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AS CURIOSIDADES DOS SUCESSOS SOLO DE FREDDIE MERCURY

RELEMBRE OS BASTIDORES DE "I WAS BORN TO LOVE YOU", “LIVING ON MY OWN”, “THE GREAT PRETENDER”, “BARCELONA” E OUTROS HITS

João Carlos

20/08/2026

Placeholder - loading - Crédito da imagem: Divulgação/Universal Music
Crédito da imagem: Divulgação/Universal Music

A carreira solo de Freddie Mercury cabe em poucos discos, mas guarda histórias suficientes para atravessar as pistas de dança, o cinema e até o universo da ópera. Esse repertório voltou aos holofotes com a edição comemorativa de 40 anos de Mr. Bad Guy, lançada em vinil verde translúcido de 180 gramas e também em picture disc.

Crédito da imagem: Universal Music

O álbum original chegou às lojas em 29 de abril de 1985. Além da nova cor, a reedição apresenta uma mixagem especial preparada a partir das fitas multicanais originais, oferecendo uma leitura renovada do primeiro disco lançado exclusivamente em nome do cantor.

Antes do álbum, veio “Love Kills”

A estreia oficial de Freddie Mercury como artista solo aconteceu em 1984 com Love Kills, colaboração com o produtor italiano Giorgio Moroder para a trilha de uma nova versão do clássico cinematográfico Metropolis.

A faixa apresentou um Freddie mergulhado na música eletrônica e na estética das pistas, distante do rock grandioso associado ao Queen. A experiência funcionou: Love Kills chegou ao décimo lugar da parada britânica.

“Mr. Bad Guy” quase teve outro nome

Freddie escreveu as 11 músicas de Mr. Bad Guy e assumiu o controle criativo do projeto. Poucas semanas antes de o álbum seguir para a fabricação, porém, ele ainda pretendia chamá-lo de Made in Heaven.

“I Was Born to Love You” ganhou uma segunda vida com o Queen

Crédito da imagem: Reprodução/Internet

Lançada em 1985 como um dos principais singles de Mr. Bad Guy, I Was Born to Love You levou Freddie Mercury para um pop mais eletrônico e dançante e alcançou o 11º lugar no Reino Unido.

Dez anos depois, a música reapareceu de forma completamente diferente. Brian May, Roger Taylor e John Deacon retomaram os vocais de Freddie e reconstruíram a faixa para o álbum póstumo Made in Heaven, de 1995, acrescentando guitarras, bateria e a sonoridade característica do Queen.

A transformação foi tão marcante que hoje a canção existe praticamente em duas identidades: a versão solo, mais eletrônica, e a releitura grandiosa feita pela banda.

“Living on My Own” precisou esperar pelo topo

Crédito da imagem: Reprodução/Facebook

Um dos maiores sucessos solo de Freddie começou com desempenho modesto. Living on My Own chegou apenas à 50ª posição no Reino Unido em 1985.

A virada aconteceu em 1993, quando o remix produzido pelo No More Brothers transformou a canção em um fenômeno das pistas europeias. A nova versão permaneceu duas semanas no topo da parada britânica e se tornou o primeiro e único número 1 de Freddie Mercury em carreira solo no país.

“The Great Pretender” combinava com sua imagem

Lançada originalmente pelo grupo The Platters nos anos 1950, The Great Pretender ganhou uma versão teatral e carregada de personalidade na voz de Freddie em 1987. A gravação chegou ao quarto lugar no Reino Unido.

Crédito da imagem: Reprodução/Internet

O videoclipe reforçou a brincadeira entre personagem e realidade ao recuperar diferentes visuais usados pelo cantor ao longo da trajetória com o Queen. A escolha também dialogava com a diferença entre o Freddie reservado da vida privada e a figura expansiva que dominava os palcos.

“Barcelona” começou como uma música

Crédito da imagem: Reprodução/Internet

A parceria com a soprano espanhola Montserrat Caballé deveria render inicialmente apenas uma canção. A sintonia entre os dois, entretanto, foi tão grande que o encontro se transformou em um álbum inteiro, lançado em 1988.

A faixa Barcelona alcançou inicialmente o oitavo lugar no Reino Unido. Relançada no período dos Jogos Olímpicos realizados na cidade em 1992, subiu até a segunda posição e se consolidou como uma das gravações mais reconhecidas da carreira solo do cantor.

Do pop eletrônico de Love Kills ao encontro operístico de Barcelona, Freddie usou seus trabalhos paralelos para experimentar sem abandonar o Queen. O próprio artista dizia que não estava começando uma nova carreira, mas seguindo uma “tangente” criativa. Quatro décadas depois, o vinil verde de Mr. Bad Guy coloca essa aventura novamente para girar.

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