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Ibovespa avança com apoio de Petrobras, mas incertezas ainda pressionam

Ibovespa avança com apoio de Petrobras, mas incertezas ainda pressionam

Reuters

20/08/2026

Placeholder - loading - Pessoas observam um painel eletrônico que exibe o gráfico das recentes oscilações dos índices de mercado no pregão da BM&F Bovespa, no centro de São Paulo, Brasil, em 9 de maio de 2016 REUTERS/Paulo W
Pessoas observam um painel eletrônico que exibe o gráfico das recentes oscilações dos índices de mercado no pregão da BM&F Bovespa, no centro de São Paulo, Brasil, em 9 de maio de 2016 REUTERS/Paulo W

Atualizada em  20/08/2026

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 20 Ago (Reuters) - Após uma abertura ​mais fraca, o Ibovespa trabalhava com sinal positivo nesta quinta-feira, apoiado principalmente pelo avanço das ações da Petrobras em meio à alta dos preços do petróleo no exterior.

Por volta de 11h35, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,34%, a 168.395,79 pontos, após recuar a 166.965,79 pontos na mínima até o momento. Na máxima, chegou a 168.436,05 pontos.

O volume financeiro no pregão somava R$6,3 bilhões.

Na véspera, o Ibovespa avançou 0,9%, a 167.830,27 pontos, encerrando uma série de 11 fechamentos negativos.

A alta, contudo, foi atrelada por agentes financeiros ao forte alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, sem mudanças no cenário para o país, que inclui incertezas em torno do cenário eleitoral e saída de capital externo em agosto.

De acordo com o analista técnico Gilberto Coelho, ⁠da XP, apesar ⁠da alta da véspera, o Ibovespa segue em tendência de ​baixa pelas ‌médias de 21 e 200 dias.

'Abaixo dos 166.300 poderia buscar suportes nos 160.000 ou 155.000. Teria sinal de repique altista fechando acima dos 170.340 mirando resistências nos 173.500 em teste de suas médias ou 180.500', afirmou em relatório a clientes.

Nesta quinta-feira, o cenário externo também se mostrava desfavorável ao apetite a risco, com o avanço nos ⁠rendimentos dos Treasuries, enquanto o S&P 500 registrava declínio de 0,33%, com dados do Walmart também ​sob o holofote.

DESTAQUES

• PETROBRAS PN subia 2,51% e PETROBRAS ON avançava 2,91%, favorecidas pela alta dos preços do petróleo ​no exterior, onde o barril sob o contrato Brent tinha elevação de ‌1,69%, a US$93,17. Investidores também ​continuam repercutindo ⁠anúncio recente da estatal sobre descoberta de hidrocarbonetos em poço exploratório na Bacia da Foz do Rio Amazonas.

• ITAÚ UNIBANCO PN perdia 0,91%, com o setor fragilizado ainda pelas preocupações com o cenário de crédito e inadimplência no país. BRADESCO PN recuava 0,87% ​e BANCO DO BRASIL ON caía 0,33%. SANTANDER BRASIL UNIT subia 0,8%.

• VALE ON tinha variação negativa de 0,06%, acompanhando a fraqueza do setor no exterior, em sessão de queda dos futuros do minério de ferro na China. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian caiu 1,19%. No setor de mineração e siderurgia, GERDAU PN perdia 2,2%, CSN MINERAÇÃO ​ON recuava 2,54%, CSN ON cedia 1,81% e USIMINAS PNA tinha declínio de 1,46%, tendo ainda dados do setor no radar.

• HAPVIDA ON caía 5,49%, ampliando a perda no mês, que já alcança 45%, determinada principalmente pela recepção negativa do resultado do grupo de saúde no segundo trimestre, que além de queda no lucro e no Ebitda, mostrou reaceleração dos novos depósitos judiciais.

• MAGAZINE LUIZA ON caía 4,44%, contaminada pela percepção de que casos como o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia não são eventos específicos e que o varejo brasileiro como um todo atravessa um período de forte estresse financeiro, impulsionado principalmente ​por juros elevados, crédito restrito e consumidores excessivamente endividados.

• MINERVA ON avançava 5,88%, em nova sessão positiva do setor na B3. MARFRIG ‌ON subia 2,54%. Em Nova York, JBS cedia 0,18%.

• ⁠MARCOPOLO PN valorizava-se 5,74%, um dia após anunciar que o conselho de administração aprovou dividendos à razão de R$0,13 por ação e recompra de até 49 milhões de papéis da companhia em circulação no mercado.

• SLC AGRÍCOLA ON tinha ⁠elevação de 3,91%, endossada por relatório de analistas do UBS BB, que elevaram a ⁠recomendação da ação para neutra ante venda e o ⁠preço-alvo para R$16 ante R$13,80, ⁠avaliando ​que o mercado já precificou o risco negativo para a produtividade da companhia decorrente do El Niño.

(Por Paula Arend Laier;Edição Michael Susin)

Reuters

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