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Astronautas da Artemis 2 retornam à Terra após missão lunar de 10 dias

Astronautas da Artemis 2 retornam à Terra após missão lunar de 10 dias

Reuters

10/04/2026

Placeholder - loading - Cápsula da tripulação da Artemis 2 desce no Oceano Pacífico nesta captura de tela de vídeo de transmissão ao vivo  10 de abril de 2026 NASA/Divulgação via REUTERS
Cápsula da tripulação da Artemis 2 desce no Oceano Pacífico nesta captura de tela de vídeo de transmissão ao vivo 10 de abril de 2026 NASA/Divulgação via REUTERS

Por Joey Roulette e Steve Gorman

HOUSTON, 10 ​Abr (Reuters) - A cápsula da Artemis 2 e sua tripulação de quatro membros atravessaram a atmosfera da Terra e caíram com segurança no Oceano Pacífico nesta sexta-feira, depois de quase 10 dias no espaço, encerrando a primeira viagem de seres humanos às proximidades da Lua em mais de meio século.

A cápsula Orion da Nasa, batizada de Integrity, caiu suavemente de paraquedas no mar ao largo da costa sul da Califórnia, pouco depois das 17 horas (horário do Pacífico), concluindo uma missão que levou os astronautas mais longe no espaço do que qualquer ⁠outro voo ⁠anterior.

O voo da Artemis 2, que ​percorreu um ‌total de 1.117.515 km em duas órbitas terrestres e um sobrevoo lunar a cerca de 252.000 milhas de distância, foi o primeiro voo de teste tripulado de uma série de missões Artemis que visam iniciar o pouso de astronautas na superfície ⁠lunar a partir de 2028.

A amerrissagem (pouso da aeronave na água), cerca ​de duas horas antes do pôr do Sol, foi transmitida por vídeo ao vivo em ​um webcast da Nasa.

Equipes de recuperação estavam a ‌postos para prender a ​cápsula ⁠flutuante e retirar a tripulação -- os astronautas norte-americanos Reid Wiseman, de 50 anos, Victor Glover, de 49, e Christina Koch, de 47, além do astronauta canadense Jeremy Hansen, de 50 ​anos.

O retorno da tripulação ao lar eliminou um último obstáculo crítico para a espaçonave Orion, construída pela Lockheed Martin, provou que ela suporta as forças extremas da reentrada de uma trajetória de retorno lunar.

O mergulho ardente de 13 minutos na atmosfera da Terra gerou ​um calor por atrito que fez com que as temperaturas no exterior da cápsula subissem para cerca de 2.760 graus Celsius.

No pico do estresse da reentrada, como esperado, o calor intenso e a compressão do ar formaram uma bainha de gás ionizado, ou plasma, que envolveu a cápsula, cortando as comunicações de rádio com a tripulação por vários minutos.

A tensão se desfez quando o contato foi restabelecido e dois conjuntos de paraquedas ​foram vistos saindo do nariz da cápsula em queda livre, diminuindo sua descida para cerca ‌de 25 km/h antes de a ⁠Orion atingir suavemente a água.

A expectativa é que as equipes da Nasa e da Marinha dos EUA levem cerca de uma hora para prender a cápsula flutuante e ⁠ajudar os quatro astronautas a saírem do veículo, para ⁠levá-los a um navio de recuperação ⁠próximo para serem submetidos ⁠a ​um exame médico inicial.

(Reportagem de Steve Gorman, em Los Angeles, e Joey Roulette, em Houston)

Reuters

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