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    Após grande devastação em 2019, florestas tropicais veem nova ameaça no coronavírus

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    Área desmatada da floresta amazônica perto de Porto Velho 17/09/2019 REUTERS/Bruno Kelly/File Photo

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    Por Michael Taylor

    KUALA LUMPU (Thomson Reuters Foundation) - As florestas tropicais desapareceram no mundo a um ritmo de um campo de futebol a cada seis segundos no ano passado, disseram pesquisadores nesta terça-feira, exortando o Brasil e outros países a incluírem a proteção florestal em seus planos pós-pandemia.

    A perda de 3,8 milhões de hectares de floresta tropical primária --áreas intactas de árvores antigas-- em 2019 foi o terceiro maior declínio desde a virada do século, de acordo com dados da entidade Global Forest Watch (GFW).

    Os três países que mais perderam florestas primárias no ano passado --Brasil, República Democrática do Congo e Indonésia--permaneceram os mesmos neste século, disseram pesquisadores da GFW, e o Brasil respondeu por mais de um terço de toda a perda de floresta primária em 2019: 1,36 milhão de hectares.

    'As florestas primárias são as áreas com que estamos mais preocupados, elas têm as maiores implicações para o carbono e a biodiversidade', disse Mikaela Weisse, gerente de projetos do serviço de monitoramento de florestas da GFW, administrada pelo World Resources Institute.

    'O fato de que as estamos perdendo tão rapidamente é muito preocupante', disse ela à Thomson Reuters Foundation.

    A perda de floresta tropical, que atingiu uma alta recorde em 2016 e 2017, foi 2,8% maior em 2019 do que no ano anterior.

    A expansão agrícola, incêndios florestais, o corte de árvores, a mineração e o crescimento populacional contribuem para o desmatamento, segundo pesquisadores da GFW.

    Derrubar florestas tem grandes implicações para as metas globais de combate à mudança climática, já que as árvores absorvem cerca de um terço das emissões de gases de efeito estufa produzidas mundialmente, que aquecem o planeta.

    As florestas também proporcionam alimento e sustento para pessoas que vivem nelas ou nos seus arredores, e são um habitat essencial para a vida selvagem e ajudam na precipitação tropical.

    Os governos que estão preparando planos de estímulo econômico pós-coronavírus deveriam incluir medidas para proteger as florestas, disse Weisse.

    No curto prazo, o vírus pode enfraquecer a aplicação de leis florestais, e as pessoas se aproveitarão disso para cometer crimes ambientais, alertou.

    No médio prazo, o estresse econômico pode aumentar a pressão por indústrias mais extrativas ou pela agricultura de larga escala em florestas, acrescentou ela.

    Trabalhadores que estão voltando para casa por terem perdido o emprego nas cidades também podem se voltar às florestas para ajudar a alimentar suas famílias, aumentando o risco de desmatamento, alertou Weisse.

    'A situação mudou', disse ela a respeito da pandemia de Covid-19. 'O que precisamos fazer também mudou'.

    Escrito por Reuters

    Vulcão Nyiragongo: Crianças esperam reencontrar famílias

    Transcrito: 
    Centenas de milhares de pessoas fugiram após a erupção do vulcão Nyiragongo. Naomi perdeu de vista a família no meio do caos. Ela jamais esquecerá o momento em que o céu ficou vermelho.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Disse à minha mãe: ’Olha, mãe, o vulcão entrou em erupção.’ Nós saímos e muitos estavam a fugir. Foi aí que nos perdemos uns dos outros. Eu estava apavorada. Estava a tremer. Não conseguia sequer correr para casa.”
     
    Muitas das 400 mil pessoas que fugiram vieram para a cidade de Sake. De acordo com a ONU, há quase mil crianças desaparecidas. Bahati Batitsie trabalha como voluntário para a Cruz Vermelha. Ate agora, ele e os colegas conseguiram encontrar as famílias de 700 crianças. Bahati tem 6 filhos e acolhe outras 3 crianças. São muitas bocas para alimentar.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “Eu sacrifico o pouco que tenho, o que Deus me deu. É assim que alimento as crianças, mas é uma luta.”
     
    Muitas pessoas estão desesperadas. Bebem a água do lago que pode causar cólera. A equipe humanitária tenta oferecer o básico, como farinha.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “As condições de vida são muito más. Não há comida nos mercados. Pessoalmente, não estou a ganhar nada, sou pobre.”
     
    Naomi acha que sabe onde podem estar os seus pais. Mas esse sítio fica longe e o transporte é caro.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Depois de encontrar a minha mãe e o meu pai, gostaria de me mudar para cá, porque gosto de aqui estar."

    A brincar sobre a lava de uma antiga erupção. As crianças esperam rever as suas famílias em breve. 
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