa do Congresso. Antes de ir a plenário, contudo, ela deve ser aprovada em comissões --duas na Câmara e uma no Senado. Por isso, a expectativa é que sua tramitação leve tempo e enfrente percalços.

    Por aumentar o tempo necessário para os trabalhadores pedirem aposentadoria e apertar as condições de recebimento dos benefícios, a PEC desperta natural resistência da sociedade.

    Soma-se a isso a oposição de vários grupos organizados, muitos dos quais com forte atuação junto aos parlamentares, como o dos servidores públicos. No governo Temer, por exemplo, a associação dos auditores da Receita Federal organizou diversas iniciativas para negar a existência de um déficit da Previdência.

    Só neste ano, entretanto, esse rombo deve chegar a 305,6 bilhões de reais, segundo orçamento da União. As despesas previdenciárias devem superar as receitas em 218 bilhões de reais no Regime Geral de Previdência Social (RGPS), dos trabalhadores privados. Para os servidores públicos, incluindo civis e militares, o buraco previdenciário foi estimado em 87,5 bilhões de reais.

    Sem conseguir controlar esses gastos, o governo caminha para seu sexto ano consecutivo de déficit primário, com a dívida pública bruta crescendo a olhos vistos e se aproximando do patamar de 80 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), acendendo a luz amarela sobre a capacidade de solvência do país e sobre a sustentabilidade das contas públicas. Entre emergentes, a média é de 50 por cento do PIB.

    'Precisa haver alguma indicação, e não é só alguém prometer, de que você vai reverter essa trajetória no futuro', afirmou o economista e ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman.

    'Se nós não fizermos uma reforma da Previdência que elimine essa inconsistência (entre receitas e despesas), cedo ou tarde o governo, de quem quer que seja, vai ser obrigado a abandonar o teto de gastos. E quando for obrigado, não vai ter maneira de manter a dívida pública sob controle', acrescentou.

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    Economistas pioram previsão para PIB neste ano e melhoram perspectiva para 2020

    BRASÍLIA (Reuters) - Os economistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central diminuíram sua estimativa para a atividade econômica neste ano ao mesmo tempo em que melhoraram a perspectiva para o ano que vem, conforme levantamento divulgado nesta segunda-feira.

    Agora, a previsão é de que o Produto Interno Bruto (PIB) irá subir 2,48 por cento em 2019, contra avanço de 2,50 por cento visto antes. Já para 2020, os economistas passaram a enxergar uma expansão de 2,58 por cento do PIB, sobre 2,50 por cento na semana anterior.

    A atividade tem demorado a deslanchar no país em meio à alta capacidade ociosa, cenário que tem mantido a segurança do BC em manter a taxa de juros em seu mínimo histórico, de 6,50 por cento.

    Segundo a pesquisa Focus, a expectativa do mercado segue sendo de que a Selic permanecerá nesse patamar ao fim deste ano, subindo a 8 por cento no fim do próximo ano.

    Para a inflação, as contas também ficaram inalteradas. De acordo com o levantamento semanal, o IPCA deve subir 3,87 por cento em 2019 e 4 por cento em 2020 -- mesmos níveis vistos na pesquisa Focus anterior.

    O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

    As perspectivas para o dólar também continuaram as mesmas, com a moeda estimada em 3,70 reais no fim de 2019 e 3,75 reais no próximo ano.

    Veja abaixo as principais projeções do mercado para a economia brasileira, de acordo com a pesquisa semanal do BC com cerca de 100 instituições financeiras:

    Expectativas de mercado 2019 2019 2020 2020

    Mediana Há 1 Hoje Há 1 Hoje

    semana semana

    IPCA (%) 3,87 3,87 4,00 4,00

    PIB (%) 2,50 2,48 2,50 2,58

    Dólar (fim de período-R$) 3,70 3,70 3,75 3,75

    Selic (fim de período-% a.a.) 6,50 6,50 8,00 8,00

    Preços administrados (%) 4,89 4,89 4,30 4,30

    Produção industrial (%) 3,04 3,00 3,00 3,00

    Conta corrente (US$ bi) -25,00 -26,16 -36,35 -36,35

    Balança comercial (US$ bi) 51,00 50,50 48,00 48,00

    IDP (US$ bi) 80,00 79,50 82,44 82,52

    Dívida líquida pública (%/PIB) 56,05 56,00 58,16 58,30

    (Por Marcela Ayres)

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    Negociações comerciais entre EUA e China serão retomadas na próxima semana em Washington

    Por Michael Martina

    PEQUIM/WASHINGTON (Reuters) - As negociações entre China e Estados Unidos para resolver a guerra comercial serão retomadas em Washington na próxima semana, com ambos os lados dizendo que houve progresso nas conversas desta semana em Pequim.

    A Casa Branca se manteve firme no prazo de 1º de março para alcançar um acordo ou elevar tarifas sobre alguns produtos chineses, apesar do presidente dos EUA, Donald Trump, ter dito que estaria disposto a prorrogar o prazo, com certa relutância.

    A secretária de Imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders, disse em comunicado nesta sexta-feira que as duas potências econômicas 'vão continuar trabalhando em todas as questões pendentes tendo em vista o prazo de 1º de março de 2019'.

    'Essas detalhadas e intensivas discussões levaram a progresso entre as duas partes. Muito trabalho permanece, no entanto', disse Sanders sobre a rodada de negociações em Pequim.

    A China e os EUA alcançaram um consenso preliminar sobre alguns pontos cruciais das negociações, reportou a agência estatal chinesa Xinhua, acrescentando que tiveram uma discussão detalhada sobre um memorando de entendimento envolvendo questões econômicas e comerciais. A Xinhua não deu mais detalhes.

    Os países focaram nesta semana em tecnologia, direitos de propriedade intelectual, agricultura, serviços, barreiras não tarifárias e câmbio, e discutiram possíveis compras chinesas de bens dos EUA e serviços para reduzir um 'enorme e persistente déficit comercial bilateral', disse Sanders.

    Xi se encontrou com o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e com o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, após uma semana de negociações comerciais em nível sênior e entre representantes em Pequim, e pediu por um acordo que ambos os lados aceitariam, disse a imprensa estatal.

    Tarifas norte-americanas sobre 200 bilhões de dólares em importações da China subirão de 10 para 25 por cento se nenhum acordo for alcançado até 1º de março para lidar com demandas dos EUA para a China reduzir transferências forçadas de tecnologia e cumpra melhor os direitos de propriedade intelectual.

    Após a conclusão das negociações, que incluíram um banquete na quinta-feira, Mnuchin disse no Twitter que ele e Lighthizer tinham realizado 'reuniões produtivas' com o principal assessor econômico de Xi, o vice-premiê Liu He.

    'As consultas entre as equipes dos dois lados alcançaram importante progresso', disse Xi, segundo a televisão estatal.

    'Na próxima semana, os dois lados se reunirão novamente em Washington. Eu espero que continuem os esforços para alcançar um acordo mutuamente benéfico, em que os dois lados ganhem', disse Xi durante uma reunião no Grande Salão do Povo, em Pequim.

    Ele acrescentou que a China está disposta a adotar uma 'abordagem cooperativa' para resolver atritos comerciais bilaterais.

    Lighthizer disse a Xi que as autoridades sêniores tiveram 'dois dias muito bons' de conversas.

    'Sentimos que demos início a questões muito, muito importantes e muito difíceis. Temos trabalho adicional a fazer, mas estamos esperançosos', disse Lighthizer, segundo um vídeo a veículos da imprensa estrangeira.

    Nenhum dos dois países deu novos detalhes até o momento sobre como poderão encerrar a guerra tarifária que abalou mercados financeiros e afetou cadeias de produção.

    (Reportagem adicional de Lusha Zhang, Min Zhang, Philip Wen, Ben Blanchard, Lisa Lambert e Susan Heavey)

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    Reforma da Previdência terá idade mínima de 65 para homens e 62 para mulheres, com 12 anos de transição

    Por Mateus Maia e Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - A reforma da Previdência do presidente Jair Bolsonaro prevê idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, patamares que serão atingidos após um período de transição de 12 anos, em um modelo mais duro do que proposto pelo ex-presidente Michel Temer.

    As informações foram dadas nesta quinta-feira pelo secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, que não forneceu mais detalhes sobre os pontos já acertados com Bolsonaro para a reforma, considerada fundamental para o reequilíbrio das contas públicas do Brasil.

    'O presidente bateu o martelo e pediu para que nós divulgássemos apenas algumas informações, mas o conteúdo do texto vai ficar para o dia 20 (de fevereiro)', disse Marinho, ao sair de reunião com o presidente e os ministros Paulo Guedes (Economia), Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo).

    Marinho afirmou que o texto da proposta será assinado por Bolsonaro na próxima quarta-feira, 20 de fevereiro, data em que a reforma será também apresentada ao Congresso.

    A proposta do ex-presidente Temer aprovada em Comissão Especial na Câmara dos Deputados também estabelecia uma idade mínima de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres, mas num período de transição mais longo, de 20 anos. Originalmente, Temer propôs que não houvesse diferenciação entre os gêneros, com 65 anos valendo para ambos, mas isso acabou sendo modificado pelos parlamentares.

    Hoje, trabalhadores podem se aposentar por duas modalidades voluntárias. No critério por idade, a regra é de 65 anos para homens e 60 anos para mulheres, com tempo mínimo de contribuição de 15 anos. Por tempo de contribuição, são necessários 35 anos para homens e 30 para mulheres, sem exigência de idade mínima.

    Marinho não falou sobre qual será a contribuição mínima que deverá ser cumprida pelos trabalhadores na proposta de Bolsonaro.

    A notícia de uma reforma mais célere, contudo, foi suficiente para embalar os ânimos dos mercados. O Ibovespa fechou em alta de mais de 2 por cento, a 98.015,09 pontos, perto da máxima da sessão. Já o dólar terminou em baixa de 0,34 por cento, a 3,7401 reais.

    Para o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima, isso vem na esteira de maior definição por parte do governo.

    'Finalmente uma palavra autorizada e razoavelmente clara. Idade e prazo ajudam a fazer um primeiro esboço de cenários. Isso reduz a incerteza numa direção benigna. Os agentes de mercado vão gostar e colocar a discussão mais claramente', afirmou.

    O economista-chefe do Banco J. Safra, Carlos Kawall, também avaliou que os sinais foram positivos. Ele calculou que os níveis definidos para a transição e idade mínima garantirão uma economia de cerca de 400 bilhões de reais em dez anos. No total, a reforma pode ter um impacto positivo de 600 bilhões a 700 bilhões de reais nesse prazo, estimou.

    Em Davos, na Suíça, Guedes falou sobre a meta de economizar até 1,3 trilhão de reais ao longo da próxima década com as mudanças nas regras previdenciárias. Na semana passada, ele destacou que o objetivo seria de poupar ao menos 1 trilhão de reais nesse período de tempo.

    A tendência, entretanto, é que a economia caia com a evolução da tramitação do texto no Congresso, já que o governo deve ser forçado a amenizá-lo para conseguir a aprovação dos parlamentares à sua principal investida na economia.

    Quando lançada, a proposta de Temer previa uma economia de cerca de 800 bilhões de reais em 10 anos, patamar que recuou para 480 bilhões de reais quando considerados os últimos ajustes feitos ao texto na Câmara. A proposta chegou a receber sinal verde de Comissão Especial da Casa, mas não foi levada a plenário após escândalos atingirem o governo e varrerem seu capital político.

    Relator do texto à época, o deputado Arthur Oliveira Maia (DEM-BA) disse acreditar que, desta vez, a idade mínima originalmente proposta pelo governo tem mais chance de prevalecer na Câmara, em meio a um clima diferente e de maior apoio aos ajustes na Previdência.

    Mas ele ponderou que as definições divulgadas nesta quinta-feira pelo governo correspondem a 'só metade do assunto', já que os parlamentares ainda devem se inteirar sobre todo o projeto.

    A aprovação da reforma não é considerada uma tarefa fácil, pois demanda alteração na Constituição. Para tanto, três quintos dos deputados e senadores devem dar seu apoio ao texto, em votação em dois turnos em cada Casa do Congresso.

    Segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), é viável que o texto seja votado pelos deputados no início de junho, para depois ir para o Senado.

    'Precisa ir para a Comissão de Constituição e Justiça e uma Comissão Especial. Acho que no início de junho, a gente tem condição, se olharmos como foi a tramitação no governo do presidente Michel Temer, mais ou menos o mesmo prazo, vai dar ali para início de junho (ser levada a plenário)', disse.

    (Com reportagem adicional de Paula Laier, em São Paulo, e Ricardo Brito, em Brasília)

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    Meta de economia com reforma da Previdência parece difícil em meio a início de negociações

    Por Jamie McGeever

    BRASÍLIA (Reuters) - A meta do governo brasileiro de economizar ao menos um trilhão de reais na próxima década por meio da reforma previdenciária parece ser otimista demais, dizem analistas, e sua frustração poderia prejudicar o crescimento econômico e a confiança dos investidores no país neste ano.

    O presidente Jair Bolsonaro (PSL), que voltou a Brasília na quarta-feira depois de passar semanas no hospital Albert Einstein, em São Paulo, devido a uma cirurgia, disse que quer chegar rapidamente a um consenso entre líderes do Congresso e sua equipe econômica sobre o formato final da proposta.

    'Vamos bater martelo sim amanhã, se Deus quiser', afirmou ele em uma entrevista à televisão na noite de quarta-feira.

    A medida pode ser um teste crucial das grandes promessas que o ministro da Economia, Paulo Guedes, fez a investidores em Davos no mês passado, entre elas a meta de economizar até 1,3 trilhão de reais ao longo dos próximos dez anos. Na semana passada ele disse que o objetivo é poupar ao menos um trilhão de reais em uma década.

    Algumas estimativas do setor privado apontam que a economia pode acabar sendo de menos da metade disso, já que o governo deve ser forçado a amenizar o texto para conseguir a aprovação de sua principal investida econômica no Congresso.

    'A aprovação de uma reforma previdenciária que resulte em uma economia menor seria indicativa da capacidade limitada da nova gestão de impor sua agenda de reformas mais amplas com sucesso', disseram analistas da agência de classificação de risco Moody's na quarta-feira.

    'Isto afetaria a confiança dos investidores e as perspectivas de uma recuperação econômica, exercendo pressão negativa sobre o perfil de crédito do Brasil', alertaram.

    A Moody's prevê uma economia de 600 bilhões a 800 bilhões de reais com a reforma. A agência também não vislumbra uma aprovação parlamentar no primeiro semestre, o que testaria ainda mais a paciência dos investidores.

    Analistas da Barclays estimam uma economia de 800 bilhões a um trilhão de reais. Já economistas do JP Morgan preveem 'ao menos' 500 bilhões de reais, enquanto analistas da consultoria política Eurasia Group estimam que o ganho será de 400 bilhões a 600 bilhões de reais.

    'A probabilidade de o governo não conseguir aprovar uma reforma previdenciária decente em 2019 está em 40 por cento, longe de insignificante, o que minaria as perspectivas de uma reação econômica neste ano', escreveram analistas da Eurasia Group na semana passada.

    O déficit previdenciário foi, de longe, o maior responsável pelo déficit primário do governo central em 2018, tendo crescido 7 por cento, em termos nominais, e chegado a 195,2 bilhões de reais. Este montante quase quadruplicou em quatro anos.

    Analistas da Barclays calculam que o déficit previdenciário brasileiro total deste ano, incluindo de servidores públicos e trabalhadores do setor privado, alcançará 300 bilhões de reais, ou mais de 4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

    Para controlar estes gastos desenfreados, a maioria dos analistas concorda que o governo terá que fazer mudanças impopulares.

    Uma idade mínima universal para a aposentadoria tem sido, até o momento, o grande ponto de discórdia pública, com propostas que variam de 62 a 65 anos para os homens e um patamar mínimo que pode ser de 57 anos para as mulheres.

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    Setor de serviços do Brasil cresce em dezembro mas fecha 2018 com 4ª contração seguida

    Por Camila Moreira

    SÃO PAULO (Reuters) - O volume de serviços do Brasil surpreendeu e avançou em dezembro, mas ainda assim recuou em 2018 e registrou o quarto ano seguido de perdas, com destaque para a queda na atividades de serviços profissionais e administrativos.

    Em dezembro, o volume registrou avanço de 0,2 por cento na comparação com o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

    Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve queda de 0,2 por cento. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de recuos de 0,1 por cento na comparação mensal e de 0,8 por cento na base anual.

    No ano passado, o setor de serviços do Brasil apresentou recuo de 0,1 por cento, após quedas de 2,8 por cento em 2017 e de 5 e 3,6 por cento respectivamente em 2016 e 2015. As perdas acumuladas nesse período foram de 11,1 por cento.

    O setor de serviços vai na contramão dos resultados da indústria e do varejo, que cresceram em 2018, em um ano que foi marcado por uma recuperação morna da economia e pela greve dos caminhoneiros, em meio à recuperação lenta do mercado de trabalho.[nL1N1ZW0B6][nL5N2083GD]

    No ano passado, o destaque foi a perda de 1,9 por cento em serviços profissionais, administrativos e complementares, pressionados segundo o IBGE pela retração na receita vinda dos segmentos de atividades de cobranças e informações cadastrais, de soluções de pagamentos eletrônicos, de serviços de engenharia e de vigilância e segurança privada.

    Segundo o gerente da pesquisa no IBGE, Rodrigo Lobo, esse resultado 'tem a ver com o momento desfavorável da economia como um todo, já que em uma contenção de gastos as empresas costumam dispensar esse tipo de serviço'.

    A outra atividade a apresentar perdas em 2018 foi a de serviços de informação e comunicação, de 0,5 por cento, diante da menor receita recebida pelas empresas do ramo de telecomunicações.

    Em dezembro, por sua vez, apenas o ramo de serviços de informação e comunicação cresceu na comparação com o mês anterior, a uma taxa de 0,2 por cento.

    A persistência do cenário de inflação e juros baixos tende a estimular o consumo e deve ajudar neste ano o setor de serviços, cuja confiança apurada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou alta em janeiro, e a economia como um todo.[nL1N1ZU08F]

    Veja o desempenho do setor de serviços na variação mensal e no ano(%):

    Atividade Novembro Dezembro 2018

    Serviços 0,0 +0,2 -0,1

    1.Serviços prestados à família +0,4 -0,1 +0,2

    1.1.Serviços de alojamento e +0,4 +0,7 +0,9

    alimentação

    1.2.Outros serviços prestados à -1,0 -2,3 -3,6

    família

    2.Serviços de informação e +0,5 +0,2 -0,5

    comunicação

    2.1.Serviços de TI e comunicação -0,4 -0,4 +0,1

    2.2.Serviços audiovisuais +6,7 +5,8 -4,6

    3.Serviços profissionais, 0,0 -1,5 -1,9

    administrativos e complementares

    3.1.Serviços técnico-profissionais -4,1 +0,3 -1,2

    3.2.Serviços administrativos e +0,3 -0,7 -2,1

    complementares

    4.Transportes, serviços auxiliares +0,3 -0,6 +1,2

    e correios

    4.1.Transporte terrestre -0,7 +1,6 +2,1

    4.2.Transporte aquaviário -1,3 -1,2 -0,8

    4.3.Transporte aéreo -3,9 +1,0 +4,2

    4.4.Armazenagem, serviços +1,7 -1,4 -0,8

    auxiliares e correios

    5.Outros serviços +0,1 -0,2 +1,9

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    Negociações comerciais entre China e EUA avançam para nível mais alto e prazo final se aproxima

    Por Michael Martina

    PEQUIM (Reuters) - O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, disse esperar ansiosamente pelas negociações comerciais com a China nesta quinta-feira, quando as discussões em Pequim avançam para um nível mais alto em uma tentativa de encerrar a guerra tarifária antes do prazo de 1º de março para um acordo.

    As negociações, que devem ser realizadas até sexta-feira, seguem-se a três dias de reuniões entre representantes para elaborar detalhes técnicos, incluindo um mecanismo para impor qualquer acordo comercial.

    'Aguardamos com expectativa as discussões de hoje', disse Mnuchin a repórteres sem dar mais detalhes ao sair do hotel.

    Ele e o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, iniciaram as reuniões pouco depois, na casa de hóspedes do Estado de Diaoyutai, juntamente com o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, o principal assessor econômico do presidente Xi Jinping.

    As tarifas dos EUA sobre 200 bilhões de dólares em importações chinesas devem subir de 10 para 25 por cento caso os dois lados não cheguem a um acordo dentro do prazo, aumentando a pressão e os custos em setores de produtos eletrônicos para a agricultura.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, disse a repórteres na quarta-feira que as negociações estão progredindo 'muito bem'.

    Os conselheiros de Trump descreveram a data de 1º de março como um 'prazo rígido', e o presidente disse que um adiamento é possível, embora ele prefira não colocá-lo em prática.

    Uma matéria da Bloomberg citou fontes segundo as quais que Trump está considerando prorrogar o prazo por mais 60 dias para dar mais tempo aos negociadores.

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    Dados comerciais da China em janeiro superam expectativas, mas sustentabilidade é dúvida

    Por Stella Qiu e Kevin Yao

    PEQUIM (Reuters) - As exportações da China voltaram a crescer inesperadamente em janeiro após recuo no mês anterior enquanto as importações caíram muito menos do que o esperado, mas analistas disseram que a força deve-se provavelmente a fatores sazonais e preveem nova fraqueza à frente.

    As exportações em janeiro avançaram 9,1 por cento em relação ao ano anterior, mostraram dados da alfândega, contra expectativas de economistas de queda de 3,2 por cento e após contração em dezembro de 4,4 por cento.

    As importações caíram 1,5 por cento, em um resultado melhor do que as estimativas de recuo de 10 por cento e ante perda de 7,6 por cento em dezembro.

    Isso deixou o país com um superávit comercial de 39,16 bilhões de dólares no mês.

    Embora as leituras pareçam positivas à primeira vista, analistas alertaram que dados da China no começo do ano têm que ser tratados com cautela devido a distorções provocadas pelo feriado do Ano Novo Lunar, que começou em 4 de fevereiro deste ano.

    Muitas empresas apressam carregamentos ou reabastecem seus estoques de matérias-primas antes do feriado.

    'Claramente, os números surpreenderam o mercado. Mas dada a desaceleração (de leituras industriais) globais e dados comerciais fracos da Coreia, pode ser prematuro concluir que as perspectivas de comércio melhoraram com base somente no número de janeiro', disse Tommy Xie, economista do OCBC Bank.

    O comércio também tem fraquejado globalmente em meio ao crescente protecionismo e perda de força em algumas importantes economias, mais destacadamente na Europa.

    O crescimento econômico da China desacelerou a 6,6 por cento em 2018, pressionado pelos crescentes custos de empréstimos e pela repressão a empréstimos mais arriscados.

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    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

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