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APPLE PREPARA NOVA SIRI TURBINADA COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

INTEGRAÇÃO COM O GEMINI DO GOOGLE PODE MARCAR NOVA FASE DA ASSISTENTE E DA ESTRATÉGIA DE IA DA EMPRESA

João Carlos

27/01/2026

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Crédito da imagem: gerada por IA

A Apple está prestes a apresentar uma versão profundamente reformulada da Siri, agora impulsionada pelos modelos de inteligência artificial do Google Gemini. A expectativa do mercado é que essa atualização seja anunciada em fevereiro, possivelmente com a chegada do iOS 26.4 ou como uma demonstração antecipada antes do lançamento oficial dos novos sistemas da empresa.

O que muda com a integração do Gemini

Diferente da Siri atual, focada em comandos objetivos e respostas pontuais, a nova versão baseada no Gemini deve operar de forma muito mais próxima a um chatbot avançado, capaz de manter diálogos contextuais, compreender nuances e sustentar conversas mais longas e complexas. A experiência se aproxima do que hoje é oferecido por assistentes de IA generativa, que vão além de respostas simples e passam a atuar como interlocutores digitais.

Reportagens recentes indicam que a Apple firmou um acordo plurianual com o Google para utilizar os modelos Gemini em sua infraestrutura de inteligência artificial, não apenas na Siri, mas também em outros recursos do ecossistema. Segundo as informações, a empresa pretende preservar sua política de privacidade, mantendo o controle sobre o processamento e o uso dos dados dos usuários.

Detalhes da parceria com o Google

De acordo com veículos como Fox News e The Economic Times, além de análises da imprensa especializada, o acordo entre Apple e Google para o uso do Gemini na nova Siri pode envolver valores próximos de US$ 1 bilhão por ano. O montante reforça a dimensão estratégica do movimento e o peso financeiro do investimento na corrida pela inteligência artificial generativa.

Crédito da imagem: Tim Cook, CEO da Apple. Divulgação / Apple.

Em entrevistas concedidas à imprensa internacional ao longo de 2024 e 2025, executivos do alto escalão da Apple já vinham sinalizando uma mudança de postura da empresa em relação ao uso de tecnologias externas em IA. O CEO Tim Cook, em conversas com veículos como Bloomberg e Financial Times durante a divulgação de resultados financeiros, afirmou que a companhia está “investindo profundamente em inteligência artificial generativa” e que não pretende lançar recursos antes de atingirem “o nível de qualidade esperado pelos usuários”.

Cook também destacou que, quando necessário, a Apple está disposta a avaliar soluções externas capazes de acelerar a entrega de experiências mais avançadas, desde que alinhadas aos princípios de privacidade da empresa.

Crédito da imagem: Craig Federighi, vice-presidente sênior de Engenharia de Software da Apple. Divulgação / Apple.

Já Craig Federighi, vice-presidente sênior de Engenharia de Software da Apple, abordou o tema de forma mais técnica em apresentações públicas e entrevistas concedidas após a WWDC. Segundo ele, a próxima geração de assistentes digitais será “fundamentalmente mais conversacional e contextual”, e a empresa não descarta integrar modelos de terceiros quando isso representar um salto real na experiência do usuário.

Essas declarações, frequentemente citadas por agências como Reuters e Bloomberg, passaram a ser interpretadas pelo mercado como um indicativo claro de que a Apple deixou de tratar o desenvolvimento exclusivo de IA como um dogma, abrindo espaço para parcerias estratégicas — contexto no qual se insere a aproximação com o Google e o uso do Gemini como base para a nova fase da Siri.

Por que esse anúncio causa tanta expectativa?

A possível reformulação da Siri com a inteligência artificial do Gemini desperta grande expectativa porque representa uma mudança histórica de postura da Apple em relação à IA. Pela primeira vez, a empresa admite recorrer de forma estrutural à tecnologia de um concorrente direto para acelerar sua evolução em inteligência artificial generativa.

Nos últimos anos, a Siri passou a ser vista como um assistente limitado diante de soluções mais avançadas, capazes de compreender contexto, manter diálogos longos e executar tarefas complexas. A integração com o Gemini sinaliza a intenção da Apple de reduzir rapidamente essa defasagem, entregando uma experiência mais próxima de um assistente conversacional moderno, sem abrir mão do discurso tradicional sobre privacidade.

Outro fator que amplia a expectativa é o impacto potencial dessa mudança no ecossistema da marca. Uma Siri mais inteligente pode alterar profundamente a forma como usuários interagem com iPhone, iPad, Mac e dispositivos vestíveis, indo além de comandos simples e se consolidando como um verdadeiro assistente digital pessoal.

Além disso, o movimento reforça a percepção de que a disputa pela liderança em inteligência artificial entrou em uma nova fase, na qual parcerias estratégicas passam a ser tão relevantes quanto o desenvolvimento interno. Para o mercado, o anúncio indica que a Apple não pretende ficar à margem da corrida pela IA generativa — e está disposta a investir pesado para recuperar protagonismo.

Um mundo em transformação acelerada pela inteligência artificial

Crédito da imagem: Conceito “A Evolução da IA”, imagem gerada por inteligência artificial.

A expectativa em torno da nova Siri também reflete um movimento mais amplo: a rápida consolidação da inteligência artificial como uma das tecnologias mais transformadoras do nosso tempo. Em poucos anos, sistemas baseados em IA deixaram de ser experimentais e passaram a ocupar papel central na vida cotidiana, influenciando trabalho, educação, comunicação, consumo de informação e entretenimento.

Assistentes virtuais mais inteligentes, modelos capazes de gerar texto, imagem e código e sistemas que tomam decisões em tempo real já transformaram profundamente a forma como pessoas e empresas se relacionam com a tecnologia. A IA deixou de ser um recurso invisível para se tornar interface, interlocutora e mediadora das relações digitais.

Nesse cenário, movimentos como a integração do Gemini à Siri indicam que as grandes empresas de tecnologia reconhecem que a próxima etapa da revolução digital será marcada pela conversação natural entre humanos e máquinas, pela automação inteligente e pela personalização em escala.

Ao mesmo tempo, o avanço acelerado da inteligência artificial amplia debates centrais sobre privacidade, ética, dependência tecnológica e impacto social — temas que acompanham cada novo anúncio e mantêm a atenção do público e do mercado.

Mais do que uma atualização de software, a nova Siri surge como símbolo de uma transição maior: a de um mundo em que a inteligência artificial deixa de ser promessa e passa a se tornar infraestrutura básica da vida digital contemporânea.

O portal da Antena 1 acompanha diariamente as novidades do mundo da Inteligência Artificial, conectando tecnologia, inovação e os impactos reais dessas transformações no cotidiano.

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