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Alemanha planeja alívio de US$1,9 bilhão nos preços dos combustíveis

Alemanha planeja alívio de US$1,9 bilhão nos preços dos combustíveis

Reuters

13/04/2026

Placeholder - loading - Honem abastece carro em posto de combustível em Berlim 2 de março de 2026 REUTERS/ Axel Schmidt
Honem abastece carro em posto de combustível em Berlim 2 de março de 2026 REUTERS/ Axel Schmidt

BERLIM, 13 Abr (Reuters) - O governo de ​coalizão da Alemanha concordou com medidas de alívio nos preços dos combustíveis para consumidores e empresas no valor de 1,6 bilhão de euros (US$1,9 bilhão), encerrando uma disputa sobre como responder ao aumento do preço do petróleo desencadeado pela guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

O imposto sobre o diesel e a gasolina será cortado em cerca de 0,17 euros por litro durante dois meses, disseram o partido conservador CDU e ⁠seus ⁠parceiros de coalizão de centro-esquerda SPD ​nesta ‌segunda-feira.

A guerra do Irã causou a maior interrupção já registrada no fornecimento global de energia, com planos para um bloqueio dos Estados Unidos aos portos e áreas costeiras iranianas, o que ⁠elevou ainda mais os preços do petróleo.

'Essa guerra é a verdadeira ​causa dos problemas que estamos enfrentando também em nosso próprio país', ​disse o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, ‌em uma entrevista ​coletiva.

Ele ⁠disse que a coalizão está fazendo todo o possível para amortecer o impacto do conflito, que foi suspenso por um frágil cessar-fogo, e pediu às ​empresas petrolíferas que repassassem o corte de impostos integralmente. 'Esperamos que o setor de petróleo repasse essas medidas de alívio direta e integralmente aos consumidores', disse Merz.

Economistas e grupos do setor estavam céticos.

Marcel Fratzscher, do ​instituto de pesquisa econômica DIW Berlin, disse que uma grande parte da redução de impostos poderia 'acabar nas contas bancárias das empresas de petróleo' e criticou as medidas por não incentivarem a economia de combustível.

As operadoras de postos de combustíveis da Alemanha também manifestaram essa preocupação, pedindo ao governo que imponha controles de preços às grandes empresas petrolíferas, caso contrário ​há o risco de essas companhias aumentarem os preços para embolsar parte do benefício.

'O ‌governo precisa ser duro com ⁠as grandes companhias de petróleo', disse um porta-voz ao jornal Rheinische Post.

A coalizão governista também concordou em permitir que as empresas paguem um ⁠bônus de alívio de 1.000 euros por ⁠funcionário, isento de impostos sobre ⁠a folha de ⁠pagamento ​e contribuições para a previdência social.

(Reportagem de Andreas Rinke, Maria Martinez e Miranda Murray)

Reuters

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