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Ativistas da flotilha de Gaza serão libertados da detenção em Israel e deportados

Ativistas da flotilha de Gaza serão libertados da detenção em Israel e deportados

Reuters

09/05/2026

Placeholder - loading - Aivista brasileiro Thiago Ávila 6 de maio de 2026 REUTERS/Amir Cohen
Aivista brasileiro Thiago Ávila 6 de maio de 2026 REUTERS/Amir Cohen

JERUSALÉM, 9 Mai (Reuters) - Dois ativistas presos ​no mês passado, quando as forças israelenses interceptaram a flotilha rumo a Gaza em que viajavam, devem ser deportados nos próximos dias, depois de terem sido libertados da prisão de segurança neste sábado, disseram seus advogados.

Saif Abu Keshek, de nacionalidade espanhola, e o brasileiro Thiago Ávila foram detidos pelas autoridades israelenses em 29 de abril e levados para Israel.

Os ativistas faziam parte de uma segunda Flotilha Global Sumud, lançada da Espanha ⁠em ⁠12 de abril para tentar romper ​o ‌bloqueio de Israel a Gaza, entregando ajuda ao enclave.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel disse que Abu Keshek era suspeito de afiliação a uma organização terrorista e Ávila era suspeito ⁠de atividade ilegal. Ambos negaram as alegações.

BRASIL E A ESPANHA DISSERAM ​QUE DETENÇÃO FOI ILEGAL

Os governos da Espanha e do Brasil afirmaram ​que a detenção de Abu Keshek ‌e Ávila era ​ilegal, mas ⁠o Tribunal de Magistrados de Ashkelon, em Israel, decidiu mantê-los sob custódia até 10 de maio.

O grupo de direitos humanos Adalah, que auxiliou em sua ​defesa legal e também afirmou que a detenção era ilegal, disse que Abu Keshek e Ávila foram informados de que seriam libertados da detenção neste sábado e entregues à custódia das autoridades de ​imigração até sua deportação.

'O Adalah está monitorando de perto os acontecimentos para garantir que a libertação da detenção ocorra, seguida de sua deportação de Israel nos próximos dias', disse o grupo. As autoridades israelenses não puderam ser contatadas imediatamente para comentar o assunto.

As autoridades israelenses os mantiveram sob suspeita de crimes que incluíam auxílio ao inimigo e contato com ​um grupo terrorista.

Gaza é administrada em grande parte pelo grupo militante palestino ‌Hamas, que é considerado um grupo ⁠terrorista por Israel e por grande parte do Ocidente.

O ataque do grupo a Israel em 7 de outubro de 2023 deu início ⁠à guerra de Gaza, que deixou grande ⁠parte da população do enclave desabrigada ⁠e dependente de ⁠ajuda -- ​que, segundo as agências humanitárias, está chegando muito lentamente.

(Reportagem de Maayan Lubell)

Reuters

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