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Bancos da zona do euro estão restringindo crédito empresarial, mostra pesquisa do BCE

Bancos da zona do euro estão restringindo crédito empresarial, mostra pesquisa do BCE

Reuters

03/02/2026

Placeholder - loading - Bandeiras da UE em frente à sede do Banco Central Europeu em Frankfurt, Alemanha 18/07/2024. REUTERS/Jana Rodenbusch
Bandeiras da UE em frente à sede do Banco Central Europeu em Frankfurt, Alemanha 18/07/2024. REUTERS/Jana Rodenbusch

FRANKFURT, 3 Fev (Reuters) - Os bancos da ⁠zona do euro restringiram o acesso ao crédito corporativo no último trimestre e esperam ver mais restrições no futuro devido à incerteza econômica generalizada, em parte relacionada às políticas comerciais, mostrou a pesquisa trimestral sobre empréstimos bancários do Banco Central Europeu nesta terça-feira.

O crescimento dos empréstimos a empresas e famílias vem acelerando há anos, mas a taxa de expansão ainda está abaixo da era pré-pandemia, ​reforçando as evidências de que a ⁠expansão ⁠econômica do bloco, embora resiliente, continua modesta.

“As preocupações com as perspectivas para as empresas e a economia em geral, bem como a menor tolerância ao risco dos bancos, contribuíram para o endurecimento dos critérios de crédito”, afirmou o ‌BCE com base em uma pesquisa com 153 dos maiores ​bancos do bloco.

Metade dos bancos consultados ‌afirmou que a ​incerteza ​sobre a política comercial afetou seus empréstimos, principalmente por meio da redução da tolerância ao risco e da demanda mais fraca, fatores ​que continuarão a impactar os empréstimos este ano, afirmou o BCE.

O crédito corporativo ficou mais restrito na Alemanha e na França, entre os maiores países da zona do euro, enquanto a Itália e a Espanha não registraram nenhum aperto.

Embora os bancos tenham aplicado padrões de crédito mais restritivos para as empresas, continuaram a flexibilizá-los para hipotecas, principalmente na França, mesmo que parte dessa flexibilização possa ser revertida no primeiro trimestre do ano.

Entretanto, a procura se manteve, com os bancos reportando um ligeiro aumento, uma ⁠tendência que provavelmente irá persistir no primeiro trimestre.

Os bancos esperam um ‌aumento na demanda por empréstimos ⁠para a maioria dos setores, exceto para a fabricação de automóveis, comércio atacadista, comércio varejista e imóveis comerciais.

A demanda ‍por hipotecas também aumentou devido à melhora nas perspectivas do mercado imobiliário, mesmo que a ​confiança ‌do consumidor tenha contribuído negativamente, disse o BCE.

(Reportagem de Balazs Koranyi)

Reuters

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