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AngloGold Ashanti volta a processar 100% do concentrado de ouro no Brasil

AngloGold Ashanti volta a processar 100% do concentrado de ouro no Brasil

Reuters

25/08/2026

Placeholder - loading - Barras de ouro 10 de junho de 2026 REUTERS/Toby Shepheard
Barras de ouro 10 de junho de 2026 REUTERS/Toby Shepheard

Por Marta Nogueira

BELO HORIZONTE, 25 ​Ago (Reuters) - A AngloGold Ashanti retomou neste mês a operação da segunda planta do Complexo Industrial de Queiroz, em Nova Lima (MG), permitindo que a empresa volte a processar internamente todo o concentrado de ouro produzido a partir de suas minas no Brasil, reduzindo a necessidade de exportar parte do material, afirmou à Reuters o presidente da AngloGold Ashanti Latam, Luis Lima.

Com a reativação da unidade, a partir ⁠de ⁠investimentos de cerca de R$105 milhões ​neste ‌ano, o complexo retorna à sua capacidade total instalada de cerca de 280 mil toneladas de concentrado processado por ano.

A empresa já havia retomado a Planta 1 em 2024, ⁠com capacidade de processar cerca de 140 mil toneladas ​por ano de concentrado. Ambas as plantas foram paralisadas em 2022, ​principalmente por necessidade de adequações relacionadas ao ‌tratamento de efluentes, ​disse ⁠Lima.

O executivo da AngloGold Ashanti -- conhecida como a indústria mais longeva do Brasil, com 192 anos de atuação no país -- informou que parte ​do concentrado das minas era vendida no mercado, enquanto apenas uma das plantas estava em funcionamento.

'A verticalização do nosso negócio foi o grande motivo (da retomada)', disse Lima, a jornalistas, durante ​participação no congresso de mineração Exposibram.

A AngloGold afirma ser a única produtora de ouro no país a integrar 100% de todas as etapas produtivas do ouro. A companhia opera as minas subterrâneas Cuiabá e Lamego, em Minas Gerais.

Além do ouro, a planta de Queiroz produz ácido sulfúrico, insumo utilizado pela agricultura e pela indústria. Segundo ​a empresa, a capacidade de produção do coproduto é de cerca ‌de 240 mil toneladas por ⁠ano.

Embora o preço do ouro esteja em patamares historicamente elevados, Lima disse que a empresa busca basear suas decisões de investimento ⁠em cenários de longo prazo e em ⁠ganhos de eficiência operacional, em ⁠vez de ⁠oscilações ​de curto prazo do mercado.

(Reportagem de Marta Nogueira; edição de Roberto Samora)

Reuters

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