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Banco da Inglaterra decide manter juros por unanimidade diante dos riscos da guerra

Banco da Inglaterra decide manter juros por unanimidade diante dos riscos da guerra

Reuters

19/03/2026

Placeholder - loading - Sede do Banco da Inglaterra em Londres 01/12/2025. REUTERS/Maja Smiejkowska
Sede do Banco da Inglaterra em Londres 01/12/2025. REUTERS/Maja Smiejkowska

Por William Schomberg e David Milliken

LONDRES, 19 ​Mar (Reuters) - O Banco da Inglaterra decidiu por unanimidade deixar a taxa de juros inalterada nesta quinta-feira diante dos riscos de inflação decorrentes da guerra no Oriente Médio, e alguns membros levantaram a possibilidade de um aumento.

O Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra votou por 9 a 0 para manter a taxa básica de juros em 3,75%, informou o banco central.

Economistas consultados pela Reuters previam, em sua maioria, uma votação de 7 a 2 a favor da manutenção.

O comitê afirmou ⁠que ⁠a inflação pode subir para até ​3,5% nos ‌próximos dois trimestres, de acordo com as previsões da equipe do Banco da Inglaterra, e que está atento ao risco de expectativas de inflação mais altas se consolidarem na economia.

Ele também mencionou os riscos de ⁠uma desaceleração econômica, que pode enfraquecer as pressões inflacionárias, mas afirmou ​que o maior risco é de uma inflação mais alta.

O presidente do ​Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, disse que os ‌preços da gasolina ​já estão ⁠mais altos e que as contas de energia das famílias aumentarão este ano se o conflito persistir.

'Mantivemos a taxa de juros em 3,75% enquanto avaliamos o desenrolar ​dos acontecimentos', disse ele em um comunicado. 'Aconteça o que acontecer, nosso trabalho é garantir que a inflação retorne à sua meta de 2%.'

Outros membros do comitê foram mais explícitos sobre a necessidade de aumento da taxa de juros, ​uma possibilidade que foi precificada pelos investidores após o início da guerra.

Catherine Mann disse acreditar que o banco central deveria considerar uma pausa mais longa na taxa de juros 'ou até mesmo um aumento em algum momento' para impedir que a inflação fique muito alta.

O economista-chefe do banco, Huw Pill, que votou contra os cortes de juros mais recentes, disse estar 'pronto para agir' caso o choque nos preços ​da energia aumente o risco de pressões inflacionárias de longo prazo.

Mas Alan Taylor, ‌um dos mais veementes defensores da ⁠redução dos juros, afirmou que a decisão pela manutenção não deve ser vista como um ponto de virada.

'Dada a enorme incerteza em torno dos preços ⁠da energia, vejo atualmente um obstáculo muito grande para ⁠um aumento', disse Taylor.

O comitê afirmou ⁠que poderá ter ⁠mais ​informações até sua próxima reunião, no final de abril, para avaliar melhor a situação.

Reuters

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