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Ataques de Trump a líderes europeus reacendem preocupações de diplomatas do continente

Ataques de Trump a líderes europeus reacendem preocupações de diplomatas do continente

Reuters

01/05/2026

Placeholder - loading - O presidente Donald Trump e o chanceler alemão Friedrich Merz se reúnem no Salão Oval da Casa Branca em Washington, D.C., EUA, em 3 de março de 2026. REUTERS/Jonathan Ernst
O presidente Donald Trump e o chanceler alemão Friedrich Merz se reúnem no Salão Oval da Casa Branca em Washington, D.C., EUA, em 3 de março de 2026. REUTERS/Jonathan Ernst

Por Andrea Shalal

WASHINGTON, 1 Mai (Reuters) - ​As últimas semanas não foram tranquilizadoras para aqueles que pensavam que a Europa poderia navegar em seu relacionamento complicado com o presidente dos EUA, Donald Trump.

Nesta semana, Trump atacou o chanceler alemão Friedrich Merz por causa de suas críticas à guerra do Irã, chamando-o de 'totalmente ineficaz', e ameaçou cortar as 36.400 tropas americanas baseadas na Alemanha.

Ele atacou o primeiro-ministro britânico Keir Starmer em termos surpreendentemente ⁠pessoais, ⁠dizendo que ele 'não é Winston Churchill' ​e ‌ameaçando impor uma 'grande tarifa' sobre as importações do Reino Unido.

Ainda mais preocupante para a Europa, o Departamento de Defesa de Trump cogitou punir os aliados da Otan que, ⁠segundo ele, não estão apoiando as operações dos Estados Unidos ​na guerra contra o Irã, incluindo a suspensão da Espanha ​como membro e a revisão do ‌reconhecimento dos EUA ​das ⁠Ilhas Falkland como posse do Reino Unido.

'É, no mínimo, enervante', disse um diplomata europeu. 'Estamos preparados para qualquer coisa, a qualquer momento'

Os últimos ataques ​dos EUA, disparados por causa de discordâncias sobre a guerra do Irã, aparentemente fizeram com que as relações entre os EUA e a Europa voltassem aos primeiros dias do segundo ​governo Trump.

Um segundo diplomata europeu disse que a ex-chanceler alemã Angela Merkel, que teve um relacionamento difícil com Trump durante seu primeiro mandato, tinha modelado a abordagem correta.

'Todos nós já aprendemos um pouco como lidar com Trump. Não se deve reagir imediatamente, é preciso deixar a tempestade passar, mantendo-se firme em suas posições', disse ​o diplomata.

Mesmo aqueles que tentaram bajular enfrentaram a ira de Trump, ‌disse o diplomata. 'Todos os que ⁠tentaram isso receberam sua salva de insultos, como os outros. Portanto, todos percebem agora que a bajulação também não funciona', ⁠disse o diplomata.

A Casa Branca não fez ⁠comentários imediatos.

(Reportagem de Andrea Shalal; ⁠reportagem adicional de ⁠Michel ​Rose em Paris e Humeyra Pamuk e Patricia Zengerle em Washington)

Reuters

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