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BCE agirá de forma proativa contra inflação elevada mesmo após acordo com o Irã, afirma Lane

BCE agirá de forma proativa contra inflação elevada mesmo após acordo com o Irã, afirma Lane

Reuters

16/06/2026

Placeholder - loading - Economista-chefe do BCE, Philip Lane  16 de junho de 2026. REUTERS/Chris J. Ratcliffe
Economista-chefe do BCE, Philip Lane 16 de junho de 2026. REUTERS/Chris J. Ratcliffe

Por Marc Jones e Balazs Koranyi

LONDRES, 16 ​Jun (Reuters) - O Banco Central Europeu continuará a ser “proativo” em sua batalha contra a inflação elevada mesmo após um acordo entre os Estados Unidos e o Irã ter reduzido os preços da energia, afirmou nesta terça-feira o economista-chefe do BCE, Philip Lane.

O BCE elevou as taxas de juros pela primeira vez em quase três anos na semana passada e deixou em aberto a possibilidade de um novo aperto monetário para evitar que o aumento nos custos dos combustíveis, causado pela guerra ⁠no ⁠Irã, se espalhe para outros preços.

Lane ​disse que ‌os preços do petróleo permaneceram acima dos níveis pré-guerra mesmo após queda nesta semana, e que o BCE manterá sua batalha contra a inflação, que agora deve ficar acima da meta de 2% por um ⁠ano.

“Continuaremos a ser proativos na política monetária de acordo com a ​evolução dos riscos”, disse ele em entrevista na conferência Reuters NEXT Europe em ​Londres.

O acordo preliminar entre os Estados Unidos ‌e o Irã prolongará ​um ⁠frágil cessar-fogo e reabrirá o Estreito de Ormuz, que o Irã bloqueou efetivamente desde que os EUA e Israel atacaram o país em fevereiro.

PREÇOS DO PETRÓLEO

Lane observou que ​os investidores financeiros estão apostando que os preços do petróleo Brent permanecerão acima de US$70 por barril nos próximos anos, situando-se entre o cenário básico do BCE e o mais moderado, mas mais próximos do primeiro.

“Está oscilando entre ​nosso cenário básico e o mais moderado. Mas, no fim das contas, acho que, em uma perspectiva de vários anos, ficará mais próximo do básico”, disse Lane.

O BCE prevê uma inflação de 3,0% neste ano, 2,3% no próximo ano e 2,0% em 2028 em seu cenário de referência, enquanto o cenário mais moderado aponta para uma inflação abaixo da meta no próximo ano.

RESILIÊNCIA

Em comentários adicionais que ​podem ser interpretados como defesa de mais aumentos nas taxas de juros, Lane listou ‌uma série de fatores que compensariam, ⁠em parte, o choque energético na economia da zona do euro.

Esses fatores vão desde uma recuperação no setor da construção até o aumento dos rendimentos ⁠reais e maiores gastos fiscais na Alemanha, disse Lane.

“Muitos ⁠itens individuais são positivos”, disse ele. “E, ⁠portanto, o choque ⁠energético ​claramente negativo se insere no contexto dessa resiliência mais ampla.”

(Reportagem adicional de Yoruk Bahceli)

Reuters

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