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    Produção de níquel da Vale pode atingir 310 mil t em 2020, alta de 30% ante 2018

    Por Marta Nogueira e Alexandra Alper

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A Vale, uma das líderes globais na produção de níquel, vê possibilidade de aumentar a produção do metal em 2020 em cerca de 30 por cento na comparação com os níveis projetados para este ano, indicou o diretor de Metais Básicos, Eduardo Bartolomeu, nesta quinta-feira.

    Mas uma produção de 310 mil toneladas projetada para 2020 também dependerá das condições de mercado, acrescentou o executivo da Vale, que aposta nesta commodity para ampliar seus ganhos, no embalo de uma maior demanda para a produção de baterias para carros elétricos.

    Enquanto isso, a companhia vem realizando uma reestruturação dos negócios de níquel e simplificando processos para reduzir custos, após cortar a projeção de produção neste ano para 240 mil toneladas, diante de paradas para manutenção nas unidades do Canadá em meio a preços baixos.

    'A direção é 310. Ela vai ser alcançada, uma vez que os mercados evoluam...', disse Bartolomeu, que assumiu a diretoria após o início da gestão do presidente Fabio Schvartsman, no começo do ano passado, com a missão de trazer mais valor ao negócio.

    Aquele volume de produção apontado, disse Bartolomeu durante teleconferência sobre os resultados da empresa, seria alcançado a partir de ativos que a empresa já tem.

    Segundo ele, em uma base de custos completamente diferenciada projetada pela empresa, e com uma oportunidade de crescer a produção e o preço saindo de 12/13 mil dólares/tonelada para 18/20 mil dólares, é possível entender a 'oportunidade do negócio'.

    Na semana passada, o CEO da companhia já havia citado uma expectativa de 20 mil dólares por tonelada para o preço do níquel para voltar a investir no negócio.

    Schvartsman, também na teleconferência nesta quinta-feira, afirmou que a Vale hoje já tem uma 'visão mais clara' sobre o negócio de níquel.

    O níquel será fator chave para área de metais básicos ganhar mais participação nos resultados da empresa, a maior produtora global de minério de ferro.

    'Nossa expectativa é que em 2020 a área de metais básicos tenha um salto expressivo de resultados pela combinação de provável recuperação de preços, provável importante redução de custos e salto de volume que a companhia terá...', disse Schvartsman.

    Enquanto isso, em meio a uma reestruturação, a Vale tem cortado projeções de produção do metal.

    Tais cortes vêm ocorrendo desde que o CEO assumiu a empresa enquanto os preços estão fracos.

    E a redução na produção deve se manter em 2019, antes de registrar um forte aumento em 2020, segundo Schvartsman.

    No início do ano, dentro de sua estratégia de diversificação, o presidente da empresa previa elevar a participação da divisão de metais básicos nos resultados da companhia a 30 por cento até o fim de 2019.

    Schvartsman disse ainda que a Vale terá notícias sobre a mina de níquel da Nova Caledônia 'proximamente', mas não entrou em detalhes sobre o projeto para o qual a empresa chegou a procurar um parceiro.

    FOCO NO ACIONISTA

    Com foco em ganhos para seus acionistas, a Vale vai investir em projetos que tragam retornos expressivos para a mineradora e que exijam aportes modestos, reiterou Schvartsman, durante teleconferência.

    O comentário vem um dia depois de a Vale ter anunciado a aprovação de investimentos de 1,1 bilhão de dólares para a expansão da mina de cobre Salobo, no Pará, em movimento que busca ampliar a produção do metal em meio a expectativas de maior demanda com o desenvolvimento das baterias.

    'Minério de ferro apresentará resultados crescentes ao longo dos próximos trimestres enquanto metais básicos está se preparando para o horizonte de 2020', destacou o CEO.

    As previsões ocorrem em meio a um aumento do fluxo de caixa livre da empresa, que deverá atingir 10 bilhões de dólares em 2018, quase o triplo do registrado no ano passado, muito em função dos ganhos que a Vale vem obtendo com seu minério de ferro de alta qualidade e a forte demanda da China.

    O executivo reafirmou nesta quinta-feira que o foco da empresa no horizonte de curto prazo é o pagamento de dividendos, eventualmente recompra de ações, além de possíveis investimentos orgânicos e aquisições, que gerem rentabilidade.

    'Nós só faremos investimentos que tenham expectativa de retorno muito significativo, obviamente isso reduz a quantidade de investimentos que nós faremos, o que tende a fazer com que a gente possa perenizar pagamento de dividendos mais encorpado', disse o executivo.

    A Vale registrou lucro líquido atribuído ao acionista de 5,75 bilhões de reais no terceiro trimestre, queda de 19,5 por cento na comparação com o mesmo período do ano passado, sob impacto do câmbio, apesar do forte resultado operacional guiado pela demanda da China por seu minério de ferro de melhor qualidade.

    (Por Marta Nogueira, Alexandra Alper e Roberto Samora)

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    Vale prevê investimentos modestos e lucrativos; vê salto em metais básicos em 2020

    Por Marta Nogueira e Alexandra Alper

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - Com foco em ganhos para seus acionistas, a Vale vai investir em projetos que tragam retornos expressivos para a mineradora e que exijam aportes modestos, disse o presidente-executivo da empresa, Fabio Schvartsman, durante teleconferência com analistas nesta quinta-feira.

    As estratégias ocorrem em meio a um aumento do fluxo de caixa livre da empresa, que deverá atingir 10 bilhões de dólares em 2018, quase o triplo do registrado no ano passado, segundo informou a empresa anteriormente, prevendo grande repasse aos acionistas.

    O executivo reiterou nesta quinta-feira que o foco da empresa no horizonte de curto prazo é o pagamento de dividendos, eventualmente recompra de ações, além de possíveis investimentos orgânicos e aquisições, que gerem rentabilidade.

    'Nós só faremos investimentos que tenham expectativa de retorno muito significativo, obviamente isso reduz a quantidade de investimentos que nós faremos, o que tende a fazer com que a gente possa perenizar pagamento de dividendos mais encorpado', disse o executivo, em conferência sobre os resultados no terceiro trimestre.

    A Vale registrou lucro líquido atribuído ao acionista de 5,75 bilhões de reais no terceiro trimestre, queda de 19,5 por cento na comparação com o mesmo período do ano passado, sob impacto do câmbio, apesar do forte resultado operacional guiado pela demanda da China por seu minério de ferro de melhor qualidade.

    O lucro líquido recorrente, que desconsidera efeitos como de flutuações cambiais, subiu cerca de 25 por cento, para 8,3 bilhões de reais, em um período em que a empresa bateu recordes de produção e vendas de minério de ferro e pelotas, com altos prêmios.

    Os bons resultados da empresa ocorrem em meio ao desenvolvimento da operação da mina gigante S11D, no Pará, que segundo Schvartsman é 'melhoria de qualidade na veia, vai substituir produtos de menor qualidade'.

    O executivo reiterou estimativa de atingir produção de 50 milhões de toneladas de minério de ferro ou mais no S11D, neste ano, e explicou que os volumes adicionais da commodity serão 'blendados' e não farão pressão de oferta no mercado.

    O S11D, no Pará, foi o maior investimento da história da Vale, com cerca de 14 bilhões de dólares.

    METAIS BÁSICOS

    Enquanto a empresa vem registrando fortes resultados com a área de ferrosos, colhendo frutos do S11D em meio a uma demanda maior da China por seu minério de melhor qualidade em relação a de seus principais concorrentes, Schvartsman vem trabalhando para agregar mais valor para a área de metais básicos.

    O executivo disse que a Vale já tem visão mais clara sobre a divisão e previu um salto expressivo para a área em 2020, especialmente em níquel, com melhora de preços e a unidade da empresa mais bem estruturada.

    'Minério de ferro apresentará resultados crescentes ao longo dos próximos trimestres enquanto metais básicos está se preparando para o horizonte de 2020', afirmou.

    Desde que assumiu a empresa, no início de 2017, o executivo vem cortando produção, enquanto os preços do níquel estão baixos.

    Durante esse tempo, também vem realizando uma reestruturação da área, em busca de maiores retornos no futuro.

    'Nossa expectativa é que em 2020 a área de metais básicos tenha um salto expressivo de resultados pela combinação de provável recuperação de preços, provável importante redução de custos e salto de volume que a companhia terá em 2020', disse ele.

    A previsão apresenta uma mudança em relação a previsões anteriores. No início do ano, o presidente falava em uma estratégia de diversificação e previu elevar a participação da divisão de metais básicos em seus resultados a 30 por cento até o fim de 2019, em uma expectativa conservadora, com a consequente redução da exposição aos ferrosos.

    O comentário vem um dia depois de a Vale ter aprovado investimentos de 1,1 bilhão de dólares para a expansão da mina de cobre Salobo, no Pará, em movimento que busca ampliar a produção do metal em meio a expectativas de maior demanda com o desenvolvimento de baterias para carros elétricos no futuro.

    Schvartsman disse que a Vale terá notícias sobre a mina de níquel da Nova Caledônia 'proximamente', mas não entrou em detalhes. A empresa tem procurado encontrar um parceiro para o ativo. Além disso, disse que a empresa permanece avaliando medidas para trazer mais valor para VNC.

    (Por Marta Nogueira e Alexandra Alper)

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    Vale tem fortes ganhos no 3º tri, mas resultado líquido cai com câmbio

    Por Marta Nogueira e Roberto Samora

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A Vale registrou lucro líquido atribuído ao acionista de 5,75 bilhões de reais no terceiro trimestre, queda de 19,5 por cento na comparação com o mesmo período do ano passado, sob impacto do câmbio, apesar do forte resultado operacional guiado pela demanda da China por seu minério de ferro de melhor qualidade.

    O resultado líquido da maior produtora global de minério de ferro e níquel disparou na comparação com o segundo trimestre, quando a empresa registrou 306 milhões de reais, informou a mineradora nesta quarta-feira.

    O lucro líquido recorrente, que desconsidera efeitos como de flutuações cambiais, subiu cerca de 25 por cento, para 8,3 bilhões de reais, em um período em que a empresa bateu recordes de produção e vendas de minério de ferro e pelotas, com altos prêmios.

    'Os fortes resultados do terceiro trimestre mostram a mudança estrutural nos mercados de minério de ferro e aço chineses. Somos a empresa de mineração mais bem posicionada para nos beneficiarmos do 'flight to quality', dada a crescente participação de produtos premium', disse o diretor-presidente da Vale, Fabio Schvartsman, no relatório.

    Segundo a companhia, os prêmios de qualidade de minério de ferro e pelotas alcançaram recorde de 11 dólares/tonelada, representando um aumento de 4,2 dólares/tonelada ante o terceiro trimestre de 2017, 'compensando totalmente a queda nos preços de minério de ferro'.

    Por outro lado, o real se depreciou 3,8 por cento em relação ao dólar, gerando um efeito contábil negativo não-caixa que reduziu o lucro líquido da Vale em 2,7 bilhões de reais.

    Com os prêmios pelos seus produtos e maiores volumes, a receita líquida da mineradora somou 37,9 bilhões de reais no terceiro trimestre, alta de cerca de 32 por cento ante o mesmo período de 2017.

    Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da empresa, entre julho e setembro, de 17,4 bilhões de reais, aumentou 31 por cento ante um ano antes.

    Apesar da queda de 4 dólares por tonelada nos preços do minério de ferro, o Ebitda de ferrosos aumentou no terceiro trimestre em 3,8 bilhões de reais, ante o mesmo período do ano passado, para 15,7 bilhões de reais, refletindo a estratégia da empresa de buscar margens em detrimento de volumes.

    Uma busca da China por produtos que resultem em menor poluição aumentou a demanda por minério com menos contaminantes, como alumina e fósforo.

    Já o Ebitda de metais básicos foi de 2,1 bilhões de reais no terceiro trimestre, uma queda de 709 milhões de reais quando comparado ao segundo trimestre, principalmente, devido aos preços mais baixos de níquel, cobre e cobalto e à parada programada de manutenção anual de Sudbury.

    FLUXO DE CAIXA E DIVIDENDOS

    A geração de fluxo de caixa livre de 3,1 bilhões de dólares, segundo a Vale, permitiu que a empresa se aproximasse da meta de dívida líquida de 10 bilhões de dólares.

    A empresa informou que reduziu a dívida líquida para 10,7 bilhões de dólares, menor nível desde o terceiro trimestre de 2009, 'praticamente' concluindo seu programa de desalavancagem. No fim do segundo trimestre, a dívida líquida era de 11,5 bilhões de dólares.

    A queda da dívida ocorreu apesar do pagamento da remuneração aos acionistas de 1,9 bilhão de dólares e do programa de recompra de ações de 489 milhões de dólares, ocorrido no terceiro trimestre.

    'Se entregarmos os mesmos resultados no próximo trimestre, nosso dividendo mínimo relativo ao segundo semestre, segundo nossa política, será de 2,3 bilhões de dólares, contra 1,9 bilhão de dólares no primeiro semestre', disse a Vale.

    Os investimentos totalizaram 692 milhões de dólares no terceiro trimestre, sendo compostos por 123 milhões de dólares em execução de projetos e 569 milhões de dólares na manutenção das operações.

    A mineradora ainda informou que aprovou investimentos de 1,1 bilhão de dólares para a expansão da mina de cobre Salobo, no Pará, em movimento que busca ampliar a produção do metal em meio a expectativas de maior demanda com o desenvolvimento de baterias para carros elétricos no futuro.

    (Por Marta Nogueira e Roberto Samora)

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    Vale aprova US$1,1 bi para mina de cobre e mais US$428 mi projeto de ferro

    SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - A mineradora Vale informou nesta quarta-feira que aprovou investimentos de 1,1 bilhão de dólares para a expansão da mina de cobre Salobo, no Pará, em movimento que busca ampliar a produção do metal em meio a expectativas de maior demanda com o desenvolvimento de baterias para carros elétricos no futuro.

    'Com base em nossa rigorosa estratégia de alocação de capital, acabamos de aprovar o investimento... de alto retorno', disse a empresa, que busca diversificar suas atividades.

    O projeto engloba um terceiro concentrador e utilizará a infraestrutura existente de Salobo, disse a Vale em relatório com resultados do terceiro trimestre.

    Segundo a mineradora, Salobo III produzirá, em média, aproximadamente 50 mil toneladas/ano de cobre nos primeiros cinco anos, 42 mil toneladas/ano nos primeiros dez anos e 33 mil toneladas/ano durante toda a vida útil da mina.

    O início da operação de Salobo III está previsto para primeiro semestre de 2022, assim como um 'ramp-up' de 15 meses.

    No início do mês, a Reuters informou, com base em fontes com conhecimento da situação, que o Conselho da Vale aprovaria a expansão do projeto Salobo.

    Maior produtora global de minério de ferro e níquel, a Vale informou anteriormente ter intenção de elevar a participação dos metais básicos em seus resultados, especialmente o níquel e cobre.

    A Vale ressaltou ainda que receberá da Wheaton Precious Metals um bônus variando de aproximadamente 600 milhões a 700 milhões de dólares, depois de atingir determinadas metas de produção --anteriormente, a empresa assinou acordo para vender fluxos de ouro contido no concentrado de cobre produzido em Salobo.

    Segundo a Vale, Salobo III antecipará a produção de cobre e ouro do plano de mina original, encurtando assim a vida útil da mina de 2067 para 2052.

    A mina Salobo começou suas operações em 2012 e produz cerca de 200 mil toneladas anualmente.

    FERRO

    A empresa afirmou ainda que aprovou investimento de manutenção de 428 milhões de dólares no projeto Gelado, que recuperará aproximadamente 10 milhões de toneladas por ano de finos de minério de ferro da barragem de rejeitos de Carajás até 2031, a fim de alimentar a usina de pelotização de São Luís (MA), recentemente reiniciada.

    Os rejeitos da barragem têm em média 64,3 por cento de teor de ferro, 2 por cento de sílica e 1,65 por cento de alumina.

    'A viabilidade econômica do projeto é robusta, pois este irá: permitir a produção de 9,7 Mtpa de minério de ferro com zero distância de transporte e sem uso de caminhões, reduzindo assim os custos e despesas operacionais; reduzir a taxa de mineração na mina de Carajás, evitando investimento de manutenção na substituição de caminhões', disse a Vale.

    Além disso, ressaltou a mineradora, 'o projeto também demonstra a flexibilidade dos recursos da Vale --onde até mesmo o rejeito é melhor do que o produto padrão da indústria'.

    Gelado começará suas operações no segundo semestre de 2021.

    TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

    A Vale informou que programa de Transformação Digital continuou sua evolução, com a diretoria aprovando sua extensão às operações de metais básicos, no Canadá.

    Um adicional de 116 milhões de dólares no investimento corrente plurianual compreenderá a implantação de 15 carteiras de projetos para as operações de Sudbury, disse a empresa.

    O programa de Transformação Digital engloba mais de 120 projetos nos segmentos de Minerais Ferrosos e Metais Básicos, totalizando 467 milhões de dólares já aprovados para serem gastos até 2023.

    S11D

    O projeto S11D (incluindo mina, usina e logística associada – CLN S11D) alcançou 98 por cento de avanço físico consolidado das obras no último trimestre, sendo composto pela conclusão da mina e 96 por cento de avanço na logística.

    Segundo a Vale, a duplicação da ferrovia alcançou 93 por cento de avanço físico com todos os 63 segmentos da ferrovia duplicados e 53 por cento dos pátios renovados.

    O progresso do projeto junto com o ramp-up da mina e planta do S11D, permitiram que os volumes de produção do último trimestre alcançassem um recorde de produção de minério de ferro para um trimestre.

    (Por Roberto Samora e Marta Nogueira)

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    Vale aguardará maiores preços do níquel antes de retomar investimentos, diz CEO

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Vale, líder na produção global de níquel, vai esperar uma recuperação nos preços do metal para voltar a investir no segmento no qual a companhia tem registrado queda 'consciente' na produção, disse o presidente da mineradora nesta terça-feira.

    Fabio Schvartsman afirmou, durante evento no Rio de Janeiro, que a empresa só retomará investimentos quando os preços do níquel atingirem 20 mil dólares a tonelada, um nível muito acima do patamar atual, que está inferior a 13 mil dólares por tonelada .

    O executivo reiterou que a empresa permanece aguardando uma melhorar desse mercado pautada no potencial de uma futura demanda para a produção de baterias para carros elétricos.

    Schvartsman não fez previsões sobre quando acredita que aquele patamar de preços poderá ser alcançado.

    Na véspera, a Vale reduziu novamente a previsão para a produção de níquel neste ano, após o terceiro trimestre ter apresentado um volume inferior ao previsto anteriormente.

    'Nós tomamos a decisão consciente de reduzir nossa capacidade por enquanto, aguardando o momento em que eventualmente os preços reajam e faça mais sentido utilizar essas reservas. Isso é uma estratégia consciente que está sendo praticada há um ano e meio', afirmou.

    A commodity é uma das principais apostas do executivo, desde que assumiu a empresa, maior produtora global de minério de ferro e níquel do mundo, em maio de 2017.

    Em declarações passadas, o CEO também previu que futuramente os metais básicos --o níquel, em grande parte-- ganharão relevância nos resultados da empresa, como parte de uma estratégia de diversificação. O executivo destacou que a Vale tem na Indonésia as maiores reservas globais não utilizadas de níquel.

    'Se alguém no mundo pode reagir e entregar produto se houver essa explosão de demanda de níquel é a Vale', afirmou.

    Ele reiterou ainda que a Vale busca atualmente empenhar o seu caixa na política de dividendos, para remuneração de acionistas, e planeja recomprar ações de tempos em tempos.

    Para o executivo, as ações da empresa não refletem atualmente o valor da companhia.

    MINÉRIO DE FERRO

    Já do lado do minério de ferro, Schvartsman descreveu o atual cenário como excepcional, pois considera que a empresa está em uma posição mais favorável do que suas grandes concorrentes da Austrália, cujas minas são mais antigas e já começam a apresentar declínio.

    Enquanto a produção e as vendas de minério de ferro da Vale foram recordes no terceiro trimestre, a concorrente Rio Tinto registrou recuo de 5 por cento nos embarques no período, prejudicada por manutenção planejada e pausas por questões de segurança.

    O presidente da Vale ainda destacou que a demanda da China por minérios de melhor qualidade e menos poluentes, devido a luta do gigante asiático contra poluição, tem beneficiado a companhia, que ao aumentar a produção de sua mina S11D, inaugurada no fim de 2016, tem abocanhado maior parte do mercado, com prêmios maiores.

    Segundo o executivo, o prêmio do minério com mais qualidade sobre o de menor qualidade chega até 56 dólares por tonelada.

    Nesse cenário, Schvartsman destacou que a Vale está bem posicionada para atender seu principal cliente, com uma capacidade de 'blendagem' de 120 milhões de toneladas de minério de ferro.

    Sobre os preços do minério de ferro, o presidente da Vale acredita que deverão se manter no atual patamar para o próximo ano.

    (Por Marta Nogueira)

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    CEO da Vale espera que presidente eleito evite disputas com China

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, afirmou nesta terça-feira ter expectativa de que o próximo presidente eleito do país entenda a importância da relação comercial entre Brasil e China e evite disputas com o principal cliente de produtos brasileiros, como minério de ferro e soja.

    A afirmação foi feita após ele ter sido questionado por jornalistas sobre declarações do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, desfavoráveis a investimentos chineses no país.

    'Eu tenho a expectativa, na medida em que o tempo passe e ele se aprofunde no tema, que isso ganhe relevância e a questão se encaminhe melhor', disse o executivo, após participar do evento FT Commodities, no Rio de Janeiro.

    'Disputas não trazem benefício. Se não é bom para ninguém, não é bom para a Vale.'

    A China, maior importadora global de minério de ferro, é a principal cliente da Vale, líder na produção mundial da commodity.

    Com relação à Vale, o executivo disse não estar preocupado com qualquer atitude que Bolsonaro possa tomar, se for eleito, considerando a mútua dependência da Vale e China.

    Ao comentar sobre possíveis investimentos da China em geração de energia elétrica no Brasil, o líder nas pesquisas de intenção de voto disse recentemente temer o avanço dos chineses.

    'HORA DE MUDANÇA'

    Ao ser perguntado sobre o que representaria uma vitória de Bolsonaro para a Vale e para o setor de mineração, diante das propostas já apresentadas, Schvartsman afirmou ter expectativas positivas com quem quer que seja o presidente e que 'não é diferente com Bolsonaro'.

    'Eu acho que estava na hora de uma mudança, o Brasil quis mudar. E, consequentemente, a mudança levará a alguma coisa melhor', disse o executivo.

    O executivo destacou ainda que a Vale 'tomou o cuidado' de não conversar com candidatos à Presidência.

    'Quando for definido quem é o presidente eleito... nós iremos claramente conversar bastante com eles. Vamos nos colocar à disposição, o conhecimento e informação que a gente tem dessa relação que a gente tem Brasil-China, que é muito importante', afirmou.

    Schvartsman disse ainda que o setor de mineração precisa mostrar para a sociedade a criação de valor que representa.

    (Por Marta Nogueira)

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    Produção de minério de ferro da Vale atinge recorde no 3º tri; níquel tem queda

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Vale registrou recorde de produção e vendas de minério de ferro e pelotas no terceiro trimestre, com impulso das atividades da mina S11D, informou nesta segunda-feira a mineradora, que registrou também recuo de volumes em metais básicos, além de cortes em previsões para níquel e carvão.

    Com menos impurezas, a mina no Pará vem colocando a maior produtora de minério de ferro do mundo em boa posição para lidar com a busca de siderúrgicas chinesas por produtos de maior qualidade, para reduzir a poluição, segundo analistas, que consideraram forte o resultado global apresentado.

    A Vale quebrou a barreira de produção de 100 milhões de toneladas de finos de minério de ferro em um trimestre, alcançando o novo recorde de 104,9 milhões de toneladas no terceiro trimestre, alta de 10,3 por cento ante o mesmo período de 2017.

    A mina de ferro S11D, o maior projeto já realizado pela Vale, que começou a operar no fim de 2016, atingiu produção de 16,1 milhões de toneladas no terceiro trimestre, alta de 160 por cento ante o mesmo período do ano passado, rodando em um ritmo de aproximadamente 70 por cento de sua capacidade nominal no período, segundo a Vale.

    A produção de pelotas da Vale alcançou um recorde trimestral de 13,9 milhões de toneladas, alta de 8,7 por cento ante o mesmo período de 2017, principalmente devido à retomada das plantas de pelotização de Tubarão I e II.

    'Esperamos que a Vale performe em linha com esses resultados, que foram amplamente esperados em termos de produção, vendas e prêmios. Classificamos a Vale para 'compra' com forte fluxo de caixa livre e expectativas de retorno de capital significativo em 2019 e seguintes', disse o analisa do Citi Alexandre Hacking em relatório a clientes.

    O resultado financeiro da empresa está previsto para ser publicado em 24 de outubro.

    As ações da empresa subiam quase 3 por cento às 16:15 nesta segunda-feira.

    VENDAS RECORDES

    O avanço da produção se refletiu em um novo recorde de vendas de minério de ferro e pelotas de 98,2 milhões de toneladas no terceiro trimestre, alta de 9,2 por cento ante o mesmo período de 2017.

    O analista do Bernstein Paul Gait destacou que a Vale 'continuou a capitalizar os prêmios de qualidade, fazendo melhorias adicionais no mix de vendas através de contínuos crescimentos na S11D... e nas plantas de pelotização de Tubarão'.

    A participação de vendas de produtos premium passou de 77 por cento no segundo trimestre de 2018 para 79 por cento no terceiro trimestre, de acordo com a empresa.

    No caso apenas do minério de ferro, a Vale vendeu 83,976 milhões de toneladas da commodity entre julho e setembro, alta de 9,4 por cento ante igual período de 2017.

    Mesmo assim, a empresa deu ainda continuidade ao aumento de estoques no exterior, como forma de aumentar a flexibilidade no atendimento de tais clientes. Nos próximos trimestres, segundo a empresa, esses estoques irão crescer a uma taxa menor do que a observada nos trimestres anteriores.

    Segundo a empresa, o prêmio médio para o preço realizado de finos de minério de ferro alcançou 8,6 dólares/tonelada no terceiro trimestre de 2018, ante 7,1 dólares/tonelada no segundo trimestre.

    'Esperamos que os prêmios de qualidade de minério de ferro permaneçam altos devido às mudanças estruturais em curso na indústria siderúrgica chinesa e devido aos níveis mais altos de impurezas no minério de ferro oriundo do mercado transoceânico vindo da Austrália', disse o analista da Jefferies Christopher LaFemina.

    'A Vale está idealmente posicionada para se beneficiar dessa mudança no mercado devido ao seu minério de ferro de altíssima qualidade em seu Sistema Norte.'

    Em meio ao aumento de produção, a Vale reiterou sua meta de produção de minério de ferro de cerca de 390 milhões de toneladas para 2018 e aproximadamente 400 milhões de toneladas em 2019 e nos anos seguintes.

    'Esperamos que a Vale registre sólidos resultados no terceiro trimestre de 2018, com Ebitda de 4,550 bilhões de dólares..., com embarques e preços mais fortes do minério de ferro e apesar do desempenho fraco da unidade de metais básicos', disse o analista Daniel Sasson, do Itaú BBA.

    METAIS BÁSICOS E CARVÃO

    Já no segmento de metais básicos, a Vale cortou novamente a meta de produção de níquel para o ano após registrar uma queda de 23,4 por cento da extração do metal entre julho e setembro ante o mesmo período de 2017, para 55,7 mil toneladas. A previsão da empresa era produzir 60 mil toneladas no terceiro trimestre.

    Em meio à performance abaixo do esperado, impactada por paradas para manutenção no Canadá já previstas, a empresa indicou revisão na estimativa de produção de níquel em 2018, para cerca de 240 mil toneladas de níquel, ante 250 mil toneladas estimadas em julho.

    A produção de cobre caiu 19,2 por cento no terceiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, para 94,5 mil toneladas, enquanto as vendas do metal caíram 16,2 por cento no mesmo período, para 92,4 mil toneladas.

    No carvão, a empresa afirmou que está 'revisando seus planos de lavra e padrões operacionais para garantir um crescimento sustentável a partir de 2019' e que tais iniciativas trazem impacto de curto prazo na produção.

    Dessa forma, a previsão foi revisada para aproximadamente 12 milhões de toneladas em 2018.

    No terceiro trimestre, a produção de carvão da empresa somou 3,2 milhões de toneladas, queda de 0,6 por cento ante o mesmo período de 2017. As vendas também registraram 3,2 milhões de toneladas, alta de 1,5 por cento na mesma comparação.

    (Por Marta Nogueira; reportagem adicional de Paula Laier)

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    Vale bate recorde de produção e venda de minério de ferro e pelotas no 3º tri

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção e as vendas de minério de ferro e pelotas pela Vale bateram recordes no terceiro trimestre, em meio a um aumento das atividades na importante mina S11D, no Pará, cujo desempenho vem contribuindo com uma melhora da qualidade e elevação dos valores dos produtos vendidos pela mineradora, informou nesta segunda-feira a companhia brasileira.

    Com menos impurezas, a mina S11D vem colocando a maior produtora global de minério de ferro em boa posição para lidar com a busca de siderúrgicas chinesas por produtos de maior qualidade, para reduzir a poluição, segundo analistas, que consideraram forte o resultado apresentado.

    A Vale quebrou a barreira de produção de 100 milhões de toneladas de finos de minério de ferro em um trimestre, alcançando o novo recorde de 104,9 milhões de toneladas no terceiro trimestre, alta de 10,3 por cento ante o mesmo período de 2017.

    A mina de ferro S11D, a maior da Vale, também bateu recorde de produção de 16,1 milhões de toneladas no terceiro trimestre, alta de 160 por cento ante o mesmo período do ano passado, e atingindo um ritmo de produção de aproximadamente 70 por cento de sua capacidade nominal no período, segundo a Vale.

    A produção de pelotas da Vale alcançou um recorde trimestral de 13,9 milhões de toneladas, alta de 8,7 por cento ante o mesmo período de 2017, principalmente devido à retomada das plantas de pelotização de Tubarão I e II.

    'Esperamos que a Vale performe em linha com esses resultados, que foram amplamente esperados em termos de produção, vendas e prêmios. Classificamos a Vale para 'compra' com forte fluxo de caixa livre e expectativas de retorno de capital significativo em 2019 e seguintes', disse o analisa do Citi Alexandre Hacking em relatório a clientes.

    As ações da empresa subiam mais de 2 por cento às 12:33 nesta segunda-feira.

    VENDAS RECORDES

    O avanço da produção se refletiu em um novo recorde de vendas de minério de ferro e pelotas de 98,2 milhões de toneladas no terceiro trimestre, alta de 9,2 por cento ante o mesmo período de 2017.

    O analista do Bernstein Paul Gait destacou que a Vale 'continuou a capitalizar os prêmios de qualidade, fazendo melhorias adicionais no mix de vendas através de contínuos crescimentos na S11D... e nas plantas de pelotização de Tubarão'.

    A participação de vendas de produtos premium passou de 77 por cento no segundo trimestre de 2018 para 79 por cento no terceiro trimestre, de acordo com a empresa.

    No caso apenas do minério de ferro, a Vale vendeu 83,976 milhões de toneladas da commodity entre julho e setembro, alta de 9,4 por cento ante igual período de 2017.

    Mesmo assim, a empresa deu ainda continuidade ao aumento de estoques no exterior, como forma de aumentar a flexibilidade no atendimento de tais clientes. Nos próximos trimestres, segundo a empresa, esses estoques irão crescer a uma taxa menor do que a observada nos trimestres anteriores.

    Segundo a empresa, o prêmio médio para o preço realizado de finos de minério de ferro alcançou 8,6 dólares/tonelada no terceiro trimestre de 2018, ante 7,1 dólares/tonelada no segundo trimestre.

    'Esperamos que os prêmios de qualidade de minério de ferro permaneçam altos devido às mudanças estruturais em curso na indústria siderúrgica chinesa e devido aos níveis mais altos de impurezas no minério de ferro oriundo do mercado transoceânico vindo da Austrália', disse o analista da Jefferies Christopher LaFemina.

    'A Vale está idealmente posicionada para se beneficiar dessa mudança no mercado devido ao seu minério de ferro de altíssima qualidade em seu Sistema Norte.'

    Em nota a clientes, o analista Daniel Sasson, do Itaú BBA, afirmou que 'a Vale reportou dados fortes de produção e vendas no terceiro trimestre, ligeiramente acima das nossas expectativas' e reiterou a recomendação 'outperform' para as ações da companhia por meio de seus ADRs, com preço-alvo de 17 dólares.

    'Esperamos que a Vale registre sólidos resultados no terceiro trimestre de 2018, com Ebitda de 4,550 bilhões de dólares..., com embarques e preços mais fortes do minério de ferro e apesar do desempenho fraco da unidade de metais básicos', disse Sasson.

    Em meio ao aumento de produção, a Vale reiterou sua meta de produção de minério de ferro de cerca de 390 milhões de toneladas para 2018 e aproximadamente 400 milhões de toneladas em 2019 e nos anos seguintes.

    No caso do níquel, a Vale vendeu 57,3 mil toneladas no terceiro trimestre, queda de 19,6 por cento ante o mesmo período do ano passado. Já a produção alcançou 55,7 mil toneladas no período, uma queda de 23,4 por cento na mesma comparação.

    (Por Marta Nogueira; reportagem adicional de Paula Laier)

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    Norsk Hydro vai retomar produção da Alunorte após ameaçar demissões

    OSLO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - O grupo norueguês Norsk Hydro obteve permissão de autoridades brasileiras para reiniciar a produção na refinaria de alumina Alunorte, a maior do mundo, localizada no Pará, com metade da capacidade, informou a produtora de metais em comunicado divulgado nesta terça-feira.

    O anúncio ocorre após a empresa ter informado na semana passada que iria parar completamente a produção de sua refinaria, bem como a mina de bauxita de Paragominas, podendo impactar pelo menos 4.700 trabalhadores, devido a embargos de autoridades que a impediam de usar estruturas da empresa.

    A unidade já estava operando com metade da capacidade desde março, por determinação de autoridades, depois que foram descobertos descartes de efluentes ilegais pela empresa em áreas da Floresta Amazônica.

    A empresa já admitiu os despejos, mas nega que tenham causado impactos ao meio ambiente.

    A decisão de fechar a refinaria, segundo a empresa, foi tomada quando o Depósito de Resíduos Sólidos 1 (DRS1) da Alunorte estava prestes a atingir sua capacidade total, mas a Hydro conseguiu na segunda-feira a permissão do órgão ambiental federal Ibama para usar uma tecnologia para aliviar a situação, disse a empresa.

    'A expectativa é que a produção da Alunorte consiga gradativamente chegar a 50 por cento em até duas semanas', disse a Hydro sobre a usina, que tem capacidade total para produzir cerca de 6,4 milhões de toneladas de alumina por ano, ou 10 por cento da capacidade mundial fora da China.

    'A Hydro mantém o diálogo com todas as autoridades relevantes para retomar a produção total da Alunorte e normalizar suas operações no Brasil', acrescentou.

    Para a retomada, a empresa seguiu orientação técnica da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas), que irá supervisionar as atividades.

    EMBARGOS

    Em nota, o Ibama pontuou à Reuters que a empresa permanece impedida de utilizar seu mais recente depósito DRS2, que não tem licença de operação e também está embargado por uma decisão judicial.

    Para permitir que a empresa continue operando com 50 por cento da capacidade, o Ibama permitiu apenas que a companhia utilize uma estrutura chamada filtro-prensa de forma associada ao DSR1, que dispõe de licença ambiental válida.

    'O sistema de filtros funcionará de forma independente e desvinculada ao DRS2', disse o Ibama.

    A produção da Alunorte, o suficiente para produzir mais de 3 milhões de toneladas de alumínio por ano, é vendida para usinas de metal em todo o mundo, incluindo instalações próprias da Hydro na Noruega e no Brasil, e as paralisações elevaram os preços globais do metal.

    A fundição da Albras, uma joint venture entre a Hydro e a Nippon Amazon Aluminium e localizada ao lado da planta de alumina, será capaz de manter a produção de alumínio a uma taxa anual de 230 mil toneladas por ano, metade de sua capacidade, em linha com os anúncios feitos em abril.

    (Reportagem de Terje Solsvik e Marta Nogueira)

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    Vale avalia meta de 100% de energia renovável em suas operações, diz fonte

    Por Luciano Costa

    SÃO PAULO (Reuters) - A mineradora Vale tem avaliado definir uma meta para que toda demanda por eletricidade da companhia seja atendida por meio de energia renovável, o que poderia passar por investimentos em energia solar e eólica, disse à Reuters uma pessoa com conhecimento do assunto.

    A estratégia seguiria um movimento de grandes empresas globais que já anunciaram objetivos de usar apenas energia limpa, como Coca-Cola, Facebook, AbInBev e outras gigantes.

    Atualmente, a companhia já tem cerca de 60 por cento de sua demanda atendida com geração renovável própria, proveniente de usinas hidrelétricas em sua maioria, nas quais possui participação acionária.

    'A ideia seria chegar a 100 por cento, com o que falta vindo de energia eólica e solar', disse a fonte, que falou sob a condição de anonimato.

    A fonte não disse em quanto tempo a companhia pretenderia alcançar o objetivo.

    Os custos com energia elétrica representaram 4,6 por cento do custo total dos produtos vendidos pela Vale em 2017, segundo o formulário de referência da companhia.

    A Vale possui um parque gerador com 1,4 gigawatt em capacidade, por meio de participação em hidrelétricas e em uma joint venture em geração de energia junto à Cemig, a chamada Aliança Geração, que tem ativos hídricos e eólicos. A empresa ainda é sócia da hidrelétrica de Belo Monte, com 4,6 por cento de participação.

    Além da capacidade de geração própria, a Vale também tem demonstrado um forte apetite pela compra de energia eólica e solar em contratos de longo prazo, disseram à Reuters duas fontes do setor de renováveis, que falaram sob a condição de anonimato porque não podem comentar sobre operações de clientes.

    'Eles estão, sim, interessados em suprir a demanda com renováveis, com contratos de longo prazo', afirmou uma das fontes.

    'É um movimento que a gente tem visto em grandes empresas. Se você pegar as maiores empresas dos Estados Unidos, elas estão partindo para 100 por cento de renováveis e criando uma meta. A gente tem visto esse movimento começar aqui no Brasil, nas grandes empresas', adicionou.

    A estratégia faz sentido pelo apelo da sustentabilidade, que gera ganhos de imagem para as companhias, e pela forte queda dos custos da energia renovável no mercado brasileiro.

    Os últimos leilões do governo para a contratação de projetos de geração tiveram os menores preços já registrados para a energia de usinas eólicas e solares, que ficaram inclusive abaixo dos valores praticados por hidrelétricas, a principal fonte de geração do Brasil.

    Em seu formulário de referência, a Vale afirma que 'a gestão e o fornecimento eficaz de energia no Brasil são prioridades para a Vale, dadas as incertezas associadas às mudanças no ambiente regulatório e os riscos de aumento nas tarifas'.

    Procurada, a Vale recusou-se a comentar.

    Mas o presidente da companhia, Fabio Schvartsman, disse em evento em São Paulo nesta semana que a companhia tem buscado participar do que chamou de 'transformação energética'.

    'Estamos trabalhando na transformação de toda energia que a companhia consome em energia renovável, especialmente a energia elétrica', afirmou o executivo, citando como exemplo a adoção de veículos elétricos carregados com energia eólica e solar.

    Na apresentação, no entanto, o executivo não fez menção a um cronograma para a adoção da energia renovável em todas as operações.

    (Por Luciano Costa)

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