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    Todos os integrantes do Fed endossaram alta de juros em setembro, mostra ata

    Por Jason Lange e Pete Schroeder

    WASHINGTON (Reuters) - Todos os membros votantes do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, apoiaram o aumento da taxa de juros no mês passado em um encontro onde eles também concordaram, de maneira geral, que os custos de empréstimos devem subir mais, de acordo com a ata do encontro divulgada nesta quarta-feira.

    Foi a terceira alta deste ano e a demonstração de unanimidade no encontro de 25 e 26 de setembro pode impulsionar as expectativas de que o comitê de definição dos juros do banco central vai aumentar os juros novamente em dezembro.

    'Todos os participantes expressaram a visão de que seria apropriado para o comitê continuar sua abordagem gradual de firmar a política monetária elevando o intervalo da meta para a taxa de juros', de acordo com a ata.

    Comparada à ata do encontro anterior do Fed realizado em agosto, o documento de setembro parece mostrar menos discussão sobre a perspectivas de que uma recessão poderia estar a caminho. Em vez disso, alguns dos membros do Fed aparentemente viram alguma indicação de maior força da economia dos EUA.

    'Quase todos os participantes viram poucas mudanças em suas avaliações sobre as perspectivas da economia, embora alguns deles tenham julgado que dados recentes indicam que o ritmo da atividade econômica estava mais forte do que o esperado mais cedo no ano', de acordo com a ata.

    Os membros votantes do Fed notaram que a relativa fraqueza da economia internacional poderia criar 'potencial para fortalecimento adicional do dólar' norte-americano, um fator que poderia pesar sobre exportações dos EUA.

    A economia dos EUA tem crescido neste ano em ritmo mais rápido do que muitos economistas julgam possível sem gerar inflação mais alta, com a taxa de desemprego ao nível mais baixo em décadas.

    O Fed vem subindo os juros desde 2015 e depois do aumento no mês passado parou de descrever a postura da política monetária como 'expansionista', significando que a instituição deixou de pensar que o nível das taxas de juros está estimulando a economia.

    A ata mostrou que 'quase todos' os membros votantes concordaram que é hora de parar de dizer que eles estavam estimulando a economia.

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    Serviços do Brasil têm melhor resultado para agosto desde 2011 mas ainda não apontam retomada, diz IBGE

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A atividade de transportes ajudou e o volume de serviços cresceu mais do que o esperado em agosto, registrando o melhor resultado para o mês desde 2011, embora o avanço ainda não seja considerado o início de uma retomada para o setor.

    O volume do setor de serviços cresceu 1,2 por cento em agosto em relação a julho, resultado mais forte para o mês na série histórica iniciada em 2011, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A leitura ficou bem acima da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,3 por cento, após queda de 2 por cento em julho e avanço de 4,9 por cento em junho

    Na comparação com o mesmo mês de 2017, houve alta de 1,6 por cento, contra expectativa de avanço de 0,1 por cento, no maior ganho para agosto na comparação anual desde 2013 (2,2 por cento).

    'O resultado de agosto não pode ser considerado o início de uma arrancada, até por que o movimento parece pontual e os indicadores antecedentes já apontam para uma queda em setembro', explicou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

    'Essa instabilidade no mês a mês ainda faz parte do distúrbio causado pela greve dos caminhoneiros na pesquisa', completou.

    No mês de agosto, o destaque ficou para o crescimento de 3,2 por cento da atividade de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio.

    'O resultado positivo de agosto tem a ver prioritariamente com transportes graças às passagens aéreas, cuja inflação caiu e puxa para cima a receita do setor', explicou Lobo.

    Entre as cinco grupos de atividades acompanhadas, também apresentaram avanço serviços profissionais, administrativos e complementares (2,2 por cento) e outros serviços (1,0 por cento).

    Apesar dos ganhos apresentados em agosto, o setor de serviços ainda enfrenta um quadro de desemprego elevado no Brasil que limita a atividade, aliado a uma conjuntura política e econômica que amplia as incertezas tanto entre consumidores quanto entre empresários.

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    Trump chama Fed de 'louco' e diz que ainda tem 'muito mais a fazer sobre a China' em entrevista à Fox

    Por Howard Schneider e Susan Heavey

    WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renovou as críticas contra o Federal Reserve nesta quinta-feira, dizendo que a política de juros da autoridade monetária norte-americana é 'ridícula' e está tornando mais caro para seu governo financiar o seu déficit crescente.

    'Estou pagando juros a uma taxa alta por causa do nosso Fed. E eu gostaria que nosso Fed não fosse tão agressivo porque acho que eles estão cometendo um grande erro', disse Trump em entrevista ao programa 'Fox & Friends'.

    Este foi o seu segundo ataque contra o banco central dos Estados Unidos nas últimas 24 horas, após um queda em Wall Street parcialmente atribuída a investidores que se ajustaram totalmente aos aumentos constantes dos juros pelo Fed, e a um aumento em particular nos rendimentos dos títulos de longo prazo do Tesouro norte-americano, que são uma alternativa importante e mais segura ao investimento em ações.

    O conselheiro econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, rapidamente disse que o Fed estava 'no alvo' em políticas que estavam respondendo a uma economia forte.

    O aumento das taxas de juros é 'um sinal de saúde econômica, algo que deve ser bem-vindo e não temido', disse Kudlow à rede de TV CNBC. 'O presidente não está ditando a política para o Fed ... Eles são independentes. Eles vão fazer o que vão fazer.'

    Outros presidentes dos EUA já criticaram o banco central, mas esta foi uma crítica incomum até mesmo para Trump. Desde o fechamento da sessão de quarta-feira de Wall Street, ele chamou o Fed de 'louco', 'maluco' e 'ridículo', e classificou os aumentos dos juros de 'agressivos demais' e 'um grande erro'. Os mercados acionários do EUA abriram em queda nesta quinta-feira.

    “O problema que tenho é com o Fed. O Fed está ficando louco. Quer dizer, eu não sei qual é o problema deles, mas eles estão aumentando as taxas de juros e isso é ridículo”, disse Trump na noite de quarta-feira. “O problema na minha opinião são os Treasuries e o Fed. O Fed está ficando louco e não há razão para fazer isso e não estou feliz com isso. ”

    Uma autoridade do Fed disse que o banco central não comentará as declarações do presidente.

    Líderes econômicos globais, incluindo o chefe do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, defenderam o Fed, observando que a independência da política monetária da influência de autoridades eleitas tornou-se um marco de governança econômica eficaz e ajuda a impedir que políticos usem dinheiro barato para seus próprios interesses.

    Nas reuniões do FMI em Bali, Lagarde disse que 'não associaria' o presidente do Fed, Jerome Powell, 'à loucura'.

    O Fed elevou as taxas de juros no mês passado, e espera-se que o faça novamente em dezembro. Autoridades do Fed, incluindo Powell, o presidente escolhido por Trump, disseram enfaticamente que não serão influenciados por comentários de autoridades eleitas e tomarão decisões com base em dados econômicos.

    Até agora, isso foi forte o suficiente para garantir aumentos constantes nas taxas, um sinal da perspectiva do Fed de que a economia se recuperou completamente da crise financeira de 2007 a 2009. Um pouco acima de 2 por cento, a taxa de juros de curto prazo do Fed permanece baixa pelos padrões históricos, e as condições financeiras ainda são consideradas frouxas e propícias ao crescimento econômico.

    O rendimento do título de 10 anos do Tesouro norte-americano subiu para cerca de 3,1 por cento, em comparação com cerca de 2,1 por cento no ano passado.

    As taxas de juros gradualmente crescentes, dizem as autoridades do Fed, buscam evitar um aumento rápido da inflação, enquanto permanecem baixas o suficiente para que a recuperação econômica e a forte geração do emprego continuem.

    CHINA

    O presidente norte-americano também afirmou que suas políticas econômicas e comerciais prejudicaram a economia da China e que ainda há muito mais que ele pode fazer.

    'Eu tenho muito mais o que fazer', disse Trump em entrevista ao programa da Fox News, acrescentando que as pessoas na China viveram bem demais por muito tempo.

    (Por Doina Chiacu e Susan Heavey)

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    Varejo do Brasil tem melhor agosto em 4 anos mas resultado não indica aceleração, diz IBGE

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - As vendas varejistas subiram em agosto bem acima do esperado e registraram o melhor resultado para o mês em quatro anos, porém em um desempenho que ainda não indica aceleração do setor devido ao ambiente de atividade econômica lenta e desemprego elevado no país.

    Em agosto, as vendas no varejo subiram 1,3 por cento na comparação com o mês anterior e interromperam sequência de três meses de perdas, de acordo com os dados informados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O resultado ficou bem acima da expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas de alta de 0,3 por cento e representou a melhor leitura para o mês de agosto desde 2014 (1,7 por cento), além de ser a melhor taxa do ano.

    Na comparação com agosto de 2017, houve aumento de 4,1 por cento, contra expectativa de avanço de 1,5 por cento, no resultado mais forte para agosto desde 2013 (6,2 por cento).

    Apesar do resultado elevado, a atividade econômica no Brasil continua encontrando dificuldades em imprimir um ritmo mais forte, em um ambiente de incertezas com as eleições presidenciais que vem mantendo o desemprego alto e contendo o ímpeto de compras.

    'O resultado não é reversão de tendência ou virada. O que houve em agosto foi uma recuperação de perdas para o comércio depois de desempenhos afetados pela greve dos caminheiros', explicou a gerente da pesquisa, Isabella Nunes.

    'Foi um resultado importante, mas não quer dizer que o comércio vai deslanchar', completou.

    O mês teve um perfil disseminado de alta entre as atividades pesquisadas, com sete das oito categorias apresentando avanços. Os destaques ficaram para Tecidos, vestuário e calçados (5,6 por cento), Combustíveis e lubrificantes (3,0 por cento), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,5 por cento) e Móveis e eletrodomésticos (2,0 por cento).

    'Vestuários e calçados e artigos domésticos são atividades ligadas ao dia dos pais, e também houve baixa temperatura em agosto, em que normalmente o comércio faz promoções. Isso estimulou as vendas', completou Isabella.

    A única atividade a apresentar contração nas vendas foi Livros, jornais, revistas e papelaria, com queda de 2,5 por cento.

    As vendas no varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, tiveram expansão de 4,2 por cento sobre julho, com alta de 5,4 por cento em Veículos, motos, partes e peças e de 4,6 por cento em Material de construção.

    (Edição de Marcela Ayres)

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    Propostas econômicas devem seguir fora dos holofotes no 2º turno das eleições

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - As propostas econômicas dos candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) devem atrair questionamentos a partir de agora na disputa presidencial, mas dificilmente, na visão de agentes do mercado, vão embalar as campanhas nesta rodada final.

    Bolsonaro, com 46 por cento dos votos, e Haddad, com 29 por cento, passaram para o segundo turno das eleições presidenciais em votação no domingo, depois de uma campanha em primeiro turno que relegou ao segundo plano o debate econômico.

    'Eu acho que o detalhamento está fora do radar', afirmou o economista-chefe do Fator, José Francisco de Lima. 'Bolsonaro não precisa disso pra avançar e para o Haddad seria muito custoso detalhar alguma coisa nessa linha (do ajuste fiscal)', afirmou ele, em referência à chance de o petista afastar um eleitorado cativo, de esquerda, se optar por fazer muitos acenos ao mercado.

    'No curto prazo, a situação também é boa para o Bolsonaro. Porque se o dólar cai e a bolsa sobe, e isso for visto como persistente, vai entrar na campanha um argumento importante que é o da confiança e o da estabilidade', acrescentou ele.

    Os ativos brasileiros subiram com força na segunda-feira, repercutindo o resultado eleitoral do primeiro turno, inclusive a nova composição do Congresso, com o principal índice da bolsa paulista, o Ibovespa, fechando em alta de 4,6 por cento e o dólar recuando 2,35 por ante o real.

    Na retomada da campanha após a votação de domingo, os presidenciáveis já deram mostras do caminho que pretendem trilhar daqui para frente. Bolsonaro fez fortes críticas ao fato de Haddad se aconselhar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na prisão, reforçando a artilharia contra o establishment e contra a corrupção.

    Embora Haddad tenha dito que o que guiará o segundo turno é o debate econômico, criticando o 'projeto neoliberal' de seu opositor, ele está centrando esforços para emplacar sua candidatura como de defesa da democracia, tentando marcar uma contraposição ao estilo autoritário associado ao candidato do PSL. O petista também vem reforçando seus laços familiares.

    'O tema dessa eleição todinha foi um tema moral, e em cima disso vai continuar sendo no segundo turno. Não acho que tem motivo para de repente começar a olhar o lado fiscal, crescimento, coisa que foi pouquíssimo mencionada nesse primeiro turno', avaliou o economista-chefe do Grupo Confidence, Robério Costa.

    Para ele, o fato de um grande número de parlamentares terem sido eleitos na onda de Bolsonaro tende a amainar temores de que, se eleito, ele não teria força para emplacar reformas importantes que o mercado espera, como a da Previdência.

    'Agora, mais à frente, num prazo mais longo, essa expectativa precisa se materializar', destacou Costa. 'O fato de ele ter esse meio de campo mais aberto pra atuar não significa dizer que vai conseguir encontrar consenso lá dentro pra votar reformas. Quando você vai para o embate no Congresso estão em jogo questões corporativas muito fortes.'

    Em condição de anonimato, uma fonte do alto escalão da equipe econômica do governo lembrou que, passada a primeira etapa da disputa ao Palácio do Planalto, também perduram dúvidas sobre o programa de cada um dos candidatos e se as propostas originais seguirão de pé.

    DIREÇÕES OPOSTAS

    Apesar de os programas terem direções claras, com o petista priorizando maior participação do Estado na economia e o candidato do PSL se alinhando à cartilha do livre mercado, ambos não detalharam ainda como de pretendem implementar as reformas importantes. Ao mesmo tempo os dois lados vêm flexibilizando posições em busca de menor controvérsia.

    'As propostas de Paulo Guedes (assessor econômico de Bolsonaro) são boas. Dífícil é implementar', afirmou a fonte, acrescentando ainda que a expectativa também é de que Haddad caminhe de maneira clara para o centro.

    Apesar de o programa do PT defender que é possível equilibrar as contas da Previdência com a retomada dos empregos, formalização de atividades econômicas e maior arrecadação, Haddad já vem publicamente reconhecendo a necessidade de mexer nas regras de acesso à aposentadoria.

    Bolsonaro, por sua vez, afirmou na segunda-feira que 'desde o início' quer isenção de Imposto de Renda para os que ganham até 5 mil reais, embora a proposta não conste formalmente em seu programa, mas esteja no do PT.

    Ambos, contudo, não esclarecem com números como abrirão mão desta receita em meio à grave situação fiscal do país, que caminha para seu quinto ano seguido de déficit primário.

    O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, já afirmou que isentar de IR os que ganham até 5 salários mínimos teria um custo de 60 bilhões de reais por ano, o que considera 'absolutamente inviável'.

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    Indicador Antecedente de Emprego no Brasil vai em setembro menor nível em quase 2 anos por incertezas, diz FGV

    SÃO PAULO (Reuters) - O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) mostrou em setembro um cenário de elevada incerteza no mercado de trabalho ao recuar pelo sétimo mês seguido e atingir o menor nível em quase dois anos, informou nesta terça-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV).

    O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, caiu 3,3 pontos e foi a 91,0 pontos em setembro, o menor resultado desde dezembro de 2016.

    'A queda no Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) reflete a elevada incerteza quanto ao crescimento da atividade econômica futura do Brasil e, portanto, quanto à geração do emprego', explicou o economista da FGV/Ibre Fernando de Holanda Barbosa Filho em nota.

    Seis dos sete componentes do IAEmp registraram queda, com destaque para o indicador que mensura o emprego local futuro da Sondagem do Consumidor, que recuou 6,8 pontos entre agosto e setembro.

    O Indicador Coincidente de Emprego (ICD), que capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, aumentou 1,3 ponto em setembro, para 97,3 pontos, atingindo seu maior nível desde dezembro de 2017.

    'O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) encontra-se estável, porém em nível elevado. Isto sinaliza o momento de dificuldade no mercado de trabalho enfrentado pelos trabalhadores, apesar da lenta redução observada na taxa de desemprego', completou Barbosa Filho.

    A taxa de desemprego no Brasil caiu pela quinta vez seguida no trimestre até agosto e foi a 12,1 por cento, mas as apreensões devido ao ritmo fraco da economia continuam a afetar os trabalhadores, que seguem desanimados quanto ao mercado de trabalho, de acordo com dados do IBGE.

    (Por Stéfani Inouye)

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    FMI reduz projeções de crescimento econômico global por guerra tarifária e turbulência nos mercados emergentes

    Por David Lawder

    NUSA DUA, Indonésia (Reuters) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou suas previsões de crescimento econômico global para 2018 e 2019, afirmando que a guerra comercial está pesando e que os mercados emergentes enfrentam dificuldades com condições financeiras mais restritivas e fluxo de saída de capitais.

    As novas projeções, divulgadas na ilha indonésia de Bali, onde as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial estão sendo realizadas, mostram que a onda de forte crescimento, alimentada em parte pelos cortes nos impostos dos EUA e pela crescente demanda por importações, está começando a diminuir.

    O FMI disse em uma atualização do seu relatório 'Perspectiva Econômica Mundial' que agora prevê um crescimento global de 3,7 por cento em 2018 e 2019, abaixo da previsão de julho, de crescimento de 3,9 por cento para os dois anos.

    A redução reflete uma confluência de fatores, incluindo a introdução de tarifas de importação entre os Estados Unidos e a China, desempenhos mais fracos dos países da zona do euro, Japão e Reino Unido e crescentes taxas de juros que pressionam alguns mercados emergentes com saídas de capital, especialmente Argentina, Brasil, Turquia, África do Sul, Indonésia e México.

    'O crescimento dos EUA vai diminuir quando partes de seu estímulo fiscal retrocederem', disse o economista-chefe do FMI, Maurice Obstfeld, em comunicado. 'Apesar da força da demanda presente, reduzimos nossa projeção de crescimento dos EUA em 2019 devido às tarifas recentemente adotadas sobre uma série de importações da China e à retaliação da China.'

    Com a maior parte do impacto da guerra tarifária entre EUA e China a ser sentida no próximo ano, o FMI reduziu a previsão de crescimento dos EUA em 2019 a 2,5 por cento de 2,7 por cento anteriormente, enquanto a estimativa para a China passou a 6,2 por cento de 6,4 por cento. Para 2018 as projeções para os dois países permaneceram em 2,9 por cento para os EUA e 6,6 por cento para a China.

    Obstfeld disse não estar preocupado com a capacidade do governo chinês de defender sua moeda contra mais enfraquecimento, mas afirmou em entrevista à imprensa que Pequim enfrentará um 'exercício de equilíbrio' entre ações para sustentar o crescimento e garantir a estabilidade financeira.

    Se a China e os EUA resolverem suas diferenças comerciais, 'haverá uma alta significativa nas projeções'.

    A estimativa de crescimento da zona do euro em 2018 foi reduzida a 2 por cento de 2,2 por cento anteriormente, com a Alemanha particularmente afetada pela queda nas encomendas à indústria e nos volumes comerciais.

    Obstfeld disse que o FMI não vê um recuo generalizado dos mercados emergentes nem contágio para as economias emergentes com situação mais forte e que tenham evitado grandes fluxos de saída, como alguns na Ásia e alguns países exportadores de petróleo e metais.

    'Mas não há como negar que a suscetibilidade a grandes choques globais aumentou', disse Obstfeld. 'Qualquer forte reversão para os mercados emergentes apresentará uma ameaça significativa para as economias avançadas.'

    O Brasil teve sua estimativa de crescimento em 2018 reduzida em 0,4 ponto percentual, a 1,4 por cento, devido à greve dos caminhoneiros. O Irã, que enfrenta uma nova rodada de sanções dos EUA no próximo mês, também teve sua projeção reduzida.

    Alguns países emergentes ricos em energia tiveram desempenho melhor devido aos preços mais altos do petróleo, com a Arábia Saudita e a Rússia recebendo revisões para cima em suas projeções.

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    FMI vê crescimento menor no Brasil em 2018 e 2019 por greve dos caminhoneiros e aperto global no crédito

    SÃO PAULO (Reuters) - Os problemas provocados pela greve dos caminhoneiros e as condições financeiras externas mais apertadas pressionam a economia do Brasil neste ano e levaram o Fundo Monetário Internacional (FMI) a reduzir suas estimativas de crescimento para 2018 e 2019.

    O Produto Interno Bruto do Brasil deve crescer 1,4 por cento em 2018 nas contas do FMI, que reduziu sua estimativa em 0,4 ponto percentual em relação à projeção anterior feita em julho, de acordo com seu novo relatório 'Perspectiva Econômica Mundial'.

    Isso se deve a 'problemas causados pela greve nacional dos motoristas de caminhões e condições financeiras externas mais apertadas, que são uma fonte de risco para as perspectivas', disse o FMI no relatório.

    Para 2019, o corte foi de 0,1 ponto percentual, a 2,4 por cento. O crescimento esperado é impulsionado 'pela recuperação da demanda privada conforme o déficit de produção gradualmente diminui', apontou o FMI.

    A greve dos caminhoneiros, em maio, pesou sobre a indústria e os investimentos e o PIB do país cresceu apenas 0,2 por cento no segundo trimestre sobre os três meses anteriores, destacando a instabilidade da atividade econômica.[nL2N1VM0K5]

    Os dados do FMI ficam em linha com aqueles do governo e do Banco Central. Recentemente o BC piorou sua projeção de crescimento do Brasil a 1,4 por cento neste ano, prevendo uma aceleração para 2,4 por cento no ano que vem.[nL2N1WD0CX]

    Os ministérios da Fazenda e do Planejamento preveem uma elevação de 1,6 por cento do PIB neste ano e de 2,5 por cento no ano que vem. Já o mercado vê a atividade crescendo 1,34 por cento em 2018 e 2,5 por cento em 2019, conforme a leitura mais recente da pesquisa semanal Focus.[nL2N1WO0DP]

    O FMI destacou que a consolidação fiscal deve ser a prioridade para o Brasil.

    'A reforma da Previdência é essencial para garantir a sustentabilidade fiscal e garantir a igualdade, dado que os gastos previdenciários são altos e as aposentadorias são excessivamente generosas para alguns segmentos da população', disse o FMI.

    'Também será necessário continuar restringindo a folha de pagamento do governo, harmonizando os regimes tributários federal e estatal e melhorando as finanças do governo, ao mesmo tempo em que se protege os programas sociais', completou.

    O FMI também projeta inflação de 3,7 por cento no Brasil em 2018 e 4,2 por cento em 2019, sendo que o centro da meta oficial do governo brasileiro é de respectivamente 4,50 por cento e 4,25 por cento, com margem de tolerância para ambos os anos de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

    A taxa de desemprego, segundo o Fundo, deve diminuir, passando de 11,8 por cento neste ano para 10,7 por cento no próximo. No trimestre encerrado em agosto, a taxa caiu pela quinta vez seguida para 12,1 por cento, informou o IBGE no fim do mês passado. [nL2N1WE0CE]

    As revisões promovidas pelo FMI para o Brasil ajudaram a pressionar para baixo o crescimento das economias emergentes e em desenvolvimento como um todo, junto com o esperado impacto das medidas comerciais implementadas desde abril sobre a atividade na China e a desaceleração da economia da Turquia.

    Assim o FMI cortou a expectativa para a expansão desse grupo em 0,2 e 0,4 ponto percentual respectivamente para 2018 e 2019, vendo um crescimento de 4,7 por cento para ambos os anos.

    Para a América Latina e o Caribe, a redução foi de 0,4 ponto para cada um dos dois anos, com as novas estimativas de crescimento a 1,2 por cento em 2018 e de 2,2 por cento em 2019.

    (Por Camila Moreira)

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    Moody's destaca polarização política após 1º turno e vê desafios para aprovação de reformas

    SÃO PAULO (Reuters) - A agência de classificação de risco Moody's avaliou nesta segunda-feira que o resultado do primeiro turno da eleição presidencial no Brasil sinaliza 'polarização política', o que amplia os desafios do próximo governo em relação à aprovação das reformas.

    'Independente de quem for eleito, o novo presidente terá que formar alianças no Congresso para aprovar as reformas fiscais, particularmente da Previdência, para lidar com fraqueza fundamental no perfil de crédito do Brasil', destacou a analista sênior da Moody's Samar Maziad, em nota.

    O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, conquistou votação expressiva no domingo, mas não o suficiente para evitar um segundo turno contra o petista Fernando Haddad, salvo pela Região Nordeste.

    De acordo com Samar, a polarização política dificulta a capacidade do próximo presidente de estabelecer uma boa relação de trabalho com os parlamentares para aprovar as reformas.

    As reformas são necessárias 'para manter a confiança do investidor, preservar a estabilidade financeira e estabelecer os alicerces para um crescimento sustentado', completou Samar.

    Bolsonaro conseguiu com o resultado do primeiro turno transformar seu partido, o até então nanico PSL, em uma potência parlamentar, provocando uma mudança sísmica. O PSL deve ficar com 51 cadeiras na Câmara dos Deputados, de 513 assentos, de acordo com projeção da XP Investimentos, ficando atrás apenas do PT, de Haddad, que deve ter 57 vagas.

    (Por Camila Moreira)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Criação de vagas de trabalho nos EUA desacelera em setembro; taxa de desemprego cai para 3,7%

    Criação de vagas de trabalho nos EUA desacelera em setembro; taxa de desemprego cai para 3,7%

    Por Lucia Mutikani

    WASHINGTON (Reuters) - A criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos desacelerou com força em setembro provavelmente porque o furacão Florence prejudicou os setores de restaurantes e varejo, mas a taxa de desemprego caiu para perto da mínima de 49 anos de 3,7 por cento, indicando um aperto adicional nas condições do mercado de trabalho.

    O relatório mensal de emprego do Departamento de Trabalho também mostrou aumento constante dos salários nesta sexta-feira, sugerindo pressões inflacionárias moderadas, o que pode aliviar as preocupações com o superaquecimento da economia e manter o Federal Reserve na trajetória de aumentos graduais da taxa de juros.

    Foram criadas 134 mil vagas de empregos fora do setor agrícola no mês passado, o menor número em um ano, já que os setores de varejo e lazer e hospitalidade fecharam postos de trabalho.

    Os dados de julho e agosto foram revisados ??para mostrar 87 mil vagas a mais do que o informado anteriormente.

    Economistas consultados pela Reuters projetavam criação de 185 mil postos de trabalho em setembro e uma queda na taxa de desemprego de 0,1 ponto percentual, para 3,8 por cento.

    A economia precisa criar cerca de 120 mil empregos por mês para acompanhar o crescimento da população em idade ativa.

    O presidente do Fed, Jerome Powell, disse na terça-feira que a perspectiva da economia é 'notavelmente positiva' e acredita que está à beira de uma era 'historicamente rara' de desemprego ultrabaixo e inflação contida.

    Um mercado de trabalho robusto está sustentando a economia e, junto com o alto nível de poupança, pode sustentar os gastos do consumidor conforme o estímulo do pacote de corte de impostos de 1,5 trilhão de dólares governo norte-americano perde força.

    O Departamento do Trabalho disse que é possível que o furacão Florence, que atingiu as Carolinas do Norte e do Sul em meados de setembro, possa ter afetado o emprego em algumas indústrias. Ele disse que é impossível quantificar o efeito líquido sobre o emprego.

    Os ganhos médios por hora aumentaram oito centavos, ou 0,3 por cento, em setembro, após subirem 0,3 por cento no mês anterior. Com o aumento de setembro abaixo do ganho de 0,5 por cento registrado durante o mesmo período do ano passado, isso reduz o aumento anual dos salários para 2,8 por cento, de 2,9 por cento em agosto, que foi o maior aumento em mais de nove anos.

    O crescimento salarial continua sendo suficiente para manter a inflação em torno da meta de 2 por cento do Fed.

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia IPCA sobe 0,48% em setembro e supera centro da meta em 12 meses pela 1ª vez em 1 ano e meio

    IPCA sobe 0,48% em setembro e supera centro da meta em 12 meses pela 1ª vez em 1 ano e meio

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - Os preços de combustíveis e alimentos pressionaram em setembro e a inflação oficial no Brasil voltou a superar o centro da meta oficial em 12 meses pela primeira vez em um ano e meio, embora isso não deva pressionar o Banco Central a elevar a taxa básica de juros diante do desemprego elevado e da recuperação econômica lenta.

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,48 por cento em setembro depois de variação negativa de 0,09 por cento em agosto, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Essa é a leitura mais alta para o mês de setembro desde 2015 (+0,54 por cento) e ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,41 por cento.

    Com isso, a inflação acumulada em 12 meses acelerou a 4,53 por cento, de 4,19 por cento até agosto e estimativa de 4,45 por cento.

    O resultado é o mais elevado desde os 4,57 por cento registrados em março de 2017 e também superou o centro da meta de inflação --de 4,50 por cento, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos-- pela primeira vez desde a mesma data.

    'No início do ano, ficar abaixo do centro da meta parecia claro. Agora estamos num momento de incerteza e de eleição que pressiona os preços. Temos que ver os últimos três meses do ano', disse à Reuters o economista do IBGE Fernando Gonçalves.

    'Ao longo dos últimos meses emergiram pressões como safra menor, greve de caminhoneiros, dólar mais alto e combustíveis mais caros. A alta está dentro da dinâmica esperada', completou.

    Os principais impactos para o resultado de setembro do IPCA em setembro vieram dos grupos Alimentação e bebidas e Transportes, que representam cerca de 43 por cento das despesas das famílias.

    Ao subir 1,69 por cento, Transportes apresentou a maior variação no mês, após queda de 1,22 por cento em agosto, registrando a maior alta para um mês de setembro desde o início do Plano Real em 1994.

    O principal responsável por isso foram os combustíveis, que subiram 4,18 por cento em setembro após deflação de 1,86 por cento em agosto. No mês, a gasolina subiu 3,94 por cento, o etanol avançou 5,42 por cento e óleo diesel teve alta de 6,91 por cento.

    Já os preços de Alimentação e bebidas passaram a avançar 0,10 por cento em setembro após dois meses de quedas. Enquanto a alimentação no domicílio ficou estável, a alimentação fora subiu 0,29 por cento.

    Apesar da alta vista no mês passado no IPCA, o desemprego elevado diante de uma economia que encontra dificuldades para engatar vem contendo a demanda e refreando a inflação, mesmo diante da recente desvalorização do real.

    O BC vem afirmando que o grau de repasse cambial ao aumento de preços tende a ser atenuado pela ancoragem das expectativas de inflação, atividade econômica fraca e ociosidade das empresas, e que só reagirá com alta dos juros caso veja piora no cenário para a inflação.

    Em sua última reunião de política monetária, o BC manteve a taxa básica de juros em 6,5 por cento.

    Veja detalhes na variação mensal (%):

    Grupo Agosto Setembro

    Índice Geral -0,09 +0,48

    Alimentação e Bebidas -0,34 +0,10

    Habitação +0,44 +0,37

    Artigos de Residência +0,56 +0,11

    Vestuário +0,19 -0,02

    Transportes -1,22 +1,69

    Saúde e Cuidados Pessoais +0,53 +0,28

    Despesas Pessoais +0,36 +0,38

    Educação +0,25 +0,24

    Comunicação +0,03 -0,07

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