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Agências dos EUA vão monitorar água potável em busca de microplásticos e produtos farmacêuticos

Agências dos EUA vão monitorar água potável em busca de microplásticos e produtos farmacêuticos

Reuters

02/04/2026

Placeholder - loading - O secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., durante cúpula inaugural Make America Healthy Again (MAHA) em Washington, EUA 12 de novembro de 2025 REUTERS/Nathan Howard
O secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., durante cúpula inaugural Make America Healthy Again (MAHA) em Washington, EUA 12 de novembro de 2025 REUTERS/Nathan Howard

Por Valerie Volcovici

WASHINGTON, 2 Abr (Reuters) - A Agência de ​Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos anunciaram nesta quinta-feira que vão monitorar o impacto de microplásticos e produtos farmacêuticos na água potável, primeiro passo para avaliar seus riscos à saúde e moldar novas políticas.

O anúncio conjunto foi saudado pelo administrador da EPA, Lee Zeldin, e pelo secretário de Saúde, Robert F. Kennedy, Jr., como uma vitória para a agenda 'Make America Healthy Again' (tornar a América saudável novamente) do presidente Donald Trump, cujas prioridades incluíram a redução do número de vacinas infantis recomendadas e ⁠a promoção ⁠de alimentos integrais em novas diretrizes dietéticas.

A ​EPA ‌agora vai incluir microplásticos e produtos farmacêuticos na sexta Lista de Candidatos a Contaminantes, o que significa que eles devem começar a ser testados e monitorados de acordo com a Lei de Água Potável Segura, além de receber financiamento para pesquisas — passo ⁠preliminar para uma futura regulamentação, caso se determine que representem ameaça aos ​sistemas públicos de água.

Zeldin e a EPA foram criticados pelos ativistas da MAHA por ​não terem abordado suas preocupações, incluindo os microplásticos, e ‌por não terem aplicado ​regras mais ⁠rigorosas aos pesticidas.

Apoiadores de RFK Jr. e sua plataforma 'MAHA' ajudaram a eleger o presidente Donald Trump em 2024.

Sete governadores dos EUA de estados como Nova Jersey e Michigan, assim como 175 grupos ​ambientais e de saúde, entraram com uma petição legal no final do ano passado pedindo que a EPA adicione microplásticos à lista de contaminantes a serem monitorados. A lista é atualizada a cada cinco anos.

Os microplásticos são pedaços microscópicos de plástico que foram descobertos em ​toda parte, desde o interior de corpos humanos até a água potável e as profundezas dos oceanos e do gelo do Ártico. Alguns estudos os associaram a cânceres ou danos reprodutivos.

Quando Kennedy concorreu à indicação democrata para a presidência em 2024, ele se comprometeu a combater a poluição plástica, inclusive sua produção. Posteriormente, ele apoiou o candidato republicano Trump, cujo governo alertou no ano passado os países a se oporem a qualquer tentativa de limitar a produção ​de plástico em um possível tratado da ONU sobre o tema.

Os produtos farmacêuticos entram nos sistemas ‌de água por meio de descarte inadequado ⁠e resíduos humanos.

'Ao colocar microplásticos e produtos farmacêuticos na Lista de Candidatos a Contaminantes pela primeira vez, a EPA está enviando uma mensagem clara: seguiremos a ciência, buscaremos respostas ⁠e nos manteremos nos mais altos padrões para proteger a ⁠saúde de todas as famílias americanas', disse ⁠Zeldin em um comunicado.

A ⁠agência ​também divulgará referências de saúde humana para 374 produtos farmacêuticos a serem monitorados.

(Reportagem de Valerie Volcovici)

Reuters

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