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    Arábia Saudita promete provas concretas de envolvimento do Irã em ataque

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    Fumaça em instalação da Aramco após ataque em Abqaiq, na Arábia Saudita 14/09/2019 REUTERS/Stringer

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    Por Stephen Kalin e Parisa Hafezi

    JIDÁ/DUBAI (Reuters) - A Arábia Saudita disse que vai apresentar provas nesta quarta-feira ligando o rival regional Irã a um ataque sem precedentes à indústria petrolífera saudita, que os Estados Unidos disseram acreditar ter partido do território iraniano, em uma perigosa escalada de atritos no Oriente Médio.

    O Irã, no entanto, voltou a negar envolvimento nos ataques de 14 de setembro às instalações de petróleo, incluindo a maior refinaria do mundo, que inicialmente interromperam metade da produção saudita.

    'Eles querem impor... pressão máxima sobre o Irã por meio de calúnias', disse o presidente do Irã, Hassan Rouhani, de acordo com a mídia estatal. 'Não queremos conflitos na região... Quem iniciou o conflito?', disse ele, culpando o governo dos EUA e seus aliados no Golfo Pérsico pela guerra no Iêmen.

    O movimento houthi do Iêmen, um aliado do Irã que luta contra uma coalizão liderada pela Arábia Saudita há mais de quatro anos, assumiu a responsabilidade pelo ataque e disse que usou drones para atingir as instalações da empresa estatal saudita Aramco.

    No entanto, o Ministério da Defesa da Arábia Saudita disse que realizará uma entrevista coletiva nesta quarta-feira às 11h30 (horário de Brasília) para apresentar 'evidências materiais e armas iranianas que provam o envolvimento do regime iraniano no ataque terrorista'.

    Provas concretas mostrando a responsabilidade iraniana, se tornadas públicas, podem pressionar Arábia Saudita e EUA a darem uma resposta, embora ambas as nações tenham enfatizado a necessidade de cautela.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que não quer guerra, afirmando que 'não há pressa' para retaliar e que está em coordenação com países do Golfo e da Europa.

    Uma autoridade dos EUA disse à Reuters na terça-feira que os ataques se originaram no sudoeste do Irã. Três funcionários do governo dos EUA disseram que a ação envolveu mísseis de cruzeiro e drones, indicando um maior grau de complexidade e sofisticação do que se pensava inicialmente.

    As autoridades dos EUA, no entanto, não forneceram evidências ou explicaram quais informações estavam usando para avaliar o ataque, que cortou 5% da produção global de petróleo.

    A Arábia Saudita, maior exportadora mundial de petróleo, disse na terça-feira que os 5,7 milhões de barris por dia de produção perdidos devido ao ataque serão totalmente restaurados até o final do mês.

    Os preços do petróleo caíram após as garantias sauditas de retomada da produção, depois de terem chegado a subir mais de 20% na segunda-feira -- o maior salto intradia desde a Guerra do Golfo de 1990-91.

    (Reportagem adicional de Guy Faulconbridge, em Londres; Michelle Nichols, em Nova York; Rania El Gamal, em Riad; Phil Stewart e Steve Holland, em Washington; Alaa Swilam e Hisham El Saba, no Cairo; Tim Kelly, em Tóquio; John Kelly, em Paris; John Irish, em Paris; e Asma Alsharif, em Dubai)

    Escrito por Reuters

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